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{"id":46705,"date":"2019-10-15T09:29:52","date_gmt":"2019-10-15T12:29:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=46705"},"modified":"2019-10-15T15:38:48","modified_gmt":"2019-10-15T18:38:48","slug":"a-quem-interessar-possa-conhecer-assunto-advogados-associados-do-memorial-entregue-ao-ministro-luiz-fux","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2019\/10\/a-quem-interessar-possa-conhecer-assunto-advogados-associados-do-memorial-entregue-ao-ministro-luiz-fux\/","title":{"rendered":"\u00c1 quem interessar possa conhecer&#8230; Assunto: Advogados Associados &#8211; do MEMORIAL entregue ao Ministro Luiz Fux"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-46707\" height=\"252\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Ministro-LUIZ-FUX.jpg\" width=\"420\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Ministro-LUIZ-FUX.jpg 420w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Ministro-LUIZ-FUX-385x231.jpg 385w\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/p>\n<p><!--more--><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-35002\" height=\"68\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/A-QUEM-INTERESSAR-POSSA....jpg\" width=\"308\" \/><br \/>\n\t<strong>De:<\/strong> Alexandre Vasconcelos [mailto:alexandre@baptistaevasconcelos.com.br]<br \/>\n\t<strong>Enviada em:<\/strong> ter&ccedil;a-feira, 15 de outubro de 2019 09:19<br \/>\n\t<strong>Para:<\/strong> OJSF39 &lt;ojsf39@gmail.com&gt;<br \/>\n\t<strong>Cc:<\/strong> ADNAM &lt;adnam.1980@bol.com.br&gt;; Associa&ccedil;&atilde;o dos Anistiandos do Nordeste &#8211; ASANE &lt;asane2002@gmail.com&gt;; (&#8230;)<br \/>\n\t<strong>Assunto:<\/strong> <span style=\"color:#800000;\"><strong>Advogados Associados &#8211; Sintese do memorial ao Ministro Luiz Fux<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Senhores Anistiados e Anistiandos,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segue abaixo, a transcri&ccedil;&atilde;o do nosso <a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/1-MEMORIAL-JULGAMENTO-FINAL.pdf\"><strong>MEMORIAL<\/strong><\/a>, o qual foi devidamente entregue no gabinete do <strong>Ministro Luiz Fux<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos trabalhando, junto com nossos parceiros, para conseguir, ainda no dia de hoje(15\/10\/2019), uma audi&ecirc;ncia com o ministro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cordialmente,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alexandre Vasconcelos.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" id=\"_x0000_i1025\" src=\"https:\/\/docs.google.com\/uc?export=download&amp;id=1yzp8KyDg3EEfQ3RHPa-oSLBLmkv7xgn9&amp;revid=0B_Tf6gdIdDa0UDRCMXEzWTlvQjZZYzVlWWRkd1h2TTVvblc4PQ\" style=\"height: 92px; width: 200px;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MEMORIAL.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RE n&ordm; 817338\/DF &ndash; Tema 839 da Repercuss&atilde;o Geral.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recorrentes: Uni&atilde;o e Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recorrido: Nemis da Rocha.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I &ndash; A ANISTIA PODE SE DAR POR LICENCIAMENTOS, AINDA QUE COM FUNDAMENTO NA LEGISLA&Ccedil;&Atilde;O COMUM, OU DECORRENTES DE EXPEDIENTES OFICIAIS SIGILOSOS, QUANDO ESSES ATOS T&Ecirc;M CONOTA&Ccedil;&Atilde;O POL&Iacute;TICA.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferente do que foi alegado pelo ilustre Relator, o Ministro Dias Toffoli, a anistia pol&iacute;tica n&atilde;o &eacute; devida apenas aos que foram perseguidos por motivos pol&iacute;ticos por meio de atos ostensivos como pris&atilde;o, tortura ou exilo pol&iacute;tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A CF\/88 e a Lei n&ordm; 10.559\/2002 contemplam tamb&eacute;m aqueles que foram licenciados ou de qualquer forma compelidos ao afastamento de suas atividades remuneradas, ainda que com fundamento na legisla&ccedil;&atilde;o comum, ou decorrentes