<br />
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{"id":4012,"date":"2010-12-25T01:04:40","date_gmt":"2010-12-25T04:04:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=4012"},"modified":"2010-12-26T01:30:50","modified_gmt":"2010-12-26T04:30:50","slug":"processos-da-ditadura-sao-de-dominio-publico-voto-pela-abertura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2010\/12\/processos-da-ditadura-sao-de-dominio-publico-voto-pela-abertura\/","title":{"rendered":"&#8220;Processos da ditadura s\u00e3o de dom\u00ednio p\u00fablico&#8221; &#8211; Voto pela abertura"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"color: #008000;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<div class=\"body\">\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/0-Mix.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4013\" title=\"0-Mix\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/0-Mix.jpg\" alt=\"0-Mix\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/0-Mix.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/0-Mix-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>Ministra MARIA ELIZABETH GUIMAR\u00c3ES TEIXEIRA ROCHA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">&#8220;Processos da ditadura s\u00e3o de dom\u00ednio p\u00fablico&#8221;<\/span><\/strong><\/p>\n<div><span style=\"color: #800000;\"><strong>Voto pela abertura<\/strong><\/span><\/div>\n<h5><a href=\"#autores\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/img\/a\/arrow\/smallDown.gif\" alt=\"\" width=\"11px\" height=\"8px\" \/>Por Alessandro Cristo<\/a><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">A guerra de esc\u00e2ndalos envolvendo os principais presidenci\u00e1veis na \u00faltima campanha eleitoral, Jos\u00e9 Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), colocou o Superior Tribunal Militar no olho do furac\u00e3o. A corte virou alvo de ass\u00e9dio por ter a guarda do processo que condenou a presidente eleita, durante a ditadura militar, por participar de uma guerrilha contra o regime de exce\u00e7\u00e3o. Durante a campanha, o jornal <strong>Folha de S.Paulo <\/strong>pediu c\u00f3pias dos documentos, mas a resist\u00eancia do ministro Carlos Alberto Soares, presidente do tribunal, em liberar o processo, sob a justificativa do poss\u00edvel uso pol\u00edtico do material, acabou julgada em Mandado de Seguran\u00e7a pela pr\u00f3pria corte, que permitiu a divulga\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos votos vencedores causou outra pol\u00eamica. A ministra Maria Elizabeth Rocha pediu vista do processo. O resultado \u2014 65 p\u00e1ginas com doutrina e jurisprud\u00eancia nacional e internacional sopesando a liberdade de imprensa e o direito \u00e0 intimidade \u2014 foi apresentado depois de apenas duas semanas. Mesmo assim, a ministra viu a imprensa insinuar que seu pedido foi uma tentativa de atrasar o julgamento para n\u00e3o influenciar nas elei\u00e7\u00f5es. A <strong>Folha <\/strong>publicou que Maria Elizabeth havia atuado na Casa Civil durante o governo Lula e que esse fato a tornava pr\u00f3xima de Dilma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando procuradora federal da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o, Maria Elizabeth foi assessora da subchefia de Assuntos Jur\u00eddicos da Casa Civil entre fevereiro de 2003 e mar\u00e7o de 2007, quando foi nomeada ministra do STM pelo presidente Lula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Mandado de Seguran\u00e7a da <strong>Folha<\/strong> foi ajuizado em 2 de setembro.