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{"id":53278,"date":"2021-08-04T10:49:27","date_gmt":"2021-08-04T13:49:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=53278"},"modified":"2021-08-04T10:50:48","modified_gmt":"2021-08-04T13:50:48","slug":"aos-nossos-patronos-em-diversos-casos-de-ex-cabos-da-fab-pos-64-stj-defere-medida-liminar-para-restabelecer-anistia-anulada-de-ernesto-lourenco-bezerra-neto-ms-27-366-dfa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2021\/08\/aos-nossos-patronos-em-diversos-casos-de-ex-cabos-da-fab-pos-64-stj-defere-medida-liminar-para-restabelecer-anistia-anulada-de-ernesto-lourenco-bezerra-neto-ms-27-366-dfa\/","title":{"rendered":"Aos nossos patronos em diversos casos de ex-Cabos da FAB P\u00f3s\/64 &#8230;.. STJ &#8211; Defere medida liminar, para restabelecer anistia anulada de Ernesto Louren\u00e7o Bezerra Neto ( MS 27.366-DF)"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/assusete-magalhaes-2016.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-52340\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/assusete-magalhaes-2016.png\" width=\"420\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/assusete-magalhaes-2016.png 420w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/assusete-magalhaes-2016-385x289.png 385w\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:16px;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>STJ &#8211; MS 27.366\/DF &#8211; Ministra&nbsp;ASSUSETE MAGALH&Atilde;ES &#8211; DECIS&Atilde;O: (&#8230;) defiro a medida liminar, para restabelecer o pagamento da presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada da parte impetrante, com os efeitos decorrentes, at&eacute; o julgamento final do presente mandamus.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/decis\u00e3o-STJ.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"302\" height=\"167\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-39661\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/decis\u00e3o-STJ.jpg\" style=\"width: 350px; height: 167px;\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A N&ordm; 27366 &#8211; DF (2021\/0073590-7)<\/strong><br \/>\n\tRELATORA : <strong>MINISTRA ASSUSETE MAGALH&Atilde;ES<\/strong><br \/>\n\tIMPETRANTE : <strong><span style=\"background-color:#FFFFE0;\">ERNESTO LOURENCO BEZERRA NETO<\/span><\/strong><br \/>\n\tADVOGADOS : ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS &#8211; PE020304<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA &#8211; PE019805<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; DANIELLE FERREIRA LIMA ROCHA E OUTRO(S) &#8211; PE021043<br \/>\n\tIMPETRADO : <strong>MINISTRO DA MULHER, DA FAMILIA E DOS DIREITOS HUMANOS<\/strong><br \/>\n\tINTERES. : <strong>UNI&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"background-color:#FFFFE0;\">DECIS&Atilde;O<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de Mandado de Seguran&ccedil;a, com pedido de liminar, impetrado por ERNESTO LOUREN&Ccedil;O BEZERRA NETO, indicando como autoridade coatora a MINISTRA DE ESTADO DA MULHER, DA FAM&Iacute;LIA E DOS DIREITOS HUMANOS, para que seja restabelecida sua condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para tanto, alega nulidade da portaria que cassou sua anistia, de vez que &quot;n&atilde;o foi devidamente intimado para apresentar defesa. (&#8230;) O fato &eacute; que, mesmo n&atilde;o havendo notifica&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida, a autoridade coatora tampouco tentou intimar o impetrante por meio de edital, assim como tamb&eacute;m n&atilde;o nomeou defensor dativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante disso, o impetrante n&atilde;o pode se defender, ficando impossibilitado de produzir provas e demonstrar o acerto da concess&atilde;o de sua anistia pol&iacute;tica, no que violou o devido processo legal e, assim, os termos da decis&atilde;o do STF no RE