de expedientes oficiais sigilosos, quando esses atos t&ecirc;m conota&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Eis o que disp&otilde;e o inciso XI do artigo 2&ordm; da Lei n&ordm; 10.559\/2002:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\">&ldquo;Art. 2&ordm; &#8211; S&atilde;o declarados anistiados pol&iacute;ticos aqueles que, no per&iacute;odo de 18 de setembro de 1946 at&eacute; 5 de outubro de 1988, <strong>por motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica<\/strong>, foram:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\">XI &#8211; desligados, <strong>licenciados<\/strong>, expulsos ou de qualquer forma <strong>compelidos ao afastamento de suas atividades remuneradas, ainda que com fundamento na legisla&ccedil;&atilde;o comum, ou decorrentes de expedientes oficiais sigilosos<\/strong>;&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Verifica-se, portanto, que, em conformidade com o dispositivo legal transcrito <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">supra<\/span>, todos aqueles que, no per&iacute;odo de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988 foram licenciados, <strong>ainda que com base na legisla&ccedil;&atilde;o comum, por motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica, devem ser considerados anistiados pol&iacute;ticos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O licenciamento dos CABOS da FAB que ingressaram no servi&ccedil;o militar antes da edi&ccedil;&atilde;o da Portaria n.&ordm; 1.104\/GM3\/1964, que foi ato reconhecidamente de exce&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, conforme entendimento firmado pela pr&oacute;pria Comiss&atilde;o de Anistia, foi, inegavelmente, ato de exce&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o um mero ato administrativo, tendo sido ele justific&aacute;vel, nos termos dos of&iacute;cios e boletins reservados, para p&ocirc;r fim aos problemas dos cabos da FAB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II &ndash; A CONCESS&Atilde;O DA ANISTIA N&Atilde;O &Eacute; ATO MANIFESTAMENTE INCONSTITUCIONAL &ndash; AO CONTR&Aacute;RIO, A PORTARIA N&ordm; 1.104\/64 FOI EDITADA PARA RESOLVER O &ldquo;PROBLEMA DOS CABOS&rdquo;, CONFORME OF&Iacute;CIO RESERVADO N&ordm; 04 &ndash; RECONHECIMENTO PELA PR&Oacute;PRIA COMISS&Atilde;O DE ANISTIA.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que pese esse RE tratar apenas da decad&ecirc;ncia administrativa, tendo a inst&acirc;ncia inferior se limitado ao tema delineado nos autos, o plen&aacute;rio desse STF adentrou no m&eacute;rito da quest&atilde;o, a fim de averiguar se a concess&atilde;o da anistia &eacute; ou n&atilde;o ato MANIFESTAMENTE inconstitucional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m de n&atilde;o ser MANIFESTAMENTE inconstitucional, o ato que concedeu a anistia &eacute; absolutamente razo&aacute;vel e aquele que melhor aplica o direito &agrave; esp&eacute;cie.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, a Comiss&atilde;o de Anistia, referendado pelo Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, chegou at&eacute; mesmo a sumular, por meio do <strong>Enunciado Administrativo n&ordm; 2002.07.0003-CA, <\/strong>que a Portaria n.&ordm; 1.104\/GMS\/1964 &eacute; ato de exce&ccedil;&atilde;o, de natureza exclusivamente pol&iacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constru&ccedil;&atilde;o da S&uacute;mula Administrativa n&ordm; 2002.07.0003-CA deu-se ap&oacute;s profundo e minucioso estudo do caso, por meio de conselheiros investidos do poder de analisar as anistias pol&iacute;ticas, com acesso irrestrito a documentos reservados e sigilosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; os of&iacute;cios e boletins reservados e sigilosos que exp&otilde;e o car&aacute;ter pol&iacute;tico da aludida portaria. <strong>Veja que a pr&oacute;pria Portaria n&ordm; 1.371, de 18 de novembro de 1982, que revogou expressamente a Portaria n&ordm; 1104\/64, determinou que uma das condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para a prorroga&ccedil;&atilde;o do tempo de servi&ccedil;o dos cabos da FAB, a partir de sua edi&ccedil;&atilde;o, seria o requerente ser insuspeito de professar doutrinas ou adotar princ&iacute;pios nocivos &agrave; disciplina militar, &agrave; ordem p&uacute;blica e &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es sociais e pol&iacute;ticas vigentes no Pa&iacute;s, al&eacute;m de n&atilde;o poder pertencer a quaisquer grupos que adotassem tais doutrinas e princ&iacute;pios.