<br />
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{"id":32469,"date":"2016-05-13T19:52:20","date_gmt":"2016-05-13T22:52:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=32469"},"modified":"2016-05-14T10:28:15","modified_gmt":"2016-05-14T13:28:15","slug":"dilma-e-sua-storytelling-golpista-a-armadilha-do-pc4-derruba-todos-os-governos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2016\/05\/dilma-e-sua-storytelling-golpista-a-armadilha-do-pc4-derruba-todos-os-governos\/","title":{"rendered":"Dilma e sua \u201cstorytelling\u201d golpista. A armadilha do PC4 derruba todos os governos"},"content":{"rendered":"<div class=\"article-head header header--fixed\" role=\"banner\">\n<div id=\"headline\">\n<div class=\"first-line clearfix\">\n<p class=\"data\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"dilma_x_aecio_golpista_2015-07-09\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-32471\" height=\"270\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dilma_x_aecio_golpista_2015-07-09-385x270.png\" width=\"385\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dilma_x_aecio_golpista_2015-07-09-385x270.png 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dilma_x_aecio_golpista_2015-07-09-450x316.png 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dilma_x_aecio_golpista_2015-07-09.png 466w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><\/p>\n<p class=\"data\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong><span style=\"font-size: 14px;\">Dilma e sua &quot;storytelling&quot; golpista. A armadilha do PC4 derruba todos os governos<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#008000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>Apresentamos um estudo realizado por economistas alem&atilde;es que constatou o comportamento dos eleitores quando a situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do pa&iacute;s est&aacute; intrag&aacute;vel.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"385\" height=\"210\" alt=\"artigo\" class=\"alignnone size-medium wp-image-32472\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/artigo-385x210.jpg\" style=\"width: 200px; height: 80px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/artigo-385x210.jpg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/artigo-450x246.jpg 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/artigo.jpg 631w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><br \/>\n\t\t\t\t<span style=\"font-size:8px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>Publicado em <time class=\"published\" title=\"2016-04-29T09:20:00-0300\">04\/2016<\/time>. Elaborado em <time class=\"elaborado updated\">04\/2016<\/time>.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Basta olhar os antecedentes hist&oacute;ricos para constatar que a percep&ccedil;&atilde;o da economia anda de m&atilde;os dadas com a boa ou m&aacute; aprova&ccedil;&atilde;o do governante. Quando a economia vai bem, a valora&ccedil;&atilde;o geral &eacute; positiva (Lula, mesmo reprovado setorialmente pelas suas escolhas ideol&oacute;gicas, saiu do pal&aacute;cio com 83% de aprova&ccedil;&atilde;o, apesar do mensal&atilde;o e de todas as roubalheiras que aconteciam debaixo dos tapetes das estatais, destacadamente na Petrobras); quando tudo vai mal, o governante colhe a m&aacute; planta&ccedil;&atilde;o, e tanto as elites como as classes populares e a m&iacute;dia passam a praguejar infernalmente sua administra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O que acaba de ser narrado &eacute; t&atilde;o velho como o antigo Egito, &ldquo;onde os fara&oacute;s rezavam incansavelmente para que o rio Nilo nunca secasse. Rio seco significava m&aacute;s colheitas e tudo era de responsabilidade do fara&oacute; (mesmo as coisas incontrol&aacute;veis pelo humano); os s&uacute;ditos, quando ocorria uma longa estiagem, interpretavam isso como perda dos poderes e dos favores divinos do governante, o que lhes obrigava a tir&aacute;-lo do trono&rdquo;[1].