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{"id":32280,"date":"2016-04-20T23:39:41","date_gmt":"2016-04-21T02:39:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=32280"},"modified":"2016-04-23T11:58:31","modified_gmt":"2016-04-23T14:58:31","slug":"a-quem-interessar-possa-para-nao-dizer-que-nao-falamos-das-flores-impacto-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2016\/04\/a-quem-interessar-possa-para-nao-dizer-que-nao-falamos-das-flores-impacto-internacional\/","title":{"rendered":"\u00c0 quem interessar possa&#8230; (para n\u00e3o dizer que n\u00e3o falamos das flores) &#8211; Impacto internacional"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"paulo-abrao-fot-rodrigo-farhat-385x257\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-32282\" height=\"257\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/paulo-abrao-fot-rodrigo-farhat-385x257-385x257.jpg\" width=\"385\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Paulo Abr&atilde;o diz que o desrespeito ao resultado eleitoral de 2014 ser&aacute; visto com desconfian&ccedil;a.<\/strong><br \/>\n\t<span style=\"font-size:8px;\">Foto: Rodrigo Farhat<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#4B0082;\"><strong>Pol&iacute;tica<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"entry-title single-title\" itemprop=\"headline\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#4B0082;\"><strong><span style=\"font-size: 16px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">Impacto internacional<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<header class=\"article-header\">\n<div class=\"excerpt\">\n<p class=\"byline vcard\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#4B0082;\">Para Paulo Abr&atilde;o, ex-secret&aacute;rio Nacional de Justi&ccedil;a de Dilma Rousseff, <strong>atual presidente da Comiss&atilde;o da Anistia<\/strong> e diretor do Instituto de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas em Direitos Humanos do Mercosul, o poss&iacute;vel afastamento da presidenta seria uma esp&eacute;cie de &ldquo;golpe p&oacute;s-moderno&rdquo;, o que n&atilde;o seria tolerado pela comunidade estrangeira.<br \/>\n\t\t\t<span style=\"font-size: 9px;\"><span class=\"author\"><strong>Manuela Azenha<\/strong><\/span> <time class=\"updated2\">18\/04\/2016 9:02<\/time><\/span><\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/header>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"385\" height=\"177\" alt=\"impeachment-n\u00e3o-\u00e9-golpe\" class=\"alignnone size-medium wp-image-32068\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/impeachment-n\u00e3o-\u00e9-golpe-385x177.jpg\" style=\"width: 200px; height: 45px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/impeachment-n\u00e3o-\u00e9-golpe-385x177.jpg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/impeachment-n\u00e3o-\u00e9-golpe-450x207.jpg 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/impeachment-n\u00e3o-\u00e9-golpe.jpg 664w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\">Quando o Supremo Tribunal Federal <\/span>declarou a constitucionalidade da Lei da Anistia, em abril de 2010, perdoando crimes cometidos por agentes do Estado durante a ditadura militar, emitiu-se um forte sinal de toler&acirc;ncia com o golpismo &ndash; fen&ocirc;meno que acomete o Pa&iacute;s atualmente. &Eacute; o que defende Paulo Abr&atilde;o, presidente da Comiss&atilde;o da Anistia do Brasil e diretor do Instituto de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas em Direitos Humanos do Mercosul. &ldquo;&Eacute; preciso compreender que a condena&ccedil;&atilde;o moral da impunidade ditatorial do passado &eacute;, na verdade, uma proposta de compromisso pol&iacute;tico com o futuro democr&aacute;tico do Pa&iacute;s. &Eacute; o que chamamos de constru&ccedil;&atilde;o das garantias de n&atilde;o repeti&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz ele, que foi secret&aacute;rio Nacional da Justi&ccedil;a de Dilma Rousseff<span>&nbsp; <\/span>entre 2011 e 2014.