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{"id":32726,"date":"2016-06-07T16:00:03","date_gmt":"2016-06-07T19:00:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=32726"},"modified":"2016-06-07T16:08:28","modified_gmt":"2016-06-07T19:08:28","slug":"a-prevaricacao-e-delito-atribuido-ao-agente-publico-quando-este-retarda-ou-deixa-de-praticar-indevidamente-ato-de-oficio-ou-mesmo-vem-a-pratica-lo-contra-expressa-disposicao-legal-para-satisfazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2016\/06\/a-prevaricacao-e-delito-atribuido-ao-agente-publico-quando-este-retarda-ou-deixa-de-praticar-indevidamente-ato-de-oficio-ou-mesmo-vem-a-pratica-lo-contra-expressa-disposicao-legal-para-satisfazer\/","title":{"rendered":"A prevarica\u00e7\u00e3o \u00e9 delito atribu\u00eddo ao agente p\u00fablico, quando este retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de of\u00edcio, ou mesmo vem a pratic\u00e1-lo contra expressa disposi\u00e7\u00e3o legal, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal (CP, art. 319)."},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/prevarica\u00e7\u00e3o-400x281.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"281\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17757\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/prevarica\u00e7\u00e3o-400x281.jpg\" style=\"width: 385px; height: 270px;\" title=\"prevarica\u00e7\u00e3o-400x281\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/prevarica\u00e7\u00e3o-400x281.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/prevarica\u00e7\u00e3o-400x281-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#4B0082;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>A prevarica&ccedil;&atilde;o &eacute; delito atribu&iacute;do ao agente p&uacute;blico, quando este retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de of&iacute;cio, ou mesmo vem a pratic&aacute;-lo contra expressa disposi&ccedil;&atilde;o legal, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal (CP, art. 319). No perquirir da configura&ccedil;&atilde;o de tal delito, deve o juiz analisar, com profundidade, se realmente o funcion&aacute;rio agiu objetivando a satisfa&ccedil;&atilde;o de interesse ou sentimento pessoal. Se ausentes quaisquer destas motiva&ccedil;&otilde;es, ausente est&aacute; tamb&eacute;m a prevarica&ccedil;&atilde;o.<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"385\" height=\"80\" alt=\"Revival-2\" class=\"alignnone size-medium wp-image-32139\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Revival-2-385x80.jpeg\" style=\"width: 250px; height: 52px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Revival-2-385x80.jpeg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Revival-2-450x94.jpeg 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Revival-2.jpeg 1251w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mat&eacute;ria extra&iacute;da, parcialmente, deste Portal onde foi <a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2016\/06\/a-quem-interessar-possa-reclamar-sobre-o-descumprimento-de-ordem-judicial-por-funcionario-publico\/\"><strong>republicada<\/strong><\/a> em 02\/06\/2016<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>VI&nbsp; &ndash; A PREVARICA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao estudar o delito de <strong>desobedi&ecirc;ncia<\/strong>, mormente pela sua angulariza&ccedil;&atilde;o ativa, reclama JULIO FABBRINI MIRABETE<a href=\"#_ftn12\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[12]<\/a>, com absoluta raz&atilde;o, seja este praticado <strong>por particular<\/strong>, sob pena de atipicidade da ocorr&ecirc;ncia. E diz: &quot;N&atilde;o se configura o citado il&iacute;cito se tanto o autor da ordem como o agente se achavam no exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o quando da sua ocorr&ecirc;ncia (RT 395\/315, 487\/289; RF 276\/249; JTACrSP 12\/96). Neste caso, o fato poder&aacute; caracterizar, eventualmente, o crime de prevarica&ccedil;&atilde;o (art. 319).