\u00a0A ministra pediu vista dos autos no dia 5 de outubro. Desistiu do pedido em 19 de outubro, quando trouxe seu voto. Com a entrada da AGU no processo para defender o ato da presid\u00eancia, o\u00a0julgamento s\u00f3 foi retomado em 16 de novembro, com as elei\u00e7\u00f5es j\u00e1 definidas. Com exce\u00e7\u00e3o do relator, ministro Marcos Torres, e do ministro Renaldo Magioli, que abriu a diverg\u00eancia, a ministra Maria Elizabeth foi a \u00fanica a apresentar voto escrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTrata-se de processo hist\u00f3rico, que n\u00e3o tramitou sob segredo de Justi\u00e7a\u201d, disse ela, ao votar pela libera\u00e7\u00e3o dos documentos. Os autos, diz o voto, \u201crevelam nomes e participa\u00e7\u00f5es, tanto na guerrilha quanto da repress\u00e3o, descortinando a atua\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio, lan\u00e7ando luzes sobre a historiografia p\u00e1tria. S\u00f3 essa raz\u00e3o seria suficiente para disponibiliz\u00e1-los \u00e0 sociedade. N\u00e3o tenho d\u00favidas de que todos os documentos relativos ao movimento de 1964 devem cair no dom\u00ednio p\u00fablico.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Maria Elizabeth, embora na Constitui\u00e7\u00e3o Federal o direito de express\u00e3o n\u00e3o tenha preval\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao de personalidade, e vice-versa, a jurisprud\u00eancia tem privilegiado o primeiro. \u201cProgressos delineados no plano global convergem no prest\u00edgio ao direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e \u00e0 liberdade de imprensa, pilares de sistemas democr\u00e1ticos genuinamente consolidados\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso n\u00e3o significa, disse a ministra, a permiss\u00e3o para viola\u00e7\u00e3o de privacidade sem limites. \u201cPor for\u00e7a da unidade da Constitui\u00e7\u00e3o, inexiste hierarquia jur\u00eddica entre suas normas\u201d, motivo pelo qual teriam de ser resguardadas \u201cpessoas que n\u00e3o exerceram, exercem ou almejam exercer cargos p\u00fablicos\u201d citadas no processo. J\u00e1 Dilma, por concorrer a cargo de governo, est\u00e1 \u00e0 merc\u00ea da exposi\u00e7\u00e3o. \u201cO indiv\u00edduo que escolhe postular cargo p\u00fablico h\u00e1 de ter em mente que, excetuando-se os fatos de sua vida \u00edntima, todos os demais despertam o interesse da coletividade, que necessita conhec\u00ea-los a fundo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>Interessada esquecida<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A densidade da manifesta\u00e7\u00e3o da ministra e o prazo curto de devolu\u00e7\u00e3o \u00e0 pauta de julgamento diluiu as insinua\u00e7\u00f5es. Na sess\u00e3o seguinte da corte, Maria Elizabeth admitiu a veicula\u00e7\u00e3o, mas proibiu a reprografia de p\u00e1ginas que descrevem torturas e degrada\u00e7\u00f5es sofridas por prisioneiros. Segundo ela, a publicidade dessas informa\u00e7\u00f5es violariam a intimidade de diversos envolvidos. \u201cCom rela\u00e7\u00e3o a eles, n\u00e3o se evidencia interesse p\u00fablico\u201d, afirmou. Ficou vencida nesse ponto, j\u00e1 que os demais ministros n\u00e3o impuseram restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas o relator do Mandado de Seguran\u00e7a, ministro Marcos Torres, foi contr\u00e1rio \u00e0 \u00edntegra do pedido. Preliminarmente, votou pela notifica\u00e7\u00e3o de todos os citados no processo antes do julgamento. No m\u00e9rito, negou o pedido da<strong> Folha <\/strong>por falta de amparo legal. O ministro Renaldo Magioli ficou respons\u00e1vel por escrever o ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu voto, a \u00fanica refer\u00eancia que a ministra faz \u00e0 presidente eleita \u00e9 que ela deveria ter sido citada no processo. \u201cN\u00e3o s\u00f3 Dilma Vana Rousseff como os demais acusados que figuraram na A\u00e7\u00e3o Penal n\u00ba 366\/70 deveriam ser obrigatoriamente citados para se manifestarem como partes, caso concedida a ordem para tornar p\u00fablicos todos os dados, considerando que todos eles sofreriam o \u00f4nus da decis\u00e3o\u201d, afirmou. \u201cTodavia, como o pedido refere-se especificamente a informa\u00e7\u00f5es sobre a candidata eleita, ao menos ela dever\u00e1 ser citada.