n&ordm; 817.338\/DF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m da suspens&atilde;o do pagamento da anistia, que &eacute; a sua &uacute;nica fonte de renda, o(a) impetrante e toda a sua fam&iacute;lia perdeu, no mesmo ato, o plano de sa&uacute;de da aeron&aacute;utica. Tratando-se de idoso(a), com problemas de sa&uacute;de, a suspens&atilde;o do plano de sa&uacute;de atenta contra o princ&iacute;pio da dignidade da pessoa humana. (&#8230;) De fato, o processo administrativo, que culminou na anula&ccedil;&atilde;o da anistia do(a) impetrante, violou, flagrantemente, o devido processo legal, seja porque n&atilde;o houve a devida intima&ccedil;&atilde;o para a apresenta&ccedil;&atilde;o da defesa, impedindo o impetrante de produzir provas e inquirir testemunhas, seja, ainda, porque n&atilde;o houve julgamento colegiado pela Comiss&atilde;o de Anistia&quot; (fls. 5\/9e).<\/p>\n<p>Requer, por fim, &quot;a concess&atilde;o da medida liminar (medida de urg&ecirc;ncia), a fim de que seja restabelecido o pagamento da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada, al&eacute;m do plano de sa&uacute;de da aeron&aacute;utica, at&eacute; julgamento final desta a&ccedil;&atilde;o&quot; (fl. 25e).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pedido de justi&ccedil;a gratuita foi deferido pelo Presidente desta Corte, a fl. 137e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fls. 142\/144e, reservei a aprecia&ccedil;&atilde;o do pedido de concess&atilde;o de medida liminar para depois de apresentadas as informa&ccedil;&otilde;es da autoridade impetrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Uni&atilde;o, a fls. 147e, manifesta o seu interesse na causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Informa&ccedil;&otilde;es da autoridade impetrada, a fls. 171\/188e e 212\/234e, alegando a aus&ecirc;ncia de direito l&iacute;quido e certo e a regularidade da Portaria 3.076\/2019, da notifica&ccedil;&atilde;o encaminhada ao impetrante e da portaria de anula&ccedil;&atilde;o da anistia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parecer do MPF, a fls. 243\/263e, pela denega&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fls. 237\/23e, o impetrante traz a not&iacute;cia de que &quot;em sess&atilde;o do dia 14.04.2021, a Primeira Se&ccedil;&atilde;o do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a consolidou o entendimento, em sede de mandado de seguran&ccedil;a, no sentido de restabelecer portarias de anistia anuladas pela Ministra da Mulher, da Fam&iacute;lia e dos Direitos Humanos (vide MS 26.323\/DF, MS 26.393, MS 26.439\/DF, MS 26.577\/DF e MS 26.553\/DF)&quot;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final, reitera que, &quot;em raz&atilde;o do evidente car&aacute;ter alimentar da presta&ccedil;&atilde;o mensal e da idade avan&ccedil;ada (grupo de risco da Covid-19), a parte impetrante pede a aprecia&ccedil;&atilde;o do pedido liminar, a fim de que seja ela deferida para determinar a suspens&atilde;o dos efeitos do ato impugnado, at&eacute; o julgamento final do writ&quot;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o processo esteja pronto para julgamento em Colegiado, a pr&oacute;xima sess&atilde;o da Primeira Se&ccedil;&atilde;o somente ocorrer&aacute; no final do m&ecirc;s de agosto de 2021, raz&atilde;o pela qual, ante a alegada urg&ecirc;ncia, passo ao exame da liminar requerida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como cedi&ccedil;o, nos termos do art. 1&ordm; da Lei 12.016\/2009 e em conformidade com o art. 5&ordm;, LXIX, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, &quot;conceder-se-&aacute; mandado de seguran&ccedil;a para proteger direito l&iacute;quido e certo, n&atilde;o amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa f&iacute;sica ou jur&iacute;dica sofrer viola&ccedil;&atilde;o ou houver justo receio de sofr&ecirc;-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as