&quot; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois &eacute; olhando a sugest&atilde;o de MIRABETE que ser&aacute; desenvolvido o presente t&oacute;pico do estudo. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; a <strong>prevarica&ccedil;&atilde;o<\/strong> um delito atribu&iacute;do ao agente p&uacute;blico, quando este retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de of&iacute;cio, ou mesmo vem a pratic&aacute;-lo contra expressa disposi&ccedil;&atilde;o legal, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal (CP, art. 319). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resta a pergunta: quando um funcion&aacute;rio p&uacute;blico (CP, art. 327 e &sect; 1&ordm;) descumpre uma determina&ccedil;&atilde;o judicial, pratica prevarica&ccedil;&atilde;o? &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que primeiro deve ser sindicado &eacute; se o pretenso sujeito ativo (o funcion&aacute;rio) tinha atribui&ccedil;&otilde;es e poderes para dar seguimento &agrave; ordem judicial. Ou seja, deve ser aferido se o ato praticado, omitido ou retardado est&aacute; na esfera funcional do servidor. Em sendo positiva a resposta, deve prosseguir a an&aacute;lise da configura&ccedil;&atilde;o dos demais componentes do <strong>standard<\/strong> delituoso em baila. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De relev&acirc;ncia &eacute; tamb&eacute;m, para o delineamento da prevarica&ccedil;&atilde;o, que o comportamento (comissivo ou omissivo) do funcion&aacute;rio p&uacute;blico <strong>seja indevido<\/strong>. Assim, dever&aacute; o servidor p&uacute;blico ter agido de forma ilegal, injusta ou injustificada, conforme leciona MIRABETE<a href=\"#_ftn13\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[13]<\/a>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para mim, o aspecto mais importante a ser enxergado na tipifica&ccedil;&atilde;o da prevarica&ccedil;&atilde;o voltada contra ordem judicial, diz respeito ao <strong>elemento subjetivo<\/strong> do delito, que, no dizer das escolas vetustas, &eacute; o <strong>dolo espec&iacute;fico<\/strong>, marcado pelo intuito de satisfazer interesse ou sentimento pessoal. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; verdade que ao instante em que o funcion&aacute;rio federal deixa de atender a uma determina&ccedil;&atilde;o judicial, est&aacute; ele, de plano, afrontando a Lei 8.112<a href=\"#_ftn14\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[14]<\/a>, que em seu art. 116, inciso IV, lista entre os deveres do servidor &quot;cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais&quot;, proibindo-o tamb&eacute;m de &quot;opor resist&ecirc;ncia injustificada ao andamento de documento e processo ou execu&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o&quot; (art. 117, IV). N&atilde;o menos verdadeiro &eacute;, tamb&eacute;m, que, para violar a regra do art. 319 do CP, &eacute; imperioso que a desaten&ccedil;&atilde;o tenha ocorrido visando &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o de interesse ou sentimento particular. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Busco em MIRABETE a explica&ccedil;&atilde;o para ditos elementos subjetivos: &quot;<strong>Interesse pessoal<\/strong> &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o de reciprocidade entre um indiv&iacute;duo e o objeto que corresponde a determinada necessidade daquele; &eacute; um estado an&iacute;mico em rela&ccedil;&atilde;o a qualquer fato ou objeto, seja patrimonial, material ou moral. (&hellip;) <strong>Sentimento<\/strong> &eacute; um estado afetivo ou emocional, decorrente, pois, de uma paix&atilde;o ou emo&ccedil;&atilde;o (amor, &oacute;dio, piedade, avareza, cupidez, despeito, desejo de vingan&ccedil;a, subservi&ecirc;ncia, animosidade, simpatia, benevol&ecirc;ncia, caridade, etc.)&quot;.