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{"id":37782,"date":"2017-06-21T08:12:24","date_gmt":"2017-06-21T11:12:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=37782"},"modified":"2017-06-22T11:36:47","modified_gmt":"2017-06-22T14:36:47","slug":"revival-cabos-da-fab-pre-64-e-pos-64-direito-a-concessao-de-anistia-politica-e-reparacao-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2017\/06\/revival-cabos-da-fab-pre-64-e-pos-64-direito-a-concessao-de-anistia-politica-e-reparacao-economica\/","title":{"rendered":"REVIVAL&#8230; Cabos da FAB (Pr\u00e9 e P\u00f3s 64). Direito \u00e0 Concess\u00e3o de Anistia Pol\u00edtica e Repara\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37849\" height=\"248\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Leis-de-Anistia-395x248.jpg\" width=\"395\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Leis-de-Anistia-395x248.jpg 395w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Leis-de-Anistia-395x248-385x242.jpg 385w\" sizes=\"auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>(&#8230;) <\/strong>a edi&ccedil;&atilde;o da Portaria n&ordm; 1.104\/64 revela expresso contexto de expurgo, verdadeira limpeza na massa de militares, majoritariamente de Cabos, considerados subversivos pelo Comando da Aeron&aacute;utica. <strong>Extrai-se, portanto, que houve clara persegui&ccedil;&atilde;o, com evidente motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, a uma categoria determinada. A persegui&ccedil;&atilde;o &agrave; categoria dos Cabos gerou efeitos individuais para todos os <u>Cabos que ingressaram na Aeron&aacute;utica antes e depois da edi&ccedil;&atilde;o da Portaria n&ordm; 1.104, em 12 de outubro de 1964.<\/u><\/strong> (&#8230;)<\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"385\" height=\"263\" alt=\"\" class=\"alignnone size-medium wp-image-37851\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/as-\u00fanicas-pessoas...-385x263.jpeg\" style=\"width: 350px; height: 239px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/as-\u00fanicas-pessoas...-385x263.jpeg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/as-\u00fanicas-pessoas...-450x308.jpeg 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/as-\u00fanicas-pessoas....jpeg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>Cabos da FAB. Direito &agrave; Concess&atilde;o de Anistia Pol&iacute;tica e Repara&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:10px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>Por Edward Jos&eacute; da Silva<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como &eacute; sabido, a Comiss&atilde;o de Anistia possui s&oacute;lida convic&ccedil;&atilde;o, lastreada em vasto material probat&oacute;rio, quanto &agrave; persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica perpetrada contra os Cabos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta convic&ccedil;&atilde;o foi extra&iacute;da em raz&atilde;o da an&aacute;lise de v&aacute;rios documentos sigilosos de produ&ccedil;&atilde;o do ent&atilde;o Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica. Estes documentos demonstram que a intelig&ecirc;ncia da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira estava convencida do car&aacute;ter subversivo dos Cabos e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, produziu um plano para expuls&aacute;-los da corpora&ccedil;&atilde;o, o que se concretizou com a edi&ccedil;&atilde;o, publica&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o da Portaria n&ordm; 1.104\/64, cuja convic&ccedil;&atilde;o est&aacute; edificada na S&uacute;mula Administrativa 2002.07.0003, da Comiss&atilde;o de Anistia, assim redigida:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><strong><em>A Portaria n&ordm; 1.104, de 12 de outubro de 1964, expedida pelo Senhor Ministro de Estado da Aeron&aacute;utica, &eacute; ato de exce&ccedil;&atilde;o, de natureza exclusivamente pol&iacute;tica.