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{"id":41921,"date":"2018-06-02T19:23:15","date_gmt":"2018-06-02T22:23:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=41921"},"modified":"2018-06-02T19:23:15","modified_gmt":"2018-06-02T22:23:15","slug":"revival-2015-geuar-a-busca-pela-justica-e-a-luta-pela-anistia-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2018\/06\/revival-2015-geuar-a-busca-pela-justica-e-a-luta-pela-anistia-politica\/","title":{"rendered":"REVIVAL 2015&#8230; GEUAr : A BUSCA PELA JUSTI\u00c7A E A LUTA PELA ANISTIA POL\u00cdTICA"},"content":{"rendered":"<div>\n<p align=\"center\" style=\"margin-left:15.9pt;\">&nbsp; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-42028\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/geuar-395X264-1.jpg\" width=\"395\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/geuar-395X264-1.jpg 395w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/geuar-395X264-1-385x257.jpg 385w\" sizes=\"auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"margin-left:15.9pt;\"><strong>A BUSCA PELA JUSTI&Ccedil;A: A ASSOCIA&Ccedil;&Atilde;O DOS ANISTIADOS POL&Iacute;TICOS E MILITARES DA AERON&Aacute;UTICA (GEUAR) E A LUTA PELA ANISTIA POL&Iacute;TICA<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: right;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Esther Itaborahy Costa*<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>Resumo: <\/strong>Aprovada h&aacute; mais de tr&ecirc;s d&eacute;cadas, a <strong>Lei de Anistia<\/strong> &eacute; tida como um marco no processo de transi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica brasileira Assinada, mesmo que no contexto autorit&aacute;rio, foi vista como uma vit&oacute;ria &#8211; ainda que parcial &#8211; pela sociedade que bradava pelo fim do regime militar. H&aacute; que se pensar nas lutas inicias travadas j&aacute; em 1964 at&eacute; chegarmos &agrave;s lutas propriamente ditas pela anistia a partir da cria&ccedil;&atilde;o do Movimento Feminino pela Anistia em 1975 e a cria&ccedil;&atilde;o dos Comit&ecirc;s Brasileiros pela Anistia em 1978 &ndash; durante o Regime &ndash; e <strong>&agrave;s a&ccedil;&otilde;es propostas pelo GEUAr a partir de 1994<\/strong>. Tendo como base emp&iacute;rica entrevistas com os membros do GEUAr, buscamos compreender o processo de constru&ccedil;&atilde;o de suas mem&oacute;rias a respeito dos eventos ocorridos no processo de desligamento da Aeron&aacute;utica e de suas lutas pela Anistia Pol&iacute;tica.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>Palavras-chave: <\/strong>Regime Militar; Anistia; GEUAr.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 8.55pt; text-align: justify;\"><strong>THE SEARCH FOR JUSTICE: THE ASSOCIATION OF POLITICAL AMNESTIED AND MILITARY AIRCRAFT (GEUAR) AND THE STRUGGLE FOR POLITICAL AMNESTY.<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>Abstract: <\/strong>Approved for over three decades, the Amnesty Law is seen as a mark in the process of Brazilian democratic transition. Signed, even though in authoritarian context, was seen as a victory &ndash; even if partial &ndash; for the society who claimed the end of the military regime. We must now think about the initial struggles waged in 1964 to get to the fights themselves for amnesty from the creation of the Movimento Feminino pela Anistia in 1975 and the creation of the Comit&ecirc;s Brasileiros de Anistia in 1978 &#8211; during the regime &#8211; and the actions proposed by the GEUAr since 1994. Based empirically on interviews with members of GEUAr, we seek to understand the process of building their memories about the events in the shutdown process&nbsp; of&nbsp; Aeronautics&nbsp; and&nbsp; their&nbsp; struggles for the Anistia Pol&iacute;tica .<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>Keywords: <\/strong>Military Regime; Amnesty; GEUAr.<\/p>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1188\" height=\"184\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-42029\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/FACES-DE-CLIO-1.png\" style=\"width: 450px; height: 70px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/FACES-DE-CLIO-1.png 1188w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/FACES-DE-CLIO-1-385x60.png 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/FACES-DE-CLIO-1-768x119.png 768w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/FACES-DE-CLIO-1-450x70.png 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 1188px) 100vw, 1188px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size:16px;\">Primeiras provid&ecirc;ncias<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">De car&aacute;ter h&iacute;brido, o regime militar brasileiro baseou-se em instrumentos &#39;legais&#39; para institucionalizar-se. A primeira tarefa do governo encabe&ccedil;ado foi assumir toda a maquinaria do Executivo. Segundo Skidmore &ldquo;A partir da&iacute; a &#39;Revolu&ccedil;&atilde;o de 1964&#39; passou a fazer uso de uma legisla&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia suspensiva dos procedimentos legais para realizar expurgos no servi&ccedil;o p&uacute;blico, na &aacute;rea militar e entre os ocupantes de cargos eletivos em todos os n&iacute;veis&rdquo;1.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Segundo Alves, o simples &#39;testemunho da opini&atilde;o p&uacute;blica&#39; passou a ser suficiente para que uma pessoa fosse enquadrada como subversiva ou revolucion&aacute;ria, o que para os militares, justificaria as puni&ccedil;&otilde;es. Amparados pela legisla&ccedil;&atilde;o de exce&ccedil;&atilde;o os militares operaram uma verdadeira limpeza cassando mandatos, suspendendo direitos pol&iacute;ticos, demitindo ou aposentando aqueles que atentassem contra a seguran&ccedil;a do regime. Objetivam com isso, &#39;varrer&#39; todos que estivessem ligados ao governo anterior, considerados comunistas, por apoiarem o presidente ou por participarem de movimentos sociais2.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">&Eacute; a partir da promulga&ccedil;&atilde;o do primeiro ato institucional que percebemos o rompimento de setores que apoiaram o golpe, mas que, com a escalada da viol&ecirc;ncia passaram a se opor ao Estado. Essa oposi&ccedil;&atilde;<span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\">o marcaria todos os anos do regime e possibilitaria o surgimento dos primeiros clamores pela anistia. Segundo H&eacute;verton C&acirc;mara da Silva &ldquo;em meio &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es nas regras do jogo e aos expurgos promovidos nos primeiros anos do regime, a quest&atilde;o da anistia pol&iacute;tica assumiu desde o in&iacute;cio uma import&acirc;ncia fundamental para as tentativas de reposicionamento do Congresso no novo sistema pol&iacute;tico que articulava-se&rdquo;3<em>.<\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Para o autor, desde o in&iacute;cio a demanda pela anistia foi tida como uma estrat&eacute;gia da oposi&ccedil;&atilde;o para articular parlamentares em torno da cr&iacute;tica ao regime e consequente rep&uacute;dio &agrave; ideologia de seguran&ccedil;a nacional que o sustentava. Contudo, como j&aacute; afirmamos, o temor &agrave;s poss&iacute;veis rea&ccedil;&otilde;es das For&ccedil;as Armadas tamb&eacute;m causavam receios no Congresso. Para Ern&acirc;ni do Amaral Peixoto, um dos mais respeit&aacute;veis membros do PSD, a revis&atilde;o de processos era invi&aacute;vel naquele momento. Segundo Peixoto, havia ocorrido equ&iacute;vocos e excessos de ambos os lados, mas isso era inevit&aacute;vel num processo revolucion&aacute;rio<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">&Eacute; t&atilde;o inevit&aacute;vel agora, como inevit&aacute;vel mais tarde&#39;. Embora concorde que tenha ocorrido excessos e injusti&ccedil;as, atribui isso &agrave;s injusti&ccedil;as naturais de um processo revolucion&aacute;rio em implanta&ccedil;&atilde;o. Acredita que o Presidente Castelo Branco tem interesse na normaliza&ccedil;&atilde;o da vida democr&aacute;tica no pa&iacute;s, mas por outro lado, &eacute; indubit&aacute;vel que o Congresso, no momento, rejeitaria tranquilamente qualquer projeto de concess&atilde;o de anistia [&#8230;] o PSD, observou, n&atilde;o foi sondado para se pronunciar a respeito do propalado estado de s&iacute;tio. Procurou, no entanto, inteirar-se do assunto e verificou que o governo n&atilde;o tem o prop&oacute;sito de adotar a medida de exce&ccedil;&atilde;o4.