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis o que disp&otilde;e a Portaria n&ordm; 1.371, de 18 de novembro de 1982, <strong>(c&oacute;pia em anexo)<\/strong>, que aprovou novas instru&ccedil;&otilde;es para a perman&ecirc;ncia das Pra&ccedil;as no Servi&ccedil;o Ativo da Aeron&aacute;utica, revogando expressamente a Portaria n&ordm; 1104\/64:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"644\" height=\"334\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-46706\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/CAP\u00cdTULO-VI-Exig\u00eancias-e-Condi\u00e7\u00f5es.png\" style=\"width: 420px; height: 218px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/CAP\u00cdTULO-VI-Exig\u00eancias-e-Condi\u00e7\u00f5es.png 644w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/CAP\u00cdTULO-VI-Exig\u00eancias-e-Condi\u00e7\u00f5es-385x200.png 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/CAP\u00cdTULO-VI-Exig\u00eancias-e-Condi\u00e7\u00f5es-450x233.png 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 644px) 100vw, 644px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destaque-se que os cabos que serviam na vig&ecirc;ncia da Portaria n&ordm; 1.104\/64 foram sumariamente licenciados ao completar 8 anos de efetivo servi&ccedil;o, sem possibilidade de provar serem insuspeitos de professar tais doutrina, restando clara a &ldquo;<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica &agrave; estes militares&rdquo;<\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m n&atilde;o fora dada a eles &ndash; cabos j&aacute; ingressos antes da Portaria n&ordm; 1.104\/64 &#8211; a oportunidade de fazerem o curso de especializa&ccedil;&atilde;o, o que era comum antes, com base na legisla&ccedil;&atilde;o vigente &agrave; &eacute;poca que ingressaram nos quadros da FAB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destaque-se ainda que a mesma Portaria n&ordm; 1.371\/82 foi editada tendo em vista o disposto no Cap&iacute;tulo XXI do Regulamento da Lei do Servi&ccedil;o Militar (RLSM), aprovado 18 anos antes, pelo Decreto n&ordm; 57.654, de 20 de janeiro de 1966.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui cabe a pergunta: por que a Portaria n&ordm; 1.104\/64 continuou sendo aplicada em desrespeito &agrave;s novas regras de perman&ecirc;ncia trazidas pelo Decreto n&ordm; 57.654, de 20 de janeiro de 1966?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este mesmo Decreto &ndash; o de n&ordm; 57.654\/66 (ainda em vigor) -, autoriza engajamento e reengajamentos sucessivos &agrave;s pra&ccedil;as de qualquer grau de hierarquia militar que o requererem, dentro das exig&ecirc;ncias estabelecidas neste regulamento e nos prazos e condi&ccedil;&otilde;es fixados pelos Minist&eacute;rio da Guerra, da Marinha e da Aeron&aacute;utica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, o estudo dos motivos que levaram a edi&ccedil;&atilde;o da Portaria n&ordm; 1.104\/64 nos leva &agrave; Revolta dos Sargentos e a posi&ccedil;&atilde;o dos cabos da FAB contr&aacute;ria ao golpe militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes do golpe militar, os subalternos das tr&ecirc;s FFAA encontravam-se insatisfeitos com o tratamento dispensado, principalmente &agrave;s pra&ccedil;as da Marinha e da Aeron&aacute;utica, os quais passaram a tomar iniciativas por conta pr&oacute;pria, reivindicando o fim das arbitrariedades e discrimina&ccedil;&otilde;es que sofriam nos quart&eacute;is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes militares aspiravam aos