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{"id":43397,"date":"2018-11-17T13:45:50","date_gmt":"2018-11-17T16:45:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=43397"},"modified":"2018-11-22T02:01:28","modified_gmt":"2018-11-22T05:01:28","slug":"re-553710-suas-duvidas-minha-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2018\/11\/re-553710-suas-duvidas-minha-opiniao\/","title":{"rendered":"RE 553710 &#8211; Suas d\u00favidas &#038; minha opini\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21074\" height=\"279\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/logo-critica-e-opiniao-410x279.jpg\" width=\"410\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/logo-critica-e-opiniao-410x279.jpg 410w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/logo-critica-e-opiniao-410x279-300x204.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 410px) 100vw, 410px\" \/><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-39133\" height=\"170\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/opini\u00e3o1.jpg\" width=\"248\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">&Eacute;, parece que a galera jogou a toalha&hellip;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Nem os arautos do &ldquo;o nosso direito&rdquo; se manifestam mais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Para quem pegou o bonde mas n&atilde;o recebeu os retroativos houve uma sensa&ccedil;&atilde;o de vit&oacute;ria quando o STF garantiu o direito em 17 e 23\/11\/2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Adiante o STF tamb&eacute;m garantiu o direito a juros e corre&ccedil;&atilde;o, depois de in&uacute;meras tentativas da Uni&atilde;o, inclusive na Corte Especial do STJ entre o final de 2017 e meados de 2018.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Isto posto, ou seja, assegurado o direito aos retroativos, e com juros e corre&ccedil;&atilde;o, os patronos iniciaram os pedidos de execu&ccedil;&atilde;o (ExeMs).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">L&aacute; atr&aacute;s, os primeiros MS em busca dos retroativos foram autuados a partir de 2005 e os primeiros pagos foi a 17 companheiros com mandados autuados em 2006 (grupo do Starling &amp; Aquino) e pagos em 2009, cuja entrega dos precat&oacute;rios foi em uma bonita festa no Mackenzie\/RJ em 05\/06\/2009, que teve at&eacute; Papai Noel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">A ironia da presen&ccedil;a do &ldquo;bom velhino&rdquo; se deveu a que um incr&eacute;dulo dirigente de associa&ccedil;&atilde;o alegava que era engana&ccedil;&atilde;o da concorr&ecirc;ncia, tipo, &ldquo;Papais Noel n&atilde;o existe&rdquo;. Imagino que cerca de outros 300 precat&oacute;rios foram pagos entre 2009 e 2012 com juros e corre&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">&Eacute; que, ao recurso da Uni&atilde;o para n&atilde;o pagar juros e corre&ccedil;&atilde;o pois o MS n&atilde;o se presta &agrave; a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a, disse o STF no RMS 24.953\/DF, que n&atilde;o consubstancia a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a o mandado de seguran&ccedil;a que visa sanar omiss&atilde;o da autoridade coatora quanto ao cumprimento integral da portaria que reconhece a condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Ocorre que, a partir de meados de 2015 o STJ voltou &agrave; carga, ao argumento de que o MS n&atilde;o se presta a a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a, mas sim ao direito l&iacute;quido e certo, e assim s&oacute; est&aacute; expedindo PRC com o valor da portaria; e que os consect&aacute;rios (juros e corre&ccedil;&atilde;o) sejam buscados em a&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria na 1&ordf; inst&acirc;ncia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">&Ocirc;rra meu, isso vai levar mais uns 5 a 10 anos, com uma nova a&ccedil;&atilde;o judicial e despesas correlatas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Nessa quadra da vida &eacute; poss&iacute;vel que o benef&iacute;cio passe a ser uma heran&ccedil;a, na falta do titular. E de muitos que j&aacute; se foram e n&atilde;o t&ecirc;m dependentes a Uni&atilde;o economiza, salvo o patrono.