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">H&aacute; que se fazer refer&ecirc;ncia &agrave;s cr&iacute;ticas feitas pelos pr&oacute;prios congressistas sobre a capacidade do Executivo em conceder a anistia. Debates travados no Legislativo visando limitar a atua&ccedil;&atilde;o do presidente nesta mat&eacute;ria nos permite perceber o qu&atilde;o a tem&aacute;tica era alvo de contradi&ccedil;&otilde;es. Segue o discurso do deputado Arruda C&acirc;mara (PDC- PE) em favor do Legislativo na concess&atilde;o do diploma legal:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">N&atilde;o podia o Poder Executivo invadir as atribui&ccedil;&otilde;es do Judici&aacute;rio decretando inconstitucionalidade de lei. Sustentei mesmo que pelo artigo 200 a Justi&ccedil;a, o Supremo Tribunal Federal ou os outros tribunais s&oacute; podem decretar a inconstitucionalidade de leis e de atos do poder p&uacute;blico, n&atilde;o de decretos legislativos, que pertencem &agrave; soberania do Congresso, porque a anistia &eacute; um ato de sua exclusiva compet&ecirc;ncia5.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">O governo, a partir de Golbery, afirmava que uma anistia viria, mais cedo ou mais tarde, mas s&oacute; aconteceria quando os &acirc;nimos da Revolu&ccedil;&atilde;o se acalmassem. Segundo a Folha de S&atilde;o Paulo, ainda em 1964 setores mais radicais das For&ccedil;as Armadas afirmavam que a esquerda estaria se organizando em prol daqueles que haviam sido atingidos pelas primeiras medidas autorit&aacute;rias6 do governo Castelo, assim, ainda em 1964, aqueles que iniciaram a luta contra o regime passou a ser perseguido.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Assim, entendemos que o regime institu&iacute;do em 1964, lan&ccedil;ou m&atilde;o de diversos instrumentos legais para restabelecer a &#39;ordem&#39; no pa&iacute;s. Dentre as principais a&ccedil;&otilde;es estavam, como j&aacute; dissemos, o combate aos &#39;inimigos internos&#39; e a prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s &#39;fronteiras ideol&oacute;gicas&#39;7, sendo que entre as penas mais adotadas estava o ex&iacute;lio &#8211; subdividido em categorias como banimento, confinamento ou ex&iacute;lio -, pris&otilde;es, demiss&otilde;es, perda de cargo p&uacute;blico, perda de mandato pol&iacute;tico8. Este &uacute;ltimo visava neutralizar a resist&ecirc;ncia ao novo regime e ao mesmo tempo impedir a forma&ccedil;&atilde;o de bases de apoio pol&iacute;tico no Legislativo.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">[&#8230;] ap&oacute;s o golpe, o contingente das For&ccedil;as Armadas foi mobilizado em prol de uma vasta campanha de busca e deten&ccedil;&atilde;o em todo o pa&iacute;s, visando principalmente l&iacute;deres estudantis e sindicais, professores, intelectuais, ativistas cat&oacute;licos que atuavam junto aos camponeses e todos aqueles vinculados ao governo anterior e aos movimentos sociais9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size:16px;\">Movimento Feminino Pela Anistia: anistia como pacifica&ccedil;&atilde;o nacional<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Entre as for&ccedil;as que bradavam contra o regime e que alcan&ccedil;ou propor&ccedil;&otilde;es nacionais no contexto da luta pela anistia pol&iacute;tica est&aacute; o Movimento Feminino pela Anistia (MFPA). Fundado em 1975 pela advogada Therezinha Zerbine na cidade de S&atilde;o Paulo, o movimento contava com a participa&ccedil;&atilde;o de profissionais liberais e estudantes que em 15 de maio de 1975 lan&ccedil;ou o &#39;Manifesto da Mulher Brasileira&#39; em prol da anistia pol&iacute;tica<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">N&oacute;s, mulheres brasileiras, assumimos nossas responsabilidades de cidad&atilde;s no quadro pol&iacute;tico nacional. Atrav&eacute;s da hist&oacute;ria provamos o esp&iacute;rito solid&aacute;rio da mulher, fortalecendo aspira&ccedil;&otilde;es de amor e justi&ccedil;a. Eis por que n&oacute;s nos antepomos aos destinos da Na&ccedil;&atilde;o, que s&oacute; cumprir&aacute; sua finalidade de paz se for concedida anistia ampla e geral a todos aqueles que foram atingidos pelos atos de exce&ccedil;&atilde;o. Conclamamos todas as mulheres no sentido de se unirem a esse movimento, procurando o apoio de todos que se identifiquem com a ideia da necessidade de anistia, tendo em vista um dos objetivos nacionais: a uni&atilde;o da na&ccedil;&atilde;o10.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Os primeiros passos do movimento se deram no sentido de aproximar-se de organiza&ccedil;&otilde;es que vinham assumindo uma postura contra a ditadura, quais sejam: o MDB, a ABI, a OAB e a Igreja &#8211; atrav&eacute;s da CNBB. Segundo a fundadora do MFPA em Minas Gerais &#8211; Helena Greco &#8211; o movimento tinha como lema a &quot;luta pela Anistia Geral e Irrestrita, dentro de uma luta sem tr&eacute;guas pelos direitos humanos.11&quot;<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Neste momento, a anistia era vista como um <em>direito <\/em>do povo &#8211; j&aacute; que a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1969 previa o benef&iacute;cio como iniciativa do chefe do poder Executivo &#8211; contudo, n&atilde;o resultaria de uma <em>concess&atilde;o <\/em>e sim de uma press&atilde;o social. Segundo DelPorto, essas mulheres se imbu&iacute;ram da tarefa de divulgar e conscientizar a popula&ccedil;&atilde;o sobre o significado da anistia e sobre a sua import&acirc;ncia na concretiza&ccedil;&atilde;o pelos direitos<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">humanos, pois entendiam a anistia &#39;n&atilde;o como um pedido de perd&atilde;o mas como um instituto de Direito, um ato que promoveria a reconcilia&ccedil;&atilde;o da na&ccedil;&atilde;o consigo mesma&#39;12.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Independente da origem da mobiliza&ccedil;&atilde;o &#8211; pol&iacute;tica ou de milit&acirc;ncia &#8211; dessas mulheres em prol da anistia, elas buscavam combater, num primeiro momento, a ditadura militar. Contudo, sua import&acirc;ncia vai al&eacute;m da luta contra o autoritarismo, pois os discursos do movimento afirmavam que um dos objetivos centrais do mesmo era mobilizar e organizar as mulheres. O movimento deixou claro que esta luta n&atilde;o deveria tornar-se uma bandeira dos homens pol&iacute;ticos e sim, uma luta do povo brasileiro, uma vontade social na busca por uma consci&ecirc;ncia democr&aacute;tica.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">A partir dessas coloca&ccedil;&otilde;es, algumas ressalvas devem ser feitas. Com a cria&ccedil;&atilde;o&nbsp; de diversos centros de luta pela anistia em todo o Brasil, diferentes discursos foram sendo forjados por seus membros. Para os part&iacute;cipes do movimento a anistia foi uma vit&oacute;ria, mas eles n&atilde;o s&oacute; diziam da conquista legal da mesma e sim, diziam respeito &agrave;s contribui&ccedil;&otilde;es pessoais em favor da redemocratiza&ccedil;&atilde;o e das mudan&ccedil;as na sociedade como um todo. Para Ana Guedes &#8211; ex membro do MPFA e do CBA-BA<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">Mesmo anistiando os torturadores e todos aqueles que fizeram parte da repress&atilde;o, a anistia foi uma grande vit&oacute;ria do povo brasileiro. Ela representou uma grande li&ccedil;&atilde;o de democracia que desembocou na derrubada do regime militar, revelando do que &eacute; capaz uma sociedade organizada. A anistia foi fundamental para a conquista das liberdades pol&iacute;ticas no Brasil13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size:16px;\">Os Comit&ecirc;s Brasileiros pela Anistia: a anistia como direito &agrave; mem&oacute;ria e &agrave; justi&ccedil;a.