\u201d Os ministros Jos\u00e9 Am\u00e9rico e Fernando Galv\u00e3o concordaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Maria Elizabeth, a falha processual cometida pela <strong>Folha<\/strong> seria suficiente para comprometer o pedido. \u201cA ocasionar nulidade absoluta deste julgamento est\u00e1 a aus\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o do litisconsorte passivo necess\u00e1rio da Sra. Dilma Vana Rousseff\u201d, disse, ao analisar quest\u00e3o preliminar em seu voto. \u201cImperioso seu chamamento, seja para aduzir os argumentos pelos quais poderia ter interesse em guardar o sigilo das informa\u00e7\u00f5es pessoais contidas no processo, seja para concordar com a publicidade dos autos.\u201d Por\u00e9m, os ministros decidiram superar o obst\u00e1culo processual e julgar o m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o. A <strong>ConJur<\/strong> n\u00e3o conseguiu contato com a advogada que defendeu a<strong> Folha<\/strong>, Ta\u00eds Gasparian.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do pedido, o jornal j\u00e1 tinha em seu poder c\u00f3pia do processo, como lembra a ministra em seu voto. Um Termo de Compromisso assinado pela jornalista Fernanda Odilla de Figueiredo, em mar\u00e7o do ano passado, comprova a informa\u00e7\u00e3o. \u201cA diferen\u00e7a entre o <a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/pedido-folha-acesso-processo-dilma-stm.pdf\" target=\"_blank\">antes<\/a> e o agora \u00e9 a judicializa\u00e7\u00e3o do acesso, at\u00e9 ent\u00e3o inexistente, tendo por foco um dos acusados naquele processo\u201d, diz Maria Elizabeth.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>Leis de restri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao entrar no processo em favor da decis\u00e3o do presidente da corte, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o alegou que a restri\u00e7\u00e3o ao processo se baseava nas normas sobre pol\u00edtica nacional de arquivos p\u00fablicos, as Leis 8.159\/1991 e 11.111\/2005. Portanto, segundo a AGU, para questionar o ato do ministro Carlos Alberto, o jornal teria de alegar a constitucionalidade das leis, do que a ministra Maria Elizabeth discordou. \u201cA AGU pretende uma declara\u00e7\u00e3o de constitucionalidade transvertida de preliminar de inconstitucionalidade, o que entendo ser descabido, pois as normas permanecem v\u00e1lidas enquanto n\u00e3o declaradas incompat\u00edveis com a Carta Magna.\u201d A ministra seguiu entendimento do ministro \u00c1lvaro Luiz Pinto, que afirmou que a compet\u00eancia para essa an\u00e1lise \u00e9 do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2006, o Plen\u00e1rio do STF j\u00e1 havia permitido a divulga\u00e7\u00e3o de dados sobre conflitos durante o regime. A corte determinou a entrega de informa\u00e7\u00f5es pelo tribunal militar ao criminalista Fernando Augusto Fernandes, que escrevia o livro <span style=\"color: #800000;\"><strong>Voz Humana &#8211; A Defesa Perante os Tribunais da Rep\u00fablica<\/strong><em>.<\/em> <\/span>A obra conta hist\u00f3rias de advogados que atuaram durante a ditadura contra a repress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA publicidade e o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser restringidos com base em atos de natureza discricion\u00e1ria, salvo quando justificados, em casos excepcionais, para a defesa da honra, da imagem e da intimidade de terceiros, ou quando a medida for essencial para a prote\u00e7\u00e3o do interesse p\u00fablico\u201d, disse o ent\u00e3o ministro Nelson Jobim, relator do Recurso em Mandado de Seguran\u00e7a 23.036, no ac\u00f3rd\u00e3o da 2\u00aa Turma do Supremo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria Elizabeth n\u00e3o considerou ofensa \u00e0 privacidade ou \u00e0 intimidade da presidente eleita a publicidade dos autos, que trataram de sua participa\u00e7\u00e3o \u201cna resist\u00eancia ao regime militar, narrado por ela pr\u00f3pria aos diversos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>Uso eleitoral<\/strong><\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o faltou no voto uma alfinetada na autora do pedido. Segundo a ministra, a imprensa escrita pode assumir livremente um lado pol\u00edtico nas disputas, mas