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{"id":35820,"date":"2017-01-13T09:36:09","date_gmt":"2017-01-13T12:36:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=35820"},"modified":"2017-01-13T15:02:50","modified_gmt":"2017-01-13T18:02:50","slug":"patronos-dos-ex-cabos-da-fab-processual-civil-confissao-da-uniao-pensem-nisso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2017\/01\/patronos-dos-ex-cabos-da-fab-processual-civil-confissao-da-uniao-pensem-nisso\/","title":{"rendered":"Senhores Patronos dos ex-Cabos da FAB &#8211; Processual Civil &#8211; Confiss\u00e3o da Uni\u00e3o: Pensem nisso !!!"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"slide_21-395x256\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-35823\" height=\"250\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/slide_21-395x256-385x250.jpg\" width=\"385\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/slide_21-395x256-385x250.jpg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/slide_21-395x256.jpg 395w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><\/p>\n<p class=\"tit-padrao\" title=\"Direito probat\u00f3rio: a constitui\u00e7\u00e3o e as provas no processo civil\"><span style=\"font-size:16px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">Direito probat&oacute;rio: a constitui&ccedil;&atilde;o e as provas no processo civil<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"385\" height=\"130\" alt=\"novo_fundo\" class=\"alignnone size-medium wp-image-35825\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/novo_fundo-385x130.jpg\" style=\"width: 220px; height: 74px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/novo_fundo-385x130.jpg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/novo_fundo-450x152.jpg 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/novo_fundo.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\"><b>Resumo: <\/b>O presente trabalho trata de conte&uacute;do pertinente ao direito probat&oacute;rio no Processo Civil, propondo-se a tecer considera&ccedil;&otilde;es e a apresentar conceitos, com base na legisla&ccedil;&atilde;o vigente e em revis&atilde;o doutrin&aacute;ria especializada. Valendo-se inicialmente de reflex&otilde;es acerca de princ&iacute;pios constitucionais que informam o Processo Civil, o estudo adentra nas quest&otilde;es e defini&ccedil;&otilde;es oriundas da Teoria Geral da Prova para, na sequ&ecirc;ncia, se ater ao conte&uacute;do pertinente &agrave;s Provas em Esp&eacute;cie, apresentando os meios t&iacute;picos de prova do C&oacute;digo de Processo Civil. Nas considera&ccedil;&otilde;es finais, conclui-se pela import&acirc;ncia de um estudo mais aprofundado sobre o tema para o operador do direito em forma&ccedil;&atilde;o, bem como de constante atualiza&ccedil;&atilde;o para os que j&aacute; atuam na &aacute;rea, em raz&atilde;o de servirem as provas ao fim &uacute;ltimo do Direito: a resolu&ccedil;&atilde;o justa dos conflitos e a consequente pacifica&ccedil;&atilde;o social.<a href=\"http:\/\/ambito-juridico.com.br\/site\/?n_link=revista_artigos_leitura&amp;artigo_id=14449#_ftn1\" title=\"\">[1]<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\"><b>Palavras-chave<\/b>: Provas no processo civil; Meios de prova; Constitui&ccedil;&atilde;o e processo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\"><span style=\"color:#800000;\"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O<\/b><\/span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">O ordenamento jur&iacute;dico brasileiro tem como elemento fundamental a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Ela est&aacute; no topo da pir&acirc;mide hier&aacute;rquica das normas vigentes e, por isso, tem fun&ccedil;&atilde;o validadora para as demais. Assim, aquilo que n&atilde;o est&aacute; conforme a Carta Magma n&atilde;o tem validade ou, como largamente se adjetiva, &eacute; inconstitucional, n&atilde;o devendo, pois, ser aplicado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Esse poder que emana da Constitui&ccedil;&atilde;o tem a fun&ccedil;&atilde;o de d&aacute; uniformidade e seguran&ccedil;a ao Estado democr&aacute;tico de direito vigente no pa&iacute;s, garantindo-lhe unidade pol&iacute;tica, instituindo princ&iacute;pios e regulando\/norteando a pacifica&ccedil;&atilde;o dos conflitos na sociedade, por meio da vincula&ccedil;&atilde;o que estabelece de todo o ordenamento jur&iacute;dico aos direitos fundamentais constitucionalmente institu&iacute;dos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Dessa forma, o conhecimento e a aplica&ccedil;&atilde;o do direito constitucional permeia toda a extens&atilde;o do sistema jur&iacute;dico, sem distin&ccedil;&atilde;o do ramo do direito que esteja em an&aacute;lise. Por tal raz&atilde;o, falar em processo, em direito processual, tamb&eacute;m &eacute; falar em regramento constitucional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">O processo civil e as provas no processo civil, objeto espec&iacute;fico deste estudo, est&atilde;o totalmente permeados por princ&iacute;pios constitucionais, dentre os quais aqui se destacar&aacute;: o do <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">devido processo legal; o da isonomia;<\/span><i> <\/i>o do <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">contradit&oacute;rio e da ampla defesa<\/span>; e o da <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">motiva&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es judiciais<\/span>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Ora, se o processo &eacute; o meio disponibilizado pelo Estado para que sujeitos em conflito de interesses possam acion&aacute;-lo, na figura do Poder Judici&aacute;rio, para a sua resolu&ccedil;&atilde;o, nada mais coerente do que ser este mecanismo orientado pelo elemento informador da unidade e da organiza&ccedil;&atilde;o estatal &ndash; a Constitui&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Pois bem, como os conflitos tem origem no mundo dos fatos (real) e, por meio da demanda judicial, &eacute; transposto ao mundo processual (fict&iacute;cio), cabe aos demandantes utilizar-se de meios capazes de convencer o julgador de que &eacute; leg&iacute;tima a correla&ccedil;&atilde;o que fazem entre os fatos alegados e o direito pretendido. Desta feita, a apura&ccedil;&atilde;o dessa correla&ccedil;&atilde;o ocorre, processualmente falando, por meio da prova. Da&iacute; a relev&acirc;ncia de se ater a este tema.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Para tanto, o presente estudo sobre o direito probat&oacute;rio no processo civil ser&aacute; iniciado pela busca do entendimento de quest&otilde;es e defini&ccedil;&otilde;es a ele indispens&aacute;veis, valendo-se da principiologia constitucional e da Teoria Geral das Provas; para, na sequ&ecirc;ncia, adentrar-se no conte&uacute;do pertinente &agrave;s Provas em Esp&eacute;cie, isto &eacute;, na apresenta&ccedil;&atilde;o de meios utilizados dentro do processo para a comprova&ccedil;&atilde;o do que nele alegam as partes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>1 OS <\/b><b>PRINC&Iacute;PIOS CONSTITUCIONAIS E O<\/b><b> PROCESSO CIVIL<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Sem o intuito de elencar todo o rol de princ&iacute;pios constitucionais que informam o processo civil, mas de descortinar reflex&otilde;es sobre as implica&ccedil;&otilde;es de alguns dos postulados da Carta Magma na seara desse ramo do direito, optou-se por discorrer, sucintamente, acerca dos princ&iacute;pios do <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">devido processo legal, da isonomia<\/span><i>,<\/i> do <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">contradit&oacute;rio e da ampla defesa e da motiva&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es judiciais<\/span>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Nelson Nery Junior (2009, p. 77), em obra especialmente dedicada ao estudo dos princ&iacute;pios do processo na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal (CF), afirma que o <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">princ&iacute;pio do devido processo legal<\/span> &eacute; o postulado constitucional fundamental do processo civil, sendo a base para todos os demais princ&iacute;pios e regras. Tal princ&iacute;pio est&aacute; expresso no art. 5&ordm;, LIV, da CF, informando que<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> ningu&eacute;m ser&aacute; privado de sua liberdade e de seus bens sem o devido processo legal.