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Ao lado do Movimento Feminino Pela Anistia, surge em 1978 no Rio de Janeiro, o primeiro Comit&ecirc; Nacional pela Anistia (CBN), fundado por advogados, familiares, amigos e parentes de exilados pol&iacute;tica14. Em seu manifesto de funda&ccedil;&atilde;o o Comit&ecirc; afirmava que a luta pela anistia era uma luta do povo brasileiro, posto que<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">Os movimentos pela anistia entendem claramente que n&atilde;o se trata de reformar o poder judici&aacute;rio, a legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral, a LSN. Imp&otilde;e-se a supress&atilde;o do aparato repressivo, a desativa&ccedil;&atilde;o dos centros de tortura, oficiais, clandestinos ou militares. Imp&otilde;e-se a responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos que, investidos da autoridade conferida pelo poder de pol&iacute;cia, t&ecirc;m praticado torturas e assassinatos; imp&otilde;e-se acabar com a impunidade dos &oacute;rg&atilde;os p&aacute;ra-militares15.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">A partir desse excerto podemos localizar a primeira grande diferen&ccedil;a entre o MFPA e os CBAs. Enquanto o primeiro, como j&aacute; dissemos, procurava pacificar a fam&iacute;lia brasileira atrav&eacute;s da anistia, o segundo, apresentava-se como o primeiro movimento legalmente organizado com o objetivo claro de lutar contra a ditadura, lutar contra o arcabou&ccedil;o ideol&oacute;gico imposto pela Doutrina de Seguran&ccedil;a Nacional.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Assim como o MFPA, v&aacute;rios CBAs &#8211; estaduais e municipais &#8211; foram sendo gestados ao longo de 197816 e a articula&ccedil;&atilde;o destes em n&iacute;vel nacional come&ccedil;ou a partir do Encontro Nacional de Movimentos pela Anistia, em setembro de 1978 em Salvador, e posteriormente, o I Congresso Nacional pela Anistia, realizado em novembro17. O Encontro de setembro pode ser definido como uma consequ&ecirc;ncia direta das lutas pela anistia em todo territ&oacute;rio nacional e por isso deveria congregar todos aqueles que ansiassem por ela. A Carta de Salvador, documento escrito durante o Encontro reitera<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">A conquista da Anistia depende, fundamentalmente, da transforma&ccedil;&atilde;o de sua luta em movimento de massas, que a amplie para todas as regi&otilde;es e grupos sociais. &Eacute; esse compromisso-meta que, solenemente, os movimentos pela Anistia assumem perante a Na&ccedil;&atilde;o, certos de que, sem odiar e sem esquecer, mas decididamente, inapelavelmente, o povo brasileiro est&aacute; retomando os passos interrompidos que o levar&atilde;o a virar a p&aacute;gina de exce&ccedil;&atilde;o em que vive, para construir sua for&ccedil;a e seu futuro [&#8230;]18.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">O Encontro foi aberto com as palavras do advogado e representante do CBA-SP Luiz Eduardo Greenhalg que afirmou estar o Brasil sucumbido &agrave; for&ccedil;a policial e ao aviltamento dos direitos humanos. Afirmou ainda que os movimentos pela anistia rejeitavam a proposta de anistia parcial ao mesmo tempo em que recusou a proposta de uma anistia rec&iacute;proca19.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Ao final do Encontro, foram sistematizadas as a&ccedil;&otilde;es dos CBAs em um Manifesto &agrave; Na&ccedil;&atilde;o, tais como: o fim da legisla&ccedil;&atilde;o repressiva, inclusive da Lei de Seguran&ccedil;a Nacional; desmantelamento do aparelho de repress&atilde;o pol&iacute;tica e fim da tortura; liberdade de organiza&ccedil;&atilde;o e manifesta&ccedil;&atilde;o; ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA20.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Vale ressaltar que, apesar de apresentarem, inicialmente, discursos diferentes, os MFPA e os CBA podem ser considerados movimentos que buscam instituir um espa&ccedil;o pol&iacute;tico e social de luta contra o poder institu&iacute;do. Assim, o I Congresso Nacional pela Anistia pode ser considerado o agregador das lutas desses movimentos, pois foi a partir dele que a anistia deixou de ser um fim em si para se constituir num meio de organizar a popula&ccedil;&atilde;o em prol da sociedade brasileira como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size:16px;\">O GEUAr: anistia como reconhecimento e repara&ccedil;&atilde;o<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">A associa&ccedil;&atilde;o esportiva GEUAr (Gr&ecirc;mio Esportivo Unidos do Ar) foi fundada em 1963, em Lagoa Santa &#8211; Minas Gerais, por militares da Aeron&aacute;utica com intuito de se reunirem com os colegas da Institui&ccedil;&atilde;o. O GEUAr foi reconhecido juridicamente em 1997, mas a luta envolvendo a associa&ccedil;&atilde;o e os militares da FAB se inicia nos anos 1990 sob a lideran&ccedil;a de Fernando Diniz e Silva21. De in&iacute;cio as reuni&otilde;es em Belo Horizonte aconteciam em bares, com o intuito de amigos antigos dos tempos de Aeron&aacute;utica se encontrarem para conversar.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">A Associa&ccedil;&atilde;o, a partir de 18 de setembro de 1997 passa a ser reconhecida como uma sociedade sem fins lucrativos, com autonomia financeira e administrativa, n&atilde;o representando partidos pol&iacute;ticos, grupos religiosos ou grupos &eacute;tnicos. A sigla GEUAr foi mantida, como nome fantasia, para homenagear os fundadores do Gr&ecirc;mio Esportivo.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Assim, segundo o estatuto da Associa&ccedil;&atilde;o, a mesma<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">[&#8230;] ser&aacute; integrada por militares da reserva, reformados e ou ativos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira, Ex&eacute;rcito Brasileiro, Marinha do Brasil e For&ccedil;as Auxiliares, anistiados ou anistiando, remunerados ou n&atilde;o, atingidos por Atos de Exce&ccedil;&atilde;o e que esteja[m] amparados pelo Art. 8&ordm; do ADCT da Constitui&ccedil;&atilde;o Brasileira regulamentado pela Lei 10.559 de 13 de novembro de 200222.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Segundo o estatuto da associa&ccedil;&atilde;o, a mesma tem como finalidades: <em>representar seus associados perante todos os Poderes, principalmente em assuntos referentes &agrave; Anistia; cuidar dos interesses dos associados; oferecer aos mesmos, assist&ecirc;ncia e orienta&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica; promover a representa&ccedil;&atilde;o e defesa judicial e extrajudicial dos direitos e interesses. <\/em>Sempre incentivando a &eacute;tica, a solidariedade e o esp&iacute;rito de classe23.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">A luta desses militares teve in&iacute;cio a partir da edi&ccedil;&atilde;o da Portaria 1104 de 12 de outubro de 1964 do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica onde a Portaria 570 &eacute; revogada, portaria esta que dava estabilidade aos cabos. A Portaria 1104 se baseia na Portaria 1103 que expulsou os cabos que faziam parte da ACAFAB (Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira) que apoiaram os sargentos na Revolta dos Sargentos de setembro de 1963 em Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Os desligamentos dos militares aqui retratados &#8211; que serviram na base &aacute;rea de Lagoa Santa &ndash; tem in&iacute;cio nos anos 1970, e desde ent&atilde;o, a luta pela anistia torna-se o foco central do GEUAr e de seus integrantes, pautada pelos direitos reconhecidos na Lei de Anistia de 1979, portarias e demais medidas provis&oacute;rias decorrentes dela ao longo dos anos.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Para os entrevistados, o primeiro sopro de esperan&ccedil;a veio com a aprova&ccedil;&atilde;o da Lei 6683 em 1979, que segundo o texto dizia que a anistia <em>reabriria o campo da a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, ensejava o reencontro, reunia e congregava para a constru&ccedil;&atilde;o do futuro e que vinha em hora certa<\/em><em>24<\/em>, pois previa a Lei<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">[&#8230;] concess&atilde;o de anistia a todos quantos, no per&iacute;odo compreendido entre&nbsp; dois de setembro de 1961 e 31 de dezembro de 1978, cometeram crimes pol&iacute;ticos ou conexos, aos que tiveram seus direitos pol&iacute;ticos suspensos e aos servidores da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, de funda&ccedil;&otilde;es vinculadas ao poder p&uacute;blico, aos poderes Legislativo e Judici&aacute;rio e <u>aos militares, punidos com<\/u> <u>fundamento em Atos Institucionais e complementare<\/u>s (grifos meus)25.