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ent&atilde;o presidente da Comiss&atilde;o de Anistia, <strong>PAULO ABR&Atilde;O<\/strong>, atrav&eacute;s do Of&iacute;cio n&ordm; 678\/2008, enviado ao Tribunal de Contas da Uni&atilde;o, defendeu a legalidade das anistias concedidas aos Cabos da FAB, nos seguintes termos:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><em>Assim, a motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica do licenciamento de diversos militares da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira encontra-se na edi&ccedil;&atilde;o de algumas normas do per&iacute;odo, considerando os fatos da &eacute;poca, tinham como motor a persegui&ccedil;&atilde;o daqueles considerados suspeitos de pr&aacute;ticas revolucion&aacute;rias dentro da Aeron&aacute;utica, onde principalmente os Cabos se organizavam em institui&ccedil;&otilde;es, as quais a de maior notoriedade foi a ACAFAB &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira. (&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este entendimento foi confirmado pela Nota AGU\/CGU\/ASMG 01\/2011, que concordou expressamente com o car&aacute;ter pol&iacute;tico da persegui&ccedil;&atilde;o cometida contra os Cabos da FAB, nos seguintes temos:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><em>Por isso, <u>os focos de insurrei&ccedil;&atilde;o<\/u>, supostamente identificados com o regime deposto, foram <u>objeto de intensa persegui&ccedil;&atilde;o<\/u>. <u>Os cabos amotinados no Rio de Janeiro<\/u>, <u>bem como os que tomaram o Aeroporto de Bras&iacute;lia<\/u>, por exemplo, teriam sido alvos da <u>Portaria n&ordm; 1.104<\/u>-GM3, de 1964, do Ministro da Aeron&aacute;utica.<\/em> (destacamos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da persegui&ccedil;&atilde;o aos Cabos est&aacute; provada atrav&eacute;s do Of&iacute;cio Reservado n&ordm; 04, de setembro de 1964, editado pelo Estado-Maior da Aeron&aacute;utica, que assim registra:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><em>V&aacute;rios dos fatores anteriormente relacionados explicam at&eacute; a recente tentativa de muitos em organizarem-se em Associa&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter civil, para assim pleitearem, mais ao abrigo de san&ccedil;&otilde;es disciplinares, os benef&iacute;cios legais que almejam valendo-se por instinto de pol&iacute;ticos. Nesse caso ao mesmo tempo em que pleiteiam favores, <u>ficam sujeitos &agrave; explora&ccedil;&atilde;o de demagogos ou agitadores que pretendem cavar dissen&ccedil;&otilde;es nas For&ccedil;as Armadas<\/u>, <u>com incitamentos direitos ou indiretos &agrave; indisciplina para imobilizarem a a&ccedil;&atilde;o dos chefes militares ou atrasarem-na<\/u>, <u>enquanto manobram para a posse do Poder. <\/u><\/em>(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se v&ecirc;, o ent&atilde;o Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica temia o potencial subversivo do movimento dos Cabos e, em raz&atilde;o disso, articulou, deu seguimento e executou &agrave; persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica aos Cabos, especialmente por meio da exclus&atilde;o ou licenciamento dos Cabos de suas fileiras, fato que fica mais claro em raz&atilde;o do Boletim n&ordm; 21, de maio de 1965, que p&otilde;e &agrave;s claras a persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica aos cabos:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><em>Neste Inqu&eacute;rito Policial Militar, instaurado por solicita&ccedil;&atilde;o do Comando da Base A&eacute;rea de Santa Cruz, foram apuradas as atividades subversivas da entidade denominada &lsquo;Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira&rsquo; (ACAFAB). <strong>Os fatos apurados atestam que a entidade: foi criada sem autoriza&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica; vem utilizando indevidamente o nome da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira; que sua Diretoria tomava parte ativa em reuni&otilde;es em atividades subversivas; que desenvolvia atividades il&iacute;citas, contr&aacute;rias ao bem p&uacute;blico e a pr&oacute;pria seguran&ccedil;a nacional; que, atrav&eacute;s de reuni&otilde;es subversivas na entidade era tramada a deposi&ccedil;&atilde;o de ex-Presidente da Rep&uacute;blica e seguidas, in totem, as teses contr&aacute;rias ao regime, do ent&atilde;o Deputado Leonel Brizola; que teve participa&ccedil;&atilde;o direta nos acontecimentos subversivos, que foram levados a efeito no Sindicato dos Metal&uacute;rgicos; &#39;A Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira&#39;, registrada sob esse t&iacute;tulo, contrariando as Autoridades do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica, dever&aacute; ter seu registro, como pessoa jur&iacute;dica, cassado mediante A&Ccedil;&Atilde;O JUDICIAL INTENTADA pelo Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica; uma vez que essa denomina&ccedil;&atilde;o &#8211; &#39;DE