<br />
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{"id":35560,"date":"2016-12-16T13:06:54","date_gmt":"2016-12-16T16:06:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=35560"},"modified":"2016-12-17T01:01:08","modified_gmt":"2016-12-17T04:01:08","slug":"a-quem-interessar-possa-conhecer-a-doutrina-do-punitive-demages-e-sua-aplicabilidade-no-direito-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2016\/12\/a-quem-interessar-possa-conhecer-a-doutrina-do-punitive-demages-e-sua-aplicabilidade-no-direito-brasileiro\/","title":{"rendered":"\u00c0 quem interessar possa conhecer&#8230; A doutrina do &#8216;Punitive Demages&#8217; e sua aplicabilidade no direito brasileiro."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"punitive-damages1481824942\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35562\" height=\"253\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/punitive-damages1481824942.jpg\" width=\"395\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/punitive-damages1481824942.jpg 395w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/punitive-damages1481824942-385x247.jpg 385w\" sizes=\"auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><\/p>\n<div class=\"_oDd\" data-hveid=\"27\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\"><span class=\"_Tgc\">Resumo: A doutrina do &#39;<b>Punitive Damages&#39;<\/b>, que significa Doutrina dos <strong>Danos Punitivos<\/strong>, &eacute; a indeniza&ccedil;&atilde;o decorrente do<strong> Dano Moral<\/strong>, e deve possuir a seguinte finalidade: compensar a v&iacute;tima e punir do autor da les&atilde;o.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"DocumentInfo\" data-reactid=\"37\">\n<div class=\"DocumentInfo-publisherImage pull-left\" data-reactid=\"38\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"385\" height=\"220\" alt=\"danos-morais-1\" class=\"alignnone size-medium wp-image-35564\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Danos-Morais-1-385x220.jpg\" style=\"width: 250px; height: 115px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Danos-Morais-1-385x220.jpg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Danos-Morais-1-450x257.jpg 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Danos-Morais-1.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><\/div>\n<div class=\"DocumentInfo-publisherImage pull-left\" data-reactid=\"38\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span class=\"_Tgc\"><b>Danos morais<\/b> s&atilde;o as perdas sofridas por um ataque &agrave; <b>moral<\/b> e &agrave; dignidade das pessoas, caracterizados como uma ofensa &agrave; reputa&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima. Qualquer perda que abale &agrave; honra pode ser caracterizada como <b>dano moral<\/b>.<\/span><\/span><\/div>\n<div class=\"DocumentInfo-publisherImage pull-left\" data-reactid=\"38\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<article class=\"DocumentPage-content fos-bottomref document-content\" data-reactid=\"49\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">O regramento tradicional dos danos no direito brasileiro &eacute; particularmente restrito. Falamos, aqui, de forma basilar, em apenas de dois tipos principais de danos: os materiais, que incluem os danos emergentes e lucros cessantes, e os danos morais, que abrangem os danos de natureza imaterial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Passaram a surgir, timidamente, outras esp&eacute;cies de danos, como os est&eacute;ticos, os danos pela perda de uma chance e at&eacute; mesmo os danos existenciais, que se ligam &agrave; priva&ccedil;&atilde;o de oportunidades ou expectativas de vida das pessoas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Mas todas essas &uacute;ltimas categorias sofrem para ter &quot;vida pr&oacute;pria&quot;. Muitas vezes s&atilde;o jogadas no mesmo barco dos danos morais, que talvez cada vez mais deveriam se chamar &quot;danos imateriais&quot;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Temos no Brasil h&aacute;bitos sociais e processuais muito ruins. Empresas, de forma geral, se acostumam a atender mal e &agrave;s vezes acham que atendem bem mesmo prestando servi&ccedil;os ruins. Isso quando n&atilde;o fazem n&iacute;tida propaganda enganosa de que atendem bem, enquanto que s&atilde;o as campe&atilde;s de processos judiciais e reclama&ccedil;&otilde;es. Bancos e empresas de telefonia talvez sejam os ramos onde isso mais se observa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Mas, de modo geral, essa quest&atilde;o est&aacute; sempre atrelada ao consumo. E sobre os h&aacute;bitos processuais ruins do brasileiro est&aacute; justamente a alta taxa de demandas judiciais. Existem muitas delas, muitas que nunca precisariam ter surgido, mas surgem por um misto de despreparo e desinteresse da empresa aditivado pelo &quot;sangue no olho&quot; que o brasileiro possui em sempre querer propor um processo judicial, ainda que por pouca coisa. Mas ele tem outro caminho? Ele tem voz perante a empresa sen&atilde;o assim?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">E mais, ser&aacute; que se processa por t&atilde;o pouca coisa mesmo? Voc&ecirc; se sente bem cuidado nas rela&ccedil;&otilde;es de consumo? E n&atilde;o digo sobre ser mimado, mas voc&ecirc; sente que as obriga&ccedil;&otilde;es acordadas com as empresas que prestam servi&ccedil;os s&atilde;o realmente bem cumpridas ou mesmo apenas cumpridas?