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Contudo, afirmam que esta era uma lei pessoal, pois o pr&oacute;prio pai de Figueiredo &#8211; Euclides Figueiredo26 &ndash; fora ca&ccedil;ado por Vargas e beneficiado pela Lei de Anistia de 1979, que para os integrantes do GEUAr <em>s&oacute; atingira os apadrinhados do presidente Figueiredo<\/em><em>27 <\/em>e <em>n&atilde;o foi divulgado, no sentido popular<\/em><em>28<\/em>. Ela ficou pairando na camada social generalizada<em>, <\/em>j&aacute; que estipulava o prazo de 120 dias para que os atingidos encaminhassem seus pedidos, ap&oacute;s esta data, os mesmo n&atilde;o seriam aceitos.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Assim, em busca de documentos sobre o caso dos cabos, Diniz &lsquo;ouve falar&rsquo; do Of&iacute;cio Reservado 0429. Este documento, segundo ele, evidencia efetivamente a motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica da expuls&atilde;o, desligamentos e licencimentos de cabos com base nas Portarias 1103 e 1104, dando os efeitos retroativos ao revogar expressamente a Portaria 570 que garantia a estabilidade dos mesmos.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Tal Of&iacute;cio deu origem &agrave; <em>famigerada<\/em><em>30 <\/em>Portaria 1104 que estipulou o prazo de 8 anos de perman&ecirc;ncia na FAB, minando o sonho daqueles que aspiravam chegar a postos superiores, atrav&eacute;s de concurso p&uacute;blico ou da entrada nas escolas da especialistas. Com a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 e o artigo 8&ordm; do ADCT (Ato das Disposi&ccedil;&otilde;es Constitucionais Transit&oacute;rias)31, <em>que nada mais &eacute; do que a Lei 10559 <\/em>32, a Anistia passou a ser concedida entre 18 de setembro de 1946 at&eacute; 5 de outubro de 1988 &#8211; data da promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o. Apesar de estar inserida na Constitui&ccedil;&atilde;o, a Anistia ainda teria que ser regulamentada por lei e isso s&oacute; viria a acontecer 14 anos depois, em 13 de novembro de 2002, quando foi sancionada a Lei 1055933 que ampara os perseguidos pol&iacute;ticos, atingidos por atos de exce&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Ao longo dos governos democr&aacute;ticos eleitos ap&oacute;s a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, v&aacute;rias emendas e medidas provis&oacute;rias foram apresentadas visando regulamentar os direitos concedidos com o artigo 8&ordm; do ADCT. Dentre elas, est&aacute; a instala&ccedil;&atilde;o em 28 de agosto de 2001 da primeira Comiss&atilde;o de Anistia. Em julho de 2002 a Comiss&atilde;o de Anistia &ndash; <em>direcionada a reparar os atos de exce&ccedil;&atilde;o, incluindo torturas, pris&otilde;es arbitr&aacute;rias, demiss&otilde;es e transfer&ecirc;ncias por raz&otilde;es pol&iacute;ticas [&#8230;]<\/em><em>34- <\/em>do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a come&ccedil;ou a julgar os casos dos cabos atingidos pela Portaria 1104 e considerou a mesma como um ato de exce&ccedil;&atilde;o <em>exclusivamente <\/em>pol&iacute;tico, lan&ccedil;ando alguma esperan&ccedil;a para os ex-militares. Contudo, segundo M.A.O, um dos entrevistados, atualmente n&atilde;o cabe mais &agrave; Comiss&atilde;o de Anistia revisar os processos que lhe s&atilde;o enviados, pois com a edi&ccedil;&atilde;o da Portaria Interministerial 134 de 15 de fevereiro de 2011, foi institu&iacute;do um Grupo de Trabalho que est&aacute; respons&aacute;vel por <em>promover todo e qualquer ato relacionado &agrave; execu&ccedil;&atilde;o dessa portaria<\/em><em>35 <\/em>[Portaria 1104]. Para o entrevistado, o GT est&aacute; anulando todos os processos que foram deferidos pela Comiss&atilde;o de Anistia. Questionado sobre qual justificativa o GT apresenta para tais anula&ccedil;&otilde;es, o entrevistado &eacute; enf&aacute;tico<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">&ldquo;Eles n&atilde;o est&atilde;o justificando [&#8230;] O que acontece &eacute; o seguinte: &eacute; que n&oacute;s estamos, eu Diniz, Dutra, analisando &#8230; e o que acontece &eacute; o seguinte: eles v&atilde;o anular todo mundo. Os 2500; quem quiser, entra na justi&ccedil;a. Se der bem, se n&atilde;o der, tudo bem. Eles fizeram o papel deles de anular[&#8230;]A ideia que se tem &eacute; porque: quem fez o pedido pra revis&atilde;o das portarias, foi a Aeron&aacute;utica, e em todos eles, eles tem um atrasado pra receber desde a &eacute;poca que eles foram desligados at&eacute; hoje; tanto que at&eacute; hoje eles n&atilde;o pagaram e se voc&ecirc; for ver, 2500 pessoas pra pagar &#8211; com juros, corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria &#8211; &eacute; um dinheiro muito grande. Ent&atilde;o, tem-se a ideia de que [&#8230;] Mas isso n&atilde;o justifica&nbsp; [&#8230;]Esse dinheiro foi disponibilizado h&aacute; muitos anos&rdquo;36.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 40.5pt; text-align: justify;\">Enfatizando mais como funciona o GT, M. afirma<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">&ldquo;[&#8230;] eles n&atilde;o querem pagar e pediram pra revisar a portaria [&#8230;] Mas o ministro da justi&ccedil;a que, &eacute; assim com a Aeron&aacute;utica, aceitou; e a&iacute; fez&nbsp; a portaria pra fazer a revis&atilde;o. Ent&atilde;o eles t&atilde;o fazendo a revis&atilde;o, v&atilde;o fazer a revis&atilde;o de todo mundo, n&atilde;o importa se os caras que t&atilde;o fazendo a revis&atilde;o, entende ou n&atilde;o entende de &#8230;da lei de 5 anos, da decad&ecirc;ncia, essas coisas toda, esse aqui n&atilde;o tem direito n&atilde;o, anula. T&aacute; na 1104, t&aacute; anulado. A&iacute; manda<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">&#8230; quem entrar na justi&ccedil;a e ganhar, ganhou&rdquo;37[&#8230;]<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Segundo Baggio, o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) &ndash; respons&aacute;vel por fiscalizar as contas p&uacute;blicas &ndash; vem endossando as a&ccedil;&otilde;es do GT ao pedir que todos os processos de anistia deferidos sejam por ele analisados, pois entendem que essas <em>indeniza&ccedil;&otilde;es teriam natureza jur&iacute;dica de pens&otilde;es, <\/em>e por isso, cabe a ele fiscalizar A autora segue afirmando que o TCU alega que h&aacute; uma <em>disparidade nas indeniza&ccedil;&otilde;es <\/em>que acaba por reduzir toda a luta dos atingidos pelos atos de exce&ccedil;&atilde;o apenas &agrave; repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, eximindo o Estado e a sociedade de sua d&iacute;vida moral e afirmando que quem pagar&aacute; tais indeniza&ccedil;&otilde;es &eacute; o contribuinte, pois <em>n&atilde;o &eacute; o Estado que paga essas indeniza&ccedil;&otilde;es [&#8230;] Essa decis&atilde;o do TCU &eacute; a moraliza&ccedil;&atilde;o do que est&aacute; ocorrendo.<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Contudo, rebate a autora<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">[&#8230;] como se fosse poss&iacute;vel construir novos valores democr&aacute;ticos em sociedade sem uma base de solidariedade e de reconhecimento p&uacute;blico de que as d&iacute;vidas morais de um Estado autorit&aacute;rio tamb&eacute;m constituem-se como d&iacute;vidas sociais, cujo enfrentamento e resolu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o imprescind&iacute;veis ao fortalecimento de um Estado democr&aacute;tico38.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">O que fica claro nas palavras acima &eacute; que n&atilde;o h&aacute; um consenso entre as diversas inst&acirc;ncias que formam o Estado brasileiro. Acreditamos que o Estado est&aacute; perdendo grandes oportunidades de ressignificar o conceito de anistia e com isso, distanciando-se cada vez mais, do reconhecimento de sua culpa perante os atos perpetrados em nome de um Estado autorit&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Para Jos&eacute; de Brito Primo, anistiado em 2002, afirma que ainda h&aacute; persegui&ccedil;&atilde;o contra os cabos, pois<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">&ldquo;[&#8230;]eles tem conhecimento, mas n&atilde;o vivenciaram a nossa persegui&ccedil;&atilde;o naquela &eacute;poca &#8230; parece que ainda continuam nos perseguindo; porque nos anistiam e depois querem nos tirar a anistia. &Eacute; esse o meu desabafo. N&atilde;o adiantou nada o presidente Fernando Henrique nos anistiar, quer dizer, adiantar adiantou, mas a persegui&ccedil;&atilde;o continua; porque o governo Lula e o governo Dilma, &#39;poderia&#39; acabar com essa persegui&ccedil;&atilde;o contra n&oacute;s: simplesmente mandar suspender toda essa persegui&ccedil;&atilde;o e, definitivamente, consolidar nossa anistia. Ent&atilde;o, entre par&ecirc;nteses, n&oacute;s continuamos sendo perseguidos como se naquela &eacute;poca estiv&eacute;ssemos&rdquo;39.