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{"id":7022,"date":"2011-09-21T21:55:31","date_gmt":"2011-09-22T00:55:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=7022"},"modified":"2011-09-22T17:44:19","modified_gmt":"2011-09-22T20:44:19","slug":"noticia-do-stf-o-julgamento-do-recurso-extraordinario-re-594269","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2011\/09\/noticia-do-stf-o-julgamento-do-recurso-extraordinario-re-594269\/","title":{"rendered":"Not\u00edcias do STF  &#8211;  O julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 594269"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: justify;\">Quarta-feira, 21 de setembro de 2011<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\">Essa SIM! \u00e9 uma grande vit\u00f3ria, indireta, dos anistiandos\/anistiados\/desanistiados, ex-Cabos da FAB, oriunda do <strong>TRIBUNAL PLENO DO STF<\/strong>, e de repercuss\u00e3o geral.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/imagem-min-carmem-luc.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7024\" title=\"imagem min carmem luc\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/imagem-min-carmem-luc.jpg\" alt=\"imagem min carmem luc\" width=\"430\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/imagem-min-carmem-luc.jpg 430w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/imagem-min-carmem-luc-300x230.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><\/a><span style=\"color: #333300;\"><strong>A ministra C\u00e1rmen L\u00facia considerou que sempre que um ato administrativo  puder afetar o patrim\u00f4nio de algu\u00e9m deve ser garantido ao interessado o  exerc\u00edcio da ampla defesa.<\/strong><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong>&#8220;Retirada de parcela salarial sem o devido processo legal \u00e9 nula&#8221;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/processo\/verProcessoAndamento.asp?incidente=2644122\" target=\"_self\"><strong>RE\u00a0594296 &#8211; RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"float: left;\">\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p>Na sess\u00e3o desta quarta-feira (21), por unanimidade de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJ-MG), que julgou ilegal a anula\u00e7\u00e3o, pelo governo mineiro, de parcela integrante da remunera\u00e7\u00e3o de uma servidora, <strong>sem que lhe fosse dado o direito ao contradit\u00f3rio e \u00e0 ampla defesa<\/strong>.<\/p>\n<p>O julgamento do <strong>Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 594269<\/strong> teve in\u00edcio na sess\u00e3o de 31 de agosto, com os votos do relator do caso, ministros <strong>Dias Toffoli<\/strong>, e do ministro <strong>Luiz Fux<\/strong>. Na ocasi\u00e3o, ambos se manifestaram pelo desprovimento do recurso, ajuizado na Corte pelo Estado de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Em seu voto, o relator explicou que o governo mineiro tomou sua decis\u00e3o com base na <strong>S\u00famula 473 do STF<\/strong>, editada em 1969, ainda <strong>sob a \u00e9gide da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1967<\/strong>. Esta s\u00famula, revelou o ministro, admitia a possibilidade de a Administra\u00e7\u00e3o \u201c<span style=\"text-decoration: underline;\">anular seus pr\u00f3prios atos, quando eivados de v\u00edcios que os tornam ilegais, porque deles n\u00e3o se originam direitos, ou revog\u00e1-los por motivo de conveni\u00eancia ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada, em todos os casos, a aprecia\u00e7\u00e3o judicial<\/span>\u201d. <strong>Mas esse entendimento n\u00e3o foi recepcionado pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988<\/strong>, observou o ministro Dias Toffoli.<\/p>\n<p>Isso porque, conforme o ministro, <strong>o artigo 5\u00ba, inciso LV<\/strong>, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 <strong>\u00e9 claro ao garantir o direito ao contradit\u00f3rio e \u00e0 ampla defesa, inclusive em processos administrativos<\/strong>, e que o <strong>inciso LIV<\/strong> do mesmo artigo <span style=\"text-decoration: underline;\">estabelece que ningu\u00e9m ser\u00e1 privado de seus bens sem o devido processo legal<\/span>.<\/p>\n<p>Ele lembrou, nesse contexto, que <strong>n\u00e3o estava em julgamento o m\u00e9rito do desconto salarial<\/strong> pretendido pelo governo mineiro, <strong>mas sim o direito ao contradit\u00f3rio e \u00e0 ampla defesa <\/strong>da servidora. Segundo ele, o julgamento em curso no STF n\u00e3o exclui a possibilidade de o governo de Minas Gerais renovar um processo de revis\u00e3o dos vencimentos da servidora, por\u00e9m dentro dos pressupostos legais.<\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong>Voto-vista<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A ministra <strong>C\u00e1rmen L\u00facia <\/strong>disse concordar com o relator. Para ela, <strong>n\u00e3o se pode atingir o patrim\u00f4nio jur\u00eddico de uma pessoa sem que lhe seja assegurado o direito ao contradit\u00f3rio e \u00e0 ampla defesa<\/strong>. No caso em debate, apontou ela, <strong>\u00e9 incontroversa a inobserv\u00e2ncia dessa garantia constitucional<\/strong>.