<br />
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{"id":50035,"date":"2020-08-20T16:34:33","date_gmt":"2020-08-20T19:34:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=50035"},"modified":"2020-08-20T18:55:22","modified_gmt":"2020-08-20T21:55:22","slug":"a-quem-interessar-possa-conhecer-e-acompanhar-vitoria-no-trf5-mais-uma-liminar-concedida-para-restabelecer-a-anistia-politica-de-um-dos-295-ex-cabos-da-fab-anuladas-via-dou-de-08-06-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2020\/08\/a-quem-interessar-possa-conhecer-e-acompanhar-vitoria-no-trf5-mais-uma-liminar-concedida-para-restabelecer-a-anistia-politica-de-um-dos-295-ex-cabos-da-fab-anuladas-via-dou-de-08-06-2020\/","title":{"rendered":"\u00c0 quem interessar possa conhecer e acompanhar&#8230; Vit\u00f3ria no TRF5 &#8211; Mais uma liminar concedida para restabelecer a anistia pol\u00edtica de um dos 295 ex-Cabos da FAB anuladas via DOU de 08\/06\/2020."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Desembargador-Federal-elio-wanderley-siqueira-filho.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-50036\" height=\"300\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Desembargador-Federal-elio-wanderley-siqueira-filho.jpeg\" width=\"225\" \/><\/a> <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">O Desembargador Federal Elio Wanderley de Siqueira Filho &#8211; 1&ordf; Turma do TRF5 &#8211; nos autos do Processo <strong>0811189-91.2020.4.05.8300<\/strong> &#8211; origin&aacute;rio da 10&ordf; VARA FEDERAL &#8211; PE, concede liminar para restabelecer a anistia pol&iacute;tica do ex-Cabo da FAB &#8211; WILSON JOS&Eacute; DA HORA, um dos que teve a anistia anulada publicada na Se&ccedil;&atilde;o 1, do DOU n&ordm; 108, de 08\/06\/2020 pr&oacute;ximo passado. <\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/UMA-DECIS\u00c3O-MUDA-TUDO-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"236\" height=\"125\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-34076\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/UMA-DECIS\u00c3O-MUDA-TUDO-2.jpg\" style=\"width: 250px; height: 100px;\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">&#8211; <u>Mais uma liminar concedida<\/u> para restabelecer a anistia, esta para o Wilson Jos&eacute; da Hora, um dos 295 anulados no DOU de 08\/06\/2020. <\/span><\/strong><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"background-color:#F0FFF0;\">A liminar est&aacute; abaixo transcrita e anexada ao final da publica&ccedil;&atilde;o<\/span>. <\/span>Desta feita, foi no <strong>TRF5<\/strong>, seguramente a primeira a n&iacute;vel de Tribunal Regional Federal no pa&iacute;s; esta, em decis&atilde;o contra &nbsp;a senten&ccedil;a no processo origin&aacute;rio <strong>0811189-91.2020.4.05.8300 da 10&ordf; VF\/PE<\/strong>. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Aos anistiados, e sobretudo &agrave;s pensionistas, vale a pena ler, relembrar e conhecer todo o conte&uacute;do da decis&atilde;o, bem pontuando trechos da hist&oacute;ria e luta da Classe.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/seta-para-baixo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"140\" height=\"142\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-49706\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/seta-para-baixo.jpg\" style=\"width: 66px; height: 67px;\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Processo-Comum-C\u00edvil-0811189-91.2020.4.05.8300S.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"875\" height=\"165\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-50028\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Processo-Comum-C\u00edvil-0811189-91.2020.4.05.8300S.jpg\" style=\"width: 350px; height: 66px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Processo-Comum-C\u00edvil-0811189-91.2020.4.05.8300S.jpg 875w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Processo-Comum-C\u00edvil-0811189-91.2020.4.05.8300S-385x73.jpg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Processo-Comum-C\u00edvil-0811189-91.2020.4.05.8300S-768x145.jpg 768w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Processo-Comum-C\u00edvil-0811189-91.2020.4.05.8300S-450x85.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 875px) 100vw, 875px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PROCESSO N&ordm;: 0809409-87.2020.4.05.0000 &#8211; AGRAVO DE INSTRUMENTO&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AGRAVANTE:<span style=\"background-color:#F0FFF0;\"> <\/span><strong><span style=\"background-color:#F0FFF0;\">WILSON JOSE DA HORA<\/span><\/strong><br \/>\n\tADVOGADO: Bruno De Albuquerque Baptista<br \/>\n\tAGRAVADO: UNI&Atilde;O FEDERAL<br \/>\n\tRELATOR(A): Desembargador(a) Federal Elio Wanderley de Siqueira Filho &#8211; 1&ordf; Turma<br \/>\n\t<strong>PROCESSO ORIGIN&Aacute;RIO: 0811189-91.2020.4.05.8300<\/strong> &#8211; 10&ordf; VARA FEDERAL &#8211; PE&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><strong>DECIS&Atilde;O&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vistos, etc.