<br />
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{"id":46763,"date":"2019-10-16T19:28:45","date_gmt":"2019-10-16T22:28:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=46763"},"modified":"2019-10-16T19:30:38","modified_gmt":"2019-10-16T22:30:38","slug":"stf-julga-constitucional-revisao-de-anistia-concedida-a-cabos-da-aeronautica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2019\/10\/stf-julga-constitucional-revisao-de-anistia-concedida-a-cabos-da-aeronautica\/","title":{"rendered":"STF julga constitucional revis\u00e3o de anistia concedida a cabos da Aeron\u00e1utica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-46766\" height=\"248\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/bancoImagemSco_AP_426753-1.jpg\" width=\"430\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/bancoImagemSco_AP_426753-1.jpg 430w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/bancoImagemSco_AP_426753-1-385x222.jpg 385w\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>Na conclus&atilde;o do julgamento de recurso extraordin&aacute;rio (RE 817.338\/DF), o Plen&aacute;rio fixou a tese de repercuss&atilde;o geral de que a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica pode rever os atos de concess&atilde;o de anistia, assegurando aos anistiados o direito de defesa. <\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"385\" height=\"177\" alt=\"\" class=\"alignnone size-medium wp-image-42706\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stf-logo-385x177.png\" style=\"width: 250px; height: 115px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stf-logo-385x177.png 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stf-logo-768x353.png 768w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stf-logo-450x207.png 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stf-logo.png 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"210\" height=\"119\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-34077\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/UMA-DECIS\u00c3O-MUDA-TUDO-21.jpg\" style=\"width: 250px; height: 40px;\" \/><\/p>\n<div class=\"col-xs-12 col-md-12 p-0 p-l-xs-8 p-r-xs-8\">\n<div class=\"noticia-conteudo p-l-8 p-r-8 m-t-16\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Por seis votos a cinco, o Plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional a possibilidade de revoga&ccedil;&atilde;o das anistias concedidas a cabos da aeron&aacute;utica atingidos por portaria do ministro da Aeron&aacute;utica que, em 1964, estabeleceu prazo m&aacute;ximo de perman&ecirc;ncia em servi&ccedil;o para cabos n&atilde;o concursados. De acordo com a decis&atilde;o, por&eacute;m, &eacute; garantido ao anistiado a defesa administrativa e a n&atilde;o devolu&ccedil;&atilde;o das verbas recebidas de boa-f&eacute;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest&atilde;o foi analisada no julgamento do Recurso Extraordin&aacute;rio (RE) 817338, com repercuss&atilde;o geral reconhecida, conclu&iacute;do nesta quarta-feira (16) com o voto de desempate do ministro Luiz Fux, que acompanhou o entendimento do relator do RE, ministro Dias Toffoli. De acordo com Fux, o decurso do prazo decadencial de cinco anos n&atilde;o &eacute; obst&aacute;culo para que a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica reveja atos que preservem situa&ccedil;&otilde;es inconstitucionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esse voto, prevaleceu o entendimento de que, mesmo ap&oacute;s decorrido o prazo legal de cinco anos (decad&ecirc;ncia), &eacute; poss&iacute;vel que a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica fa&ccedil;a a revis&atilde;o de atos administrativos caso seja constatada flagrante inconstitucionalidade. Segundo a maioria, a portaria do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica, por si s&oacute;, n&atilde;o constitui ato de exce&ccedil;&atilde;o, e &eacute; necess&aacute;ria a comprova&ccedil;&atilde;o caso a caso da exist&ecirc;ncia de motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-ideol&oacute;gica para a exclus&atilde;o das For&ccedil;as Armadas, &uacute;nico fator que possibilita a concess&atilde;o de anistia. Os ministros entenderam, ainda, que notas t&eacute;cnicas emitidas pela AGU em 2003 e 2006 teriam interrompido o prazo decadencial. Seguiram essa corrente tamb&eacute;m os ministros Alexandre de Moraes, Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a corrente minorit&aacute;ria, a revis&atilde;o n&atilde;o seria poss&iacute;vel em raz&atilde;o da incid&ecirc;ncia do prazo decadencial. Segundo a diverg&ecirc;ncia, pareceres administrativos internos e gen&eacute;ricos, como as notas t&eacute;cnicas da AGU, t&ecirc;m car&aacute;ter opinativo e n&atilde;o interrompem o prazo decadencial para anula&ccedil;&atilde;o de ato administrativo, especialmente se n&atilde;o forem editados por autoridade competente para a revis&atilde;o ou revoga&ccedil;&atilde;o do ato e sem a possibilidade de defesa da parte interessada. Essa