fun&ccedil;&otilde;es que exer&ccedil;a&quot;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesses termos, a impetra&ccedil;&atilde;o do mandamus deve-se apoiar em incontroverso direito l&iacute;quido e certo, comprovado desde o momento da impetra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De igual modo, nos termos do art. 7&ordm;, III, da Lei 12.016\/2009, a concess&atilde;o de medida liminar em sede de mandado de seguran&ccedil;a requer a presen&ccedil;a, concomitante, de dois pressupostos autorizadores: a) a relev&acirc;ncia dos argumentos da impetra&ccedil;&atilde;o; b) que o ato impugnado possa resultar a inefic&aacute;cia da ordem judicial, caso seja concedida ao final, havendo o risco de dano irrepar&aacute;vel ou de dif&iacute;cil repara&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na hip&oacute;tese, o Supremo Tribunal Federal, apreciando o Tema 839 (RE 817.338 RG-DF, Rel. Ministro DIAS TOFFOLI, DJe de 31\/07\/2020), fixou, sob o regime de repercuss&atilde;o geral, a seguinte tese: &quot;No exerc&iacute;cio do seu poder de autotutela, poder&aacute; a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica rever os atos de concess&atilde;o de anistia a cabos da Aeron&aacute;utica com fundamento na Portaria 1.104\/1964, quando se comprovar a aus&ecirc;ncia de ato com motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica,<br \/>\n\tassegurando-se ao anistiado, em procedimento administrativo, o devido processo legal e a n&atilde;o devolu&ccedil;&atilde;o das verbas j&aacute; recebidas&quot;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Relator, por pertinente, fez constar expressamente de seu voto que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&quot;Verifico, assim, que a mat&eacute;ria em quest&atilde;o est&aacute; inserida na ordem constitucional, sendo, por tal raz&atilde;o, insuscet&iacute;vel de decad&ecirc;ncia administrativa. De outro lado, o Supremo Tribunal Federal tamb&eacute;m j&aacute; assentou em julgados que a Portaria n&ordm; 1.104\/64, por si, n&atilde;o constitui ato de exce&ccedil;&atilde;o, sendo necess&aacute;ria a comprova&ccedil;&atilde;o, caso a caso, da ocorr&ecirc;ncia de motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-ideol&oacute;gica para o ato de exclus&atilde;o das For&ccedil;as Armadas e a consequente concess&atilde;o de anistia pol&iacute;tica.(&#8230;) Desse modo, reconhe&ccedil;o o poder-dever da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de revisitar seus atos, em procedimento administrativo, com a observ&acirc;ncia do devido processo legal, como uma manifesta&ccedil;&atilde;o da obriga&ccedil;&atilde;o de velar pela supremacia constitucional, princ&iacute;pio propulsor do Estado Democr&aacute;tico de Direito.(&#8230;) Por fim, registro que a revis&atilde;o das anistias no caso em exame se refere exclusivamente &agrave;quelas concedidas aos cabos da Aeron&aacute;utica com fundamento na Portaria n&ordm; 1.104 editada pelo Ministro de Estado da Aeron&aacute;utica em 12 de outubro de 1964&quot;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, consoante entendimento consolidado, sob o rito de repercuss&atilde;o geral, pelo STF (Tema 138), &quot;os atos administrativos que repercutem no campo dos interesses individuais dependem de processo administrativo pr&eacute;vio &ndash; no qual h&atilde;o de ser observados os princ&iacute;pios do devido processo, do contradit&oacute;rio e da ampla defesa &ndash; para serem anulados&quot; (STJ, AgInt no REsp 1.703.826\/TO, Rel. Ministro FRANCISCO FALC&Atilde;O, SEGUNDA TURMA, DJe de 04\/05\/2020).