CABOS DA FOR&Ccedil;A A&Eacute;REA BRASILEIRA&#39; &#8211; envolve o nome da corpora&ccedil;&atilde;o e se presta a explora&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. &Eacute; recomend&aacute;vel que sejam tomadas medidas para prevenir que se organizem outras entidades, de car&aacute;ter tendencioso como a &#39;ACAFAB&#39; e a &#39;CASA DOS CABOS DA AERON&Aacute;UTICA DE S&Atilde;O PAULO&#39;, associa&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter civil organizada por graduados da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira, que devem ser mantidas sob vigil&acirc;ncia para evitar que se degenerem. Tendo ficado evidenciada no decorrer deste IPM a pr&aacute;tica de transgress&otilde;es disciplinares, face ao relat&oacute;rio fls. 574, usque 584, resolvo:<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><strong><em>1&ordm;) Aplicar a puni&ccedil;&atilde;o de expuls&atilde;o aos seguintes Cabos: (&#8230;);<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><strong><em>Ainda, imponho a pena disciplinar de 30 (trinta) dias de pris&atilde;o aos militares abaixo discriminados (&#8230; )<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><strong><em>Determino, outrossim, a Diretoria Geral do Pessoal da Aeron&aacute;utica que atente com especial cautela para a conduta dos Cabos, cujos nomes constam das rela&ccedil;&otilde;es de fls. 35, 122 a 124, 126 a 140, 364 a 365.<\/em><\/strong> (destacamos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em assim sendo, os termos do Of&iacute;cio Reservado n&ordm; 04 e do Boletim Reservado n&ordm; 21, n&atilde;o deixam d&uacute;vidas sobre a motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica nas expuls&otilde;es, desligamentos e licenciamentos <em>ex officio <\/em>dos Cabos, culminando com as edi&ccedil;&otilde;es das Portarias n&ordm; 1.103 e 1.104. A Portaria n&ordm; 1.103\/64 determinou o afastamento de 11 Cabos identificados como os l&iacute;deres do movimento subversivo no &acirc;mbito da FAB. Todavia, o comando da Aeron&aacute;utica n&atilde;o se contentou com a persegui&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;deres dos Cabos. Com isto a persegui&ccedil;&atilde;o foi estendida a toda a categoria, com a edi&ccedil;&atilde;o da Portaria 1.104\/64. Nestes sentido, imprescind&iacute;vel citar, mais uma vez, os termos do Of&iacute;cio 678\/2008 do presidente da Comiss&atilde;o de Anistia:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.9pt; text-align: justify;\"><em>Assim, n&atilde;o se pode deixar de ressaltar que as atividades exercidas pela Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira &#8211; ACAFAB, sem d&uacute;vida, representaram um grande obst&aacute;culo &agrave;s autoridades militares golpistas, conforme se comprova pelos of&iacute;cios reservados citados acima, e em conseq&uuml;&ecirc;ncia a esta constata&ccedil;&atilde;o a edi&ccedil;&atilde;o de uma norma (de estrutura formal, que apresentava em seu bojo amplos poderes de liberalidade o que lhe afastou o car&aacute;ter discricion&aacute;rio) que desmobilizasse essa classe militar, foi certamente a op&ccedil;&atilde;o considerada. [&#8230;]<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.9pt; text-align: justify;\"><em><u>Sob este contexto, foi elaborada a Portaria n&ordm; 1.104\/64, um dos elementos do conjunto de atos procedimentais realizados pela For&ccedil;a Singular, para operacionalizar o afastamento de todos aqueles aos quais n&atilde;o se conseguiu atingir por meio do inqu&eacute;rito policial que culminou na Portaria n&deg; 1.103\/64, de forma nominativa.<\/u><\/em> (destacamos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali&aacute;s, o pr&oacute;prio ministro de Estado da Justi&ccedil;a, ao encaminhar ao presidente da Rep&uacute;blica o projeto da Medida Provis&oacute;ria n&ordm; 2.151\/2001, convertida na Lei 10.559\/2002, se preocupou, na Exposi&ccedil;&atilde;o de Motivos 146\/MJ, de 13 de abril de 2000, em explicitar a motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da Portaria n&ordm; 1.104\/64, argumentando:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><em>A Repara&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica em Presta&ccedil;&atilde;o Permanente e Continuada &eacute; assegurada aos anistiados pol&iacute;ticos demitidos, <u>licenciados<\/u>, desligados, expulsos ou de qualquer forma compelidos ao afastamento de suas atividades profissionais remuneradas, abrangendo ainda &agrave;queles que foram impedidos de exercer, na vida civil, atividade profissional espec&iacute;fica, em decorr&ecirc;ncia das Portarias Reservadas do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica n&ordm; S-501-GM5, de 19 de junho de 1964 e n&ordm; S-285-GM5 e pela&nbsp;<u>Portaria n. 1.104 do mesmo Minist&eacute;rio de 12 de outubro de 1964<\/u>, <u>que se fundamenta no of&iacute;cio reservado n&ordm; 04<\/u>, <u>de setembro de 1964<\/u>,<u>e pela Exposi&ccedil;&atilde;o de Motivos n. 138<\/u>, <u>de 21 de agosto de 1964.