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">Devido<\/span>, nessa acep&ccedil;&atilde;o, deve ser interpretado como <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">correto e justo<\/span>; aquele processo que respeita os regramentos legais e principiol&oacute;gicos a que est&aacute; submetido. Por isso se dizer que dele derivam todos os demais princ&iacute;pios espec&iacute;ficos do processo, como &eacute; o caso dos que a seguir explanaremos, pois ele abarca, de forma geral, todas as expectativas de legalidade e de justi&ccedil;a relacionadas ao curso processual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">O<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> princ&iacute;pio da isonomia,<\/span> por sua vez, figura no <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">caput <\/span>e inciso I do art. 5&ordm; da CF, estabelecendo a igualdade de todos, homens e mulheres, perante a lei. Tal disposi&ccedil;&atilde;o &eacute; identificada, de forma reflexa, no art. 125, I, do C&oacute;digo de Processo Civil (CPC), o qual afirma a incumb&ecirc;ncia do juiz de assegurar &agrave;s partes tratamento igualit&aacute;rio no processo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Esse tratamento ison&ocirc;mico, como ensina Nelson Nery (2009, p. 97), <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades<\/span>. Ou seja, o tratamento, para ser igualit&aacute;rio, deve obedecer a quest&otilde;es de proporcionalidade e de justi&ccedil;a no momento de sua aplica&ccedil;&atilde;o ao caso concreto. Relacionando este princ&iacute;pio ao assunto central abordado no presente trabalho, &eacute; poss&iacute;vel identificar, por exemplo, a obrigatoriedade de ser oportunizada &agrave;s partes a utiliza&ccedil;&atilde;o dos mesmos tipos de provas dentro do processo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">O <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">princ&iacute;pio do contradit&oacute;rio e da ampla defesa, <\/span>expresso no inciso LV do art. 5&ordm; da CF &ndash; <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral s&atilde;o assegurados o contradit&oacute;rio e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes<\/span><i> &ndash; <\/i>est&aacute; <i>d<\/i>iretamente ligado &agrave; tem&aacute;tica do direito probat&oacute;rio<i>. <\/i>Isso porque o termo <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">contradit&oacute;rio<\/span> deve ser compreendido sob dois &acirc;ngulos: de um lado, como a necessidade de ser dado conhecimento &agrave;s partes da exist&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o e de todos os atos processuais a ela correlatos; e, de outro, como a possibilidade das partes poderem reagir aos atos que julgarem lhes serem desfavor&aacute;veis, nesse aspecto, inclui-se o direto dos demandantes deduzirem suas pretens&otilde;es e defesas, de apresentar as provas (de suas alega&ccedil;&otilde;es) e as contraprovas (das alega&ccedil;&otilde;es da parte contr&aacute;ria), de serem ouvidos de forma parit&aacute;ria em rela&ccedil;&atilde;o a todos os atos processuais (NERY JUNIOR, 2009, p. 206-207).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Por fim, tem-se o <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">princ&iacute;pio da motiva&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es judiciais<\/span>, estatu&iacute;do no art. 93, IX, CF, o qual vincula todas as decis&otilde;es judiciais &agrave; necessidade de serem p&uacute;blicas e fundamentadas, sob pena de nulidade.<b> <\/b>Por sua vez, o CPC (art. 458, II) traz como requisito fundamental das senten&ccedil;as judiciais, os fundamentos que ser&atilde;o usados pelo juiz para analisar as quest&otilde;es de fato e de direito. Sobre esse princ&iacute;pio, assevera Nelson Nery (2009, p. 59) que:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;Fundamentar significa o magistrado dar as raz&otilde;es, de fato e de direito, que o convenceram a decidir a quest&atilde;o daquela maneira. A fundamenta&ccedil;&atilde;o tem implica&ccedil;&atilde;o <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">substancial <\/span>e n&atilde;o meramente formal, donde &eacute; l&iacute;cito concluir que o juiz deve analisar as quest&otilde;es postas a seu julgamento, exteriorizando a base fundamental de sua decis&atilde;o.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">V&ecirc;-se, assim, que o magistrado dever&aacute; demonstrar &agrave;s partes as raz&otilde;es pelas quais decidiu o caso, o que servir&aacute; tanto para o convencimento de que a decis&atilde;o foi justa, como para o embasamento de poss&iacute;veis recursos dos que com ela n&atilde;o se contentarem. Al&eacute;m disso, motivar as decis&otilde;es permite que seja auferida a imparcialidade do magistrado, a partir da an&aacute;lise do que foi considerado para o julgamento da demanda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>2 TEORIA GERAL DAS PROVAS: DEFINI&Ccedil;&Otilde;ES IMPORTANTES.<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">O C&oacute;digo de Processo Civil (CPC), em seu art. 270, disp&otilde;e sua regula&ccedil;&atilde;o acerca do processo de conhecimento, de execu&ccedil;&atilde;o e cautelar, bem como dos procedimentos especiais. Este estudo est&aacute; inserido no chamado <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">processo de conhecimen<\/span><i>to<\/i>, cujo objetivo &eacute; a busca pela constitui&ccedil;&atilde;o de uma decis&atilde;o judicial que aplique o direito ao caso concreto, permitindo-se, para isso, que se produzam as provas necess&aacute;rias para que o julgador tenha elementos para proferir uma senten&ccedil;a. Corroborando com tal entendimento, Medina (2011, p. 165), ensina que <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">atrav&eacute;s do processo de conhecimento, realizam-se atividades voltadas &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de uma senten&ccedil;a<\/span>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Observa-se, assim, que a import&acirc;ncia dada &agrave; prova est&aacute; diretamente relacionada &agrave; sua finalidade dentro do contexto processual. De acordo com Marinoni (2010, p. 53-54), &eacute; a prova que tem a fun&ccedil;&atilde;o de embasar as alega&ccedil;&otilde;es formuladas de modo a convencer o juiz de sua validade, diante da sua impugna&ccedil;&atilde;o pela parte contr&aacute;ria. Seguindo com as pondera&ccedil;&otilde;es do ilustre doutrinador, v&ecirc;-se n&atilde;o se tratar da possibilidade de, por meio da prova, reconstruir a verdade do fato trazido a ju&iacute;zo, mas de se ter nela apoio capaz de atribuir verossimilhan&ccedil;a &agrave; argumenta&ccedil;&atilde;o ret&oacute;rica das partes, o que ir&aacute; impactar positivamente no convencimento do juiz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Vale destacar, ainda, que o magistrado conhece os fatos por meio do que lhe &eacute; trazido pelas partes; portanto, conforme aponta Medina (2011, p. 237), o fato estar&aacute; provado quando for atestado pelo juiz, a partir da an&aacute;lise objetiva e racional das provas, a sua exist&ecirc;ncia. Sobre a tem&aacute;tica, conclui Arruda Alvim que as provas:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;[&hellip;] consiste(m) naqueles meios, definidos pelo Direito ou contidos por compreens&atilde;o num sistema jur&iacute;dico (v. art 332 e 336 do CPC) como id&ocirc;neos a convencer (prova como &ldquo;resultado&rdquo;) o juiz da ocorr&ecirc;ncia de determinados fatos, os quais vieram ao processo em decorr&ecirc;ncia de atividade, principalmente dos litigantes (prova como &ldquo;atividade&rdquo;).