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m afirmou concordar com o relator no ponto em que ele assentou que o poder de autotutela \u00e9 um instrumento que a administra\u00e7\u00e3o tem para verificar a legalidade de seus provimentos. Entretanto, disse a ministra, n\u00e3o se pratica a autotutela sem limites. Nesse ponto, C\u00e1rmen L\u00facia lembrou que, atualmente, n\u00e3o se considera autotutela um poder, mas um dever.<\/p>\n<p>A ministra <strong>C\u00e1rmen L\u00facia<\/strong> considerou que sempre que um ato administrativo puder afetar o patrim\u00f4nio de algu\u00e9m deve ser garantido ao interessado o exerc\u00edcio da ampla defesa. &#8220;<strong>H\u00e1 a necessidade de se formalizar processo administrativo, com respeito ao devido processo legal, at\u00e9 para se evitar arbitrariedades<\/strong>&#8220;, repetiu a ministra.<\/p>\n<p>&#8220;<strong>N\u00e3o tenho d\u00favida quanto ao acerto da decis\u00e3o recorrida<\/strong>&#8220;, disse a ministra <strong>ao tamb\u00e9m votar contra o recurso do Estado de Minas Gerais<\/strong>. Todos os ministros presentes \u00e0 sess\u00e3o se manifestaram pelo desprovimento do recurso.<\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong>S\u00famula 473<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A<strong>o final de seu voto, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia prop\u00f4s \u00e0 Corte que se estude uma altera\u00e7\u00e3o no enunciado da S\u00famula 473 da Corte<\/strong>, para fazer constar que a administra\u00e7\u00e3o pode anular seus atos, <strong>desde que garantido, em todos os casos, o devido processo legal administrativo<\/strong>. Para a ministra, tendo em vista a repercuss\u00e3o geral reconhecida na mat\u00e9ria e com a altera\u00e7\u00e3o proposta, a s\u00famula poderia obter o efeito vinculante.<\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong>O caso<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A servidora ingressou no servi\u00e7o p\u00fablico em 1994, quando pediu e teve averbado tempo de servi\u00e7o cumprido anteriormente na iniciativa privada. Na oportunidade, foram-lhe deferidos quatro quinqu\u00eanios. Entretanto, cerca de tr\u00eas anos depois, ela recebeu comunicado dando conta de que teria percebido indevidamente valores referentes a quinqu\u00eanios irregularmente concedidos e que o benef\u00edcio seria retirado de seu prontu\u00e1rio e, o montante pago a maior, debitado de seus vencimentos mensais.<\/p>\n<p>Inconformada, a servidora ingressou em ju\u00edzo e obteve a revers\u00e3o do ato, decis\u00e3o esta confirmada pelo TJ-MG. Contra tal decis\u00e3o, o governo mineiro recorreu ao STF.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: smaller;\">MB\/CG<\/span><\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">31\/08\/2011 &#8211; <a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/cms\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=188124&amp;caixaBusca=N\">Vista suspende julgamento de a\u00e7\u00e3o que discute retirada de parcela salarial de servidora<\/a><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>NOSSO COMENTO: <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800000;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\">Este consenso do TRIBUNAL PLENO DO STF poder\u00e1 nos beneficiar, no futuro, tendo em vista a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Federal nos ter negado, no\u00a0 processo de anula\u00e7\u00e3o <\/span><\/strong><strong><span style=\"color: #800000;\">das\u00a0 495 Anistias dos ex-Cabos P\u00f3s\/64<\/span><\/strong><strong><span style=\"color: #800000;\">, que padece de outros v\u00edcios,\u00a0 <span style=\"text-decoration: underline;\">o direito da ampla defesa e do contradit\u00f3rio<\/span>.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\">Neste mesmo sentido j\u00e1 manifestou-se a pr\u00f3pria Consultoria Jur\u00eddica do Minist\u00e9rio de Estado da Justi\u00e7a no Parecer CEP\/CGLEG\/CONJUR\/MJ N\u00ba 071\/2007. <\/span><\/strong><\/div>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_2zYbI1cQkto\/TReAULJTaZI\/AAAAAAAABbI\/OdcfK1f75DY\/S269\/27-04-09_1209aB32.jpg\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" title=\"gvlima15_jpg\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\" alt=\"gvlima15_jpg\" width=\"32\" height=\"48\" \/><\/a><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Postado por Gilvan Vanderlei<br \/>\nEx-Cabo da FAB \u2013 V\u00edtima da Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\nE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quarta-feira, 21 de setembro de 2011 Essa SIM! \u00e9 uma grande vit\u00f3ria, indireta, dos anistiandos\/anistiados\/desanistiados, ex-Cabos da FAB, oriunda do TRIBUNAL PLENO DO STF, e de repercuss\u00e3o geral. 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