<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:14px;\"><strong>A realidade da crise brasileira<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por dever do meu of&iacute;cio de estudante e pesquisador independente, sei que vou ativar em seguida o c&oacute;rtex da &iacute;nsula (que representa as emo&ccedil;&otilde;es negativas como injusti&ccedil;a e desgosto), assim como o c&oacute;rtex &oacute;rbitofrontal (que representa os valores morais[2]) dos admiradores de Dilma. Vejo isso como o &ocirc;nus que pagamos sempre que nos colocamos como partidaristas ou sectaristas de uma causa, de uma pessoa, de um time, de um partido, de um &iacute;dolo, de uma religi&atilde;o ou de uma ideologia, deixando que as paix&otilde;es promovam as devidas distor&ccedil;&otilde;es da realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Dilma (do mesmo modo o PT) est&aacute; colhendo o que plantou. Caiu na armadilha do PC4: faltou P&atilde;o, Circo, Compet&ecirc;ncia administrativa e Confian&ccedil;a e, de sobra, veio o envolvimento do seu partido com a Corrup&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A quest&atilde;o do p&atilde;o: quando o bolso sente (bolso do pobre, que afeta sua alimenta&ccedil;&atilde;o, e bolso das elites, quando perdem seus lucros), a popularidade do presidente cai, sobretudo em regimes presidencialistas como o nosso, em que tudo &eacute; creditado ou debitado em sua conta. Infla&ccedil;&atilde;o, <strong><a class=\"linkage\" data-linkage=\"done\" href=\"https:\/\/jus.com.br\/tudo\/desemprego\">desemprego<\/a><\/strong>, recess&atilde;o e PIB negativo geram cr&iacute;ticas, desespero e insatisfa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O circo do s&eacute;culo XXI (que &eacute; a agudiza&ccedil;&atilde;o do circo da modernidade e do mercado) reside na alegria do consumismo, da linha branca, do carro ou da moto, do cr&eacute;dito f&aacute;cil; quando tudo isso diminui, cai tamb&eacute;m a (sensa&ccedil;&atilde;o da) qualidade de vida, que gera ira. Dilma foi escolhida por Lula para suced&ecirc;-lo em virtude da sua capacidade de &ldquo;gerentona&rdquo;, durona, s&eacute;ria. Uma coisa &eacute; o figurino na teoria e outra &eacute; a pr&aacute;tica. Revelou-se inflex&iacute;vel, apol&iacute;tica, sem carisma e uma p&eacute;ssima comunicadora. Vivemos a era da &ldquo;teatrocracia&rdquo;; quem n&atilde;o se comunica bem nessa era despenca na popularidade. Dilma falhou redondamente no item comunica&ccedil;&atilde;o e di&aacute;logo, sobretudo com o Parlamento (que n&atilde;o lhe deu o apoio necess&aacute;rio para a governan&ccedil;a). Estava convencida de que sabia tudo, de que sempre estava certa. Faltou-lhe n&atilde;o s&oacute; capacidade gerencial sen&atilde;o tamb&eacute;m teatral. Foi inevit&aacute;vel o seu isolamento e queda.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com a queda da sua popularidade (menos de 10% de aprova&ccedil;&atilde;o), a desconfian&ccedil;a foi aumentando a cada dia: primeiro das elites e da m&iacute;dia financista at&eacute; chegar em todas as classes populares (conforme pesquisa do Datapopular). Sem confian&ccedil;a, n&atilde;o h&aacute; investimentos e, sem investimentos, n&atilde;o h&aacute; crescimento econ&ocirc;mico (da&iacute; o PIB negativo). Tudo isso somado aos esc&acirc;ndalos de corrup&ccedil;&atilde;o do PT (especialmente na Petrobras) tornou imposs&iacute;vel a sustenta&ccedil;&atilde;o do governo Dilma, que ainda presidiu o conselho de administra&ccedil;&atilde;o da petrol&iacute;fera de 2003 a 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">N&atilde;o h&aacute; governo no mundo (nas democracias) que se sustente quando ele &eacute; respons&aacute;vel por todos esses v&iacute;cios de governan&ccedil;a. O governo Lula, profundamente corrupto (conforme a tradi&ccedil;&atilde;o cleptocrata brasileira), sustentou-se com os demais eixos, funcionando bem (p&atilde;o, circo, confian&ccedil;a e habilidade pol&iacute;tica). O item corrup&ccedil;&atilde;o o povo, paradoxalmente, talvez possa perdoar. Em rela&ccedil;&atilde;o aos demais, a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; implac&aacute;vel. A corrup&ccedil;&atilde;o, conforme nossos costumes, por si s&oacute;, quando todo mundo est&aacute; ganhando (ricos e pobres), pode n&atilde;o derrubar o governo. Paulo Maluf j&aacute; foi reeleito incont&aacute;veis vezes. Somando-se a falta de p&atilde;o, de circo, de compet&ecirc;ncia administrativa e de confian&ccedil;a com a corrup&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; governo que n&atilde;o se desmorone (veja, abaixo, a pesquisa mundial de tr&ecirc;s economistas alem&atilde;es).