&rdquo; (ALVIM, 2010, p. 928)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Um dos princ&iacute;pios que rege o processo &eacute; o <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">princ&iacute;pio dispositivo<\/span>, o qual informa que o julgamento da causa deve se basear nos fatos alegados e que consigam ser provados pelas partes. Ao juiz, caber&aacute; a determina&ccedil;&atilde;o de provas suplementares, subsidiariamente &agrave;s j&aacute; existentes, caso isso seja necess&aacute;rio &agrave; sua presta&ccedil;&atilde;o jurisdicional. Como se v&ecirc;, a atividade probat&oacute;ria tem relevante papel no desfecho das demandas judiciais, raz&atilde;o pela qual o C&oacute;digo de Processo Civil (CPC) dedica o Cap&iacute;tulo VI do seu t&iacute;tulo VII, arts. 332 a 443, ao disciplinamento da prova no processo civil, iniciando-se com o seguinte enunciado, <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">in verbis<\/span>:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;Todos os meios legais, bem como os moralmente leg&iacute;timos, ainda que n&atilde;o especificados neste C&oacute;digo, s&atilde;o h&aacute;beis para provar a verdade dos fatos, em que se funda a a&ccedil;&atilde;o ou a defesa&rdquo;. (art. 332, CPC)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Destaca-se, desse dispositivo, que o legislador n&atilde;o pretendeu exaurir os meios de prova a serem considerados no processo, n&atilde;o reconhecendo apenas os tipicamente previstos; ao inv&eacute;s disso, ratificou antecipadamente todos aqueles que por ventura pudessem surgir com a dinamicidade e evolu&ccedil;&atilde;o natural da sociedade, os chamados at&iacute;picos, desde que crivados de preceitos moralmente aceitos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Tamb&eacute;m h&aacute; de se destacar a rela&ccedil;&atilde;o existente entre <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">o ato de provar e a verdade dos fatos que se pretende provar<\/span>. Sobre isso, ensinam Luiz Marinoni e S&eacute;rgio Arenhart (2010, p. 25) que <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">pela prova se busca investigar a verdade dos fatos ocorridos, sobre os quais se fixar&aacute; a regra jur&iacute;dica abstrata, que reger&aacute; determinada situa&ccedil;&atilde;o<\/span><i>. <\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Dessa forma, provar tem a ver com a valida&ccedil;&atilde;o que pode ser conferida ao que se alega dentro do processo, a qual &eacute; capaz de determinar o deslinde da contenda por interferir diretamente no livre convencimento motivado do juiz. Isso porque o magistrado n&atilde;o poder&aacute;, em sua decis&atilde;o, desconsiderar as provas revestidas de legitimidade e legalidade, ao contr&aacute;rio, dever&aacute; basear-se tamb&eacute;m nelas. Para Alexandre Freitas C&acirc;mara (2010, p. 401), <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">denomina-se prova a todo elemento que contribui para a forma&ccedil;&atilde;o da convic&ccedil;&atilde;o do juiz a respeito do direito probat&oacute;rio<\/span>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Sobre o conceito de<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> prova<\/span>, assim assevera Luiz Fux:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;(&#8230;) prova &eacute; o meio atrav&eacute;s do qual as partes demonstram, em ju&iacute;zo, a exist&ecirc;ncia dos fatos necess&aacute;rios &agrave; defini&ccedil;&atilde;o do direito em conflito. Provar significa formar a convic&ccedil;&atilde;o do juiz sobre a exist&ecirc;ncia ou inexist&ecirc;ncia dos fatos relevantes para a causa&rdquo;. (FUX, 2008, p. 572)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Pela an&aacute;lise dos conceitos desses doutrinadores, depreende-se que as partes tem papel ativo no convencimento do juiz para a composi&ccedil;&atilde;o da lide. Relacionando tais conceitos ao enunciado do art. 332 do CPC, anteriormente citado, tem-se que na atividade das partes direcionada ao convencimento do juiz, lhes &eacute; vedado o uso de meios inid&ocirc;neos na atividade probat&oacute;ria. Assim, desde que leg&iacute;timos, ser&atilde;o admitidos todos os meios de prova que dispuserem, pois &eacute; dado &agrave;s partes o direito de produzir e de exigir que se produzam, conforme o caso, todas as provas necess&aacute;rias &agrave; valida&ccedil;&atilde;o de sua pretens&atilde;o em ju&iacute;zo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Outro princ&iacute;pio que merece men&ccedil;&atilde;o neste momento &eacute; o da <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">comunh&atilde;o das provas<\/span>, o qual informa que, uma vez produzida, a prova &eacute; incorporada ao processo, n&atilde;o pertencendo a nenhuma das partes, mas sim, pertencendo a qualquer delas e ao interesse p&uacute;blico inerente ao processo, qual seja: de se buscar a decis&atilde;o justa &agrave; lide por meio da investiga&ccedil;&atilde;o da verdade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">O <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">objeto da prova<\/span>, por seu turno, ser&aacute; sempre os <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">fatos <\/span>e n&atilde;o as normas<i>,<\/i> isto &eacute;, o que precisa ser comprovado s&atilde;o os fatos controvertidos que, no processo, alega-se ser a origem do direito pretendido. Por isso, nos termos do art. 334, I a IV, do CPC, os fatos not&oacute;rios, os incontroversos, os que sejam confessados pela parte contr&aacute;ria e aqueles que a seu favor pugna presun&ccedil;&atilde;o legal de exist&ecirc;ncia ou de veracidade, n&atilde;o dependem de prova. Significa dizer, conforme Fux (2008, 572), que as provas trazem para os autos a verdade que importa para a tomada de decis&atilde;o do magistrado, conseguidas por meio da colabora&ccedil;&atilde;o das partes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Tal colabora&ccedil;&atilde;o est&aacute; diretamente ligada ao chamado <i>&ocirc;nus da prova<\/i> que recai sobre as partes. Sob este prisma, a elas cabe demonstrar <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">a verdade dos fatos em que se fundam a a&ccedil;&atilde;o e a defesa <\/span>(art. 332 do CPC), priorizando aquilo que lhe seja mais favor&aacute;vel dentro do processo. Isso porque, ningu&eacute;m mais do que o pr&oacute;prio interessado na lide pode trazer elementos capazes de demonstrar os fatos constitutivos do seu direito; primordialmente o autor, em raz&atilde;o da iniciativa da demanda, tem a responsabilidade de provar aquilo que alega.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Pelo CPC, ainda h&aacute; a distribui&ccedil;&atilde;o do &ocirc;nus da prova entre as partes, vez que cada uma, independente do p&oacute;lo em que figurem na lide, ter&atilde;o momento h&aacute;bil para suas alega&ccedil;&otilde;es e comprova&ccedil;&otilde;es. Nessa seara, preceitua o art. 333 do citado C&oacute;digo que o &ocirc;nus da prova incumbe tanto ao autor, em rela&ccedil;&atilde;o ao fato constitutivo do seu direito; quanto ao r&eacute;u, acerca da exist&ecirc;ncia de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Essa distribui&ccedil;&atilde;o equ&acirc;nime do &ocirc;nus da prova entre autor e r&eacute;u sofre modifica&ccedil;&otilde;es em dadas situa&ccedil;&otilde;es, como na ocorr&ecirc;ncia da <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">presun&ccedil;&atilde;o relativa, mediante a qual permite-se inferir, do conhecimento da ocorr&ecirc;ncia de um fato, a grande probabilidade de que tenha ocorrido outro fat<\/span><i>o &ndash; <\/i>como exemplo se tem o disposto no art. 232 do CC: <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">A recusa &agrave; per&iacute;cia m&eacute;dica ordenada pelo juiz poder&aacute; suprir a prova que se pretendia obter como o exame <\/span>(Medina, 2011, p. 248) &ndash; aqui, o &ocirc;nus da prova que, a princ&iacute;pio estaria na incumb&ecirc;ncia de quem pediu o exame, inverte-se para aquele que se recusou a faz&ecirc;-lo e que, com a recusa, atribui presun&ccedil;&atilde;o de veracidade ao alegado pela outra parte.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">A exce&ccedil;&atilde;o &agrave; regra do art. 333 do CPC tamb&eacute;m &eacute; observada quando h&aacute; a chamada distribui&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica do &ocirc;nus da prova, quando se levando em considera&ccedil;&atilde;o qual das parte tem melhores condi&ccedil;&otilde;es probat&oacute;rias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; outra. &Eacute; poss&iacute;vel identificar a autoriza&ccedil;&atilde;o legal para isso no art. 6&ordm;, VIII, da Lei 8.078\/90, que versa sobre a defesa do consumidor, <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">in verbis:<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;Art. 6&ordm; S&atilde;o direitos b&aacute;sicos do consumidor: (&hellip;)<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">VIII &#8211; a facilita&ccedil;&atilde;o da defesa de seus direitos, inclusive com a invers&atilde;o do &ocirc;nus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a crit&eacute;rio do juiz, for veross&iacute;mil a alega&ccedil;&atilde;o ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordin&aacute;rias de experi&ecirc;ncias;&rdquo;<a href=\"http:\/\/ambito-juridico.com.br\/site\/?n_link=revista_artigos_leitura&amp;artigo_id=14449#_ftn2\" title=\"\"><b>[2]<\/b><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Por fim, antes de adentrar nas quest&otilde;es relativas aos meios de realiza&ccedil;&atilde;o das provas, cabe encerrar esta parte dedicada &agrave; Teoria Geral do Direito Probat&oacute;rio com uma breve an&aacute;lise sobre o regime jur&iacute;dico das provas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Segundo Marinoni (2010, p. 356), tanto no direito comparado quanto no direito nacional, a discuss&atilde;o que gira em torno da natureza jur&iacute;dica das regras sobre prova nasce no fato dessas regras estarem disciplinadas tanto em diplomas de direito material como de direito processual. &Eacute; assim que no Brasil, al&eacute;m dos c&oacute;digos processuais, &eacute; poss&iacute;vel identificar normas sobre provas no C&oacute;digo Civil, por exemplo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">A doutrina n&atilde;o tem pensamento pac&iacute;fico sobre o tema, dada a dificuldade de determinar em que ramo do direito se enquadrariam tais regras. Segundo Marinoni (2010, p. 357-361), de um lado, est&aacute; a maioria dos doutrinadores, que defendam a natureza exclusivamente processual das regras sobre prova, porque s&oacute; dentro do processo elas teriam efic&aacute;cia; do outro, aqueles que defendem sua natureza ambivalente, a depender da situa&ccedil;&atilde;o em que sejam aplicadas, existindo assim duas esp&eacute;cies de prova: a material (institu&iacute;das pelo direito material, como o C&oacute;digo Civil, com o fim de justificar a exist&ecirc;ncia de determinados acontecimentos da vida real) e a processual (destinadas a produzir o convencimento do juiz em rela&ccedil;&atilde;o a dados processuais, como as incertas no CPC).