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">J&aacute; Ant&ocirc;nio Fagundes de Oliveira, anistiado em 2003, fala do sentimento daqueles que lutam pela anistia<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">&ldquo;[&#8230;] Ent&atilde;o entrou o Fernando Henrique Cardoso, ele ent&atilde;o fez valer a constitui&ccedil;&atilde;o, enxergando esta anistia pol&iacute;tica global. Aquele que se sentisse prejudicado pela Revolu&ccedil;&atilde;o de 64, que fosse atingido direta ou indiretamente, este tem o direito de recorrer. Isto est&aacute; escrito, s&oacute; que n&oacute;s fomos atingidos diretamente, e n&atilde;o sentimos que fomos agraciados com os nossos direitos de ser anistiados [&#8230;] estamos ainda aborrecidos, embora silenciados atrav&eacute;s de processos. N&oacute;s estamos silenciados, cobrando atrav&eacute;s de escrita,&nbsp; de demandas contra o nosso governo, mesmo assim os atendimentos est&atilde;o sendo &iacute;nfimos, est&atilde;o sendo de car&aacute;ter secund&aacute;rio&rdquo;40.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size:16px;\">A Justi&ccedil;a de Transi&ccedil;&atilde;o no Brasil e a efic&aacute;cia da Lei da Anistia<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Como j&aacute; afirmamos a luta pela anistia foi travada em v&aacute;rias frentes &ndash; os&nbsp; exilados, os presos pol&iacute;ticos, a sociedade civil representada pelos CBAs e pelo MFPA, os estudantes e setores do MDB &ndash; que sa&iacute;ram &agrave;s ruas para exigir a liberdade daqueles que estivessem presos e denunciar a repress&atilde;o a qual a sociedade estava a merc&ecirc;. Desta forma, concordamos com a afirma&ccedil;&atilde;o de Jessie Jane de Sousa, quando esta entende a anistia<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">[&#8230;] como um processo pol&iacute;tico historicamente constru&iacute;do, fundamental para que possamos forjar uma cultura pol&iacute;tica baseada no respeito aos direitos humanos e, nessa dimens&atilde;o, continua em aberto como alvo de intensas disputas no campo da mem&oacute;ria hist&oacute;rica e da luta jur&iacute;dica no Brasil41.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Neste sentido, recorremos &agrave;s an&aacute;lises de Norbert Elias quando este afirma que a civiliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; em constante amea&ccedil;a. Para ele, a civiliza&ccedil;&atilde;o que busca um sentimento de sociedade, deve em primeiro lugar, buscar a resolu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica de conflitos, ou seja, a pacifica&ccedil;&atilde;o social visando constituir o processo civilizat&oacute;rio. Assim, conclui que os governantes t&ecirc;m a seu dispor especialistas autorizados a usar a for&ccedil;a quando necess&aacute;rio e que, quando amea&ccedil;ados, impedem a sociedade de fazer o mesmo42.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Tal an&aacute;lise pode ser pensada no contexto autorit&aacute;rio institu&iacute;do no Cone Sul a partir dos anos 1950 e dos processos de pacifica&ccedil;&atilde;o nacional. Ludmila Catela, ao recorrer a Elias, afirma que a viol&ecirc;ncia pol&iacute;tica perpetrada a partir da emerg&ecirc;ncia desses regimes rompeu com os c&oacute;digos de pacifica&ccedil;&atilde;o descritos por Elias. Segundo Catela<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">Na &acirc;nsia de concretizarem seus ideais de na&ccedil;&atilde;o, os diferentes grupos em confronto, e especialmente os agentes do Estado, tornaram insignificantes as limita&ccedil;&otilde;es civilizadoras dos c&oacute;digos de honra e moralidade. Para concretizarem utopias, abandonaram as autocoa&ccedil;&otilde;es, desde que isso parecesse &lsquo;servir ao objetivo desejado&rsquo;. Para uns, estava em jogo construir uma sociedade mais justa e solid&aacute;ria, para outros, impedir o &lsquo;comunismo&rsquo;, o &lsquo;socialismo&rsquo;, o &lsquo;perronismo&rsquo;, ou qualquer movimento popular tido como amea&ccedil;a a propriedade privada, aos valores crist&atilde;os e, principalmente, aos projetos dos ditadores.43<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">O fim de um regime estatal que se utiliza da for&ccedil;a em larga escala contra a sociedade, n&atilde;o passa sem marcas na sociedade. Tais marcas e cicatrizes, n&atilde;o podem ser apagadas, e por isso, devem ter tratamentos especiais. A consolida&ccedil;&atilde;o de um regime democr&aacute;tico n&atilde;o estar&aacute; completa se direitos fundamentais n&atilde;o forem reconhecidos pelo Estado.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">Direitos do homem, democracia e paz s&atilde;o tr&ecirc;s momentos necess&aacute;rios do mesmo movimento hist&oacute;rico: sem direitos do homem reconhecidos e protegidos, n&atilde;o h&aacute; democracia; sem democracia, n&atilde;o existem condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas para a solu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica dos conflitos [&#8230;] a democracia &eacute; a sociedade dos cidad&atilde;os, e os s&uacute;ditos se tornam cidad&atilde;os quando lhes s&atilde;o reconhecidos alguns direitos fundamentais44.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Decorre da&iacute;, ent&atilde;o, o conceito de justi&ccedil;a transacional, que segundo Abr&atilde;o e Torrely, possui ao menos quatro dimens&otilde;es: (i) a repara&ccedil;&atilde;o, (ii) o fornecimento da verdade e a constru&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria, (iii) a regulariza&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a e o restabelecimento da igualdade perante a lei, (iv) a reforma das institui&ccedil;&otilde;es perpetradoras de viola&ccedil;&otilde;es contra os direitos humanos45. Vale ressaltar que, n&atilde;o basta apenas que os crimes praticados sejam conhecidos, &eacute; preciso que aqueles que o fizeram sejam conhecidos e que reconhe&ccedil;am tais abusos.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 118.5pt; text-align: justify;\">[os julgamentos dos agentes de estado] assumem o papel de reafirmarem publicamente normas e valores essenciais que, quando violados, estar&atilde;o sujeitos a san&ccedil;&otilde;es. Tais processos tamb&eacute;m s&atilde;o de grande aux&iacute;lio no restabelecimento da confian&ccedil;a entre os cidad&atilde;os e o Estado. Aqueles que tiveram seus direitos violados passam a perceber que, nesta nova ordem, o estado busca proteger e n&atilde;o violar os seus direitos46.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Para complementar nossas discuss&otilde;es, nos ateremos naquelas que consideramos ser as principais dimens&otilde;es da justi&ccedil;a transacional: a repara&ccedil;&atilde;o e o fornecimento da verdade e a constru&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">No que tange &agrave; repara&ccedil;&atilde;o aos perseguidos pol&iacute;ticos, a Lei de Anistia de 1979, previu perd&atilde;o aos crimes pol&iacute;ticos e conexos; a restitui&ccedil;&atilde;o de direitos pol&iacute;ticos; a reintegra&ccedil;&atilde;o ao trabalho civil p&uacute;blico e militar aos que foram demitidos ou desligados arbitrariamente. Contudo, como j&aacute; vimos anteriormente, este &uacute;ltimo item n&atilde;o vemsendo respeitado pela justi&ccedil;a brasileira. Precisamos ter em mente que, o programa de repara&ccedil;&atilde;o brasileiro n&atilde;o visa somente &agrave; dimens&atilde;o econ&ocirc;mica. As leis aprovadas ao longo dos anos garantem, al&eacute;m do diploma de anistiado pol&iacute;tico, a contagem de tempo para aposentadoria, a garantia de retorno &agrave; escola, o registro de diploma universit&aacute;rio obtido no exterior, a localiza&ccedil;&atilde;o dos corpos, dentre outros. Assim, tal premissa vai contra a afirma&ccedil;&atilde;o de Marco Ant&ocirc;nio Villa de que a lei de anistia n&atilde;o foi nada al&eacute;m de um &lsquo;cala boca&rsquo; &agrave;sociedade47.