<a href=\"#_ftn15\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[15]<\/a> E exemplifica o renomado penalista, como esp&eacute;cie de prevarica&ccedil;&atilde;o por sentimento, a praticada por &quot;delegado de pol&iacute;cia que deixa de cumprir ordem judicial com rela&ccedil;&atilde;o a recolhimento em cela especial, permitindo que investigador a ele submetido tivesse livre tr&acirc;nsito pelas depend&ecirc;ncias da delegacia, facilitando-lhe com isso a fuga (RT 445\/348)&quot;. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na an&aacute;lise da caracteriza&ccedil;&atilde;o da prevarica&ccedil;&atilde;o que se estuda, deve o juiz apurar cada vez mais o seu equil&iacute;brio, no intuito de aferir se realmente o funcion&aacute;rio agiu objetivando a satisfa&ccedil;&atilde;o de interesse ou sentimento pessoal. Dos dois requisitos subjetivos, o primeiro oferece melhores condi&ccedil;&otilde;es de constata&ccedil;&atilde;o, como ocorre, por exemplo, no caso de dirigente de reparti&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica que retarda o cumprimento de ordem judicial que suspende a integra&ccedil;&atilde;o de vantagem financeira aos vencimentos dos funcion&aacute;rios sob o seu comando &ndash; qui&ccedil;&aacute; dos seus pr&oacute;prios ganhos. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; com refer&ecirc;ncia ao <strong>sentimento pessoal<\/strong>, parece acontecer, na maioria dos casos, uma subservi&ecirc;ncia intoler&aacute;vel dos funcion&aacute;rios para com os seus superiores, em muito transcendendo o respeito &agrave; hierarquia recomendado pelo pr&eacute;-citado art. 116, IV, da Lei 8.112\/90. Noutros casos, s&atilde;o constatadas manifesta&ccedil;&otilde;es expl&iacute;citas de prepot&ecirc;ncia, do tipo &quot;quem manda aqui sou eu!&quot;, exigindo uma reprimenda eficaz ao restabelecimento da primazia do interesse p&uacute;blico no trato da mat&eacute;ria administrativa. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o &eacute; demais relembrar que a a&ccedil;&atilde;o (ou a ina&ccedil;&atilde;o) do poss&iacute;vel prevaricador deve ser evidentemente gizada de interesse ou sentimento pessoal, sendo &quot;in&eacute;pta (<strong>sic<\/strong>) a den&uacute;ncia que n&atilde;o especifica o sentimento pessoal do autor&quot; conforme entendimento do TRF da 4&ordf; Regi&atilde;o<a href=\"#_ftn16\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[16]<\/a> e do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL<a href=\"#_ftn17\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[17]<\/a>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O t&atilde;o festejado MIRABETE ressalta a abrang&ecirc;ncia do art. 319 do CP, ao explicar que este &quot;inclui o ato administrativo, o legislativo e o judicial&quot;<a href=\"#_ftn18\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[18]<\/a>, tendo nessa linha entendido o TRIBUNAL DE JUSTI&Ccedil;A DE SANTA CATARINA que a recusa &quot;ao cumprimento de ordem judicial constitui fato do qual emerge a dedu&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria de que o agente assim procede para satisfazer interesse ou sentimento pessoal, pois n&atilde;o h&aacute;, em princ&iacute;pio, outra explica&ccedil;&atilde;o para esse comportamento. N&atilde;o pode estar isento de dolo aquele que n&atilde;o cumprir a ordem do magistrado.&quot;<a href=\"#_ftn19\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[19]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/abuso_de_autoridade-400x281.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\" target=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"size-full wp-image-17758 alignnone\" height=\"281\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/abuso_de_autoridade-400x281.jpg\" style=\"width: 385px; height: 270px;\" title=\"abuso_de_autoridade-400x281\" width=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/abuso_de_autoridade-400x281.