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Ainda conforme Marinoni, uma terceira via de entendimento seria a de que a finalidade das regras sobre prova s&oacute; pode ser precisada no momento de aplica&ccedil;&atilde;o ao caso concreto, o que n&atilde;o permitiria o encarceramento de tais regras nesse ou naquele ramo abstrato de normas &ndash; direito material ou direito processual. Sob este prisma, as regras probat&oacute;rias n&atilde;o poderiam ter sua natureza antecipadamente determinada apenas com base no local de seu disciplinamento, mas que isso s&oacute; seria poss&iacute;vel de ocorrer na realidade concreta de sua aplica&ccedil;&atilde;o caso a caso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Recorrendo-se ao entendimento de Didier Jr. (2008, p.99), tem-se que o que diferencia a prova disciplinada por normas materiais das disciplinadas por normas processuais &eacute; que aquelas disciplinam a ess&ecirc;ncia das provas, ao passo em que estas regem a forma de sua produ&ccedil;&atilde;o em ju&iacute;zo. Diante disso, tal doutrinador assevera que a natureza da norma do direito probat&oacute;rio n&atilde;o se define apenas com a observ&acirc;ncia de qual diploma legal se encontra, mas sim, observando-se o teor da norma. S&oacute; assim &eacute; poss&iacute;vel dizer se se trata de natureza de direito material ou processual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Por &uacute;ltimo, afora toda a pol&ecirc;mica sobre a tem&aacute;tica da natureza jur&iacute;dica das regras probat&oacute;rias, vale destacar uma diferen&ccedil;a entre as regras sobre prova no direito processual, que est&atilde;o diretamente voltadas ao curso do processo judicial; e as regras sobre prova no C&oacute;digo Civil que, voltadas &agrave; esfera extrajudicial, s&atilde;o usadas para provar a exist&ecirc;ncia\/validade de um ato ou neg&oacute;cio jur&iacute;dico (DIDIER, 2008, p. 100).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>3 MEIOS DE PROVA<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Adentra-se, a partir de agora, no conte&uacute;do pertinente &agrave;s Provas em Esp&eacute;cie, isto &eacute;, nas quest&otilde;es acerca da apresenta&ccedil;&atilde;o dos meios de prova utilizados dentro do processo para a comprova&ccedil;&atilde;o do que nele alegam as partes. Este estudo tratar&aacute;, especificamente, dos chamados meios t&iacute;picos (ou nominados) de prova, que s&atilde;o aqueles <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">concebidos e disciplinados pela<\/span><i> <\/i>Lei. N&atilde;o se tratar&aacute;, portanto, dos meios at&iacute;picos (ou inominados), <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">quando ausentes a previs&atilde;o legal<\/span>; nem dos que gozam de atipicidade parcial, aqueles que, apesar de previstos pelo legislador, n&atilde;o tiveram seu modo de produ&ccedil;&atilde;o disciplinado por norma (MEDINA, 2011, p. 239).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Tem-se por meios, tipos ou formas de prova as modalidades pelas quais ela se apresentam em ju&iacute;zo. No dizer de Alexandre C&acirc;mara (2010, p. 414),<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> s&atilde;o instrumentos atrav&eacute;s dos quais se torna poss&iacute;vel demonstra&ccedil;&atilde;o da veracidade das alega&ccedil;&otilde;es sobre a mat&eacute;ria f&aacute;tica controvertida e relevante para o julgamento da pretens&atilde;o<\/span><i>.<\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">No C&oacute;digo de Processo Civil, essas provas est&atilde;o previstas no cap&iacute;tulo VI do Livro I, que traz para o ordenamento jur&iacute;dico p&aacute;trio, o qual traz a possibilidade de admiss&atilde;o de qualquer tipo de prova, como j&aacute; abordado no t&oacute;pico anterior, desde que respeitem a legalidade e a moralidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Assim, adentra-se na seara do que seria l&iacute;cito ou il&iacute;cito, leg&iacute;timo ou ileg&iacute;timo, no campo probat&oacute;rio e, portanto, admiss&iacute;vel ou n&atilde;o em ju&iacute;zo. Por isso os meios de prova que contribuem para o convencimento do&nbsp; magistrado n&atilde;o podem ser arbitr&aacute;rios, nem t&atilde;o pouco &agrave; margem da lei.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Dessa forma, h&aacute; o disciplinamento quanto &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e utiliza&ccedil;&atilde;o das provas no processo. A seguir, ser&atilde;o apresentados os meios de prova incertos nos arts. 342 a 443 do CPC, quais sejam: <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">depoimento pessoal, confiss&atilde;o, exibi&ccedil;&atilde;o de documentos ou coisa, Prova testemunhal, prova pericial e inspe&ccedil;&atilde;o judicial<\/span>, com o intuito de se apresentar as disposi&ccedil;&otilde;es legais e doutrin&aacute;rias sobre eles.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>3.1 Depoimento pessoal<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Depoimento pessoal &eacute; o tipo de prova produzida por meio do testemunho oral prestado por uma das partes em ju&iacute;zo, seja o autor ou o r&eacute;u. Tal ato &eacute; tratado pelo CPC do art. 342 ao art. 347, diferenciando-se, conforme aponta Marinoni (2010, p. 364), em<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> interrogat&oacute;rio livre <\/span>(art. 342, CPC) e em <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">depoimento pessoal <\/span>(arts. 343-347).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">A primeira figura ocorre quando o juiz, de of&iacute;cio, determina o comparecimento das partes para, pessoalmente, interrog&aacute;-las sobre os fatos que aduzem na causa, a fim de esclarec&ecirc;-los. Sobre isso, vejamos o posicionamento de Marinoni (2010, p. 371)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;O interrogat&oacute;rio livre, precipuamente, n&atilde;o tem o objetivo de constituir prova no processo (confiss&atilde;o), mas sim o de esclarecer o juiz dos fatos da lide. Tamb&eacute;m pode ter, por objetivo, o esclarecimento das pr&oacute;prias partes envolvidas no conflito.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">J&aacute; o depoimento pessoal, ou da parte como preferem alguns doutrinadores, tem objetivo nitidamente probat&oacute;rio. Sobre tal fato, ainda segundo esse mesmo doutrinador, tem-se que:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;Com ele, busca a parte o obter a confiss&atilde;o do advers&aacute;rio, objetivando lograr alcan&ccedil;ar prova robusta em seu favor, e capaz de dispensar outros elementos probat&oacute;rios aos fatos por ela trazidos aos autos (&#8230;).&rdquo; (MARINONI, 2010, p. 379)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&nbsp;Enquanto o interrogat&oacute;rio livre pode ser determinado a qualquer momento pelo juiz, o depoimento pessoal s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel no momento oportuno dentro do processo, que &eacute; a audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o e julgamento, nos termo do art. 343, CPC.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Como tem objetivo puramente probat&oacute;rio, ser&aacute; considerada confiss&atilde;o presumida&nbsp; o fato da parte n&atilde;o comparecer &agrave; audi&ecirc;ncia a que tenha sido intimada para colheita de seu depoimento pessoal (art. 343, &sect;2&ordm;, CPC). Aplica-se ao caso, como ensina Alexandre Freitas C&acirc;mara (2010, p. 421), a presun&ccedil;&atilde;o relativa, o que significa dizer que a <i>pena de <\/i><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">confiss&atilde;o poder&aacute; ser ilidida pelo conjunto probat&oacute;rio constante dos autos<\/span><i>.