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de agravo de instrumento aviado por WILSON JOS&Eacute; DA HORA em face da decis&atilde;o do Ju&iacute;zo Federal da 10&ordf; Vara de Pernambuco que, nos autos da a&ccedil;&atilde;o ordin&aacute;ria de origem, indeferiu pedido de tutela de urg&ecirc;ncia que objetivava o restabelecimento da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada, al&eacute;m de plano de sa&uacute;de da Aeron&aacute;utica, at&eacute; o julgamento final da lide.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Narrou o autor, ora agravante, em s&iacute;ntese, que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) foi declarado anistiado pol&iacute;tico pela Comiss&atilde;o de Anistia, em raz&atilde;o de ter sido incorporado na Aeron&aacute;utica antes de 12 de outubro de 1964 e licenciado por meio da Portaria n&ordm; 1.104\/GM3\/64;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) &agrave; &eacute;poca de sua incorpora&ccedil;&atilde;o, vigia a Portaria n&ordm; 570\/GM3\/54 que permitia aos cabos da FAB adquirirem estabilidade na carreira ap&oacute;s 10 (dez) anos de efetivo servi&ccedil;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) com a entrada em vigor da Portaria n&ordm; 1.104\/GM3\/64, o autor acabou sendo licenciado antes mesmo que pudesse completar a estabilidade, conforme comprova o hist&oacute;rico militar e\/ou certificado de reservista anexado aos autos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">d) em raz&atilde;o do pac&iacute;fico entendimento da Comiss&atilde;o de Anistia, ap&oacute;s regular processo administrativo e por meio de julgamento do colegiado e desde a publica&ccedil;&atilde;o da referida Portaria, encontrava-se o autor percebendo, sem nenhuma solu&ccedil;&atilde;o de continuidade, a repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada, h&aacute; quase 2 (duas) d&eacute;cadas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">e) o STF firmou entendimento, ao julgar o RE 817.338\/DF, onde se discutiam apenas a decad&ecirc;ncia administrativa e a possibilidade de se anular as anistias concedidas h&aacute; mais de 5 (cinco) anos, no sentido de que o ato de concess&atilde;o de anistia pode ser anulado, ainda que ultrapassado tal prazo, desde que manifestamente inconstitucional;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">f) n&atilde;o houve discuss&atilde;o pelo STF, nem pelo STJ, acerca da Portaria n&ordm; 1.104\/64, quanto a sua natureza pol&iacute;tica;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">g) o julgado do STF autorizou a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica a reavaliar, atrav&eacute;s da competente comiss&atilde;o, os atos concessivos de anistia somente nas hip&oacute;teses em que foram constatadas falsidades dos motivos que ensejaram sua concess&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">h) a Ministra de Estado da Mulher, da Fam&iacute;lia e dos Direitos Humanos fez publicar a Portaria n&ordm; 3.076\/2019, que culminou com a instaura&ccedil;&atilde;o de procedimento anulat&oacute;rio, com vistas a averiguar se havia falsidades dos motivos que ensejaram &agrave; concess&atilde;o da anistia, sendo anulada a portaria que reconheceu sua condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico, sem a instaura&ccedil;&atilde;o do devido processo legal.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contestar a a&ccedil;&atilde;o, a Uni&atilde;o alegou que o ato de anula&ccedil;&atilde;o da anistia fora precedido do devido contradit&oacute;rio, inclusive, com a apresenta&ccedil;&atilde;o de defesa pelo autor, conforme pe&ccedil;a anexada aos autos de origem.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, debru&ccedil;ando-se sobre o pedido, o magistrado singular asseverou o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">&quot;Considerando a presun&ccedil;&atilde;o de validade dos atos administrativos e considerando que a Suprema Corte j&aacute; deliberou sobre o mencionado recurso (Tema 839) em 16 de outubro de 2019, firmando a seguinte tese: &quot;No exerc&iacute;cio do seu poder de autotutela, poder&aacute; a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica rever os atos de concess&atilde;o de anistia a cabos da Aeron&aacute;utica com fundamento na Portaria n&ordm; 1.104\/1964, quando se comprovar a aus&ecirc;ncia de ato com motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica, assegurando-se ao anistiado, em procedimento administrativo, o devido processo legal e a n&atilde;o devolu&ccedil;&atilde;o das verbas j&aacute; recebidas&quot;.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Logo, tendo sido reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal a possibilidade de revis&atilde;o dos atos de concess&atilde;o de anistia, ainda que decorrido o prazo decadencial previsto na Lei n&ordm; 9.784\/99, a Uni&atilde;o, citando expressamente o julgamento do Recurso Extraordin&aacute;rio n. 817.338\/DF, emitiu a Portaria n&ordm; 3.076, de 16 de dezembro de 2019, de modo a reabrir a an&aacute;lise desses processos administrativos.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Nesse sentido, foi instaurado processo administrativo, qual seja PA n&ordm; 2002.01.07134, no qual h&aacute; comprova&ccedil;&atilde;o de apresenta&ccedil;&atilde;o de defesa previa apresentada pelo autor.