corrente foi integrada pelos ministros Edson Fachin, que abriu a diverg&ecirc;ncia, Celso de Mello, Marco Aur&eacute;lio, C&aacute;rmen L&uacute;cia e Rosa Weber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Revis&atilde;o de anistia<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Portaria 1104\/1964 do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica mudou a regra em vigor antes do in&iacute;cio do regime militar para determinar a dispensa dos cabos contratados (n&atilde;o concursados) por mais de oito anos. Em novembro de 2002, a Comiss&atilde;o de Anistia entendeu que a medida configurava ato de exce&ccedil;&atilde;o de natureza exclusivamente pol&iacute;tica, o que autorizava o reconhecimento da condi&ccedil;&atilde;o de anistiado dos atingidos com base no dispositivo constitucional que concedeu anistia a perseguidos pol&iacute;ticos. Em fevereiro de 2011, o ministro da Justi&ccedil;a e o advogado-geral da Uni&atilde;o institu&iacute;ram um grupo de trabalho para revisar as anistias concedidas com fundamento unicamente na Portaria 1.104\/1964, o que resultou na anula&ccedil;&atilde;o de diversos atos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso dos autos, um cabo que obteve anistia em 2003 teve o ato revisto e anulado em 2011, com o fundamento de que n&atilde;o teria sido comprovada a motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e que a portaria de 1964 se limitara a disciplinar o tempo m&aacute;ximo de servi&ccedil;o dos militares por ela atingidos.<br \/>\n\t\t\tEm julgamento de mandado de seguran&ccedil;a contra a revoga&ccedil;&atilde;o, o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) entendeu que, ultrapassado o prazo de cinco anos, fica consumada a decad&ecirc;ncia administrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No recurso ao STF, a Uni&atilde;o alegava ofensa ao artigo 8&ordm; do Ato das Disposi&ccedil;&otilde;es Constitucionais Transit&oacute;rias (ADCT), pois a dispensa, que atingiu a outros 2,5 mil cabos, n&atilde;o teria motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica, como exigido textualmente nesse dispositivo para justificar a anistia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Repercuss&atilde;o geral<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tese de repercuss&atilde;o geral fixada foi a seguinte: No exerc&iacute;cio de seu poder de autotutela, poder&aacute; a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica rever os atos de concess&atilde;o de anistia a cabos da Aeron&aacute;utica com fundamento na Portaria 1.104\/1964 quando se comprovar a aus&ecirc;ncia de ato com motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica, assegurando-se ao anistiado, em procedimento administrativo, o devido processo legal e a n&atilde;o devolu&ccedil;&atilde;o das verbas recebidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: smaller;\">PR\/CR\/\/CF<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia mais:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"background-color:#FFFFE0;\">10\/10\/2019 &#8211; <\/span><a href=\"http:\/\/portal.stf.jus.br\/noticias\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=426068&amp;ori=1\" target=\"_blank\"><span style=\"background-color:#FFFFE0;\">Suspenso julgamento sobre revis&atilde;o de anistia a cabos da Aeron&aacute;utica<\/span><\/a><\/strong><\/p>\n<ul class=\"pull-right list-group\">\n<li class=\"list-group-item\">\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Processo relacionado:<strong> <a href=\"http:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=4585518\">RE&nbsp;817338<\/a><\/strong><\/h4>\n<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size:10px;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/portal.stf.jus.br\/noticias\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=426910&amp;ori=1\"><strong>Not&iacute;cias do STF<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 11px;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/span> <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na conclus&atilde;o do julgamento de recurso extraordin&aacute;rio (RE 817.338\/DF), o Plen&aacute;rio fixou a tese de repercuss&atilde;o geral de que a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica pode rever os atos de concess&atilde;o de anistia, assegurando aos anistiados o direito de defesa.<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-46763","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2019"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46763","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46763"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46763\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46767,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46763\/revisions\/46767"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46763"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46763"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46763"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}