<\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>3.2 Confiss&atilde;o<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">A confiss&atilde;o, disciplinada nos arts. 348-354 do CPC, &eacute; a admiss&atilde;o, por uma das partes, daquilo que &eacute; arguido em seu desfavor pela parte contr&aacute;ria, conforme se depreende do disposto no art. 348: <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">h&aacute; confiss&atilde;o, quando a parte admite a verdade de um fato, contr&aacute;rio ao seu interesse e favor&aacute;vel ao advers&aacute;rio<\/span>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Sobre o tema, discorre Luiz Fux (2008, p. 613):<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;A confiss&atilde;o pode ser engendrada por qualquer das partes, pessoalmente ou por procurador com poderes especiais (art. 38 do CPC). Havendo litiscons&oacute;rcio, quer seja simples ou unit&aacute;rio, o regime da confiss&atilde;o n&atilde;o se altera, por isso a confiss&atilde;o faz prova apenas contra o confitente, n&atilde;o prejudicando os demais (art. 350 do CPC). Em face do litiscons&oacute;rcio necess&aacute;rio que se forma nas causas relativas a direitos reais imobili&aacute;rios pertencentes aos c&ocirc;njuges, a imposi&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica conjunta de atos de disponibilidade implica que a confiss&atilde;o de um deles n&atilde;o vale sem a do outro. (&#8230;) A confiss&atilde;o revela-se desfavor&aacute;vel ao confitente porquanto o fato admitido evita ser provado pela parte contr&aacute;ria.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Do exposto, depreende-se o car&aacute;ter eminentemente pessoal da confiss&atilde;o, mesmo em se tratando de causas com partes n&atilde;o individuais, visto que por meio desse tipo de prova s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel versar sobre direito dispon&iacute;vel (art. 351 do CPC).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">A confiss&atilde;o poder&aacute; ser judicial ou extrajudicial (art. 348, CPC). Ser&aacute; judicial quando feita por escrito ou por depoimento em ju&iacute;zo. Caso seja objeto de liberalidade da parte, ser&aacute; tida como <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">espont&acirc;nea<\/span>; ao contr&aacute;rio, se resultar da inquiri&ccedil;&atilde;o de seu advers&aacute;rio quando do depoimento pessoal, ser&aacute; do tipo <i>provocada<\/i> (art. 349, CPC). A confiss&atilde;o extrajudicial, por seu turno, &eacute; feita por escrito &agrave; parte ou a terceiro, fora do tr&acirc;mite processual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">H&aacute; de se chamar a aten&ccedil;&atilde;o, contudo, que a confiss&atilde;o diz respeito a um fato e n&atilde;o ao pedido jur&iacute;dico em quest&atilde;o; isto &eacute;, n&atilde;o se reconhece nem e renuncia a direito material alegado pela parte contr&aacute;ria, apenas h&aacute; a admiss&atilde;o de determinado fato por ela aduzido no processo (MARINONI, 2010, p. 431).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Por fim, como ensina Fux (2008, p. 616), a confiss&atilde;o goza de significativo valor probante, ao ponto do CPC dispensar qualquer outra prova em rela&ccedil;&atilde;o aos fatos confessados. No entanto, n&atilde;o pode a parte se valer da confiss&atilde;o apenas na medida em que lhe convier, desconsiderando aquilo que n&atilde;o lhe favorecer, em raz&atilde;o da<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> indivisibilidade <\/span>da confiss&atilde;o, expressa no art. 354 do CPC.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>3.3 Exibi&ccedil;&atilde;o de documento ou coisa<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Os arts. 355 a 363 do CPC regulam a atividade de exibi&ccedil;&atilde;o de documento ou coisa no curso do processo. Trata-se de a&ccedil;&atilde;o incidental &agrave; principal, chamada <i>a&ccedil;&atilde;o de exibi&ccedil;&atilde;o<\/i>, por meio da qual o magistrado, a pedido da parte, acionando a parte contr&aacute;ria ou mesmo terceiro, requer a apresenta&ccedil;&atilde;o do meio de prova propriamente dito: o documento ou a coisa (MARINONI, 2010, p. 477-480.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Assim, observa-se que a a&ccedil;&atilde;o em si n&atilde;o &eacute; um meio de prova, mas o meio pelo qual se aciona algu&eacute;m (a parte advers&aacute;ria ou terceiro) para a obten&ccedil;&atilde;o de uma prova (documento ou coisa).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">O art. 363 elenca as causas de dispensa da exibi&ccedil;&atilde;o requerida, as quais, conforme C&acirc;mara (2010, p. 425), se relacionam a quest&otilde;es lesivas<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> &agrave; intimidade e &aacute; honra do requerido, de sua fam&iacute;lia, bem como a dever de sigilo seu<\/span>. Continua o referido doutrinador:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;N&atilde;o se encaixando em tais situa&ccedil;&otilde;es, o requerido ter&aacute; que exibir a coisa ou o documento que se encontre em seu poder e, n&atilde;o cumprindo a ordem, o juiz considerar&aacute; verdadeiros os fatos que o requerente pretendia provar atrav&eacute;s da exibi&ccedil;&atilde;o (quando o requerido for seu advers&aacute;rio no processo principal &ndash; art. 359); ou expedir&aacute; mandado de apreens&atilde;o se o requerido for terceiro&rdquo; (art. 362).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Ressalte-se que cabe ao magistrado analisar o pedido de exibi&ccedil;&atilde;o, o qual pode ser indeferido se o mesmo entender que a prova pode ser conseguida por outro meio menos gravoso ou que se trata de algo desnecess&aacute;rio ou in&uacute;til &agrave; demanda (MARINONI, 2010, p. 489).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>3.4 Prova documental <\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Inicialmente, vale tecer alguns esclarecimentos acerca da no&ccedil;&atilde;o de documento, sendo considerado como tal todo e qualquer representa&ccedil;&atilde;o material de um fato. Desse modo, s&atilde;o documentos: filmes, fotografias, documentos eletr&ocirc;nicos, al&eacute;m daqueles configurados por meio de papel (escrito, digitado etc.). Marinoni, citando Comoglio, Ferri e Taruffo (2010, p. 529), registra que <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">&agrave; categoria das provas documentais se reduzem em geral todas as coisas que aparecem id&ocirc;neas a documentar um fato, ou seja, a narr&aacute;-lo, a represent&aacute;-lo ou a reproduzi-lo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Os documentos classificam-se, quanto &agrave; sua origem, em <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">p&uacute;blicos<\/span><i> <\/i>(se lavrados por oficial p&uacute;blico, como <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">escritura de compra e venda de im&oacute;veis<\/span>) e<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> particulares<\/span> (quando n&atilde;o h&aacute; interven&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;o p&uacute;blico, sendo elaborado pelos interessados, como um <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">contrato de loca&ccedil;&atilde;o<\/span>); e, quanto &agrave; forma, em <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">originais <\/span>(os apresentados na forma genu&iacute;na em que foram produzidos) e <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">c&oacute;pia <\/span>(quando se trata de reprodu&ccedil;&atilde;o advinda do original) &ndash; se oriunda do original, ser&aacute; chamada de<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> translado <\/span>e, se extra&iacute;da sob a forma de fotografia do documento, ser&aacute; chamada de<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> fotoc&oacute;pia <\/span>(FUX, 2008, p. 591).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Esclarecido o que venha a ser documento, passa-se ao entendimento do termo <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">prova documental. <\/span>Partindo-se da conceitua&ccedil;&atilde;o de <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">prova<\/span>, j&aacute; discutida anteriormente, e a ela agregando-se o que agora se define por documento, &eacute; poss&iacute;vel depreender-se que est&aacute; a se falar de algo (documento) capaz de demonstrar, em ju&iacute;zo, a exist&ecirc;ncia de um fato diretamente relacionado com o direito em conflito. Tal meio de prova est&aacute; disciplinado do art. 364 a 389 do CPC.