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Oxal&aacute; ainda caiba um apelo e sucesso nas cortes superiores, o que seria bom para o anistiado, e tamb&eacute;m para o patrono.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">O companheiro<strong> Deraldino <\/strong>estava em duas frentes: A&ccedil;&atilde;o Ordin&aacute;ria de 2004 e Mandado de Seguran&ccedil;a de 2006. Como &agrave; &eacute;poca o MS incluiu juros e corre&ccedil;&atilde;o, ele viu o din-din em 2009, ao passo que o <strong>Asevedo<\/strong> e outros da mesma a&ccedil;&atilde;o ordin&aacute;ria s&oacute; lograram receber em 2012.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">E vamos em frente,<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Abcs, SF<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A N&ordm; 11.673 &ndash; DF (2006\/0067202-3)<\/strong><br \/>\n\tRELATOR : MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA<br \/>\n\tIMPETRANTE : DERALDINO RIBEIRO DO NASCIMENTO<br \/>\n\tADVOGADO : EDMUNDO STARLING LOUREIRO FRANCA E OUTRO<br \/>\n\tIMPETRADO : MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA<br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p><strong>EMENTA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. ANISTIA. OMISS&Atilde;O DA AUTORIDADE IMPETRADA QUANTO AO PAGAMENTO DA PARCELA CORRESPONDENTE AOS EFEITOS RETROATIVOS DA PORTARIA QUE RECONHECE A CONDI&Ccedil;&Atilde;O DE ANISTIADO POL&Iacute;TICO. ATO OMISSO QUE SE RENOVA CONTINUAMENTE. ARTS. 12, &sect; 4&ordm;, E 18 DA LEI 10.559\/2002. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. VIA ADEQUADA. PRECEDENTE DO STF. SEGURAN&Ccedil;A CONCEDIDA.<br \/>\n\t1. O impetrante n&atilde;o se insurge contra um ato concreto de efeitos permanentes. A suscitada omiss&atilde;o da autoridade impetrada, quanto ao descumprimento parcial da portaria que reconheceu a condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico, renova-se continuamente. Desse modo, n&atilde;o h&aacute; decad&ecirc;ncia para impetra&ccedil;&atilde;o do mandado de seguran&ccedil;a.<br \/>\n\t2. O Supremo Tribunal Federal, nos autos do RMS 24.953\/DF, assentou que n&atilde;o consubstancia a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a o mandado de seguran&ccedil;a que visa sanar omiss&atilde;o da autoridade coatora quanto ao cumprimento integral da portaria que reconhece a condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico, inclusive no tocante ao pagamento da parcela relativa a valores pret&eacute;ritos, cujo montante devido encontra-se ali expressamente previsto.<br \/>\n\t3. A suscitada omiss&atilde;o do Ministro da Defesa restou comprovada, porquanto superado o prazo de 60 (sessenta) dias para cumprimento da portaria &ndash; expedida pelo Ministro da Justi&ccedil;a, que reconhecera a condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico ao impetrante &ndash; no concernente ao pagamento da parcela correspondente aos valores retroativos da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, nos termos do arts. 12, &sect; 4&ordm;, e 18 da Lei 10.559\/2002. 4. Seguran&ccedil;a concedida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AC&Oacute;RD&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vistos, relatados e discutidos os autos em que s&atilde;o partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, por unanimidade, conceder a seguran&ccedil;a, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.<br \/>\n\tVotaram com o Relator os Srs. Ministros Felix Fischer, Hamilton Carvalhido, Paulo Gallotti e Laurita Vaz. Ausentes, justificadamente, os Srs. Ministros Nilson Naves e Paulo Medina.