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Segundo os autores supracitados, desde 2007 a Comiss&atilde;o de Anistia passou formalmente a pedir desculpas pelos erros cometidos pelo Estado quando declarada a anistia pol&iacute;tica ao requerente. Por&eacute;m, como tamb&eacute;m j&aacute; vimos anteriormente, desde a cria&ccedil;&atilde;o do Grupo de Trabalho &#8211; respons&aacute;vel por rever as concess&otilde;es de anistia &#8211; as mesmas est&atilde;o sendo anuladas e com isso nosso processo de justi&ccedil;a transacional torna-se falho.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">J&aacute; quando o assunto &eacute; o fornecimento da verdade e a constru&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria, avan&ccedil;os significativos foram dados. Os livros <em>Direito &agrave; Mem&oacute;ria e &agrave; Verdade <\/em>e o projeto que foi transformado em livro <em>Marcas da Mem&oacute;ria<\/em>, s&atilde;o dois exemplos de como o Estado brasileiro caminha para tornar p&uacute;blicas as quest&otilde;es referentes aos 21 anos de regime militar. Ambos os projetos intentam para a preserva&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria oral sobre o per&iacute;odo, a publica&ccedil;&atilde;o de obras que dizem sobre a tem&aacute;tica e, principalmente, a aproxima&ccedil;&atilde;o da sociedade civil atrav&eacute;s de audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas e a&ccedil;&otilde;es culturais.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Vale aqui fazermos refer&ecirc;ncia ao projeto <em>Mem&oacute;rias Reveladas <\/em>criado em 2009 e coordenado pela Casa Civil da presid&ecirc;ncia. O objetivo &eacute; difundir e produzir documentos referentes ao per&iacute;odo e preservar aqueles que foram doados por pessoas f&iacute;sicas e institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou privadas. Muitos documentos referentes &agrave; quest&atilde;o da &lsquo;verdade da repress&atilde;o&rsquo; encontram-se dispon&iacute;veis no acervo do Mem&oacute;rias Reveladas &ndash; documentos estes, eivados da ideologia militar que acabam por desconstruir fatos simulando vers&otilde;es para justificar a viol&ecirc;ncia e o desrespeito aos Direitos Humanos48.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Assim, acreditamos que as medidas propostas pela justi&ccedil;a transacional devem estar inseridas no projeto pol&iacute;tico de uma sociedade que busca diminuir os efeitos transgeracionais legado por per&iacute;odos de viol&ecirc;ncia, visando estabelecer um processo pedag&oacute;gico de (re)conhecimento das viola&ccedil;&otilde;es e de valoriza&ccedil;&atilde;o do direito de resist&ecirc;ncia contra a repress&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size:16px;\">Considera&ccedil;&otilde;es Finais<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">Iniciada ainda dentro do contexto da repress&atilde;o, a Anistia pol&iacute;tica &eacute;, at&eacute; hoje, bandeira de luta de v&aacute;rios setores sociais, sendo assim, um processo de longa dura&ccedil;&atilde;o e uma luta inconclusa. Pretendemos apresentar como essa luta foi iniciada pelos primeiros movimentos e como chegou at&eacute; os membros do GEUAr, j&aacute; no contexto democr&aacute;tico. Entendemos&nbsp; que,&nbsp; mesmo&nbsp; sendo&nbsp; fundados&nbsp; em&nbsp; momentos&nbsp; diferentes&nbsp; e&nbsp; tendo &nbsp;formas distintas de luta, os tr&ecirc;s grupos apresentavam\/apresentam um &uacute;nico objetivo: o direito &agrave; justi&ccedil;a.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">A partir da confronta&ccedil;&atilde;o entre as leis e normas expedidas pela FAB e os depoimentos dos militares do GEUAr percebemos que n&atilde;o houve crit&eacute;rio para desligar os cabos da Aeron&aacute;utica. Entendemos ent&atilde;o que, tais desligamentos faziam parte de uma pol&iacute;tica de preven&ccedil;&atilde;o impetrada pelas FFAA depois do Golpe de 1964. Intentavam com tais a&ccedil;&otilde;es impedir novos focos de reivindica&ccedil;&atilde;o, pois a disciplina e hierarquia &ndash; pilares das FFAA &ndash; foram quebradas quando dos movimentos dos sargentos e dos marinheiros, sendo necess&aacute;ria a puni&ccedil;&atilde;o aos envolvidos para que aquelas ideias n&atilde;o voltassem a fazer parte do pensamento das pra&ccedil;as militares.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">A luta dos integrantes do GEUAr, que tem na associa&ccedil;&atilde;o a representa&ccedil;&atilde;o legal requerida pela justi&ccedil;a, &eacute; que as leis sejam respeitadas, pois o preceito fundamental da Justi&ccedil;a de Transi&ccedil;&atilde;o &eacute; que se enfrente o legado da viol&ecirc;ncia do passado e que se atribua responsabilidades para que se efetive o direito &agrave; mem&oacute;ria, &agrave; repara&ccedil;&atilde;o e a democratiza&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size:16px;\">Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">ABR&Atilde;O, Paulo; TORELLY, Marcelo. <em>As dimens&otilde;es da Justi&ccedil;a de Transi&ccedil;&atilde;o no Brasil, a efic&aacute;cia da Lei de Anistia e as alternativas para a verdade e a justi&ccedil;a<\/em>. In:_ A Anistia na Era da Responsabiliza&ccedil;&atilde;o: O Brasil em perspectiva internacional e comparada. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, Comiss&atilde;o de Anistia; Oxford: Oxford University, Latin American Centre, 2011, p. 212-249.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">ALVES, Maria Helena Moreira. <em>Estado e Oposi&ccedil;&atilde;o no Brasil: 1961-1964. <\/em>Bauru, SP: Edusc, 2005.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">BAGGIO, Roberta. <em>Anistia e reconhecimento: o processo de (des)integra&ccedil;&atilde;o social da transi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica brasileira. <\/em>In:_ A Anistia na Era da Responsabiliza&ccedil;&atilde;o: O Brasil em perspectiva internacional e comparada. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, Comiss&atilde;o de Anistia; Oxford: Oxford University, Latin American Centre, 2011, p.250-177.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">C&Acirc;MARA DA SILVA, Sandro Heverton. <em>Anistia Pol&iacute;tica: conflito e concilia&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do Congresso Nacional Brasileiro (1964-1979). <\/em>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado &ndash; Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2007.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">DELPORTO, Fab&iacute;ola. <em>A luta pela anistia no regime militar brasileiro: a constru&ccedil;&atilde;o da sociedade civil no pa&iacute;s e a constru&ccedil;&atilde;o da cidadania. <\/em>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado &ndash; Universidade Estadual de Campinas, 2002.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">GRECO, Heloisa. Dimens&otilde;es fundacionais da luta pela Anistia. Tese (Doutorado em Hist&oacute;ria) &ndash; Faculdade de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas &ndash; Universidade Federal de Minas Gerais, 2003.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">MEZAROBBA, Glenda. <em>Um acerto de contas com o futuro: a anistia e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias &ndash; um estudo do caso brasileiro<\/em>. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica) &ndash; Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas &ndash; Universidade de S&atilde;o Paulo, 2003.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">RODEGHERO, Carla; DIENSTMANN, Gabriel; TRINDADE, Tatiana. <em>Anistia ampla, geral e irrestrita: hist&oacute;ria de uma luta inconclusa. <\/em>Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2011.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\">SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Castelo a Tancredo, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-size:16px;\"><strong>*<\/strong><\/span> Mestre em Hist&oacute;ria (2014) pela Universidade Federal de Juiz de Fora.<\/span><strong><span style=\"color:#800000;\"> <\/span><a href=\"mailto:esther_ufop@yahoo.com.br\">esther_ufop@yahoo.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 <\/strong>SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Castelo a Tancredo, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988, p. 48-49.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2<\/strong> ALVES, Maria Helena Moreira. <em>Estado e Oposi&ccedil;&atilde;o no Brasil: 1961-1964. <\/em>Bauru, SP: Edusc, 2005, p. 72.