<\/u><\/em> (sublinhamos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m, no Senado Federal, o texto da Medida Provis&oacute;ria 2.151\/2001 foi aprimorado por meio de emenda aditiva que acrescentou ao texto do inciso XI do artigo 2&ordm; da medida provis&oacute;ria a express&atilde;o &ldquo;licenciados&rdquo;, com a seguinte justificativa:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><em>A maioria dos pra&ccedil;as da Marinha e Aeron&aacute;utica foram licenciados com base nos atos 424, 425, 0365, etc (Na Marinha) e <u>Portaria 1.104\/GM3<\/u>, (Na Aeron&aacute;utica) com fundamento em legisla&ccedil;&atilde;o comum (LRSM), quando na realidade ditos atos e portarias estavam eivados de v&iacute;cios nulos por contrariar o princ&iacute;pio constitucional da equidade e da isonomia, <u>podendo as For&ccedil;as Armadas excluir qualquer pra&ccedil;a<\/u>, <u>sem fundamenta&ccedil;&atilde;o plaus&iacute;vel<\/u>: bastava ser considerado &lsquo;subversivo&rsquo;, em desrespeito ao Princ&iacute;pio do Devido Processo Legal. <\/em>(sublinhamos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concluindo, a edi&ccedil;&atilde;o da Portaria n&ordm; 1.104\/64 revela expresso contexto de expurgo, verdadeira limpeza na massa de militares, majoritariamente de cabos, considerados subversivos pelo comando da Aeron&aacute;utica. <strong>Extrai-se, portanto, que houve clara persegui&ccedil;&atilde;o, com evidente motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, a uma categoria determinada. A persegui&ccedil;&atilde;o &agrave; categoria dos Cabos gerou efeitos individuais para todos os <u>Cabos que ingressaram na Aeron&aacute;utica antes e depois da edi&ccedil;&atilde;o da Portaria n&ordm; 1.104, em 12 de outubro de 1964.<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o por outro motivo que a Comiss&atilde;o de Anistia, ao editar a S&uacute;mula Administrativa n&ordm; 2002.07.0003, declara o car&aacute;ter de ato de exce&ccedil;&atilde;o de natureza exclusivamente pol&iacute;tica da Portaria 1.104\/64, fundamentada em dados hist&oacute;ricos e documentais consistentes. Reveste-se, na verdade, de um reconhecimento de uma injusti&ccedil;a perpetrada pela ditadura militar contra uma categoria espec&iacute;fica de militares, que foram impedidos de permanecer na Aeron&aacute;utica por motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica, esta &eacute; a verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como de direito, imp&otilde;e-se ao Poder Judici&aacute;rio, no controle da legalidade e da constitucionalidade do ato administrativo, afastar as viola&ccedil;&otilde;es a direitos causados a todos os militares prejudicados pelo regime de exce&ccedil;&atilde;o. Em assim procedendo, ao dizer o direito e, por conseguinte fazer justi&ccedil;a, o Poder Judici&aacute;rio garante o respeito &agrave;s espec&iacute;ficas normas da Justi&ccedil;a de Transi&ccedil;&atilde;o, que constituem importante elemento para a pacifica&ccedil;&atilde;o social e para a constru&ccedil;&atilde;o de uma democracia leg&iacute;tima e duradoura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"385\" height=\"220\" alt=\"\" class=\"alignnone size-medium wp-image-37854\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/almsil-3-385x220.jpg\" style=\"width: 350px; height: 200px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/almsil-3-385x220.jpg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/almsil-3.jpg 395w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 11px;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/span> <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(&#8230;) a edi&ccedil;&atilde;o da Portaria n&ordm; 1.104\/64 revela expresso contexto de expurgo, verdadeira limpeza na massa de militares, majoritariamente de Cabos, considerados subversivos pelo Comando da Aeron&aacute;utica. 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