<\/p>\n<p>Bras&iacute;lia (DF), 28 de junho de 2006 (Data do Julgamento)<\/p>\n<p>MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA Relator<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A N&ordm; 11.673 &#8211; DF (2006\/0067202-3)<\/strong><br \/>\n\tRELATOR : MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA<br \/>\n\tIMPETRANTE : DERALDINO RIBEIRO DO NASCIMENTO<br \/>\n\tADVOGADO : EDMUNDO STARLING LOUREIRO FRANCA E OUTRO<br \/>\n\tIMPETRADO : MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RELAT&Oacute;RIO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA: Trata-se de mandado de seguran&ccedil;a impetrado por DERALDINO RIBEIRO DO NASCIMENTO contra suposto ato omissivo praticado pelo MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, consistente em n&atilde;o efetuar o pagamento dos valores retroativos previstos no ato que o declarou anistiado pol&iacute;tico, com fundamento na Lei 10.559, de 13 de novembro de 2002.<br \/>\n\tO impetrante narra que foi reconhecida a sua condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico por meio da Portaria 1.297, de 15\/10\/2002, do Ministro da Justi&ccedil;a, oportunidade na qual lhe foram assegurados proventos da gradua&ccedil;&atilde;o de Segundo-Tenente e repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada no valor de R$ 3.375,00 (tr&ecirc;s mil, trezentos e setenta e cinco reais), com efeitos retroativos a partir de 22\/10\/1996, que atingiram o valor de R$ 234.787,50 (duzentos e trinta e quatro mil, setecentos e oitenta e sete reais e cinq&uuml;enta centavos).<br \/>\n\tArgumenta que a autoridade impetrada mostra-se omissa quanto ao cumprimento integral de sua obriga&ccedil;&atilde;o, porquanto n&atilde;o lhe pagou a parcela correspondente aos efeitos retroativos, o que deveria ocorrer no prazo de 60 (sessenta) dias, segundo o art. 12, &sect; 4&ordm;, da Lei 10.559\/2002. Defende que h&aacute; previs&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria para o pagamento das repara&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas.<br \/>\n\tAo final, requer seja concedida a seguran&ccedil;a para que se determine o integral cumprimento da obriga&ccedil;&atilde;o prevista na mencionada portaria do Ministro de Estado da Justi&ccedil;a.<br \/>\n\tO Ministro de Estado da Defesa prestou informa&ccedil;&otilde;es. Considera a caducidade do direito invocado, bem como a impropriedade da via eleita, por n&atilde;o ser cab&iacute;vel mandado de seguran&ccedil;a como substitutivo de a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a, conforme S&uacute;mula 269 do STF. Segue defendendo inexistir direito l&iacute;quido e certo a ser protegido, sustentando que a autoridade impetrada n&atilde;o efetuou os pagamentos dos efeitos retroativos referentes &agrave;s anistias pol&iacute;ticas concedidas a militares por for&ccedil;a de inexist&ecirc;ncia de cr&eacute;dito or&ccedil;ament&aacute;rio suficiente para tanto (fls. 63\/72).<br \/>\n\tO Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, pela Subprocuradora-Geral da Rep&uacute;blica DELZA CURVELLO ROCHA, opina pelo indeferimento da ordem (fls. 96\/98).<br \/>\n\t&Eacute; o relat&oacute;rio.<\/p>\n<p><strong>VOTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA (Relator): Consoante se depreende do relat&oacute;rio, o impetrante requereu administrativamente e obteve, com fundamento na Lei 10.559\/2002, o reconhecimento da condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico por Portaria do Ministro da Justi&ccedil;a, que lhe assegurou os proventos da gradua&ccedil;&atilde;o de Segundo-Tenente e repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada no valor de R$ 3.375,00 (tr&ecirc;s mil, trezentos e setenta e cinco reais), com efeitos retroativos a partir de 22\/10\/1996, que atingiram o valor de R$ 234.787,50 (duzentos e trinta e quatro mil, setecentos e oitenta e sete reais e cinq&uuml;enta centavos).<br \/>\n\tArgumenta, em resumo, que houve cumprimento parcial da aludida portaria, porquanto vem percebendo mensalmente a repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica ali prevista, mas ainda n&atilde;o recebeu a parcela relativa aos valores em atraso.