precisa deixar isso claro aos seus leitores, \u201ctal como fez o jornal <strong>O Estado de S. Paulo<\/strong> e a revista <strong>Carta Capital <\/strong>nestas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2010\u201d. A ideologia expressada claramente, e n\u00e3o apenas subentendida nas reportagens, \u00e9 necess\u00e1ria, segundo a ministra, devido \u00e0 \u201cfor\u00e7a e a capacidade quase ilimitada que os meios de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam de conceber ou moldar o convencimento social\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cInadmiss\u00edvel \u00e9 que, sob o manto de presumidas imparcialidade e independ\u00eancia, possam os jornais e revistas sugerir e insinuar ao eleitor qualifica\u00e7\u00f5es de partidos e atributos de candidatos de modo a desigualar a concorr\u00eancia do pleito\u201d, disparou.<\/p>\n<p><strong>Clique <a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/pedido-folha-acesso-processo-dilma-stm.pdf\" target=\"_blank\">aqui<\/a> para ler o pedido feito em 2009 pela <span style=\"color: #800000;\">Folha<\/span>.<br \/>\nClique <a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/termo-compromisso-folha-processo-dilma.pdf\" target=\"_blank\">aqui<\/a> para ler o Termo de Compromisso assinado pela <span style=\"color: #800000;\">Folha<\/span>.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/maria-elizabeth-teixeira-rocha1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4014\" title=\"maria-elizabeth-teixeira-rocha1\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/maria-elizabeth-teixeira-rocha1.png\" alt=\"maria-elizabeth-teixeira-rocha1\" width=\"208\" height=\"250\" \/><\/a><span style=\"color: #800000;\"><strong>Leia o ac\u00f3rd\u00e3o:<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mandado de Seguran\u00e7a 0000141-80.2010.7.00.0000-DF<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Decis\u00e3o: Em 16\/11\/2010, prosseguindo no julgamento do processo suspenso na 78\u00aa Sess\u00e3o, em 19 de outubro de 2010, ap\u00f3s a manifesta\u00e7\u00e3o da Ministra MARIA ELIZABETH GUIMAR\u00c3ES TEIXEIRA ROCHA, que declinou do seu pedido de vista requerido na 73\u00aa Sess\u00e3o, em 5\/10\/2010, o Presidente concedeu a palavra ao Ministro MARCOS MARTINS TORRES (Relator) para dar prosseguimento ao julgamento do feito. Na sequ\u00eancia, na forma regimental, concedeu a palavra \u00e0s partes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na oportunidade, levantou quest\u00e3o de ordem o Ministro JOS\u00c9 CO\u00caLHO FERREIRA, considerando desnecess\u00e1ria a produ\u00e7\u00e3o de nova sustenta\u00e7\u00e3o oral pelas partes. O Presidente resolveu a quest\u00e3o de ordem, esclarecendo que o processo foi suspenso em virtude do surgimento de quest\u00e3o nova e, em respeito \u00e0s garantias constitucionais do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, passou a palavra \u00e0 advogada dos impetrantes, ao Advogado da Uni\u00e3o e \u00e0 Procuradora-Geral da Justi\u00e7a Militar, pelo prazo regimental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, o Tribunal, por maioria, rejeitou a preliminar arguida pela Advocacia da Uni\u00e3o, de imprescindibilidade de cita\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos litisconsortes passivos necess\u00e1rios. O Ministro MARCOS MARTINS TORRES (Relator) acolhia a preliminar suscitada pela Advocacia da Uni\u00e3o e, com fulcro no \u00a7 2\u00b0 do art. 79 do RISTM, convertia o feito em dilig\u00eancia, para determinar aos impetrantes que, no prazo de 15 dias, promovessem a cita\u00e7\u00e3o de todos os envolvidos no Processo Penal n\u00b0 366\/70, na qualidade de litisconsortes passivos necess\u00e1rios, sob pena de extin\u00e7\u00e3o do feito. Os Ministros MARIA ELIZABETH GUIMAR\u00c3ES TEIXEIRA ROCHA, JOS\u00c9 AM\u00c9RICO DOS SANTOS e FERNANDO S\u00c9RGIO GALV\u00c3O acolhiam parcialmente a preliminar para intimar a impetrante para providenciar a cita\u00e7\u00e3o de DILMA VANA ROUSSEFF como litisconsorte passivo