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Na defesa administrativa acostada, foram levantados argumentos referente exclusivamente a validade do ato de publica&ccedil;&atilde;o da Portaria n&ordm; 1.104\/64 , e houve pedido de oitava de testemunha, que fora negado.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Cumpre destacar que n&atilde;o consta na defesa administrativa, t&atilde;o pouco no bojo da presente demanda, argumenta&ccedil;&atilde;o de tese de persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica individual, fundamento necess&aacute;rio para, seguindo decidido pela Suprema Corte, afastar o dever da administra&ccedil;&atilde;o, de anular os atos eivados de v&iacute;cios na concess&atilde;o de anistia.&nbsp;O pedido puro e simples de oitiva testemunhal e seu indeferimento, n&atilde;o comprova cerceamento de defesa, capaz de anular, ao menos n&atilde;o em um exame perfunct&oacute;rio, o ato da administra&ccedil;&atilde;o&quot;.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Suprema Corte autorizou a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica a rever os atos de concess&atilde;o de anistia dos cabos da Aeron&aacute;utica com base na Portaria n&ordm; 1.104\/64. Assim, o Poder Executivo, atrav&eacute;s do Minist&eacute;rio da Mulher, Fam&iacute;lia e Direitos Humanos, foi autorizado a analisar, caso a caso, se o licenciamento do militar, com base na citada portaria, teve o fim exclusivamente pol&iacute;tico, mediante a instaura&ccedil;&atilde;o do devido processo legal.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A citada Portaria diminuiu para 8 (oito) anos o tempo de servi&ccedil;o dos militares da Aeron&aacute;utica, sem estabilidade. Ap&oacute;s o cumprimento desse prazo, os militares seriam desligados, salvo se fossem aprovados em concurso para sargento, quando poderia ocorrer a perman&ecirc;ncia na caserna.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 2002, a Comiss&atilde;o de Anistia, ap&oacute;s a an&aacute;lise de documentos extra&iacute;dos daquela &eacute;poca, mais especificamente, um Of&iacute;cio Reservado 04, de setembro de 1964 e, posteriormente, o Boletim 21 de maio de 1965, ambos da Aeron&aacute;utica, que revelaram a preocupa&ccedil;&atilde;o com o fato de que cabos da FAB estariam participando de reuni&otilde;es e em atividades subversivas, foi editada a S&uacute;mula Administrativa 2002.07.003, segundo a qual &quot;<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">a Portaria 1.104, de 12 de outubro de 1964, expedida pelo Senhor Ministro de Estado da Aeron&aacute;utica, &eacute; ato de exce&ccedil;&atilde;o, de natureza exclusivamente pol&iacute;tica<\/span>&quot;.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os trabalhos de revis&atilde;o dos atos de concess&atilde;o de anistia teve in&iacute;cio no ano de 2011, com a participa&ccedil;&atilde;o de membros da AGU e do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, que se posicionaram no sentido de que a portaria baixada durante a ditadura militar teve natureza meramente administrativa, com a finalidade de reorganiza&ccedil;&atilde;o interna, uma vez que, naquela &eacute;poca, havia um n&uacute;mero muito grande de cabos, em compara&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de soldados, o que criava uma disparidade dentro da corpora&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Em suma, para os membros que atuaram na revis&atilde;o desses atos, a Comiss&atilde;o de Anistia teria se equivocado, concedendo anistia indiscriminada de militares que foram licenciados, em raz&atilde;o da mera conclus&atilde;o do tempo de servi&ccedil;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como dito acima, a Suprema Corte autorizou o Poder Executivo a rever os atos de concess&atilde;o de anistia pautados na aludida Portaria, mas n&atilde;o foi firmado o entendimento de que os licenciamentos ocorridos na &eacute;poca tiveram car&aacute;ter meramente administrativo, ou seja, n&atilde;o foi afastada eventual motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica pautada naquela Portaria em determinados casos.&nbsp;&Eacute; certo que, ao afastar a decad&ecirc;ncia, para a revis&atilde;o desses atos, vislumbrou o STF que a leitura realizada pela Comiss&atilde;o de Anistia, no ano de 2002, fora equivocada, e, a depender do exame do cada caso, ofensiva &agrave; norma constitucional.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso em tela, o autor alega ofensa ao devido processo legal, condi&ccedil;&atilde;o determinada pela Suprema Corte, para a revis&atilde;o do ato de anistia.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato de ter apresentado defesa n&atilde;o &eacute; suficiente para comprovar o pleno exerc&iacute;cio da garantia do contradit&oacute;rio, por &oacute;bvio.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, o processo administrativo mitigado n&atilde;o autoriza o ato de revis&atilde;o, at&eacute; porque, segundo alegou o autor, fora requerida a oitiva de testemunhas, indeferida sob o fundamento de que &quot;<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">o atual momento processual n&atilde;o se presta a produ&ccedil;&atilde;o de novas provas, eis que o objetivo da presente revis&atilde;o &eacute; verificar se [&#8230;]<\/span>&quot;.