direitos de cidad&atilde;os de elegibilidade e mudan&ccedil;as no Estatuto dos Militares que lhes permitissem, dentre outros, votar e serem votados, al&eacute;m de poderem contrair matrim&ocirc;nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os militares da Aeron&aacute;utica criaram a Associa&ccedil;&otilde;es de Cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira &ndash; ACAFAB e, juntamente com militares da Marinha, passaram a indicar candidatos ao Congresso Nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas elei&ccedil;&otilde;es legislativas de 1962, o Sargento Antonio Garcia Filho foi eleito Deputado Federal pelo Estado da Guanabara, com uma vota&ccedil;&atilde;o expressiva, somente ficando atr&aacute;s de Leonel Brizola, mas, na contagem geral, muito acima do General Juarez T&aacute;vora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso surgia como algo intoler&aacute;vel para a C&uacute;pula Militar! <strong>Em 11 de setembro de 1963, o Supremo Tribunal Federal julgou e considerou ineleg&iacute;veis os sargentos eleitos no ano anterior e todos aqueles que haviam assumido cargos eletivos tiveram seus mandatos suspensos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir desse momento, desencadeou-se uma insurrei&ccedil;&atilde;o de &acirc;mbito nacional, um &ldquo;protesto armado&rdquo; cujo objetivo era alcan&ccedil;ar o poder pelas armas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap&oacute;s tomarem a capital da Rep&uacute;blica, a lideran&ccedil;a convocou todas as Unidades Militares do pa&iacute;s a aderirem ao movimento. Os comunicados eram assinados pelo &ldquo;Comando Revolucion&aacute;rio de Bras&iacute;lia&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><strong><em>REVOLTA DOS SARGENTOS<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>Na madrugada do dia 11 de setembro de 1963, cerca de 600 graduados (Sargentos, Cabos e Soldados) da Aeron&aacute;utica e da Marinha, se apoderaram, em Bras&iacute;lia, dos pr&eacute;dios do Departamento Federal de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (DFSP), da Esta&ccedil;&atilde;o Central da R&aacute;dio Patrulha, do Minist&eacute;rio da Marinha e da Aeron&aacute;utica, da Base A&eacute;rea, do Aeroporto, da R&aacute;dio Nacional e do Departamento de Telefones Urbanos e Interurbanos. As comunica&ccedil;&otilde;es de Bras&iacute;lia com o resto do pa&iacute;s foram cortadas. V&aacute;rios oficiais foram presos e levados para Base A&eacute;rea de Bras&iacute;lia onde tamb&eacute;m ficou detido o Ministro do STF Vitor Nunes Leal. O Presidente em exerc&iacute;cio da C&acirc;mara dos Deputados, deputado Cl&oacute;vis Mota, foi recolhido ao DFSP.<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\">Cerca de 12 horas depois de sua eclos&atilde;o, o levante, <strong>que ficou conhecido como a Revolta dos Sargentos<\/strong>, foi sufocado por tropas do Ex&eacute;rcito e 536 subalternos foram feitos prisioneiros e enviados para o Rio de Janeiro, onde foram alojados no por&atilde;o do navio-pris&atilde;o &ldquo;Raul Soares&rdquo;, ancorado na ba&iacute;a da Guanabara e indiciados, todos, por infra&ccedil;&atilde;o &agrave; Lei de Seguran&ccedil;a Nacional.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em><u>Tendo em vista as ocorr&ecirc;ncias acima citadas, o Ministro da Aeron&aacute;utica adotou uma &ldquo;s&eacute;rie de medidas sigilosas&rdquo; para erradicar das classes militares os organismos subversivos, conforme registrado num dos consideradas do Decreto n&ordm; 55629, de 22 de janeiro de 1965<\/u><\/em><strong><em>.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>Dentre estas medidas, o Ministro da Aeron&aacute;utica, tendo em vista o ocorrido na madrugado do dia 11 para o dia 12 de setembro de 1963 e o que consta do Processo M. Aer. n&ordm;. 01-01-852-63-RJ, de 8 de novembro de 1963, resolve, atrav&eacute;s da Portaria n&ordm; 16\/GM1, de 14 de janeiro de 1964, constituir um Grupo de Trabalho para rever e atualizar as disposi&ccedil;&otilde;es da Portaria n&ordm; 570GM3\/54 (Instru&ccedil;&otilde;es para a perman&ecirc;ncia em Servi&ccedil;o Ativo das Pra&ccedil;as do Corpo do Pessoal Subalterno da Aeron&aacute;utica &ndash; CPSAer).