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{"id":32729,"date":"2016-06-02T09:38:04","date_gmt":"2016-06-02T12:38:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=32729"},"modified":"2016-06-02T18:55:32","modified_gmt":"2016-06-02T21:55:32","slug":"a-quem-interessar-possa-reclamar-sobre-o-descumprimento-de-ordem-judicial-por-funcionario-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2016\/06\/a-quem-interessar-possa-reclamar-sobre-o-descumprimento-de-ordem-judicial-por-funcionario-publico\/","title":{"rendered":"\u00c0 quem interessar possa reclamar sobre&#8230; O DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL POR FUNCION\u00c1RIO P\u00daBLICO"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"ivan-lira-de-carvalho-1\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-32739\" height=\"385\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ivan-lira-de-carvalho-1-356x385.jpg\" width=\"356\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ivan-lira-de-carvalho-1-356x385.jpg 356w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ivan-lira-de-carvalho-1-417x450.jpg 417w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ivan-lira-de-carvalho-1.jpg 423w\" sizes=\"auto, (max-width: 356px) 100vw, 356px\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><strong>IVAN LIRA DE CARVALHO <\/strong>&eacute; Desembargador Federal do TRF5<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>O DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL POR FUNCION&Aacute;RIO P&Uacute;BLICO <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">A terminologia, entre n&oacute;s, &eacute; bastante questionada. Para uns, &eacute; certo dizer <strong>abuso de poder<\/strong>; para outros, o correto &eacute; <strong>abuso de autoridade<\/strong>. Tem a palavra DAM&Aacute;SIO E. DE JESUS: &quot;De ver-se que, sob o ponto de vista jur&iacute;dico-penal, os crimes definidos na Lei n. 4.898\/65 n&atilde;o receberam <strong>nomem juris<\/strong> apropriado. N&atilde;o se trata de abuso de autoridade, mas de abuso de poder. Em face de nossa legisla&ccedil;&atilde;o penal, n&atilde;o se confunde o abuso de poder com o de autoridade. O abuso de poder &eacute; o uso fora dos limites correspondentes a todo poder ou autoridade, o seu exerc&iacute;cio excessivo e ileg&iacute;timo. Na hip&oacute;tese de abuso de autoridade, cuida-se de seu uso ileg&iacute;timo no &acirc;mbito das <strong>rela&ccedil;&otilde;es privadas<\/strong>; na de abuso de poder, o agente deve possuir cargo ou of&iacute;cio <strong>p&uacute;blico<\/strong>.<\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"webjuridico02im9\" class=\"alignnone size-full wp-image-32742\" height=\"260\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/webjuridico02im9.gif\" width=\"206\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>O DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL POR FUNCION&Aacute;RIO P&Uacute;BLICO <\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>SUM&Aacute;RIO<\/strong>:&nbsp; <strong>I &ndash; Explica&ccedil;&atilde;o Inicial.&nbsp; II &ndash; O Descumprimento de Ordem Judicial.&nbsp; III &ndash; O Princ&iacute;pio da Legalidade e a Tipicidade.&nbsp; IV &ndash; Sobre a Desobedi&ecirc;ncia.&nbsp; V &ndash; Delito de Resist&ecirc;ncia?&nbsp; VI &ndash; A Prevarica&ccedil;&atilde;o.&nbsp; VII &ndash; Abuso de Autoridade.&nbsp; VIII &ndash; Algumas Conclus&otilde;es e Sugest&otilde;es.<\/strong> &nbsp; <\/span><\/span><strong><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>I&nbsp; &ndash; EXPLICA&Ccedil;&Atilde;O INICIAL<\/strong> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A curiosa e preocupante obstina&ccedil;&atilde;o de determinados setores da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica brasileira em burlar os ditames da Constitui&ccedil;&atilde;o e da legisla&ccedil;&atilde;o infraconstitucional, em desfavor do cidad&atilde;o comum, fez com que a popula&ccedil;&atilde;o se armasse do mais forte instrumento existente nas sociedades democr&aacute;ticas e pelo menos teoricamente tuteladas pelo Estado de Direito: <strong>a a&ccedil;&atilde;o judicial<\/strong>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, quando da formula&ccedil;&atilde;o de planos econ&ocirc;micos que malferiram o direito de propriedade detido sobre os ativos financeiros, foi ao Judici&aacute;rio que o particular recorreu, mirando o desembargo das suas reservas pecuni&aacute;rias. Quando a Previd&ecirc;ncia Social quedou-se omissa em pagar os benef&iacute;cios da sua al&ccedil;ada, na integralidade de pelo menos um sal&aacute;rio m&iacute;nimo, foi na Justi&ccedil;a Federal que os benefici&aacute;rios foram depositar a querela, objetivando o respeito do que dita a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, art. 201, &sect; 5&ordm;. Igualmente foi ao Poder Judici&aacute;rio que os servidores p&uacute;blicos recorreram quando sentiram que os seus vencimentos estavam sendo pagos em descompasso com o crescimento inflacion&aacute;rio experimentado pela economia nacional. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os poucos exemplos acima destacados, hauridos de um universo de largas dimens&otilde;es, d&atilde;o mostra de como tem sido volumosa a atua&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a em socorro dos que a ela pedem prote&ccedil;&atilde;o contra as iniq&uuml;idades do Estado. E em conseq&uuml;&ecirc;ncia, &eacute; poss&iacute;vel aferir-se os dissabores que s&atilde;o enfrentados pelos magistrados, nos mais distintos graus, quando defrontados com a recusa dos agentes p&uacute;blicos em dar cumprimento &agrave;s determina&ccedil;&otilde;es judiciais. Se cerca de 83% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira n&atilde;o cr&ecirc; na Justi&ccedil;a, consoante pesquisa divulgada em 1993 por grande revista de circula&ccedil;&atilde;o nacional, exatamente por conta da morosidade desta e pela inefic&aacute;cia das suas decis&otilde;es, mais agravado ainda fica o quadro, quando a presta&ccedil;&atilde;o da tutela jurisdicional &eacute; providenciada em lapso temporal relativamente curto, mas deixa de ter efetividade por recusa da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em a ela dar cumprimento. Qual a posi&ccedil;&atilde;o que deve ser adotada pelo Judici&aacute;rio quando encarar tal situa&ccedil;&atilde;o? &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em busca de uma resposta para a indaga&ccedil;&atilde;o acima formulada &eacute; que se procura dar forma de ensaio &agrave;s presentes id&eacute;ias. Se delas n&atilde;o exsurge uma solu&ccedil;&atilde;o, decerto aflora pelo menos uma contribui&ccedil;&atilde;o, &uacute;til tanto aos Ju&iacute;zes como aos particulares, e at&eacute; mesmo &agrave; administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, que dispor&aacute; de elementos para pautar a sua conduta vindoura, evitando transtornos &agrave;queles que verdadeiramente estipendiam o seu funcionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ivanlira-400x291.