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>3<\/strong> C&Acirc;MARA DA SILVA, Sandro Heverton. <em>Anistia Pol&iacute;tica: conflito e concilia&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do Congresso Nacional Brasileiro (1964-1979). <\/em>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado &ndash; Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2007, p. 28.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>4<\/strong> ACERVO DIGITAL FOLHA DE S&Atilde;O PAULO, 14\/10\/1964, 1&ordm; caderno: 1.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>5<\/strong> C&Acirc;MARA DA SILVA. <em>Op. cit. <\/em>p. 30.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>6 <\/strong>Segundo a mesma reportagem, esses setores lutariam pela liberta&ccedil;&atilde;o imediata de presos pol&iacute;ticos, pela revoga&ccedil;&atilde;o do AI-1, pela anistia aos cassados e contra a alta do custo de vida. ACERVO DIGITAL FOLHA DE S&Atilde;O PAULO, 28\/07\/1964, 1&ordm; caderno: 6.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>7<\/strong> ALVES, <em>Op. cit, p.<\/em>108.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>8<\/strong> Segundo o AI-14, a pena de morte estava entre as prerrogativas do regime, mas oficialmente, nunca foi utilizada. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.fgv.br\/cpdoc\/busca\/Busca\/BuscaConsultar.aspx\">http:\/\/www.fgv.br\/cpdoc\/busca\/Busca\/BuscaConsultar.aspx<\/a>&gt;. Acesso em: 19\/11\/2013.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>9<\/strong> C&Acirc;MARA DA SILVA, <em>Op. cit. <\/em>p. 23.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>10<\/strong> RODEGHERO, Carla; DIENSTMANN, Gabriel; TRINDADE, Tatiana. <em>Anistia ampla, geral e irrestrita: hist&oacute;ria de uma luta inconclusa. <\/em>Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2011, p. 29.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>11<\/strong>&nbsp;Entrevista&nbsp;&nbsp; concedida&nbsp;&nbsp; por&nbsp; Helena Greco a Valter Pomar em 1994. Dispon&iacute;vel em: <a href=\"http:\/\/www.teoriaedebate.org.br\/materias\/nacional\/helena-greco?page=full\">&lt;http:\/\/www.teoriaedebate.org.br\/materias\/nacional\/helena-greco?page=full<\/a>&gt;. Acesso em: 05\/12\/2013.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>12<\/strong> DELPORTO, Fab&iacute;ola. <em>A luta pela anistia no regime militar brasileiro: a constru&ccedil;&atilde;o da sociedade civil no pa&iacute;s e a constru&ccedil;&atilde;o da cidadania. <\/em>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado &ndash; Universidade Estadual de Campinas, 2002, p. 84.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>13<\/strong> O texto &#39;20 anos de anistia- campanha gloriosa do povo brasileiro&#39; de Ana Guedes para o projeto &#39;20 anos: anistia n&atilde;o &eacute; esquecimento&#39; pode ser consultado na &iacute;ntegra em: &lt;<a href=\"http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/o-que-fazemos\/memoria-e-historia\/exposicoes-virtuais\/ana-guedes\">http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/o-que-<\/a> <a href=\"http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/o-que-fazemos\/memoria-e-historia\/exposicoes-virtuais\/ana-guedes\">fazemos\/memoria-e-historia\/exposicoes-virtuais\/ana-guedes<\/a>&gt;. Acesso em: 04\/02\/2014.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>14<\/strong> MEZAROBBA, Glenda. <em>Um acerto de contas com o futuro: a anistia e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias &ndash; um estudo do caso brasileiro<\/em>. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica) &ndash; Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas &ndash; Universidade de S&atilde;o Paulo, 2003, p. 19.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>15<\/strong> GRECO, Heloisa. Dimens&otilde;es fundacionais da luta pela Anistia. Tese (Doutorado em Hist&oacute;ria) &ndash; Faculdade de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas &ndash; Universidade Federal de Minas Gerais, 2003, p. 59.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>16 <\/strong>Segundo levantamento feito por Helo&iacute;sa Greco, ap&oacute;s a funda&ccedil;&atilde;o do CBA-RJ em primeiro de fevereiro de 1978, vieram logo em seguida, os Comit&ecirc;s Goiano e Baiano em abril de 1978; em maio do mesmo&nbsp; ano, os Comit&ecirc;s Paulista, Londrinense e o Norterriograndense foram criados, para em junho do mesmo ano, os Comit&ecirc;s de Santos, S&atilde;o Carlos e Bras&iacute;lia despontassem na luta pela anistia.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>17<\/strong> Vale ressaltar que os CBAs n&atilde;o contavam com uma centraliza&ccedil;&atilde;o nacional.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>18 <\/strong>O documento encontra-se na &iacute;ntegra do site da Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo, dispon&iacute;vel em<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/o-que-fazemos\/memoria-e-historia\/exposicoes-virtuais\/carta-de-salvador\">&lt;http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/o-que-fazemos\/memoria-e-historia\/exposicoes-virtuais\/carta-de-salvador<\/a>&gt;. Acesso em: 04\/02\/2014.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>19 <\/strong>O documento encontra-se na &iacute;ntegra do site da Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo, dispon&iacute;vel em &lt;<a href=\"http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/o-que-fazemos\/memoria-e-historia\/exposicoes-virtuais\/abertura-do-i-congresso\"> http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/o-que-fazemos\/memoria-e-historia\/exposicoes-virtuais\/abertura-do-i-<\/a> <a href=\"http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/o-que-fazemos\/memoria-e-historia\/exposicoes-virtuais\/abertura-do-i-congresso\">congresso<\/a>&gt;. Acesso em: 04\/02\/2014.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>20<\/strong> O documento encontra-se na &iacute;ntegra do site da Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo, dispon&iacute;vel em &lt;<a href=\"http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/o-que-fazemos\/memoria-e-historia\/exposicoes-virtuais\/manifesto-nacao\"> http:\/\/csbh.fpabramo.org.br\/o-que-fazemos\/memoria-e-historia\/exposicoes-virtuais\/manifesto-nacao<\/a>&gt;. Acesso em: 04\/02\/2014.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>21<\/strong> Diniz, como &eacute; conhecido e gosta de ser chamado, foi presidente do GEUAr de 1994 &ndash; quando da sua funda&ccedil;&atilde;o &ndash; at&eacute; 2002.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>22<\/strong> Estatuto da <em>Associa&ccedil;&atilde;o dos Anistiados Pol&iacute;ticos e Militares da Aeron&aacute;utica<\/em>, p.4.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>23<\/strong> Neste sentido, &eacute; interessante notar que todos os entrevistados, anistiados ou n&atilde;o, mantem vivo a identidade militar forjada quando serviram &agrave; Aeron&aacute;utica.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>24<\/strong> C&acirc;mara Nacional. <em>Anistia, <\/em>volume I, p. 22<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>25<\/strong> Lei 6683\/79. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L6683.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L6683.htm<\/a>&gt;. Acesso em 11\/03\/2014.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>26&nbsp;<\/strong>Euclides de Oliveira Figueiredo. Verbete dispon&iacute;vel em:<a href=\"%3chttp:\/cpdoc.fgv.br\/producao\/dossies\/AEraVargas1\/biografias\/euclides_figueiredo\">&lt;http:\/\/cpdoc.fgv.br\/producao\/dossies\/AEraVargas1\/biografias\/euclides_figueiredo<\/a>&gt;. Acesso&nbsp;em 11\/03\/2014.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>27 <\/strong>Trecho da entrevista de Diniz em 18\/08\/2013.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>28<\/strong> Trecho da entrevista, feita pela autora, com Ant&ocirc;nio Fagundes de Oliveira, em 08\/05\/2013.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>29 <\/strong>Tenho em m&atilde;os uma c&oacute;pia do mesmo.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>30<\/strong> Adjetivo muito utilizado pelos integrantes do GEUAr para se referir &agrave;s Portarias expedidas pela FAB.