necess\u00e1rio, sob pena de extin\u00e7\u00e3o do processo, sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, o Tribunal, por maioria, acolheu a preliminar suscitada pelo Ministro ALVARO LUIZ PINTO, de n\u00e3o conhecimento da preliminar de m\u00e9rito levantada pela Advocacia da Uni\u00e3o, por entender que a aprecia \u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria \u00e9 de compet\u00eancia exclusiva e privativa do Supremo Tribunal Federal. Os Ministros MARCOS MARTINS TORRES (Relator) e OLYMPIO PEREIRA DA SILVA JUNIOR, com fulcro no art. 79, \u00a7 3\u00b0, do RISTM, n\u00e3o conheciam da preliminar arguida, por considerarem-na imbricada com o m\u00e9rito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No m\u00e9rito, por maioria, o Tribunal, concedeu a Seguran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ministro MARCOS MARTINS TORRES (Relator) denegava a Seguran\u00e7a, por falta de amparo legal. O Ministro OLYMPIO PEREIRA DA SILVA JUNIOR concedia a Seguran\u00e7a nos exatos termos em que foi pleiteada pela impetrante, ou seja, concedido o acesso aos autos do Processo n\u00b0 366\/70, e que dele retire o material necess\u00e1rio, relativo apenas \u00e0 Senhora DILMA VANA ROUSSEFF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relator para o Ac\u00f3rd\u00e3o Ministro RENALDO QUINTAS MAGIOLI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ministro MARCOS MARTINS TORRES (Relator) far\u00e1 voto vencido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Ministra MARIA ELIZABETH GUIMAR\u00c3ES TEIXEIRA ROCHA far\u00e1 declara\u00e7\u00e3o de voto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Presid\u00eancia do Ministro WILLIAM DE OLIVEIRA BARROS, Vice-Presidente, na aus\u00eancia ocasional do Presidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na forma regimental, usaram da palavra a Advogada dos impetrantes, Dra. Ta\u00eds Borja Gasparian, o Advogado da Uni\u00e3o, Dr. Maur\u00edcio Muriack de Fernandes e Peixoto, e a Procuradora-Geral da Justi\u00e7a Militar, Dra. Cl\u00e1udia M\u00e1rcia Ramalho Moreira Luz.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"body\">\n<h5 class=\"bottomBanner\" style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">*Alessandro Cristo \u00e9 editor da revista Consultor Jur\u00eddico<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2010-dez-24\/ministra-maria-elizabeth-stm-processo-dilma-publico\" target=\"_self\">Revista Consultor Jur\u00eddico<\/a><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/recebierepasso.files.wordpress.com\/2010\/05\/157gvlima32x32.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"display: inline; border-width: 0;\" title=\"157 - GVLIMA 32X32\" src=\"http:\/\/recebierepasso.files.wordpress.com\/2010\/05\/157gvlima32x32_thumb.jpg\" border=\"0\" alt=\"157 - GVLIMA 32X32\" width=\"36\" height=\"31\" \/><\/a><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Postado por Gilvan Vanderlei<br \/>\nEx-Cabo da FAB \u2013 V\u00edtima da Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\nE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ministra MARIA ELIZABETH GUIMAR\u00c3ES TEIXEIRA ROCHA &#8220;Processos da ditadura s\u00e3o de dom\u00ednio p\u00fablico&#8221; Voto pela abertura Por Alessandro Cristo A guerra de esc\u00e2ndalos envolvendo os principais presidenci\u00e1veis na \u00faltima campanha eleitoral, Jos\u00e9 Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), colocou o Superior Tribunal Militar no olho do furac\u00e3o. A corte virou alvo de ass\u00e9dio por ter [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-4012","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2010"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4012","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4012"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4012\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4019,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4012\/revisions\/4019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}