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/abuso_de_autoridade-400x281-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>VII&nbsp; &ndash; ABUSO DE AUTORIDADE<\/strong> &nbsp;<\/span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H&aacute; quem pense, com certa l&oacute;gica, que ao instante em que deixa de atender ao que ordenado por um juiz, o funcion&aacute;rio p&uacute;blico labora com <strong>abuso de autoridade<\/strong> ou <strong>abuso de poder<\/strong><a href=\"#_ftn20\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[20]<\/a>, posto que pratica ato lesivo da honra ou do patrim&ocirc;nio da pessoa f&iacute;sica ou jur&iacute;dica benefici&aacute;ria da decis&atilde;o judicial, a teor do disposto no&nbsp; art. 4&ordm;, &quot;h&quot;, da Lei 4.898\/65. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por si s&oacute;, n&atilde;o vejo como possa subsumir a recalcitr&acirc;ncia do servidor ao tipo legal acima invocado. Acho-o muito gen&eacute;rico para os fins de encaixar o comportamento do insurreto. Em aten&ccedil;&atilde;o ao <strong>princ&iacute;pio da legalidade<\/strong> e aos ensinamentos acerca da <strong>tipicidade penal<\/strong>, n&atilde;o entendo &ndash; pura e simplesmente &ndash; como abusador da autoridade ou do poder, aquele que recusa dar cumprimento a uma ordem judicial. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ademais, n&atilde;o se pode olvidar que a <strong>mens legis<\/strong> da Lei 4.898\/65 foi a de armar <strong>o cidad&atilde;o<\/strong> contra os desmandos dos ocupantes do poder, reproduzindo, inclusive, nos seus artigos 3&ordm; e 4&ordm;, direitos j&aacute; asseverados <strong>ao homem<\/strong> nas diversas declara&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, tais como a Declara&ccedil;&atilde;o de Direitos do Estado de Virg&iacute;nia (1776), a Declara&ccedil;&atilde;o de Direitos do Homem e do Cidad&atilde;o (Fran&ccedil;a, 1789) e a Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos do Homem (ONU, 1948). Na opini&atilde;o de GILBERTO PASSOS DE FREITAS e VLADIMIR PASSOS DE FREITAS, &quot;todos os princ&iacute;pios estabelecidos em tais Declara&ccedil;&otilde;es e que hoje fazem parte de quase todas as Constitui&ccedil;&otilde;es existentes nos mais diversos pa&iacute;ses, s&atilde;o reproduzidos na Lei de Abuso de Autoridade. Isso significa que os tipos estabelecidos nesta lei especial s&atilde;o, pura e simplesmente, a repeti&ccedil;&atilde;o das declara&ccedil;&otilde;es de direitos do homem. &Eacute; bem por isso que ela protege a liberdade de locomo&ccedil;&atilde;o, o sigilo de correspond&ecirc;ncia, a inviolabilidade de domic&iacute;lio, a incolumidade f&iacute;sica e outros tantos valores consagrados internacionalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(&hellip;) Verifica-se, pois, que a Lei 4.898, de 1965, tem a finalidade de prevenir os abusos de autoridade, dando a quem quer que seja o meio necess&aacute;rio para fazer valer os direitos e garantias previstos na Constitui&ccedil;&atilde;o, sendo um instrumento da mais alta import&acirc;ncia na defesa dos direitos do homem.&quot;<a href=\"#_ftn21\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[21]<\/a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o se desconhece que muitos doutrinadores, nacionais<a href=\"#_ftn22\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[22]<\/a> e estrangeiros,<a href=\"#_ftn23\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[23]<\/a> atribuem a sujei&ccedil;&atilde;o passiva do <strong>abuso oficial<\/strong>, bipartidamente, ao pr&oacute;prio Estado e ao particular que sofre os reflexos do ato. Entretanto, insisto na id&eacute;ia de que a tutela imediata objetivada pela Lei 4.898 &eacute; a dos interesses e direitos do particular, protegendo&nbsp; mediatamente os direitos e interesses da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica. Da&iacute; n&atilde;o reconhecer &ndash; pelo menos em tese &ndash; a pretendida utilidade da figura criminosa do abuso de poder ou de autoridade, para atrav&eacute;s dela combater a resist&ecirc;ncia de funcion&aacute;rio p&uacute;blico ao cumprimento de ordem judicial. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem qualquer embargo da posi&ccedil;&atilde;o acima esgrimida, entendo que comete o il&iacute;cito de abuso de autoridade, o agente p&uacute;blico que pratica, <strong>sponte sua<\/strong>, quaisquer das a&ccedil;&otilde;es elencadas na Lei 4.898, art. 4&ordm;. Evidentemente, tais a&ccedil;&otilde;es podem ser cometidas pelo agente p&uacute;blico, sem que para tanto tenha sido provocado ou recebido ordens de autoridade judici&aacute;ria competente. Portanto, o delito ter&aacute; como sujeito passivo <strong>o cidad&atilde;o<\/strong>, e n&atilde;o a autoridade judici&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"AgenciaBrasil020212EZF_9571\" class=\"alignnone size-medium wp-image-32727\" height=\"256\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/AgenciaBrasil020212EZF_9571-385x256.jpg\" width=\"385\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/AgenciaBrasil020212EZF_9571-385x256.jpg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/AgenciaBrasil020212EZF_9571-450x300.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>VIII&nbsp; &ndash; ALGUMAS CONCLUS&Otilde;ES E SUGEST&Otilde;ES<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1&ordf;)&nbsp;&nbsp; O presente estudo tem como objetivo principal ofertar uma contribui&ccedil;&atilde;o, &uacute;til tanto aos Ju&iacute;zes como aos particulares, e at&eacute; mesmo &agrave; administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, que dispor&aacute; de elementos para pautar a sua conduta vindoura, evitando transtornos &agrave;queles que verdadeiramente estipendiam o seu funcionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2&ordf;)&nbsp;&nbsp; A des&iacute;dia do funcion&aacute;rio p&uacute;blico, em dar cumprimento &agrave;s determina&ccedil;&otilde;es judiciais, foi aqui analisada apenas sob a &oacute;tica do Direito Penal, sendo certo que tal comportamento poder&aacute; sofrer estudo mais apurado em outros campos da ci&ecirc;ncia jur&iacute;dica, principalmente no Direito Processual, no Direito Civil e no Direito Administrativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3&ordf;)&nbsp;&nbsp; Para a configura&ccedil;&atilde;o criminal do comportamento do servidor p&uacute;blico omisso em cumprir ordem judicial, deve ser tomado em conta, basilarmente, o <strong>princ&iacute;pio da legalidade<\/strong>, insculpido na CF, art. 5&ordm;, XXXIX e no CP, art. 1&ordm;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4&ordf;)&nbsp;&nbsp; Existe uma inescond&iacute;vel prefer&ecirc;ncia em caracterizar o comportamento do funcion&aacute;rio que deixa de cumprir ordem judicial como <strong>desobedi&ecirc;ncia<\/strong>. Entretanto, n&atilde;o se pode descurar que a desobedi&ecirc;ncia est&aacute; encartada no C&oacute;digo Penal como um delito daqueles &quot;praticados por particular contra a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica&quot;, j&aacute; que integrante da Parte Especial, T&iacute;tulo XI, Cap&iacute;tulo II. E sendo crime que s&oacute; pode ser praticado pelo particular, n&atilde;o se pode afirmar seja ele perpetrado por funcion&aacute;rio p&uacute;blico, &nbsp;a menos que o agente estatal esteja despido dessa condi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5&ordf;)&nbsp;&nbsp; Afirma, preocupado, F&Aacute;BIO BITTENCOURT DA ROSA: &quot;Se a desobedi&ecirc;ncia a ordem judicial n&atilde;o tipifica o crime do artigo 330 do C&oacute;digo Penal, quando praticado por servidor p&uacute;blico, outra solu&ccedil;&atilde;o tem que ser estabelecida em n&iacute;vel legislativo.