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante desse cen&aacute;rio, no tocante ao fundamento relativo &agrave; irregularidade da Notifica&ccedil;&atilde;o para defesa, encaminhada &agrave; impetrante, n&atilde;o obstante em um primeiro momento a Primeira Se&ccedil;&atilde;o tenha denegado a seguran&ccedil;a &ndash; STJ, MS 25.837\/DF e MS 25.848\/DF, Rel. p\/ ac&oacute;rd&atilde;o Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, PRIMEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O, DJe de 29\/03\/2021 e DJe de 30\/03\/2021, respectivamente &ndash;, esta Corte, em sess&atilde;o realizada em 14\/04\/2021, reformulou o posicionamento anterior, para, por maioria de votos &ndash; oportunidade em que fiquei vencida &ndash;, conceder a seguran&ccedil;a, na linha do voto do Ministro S&Eacute;RGIO KUKINA, ao entendimento de que &quot;na esp&eacute;cie, a notifica&ccedil;&atilde;o endere&ccedil;ada ao anistiado n&atilde;o especificou, como de lei (art. 26, &sect; 1&ordm;, VI, da Lei n. 9.784\/99), os fatos e fundamentos de que deveria o impetrante se defender, ante a anunciada possibilidade de perder seu estatuto de anistiado pol&iacute;tico, da&iacute; resultando inequ&iacute;voco v&iacute;cio de forma&quot;, restando tamb&eacute;m comprometida &quot;a amplitude do exerc&iacute;cio do contradit&oacute;rio e da ampla defesa pelo autor (art. 5&ordm;, LV, da CF), notadamente porque o alto grau de generalidade e de abstra&ccedil;&atilde;o de sua notifica&ccedil;&atilde;o lhe subtraiu, pelo desconhecimento dos fatos e fundamentos ensejadores do procedimento revisional, o acesso &agrave;s ferramentas de defesa constitucionalmente postas &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira-se a ementa do ac&oacute;rd&atilde;o:<\/p>\n<p style=\"margin-left:3.0cm;text-align:justify\">&quot;ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL ADMINISTRATIVO. PROCESSO DE REVIS&Atilde;O DE ANISTIA DE MILITAR. CABO DA AERON&Aacute;UTICA. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. ENUNCIADO APROVADO PELO STF EM REGIME DE REPERCUSS&Atilde;O GERAL. TEMA 839. APLICA&Ccedil;&Atilde;O IMEDIATA. DESNECESSIDADE DE PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O. NOTIFICA&Ccedil;&Atilde;O GEN&Eacute;RICA DO ANISTIADO. V&Iacute;CIO DE FORMA. PREJU&Iacute;ZO AO EXERC&Iacute;CIO DO CONTRADIT&Oacute;RIO E DA AMPLA DEFESA. NULIDADE RECONHECIDA. ORDEM CONCEDIDA. RESTABELECIMENTO DA CONDI&Ccedil;&Atilde;O DE ANISTIADO.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p style=\"margin-left:3.0cm;text-align:justify\">1. A aus&ecirc;ncia de publica&ccedil;&atilde;o do respectivo ac&oacute;rd&atilde;o n&atilde;o impede a imediataaplica&ccedil;&atilde;o de enunciado aprovado pelo STF, em regime de repercuss&atilde;o geral. Nesse sentido: RE 1.215.332 AgR, Rel. Ministro LU&Iacute;S ROBERTO BARROSO, 1&ordf; Turma, DJe 14\/12\/2020 e RE 1.129.931 AgR, Rel. Ministro GILMAR MENDES, 2&ordf; Turma, DJe 27\/08\/2018.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p style=\"margin-left:3.0cm;text-align:justify\">2. Caso concreto em que se discute a validade de ato administrativo ministerial que determinou a anula&ccedil;&atilde;o de anterior portaria, por meio da qual se havia declarado a condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico do ora impetrante, excabo da Aeron&aacute;utica.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p style=\"margin-left:3.0cm;text-align:justify\">3. Ao apreciar o Tema 839, com repercuss&atilde;o geral, o Supremo Tribunal Federal aprovou o seguinte enunciado: &#39;No exerc&iacute;cio do seu poder deautotutela, poder&aacute; a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica rever os atos de concess&atilde;o de anistia a cabos da Aeron&aacute;utica com fundamento na Portaria n&ordm; 1.104\/1964, quando se comprovar a aus&ecirc;ncia de ato com motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica, assegurando-se ao anistiado, em procedimento administrativo, o devido processo legal e a n&atilde;o devolu&ccedil;&atilde;o das verbas j&aacute; recebidas&#39;.