<br \/>\n\t&Eacute; oportuno registrar que a autoridade impetrada, em suas informa&ccedil;&otilde;es, assim como o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, em seu parecer, n&atilde;o noticiam que a portaria em exame fora, eventualmente, objeto de processo de anula&ccedil;&atilde;o. Da&iacute; a manuten&ccedil;&atilde;o de sua validade e aptid&atilde;o para gerar os efeitos ali previstos.<br \/>\n\tNo tocante &agrave; decad&ecirc;ncia do direito de impetrar mandado de seguran&ccedil;a, o impetrante n&atilde;o se insurge contra um ato concreto de efeitos permanentes. A suscitada omiss&atilde;o da autoridade impetrada, quanto ao descumprimento parcial da portaria que reconheceu a condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico, renova-se continuamente. Nesse sentido: MS 8.404\/DF, Rel. Min. HAMILTON CARVALHIDO, Terceira Se&ccedil;&atilde;o, DJ de 19\/12\/2003, p. 314.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, n&atilde;o h&aacute; decad&ecirc;ncia na hip&oacute;tese.<br \/>\n\tConforme reiterada jurisprud&ecirc;ncia do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, o mandado de seguran&ccedil;a n&atilde;o pode ser utilizado como suced&acirc;neo de a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a, tampouco pode produzir<br \/>\n\tefeitos patrimoniais em rela&ccedil;&atilde;o a per&iacute;odo pret&eacute;rito. Nesses casos, aplica-se o enunciado das S&uacute;mulas 269 e 271 do Supremo Tribunal Federal. Esse era o entendimento que vinha sendo<br \/>\n\taplicado, inclusive em rela&ccedil;&atilde;o aos valores retroativos previstos em portaria que reconhecer a condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico. A prop&oacute;sito: MS 9.387\/DF, Rel. Min. PAULO MEDINA, Terceira<br \/>\n\tSe&ccedil;&atilde;o, DJ de 12\/4\/2004 p. 184; MS 9.219\/DF, Rel. Min. GILSON DIPP, Terceira Se&ccedil;&atilde;o, DJ de 28\/6\/2004, p. 185; e MS 9.811\/DF, Rel. Min. H&Eacute;LIO QUAGLIA BARBOSA, Terceira Se&ccedil;&atilde;o,<br \/>\n\tDJ de 18\/10\/2004, p. 186.<br \/>\n\tOcorre que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RMS 24.953\/DF, interposto contra ac&oacute;rd&atilde;o proferido por esta Corte nos autos do MS 9.387\/DF, acima referido, assentou que<br \/>\n\tn&atilde;o consubstancia a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a o mandamus que visa sanar omiss&atilde;o quanto ao cumprimento integral da portaria que reconhece a condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico, inclusive no<br \/>\n\ttocante ao pagamento da parcela relativa a valores pret&eacute;ritos, cujo montante devido encontra-se ali expressamente previsto. A ementa restou assim publicada:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. MILITAR: ANISTIA. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I. &ndash; A hip&oacute;tese n&atilde;o consubstancia a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a, mas tem por finalidade sanar omiss&atilde;o da autoridade coatora, que n&atilde;o deu cumprimento integral &agrave;s Portarias do Ministro de Estado da Justi&ccedil;a. Cabimento do mandado de seguran&ccedil;a. Liquidez e certeza do direito dos impetrantes, que se ap&oacute;iam em fatos incontroversos.<br \/>\n\tII. &ndash; Recurso provido. (RMS 24.953\/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ de 1&ordm;\/10\/2004, p. 37)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do voto condutor do julgado extraio o seguinte excerto, que bem esclarece o entendimento que prevalece na hip&oacute;tese:<br \/>\n\tConforme vimos do relat&oacute;rio, a seguran&ccedil;a foi deferida, em parte, porque, no tocante &quot;ao pagamento das parcelas atrasadas, referentes ao per&iacute;odo de 1996&quot;, entendeu o ac&oacute;rd&atilde;o que o pagamento de tais parcelas n&atilde;o poderia ocorrer no processo do mandado de seguran&ccedil;a, que &quot;n&atilde;o se presta a substituir a a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a&quot;.