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">A prova documental, segundo Marinoni (2010, p. 531),<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> tem por caracter&iacute;stica t&iacute;pica a circunst&acirc;ncia de, diretamente, demonstrar fato pret&eacute;rito; e continua dizendo que atrav&eacute;s desse meio de prova, o juiz tem conhecimento do fato sem qualquer interfer&ecirc;ncia valorativa outra, que n&atilde;o a sua pr&oacute;pria.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Quanto ao momento da prova documental, Medina (2011, p. 258) ensina que<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;Deve a prova ser produzida com a peti&ccedil;&atilde;o inicial (art. 396 do CPC), admitindo-se &ldquo;&agrave;s partes, em qualquer tempo, juntar aos autos documentos novos, quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados, ou para contrap&ocirc;-los aos que foram produzidos nos autos&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Pelo exposto e da jun&ccedil;&atilde;o dos arts. 396 e 397, depreende-se que a <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">inicial e a contesta&ccedil;&atilde;o <\/span>s&atilde;o os momentos pr&oacute;prios para a apresenta&ccedil;&atilde;o da prova documental, sendo que, desde que devidamente fundamentado, a qualquer tempo isso poder&aacute; ser feito pelas partes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>3.4.1 Argui&ccedil;&atilde;o de falsidade da prova documental<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">A prova, no dizer de Marinoni (2010, p. 645), tem fun&ccedil;&atilde;o vital no processo de conhecimento, usada pelo magistrado no seu convencimento acerca dos fatos trazidos a ju&iacute;zo, quanto mais qualidade ela tiver, melhor ser&aacute; a cogni&ccedil;&atilde;o do juiz e, por conseguinte, mais acertada ser&aacute; sua decis&atilde;o no caso concreto. Assim, de relevante import&acirc;ncia s&atilde;o as normas que disciplinam a m&aacute;-f&eacute; em sua utiliza&ccedil;&atilde;o, pois resguardam, na verdade, a pr&oacute;pria ess&ecirc;ncia do processo: d&aacute; &agrave; lide a decis&atilde;o mais correta e justa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">A argui&ccedil;&atilde;o de falsidade trata- de um incidente processual que, nos termos do art. 390 do CPC, pode ser suscitado no momento da contesta&ccedil;&atilde;o, ou em at&eacute; 10(dez) dias da juntada do documento aos autos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">O juiz ordenar&aacute; o exame pericial, a menos que a parte que produziu a prova concorde em retir&aacute;-la do autos e a parte que arguiu a falsidade n&atilde;o se oponha a tal ato (art. 392 e par&aacute;grafo &uacute;nico, CPC).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">O processo principal fica suspenso at&eacute; a resolu&ccedil;&atilde;o do incidente de falsidade, que se dar&aacute; por meio de senten&ccedil;a com a decreta&ccedil;&atilde;o da falsidade ou autenticidade do documento (arts. 394-395, CPC).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>3.5 Prova testemunhal<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">O meio de prova testemunhal, tratado no CPC, do art. 400 ao art. 419, de acordo com Marinoni (2010, p. 531), &eacute; o meio pelo qual se obt&eacute;m,<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> das declara&ccedil;&otilde;es de algu&eacute;m estranho &agrave; rela&ccedil;&atilde;o processual, determinada vers&atilde;o de como se passaram certos fatos importantes para a defini&ccedil;&atilde;o ao lit&iacute;gio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Destaque-se que a produ&ccedil;&atilde;o da prova testemunhal poder&aacute; ser indeferida, caso o magistrado entenda serem suficientes as provas existentes nos autos para a devida instru&ccedil;&atilde;o do processo. Ainda, poder&aacute; ser dispensa se os fatos j&aacute; foram provados por documento ou confiss&atilde;o; ou se por documento ou exame pericial puderem ser comprovados os fatos (MEDINA, 2011, P. 263).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Tal tipo de prova distingue-se do<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> depoimento pessoal <\/span>porque quem presta os esclarecimentos n&atilde;o s&atilde;o as partes, mas pessoas estranhas &agrave; lide, as quais dizem em ju&iacute;zo aquilo que conhecem dos fatos (o que viram, ouviram, sentiram etc.). Partindo desse pressuposto, o art. 405 do CPC estabelece que podem depor como testemunhas todas as pessoas, exceto as incapazes, impedidas ou suspeitas, nos termos a seguir,<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> in verbis:<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;&sect; 1o&nbsp;S&atilde;o incapazes:&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">I &#8211; o interdito por dem&ecirc;ncia;&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">II &#8211; o que, acometido por enfermidade, ou debilidade mental, ao tempo em que ocorreram os fatos, n&atilde;o podia discerni-los; ou, ao tempo em que deve depor, n&atilde;o est&aacute; habilitado a transmitir as percep&ccedil;&otilde;es;&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">III &#8211; o menor de 16 (dezesseis) anos;&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">IV &#8211; o cego e o surdo, quando a ci&ecirc;ncia do fato depender dos sentidos que Ihes faltam.&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">&nbsp;&sect; 2o&nbsp;S&atilde;o impedidos:&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">I &#8211; o c&ocirc;njuge, bem como o ascendente e o descendente em qualquer grau, ou colateral, at&eacute; o terceiro grau, de alguma das partes, por consanguinidade ou afinidade, salvo se o exigir o interesse p&uacute;blico, ou, tratando-se de causa relativa ao estado da&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; pessoa, n&atilde;o se puder obter de outro modo a prova, que o juiz repute necess&aacute;ria ao julgamento do m&eacute;rito;&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">II &#8211; o que &eacute; parte na causa;&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">III &#8211; o que interv&eacute;m em nome de uma parte, como o tutor na causa do menor, o representante legal da pessoa jur&iacute;dica, o juiz, o advogado e outros, que assistam ou tenham assistido as partes.&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">&sect; 3o&nbsp;S&atilde;o suspeitos:&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">I &#8211; o condenado por crime de falso testemunho, havendo transitado em julgado a senten&ccedil;a;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">II &#8211; o que, por seus costumes, n&atilde;o for digno de f&eacute;;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">III &#8211; o inimigo capital da parte, ou o seu amigo &iacute;ntimo;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">IV &#8211; o que tiver interesse no lit&iacute;gio.&rdquo;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Acrescente-se, ainda, que o CPC (art. 406), com claro intuito protetivo &agrave; testemunha, isentou-a de depor em rela&ccedil;&atilde;o aquilo que acarrete grave dano a ela mesma ou ao seu c&ocirc;njuge e aos seus parentes (consangu&iacute;neos ou afins, em linha reta, ou na colateral em segundo grau), bem como sobre algo que, por estado ou profiss&atilde;o, deva guardar sigilo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Limitadas a 10(dez), por cada parte processual, ap&oacute;s a indica&ccedil;&atilde;o dos nomes das testemunhas ao juiz, s&oacute; pode haver substitui&ccedil;&atilde;o em caso de falecimento, enfermidade que lhe retire as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias ao depoimento ou se, por ter mudado de resid&ecirc;ncia, n&atilde;o for encontrada pelo oficial de justi&ccedil;a (CPC, arts. 407 e 408).