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo em vista a REVOLTA DOS SARGENTOS, um movimento de origem pol&iacute;tica, com a participa&ccedil;&atilde;o dos Cabos da FAB, o Ministro da Aeron&aacute;utica mandou rever as regras de perman&ecirc;ncia dos cabos do servi&ccedil;o ativo, no que, como visto, resultou na edi&ccedil;&atilde;o da Portaria n&ordm; 1.104\/64, restando claro o NEXO DE CAUSALIDADE entre os dois fatos, o que faz da Portaria n&ordm; 1.104\/64 ato de exce&ccedil;&atilde;o de motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No turbilh&atilde;o daquele momento dif&iacute;cil da hist&oacute;ria do Brasil, os cabos da FAB criaram a Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos da FAB &ndash; ACAFAB, com o objetivo de reivindicar alguns direitos, dentre eles o direito de casar, de votar e ter o corte de cabelo diferenciado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa atitude contrariava a legisla&ccedil;&atilde;o militar e era uma afronta &agrave; hierarquia e a disciplina que, somadas &agrave;s movimenta&ccedil;&otilde;es tidas como subversivas, fizeram com que este epis&oacute;dio fosse conhecido como &ldquo;o problema dos cabos&rdquo;, que veio a dar origem a um estudo consoante os ditames do Of&iacute;cio Reservado n&ordm; 04, do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica, conforme excertos abaixo transcritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>Of&iacute;cio Reservado n&ordm; 04<\/strong> deixa estampado, claramente, a motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da Portaria n&ordm; 1.104\/64 quando, em seu item VI, aduz:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>&ldquo;VI &ndash; O denominado &ldquo;<strong>problema dos cabos<\/strong>&rdquo; n&atilde;o decorre do n&uacute;mero existente, porque este &eacute; o previsto nos Quadros de Distribui&ccedil;&atilde;o de Pessoal (QDP), organizados pelo Estado-Maior e aprovado pelo Ministro.<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>Tamb&eacute;m, nada h&aacute; de ilegal no fato de haver cabos com muitos anos de servi&ccedil;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>Quando o n&uacute;mero destes tende a aumentar, ou quando n&atilde;o h&aacute; uma renova&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua desses graduados &eacute; que surgem as pretens&otilde;es descabidas&rdquo;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra conclus&atilde;o n&atilde;o exsurge sen&atilde;o a de que a concess&atilde;o da anistia n&atilde;o foi ato MANIFESTAMENTE inconstitucional, mas, sim, ato amparado por lei e pelas normas constitucionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando, portanto, que o ato da concess&atilde;o da anistia n&atilde;o &eacute; manifestamente inconstitucional, bem assim que n&atilde;o houve qualquer causa interruptiva, suspensiva ou obstativa da decad&ecirc;ncia, deve esse RE ser julgado improcedente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III &ndash; DA INEXIST&Ecirc;NCIA DE ATO INTERRUPTIVO, SUSPENSIVO OU OBSTATIVO DO PRAZO DECADENCIAL.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 15.12.2010, mais de foi aprovado pelo Consultor Geral da Uni&atilde;o o Parecer n&ordm; 106\/2010\/DECOR\/CGU\/AGU, que tenta promover uma mudan&ccedil;a da interpreta&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito administrativo, adotando o entendimento de que a Portaria n&ordm; 1.104\/GM3\/1964 n&atilde;o seria ato de exce&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica nem mesmo para aqueles pra&ccedil;as incorporados na Aeron&aacute;utica antes de sua edi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, para permitir a abertura de processos de revis&atilde;o, este mesmo parecer da Advocacia-Geral da Uni&atilde;o &#8211; AGU traz uma tese absurda, <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">data