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\" target=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"size-full wp-image-17761 alignnone\" height=\"290\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ivanlira-400x291.jpg\" style=\"width: 250px; height: 237px;\" title=\"ivanlira-400x291\" width=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ivanlira-400x291.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ivanlira-400x291-300x217.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>II&nbsp; &ndash; O DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL<\/strong> &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O questionamento prim&aacute;rio&nbsp; sobre o qual deve ser debru&ccedil;ada a presente an&aacute;lise, diz respeito &agrave; natureza do comportamento configurador do descumprimento de ordem emanada judicialmente, por parte de funcion&aacute;rio p&uacute;blico ou de quem a este for equiparado para os excogitados fins. Ser&aacute; uma mera desaten&ccedil;&atilde;o processual, pun&iacute;vel de acordo com as regras da codifica&ccedil;&atilde;o de ritos? Ou configurar&aacute; um il&iacute;cito administrativo, sujeito &agrave;s san&ccedil;&otilde;es destinadas &agrave; repreens&atilde;o de tais ocorr&ecirc;ncias? Ou ser&aacute;, deveras, uma infra&ccedil;&atilde;o penal? &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Decerto encontraremos encaixe para a des&iacute;dia do funcion&aacute;rio p&uacute;blico em todas as searas acima listadas. Procurarei, nos limites dos meus conhecimentos e da minha parca experi&ecirc;ncia de magistrado, analisar a quest&atilde;o sob a &oacute;tica penal, procurando enxergar onde melhor estar&aacute; agasalhada a a&ccedil;&atilde;o (ou a ina&ccedil;&atilde;o) do servidor. &nbsp; <strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>III&nbsp; &ndash; O PRINC&Iacute;PIO DA LEGALIDADE E A TIPICIDADE<\/strong> <\/span><\/span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando um magistrado expede uma ordem, a partir do que decidiu em um processo judicial, almeja que esta seja imediatamente cumprida, pois s&oacute; assim ocorrer&aacute; a efetividade da tutela conferida. Ao instante em que o destinat&aacute;rio do mandado op&otilde;e recusa para atender ao que lhe foi ordenado, a primeira id&eacute;ia que se tem &eacute; a de que aquele agente p&uacute;blico malferiu uma parcela da soberania do Estado, e por isso merece ser punido. Como a aparente insol&ecirc;ncia exala gravidade, &eacute; buscada uma reprimenda igualmente forte, geralmente com a retribui&ccedil;&atilde;o de uma penalidade, qui&ccedil;&aacute; deambulat&oacute;ria. Esbarra esse <strong>animus<\/strong> <strong>puniendi<\/strong> na perquiri&ccedil;&atilde;o da <strong>tipicidade<\/strong> da conduta do funcion&aacute;rio, m&aacute;xime em aten&ccedil;&atilde;o ao <strong>princ&iacute;pio da legalidade<\/strong>, presente na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal (art. 5&ordm;, XXXIX) e no C&oacute;digo Penal, art. 1&ordm;, conforme ser&aacute; visto adiante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ivanlira-400x292.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\" target=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"size-full wp-image-17760 alignnone\" height=\"290\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ivanlira-400x292.jpg\" style=\"width: 250px; height: 237px;\" title=\"ivanlira-400x292\" width=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ivanlira-400x292.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ivanlira-400x292-300x217.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>IV&nbsp; &ndash; SOBRE A DESOBEDI&Ecirc;NCIA<\/strong> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira figura delitiva &agrave; qual se procura subsumir o agir do funcion&aacute;rio p&uacute;blico que recusa cumprimento a ordem judicial &eacute; a da <strong>desobedi&ecirc;ncia<\/strong>, antevista no art. 330 do C. Penal. N&atilde;o s&atilde;o poucas as manifesta&ccedil;&otilde;es pretorianas assim estampadas: &quot;<strong>DESOBEDI&Ecirc;NCIA &ndash; ORDEM JUDICIAL &ndash; HC DENEGADO<\/strong> -A desobedi&ecirc;ncia a uma ordem judicial, provinda de autoridade competente, configura crime, n&atilde;o permitindo, por isso mesmo, valer-se o infrator do `habeas corpus&#39; para eximir-se ao seu cumprimento, por prefalada exist&ecirc;ncia de coa&ccedil;&atilde;o ilegal ou abuso de poder.&quot;(STJ &ndash; Ac. un&acirc;n. da 5&ordf; T., publi. em 29.06.92 &ndash; HC 1.162-0-GO &ndash; Rel. Min. FLAQUER SCARTEZINNI, <strong>in<\/strong> JURISPRUD&Ecirc;NCIA ADV\/COAD, 1992, p&aacute;g. 744, verbete 60317). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Igualmente do STJ &eacute; o aresto que tem a seguinte ementa: &quot;<strong>DESOBEDI&Ecirc;NCIA &ndash; RECUSA AO CUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL<\/strong> -Aos Ju&iacute;zes e Tribunais &eacute; conferido o direito-dever de assegurar o cumprimento de suas decis&otilde;es. N&atilde;o fora assim, quedaria inerte a Justi&ccedil;a diante da vontade dos que se opusessem &agrave;s suas decis&otilde;es, que resultariam in&oacute;cuas em preju&iacute;zo da sociedade. E j&aacute; n&atilde;o adiantaria ao indiv&iacute;duo recorrer ao Judici&aacute;rio para garantia de seus direitos. Por isso mesmo, entende-se n&atilde;o configurar viola&ccedil;&atilde;o do `jus libertatis&#39; a exig&ecirc;ncia de cumprimento de decis&atilde;o judicial validamente exarada nos autos de processo. E a recusa em acatar a decis&atilde;o judicial caracteriza, em tese, o crime de desobedi&ecirc;ncia.&quot; (STJ &ndash; Ac. un&acirc;n. da 5&ordf; T., publ. em 21.10.91, RHC 1.373-SP &ndash; Rel. Min. COSTA LIMA, <strong>in <\/strong>JURISPRUD&Ecirc;NCIA ADV\/COAD, 1992, p&aacute;g. 232, verbete 58038). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que de forma incidental, posto que decidindo mat&eacute;ria eminentemente processual penal, entendeu o TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL da 5&ordf; Regi&atilde;o, por sua 2&ordf; Turma, &agrave; unanimidade, que, se configurada a desobedi&ecirc;ncia ao cumprimento de ordem judicial, em crime permanente, deve ser formalizada a pris&atilde;o em flagrante enquanto durar a estabilidade delituosa (CPP, art. 203). Entretanto, se &agrave; pris&atilde;o foi oferecido car&aacute;ter intimidativo, com a fixa&ccedil;&atilde;o de prazo para cumprimento da ordem, &quot;sob pena de pris&atilde;o&quot;, fica descaracterizada a pris&atilde;o em flagrante<a href=\"#_ftn1\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[1]<\/a>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a v&ecirc;nia merecida, os julgados acima citados, ao que parece, n&atilde;o tomaram em conta que a <strong>desobedi&ecirc;ncia <\/strong>est&aacute; encartada no C&oacute;digo Penal como um delito daqueles &quot;praticados por particular contra a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica&quot;, j&aacute; que integrante da Parte Especial, T&iacute;tulo XI, Cap&iacute;tulo II. E sendo crime que s&oacute; pode ser praticado pelo particular, n&atilde;o se pode afirmar seja ele perpetrado por funcion&aacute;rio p&uacute;blico, &nbsp;a menos que o agente estatal esteja despido dessa condi&ccedil;&atilde;o, agindo pois como um homem comum<a href=\"#_ftn2\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[2]<\/a>, como por exemplo quando n&atilde;o det&eacute;m poderes ou compet&ecirc;ncia administrativa para praticar ou deixar de praticar o ato reportado na decis&atilde;o judicial. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante frisar que mesmo aqueles que entendem ser poss&iacute;vel o cometimento da desobedi&ecirc;ncia por funcion&aacute;rio p&uacute;blico, destacam que <strong>a pris&atilde;o<\/strong>, por desaten&ccedil;&atilde;o a ordem judicial, n&atilde;o est&aacute; prevista na legisla&ccedil;&atilde;o nacional <strong>com for&ccedil;a executiva<\/strong>, como ocorre aos inadimplentes de pens&atilde;o aliment&iacute;cia e aos deposit&aacute;rios infi&eacute;is. Segundo tal corrente, se o funcion&aacute;rio p&uacute;blico n&atilde;o d&aacute; cumprimento a ordem judicial, contra ele dever&aacute; ser lavrado o flagrante por crime de desobedi&ecirc;ncia ou prevarica&ccedil;&atilde;o ou, por igual raz&atilde;o, serem remetidas as pe&ccedil;as informativas ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, para que este titularize a respectiva a&ccedil;&atilde;o penal<a href=\"#_ftn3\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[3]<\/a>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesma linha, e destacando a imprestabilidade do encarceramento ordenado por juiz do c&iacute;vel, decidiu o SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI&Ccedil;A que a pris&atilde;o determinada &quot;por Juiz Federal no exerc&iacute;cio da jurisdi&ccedil;&atilde;o c&iacute;vel em precat&oacute;ria extra&iacute;da de autos de a&ccedil;&atilde;o de medida cautelar inominada para convers&atilde;o de cruzados novos em cruzeiros&quot; n&atilde;o prospera, j&aacute; que falece &quot;compet&ecirc;ncia ao ju&iacute;zo c&iacute;vel para ordenar pris&atilde;o por desobedi&ecirc;ncia, na aus&ecirc;ncia de previs&atilde;o legal. Hip&oacute;tese que n&atilde;o se identifica com pris&atilde;o por d&iacute;vida aliment&iacute;cia ou deposit&aacute;rio infiel. Por outro lado, eventual pris&atilde;o em flagrante, por crime de desobedi&ecirc;ncia, admite a presta&ccedil;&atilde;o de fian&ccedil;a, constituindo ilegalidade a negativa desta, em face do que disp&otilde;em a CF &ndash; art. 5&ordm;, LXVI &ndash; e o CPP &ndash; arts. 322 e segs&quot;<a href=\"#_ftn4\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[4]<\/a>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m concluindo n&atilde;o ser cometido ao pr&oacute;prio juiz que emite a ordem desatendida, prender o poss&iacute;vel desobediente, entendeu o TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL da 5&ordf; Regi&atilde;o que o magistrado &quot;prolator da decis&atilde;o, cujo descumprimento constituiria a conduta criminosa, n&atilde;o &eacute; a autoridade competente para presidir um auto de pris&atilde;o em flagrante, e muito menos para determinar essa pris&atilde;o.(&hellip;) A consuma&ccedil;&atilde;o da pris&atilde;o, antes que haja uma decis&atilde;o, no caso concreto, sobre a legalidade da ordem descumprida, &eacute; uma viol&ecirc;ncia que n&atilde;o se pode admitir.&quot;<a href=\"#_ftn5\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[5]<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interessante julgado do TRF da 4&ordf; Regi&atilde;o sinalizou a exist&ecirc;ncia de uma esp&eacute;cie de &quot;choque competencial&quot; entre ju&iacute;zes que conheceram, cada qual na sua seara, da mat&eacute;ria atinente &agrave; pretensa desobedi&ecirc;ncia em estudo, pois se &quot;o juiz criminal competente rejeita a den&uacute;ncia pelo crime de desobedi&ecirc;ncia, &eacute; desarrazoado que o juiz do c&iacute;vel, aquele que emitiu a ordem descumprida, determine a pris&atilde;o do insubmisso, porque inconcili&aacute;veis as id&eacute;ias de que o juiz natural declare a inexist&ecirc;ncia do crime e de que outro reconhe&ccedil;a sua pr&aacute;tica em flagrante. Preval&ecirc;ncia do ato judicial exarado no &acirc;mbito da compet&ecirc;ncia pr&oacute;pria. `Habeas Corpus&#39; deferido.&quot;<a href=\"#_ftn6\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[6]<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Penso, conforme j&aacute; adiantei linhas acima, que o funcion&aacute;rio p&uacute;blico (sendo a express&atilde;o compreendida na lata dimens&atilde;o do art. 327 do C. Penal) n&atilde;o comete o delito de <strong>desobedi&ecirc;ncia<\/strong>, j&aacute; que este &eacute; reservado para ter como sujeito ativo o particular. Trago, em abono ao meu entendimento, o apoio de respeit&aacute;vel corrente do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI&Ccedil;A, capitaneada pelo Ministro VICENTE CERNICHIARO, emblematizada no julgamento do <strong>habeas corpus<\/strong> n&ordm; 1.351-6-DF, por ele relatado e assim ementado: &quot;<strong>HC &ndash; CONSTITUCIONAL &ndash; PENAL &ndash; DESOBEDI&Ecirc;NCIA &ndash; SUJEITO ATIVO &ndash; CONDUTA &ndash; OMISS&Atilde;O <\/strong>&nbsp;&nbsp;-O conceito de funcion&aacute;rio p&uacute;blico -para os efeitos penais- &eacute; definido no art. 327, do C&oacute;digo Penal. O INSS &eacute; autarquia federal. O delito -desobedi&ecirc;ncia- tem o particular como sujeito ativo. O funcion&aacute;rio somente pratica esse delito caso a ordem desrespeitada n&atilde;o seja referente &agrave;s suas fun&ccedil;&otilde;es. A omiss&atilde;o, ademais, s&oacute; se caracteriza quando a pessoa n&atilde;o cumpre obriga&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica.&quot;<a href=\"#_ftn7\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[7]<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O TRF da 5&ordf; Regi&atilde;o, por sua Segunda Turma, reiteradamente entendeu que em sede de procedimento c&iacute;vel, partindo <strong>de dirigente da pr&oacute;pria parte <\/strong>a recalcitr&acirc;ncia no atender &agrave; ordem judicial, contra aquela deveriam ser adotadas as pr&oacute;prias medidas punitivas antevistas no C&oacute;digo de Processo Civil, posto que cominando-se &quot;a uma das partes do processo, pelo n&atilde;o cumprimento de uma ordem judicial, uma pena processual &ndash; n&atilde;o falar nos autos (art. 601 do CPC)&nbsp;&nbsp; e, n&atilde;o havendo cumula&ccedil;&atilde;o entre esta san&ccedil;&atilde;o processual e a san&ccedil;&atilde;o penal, n&atilde;o h&aacute; como falar-se na hip&oacute;tese na perfei&ccedil;&atilde;o do crime de desobedi&ecirc;ncia. (&hellip;) Identificada no ato judicial atacado, coa&ccedil;&atilde;o ilegal &ndash; cumprimento do mandado citat&oacute;rio sob pena de pris&atilde;o &ndash; concede-se a ordem para confirmar-se a liminar j&aacute; deferida e por for&ccedil;a da qual se expediu o competente salvo conduto.&quot;<a href=\"#_ftn8\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[8]<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outro <strong>decisum<\/strong>, sobre o mesmo tema, igual foi o entendimento do pr&eacute;-falado Regional: &quot;N&atilde;o constando, diversamente do que ocorre no texto do artigo 362 do CPC, ressalva de cumula&ccedil;&atilde;o com a san&ccedil;&atilde;o penal, n&atilde;o se cobra da parte no processo civil, responsabilidade por crime de desobedi&ecirc;ncia, quando a mesma, mesmo imotivada ou ilegalmente se recusar a efetuar a exibi&ccedil;&atilde;o que lhe foi determinada&nbsp; judicialmente aplicando-se-lhe, na hip&oacute;tese, t&atilde;o s&oacute; &ndash; se o caso &ndash; a pena processual civil de que cuida o art. 359 do CPC (terem-se como verdadeiros os fatos que por meio de documento ou da coisa, a parte pretendia provar). Constitui-se, pois, em coa&ccedil;&atilde;o ilegal, a ordem judicial que determine a parte exibir em ju&iacute;zo, documento ou coisa, sob pena de pris&atilde;o, pelo crime tipificado no art. 330 do C&oacute;digo Penal &ndash; desobedi&ecirc;ncia.&quot;<a href=\"#_ftn9\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[9]<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrandando os rigores da lei penal, assentou o TRF da 5&ordf; Regi&atilde;o, em <strong>habeas corpus<\/strong>, que se o paciente &quot;cumpriu a determina&ccedil;&atilde;o judicial, em prazo razo&aacute;vel, n&atilde;o h&aacute; porque se determinar a abertura de inqu&eacute;rito policial para apura&ccedil;&atilde;o de crime de desobedi&ecirc;ncia&quot;, uma vez que &quot;a falta de comprova&ccedil;&atilde;o material da ocorr&ecirc;ncia presum&iacute;vel do delito e ind&iacute;cios da sua autoria, constitui coa&ccedil;&atilde;o ilegal san&aacute;vel via habeas corpus&quot;.<a href=\"#_ftn10\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[10]<\/a> &nbsp; <strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>V&nbsp; &ndash; DELITO DE RESIST&Ecirc;NCIA?<\/strong> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; foi cogitado que o agente p&uacute;blico, ao deixar de dar cumprimento a ordem judicial, estaria cometendo o il&iacute;cito previsto no art. 329 do C&oacute;digo Penal. Acenam os defensores de tal subsun&ccedil;&atilde;o com duas justificativas: o sujeito ativo &eacute; funcion&aacute;rio p&uacute;blico e externa oposi&ccedil;&atilde;o ao cumprimento de ordem legalmente emanada. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na minha singela opini&atilde;o, n&atilde;o medra tal entendimento, por entender imposs&iacute;vel &ndash; conforme j&aacute; alertei acima &ndash; que um delito previsto para ser praticado &quot;por particular contra a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em geral&quot; (CP, arts. 328 a 337), tenha como sujeito ativo um funcion&aacute;rio p&uacute;blico. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o &eacute; demais lembrar, por uma quest&atilde;o de razoabilidade, que dificilmente um funcion&aacute;rio p&uacute;blico ocupante de cargo ou fun&ccedil;&atilde;o que lhe permita cumprir ou ordenar o cumprimento de uma ordem judicial, atuar&aacute; com viol&ecirc;ncia ou amea&ccedil;a dirigidas ao oficial de justi&ccedil;a que portar&aacute; a ordem emanada do magistrado. E se tais circunst&acirc;ncias n&atilde;o timbram o agir do pretenso delinq&uuml;ente, desaparece a tipicidade da resist&ecirc;ncia, conforme entendeu o TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL da 5&ordf; Regi&atilde;o<a href=\"#_ftn11\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/prevarica\u00e7\u00e3o-400x281.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\" target=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"281\" alt=\"\" class=\"size-full wp-image-17757 alignnone\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/prevarica\u00e7\u00e3o-400x281.jpg\" style=\"width: 250px; height: 237px;\" title=\"prevarica\u00e7\u00e3o-400x281\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/prevarica\u00e7\u00e3o-400x281.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/prevarica\u00e7\u00e3o-400x281-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\"><strong>VI&nbsp; &ndash; A PREVARICA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong> &nbsp;&nbsp;<\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">&nbsp;<\/span>&nbsp;<\/span>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao estudar o delito de <strong>desobedi&ecirc;ncia<\/strong>, mormente pela sua angulariza&ccedil;&atilde;o ativa, reclama JULIO FABBRINI MIRABETE<a href=\"#_ftn12\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[12]<\/a>, com absoluta raz&atilde;o, seja este praticado <strong>por particular<\/strong>, sob pena de atipicidade da ocorr&ecirc;ncia. E diz: &quot;N&atilde;o se configura o citado il&iacute;cito se tanto o autor da ordem como o agente se achavam no exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o quando da sua ocorr&ecirc;ncia (RT 395\/315, 487\/289; RF 276\/249; JTACrSP 12\/96). Neste caso, o fato poder&aacute; caracterizar, eventualmente, o crime de prevarica&ccedil;&atilde;o (art. 319).&quot; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois &eacute; olhando a sugest&atilde;o de MIRABETE que ser&aacute; desenvolvido o presente t&oacute;pico do estudo. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; a <strong>prevarica&ccedil;&atilde;o<\/strong> um delito atribu&iacute;do ao agente p&uacute;blico, quando este retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de of&iacute;cio, ou mesmo vem a pratic&aacute;-lo contra expressa disposi&ccedil;&atilde;o legal, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal (CP, art. 319). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resta a pergunta: quando um funcion&aacute;rio p&uacute;blico (CP, art. 327 e &sect; 1&ordm;) descumpre uma determina&ccedil;&atilde;o judicial, pratica prevarica&ccedil;&atilde;o? &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que primeiro deve ser sindicado &eacute; se o pretenso sujeito ativo (o funcion&aacute;rio) tinha atribui&ccedil;&otilde;es e poderes para dar seguimento &agrave; ordem judicial. Ou seja, deve ser aferido se o ato praticado, omitido ou retardado est&aacute; na esfera funcional do servidor. Em sendo positiva a resposta, deve prosseguir a an&aacute;lise da configura&ccedil;&atilde;o dos demais componentes do <strong>standard<\/strong> delituoso em baila. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De relev&acirc;ncia &eacute; tamb&eacute;m, para o delineamento da prevarica&ccedil;&atilde;o, que o comportamento (comissivo ou omissivo) do funcion&aacute;rio p&uacute;blico <strong>seja indevido<\/strong>. Assim, dever&aacute; o servidor p&uacute;blico ter agido de forma ilegal, injusta ou injustificada, conforme leciona MIRABETE<a href=\"#_ftn13\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[13]<\/a>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para mim, o aspecto mais importante a ser enxergado na tipifica&ccedil;&atilde;o da prevarica&ccedil;&atilde;o voltada contra ordem judicial, diz respeito ao <strong>elemento subjetivo<\/strong> do delito, que, no dizer das escolas vetustas, &eacute; o <strong>dolo espec&iacute;fico<\/strong>, marcado pelo intuito de satisfazer interesse ou sentimento pessoal. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; verdade que ao instante em que o funcion&aacute;rio federal deixa de atender a uma determina&ccedil;&atilde;o judicial, est&aacute; ele, de plano, afrontando a Lei 8.112<a href=\"#_ftn14\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[14]<\/a>, que em seu art. 116, inciso IV, lista entre os deveres do servidor &quot;cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais&quot;, proibindo-o tamb&eacute;m de &quot;opor resist&ecirc;ncia injustificada ao andamento de documento e processo ou execu&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o&quot; (art. 117, IV). N&atilde;o menos verdadeiro &eacute;, tamb&eacute;m, que, para violar a regra do art. 319 do CP, &eacute; imperioso que a desaten&ccedil;&atilde;o tenha ocorrido visando &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o de interesse ou sentimento particular. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Busco em MIRABETE a explica&ccedil;&atilde;o para ditos elementos subjetivos: &quot;<strong>Interesse pessoal<\/strong> &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o de reciprocidade entre um indiv&iacute;duo e o objeto que corresponde a determinada necessidade daquele; &eacute; um estado an&iacute;mico em rela&ccedil;&atilde;o a qualquer fato ou objeto, seja patrimonial, material ou moral. (&hellip;) <strong>Sentimento<\/strong> &eacute; um estado afetivo ou emocional, decorrente, pois, de uma paix&atilde;o ou emo&ccedil;&atilde;o (amor, &oacute;dio, piedade, avareza, cupidez, despeito, desejo de vingan&ccedil;a, subservi&ecirc;ncia, animosidade, simpatia, benevol&ecirc;ncia, caridade, etc.)&quot;.<a href=\"#_ftn15\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[15]<\/a> E exemplifica o renomado penalista, como esp&eacute;cie de prevarica&ccedil;&atilde;o por sentimento, a praticada por &quot;delegado de pol&iacute;cia que deixa de cumprir ordem judicial com rela&ccedil;&atilde;o a recolhimento em cela especial, permitindo que investigador a ele submetido tivesse livre tr&acirc;nsito pelas depend&ecirc;ncias da delegacia, facilitando-lhe com isso a fuga (RT 445\/348)&quot;. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na an&aacute;lise da caracteriza&ccedil;&atilde;o da prevarica&ccedil;&atilde;o que se estuda, deve o juiz apurar cada vez mais o seu equil&iacute;brio, no intuito de aferir se realmente o funcion&aacute;rio agiu objetivando a satisfa&ccedil;&atilde;o de interesse ou sentimento pessoal. Dos dois requisitos subjetivos, o primeiro oferece melhores condi&ccedil;&otilde;es de constata&ccedil;&atilde;o, como ocorre, por exemplo, no caso de dirigente de reparti&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica que retarda o cumprimento de ordem judicial que suspende a integra&ccedil;&atilde;o de vantagem financeira aos vencimentos dos funcion&aacute;rios sob o seu comando &ndash; qui&ccedil;&aacute; dos seus pr&oacute;prios ganhos. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; com refer&ecirc;ncia ao <strong>sentimento pessoal<\/strong>, parece acontecer, na maioria dos casos, uma subservi&ecirc;ncia intoler&aacute;vel dos funcion&aacute;rios para com os seus superiores, em muito transcendendo o respeito &agrave; hierarquia recomendado pelo pr&eacute;-citado art. 116, IV, da Lei 8.112\/90. Noutros casos, s&atilde;o constatadas manifesta&ccedil;&otilde;es expl&iacute;citas de prepot&ecirc;ncia, do tipo &quot;quem manda aqui sou eu!&quot;, exigindo uma reprimenda eficaz ao restabelecimento da primazia do interesse p&uacute;blico no trato da mat&eacute;ria administrativa. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o &eacute; demais relembrar que a a&ccedil;&atilde;o (ou a ina&ccedil;&atilde;o) do poss&iacute;vel prevaricador deve ser evidentemente gizada de interesse ou sentimento pessoal, sendo &quot;in&eacute;pta (<strong>sic<\/strong>) a den&uacute;ncia que n&atilde;o especifica o sentimento pessoal do autor&quot; conforme entendimento do TRF da 4&ordf; Regi&atilde;o<a href=\"#_ftn16\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[16]<\/a> e do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL<a href=\"#_ftn17\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[17]<\/a>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O t&atilde;o festejado MIRABETE ressalta a abrang&ecirc;ncia do art. 319 do CP, ao explicar que este &quot;inclui o ato administrativo, o legislativo e o judicial&quot;<a href=\"#_ftn18\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[18]<\/a>, tendo nessa linha entendido o TRIBUNAL DE JUSTI&Ccedil;A DE SANTA CATARINA que a recusa &quot;ao cumprimento de ordem judicial constitui fato do qual emerge a dedu&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria de que o agente assim procede para satisfazer interesse ou sentimento pessoal, pois n&atilde;o h&aacute;, em princ&iacute;pio, outra explica&ccedil;&atilde;o para esse comportamento. N&atilde;o pode estar isento de dolo aquele que n&atilde;o cumprir a ordem do magistrado.