<br \/>\n\tTodavia, n&atilde;o se tem, no caso, a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a. O que se pretende, mediante a presente a&ccedil;&atilde;o de mandado de seguran&ccedil;a, &eacute; que seja sanada a omiss&atilde;o da autoridade coatora, que n&atilde;o deu cumprimento integral &agrave;s Portarias do Ministro da Justi&ccedil;a.<br \/>\n\tQuanto &agrave; necess&aacute;ria disponibilidade or&ccedil;ament&aacute;ria, noticia o voto proferido pelo Ministro GILSON DIPP, em caso an&aacute;logo &ndash; MS 9.219\/DF (DJ de 28\/6\/2004) &ndash;, a destina&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito em favor do Minist&eacute;rio da Defesa, pela Lei 10.726\/2003, in verbis:<br \/>\n\tNote-se que a ressalva prevista no &sect; 4&ordm; do art. 12 acima citado &#8211; disponibilidade or&ccedil;ament&aacute;ria &#8211; j&aacute; restou observada com a edi&ccedil;&atilde;o da Lei n&ordm; 10.726, de 02 de setembro de 2003, a seguir transcrita:<br \/>\n\t&#39;LEI N&ordm; 10.726, DE 2 DE SETEMBRO DE 2003.<br \/>\n\tAbre aos Or&ccedil;amentos Fiscal e da Seguridade Social da Uni&atilde;o, em favordos Minist&eacute;rios da Educa&ccedil;&atilde;o, do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior, dos Transportes e da Defesa, cr&eacute;dito especial no valor global de R$ 30.057.172,00, para os fins que especifica.<br \/>\n\tO PRESIDENTE DA REP&Uacute;BLICA<br \/>\n\tFa&ccedil;o saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:<br \/>\n\tArt. 1&ordm; Fica aberto aos Or&ccedil;amentos Fiscal e da Seguridade Social da Uni&atilde;o (Lei n&ordm; 10.640, de 14 de janeiro de 2003), em favor do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior, Minist&eacute;rio dos Transportes e Minist&eacute;rio da Defesa, cr&eacute;dito especial no valor global de R$ 30.057.172,00 (trinta milh&otilde;es, cinq&uuml;enta e sete mil, cento e<br \/>\n\tsetenta e dois reais), para atender &agrave;s programa&ccedil;&otilde;es constantes do Anexo I desta Lei.<br \/>\n\tArt. 2&ordm; Os recursos necess&aacute;rios &agrave; execu&ccedil;&atilde;o do disposto no art. 1&ordm; decorrer&atilde;o de:<br \/>\n\tI &#8211; super&aacute;vit financeiro apurado no Balan&ccedil;o Patrimonial da Uni&atilde;o de 2002, no valor de R$ 26.281.826,00 (vinte e seis milh&otilde;es, duzentos e oitenta e um mil, oitocentos e vinte e seis reais); e<br \/>\n\tII &#8211; anula&ccedil;&atilde;o parcial de dota&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias, conforme indicado no Anexo II desta Lei, sendo R$ 2.255.346,00 (dois milh&otilde;es, duzentos e cinq&uuml;enta e cinco mil, trezentos e quarenta e seis reais) da Reserva de Conting&ecirc;ncia.<br \/>\n\tArt. 3&ordm; Esta Lei entra em vigor na data de sua publica&ccedil;&atilde;o.&#39;<br \/>\n\tCumpre destacar que o Anexo I desta Lei prev&ecirc; expressamente a programa&ccedil;&atilde;o para o Minist&eacute;rio da Defesa relativa ao pagamento das indeniza&ccedil;&otilde;es aos anistiados pol&iacute;ticos militares nos termos da Lei n&ordm; 10.559\/2002, sendo liberado o valor de R$ 24.000.000,00 (vinte e quatro milh&otilde;es de reais).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A exist&ecirc;ncia de mencionados recursos, destinados ao pagamento das indeniza&ccedil;&otilde;es devidas aos anistiados pol&iacute;ticos, tamb&eacute;m foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal nos autos do RMS 24.953\/DF, cuja ementa acima transcrevi.<br \/>\n\tOutrossim, a omiss&atilde;o do Ministro da Defesa restou comprovada, porquanto superado o prazo de 60 (sessenta) dias para cumprimento da portaria que reconhecera a condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico ao impetrante, expedida pelo Ministro da Justi&ccedil;a, no concernente ao pagamento da parcela em atraso da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, nos termos do arts. 12, &sect; 4&ordm;, e 18 da Lei 10.559\/2002, verbis:<br \/>\n\tArt. 12. Fica criada, no &acirc;mbito do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, a Comiss&atilde;o de Anistia, com a finalidade de examinar os requerimentos referidos no art. 10 desta Lei e assessorar o respectivo Ministro de Estado em suas decis&otilde;es.