m&aacute;xima v&ecirc;nia<\/span>, de que o prazo decadencial do direito da administra&ccedil;&atilde;o revisar as portarias concessivas das anistias teria sido obstado pela NOTA AGU\/JD\/1-2006, de 16 de fevereiro de 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, n&atilde;o h&aacute; como considerar a NOTA AGU\/JD\/1-2006 como exerc&iacute;cio de direito de anular as anistias pol&iacute;ticas, uma vez que (i) o artigo 207 do C&oacute;digo Civil prev&ecirc; que <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">&ldquo;salvo disposi&ccedil;&atilde;o legal em contr&aacute;rio, n&atilde;o se aplicam &agrave; decad&ecirc;ncia as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescri&ccedil;&atilde;o&rdquo;<\/span>; (ii) <strong>a nota possui car&aacute;ter geral e impessoal, al&eacute;m de ter sido formulada por quem n&atilde;o det&eacute;m compet&ecirc;ncia legal para declarar se um ato tem ou n&atilde;o conota&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, visto que essa &eacute; atribui&ccedil;&atilde;o exclusiva do Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, amparado por decis&atilde;o da Comiss&atilde;o de Anistia<\/strong>; (iii) em nenhum momento o recorrido foi intimado a respeito deste suposto ato de autoridade, em que pese ter transcorrido quase 5 (cinco) anos de sua lavratura; e (iv) <strong>a nota n&atilde;o afirma, de forma categ&oacute;rica, que a Portaria n&ordm; 1.104\/GMS\/64, do Ministro da Aeron&aacute;utica, n&atilde;o configuraria ato de exce&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica &agrave;queles que ingressaram no servi&ccedil;o ativo da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira antes da sua edi&ccedil;&atilde;o. A quest&atilde;o &eacute; controversa dentro da pr&oacute;pria Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto &eacute; assim que ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o do Parecer n&ordm; 106\/2010\/DECOR\/CGU\/AGU, a Advogada da Uni&atilde;o e Coordenadora de Estudos e Pareceres CJ\/MJ, PRISCILA CUNHA DO NASCIMENTO, referendada pela Consultora Jur&iacute;dica\/MJ CIBELLE SILVA, divulgou, em 09.01.2011, <strong>o Parecer n&deg; 14\/2011\/CEP\/CGLEG\/CONJUR\/, que atesta a EXIST&Ecirc;NCIA decad&ecirc;ncia do direito da administra&ccedil;&atilde;o de revogar as anistias, fulminando os argumentos da pr&oacute;pria Advocacia-Geral da Uni&atilde;o &#8211; AGU utilizados no Parecer n&ordm; 106\/2010\/DECOR\/CGU\/AGU.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, eis importante trecho do Parecer n&ordm; 14\/2011\/CEP\/CGLEG\/CONJUR\/MJ:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>&ldquo;64. O PARECER N.&ordm; 106\/2010\/DECOR\/CGU\/AGU entende n&atilde;o se encontrar deca&iacute;do o direito da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica de anular os atos concessivos de anistia, por entender que a mesma restou obstada pela NOTA AGU\/JD\/1-2006, de 16 de fevereiro de 2006. E, de acordo com a argumenta&ccedil;&atilde;o utilizada por aquele &oacute;rg&atilde;o de dire&ccedil;&atilde;o superior consultivo, tal ato se adequaria a exig&ecirc;ncia do &sect;2&deg; do art. 54, da Lei n.&ordm; 9.784\/99, verbis:<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>67. A lei exige qualquer medida de autoridade administrativa tendente a anular o ato. N&atilde;o h&aacute; como se considerar o Parecer Jur&iacute;dico da Advocacia-Geral da Uni&atilde;o como exerc&iacute;cio de direito de anular, uma vez que o mesmo possui car&aacute;ter geral. Em outras palavras, n&atilde;o foi realizada uma an&aacute;lise concreta da situa&ccedil;&atilde;o do anistiado e recomendado a sua revis&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>68. Ao contr&aacute;rio, foi realizado um Parecer que, conforme dito anteriormente, extrapolando a sua compet&ecirc;ncia, definiu o que n&atilde;o poderia ser considerado ato de exce&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>69. Cumpre ainda esclarecer que os anistiados em nenhum momento foram informados a respeito deste ato de autoridade, em que pese ter transcorrido quase 5 (cinco) anos. Nesse contexto, n&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel que um Parecer gen&eacute;rico, elaborado em autos apartados seja considerado, para os fins do &sect; 2&ordm;, do art. 54, da Lei n. 9.784\/99, ato de autoridade que importe em impugna&ccedil;&atilde;o a validade do ato.