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">O momento para a produ&ccedil;&atilde;o da prova testemunhal &eacute; a audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o e julgamento, perante o juiz da demanda; exceto as que deponham antecipadamente (art.846 a 851 do CPC); que o fa&ccedil;&atilde;o por carta precat&oacute;ria, rogat&oacute;ria ou de ordem; que n&atilde;o possam comparecer por impedimento em raz&atilde;o de caso fortuito ou for&ccedil;a maior; e as que estejam arroladas no art. 411 do CPC, em raz&atilde;o do benef&iacute;cio que gozam de serem ouvidas em suas resid&ecirc;ncias ou no lugar onde exercem suas fun&ccedil;&otilde;es (C&Acirc;MARA, 2010, p. 432) &ndash; &eacute; o caso de:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;I &#8211; o Presidente e o Vice-Presidente da Rep&uacute;blica;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">II &#8211; o presidente do Senado e o da C&acirc;mara dos Deputados;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">III &#8211; os ministros de Estado;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">IV &#8211; os ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, do Superior Tribunal Militar, do Tribunal Superior Eleitoral, do Tribunal Superior do Trabalho e do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">V &#8211; o procurador-geral da Rep&uacute;blica;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">Vl &#8211; os senadores e deputados federais;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">Vll &#8211; os governadores dos Estados, dos Territ&oacute;rios e do Distrito Federal;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">Vlll &#8211; os deputados estaduais;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">IX &#8211; os desembargadores dos Tribunais de Justi&ccedil;a, os ju&iacute;zes dos Tribunais de Al&ccedil;ada, os ju&iacute;zes dos Tribunais Regionais do Trabalho e dos Tribunais Regionais Eleitorais e os conselheiros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">X &#8211; o embaixador de pa&iacute;s que, por lei ou tratado, concede id&ecirc;ntica prerrogativa ao agente diplom&aacute;tico do Brasil.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span id=\"iCont\">Par&aacute;grafo &uacute;nico. O juiz solicitar&aacute; &agrave; autoridade que designe dia, hora e local a fim de ser inquirida, remetendo-lhe c&oacute;pia da peti&ccedil;&atilde;o inicial ou da defesa oferecida pela parte, que arrolou como testemunha.&rdquo;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">A testemunha, sob a pena de incorrer em crime de falso testemunho (art. 342, CP), dever&aacute; furtar-se de afirma&ccedil;&otilde;es falsas, de ocultar a verdade e de n&atilde;o responder &agrave;quilo que lhe inquirem. Para tanto, &eacute; prestado, antes de iniciado o depoimento, o compromisso de dizer a verdade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>3.6 Prova pericial<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Ainda existem casos em que, para o julgamento do m&eacute;rito da causa, o magistrado n&atilde;o disp&otilde;e de conhecimentos t&eacute;cnicos necess&aacute;rios a tal atividade, raz&atilde;o pela qual recorre ao aux&iacute;lio de especialista &ndash; o perito (C&Acirc;MARA, 2010, p. 434). Quando isso ocorre, faz-se uso da chamada<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> prova pericial.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Disciplinada nos arts. 420-439 do CPC, a per&iacute;cia consiste em realiza&ccedil;&atilde;o de vistoria, exame ou avalia&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica-especializada que s&oacute; deve ser utilizada quando o conhecimento t&eacute;cnico a ela inerente for indispens&aacute;vel &agrave; forma&ccedil;&atilde;o probat&oacute;ria, devendo ser indeferida quando for desnecess&aacute;ria ou impratic&aacute;vel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Diferentemente do assistente t&eacute;cnico, que &eacute; auxiliar da parte e por ela designado, o perito &eacute; auxiliar do ju&iacute;zo, designado pelo magistrado entre profissionais capacitados e de sua confian&ccedil;a. As partes, al&eacute;m de poderem indicar assistente t&eacute;cnico, s&atilde;o intimadas a formular os quesitos que ser&atilde;o o objeto de trabalho dos peritos. &nbsp;Ao juiz, compete indeferir quesitos que julgar impertinentes e\/ou formular aqueles que entender necess&aacute;rios ao esclarecimento da causa.&nbsp; Segundo C&acirc;mara, (2010, p. 436):<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;O perito, para bem desempenhar sua fun&ccedil;&atilde;o, poder&aacute; valer-se de todos os meios necess&aacute;rios, at&eacute; mesmo ouvindo testemunhas, obtendo informa&ccedil;&otilde;es ou solicitando documentos, podendo ainda instruir o laudo com plantas, desenhos, fotografias ou outras pe&ccedil;as que considere necess&aacute;rias.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Como se v&ecirc;, a atividade pericial n&atilde;o tem forma r&iacute;gida, pois seu <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">modus operandi <\/span>depender&aacute; do caso concreto. Assim, o profissional tem liberdade para conduzir seu trabalho da forma que entenda ser a melhor, respeitados os limites da legalidade e da moralidade, para a apresenta&ccedil;&atilde;o de elementos t&eacute;cnicos necess&aacute;rios ao julgamento do caso pelo juiz, fim &uacute;ltimo de sua designa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">As partes poder&atilde;o solicitar esclarecimentos aos peritos e\/ou aos assistentes t&eacute;cnicos acerca do conte&uacute;do do laudo pericial, que dever&atilde;o ser apresentados na audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o e julgamento. Para tanto, a intima&ccedil;&atilde;o aos profissionais dever&aacute; ocorrer em at&eacute; 05(cinco) antes da realiza&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Existindo necessidade, uma segunda per&iacute;cia poder&aacute; ser solicitada, tanto de of&iacute;cio pelo juiz quanto a pedido das partes, sem, contudo, haver a invalida&ccedil;&atilde;o da anteriormente realizada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Por fim, &eacute; importante salientar que o laudo pericial n&atilde;o vincula o magistrado, o qual pode formar seu convencimento nos demais elementos existentes no processo, nos termos do art. 436 do CPC. Isso porque, esse laudo &eacute; mais um meio de prova dentro do processo, devendo ser valorado e apreciado na mesma forma que os demais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>3.7 Inspe&ccedil;&atilde;o judicial<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Encerrando os meios de prova t&iacute;picos disciplinados no C&oacute;digo de Processo Civil, tem-se a inspe&ccedil;&atilde;o judicial, exame de coisa ou pessoa realizado pelo pr&oacute;prio juiz, de of&iacute;cio ou a requerimento da parte, em qualquer fase do processo (art. 440), com o intuito de esclarecer fatos relacionados &agrave; causa em an&aacute;lise.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Apesar de ser atividade sua, o juiz poder&aacute; valer-se de um ou mais peritos nos casos de inspe&ccedil;&atilde;o direta. Sempre que julgar necess&aacute;rio; ou n&atilde;o puder a coisa ser apresentada em ju&iacute;zo; ou se trate de reconstitui&ccedil;&atilde;o dos fatos, o juiz se deslocar&aacute; at&eacute; o local onde esteja a pessoa ou a coisa a ser inspecionada. Caso contr&aacute;rio, ensina Alexandre C&acirc;mara que (2010, p. 437):<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&ldquo;Nas hip&oacute;teses que n&atilde;o se enquadrem nas situa&ccedil;&otilde;es aqui enumeradas, e que se encontram arroladas nos tr&ecirc;s incisos do art. 442, a inspe&ccedil;&atilde;o judicial dever&aacute; ser realizada na pr&oacute;pria sede do ju&iacute;zo, lugar onde, via de regra, devem ser praticados todos os atos do processo&rdquo; (art. 176).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">&Eacute; direito das partes acompanhar a realiza&ccedil;&atilde;o da inspe&ccedil;&atilde;o, inclusive para prestar esclarecimentos e fazer observa&ccedil;&otilde;es que reputem de interesse para a causa (par&aacute;grafo &uacute;nico do art. 442, CPC). Conclusa a inspe&ccedil;&atilde;o, tudo que dela tenha se apurado que seja &uacute;til ao julgamento dever&aacute; constar de auto circunstanciado, lavrado por determina&ccedil;&atilde;o do magistrado (art. 443, CPC).