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Demais disso, segundo se alega, o pr&oacute;prio regimento interno da Comiss&atilde;o de Anistia, alterado pela recente Portaria n&ordm; 376\/2019, determina que a an&aacute;lise das anistias compete ao Conselho, portanto, um &oacute;rg&atilde;o colegiado, em ambiente presencial, &quot;<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">devendo ser lavrada ata dessas delibera&ccedil;&otilde;es, a ser assinada por todos os conselheiros presentes &agrave; sess&atilde;o<\/span>&quot;.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destarte, neste momento, enxergo os v&iacute;cios formais alegados pelo agravante, que afastam a presun&ccedil;&atilde;o de legitimidade do ato administrativo, a ensejar a concess&atilde;o da tutela de urg&ecirc;ncia.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DEFIRO, pois, o pedido de tutela liminar recursal, para determinar a suspens&atilde;o do ato administrativo de cassa&ccedil;&atilde;o de anistia do autor para, por consequ&ecirc;ncia, restabelecer o pagamento da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, al&eacute;m do plano de sa&uacute;de da aeron&aacute;utica.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oficie-se ao ju&iacute;zo de origem para ci&ecirc;ncia e cumprimento.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Intime-se para resposta.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Expedientes necess&aacute;rios.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assinatura-Digital-Edvaldo-Batista-da-Silva-Junior-Magistrado.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"783\" height=\"201\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-50027\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assinatura-Digital-Edvaldo-Batista-da-Silva-Junior-Magistrado.jpg\" style=\"width: 350px; 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0809409-87.2020.4.05.0000 &#8211; AGRAVO DE INSTRUMENTO<\/span><\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/EDCL-III-TMLD-RE-817338.pdf\"><span style=\"font-family:&quot;Comic Sans MS&quot;;mso-no-proof:yes;text-decoration:none;\ntext-underline:none\"><!--[endif]--><\/span><\/a><o:p><\/o:p><\/p>\n<p><o:p><\/o:p><\/p>\n<p justify=\"\" style=\"text-align: \n\nfrente, com F\u00e9\u2026&lt;\/b&gt;&lt;\/span&gt;&lt;\/strong&gt;&lt;\/p&gt;\n\n&lt;div style=\" text-align:=\"\">&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: 'comic sans ms' , cursive;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><b>Abcs\/SF (81)<\/b><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: 'comic sans ms' , cursive;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/OJSilvaFilho48x74.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"font-size: 12px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"OJSilvaFilho48x74\" class=\"alignnone size-full wp-image-5812\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/OJSilvaFilho48x74.jpg\" title=\"OJSilvaFilho48x74\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<b><span style=\"color: #333300;\">OJSilvaFilho<\/span><span style=\"color: #333300;\">.<\/span><\/b><br \/>\n\t<span style=\"color: #333300;\"><span style=\"color: black;\">Ex-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tEmail:<\/span><b> <a href=\"http:\/\/mailto:ojsf@ig.com.br\/\">ojsilvafilho@gmail.com&nbsp; <\/a><\/b><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><\/span><\/span><br \/>\n\t<span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms' , cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <b>Gilvan VANDERLEI<\/b><\/span><\/span><\/span><\/span><br \/>\n\t<span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms' , cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\">Ex-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<\/span><\/span><\/span><\/span><br \/>\n\t<span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms' , cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\">E-mail <b><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/b><\/span><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Desembargador Federal Elio Wanderley de Siqueira Filho &#8211; 1&ordf; Turma do TRF5 &#8211; nos autos do Processo 0811189-91.2020.4.05.8300 &#8211; origin&aacute;rio da 10&ordf; VARA FEDERAL &#8211; PE, concede liminar para restabelecer a anistia pol&iacute;tica do ex-Cabo da FAB &#8211; WILSON JOS&Eacute; DA HORA, um dos que teve a anistia anulada publicada na Se&ccedil;&atilde;o 1, do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-50035","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagem-2020"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50035","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50035"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50035\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50043,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50035\/revisions\/50043"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}