&quot;<a href=\"#_ftn19\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[19]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/abuso_de_autoridade-400x281.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\" target=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"size-full wp-image-17758 alignnone\" height=\"281\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/abuso_de_autoridade-400x281.jpg\" style=\"width: 250px; height: 237px;\" title=\"abuso_de_autoridade-400x281\" width=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/abuso_de_autoridade-400x281.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/abuso_de_autoridade-400x281-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>VII&nbsp; &ndash; ABUSO DE AUTORIDADE<\/strong> &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span>&nbsp;<\/span>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H&aacute; quem pense, com certa l&oacute;gica, que ao instante em que deixa de atender ao que ordenado por um juiz, o funcion&aacute;rio p&uacute;blico labora com <strong>abuso de autoridade<\/strong> ou <strong>abuso de poder<\/strong><a href=\"#_ftn20\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[20]<\/a>, posto que pratica ato lesivo da honra ou do patrim&ocirc;nio da pessoa f&iacute;sica ou jur&iacute;dica benefici&aacute;ria da decis&atilde;o judicial, a teor do disposto no&nbsp; art. 4&ordm;, &quot;h&quot;, da Lei 4.898\/65. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por si s&oacute;, n&atilde;o vejo como possa subsumir a recalcitr&acirc;ncia do servidor ao tipo legal acima invocado. Acho-o muito gen&eacute;rico para os fins de encaixar o comportamento do insurreto. Em aten&ccedil;&atilde;o ao <strong>princ&iacute;pio da legalidade<\/strong> e aos ensinamentos acerca da <strong>tipicidade penal<\/strong>, n&atilde;o entendo &ndash; pura e simplesmente &ndash; como abusador da autoridade ou do poder, aquele que recusa dar cumprimento a uma ordem judicial. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ademais, n&atilde;o se pode olvidar que a <strong>mens legis<\/strong> da Lei 4.898\/65 foi a de armar <strong>o cidad&atilde;o<\/strong> contra os desmandos dos ocupantes do poder, reproduzindo, inclusive, nos seus artigos 3&ordm; e 4&ordm;, direitos j&aacute; asseverados <strong>ao homem<\/strong> nas diversas declara&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, tais como a Declara&ccedil;&atilde;o de Direitos do Estado de Virg&iacute;nia (1776), a Declara&ccedil;&atilde;o de Direitos do Homem e do Cidad&atilde;o (Fran&ccedil;a, 1789) e a Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos do Homem (ONU, 1948). Na opini&atilde;o de GILBERTO PASSOS DE FREITAS e VLADIMIR PASSOS DE FREITAS, &quot;todos os princ&iacute;pios estabelecidos em tais Declara&ccedil;&otilde;es e que hoje fazem parte de quase todas as Constitui&ccedil;&otilde;es existentes nos mais diversos pa&iacute;ses, s&atilde;o reproduzidos na Lei de Abuso de Autoridade. Isso significa que os tipos estabelecidos nesta lei especial s&atilde;o, pura e simplesmente, a repeti&ccedil;&atilde;o das declara&ccedil;&otilde;es de direitos do homem. &Eacute; bem por isso que ela protege a liberdade de locomo&ccedil;&atilde;o, o sigilo de correspond&ecirc;ncia, a inviolabilidade de domic&iacute;lio, a incolumidade f&iacute;sica e outros tantos valores consagrados internacionalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(&hellip;) Verifica-se, pois, que a Lei 4.898, de 1965, tem a finalidade de prevenir os abusos de autoridade, dando a quem quer que seja o meio necess&aacute;rio para fazer valer os direitos e garantias previstos na Constitui&ccedil;&atilde;o, sendo um instrumento da mais alta import&acirc;ncia na defesa dos direitos do homem.&quot;<a href=\"#_ftn21\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[21]<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o se desconhece que muitos doutrinadores, nacionais<a href=\"#_ftn22\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[22]<\/a> e estrangeiros,<a href=\"#_ftn23\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[23]<\/a> atribuem a sujei&ccedil;&atilde;o passiva do <strong>abuso oficial<\/strong>, bipartidamente, ao pr&oacute;prio Estado e ao particular que sofre os reflexos do ato. Entretanto, insisto na id&eacute;ia de que a tutela imediata objetivada pela Lei 4.898 &eacute; a dos interesses e direitos do particular, protegendo&nbsp; mediatamente os direitos e interesses da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica. Da&iacute; n&atilde;o reconhecer &ndash; pelo menos em tese &ndash; a pretendida utilidade da figura criminosa do abuso de poder ou de autoridade, para atrav&eacute;s dela combater a resist&ecirc;ncia de funcion&aacute;rio p&uacute;blico ao cumprimento de ordem judicial. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem qualquer embargo da posi&ccedil;&atilde;o acima esgrimida, entendo que comete o il&iacute;cito de abuso de autoridade, o agente p&uacute;blico que pratica, <strong>sponte sua<\/strong>, quaisquer das a&ccedil;&otilde;es elencadas na Lei 4.898, art. 4&ordm;. Evidentemente, tais a&ccedil;&otilde;es podem ser cometidas pelo agente p&uacute;blico, sem que para tanto tenha sido provocado ou recebido ordens de autoridade judici&aacute;ria competente. Portanto, o delito ter&aacute; como sujeito passivo <strong>o cidad&atilde;o<\/strong>, e n&atilde;o a autoridade judici&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"371\" height=\"352\" alt=\"ThomasBastos+TarsoGenro+LuizPauloBarreto+Jos\u00e9EduardoCardozo\" class=\"alignnone size-full wp-image-32735\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ThomasBastos-TarsoGenro-LuizPauloBarreto-Jos\u00e9EduardoCardozo.jpg\" style=\"width: 250px; height: 237px;\" \/><br \/>\n\t\tEx-Ministros da Justi&ccedil;a M&aacute;rcio Thomas Bastos, Tarso Fernando Herz Genro, Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto e Jos&eacute; Eduardo Martins Cardozo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"385\" height=\"135\" alt=\"Marcelo_Laven\u00e8re+Paulo_Abr\u00e3o\" class=\"alignnone size-medium wp-image-32736\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Marcelo_Laven\u00e8re-Paulo_Abr\u00e3o-385x135.jpg\" style=\"width: 250px; height: 135px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Marcelo_Laven\u00e8re-Paulo_Abr\u00e3o-385x135.jpg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Marcelo_Laven\u00e8re-Paulo_Abr\u00e3o-450x158.jpg 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Marcelo_Laven\u00e8re-Paulo_Abr\u00e3o.jpg 