<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:14px;\"><strong>A &ldquo;storytelling&rdquo; golpista <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&ldquo;Storytelling&rdquo; &eacute; a arte de contar hist&oacute;rias. Quando n&atilde;o temos uma hist&oacute;ria para contar, assumimos as hist&oacute;rias dos outros. S&oacute; n&atilde;o d&aacute; para viver sem hist&oacute;rias. Nos EUA, o poder sempre foi buscado contando hist&oacute;rias convincentes sobre a na&ccedil;&atilde;o, seus problemas ou sobre os candidatos mesmos. No exerc&iacute;cio do poder os presidentes devem continuar contando hist&oacute;rias adequadas e mud&aacute;-las quando necess&aacute;rio. Quando fora do poder (esse &eacute; o caso de Dilma, que est&aacute; na imin&ecirc;ncia de deix&aacute;-lo), &ldquo;o esfor&ccedil;o na sa&iacute;da e nos anos seguintes consiste em fazer com que sua vers&atilde;o da sua presid&ecirc;ncia seja a que se inscreva indelevelmente na Hist&oacute;ria. Sem uma boa hist&oacute;ria, n&atilde;o h&aacute; poder nem gl&oacute;ria.&rdquo;[3].<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Dilma construiu uma hist&oacute;ria sobre seu<strong> <a class=\"linkage\" data-linkage=\"done\" href=\"https:\/\/jus.com.br\/tudo\/impeachment\">impeachment<\/a><\/strong>: &eacute; a hist&oacute;ria do golpe. &Eacute; degradante ficar registrado na Hist&oacute;ria que sua queda se deveu &agrave; falta de p&atilde;o (infla&ccedil;&atilde;o, recess&atilde;o, desemprego, PIB negativo), de circo (redu&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica do consumismo), de compet&ecirc;ncia administrativa e confian&ccedil;a. De sobra, que seu governo conviveu com uma enxurrada de corrup&ccedil;&atilde;o do seu partido (PT) e aliados (PP, PMDB etc.). Elaborou-se uma narrativa, que tem que ser levada at&eacute; o fim. Dizem que ela sair&aacute; pelo mundo para denunciar &ldquo;o golpe&rdquo;. &Eacute; a tentativa de fazer pegar a sua hist&oacute;ria. As causas verdadeiras da sua queda at&eacute; os fara&oacute;s do antigo Egito j&aacute; conheciam.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:14px;\"><strong>Pesquisa mundial <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">N&atilde;o &eacute; nenhuma novidade que as agudas crises econ&ocirc;micas ou econ&ocirc;mico-financeiras (as que agravam a capacidade de consumo da popula&ccedil;&atilde;o, a infla&ccedil;&atilde;o, o desemprego, o crescimento econ&ocirc;mico, a diminui&ccedil;&atilde;o da renda e o cr&eacute;dito das classes m&eacute;dias e populares, particularmente quando acompanhadas de outras crises &ndash; pol&iacute;tica e &eacute;tica) geram enorme descontentamento na popula&ccedil;&atilde;o, que prontamente joga a culpa nos governantes de plant&atilde;o. O que n&oacute;s n&atilde;o sab&iacute;amos, cientificamente, era quantificar em termos eleitorais o desgaste.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Tr&ecirc;s economistas alem&atilde;es cuidaram do tema: Manuel Funke, Moritz Schularik e Christoph Trebesch.[4] Eles analisaram mais de 800 elei&ccedil;&otilde;es em pa&iacute;ses ocidentais ao longo dos &uacute;ltimos 150 anos e mapearam 100 crises financeiras. Podemos extrair desse trabalho tr&ecirc;s conclus&otilde;es:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Primeira: &ldquo;a pol&iacute;tica tende a dar uma guinada forte para a direita [ou extrema-direita] logo ap&oacute;s as crises financeiras. Em m&eacute;dia, os votos na extrema-direita [ou direita ou centro-direita] aumentam em cerca de um ter&ccedil;o nos cinco anos seguintes a crises banc&aacute;rias sist&ecirc;micas&rdquo;.[5].<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No que diz respeito &agrave;s crises banc&aacute;rias (financeiras), &ldquo;a Grande Depress&atilde;o dos anos 1930 que se seguiu ao crash de Wall Street em 1929 &eacute; o exemplo mais saliente e preocupante que vem &agrave; mente, mas a tend&ecirc;ncia pode ser observada mesmo nos pa&iacute;ses escandinavos, na esteira de crises banc&aacute;rias no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1990&rdquo;[6].