<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>70. N&atilde;o bastasse isso, e apenas a titulo argumentativo, no caso de ser considerado que a NOTAAGU\/JD\/1-Z006 n&atilde;o extrapolou a sua compet&ecirc;ncia, se se entender que referida Nota, de car&aacute;ter geral, &eacute; ato de autoridade tendente a impugnar a validade, tal posicionamento vai de encontro a toda argumenta&ccedil;&atilde;o da referida Nota que, em s&iacute;ntese, entende que a Portaria n&ordm; 1.104-GMS,de 12 de outubro de 1964, do Ministro da Aeron&aacute;utica, por si s&oacute;, n&atilde;o configura ato de exce&ccedil;&atilde;o, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que ingressaram no servi&ccedil;o ativo da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira ap&oacute;s a sua edi&ccedil;&atilde;o. De fato, referida manifesta&ccedil;&atilde;o questiona justamente o car&aacute;ter gen&eacute;rico da Portaria que n&atilde;o poderia ser considerado como persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>71. Ora, se n&atilde;o &eacute; dado a Comiss&atilde;o de Anistia valer-se de ato gen&eacute;rico para recomendar a concess&atilde;o de anistia, devendo ser observado caso a caso as circunst&acirc;ncias do interessado para a referida concess&atilde;o, em igual sentido, n&atilde;o deveria o prazo decadencial ser obstado por ato gen&eacute;rico do &oacute;rg&atilde;o de assessoramento jur&iacute;dico &#8211; ou seja, a autoridade com compet&ecirc;ncia para a pr&aacute;tica do ato n&atilde;o adotou nenhuma medida para sua revis&atilde;o no prazo q&uuml;inq&uuml;enal &#8211; a n&atilde;o ser na hip&oacute;tese da manifesta&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica ter sido proferido no bojo de cada processo de concess&atilde;o de anistia.<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>72. Com efeito, a jurisprud&ecirc;ncia citada pelo parecerista do DECOR a respeito da possibilidade de Parecer da CONJUR\/MJ se enquadrar no &sect; 2&deg;, do art. 54, da Lei n.o 9.784\/99 foi proferida em an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o concreta e n&atilde;o abstrato conforme se deu o a NOTAAGU\/JD\/1- 2006.<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>73. Nesse sentido, cita-se o seguinte julgado proferido no Supremo Tribunal Federal:<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>EMENTA: MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A &#8211; CAUSAS DE PEDIR &#8211; VINCULA&Ccedil;&Atilde;O. O &Oacute;rg&atilde;o julgador do mandado de seguran&ccedil;a est&aacute; vinculado &agrave;s balizas subjetivas e objetivas da impetra&ccedil;&atilde;o. ANISTIA &#8211; PORTARIA N&deg; 1.104\/64, DA AERON&Aacute;UTICA. A anistia, considerada a Portaria n&ordm; 1.104\/64, da Aeron&aacute;utica, apenas beneficia os integrados &agrave; For&ccedil;a A&eacute;rea em data anterior &agrave; edi&ccedil;&atilde;o. PROCESSOADMINISTRATIVO &#8211; ANISTIA &#8211; REEXAME &#8211; PRAZO DECADENCIAL. Observado o quinqu&ecirc;nio previsto no artigo 54 da Lei n&deg; 9.784199, poss&iacute;vel &eacute; o reexame de ato que tenha implicado, &agrave; margem da ordem jur&iacute;dica, o deferimento de anistia. (RMS 25852 1 DF &#8211; DISTRITO FEDERAL &#8211; Relator(a): Min. MARCO AUR&Eacute;LlO &#8211; Julgamento: 04\/11\/2008 &#8211; Un&acirc;nime &#8211; &Oacute;rg&atilde;o Julgador: Primeira Turma)<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>74. Sob esse aspecto, esta CONJUR\/MJ entende que o direito da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica de rever os atos de anistia encontra-se deca&iacute;do.