944w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><br \/>\n\t\tEx-Presidentes da CA\/MJ Marcelo Laven&egrave;re Machado e Paulo Abr&atilde;o Pires Junior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>VIII&nbsp; &ndash; ALGUMAS CONCLUS&Otilde;ES E SUGEST&Otilde;ES<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1&ordf;)&nbsp;&nbsp; O presente estudo tem como objetivo principal ofertar uma contribui&ccedil;&atilde;o, &uacute;til tanto aos Ju&iacute;zes como aos particulares, e at&eacute; mesmo &agrave; administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, que dispor&aacute; de elementos para pautar a sua conduta vindoura, evitando transtornos &agrave;queles que verdadeiramente estipendiam o seu funcionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2&ordf;)&nbsp;&nbsp; A des&iacute;dia do funcion&aacute;rio p&uacute;blico, em dar cumprimento &agrave;s determina&ccedil;&otilde;es judiciais, foi aqui analisada apenas sob a &oacute;tica do Direito Penal, sendo certo que tal comportamento poder&aacute; sofrer estudo mais apurado em outros campos da ci&ecirc;ncia jur&iacute;dica, principalmente no Direito Processual, no Direito Civil e no Direito Administrativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3&ordf;)&nbsp;&nbsp; Para a configura&ccedil;&atilde;o criminal do comportamento do servidor p&uacute;blico omisso em cumprir ordem judicial, deve ser tomado em conta, basilarmente, o <strong>princ&iacute;pio da legalidade<\/strong>, insculpido na CF, art. 5&ordm;, XXXIX e no CP, art. 1&ordm;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4&ordf;)&nbsp;&nbsp; Existe uma inescond&iacute;vel prefer&ecirc;ncia em caracterizar o comportamento do funcion&aacute;rio que deixa de cumprir ordem judicial como <strong>desobedi&ecirc;ncia<\/strong>. Entretanto, n&atilde;o se pode descurar que a desobedi&ecirc;ncia est&aacute; encartada no C&oacute;digo Penal como um delito daqueles &quot;praticados por particular contra a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica&quot;, j&aacute; que integrante da Parte Especial, T&iacute;tulo XI, Cap&iacute;tulo II. E sendo crime que s&oacute; pode ser praticado pelo particular, n&atilde;o se pode afirmar seja ele perpetrado por funcion&aacute;rio p&uacute;blico, &nbsp;a menos que o agente estatal esteja despido dessa condi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5&ordf;)&nbsp;&nbsp; Afirma, preocupado, F&Aacute;BIO BITTENCOURT DA ROSA: &quot;Se a desobedi&ecirc;ncia a ordem judicial n&atilde;o tipifica o crime do artigo 330 do C&oacute;digo Penal, quando praticado por servidor p&uacute;blico, outra solu&ccedil;&atilde;o tem que ser estabelecida em n&iacute;vel legislativo.&quot;<a href=\"#_ftn24\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[24]<\/a> E tem raz&atilde;o o juiz ga&uacute;cho em clamar por um rem&eacute;dio que sirva a coartar procedimentos como o acima referido, j&aacute; que a pris&atilde;o por desaten&ccedil;&atilde;o a ordem judicial n&atilde;o est&aacute; prevista na legisla&ccedil;&atilde;o nacional <strong>com for&ccedil;a executiva<\/strong>, como ocorre aos inadimplentes de pens&atilde;o aliment&iacute;cia e aos deposit&aacute;rios infi&eacute;is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6&ordf;)&nbsp;&nbsp; O agente p&uacute;blico, ao deixar de cumprir uma determina&ccedil;&atilde;o judicial, n&atilde;o comete o delito de <strong>resist&ecirc;ncia<\/strong> (CP, art. 329), j&aacute; que &ndash; consoante j&aacute; afirmado supra &ndash; &eacute; imposs&iacute;vel que um delito previsto para ser praticado &quot;por particular contra a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em geral&quot; (CP, arts. 328 a 337), tenha como sujeito ativo um funcion&aacute;rio p&uacute;blico. Ademais, n&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel que um funcion&aacute;rio p&uacute;blico ocupante de cargo ou fun&ccedil;&atilde;o que lhe permita cumprir ou ordenar o cumprimento de uma ordem judicial, atue com viol&ecirc;ncia ou amea&ccedil;a contra o oficial de justi&ccedil;a que portar&aacute; a ordem emanada do magistrado. E sem <strong>viol&ecirc;ncia<\/strong> ou <strong>amea&ccedil;a<\/strong>, n&atilde;o h&aacute; que falar-se em resist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7&ordf;)&nbsp;&nbsp; A <strong>prevarica&ccedil;&atilde;o<\/strong> &eacute; delito atribu&iacute;do ao agente p&uacute;blico, quando este retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de of&iacute;cio, ou mesmo vem a pratic&aacute;-lo contra expressa disposi&ccedil;&atilde;o legal, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal (CP, art. 319). No perquirir da configura&ccedil;&atilde;o de tal delito, deve o juiz analisar, com profundidade, se realmente o funcion&aacute;rio agiu objetivando a satisfa&ccedil;&atilde;o de interesse ou sentimento pessoal. Se ausentes quaisquer destas motiva&ccedil;&otilde;es, ausente est&aacute; tamb&eacute;m a prevarica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8&ordf;)&nbsp;&nbsp; N&atilde;o pratica <strong>abuso de autoridade<\/strong> (ou <strong>abuso de poder<\/strong>), o servidor p&uacute;blico que recusa cumprimento a uma ordem judicial. Pode, entretanto, cometer o delito previsto na Lei 4.898\/65, se pratica quaisquer das a&ccedil;&otilde;es previstas no art. 4&ordm; do mencionado diploma, tendo como sujeito passivo o pr&oacute;prio cidad&atilde;o atingido pelo incorreto comportamento do agente do Estado; n&atilde;o figurar&aacute; no p&oacute;lo passivo o Estado, por sua atividade jurisdicional. &nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"385\" height=\"185\" alt=\"Bibliografia-03-750x360\" class=\"alignnone size-medium wp-image-32743\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Bibliografia-03-750x360-385x185.jpg\" style=\"width: 250px; height: 72px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Bibliografia-03-750x360-385x185.jpg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Bibliografia-03-750x360-450x216.jpg 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Bibliografia-03-750x360.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[1] HC 172\/92-AL, publicado em 03.07.92, Rel. Juiz PETR&Uacute;CIO FERREIRA, <strong>in <\/strong>JURISPRUD&Ecirc;NCIA ADV\/COAD, 1992, p&aacute;g. 615, verbete 59763. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[2] Conferir JULIO F. MIRABETE, Manual de Direito Penal, 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, vol. 3, S. Paulo. Atlas, 1991, p&aacute;gs. 349 e seguintes; PAULO JOS&Eacute; DA COSTA JR, Curso de Direito Penal, 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, vol. 3, S. Paulo, Saraiva, 1993, p&aacute;gs. 214 e seguintes. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[3] TRF da 4&ordf; Regi&atilde;o, Ac. un&acirc;n. da 1&ordf; Turma, publ. em&nbsp; 15-04-92, HC 92.04.05839-0-RS, Rel. Juiz VLADIMIR FREITAS, <strong>in <\/strong>JURISPRUD&Ecirc;NCIA ADV\/COAD, 1992, p&aacute;g. 375, verbete 58732. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[4] Ac&oacute;rd&atilde;o un&acirc;nime da 5&ordf; Turma, publ. em 17-08-92, REsp 20.021-9-GO, Rel. Min. Assis Toledo, <strong>in <\/strong>JURISPRUD&Ecirc;NCIA ADV\/COAD, 1992, p&aacute;g.760, verbete 60390. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[5] HC n&ordm; 235\/92-PE, julgado em 01.10.92, mv, Rel. Juiz RIDALVO COSTA e Relator para o ac&oacute;rd&atilde;o Juiz HUGO MACHADO, REPERT&Oacute;RIO DE JURISPRUD&Ecirc;NCIA DO TRF 5&ordf; REGI&Atilde;O &ndash; Direito Penal e Processual Penal, ano 2, n&ordm; 1, tomo 2, 1994, p&aacute;g. 497. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[6] Ac&oacute;rd&atilde;o un&acirc;nime, 1&ordf; Turma, publ. em 20-05-92, Rel. Juiz ARI PARGENDLER, <strong>in <\/strong>JURISPRUD&Ecirc;NCIA ADV\/COAD, 1992, p&aacute;g. 584, verbete 59626. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[7] Ac&oacute;rd&atilde;o da 6&ordf; Turma, un&acirc;nime, julgado em 04.8.92, JSTJ e TRF, Lex, vol. 39, p&aacute;g. 298. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[8] Habeas Corpus n&ordm; 277\/93-PB, julgado em 20.04.93, un&acirc;n., Rel. Juiz PETR&Uacute;CIO FERREIRA, REPERT&Oacute;RIO DE JURISPRUD&Ecirc;NCIA DO TRF da 5&ordf; Regi&atilde;o, Direito Penal e Processual Penal, ano 2, n&ordm; 1, tomo 1, Recife, 1994, p&aacute;g. 193. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[9] Habeas Corpus n&ordm; 62\/90-RN, 2&ordf; Turma, julgado em 07.8.90, un&acirc;n., Rel. Juiz PETR&Uacute;CIO FERREIRA, REPERT&Oacute;RIO&hellip;, <strong>opus<\/strong>, p&aacute;g. 195. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[10] Habeas Corpus n&ordm; 75\/90-AL, 2&ordf; Turma, julgado em 04-09-90, por unanimidade, Relator Juiz JOS&Eacute; DELGADO,&nbsp; REPERT&Oacute;RIO&hellip;, <strong>opus<\/strong>, p&aacute;g. 196. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[11 ]Apela&ccedil;&atilde;o Criminal n&ordm; 576\/92-RN, Primeira Turma, por unanimidade, Rel. Juiz HUGO MACHADO, REPERT&Oacute;RIO&hellip;, <strong>opus<\/strong>, ano 1, n&ordm; 1, tomo 1, p&aacute;g. 192. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[12]<strong> ob. op. cit<\/strong>., p&aacute;g. 350. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[13]<strong> opus<\/strong>, p&aacute;g. 318. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[14] Em se tratando de servidor p&uacute;blico municipal ou estadual, &eacute; de ser considerado como par&acirc;metro do seu comportamento o disposto no estatutos funcionais dos respectivos n&iacute;veis administrativos. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[15] <strong>ob. op. cit.<\/strong>, p&aacute;g. 319. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[16] Ac. un&acirc;n. da 3&ordf; Turma, public. em 02.09.91, Rec. Crim. 90.04.23171-4-PR, Rel. Juiz SILVIO DOBROW&Oacute;LSKI, Jurisprud&ecirc;ncia ADV\/COAD, 1992, p&aacute;g. 151, verbete 57585. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[17] RTJ 111\/288. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[18]<strong> ob. cit.<\/strong>, p&aacute;g. 318. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[19] Rel. Des. MAY FILHO, <strong>in <\/strong>REVISTA DOS TRIBUNAIS, vol. 527, p&aacute;g. 408. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[20] A terminologia, entre n&oacute;s, &eacute; bastante questionada. Para uns, &eacute; certo dizer <strong>abuso de poder<\/strong>; para outros, o correto &eacute; <strong>abuso de autoridade<\/strong>. Tem a palavra DAM&Aacute;SIO E. DE JESUS: &quot;De ver-se que, sob o ponto de vista jur&iacute;dico-penal, os crimes definidos na Lei n. 4.898\/65 n&atilde;o receberam <strong>nomem juris<\/strong> apropriado. N&atilde;o se trata de abuso de autoridade, mas de abuso de poder. Em face de nossa legisla&ccedil;&atilde;o penal, n&atilde;o se confunde o abuso de poder com o de autoridade. O abuso de poder &eacute; o uso fora dos limites correspondentes a todo poder ou autoridade, o seu exerc&iacute;cio excessivo e ileg&iacute;timo. Na hip&oacute;tese de abuso de autoridade, cuida-se de seu uso ileg&iacute;timo no &acirc;mbito das <strong>rela&ccedil;&otilde;es privadas<\/strong>; na de abuso de poder, o agente deve possuir cargo ou of&iacute;cio <strong>p&uacute;blico<\/strong>.&quot;(DIREITO PENAL, 4&ordm; volume, 4&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, S. Paulo, Saraiva, 1993, p&aacute;g. 283). &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[21] ABUSO DE AUTORIDADE, 4&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, S. Paulo, RT, 1991, p&aacute;gs. 13, 14 e 16. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[22]<strong> v.g.<\/strong> DAM&Aacute;SIO E. DE JESUS, ob. cit., p&aacute;g.285. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[23 ]MANZINI (Trattato di Diritto Penale Italiano, vol. V., Unione Tipografico, Editrice Torinense, Torino, It&aacute;lia, 1950, 231) e SOLER (Derecho Penal Argentino, tomo V, Tipografia Ed. Argentina, Buenos Aires, Argentina, 1951, 154).&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">[24] JUDICI&Aacute;RIO: DIAGN&Oacute;STICO DA CRISE, <strong>in <\/strong>Anais do Encontro Nacional de Magistrados da JF, promovido pelo Centro de Estudos Judici&aacute;rios do Conselho da Justi&ccedil;a Federal, Bras&iacute;lia, 1993.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">Fonte: <\/span><strong><a href=\"https:\/\/www.jfrn.jus.br\/institucional\/biblioteca\/doutrina\/doutrina178.doc\" rel=\"nofollow\"><span style=\"font-size:11px;\">PREVARICA&Ccedil;&Atilde;O [ARTIGO] &ndash; JFRN<\/span><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(*) Ilustra&ccedil;&otilde;es fotogr&aacute;ficas e imagens nossas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t\t<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\t\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\t\tE-mail <strong><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IVAN LIRA DE CARVALHO &eacute; Desembargador Federal do TRF5 O DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL POR FUNCION&Aacute;RIO P&Uacute;BLICO A terminologia, entre n&oacute;s, &eacute; bastante questionada. Para uns, &eacute; certo dizer abuso de poder; para outros, o correto &eacute; abuso de autoridade. Tem a palavra DAM&Aacute;SIO E. 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