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s2\">Para Abr&atilde;o, sem crime de responsabilidade cometido por Dilma, n&atilde;o existe justificativa legal para o impeachment. O poss&iacute;vel afastamento da petista seria um &ldquo;novo tipo de golpe, p&oacute;s-moderno&rdquo; &ndash; e essa ruptura democr&aacute;tica n&atilde;o seria tolerada pela comunidade internacional.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>Brasileiros &ndash; O Brasil soube lidar com seu passado de ditadura militar? Acredita que a amea&ccedil;a &agrave; democracia hoje est&aacute; relacionada &agrave; falta de puni&ccedil;&atilde;o e esclarecimento sobre esse per&iacute;odo?<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s2\"><strong>Paulo Abr&atilde;o<\/strong> &ndash; A vig&ecirc;ncia da Lei de Anistia presume uma legitimidade da ordem jur&iacute;dica do Estado de Exce&ccedil;&atilde;o. Quando o STF declarou a sua constitucionalidade, emitiu um forte sinal de toler&acirc;ncia com o golpismo.&nbsp;&Eacute; preciso compreender que a condena&ccedil;&atilde;o moral da impunidade ditatorial do passado &eacute;, na verdade, uma proposta de compromisso pol&iacute;tico com o futuro democr&aacute;tico do Pa&iacute;s. &Eacute; o que chamamos de constru&ccedil;&atilde;o das garantias de n&atilde;o repeti&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>Qual o impacto dessa crise pol&iacute;tica na rela&ccedil;&atilde;o do Brasil com os demais pa&iacute;ses do Mercosul?&nbsp;<\/strong><\/span><br \/>\n\tTodas as principais autoridades internacionais est&atilde;o atentas. Qualquer sa&iacute;da da crise que desrespeite o resultado eleitoral naturalmente ser&aacute; vista com desconfian&ccedil;a. A comunidade internacional n&atilde;o tolera mais rupturas democr&aacute;ticas. Nessa hip&oacute;tese, vamos passar um tempo dando explica&ccedil;&otilde;es, sofrer san&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, mas tamb&eacute;m econ&ocirc;micas, pois quase todos os atuais acordos comerciais cont&ecirc;m cl&aacute;usulas democr&aacute;ticas. Al&eacute;m disso, ser&atilde;o acionadas as cortes internacionais de direitos humanos e o Brasil passar&aacute; a imagem de um pa&iacute;s fora da legalidade internacional.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>Qual &eacute; sua opini&atilde;o sobre um poss&iacute;vel impeachment de Dilma? &Eacute; uma op&ccedil;&atilde;o leg&iacute;tima?<\/strong><\/span><br \/>\n\tN&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o constitucional de uso de impeachment por raz&otilde;es pol&iacute;ticas ou pelo &ldquo;conjunto das circunst&acirc;ncias&rdquo;. Somente se for por crime de responsabilidade, por desvio de fun&ccedil;&atilde;o. Impeachment fora dessa regra &eacute; golpe de novo tipo, &ldquo;p&oacute;s-moderno&rdquo;. &Eacute; preciso respeitar os procedimentos do regime presidencialista. Se impeachment for visto como rem&eacute;dio para governo impopular ou sem maioria parlamentar, ou para resolver o problema da corrup&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica, nossa hist&oacute;ria democr&aacute;tica ser&aacute; a de uma panaceia de sucessivas interrup&ccedil;&otilde;es de mandatos. As ditas alegadas &ldquo;pedaladas fiscais&rdquo; n&atilde;o s&atilde;o crimes de responsabilidade previstas na Lei do Impeachment. E na doutrina penal n&atilde;o existe crime por analogia. Seria um esc&aacute;rnio um pa&iacute;s com problemas t&atilde;o graves de desigualdade ter a presidenta deposta por ter feito opera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito para assegurar a periodicidade do pagamento dos programas sociais para as popula&ccedil;&otilde;es mais pobres. Al&eacute;m de golpe ilegal, &eacute; golpe ilegal contra os pobres. &Eacute; preciso senso de responsabilidade, pois um impeachment nesses termos e com uma sociedade dividida nas ruas &eacute; uma aposta em um conflito social absolutamente indesej&aacute;vel.