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Nos EUA observamos fen&ocirc;menos interessantes: h&aacute; poucos processos que tratam de consumo, mas todos eles s&atilde;o levados muito a s&eacute;rio, pois tratam, afinal, da base da economia do pa&iacute;s. N&atilde;o raro as condena&ccedil;&otilde;es s&atilde;o t&atilde;o elevadas que o processo mais serve como um exemplo para as demais empresas do mercado, pois a empresa condenada quebra e n&atilde;o consegue se reerguer. Erros com o consumidor s&atilde;o fatais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">E aqui no Brasil? Muito grave ou pouco grave, as condena&ccedil;&otilde;es acabam n&atilde;o variando tanto, ficando sempre em um patamar que n&atilde;o &eacute; especialmente relevante para a empresa, enquanto que o consumidor recebe uma pequena indeniza&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Isso gera, de um lado, milh&otilde;es de a&ccedil;&otilde;es e, de outro, empresas que j&aacute; planejam no seu or&ccedil;amento os custos anuais com condena&ccedil;&otilde;es judiciais por rela&ccedil;&otilde;es de consumo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Penso que &eacute; preciso come&ccedil;ar a levar um pouco mais a s&eacute;rio a quest&atilde;o da natureza dos danos e passar a aplicar o que os americanos chamam de <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>punitive damage<\/strong><\/span>, que n&atilde;o &eacute; um dano moral como habitualmente temos aqui, mas um dano de natureza punitiva, uma san&ccedil;&atilde;o verdadeira para que o infrator da lei pense muitas vezes antes de adotar ou manter certo comportamento. Mas, por aqui, a realidade&#8230;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Cito, como exemplo, um caso julgado pelo Juizado Especial de Bras&iacute;lia, em caso de consumidor que processou o banco porque ficou esperando na fila por 1h50 para ser atendido. Pediu que o juiz condenasse o banco ao pagamento de danos morais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">O juiz negou o pedido, argumentando que essa espera n&atilde;o feriu &quot;a honra&quot; do consumidor. E n&atilde;o feriu mesmo, tenho certeza.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Mas fato &eacute; que existe norma que obriga os bancos a atenderem em at&eacute; 30 minutos. Mas e se n&atilde;o atenderem, como realmente n&atilde;o atenderam no caso mencionado, qual &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Se n&atilde;o existe san&ccedil;&atilde;o para o ato que desrespeita a norma, a consequ&ecirc;ncia &eacute; um direito manco, inefetivo, que n&atilde;o possui instrumentos para garantir a si pr&oacute;prio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Na realidade, quando a pessoa ingressa com um processo desses, e muitos s&atilde;o assim, o que ela realmente quer &eacute; a aplica&ccedil;&atilde;o do <i>punitive damage<\/i>, ou seja, que o infrator sinta no bolso o peso de desrespeitar a lei. &Eacute; evidente que 1h50 de espera, salvo casos especiais, n&atilde;o resulta em frustra&ccedil;&atilde;o ao direito de ningu&eacute;m. Mas ent&atilde;o qual &eacute; a raz&atilde;o de exist&ecirc;ncia da norma que obriga o banco a atender em 30 minutos?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Antes chamar tudo de &quot;dano moral&quot;, de forma ampla, talvez constitu&iacute;sse a forma de abarcar situa&ccedil;&otilde;es sem nome. Hoje, chamar tudo de dano moral &eacute; dar o nome errado &agrave;s coisas, podendo gerar entendimentos err&ocirc;neos sobre a pr&oacute;pria natureza das coisas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-reactid=\"4\">Se temos a chance de efetivar o<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong> punitive damage<\/strong><\/span> ao direito brasileiro e deixar pra l&aacute; o nome gen&eacute;rico e capenga de &quot;danos morais&quot;, que leva a distor&ccedil;&otilde;es como a desse julgamento do Juizado Especial, temos que faz&ecirc;-lo j&aacute;, antes que o direito sofra ainda mais.<\/span><\/p>\n<hr class=\"period-divider\" \/>\n<p><span data-reactid=\"4\"><img decoding=\"async\" alt=\"Pela efetivao do punitive damage no direito brasileiro\" data-zoom=\"1\" src=\"http:\/\/imgs.jusbrasil.com\/publications\/artigos\/images\/bruno-barchi-muniz1481824977.jpg\" style=\"height: 37px; width: 30px;\" \/><br \/>\n\t\t<span style=\"font-size:9px;\"><span class=\"DocumentInfo-publishedBy\" data-reactid=\"43\">Publicado por <\/span><b>Bruno Barchi Muniz<\/b> &#8211; S&oacute;cio advogado no escrit&oacute;rio <b>Losinskas, Barchi Muniz Advogados Associados<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<\/article>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <strong><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: A doutrina do &#39;Punitive Damages&#39;, que significa Doutrina dos Danos Punitivos, &eacute; a indeniza&ccedil;&atilde;o decorrente do Dano Moral, e deve possuir a seguinte finalidade: compensar a v&iacute;tima e punir do autor da les&atilde;o.<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-35560","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2016"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35560","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35560"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35560\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35568,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35560\/revisions\/35568"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35560"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35560"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35560"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}