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p style=\"margin-left:3.0cm;text-align:justify\">4. Como explica CELSO ANT&Ocirc;NIO BANDEIRA DE MELLO, &#39;Nos procedimentos administrativos, os atos previstos como anteriores s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es indispens&aacute;veis &agrave; produ&ccedil;&atilde;o dos subsequentes, de tal modo que estes &uacute;ltimos n&atilde;o podem validamente ser expedidos sem antes completar-se a fase precedente. Al&eacute;m disto, o v&iacute;cio jur&iacute;dico de um ato anterior contamina o posterior, na medida em que haja entre ambos um relacionamento l&oacute;gico incind&iacute;vel&#39; (Curso de direito administrativo. 30 ed. S&atilde;o Paulo: Malheiros, 2013, p. 453).<o:p><\/o:p><\/p>\n<p style=\"margin-left:3.0cm;text-align:justify\">5. Na esp&eacute;cie, a notifica&ccedil;&atilde;o endere&ccedil;ada ao anistiado n&atilde;o especificou, como de lei (art. 26, &sect; 1&ordm;, VI, da Lei n. 9.784\/99), os fatos e fundamentos de que deveria o impetrante se defender, ante a anunciada possibilidade de perder seu estatuto de anistiado pol&iacute;tico, da&iacute; resultando inequ&iacute;voco v&iacute;cio de forma.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p style=\"margin-left:3.0cm;text-align:justify\">6. Em indissoci&aacute;vel desdobramento, restou tamb&eacute;m comprometida a amplitude do exerc&iacute;cio do contradit&oacute;rio e da ampla defesa pelo autor (art. 5&ordm;, LV, da CF), notadamente porque o alto grau de generalidade e de abstra&ccedil;&atilde;o de sua notifica&ccedil;&atilde;o lhe subtraiu, pelo desconhecimento dos fatos e fundamentos ensejadores do procedimento revisional, o acesso &agrave;s ferramentas de defesa constitucionalmente postas &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o. Assistelhe raz&atilde;o, pois, quando diz ter sido chamado a fazer uma defesa &#39;&agrave;s cegas&#39;. N&atilde;o poderia ter se defendido eficazmente do oculto, do encoberto, do que n&atilde;o se deu a conhecer.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p style=\"margin-left:3.0cm;text-align:justify\">7. A tal prop&oacute;sito, conforme ensinamento de THIAGO MARRARA, &#39;O contradit&oacute;rio &eacute; a premissa da defesa, da&iacute; porque andam inexoravelmente juntos. N&atilde;o h&aacute; rea&ccedil;&atilde;o ao desconhecido; n&atilde;o h&aacute;, pois, defesa poss&iacute;vel sem conhecimento do objeto processual, suas causas, elementos probat&oacute;rios nem dos motivos a sustentar as decis&otilde;es liminares ou finais. O contradit&oacute;rio enseja a divulga&ccedil;&atilde;o, ativa ou a pedido, dos elementos que estimulam, inspiram e motivam as decis&otilde;es, garantindo-se aos sujeitos por elapotencialmente afetados a faculdade de rea&ccedil;&otilde;es formais. Essa divulga&ccedil;&atilde;o h&aacute; de ser garantida, em situa&ccedil;&atilde;o extrema, mesmo em preju&iacute;zo do sigilo ou da restri&ccedil;&atilde;o de acesso a informa&ccedil;&otilde;es sens&iacute;veis. N&atilde;o por outra raz&atilde;o, a Lei de Acesso &agrave; Informa&ccedil;&atilde;o adequadamente prescreve que: &#39;n&atilde;o poder&aacute; ser negado acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &agrave; tutela judicial ou administrativa de direitos fundamentais&#39; (art. 21, caput)&#39; (Princ&iacute;pios do Processo Administrativo. In Processo administrativo brasileiro &#8211; estudos em homenagem aos 20 anosda lei federal de processo administrativo. Belo Horizonte: F&oacute;rum, 2020, p. 89-90).<o:p><\/o:p><\/p>\n<p style=\"margin-left:3.0cm;text-align:justify\">8. Ordem concedida, com o pleno e imediato restabelecimento do estatuto de anistiado pol&iacute;tico do ora impetrante&quot; (STJ, MS 26.323\/DF, Rel. Ministro S&Eacute;RGIO KUKINA, PRIMEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O, DJe de 25\/05\/2021). <o:p><\/o:p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outrossim, o presente caso traz uma agravante &agrave; esta compreens&atilde;o, de vez que a autoridade coatora deixou de refutar a alega&ccedil;&atilde;o do impetrante de que n&atilde;o fora devidamente intimado para apresentar defesa administrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em verdade, em suas raz&otilde;es, a autoridade coatora n&atilde;o enfrentou esse importante fato, nada falando quanto &agrave; irregularidade no envio e recebimento da intima&ccedil;&atilde;o para apresenta&ccedil;&atilde;o de defesa pr&eacute;via, limitando-se a trazer as c&oacute;pias das Notifica&ccedil;&otilde;es 723\/2020\/DGTI\/CCP\/CGP\/CA e 2173\/2020\/DGTI\/CCP\/CGP\/CA (fls. 213\/215e).