&rdquo;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, o ent&atilde;o Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, por meio do Aviso 190\/MJ, de 11.02.2001, recomenda a revis&atilde;o do entendimento esposado no Parecer n&ordm; 106\/2010\/DECOR\/CGU\/AGU, seja em raz&atilde;o de reconhecer &ldquo;oficialmente&rdquo; que a Portaria n&ordm; 1.104\/GM3\/64 &eacute; ato de exce&ccedil;&atilde;o para os cabos da aeron&aacute;utica que ingressaram na FAB antes de sua edi&ccedil;&atilde;o, seja em raz&atilde;o da manifesta decad&ecirc;ncia do direito da administra&ccedil;&atilde;o revogar seus atos ap&oacute;s o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos. Eis transcri&ccedil;&atilde;o de trecho do Aviso:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify;\"><em>&ldquo;Por outro lado, o PARECER N.&ordm; 14\/2011\/CEP\/CGLEG\/CONJUR\/MJ concluiu pela impossibilidade de revis&atilde;o dos atos de anistia em desconformidade com a NOTA N. AGU\/JD-l\/2006, nos ternos recomendados pelo Parecer n. 106\/2010\/DECOR\/AGU\/AGU, em virtude da norma expressa no inciso XIII, do par&aacute;grafo &uacute;nico do art. 2&deg; da Lei n&ordm; 9.784\/99. <\/em><strong><em>Ainda, n&atilde;o se pode olvidar da aus&ecirc;ncia de causa suspensiva ou interruptiva do prazo decadencial (q&uuml;inq&uuml;enal) que a Administra&ccedil;&atilde;o disp&otilde;e para anular os atos administrativos que decorram efeitos favor&aacute;veis para os destinat&aacute;rios, conforme disposi&ccedil;&atilde;o do art. 54 da Lei n&ordm; 9.784\/99.&rdquo;<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, a despeito disso, o Ministro de Estado da Justi&ccedil;a e o Advogado-Geral da Uni&atilde;o Substituto fizeram publicar a Portaria Interministerial n&ordm; 134\/2011, visando revisar as anistias concedidas aos ex-cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira &ndash; FAB incorporados antes do advento da Portaria n&ordm; 1.104\/GM3\/1964, que j&aacute; est&atilde;o anistiados h&aacute; mais de 5 (cinco) anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal ato &eacute; manifestamente arbitr&aacute;rio e ilegal, haja vista o reconhecimento oficial de que a Portaria n.&ordm; 1.104\/GM3\/1964 &eacute; ato de exce&ccedil;&atilde;o para os cabos da aeron&aacute;utica que ingressaram na FAB antes de sua edi&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, h&aacute; manifesta decad&ecirc;ncia do direito da Administra&ccedil;&atilde;o de revogar essas anistias, porquanto elas foram deferidas h&aacute; mais de 5 (cinco) anos, sendo que a repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada vem sendo paga desde ent&atilde;o sem qualquer solu&ccedil;&atilde;o de continuidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando, portanto, que o pr&oacute;prio Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, por meio do Aviso 190\/MJ, de 11.02.2001, reconheceu a manifesta decad&ecirc;ncia do direito da administra&ccedil;&atilde;o revogar as anistias ap&oacute;s o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, mostra-se, com uma clareza hialina, o acerto do ac&oacute;rd&atilde;o recorrido, sendo que ele n&atilde;o violou qualquer norma constitucional, devendo, por conseguinte, ser negado provimento ao recurso extraordin&aacute;rio interposto pela Uni&atilde;o Federal.<\/p>\n<p>Recife\/PE, 14 de outubro de 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>ALEXANDRE VASCONCELOS<\/strong><br \/>\n\tOAB\/PE 20.3014<\/p>\n<p><strong>BRUNO BAPTISTA<\/strong><br \/>\n\tOAB\/PE 19.805<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 11px;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/span> <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-46705","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2019"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46705","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46705"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46705\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46715,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46705\/revisions\/46715"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}