<br \/>\n\t&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<br \/>\n\t&sect; 4&ordm; As requisi&ccedil;&otilde;es e decis&otilde;es proferidas pelo Ministro de Estado da Justi&ccedil;a nos processos de anistia pol&iacute;tica ser&atilde;o obrigatoriamente cumpridas no prazo de sessenta dias, por todos os &oacute;rg&atilde;os da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica e quaisquer outras entidades a que estejam dirigidas, ressalvada a disponibilidade or&ccedil;ament&aacute;ria.<br \/>\n\tArt. 18. Caber&aacute; ao Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o efetuar, com refer&ecirc;ncia &agrave;s anistias concedidas a civis, mediante comunica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, no prazo de sessenta dias a contar dessa comunica&ccedil;&atilde;o, o pagamento das repara&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, desde que atendida a ressalva do &sect; 4&ordm; do art. 12 desta Lei.<br \/>\n\tPar&aacute;grafo &uacute;nico. Tratando-se de anistias concedidas aos militares, as reintegra&ccedil;&otilde;es e promo&ccedil;&otilde;es, bem como as repara&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, reconhecidas pela Comiss&atilde;o, ser&atilde;o efetuadas pelo Minist&eacute;rio da Defesa, no prazo de sessenta dias ap&oacute;s a comunica&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos casos especificados no art. 2&ordm;, inciso V, desta Lei.<br \/>\n\tCom efeito, at&eacute; a impetra&ccedil;&atilde;o do presente mandamus, n&atilde;o haviam sido pagos, conforme reconhecido pela autoridade impetrada, os valores pret&eacute;ritos previstos na Portaria 1.297, de 15\/10\/2002, do Ministro da Justi&ccedil;a. Assim, n&atilde;o h&aacute; nenhum impedimento que justifique a omiss&atilde;o da autoridade impetrada, inclusive de ordem or&ccedil;ament&aacute;ria, pelo que se verifica a viola&ccedil;&atilde;o ao direito l&iacute;quido e certo do impetrante.<br \/>\n\tAnte o exposto, concedo a seguran&ccedil;a para determinar ao Ministro de Estado da Defesa que cumpra integralmente a Portaria 1.297, de 15\/10\/2002, do Ministro da Justi&ccedil;a, epague ao&nbsp; impetrante a parcela correspondente aos valores pret&eacute;ritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Custas ex lege. Sem condena&ccedil;&atilde;o ao pagamento de honor&aacute;rios advocat&iacute;cios, nos termos da S&uacute;mula 105\/STJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; o voto.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms' , cursive;\"><b>E vamos em frente&hellip;<\/b><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms' , cursive;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><b>Abcs\/SF (79)<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms' , cursive;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/OJSilvaFilho48x74.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"font-size: 12px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"OJSilvaFilho48x74\" class=\"alignnone size-full wp-image-5812\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/OJSilvaFilho48x74.jpg\" title=\"OJSilvaFilho48x74\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<b><span style=\"color: #333300;\">OJSilvaFilho<\/span><span style=\"color: #333300;\">.<\/span><\/b><br \/>\n\t<span style=\"color: #333300;\"><span style=\"color: black;\">Ex-Cabo da FAB v&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tEmail:<\/span><b> <a href=\"http:\/\/mailto:ojsf@ig.com.br\/\">ojsilvafilho@gmail.com<\/a><\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a> <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-43397","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2018"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43397"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43397\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43400,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43397\/revisions\/43400"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}