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>31<\/strong> &ldquo;&Eacute; concedida anistia aos que, no per&iacute;odo de 18 de setembro de 1946 at&eacute; a data da promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o, foram atingidos, em decorr&ecirc;ncia de motiva&ccedil;&atilde;o <em>exclusivamente <\/em>pol&iacute;tica, por <em>atos de exce&ccedil;&atilde;o, institucionais ou complementares<\/em>, aos que foram abrangidos pelo Decreto Legislativo n&ordm; 18, de 15 de dezembro de 1961, e aos atingidos pelo <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del0864.htm\">Decreto-Lei n&ordm; 864, de 12 de setembro de 1969, <\/a>asseguradas as promo&ccedil;&otilde;es, na inatividade, ao cargo, emprego, posto ou gradua&ccedil;&atilde;o a que teriam direito se estivessem em servi&ccedil;o ativo, obedecidos os prazos de perman&ecirc;ncia em atividade previstos nas leis e regulamentos vigentes, respeitadas as caracter&iacute;sticas e peculiaridades das carreiras dos servidores p&uacute;blicos civis e militares e observados os respectivos regimes jur&iacute;dicos.&rdquo; In:. Constitui&ccedil;&atilde;o Federal Brasileira ,vol. I.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>32<\/strong> Afirma&ccedil;&atilde;o de Diniz.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>33<\/strong> &nbsp;A Lei 10559 apresenta duas fases procedimentais: a primeira constitui na repara&ccedil;&atilde;o. Baseado em documentos e fatos legais apresentados pelo requerente, se confirmados, lhe &eacute; concedido o diploma de anistiado pol&iacute;tico onde o Estado reconhece seus erros perante o cidad&atilde;o. J&aacute; a segunda fase consiste na concess&atilde;o da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, contudo, segundo Ar&atilde;o, um anistiado pol&iacute;tico pode n&atilde;o ser reparado financeiramente por j&aacute; ter sido beneficiado por legisla&ccedil;&otilde;es anteriores. ABR&Atilde;O, Paulo; TORELLY, Marcelo. <em>As dimens&otilde;es da Justi&ccedil;a de Transi&ccedil;&atilde;o no Brasil, a efic&aacute;cia da Lei de Anistia e as alternativas para a verdade e a justi&ccedil;a<\/em>. In:_ A Anistia na Era da Responsabiliza&ccedil;&atilde;o: O Brasil em perspectiva internacional e comparada. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, Comiss&atilde;o de Anistia; Oxford: Oxford University, Latin American Centre, 2011, p. 218.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>34<\/strong> ABR&Atilde;O, Paulo; TORELLY, Marcelo. <em>Op. cit. <\/em>p. 217.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>35<\/strong> A lei est&aacute; dispon&iacute;vel na &iacute;ntegra em &lt;<a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/Documento12.pdf\">http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-<\/a> <a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/Documento12.pdf\">content\/uploads\/2011\/02\/Documento12.pdf<\/a>&gt;. Acesso em 11\/03\/2014.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>36 <\/strong><em>Idem.<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>37<\/strong> <em>Idem. <\/em>Aqueles que tiveram seus processos anulados pelo GT podem entrar na justi&ccedil;a no prazo de 10 dias e pedir a revis&atilde;o do caso. Contudo, eles continuam anulando os pedidos cabendo ao postulante entrar com mandato de seguran&ccedil;a para voltar a receber os provimentos deferidos pelo julgamento da Comiss&atilde;o de Anistia.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>38<\/strong> BAGGIO, Roberta. <em>Anistia e reconhecimento: o processo de (des)integra&ccedil;&atilde;o social da transi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica brasileira. <\/em>In:_ A Anistia na Era da Responsabiliza&ccedil;&atilde;o: O Brasil em perspectiva internacional e comparada. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, Comiss&atilde;o de Anistia; Oxford: Oxford University, Latin American Centre, 2011, p.272-273.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>39<\/strong>&nbsp; Trecho da entrevista, realizada pela autora, em Belo Horizonte, em 06\/05\/2013.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>40 <\/strong>Trecho da entrevista, realizada pela autora, em Belo Horizonte, em 08\/05\/2013.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>41<\/strong> SOUSA, Jesse Jane. <em>Anistia no Brasil: um processo pol&iacute;tico em disputa. <\/em>In: _A Anistia na Era da Responsabiliza&ccedil;&atilde;o: O Brasil em perspectiva internacional e comparada. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, Comiss&atilde;o de Anistia; Oxford: Oxford University, Latin American Centre, 2011, p. 192.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>42 <\/strong>ELIAS, Norbert. O processo civilizador: uma hist&oacute;ria dos costumes. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2&ordf; ed, 1994, p. 162-163.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>43<\/strong> CATELA, Ludmila. Em nome da pacifica&ccedil;&atilde;o nacional: anistias, pontos finais e indultos no Cone Sul. In:_ D&rsquo;ARA&Uacute;JO; Maria Celina; CASTRO, Celso (orgs.). Democracia e For&ccedil;as Armadas no Cone Sul. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2000, p. 294.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>44 <\/strong>BOBBIO, Norberto. <em>A era dos direitos. <\/em>Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 21.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>45<\/strong> ABR&Atilde;O, Paulo; TORELLY, Marcelo. As dimens&otilde;es da Justi&ccedil;a de Transi&ccedil;&atilde;o no Brasil, a efic&aacute;cia da Lei de Anistia e as alternativas para a verdade e a justi&ccedil;a. In:_ A Anistia na Era da Responsabiliza&ccedil;&atilde;o: O Brasil em perspectiva internacional e comparada. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, Comiss&atilde;o de Anistia; Oxford: OxfordUniversity, Latin American Centre, 2011, p. 215.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>46 <\/strong>RIBEIRO, Denise Felipe. <em>A anistia brasileira: antecedentes, limites e desdobramentos da ditadura civil-militar &agrave; democracia<\/em>. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Hist&oacute;ria) &ndash; Universidade Federal&nbsp; Fluminense, 2012, p. 101-102.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>47<\/strong> ABR&Atilde;O, Paulo; TORELLY, Marcelo. <em>Op. cit. <\/em>p. 217.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 5.1pt; text-align: justify;\"><strong>48<\/strong>&nbsp; Para mais detalhes sobre o projeto Mem&oacute;rias Revelada, ver <a href=\"http:\/\/www.memoriasreveladas.gov.br\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?tpl=home\">&lt;http:\/\/www.memoriasreveladas.gov.br\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?tpl=home<\/a>&gt;. Acesso em: 31\/10\/2014.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 114.65pt; text-align: justify;\"><strong>Vol. 1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; |&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N. 2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; |&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; JUL\/DEZ. 2015<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <strong><a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;ved=0ahUKEwiS3vLJ_7XbAhXDG5AKHbKFC5MQFggnMAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.ufjf.br%2Ffacesdeclio%2Ffiles%2F2014%2F09%2F2.5.Artigo-Esther.pdf&amp;usg=AOvVaw0vzLf7R2BsYVowJ_MVv8Kq\">Google Pesquisas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 11px;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/span> <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A BUSCA PELA JUSTI&Ccedil;A: A ASSOCIA&Ccedil;&Atilde;O DOS ANISTIADOS POL&Iacute;TICOS E MILITARES DA AERON&Aacute;UTICA (GEUAR) E A LUTA PELA ANISTIA POL&Iacute;TICA Esther Itaborahy Costa* &nbsp; Resumo: Aprovada h&aacute; mais de tr&ecirc;s d&eacute;cadas, a Lei de Anistia &eacute; tida como um marco no processo de transi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica brasileira Assinada, mesmo que no contexto autorit&aacute;rio, foi vista [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-41921","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2018"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41921","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41921"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41921\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42032,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41921\/revisions\/42032"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}