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>4 CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Tratou-se, no presente estudo, da tem&aacute;tica das provas no Processo Civil, propondo-se a tecer considera&ccedil;&otilde;es gerais e a apresentar conceitos indispens&aacute;veis ao seu entendimento. Para tanto, fez-se uso da legisla&ccedil;&atilde;o p&aacute;tria sobre a mat&eacute;ria, mais especificamente da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e do C&oacute;digo de Processo Civil, e de revis&atilde;o doutrin&aacute;ria especializada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">A pesquisa te&oacute;rica permitiu um entendimento amplo sobre os princ&iacute;pios informadores do direito probat&oacute;rio, os quais nascem na Carta Magma e se amoldam ao Processo Civil e ao seu campo espec&iacute;fico de atua&ccedil;&atilde;o. Partir dos princ&iacute;pios constitucionais foi de suma relev&acirc;ncia para entender o direito probat&oacute;rio como parte do ordenamento jur&iacute;dico como um todo, o que lhe confere validade e for&ccedil;a normativa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Na sequ&ecirc;ncia, adentrou-se na Teoria Geral das Provas, realizando-se contato, por exemplo, com defini&ccedil;&otilde;es sobre<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> prova, objeto da prova e &ocirc;nus da prova. <\/span>Nesse ponto, chamou aten&ccedil;&atilde;o a diverg&ecirc;ncia doutrin&aacute;ria quanto &agrave; natureza jur&iacute;dica das normas relativas &agrave;s provas, materializada na dificuldade de inseri-las teoricamente como regras de direito material ou de direito processual. N&atilde;o se identificou, pois, nenhum preju&iacute;zo &agrave; efic&aacute;cia das normas de cunho processual por estarem inseridas em c&oacute;digos de direito material, ficando evidente a inclina&ccedil;&atilde;o para que a defini&ccedil;&atilde;o dessa natureza ocorra no momento da interpreta&ccedil;&atilde;o para aplica&ccedil;&atilde;o no caso concreto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Registradas as defini&ccedil;&otilde;es que d&atilde;o base ao estudo sobre as provas, partiu-se para o estudo sobre os meios de prova propriamente ditos, focando-se nos tipicamente previstos no CPC, quais sejam: <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">depoimento pessoal, confiss&atilde;o, exibi&ccedil;&atilde;o de documentos ou coisa, Prova testemunhal, prova pericial e inspe&ccedil;&atilde;o judicial.<\/span> Com tal estudo foi poss&iacute;vel visualizar, mesmo que sucintamente, al&eacute;m dos conceitos, a forma de utiliza&ccedil;&atilde;o de tais provas dentro do processo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"iCont\">Por todo o exposto, apesar de n&atilde;o ter se objetivado esgotar o conte&uacute;do sobre o direito probat&oacute;rio, com o contato preliminar ora realizado percebeu-se a import&acirc;ncia de um estudo mais aprofundado para a forma&ccedil;&atilde;o do pretenso operador do direito, bem como de uma constante atualiza&ccedil;&atilde;o aos que j&aacute; trilham por tais caminhos. Isso porque, a aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica dos conhecimentos sobre as provas e sobre as suas formas de utiliza&ccedil;&atilde;o no processo est&aacute; diretamente relacionada ao fim &uacute;ltimo do Direito, que &eacute; a resolu&ccedil;&atilde;o justa dos conflitos e a pacifica&ccedil;&atilde;o social dela advinda.<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span id=\"iCont\"><b>Refer&ecirc;ncias<\/b><\/span><\/span><br \/>\n\t\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">ALVIM, Arruda. Manual de direito processual civil. 13. ed.&nbsp; rev. atual. e ampl. &#8211; S&atilde;o Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2010.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">BARBIERI, Maur&iacute;cio Lindenmeyer. <b>O princ&iacute;pio dispositivo em sentido formal e material<\/b>. <i>&Acirc;mbito Jur&iacute;dico<\/i><i>,<\/i> Rio Grande, jul.2013. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.ambito-juridico.com.br\/site\/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&amp;artigo_id=5260\">http:\/\/www.ambito-juridico.com.br\/site\/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&amp;artigo_id=5260<\/a>&gt;. Acesso em: 25.jul.2013.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">BRASIL. <b>Constitui&ccedil;&atilde;o<\/b> (1988). Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. Bras&iacute;lia, DF: Senado Federal, 1988. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm<\/a>&gt; Acesso em: 27.jul.2013.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">. <b>C&oacute;digo de Processo Civil<\/b> &#8211; Lei Federal n&ordm; 5869\/1973. Bras&iacute;lia, DF: Senado Federal, 1973. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5869.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5869.htm<\/a>&gt;. Acesso em: 26.jul.2013.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">. <b>C&oacute;digo de Defesa do Consumidor<\/b>. Lei feral n&ordm; 8.078\/1990. Bras&iacute;lia, DF: Senado Federal, 1990.&nbsp;&nbsp; Dispon&iacute;vel in: <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8078.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8078.htm<\/a>. Acesso em: 26.jul.2013.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">C&Acirc;MARA, Alexandre Freitas. Li&ccedil;&otilde;es de Direito Processual Civil. 20.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juros, 2010.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">DIDIER JR., Fredie; BRAGA, Paula Sarno; OLIVEIRA, Rafael. <b>Curso de direito processual civil<\/b>. 2. ed. rev., ampl. e atual. &#8211; Salvador: JusPODIVM, 2008. v. 2.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">FUX, Luiz. <b>Curso de direito processual civil<\/b>. Rio de Janeiro: Forense, 2008.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">LEAL, Juliana M. Lin&aacute;rio; FUNES, Gilmara Pesquero F. Mohr. T<b>eoria geral das provas<\/b><b>.<\/b><b> <\/b>Dispon&iacute;vel em:<b> <\/b>&lt;<a href=\"http:\/\/intertemas.unitoledo.br\/revista\/index.php\/ETIC\/article\/viewFile\/2156\/2215\">http:\/\/intertemas.unitoledo.br\/revista\/index.php\/ETIC\/article\/viewFile\/2156\/2215<\/a>&gt; Acesso em: 28.jul.2013.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, S&eacute;rgio Cruz. <b>Prova<\/b>. S&atilde;o Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2009.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">MEDINA, Jos&eacute; Miguel Garcia; MEDINA, Tereza Arruda Alvim Wambier. <b>Parte geral e processo de conhecimento<\/b>. 2.ed. rev. e atual. &#8211; S&atilde;o Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">NERY JUNIOR, Nelson. <b>Princ&iacute;pios do processo na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal<\/b>: processo civil, penal, e administrativo. 9.ed. rev., ampl. e atual. &#8211; S&atilde;o Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2009.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\"><b>Notas:<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\"><a href=\"http:\/\/ambito-juridico.com.br\/site\/?n_link=revista_artigos_leitura&amp;artigo_id=14449#_ftnref1\" title=\"\">[1]<\/a> Trabalho orienta pelo Prof. Paulo S&eacute;rgio Duarte da Rocha J&uacute;nior, Graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Especialista em Direitos Humanos pela Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Mestre em Direito Processual pela Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Doutor em Direito Processual pela Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Professor Adjunto da Universidade do Estado do Rio<\/span><\/span><\/p>\n<div>\n<div id=\"ftn2\">\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\"><a href=\"http:\/\/ambito-juridico.com.br\/site\/?n_link=revista_artigos_leitura&amp;artigo_id=14449#_ftnref2\" title=\"\">[2]<\/a> C&oacute;digo de Defesa do Consumidor. Dispon&iacute;vel in: <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8078.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8078.htm<\/a>. Acesso em 26\/07\/2013, as 15h37min.<\/span><\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"tit-padrao\" style=\"text-align: justify;\" title=\"Informa\u00e7\u00f5es Sobre o Autor\"><span style=\"font-size:11px;\"><strong><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\"><span id=\"iCont\">Informa&ccedil;&otilde;es Sobre o Autor<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\"><span class=\"nome-autor2\">Luciana Maria de Medeiros<\/span> <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11px;\"><span id=\"iCont\">Acad&ecirc;mica do Curso de Direito da UERN\/CAN. Graduada em Letras (2007) e Especialista em Gest&atilde;o da Qualidade de Vida e Sa&uacute;de no Trabalho (2008) pela UFRN. Servidora T&eacute;cnica Efetiva do MPRN<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:9px;\">Fonte: <strong><a href=\"http:\/\/ambito-juridico.com.br\/site\/?n_link=revista_artigos_leitura&amp;artigo_id=14449\">AmbitoJur&iacute;dico<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <strong><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Direito probat&oacute;rio: a constitui&ccedil;&atilde;o e as provas no processo civil<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-35820","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2016"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35820"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35820\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35832,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35820\/revisions\/35832"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}