&quot;<a href=\"#_ftn24\" rel=\"nofollow\" title=\"\">[24]<\/a> E tem raz&atilde;o o juiz ga&uacute;cho em clamar por um rem&eacute;dio que sirva a coartar procedimentos como o acima referido, j&aacute; que a pris&atilde;o por desaten&ccedil;&atilde;o a ordem judicial n&atilde;o est&aacute; prevista na legisla&ccedil;&atilde;o nacional <strong>com for&ccedil;a executiva<\/strong>, como ocorre aos inadimplentes de pens&atilde;o aliment&iacute;cia e aos deposit&aacute;rios infi&eacute;is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6&ordf;)&nbsp;&nbsp; O agente p&uacute;blico, ao deixar de cumprir uma determina&ccedil;&atilde;o judicial, n&atilde;o comete o delito de <strong>resist&ecirc;ncia<\/strong> (CP, art. 329), j&aacute; que &ndash; consoante j&aacute; afirmado supra &ndash; &eacute; imposs&iacute;vel que um delito previsto para ser praticado &quot;por particular contra a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em geral&quot; (CP, arts. 328 a 337), tenha como sujeito ativo um funcion&aacute;rio p&uacute;blico. Ademais, n&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel que um funcion&aacute;rio p&uacute;blico ocupante de cargo ou fun&ccedil;&atilde;o que lhe permita cumprir ou ordenar o cumprimento de uma ordem judicial, atue com viol&ecirc;ncia ou amea&ccedil;a contra o oficial de justi&ccedil;a que portar&aacute; a ordem emanada do magistrado. E sem <strong>viol&ecirc;ncia<\/strong> ou <strong>amea&ccedil;a<\/strong>, n&atilde;o h&aacute; que falar-se em resist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7&ordf;)&nbsp;&nbsp; A <strong>prevarica&ccedil;&atilde;o<\/strong> &eacute; delito atribu&iacute;do ao agente p&uacute;blico, quando este retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de of&iacute;cio, ou mesmo vem a pratic&aacute;-lo contra expressa disposi&ccedil;&atilde;o legal, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal (CP, art. 319). No perquirir da configura&ccedil;&atilde;o de tal delito, deve o juiz analisar, com profundidade, se realmente o funcion&aacute;rio agiu objetivando a satisfa&ccedil;&atilde;o de interesse ou sentimento pessoal. Se ausentes quaisquer destas motiva&ccedil;&otilde;es, ausente est&aacute; tamb&eacute;m a prevarica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8&ordf;)&nbsp;&nbsp; N&atilde;o pratica <strong>abuso de autoridade<\/strong> (ou <strong>abuso de poder<\/strong>), o servidor p&uacute;blico que recusa cumprimento a uma ordem judicial. Pode, entretanto, cometer o delito previsto na Lei 4.898\/65, se pratica quaisquer das a&ccedil;&otilde;es previstas no art. 4&ordm; do mencionado diploma, tendo como sujeito passivo o pr&oacute;prio cidad&atilde;o atingido pelo incorreto comportamento do agente do Estado; n&atilde;o figurar&aacute; no p&oacute;lo passivo o Estado, por sua atividade jurisdicional. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[12]<strong> ob. op. cit<\/strong>., p&aacute;g. 350. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[13]<strong> opus<\/strong>, p&aacute;g. 318. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[14] Em se tratando de servidor p&uacute;blico municipal ou estadual, &eacute; de ser considerado como par&acirc;metro do seu comportamento o disposto no estatutos funcionais dos respectivos n&iacute;veis administrativos. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[15] <strong>ob. op. cit.<\/strong>, p&aacute;g. 319. &nbsp;&nbsp; [16] Ac. un&acirc;n. da 3&ordf; Turma, public. em 02.09.91, Rec. Crim. 90.04.23171-4-PR, Rel. Juiz SILVIO DOBROW&Oacute;LSKI, Jurisprud&ecirc;ncia ADV\/COAD, 1992, p&aacute;g. 151, verbete 57585. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[17] RTJ 111\/288. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[18]<strong> ob. cit.<\/strong>, p&aacute;g. 318. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[19] Rel. Des. MAY FILHO, <strong>in <\/strong>REVISTA DOS TRIBUNAIS, vol. 527, p&aacute;g. 408. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[20] A terminologia, entre n&oacute;s, &eacute; bastante questionada. Para uns, &eacute; certo dizer <strong>abuso de poder<\/strong>; para outros, o correto &eacute; <strong>abuso de autoridade<\/strong>. Tem a palavra DAM&Aacute;SIO E. DE JESUS: &quot;De ver-se que, sob o ponto de vista jur&iacute;dico-penal, os crimes definidos na Lei n. 4.898\/65 n&atilde;o receberam <strong>nomem juris<\/strong> apropriado. N&atilde;o se trata de abuso de autoridade, mas de abuso de poder. Em face de nossa legisla&ccedil;&atilde;o penal, n&atilde;o se confunde o abuso de poder com o de autoridade. O abuso de poder &eacute; o uso fora dos limites correspondentes a todo poder ou autoridade, o seu exerc&iacute;cio excessivo e ileg&iacute;timo. Na hip&oacute;tese de abuso de autoridade, cuida-se de seu uso ileg&iacute;timo no &acirc;mbito das <strong>rela&ccedil;&otilde;es privadas<\/strong>; na de abuso de poder, o agente deve possuir cargo ou of&iacute;cio <strong>p&uacute;blico<\/strong>.&quot;(DIREITO PENAL, 4&ordm; volume, 4&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, S. Paulo, Saraiva, 1993, p&aacute;g. 283). &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[21] ABUSO DE AUTORIDADE, 4&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, S. Paulo, RT, 1991, p&aacute;gs. 13, 14 e 16. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[22]<strong> v.g.<\/strong> DAM&Aacute;SIO E. DE JESUS, ob. cit., p&aacute;g.285. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[23 ]MANZINI (Trattato di Diritto Penale Italiano, vol. V., Unione Tipografico, Editrice Torinense, Torino, It&aacute;lia, 1950, 231) e SOLER (Derecho Penal Argentino, tomo V, Tipografia Ed. Argentina, Buenos Aires, Argentina, 1951, 154).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[24] JUDICI&Aacute;RIO: DIAGN&Oacute;STICO DA CRISE, <strong>in <\/strong>Anais do Encontro Nacional de Magistrados da JF, promovido pelo Centro de Estudos Judici&aacute;rios do Conselho da Justi&ccedil;a Federal, Bras&iacute;lia, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">Fonteda Mat&eacute;ria: <strong><a href=\"http:\/\/www.google.com.br\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=ao%20estudar%20o%20delito%20de%20desobedi%C3%AAncia%2C%20mormente%20pela%20sua%20angulariza%C3%A7%C3%A3o%20ativa%2C&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;sqi=2&amp;ved=0CCgQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.jfrn.jus.br%2Finstitucional%2Fbiblioteca%2Fdoutrina%2Fdoutrina178.doc&amp;ei=rCyZUePMMIjM0AHa9ICICQ&amp;usg=AFQjCNHmMYpCyh1yTbsEiMTIU0p71YX8Dg\" rel=\"nofollow\">PREVARIC [ARTIGO] &ndash; JFRN<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(*) Ilustra&ccedil;&otilde;es fotogr&aacute;ficas e imagens nossas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t\t<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\t\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\t\tE-mail <strong><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A prevarica&ccedil;&atilde;o &eacute; delito atribu&iacute;do ao agente p&uacute;blico, quando este retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de of&iacute;cio, ou mesmo vem a pratic&aacute;-lo contra expressa disposi&ccedil;&atilde;o legal, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal (CP, art. 319). No perquirir da configura&ccedil;&atilde;o de tal delito, deve o juiz analisar, com profundidade, se realmente o funcion&aacute;rio agiu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-32726","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2014"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32726","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32726"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32726\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32885,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32726\/revisions\/32885"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}