<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Se a tend&ecirc;ncia e a m&eacute;dia mundiais forem v&aacute;lidas para o Brasil (ou aqui seria tudo diferente?), 1\/3 do eleitorado deixaria o lulopetismo (de esquerda conservadora) para sufragar algum candidato de centro-direita ou de direita ou de extrema-direita.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Considerando-se que a vit&oacute;ria de Dilma em 2014 foi muito apertada, sua derrota doravante seria inevit&aacute;vel. Mas ser&aacute; que os n&uacute;meros j&aacute; combinaram tudo isso com os russos do time advers&aacute;rio?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segunda: a segunda conclus&atilde;o que se pode extrair do levantamento de Funke, Schularik e Trebesch &eacute; que &ldquo;se torna mais dif&iacute;cil governar ap&oacute;s crises financeiras&rdquo; [leia-se, ap&oacute;s a queda do governante].<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Duas s&atilde;o as raz&otilde;es: &ldquo;a ascens&atilde;o da extrema direita [ou da direita] acontece num cen&aacute;rio pol&iacute;tico normalmente fragmentado, com maior n&uacute;mero de partidos, e uma parcela menor dos votos vai para o partido no governo; assim, fica mais dif&iacute;cil produzir a&ccedil;&otilde;es legislativas decisivas; ao mesmo tempo, ocorre um surto de mobiliza&ccedil;&atilde;o extraparlamentar: mais greves, greves mais prolongadas e maiores manifesta&ccedil;&otilde;es de protesto. O controle das ruas pelo governo n&atilde;o &eacute; t&atilde;o firme. O n&uacute;mero m&eacute;dio de manifesta&ccedil;&otilde;es antigovernamentais triplica, a frequ&ecirc;ncia de dist&uacute;rbios violentos dobra e greves gerais aumentam em pelo menos um ter&ccedil;o&rdquo;.[7]<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Terceira: &ldquo;esses efeitos v&atilde;o, gradualmente, diminuindo&rdquo;. Duram uns cinco anos. Por&eacute;m, esse per&iacute;odo parece v&aacute;lido depois que a crise passa definitivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No caso do Brasil, estamos ainda no epicentro de uma aguda crise econ&ocirc;mica, que tende a se agravar na medida em que aumenta a crise pol&iacute;tica (irm&atilde; g&ecirc;mea), que somente agora est&aacute; vendo uma luz no fim do t&uacute;nel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A esperan&ccedil;a que o Lula representava em 2002 est&aacute; virando p&oacute; para a maioria da popula&ccedil;&atilde;o, que j&aacute; apresenta forte rejei&ccedil;&atilde;o a seu nome (metade dos eleitores).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Se os resultados do levantamento dos economistas alem&atilde;es forem v&aacute;lidos para o atual contexto brasileiro (de infla&ccedil;&atilde;o, desemprego, corte de cr&eacute;dito, diminui&ccedil;&atilde;o do consumo e da renda, baixo crescimento econ&ocirc;mico, baix&iacute;ssimo &iacute;ndice de popularidade de Dilma, queda no PIB per capta, retra&ccedil;&atilde;o na ind&uacute;stria e no com&eacute;rcio etc.) e se considerarmos a pequena diferen&ccedil;a de votos nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014, passa a ser razo&aacute;vel (no m&iacute;nimo cr&iacute;vel) supor a vit&oacute;ria de um bloco de oposi&ccedil;&atilde;o nas pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">H&aacute; efervesc&ecirc;ncia eleitoral: quem transmitir mais confian&ccedil;a ao eleitorado em rela&ccedil;&atilde;o a efetivas mudan&ccedil;as, com seguran&ccedil;a, ganha as pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es. A era lulopetista, se todos os n&uacute;meros estiverem corretos, est&aacute; com seus dias contados. Um velho ditado diz: &ldquo;N&atilde;o h&aacute; bem que sempre dure, n&atilde;o h&aacute; mal que nunca acabe&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Outra constata&ccedil;&atilde;o feita por Howard Davies[8] diz o seguinte: &ldquo;na primeira onda de elei&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-crise de 2008, em v&aacute;rios continentes, a mensagem dos eleitores foi clara num sentido, e nebulosa em outro. Fosse qual governo estivesse no poder quando a crise irrompeu, quer de esquerda ou de direita, foi destronado e substitu&iacute;do por um governo de orienta&ccedil;&atilde;o oposta&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Isso valeu para os EUA (saiu Bush e entrou Obama), Reino Unido, Fran&ccedil;a e incont&aacute;veis outros pa&iacute;ses. Uma das exce&ccedil;&otilde;es foi a Alemanha de Angela Merkel. A Fran&ccedil;a &ldquo;mudou da direita para a esquerda e o Reino Unido passou da esquerda para a direita&rdquo;. O veredicto dos eleitores sobre seus governos foi mais ou menos id&ecirc;ntico: as coisas deram errado durante seu mandato, ent&atilde;o voc&ecirc; cai fora.