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, ainda que em ju&iacute;zo perfunct&oacute;rio, verifica-se, por si s&oacute;, a relev&acirc;ncia dos argumentos da impetra&ccedil;&atilde;o, bem como a presen&ccedil;a de risco de dano irrepar&aacute;vel ou de dif&iacute;cil repara&ccedil;&atilde;o, necess&aacute;rios &agrave; concess&atilde;o da medida liminar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ante o exposto, na linha do entendimento da Primeira Se&ccedil;&atilde;o e ressalvando o meu posicionamento no tema, defiro a medida liminar, para restabelecer o pagamento da presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada da parte impetrante, com os efeitos decorrentes, at&eacute; o julgamento final do presente mandamus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comunique-se &agrave; autoridade coatora e &agrave; Uni&atilde;o, com a urg&ecirc;ncia que o caso requer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D&ecirc;-se ci&ecirc;ncia ao MPF.<br \/>\n\tI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bras&iacute;lia, 30 de junho de 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ministra ASSUSETE MAGALH&Atilde;ES<br \/>\n\tRelatora<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size:8px;\">Edi&ccedil;&atilde;o n&ordm; 0 &#8211; Bras&iacute;lia, Documento eletr&ocirc;nico VDA29464458 assinado eletronicamente nos termos do Art.1&ordm; &sect;2&ordm; inciso III da Lei 11.419\/2006 Signat&aacute;rio(a): MINISTRA Assusete Magalh&atilde;es Assinado em: 01\/07\/2021 09:42:00 Publica&ccedil;&atilde;o no DJe\/STJ n&ordm; 3202 de 02\/08\/2021. C&oacute;digo de Controle do Documento: bc2ccab6-8471-4706-895a-e85598a20e58<\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><\/span><\/span><br \/>\n\t<span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms' , cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <b>Gilvan VANDERLEI<\/b><\/span><\/span><\/span><\/span><br \/>\n\t<span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms' , cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\">Ex-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<\/span><\/span><\/span><\/span><br \/>\n\t<span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms' , cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\">E-mail <b><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/b><\/span><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; STJ &#8211; MS 27.366\/DF &#8211; Ministra&nbsp;ASSUSETE MAGALH&Atilde;ES &#8211; DECIS&Atilde;O: (&#8230;) defiro a medida liminar, para restabelecer o pagamento da presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada da parte impetrante, com os efeitos decorrentes, at&eacute; o julgamento final do presente mandamus.<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-53278","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2021"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53278","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53278"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53278\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53281,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53278\/revisions\/53281"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53278"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53278"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53278"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}