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A repulsa ao governante chega no limite do insuport&aacute;vel quando o governo n&atilde;o governa, quando o presidencialismo n&atilde;o tem presidente eficiente, quando o presidente perde sua legitima&ccedil;&atilde;o, e por a&iacute; vai.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size:14px;\">Notas<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">[1] Ver GALINDO, Jorge et alii. Politikon &ndash; La urna rota. 5&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Barcelona: Penguin Random House Grupo Editorial, p. 12.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">[2] Ver http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/suzanaherculanohouzel\/2016\/04\/1764637-partidarismo-e-o-cerebro.shtml, consultado em 26\/4\/16.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">[3] Ver CORNOG, Evan, citado por SALMON, Christian. Storytelling. Tradu&ccedil;&atilde;o In&eacute;s B&eacute;rtolo. Barcelona: Grup Editorial, 2016, p. 31.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">[4] Ver DAVIES, Howard, Valor Econ&ocirc;mico: http:\/\/www.valor.com.br\/opiniao\/4372636\/consequencias-politicas-das-crises, consultado em 30\/12\/15.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">[5] Ver DAVIES, Howard, Valor Econ&ocirc;mico: http:\/\/www.valor.com.br\/opiniao\/4372636\/consequencias-politicas-das-crises, consultado em 30\/12\/15.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">[6] Ver DAVIES, Howard, Valor Econ&ocirc;mico: http:\/\/www.valor.com.br\/opiniao\/4372636\/consequencias-politicas-das-crises, consultado em 30\/12\/15.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">[7] Ver DAVIES, Howard, Valor Econ&ocirc;mico: http:\/\/www.valor.com.br\/opiniao\/4372636\/consequencias-politicas-das-crises, consultado em 30\/12\/15.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">[8] Ver DAVIES, Howard, Valor Econ&ocirc;mico: http:\/\/www.valor.com.br\/opiniao\/4372636\/consequencias-politicas-das-crises, consultado em 30\/12\/15.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">[*] Traduzindo: storytelling = narrativa; fala&ccedil;&atilde;o; relato; conto; hist&oacute;ria.<\/p>\n<h3 class=\"hat\"><span style=\"font-size:10px;\">Autor<\/span><\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Luiz Fl\u00e1vio Gomes\" class=\"image-user\" src=\"https:\/\/jus.com.br\/system\/avatars\/1318999\/user_1453984193_normal.jpg\" style=\"height: 70px; width: 70px;\" title=\"Luiz Fl\u00e1vio Gomes\" \/><br \/>\n\t\t\t\t<span style=\"font-size:9px;\"><strong>Luiz Fl&aacute;vio Gomes<\/strong><\/span><br \/>\n\t\t\t\t<span style=\"font-size:9px;\">Doutor em Direito Penal pela Universidade Complutense de Madri &ndash; UCM e Mestre em Direito Penal pela Universidade de S&atilde;o Paulo &ndash; USP. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Jurista e Professor de Direito Penal e de Processo Penal em v&aacute;rios cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o no Brasil e no exterior. Autor de v&aacute;rios livros jur&iacute;dicos e de artigos publicados em peri&oacute;dicos nacionais e estrangeiros. Foi Promotor de Justi&ccedil;a (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Estou no www.luizflaviogomes.com<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t\t\t\t<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\t\t\t\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\t\t\t\tE-mail <strong><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dilma e sua &quot;storytelling&quot; golpista. 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