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>Qual pode ser a sa&iacute;da democr&aacute;tica para a crise pol&iacute;tica que vivemos?<\/strong><\/span><br \/>\n\tNosso desafio pol&iacute;tico atual eclodiu nos protestos de 2013 e foi sintetizado em um pessimismo desorganizado e generalizado. Os atos exigiam melhoria nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos, novos direitos e um sistema pol&iacute;tico mais &eacute;tico. C&aacute; entre n&oacute;s, uma agenda pol&iacute;tica da esquerda. Naquele momento, a sa&iacute;da para o governo n&atilde;o era ter confrontado os manifestantes, apelando &agrave; ordem e &agrave; seguran&ccedil;a p&uacute;blica, mas justamente ter aproveitado o clima pol&iacute;tico favor&aacute;vel de exig&ecirc;ncia por mudan&ccedil;as para for&ccedil;ar o equil&iacute;brio da sua coaliz&atilde;o para o lado dessas lutas que confrontavam interesses dos setores olig&aacute;rquicos da sociedade.&nbsp;Aquela puls&atilde;o social veio de uma eleva&ccedil;&atilde;o da autoestima da popula&ccedil;&atilde;o durante o pr&oacute;prio governo Lula que acabou se esbarrando, por diversos motivos, na descontinuidade ou desacelera&ccedil;&atilde;o das transforma&ccedil;&otilde;es sociais no per&iacute;odo seguinte. O PT e parte da esquerda, atuando na defensiva por serem base do governo, n&atilde;o compreenderam a energia renovadora daqueles protestos. Ocorre que a esquerda tem a sua identidade hist&oacute;rica forjada na capacidade catalisadora das demandas diretas da sociedade. &nbsp;Perder essa voca&ccedil;&atilde;o faz envelhecer e tamb&eacute;m gera enfraquecimento pol&iacute;tico. N&atilde;o se perde apenas base social, mas tamb&eacute;m apoio e confian&ccedil;a pol&iacute;tica das for&ccedil;as que orbitam ao redor pelo interesse de coligar-se a essa capacidade. Se o Pa&iacute;s vencer a fal&aacute;cia ofuscante do impeachment como uma solu&ccedil;&atilde;o para todos os males, o governo e a esquerda ter&atilde;o uma nova chance. Depois de garantir o respeito &agrave; legalidade, o segundo passo dever&aacute; ser, sob novas condi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, se reorganizar para apresentar propostas que se comuniquem com as causas da rejei&ccedil;&atilde;o generalizada &agrave; pol&iacute;tica.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong><span class=\"s3\">Como se daria essa reorganiza&ccedil;&atilde;o?<\/span><\/strong><\/span><br \/>\n\tA reorganiza&ccedil;&atilde;o dever&aacute; anunciar lealdade &agrave;s for&ccedil;as que lhe garantem sustenta&ccedil;&atilde;o: fidelizar-se ao conjunto parlamentar que efetivamente permanecer ao seu lado, inclu&iacute;da a oposi&ccedil;&atilde;o de esquerda, e valorizar de fato toda a base social que sair em sua defesa, internalizando de forma sincera as suas agendas e reivindica&ccedil;&otilde;es. Mas para isso as lideran&ccedil;as centrais do governo v&atilde;o precisar ter a clareza de que a conjuntura exige um governo com perfil claro, renovado, altivo e diferente do que foi at&eacute; agora. N&oacute;s chegamos ao fim do primeiro ciclo democr&aacute;tico p&oacute;s-ditadura, em raz&atilde;o do esgotamento do seu modo de produ&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-eleitoral: as coaliz&otilde;es centristas n&atilde;o program&aacute;ticas, fidelizadas por meio de distribui&ccedil;&atilde;o de cargos e pelo financiamento il&iacute;cito das campanhas eleitorais. N&atilde;o se trata, portanto, de apenas ganhar tempo para melhorar a situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do Pa&iacute;s.&nbsp;&Eacute; necess&aacute;rio pensar uma agenda estrutural de prepara&ccedil;&atilde;o do Pa&iacute;s para algo melhor do que aquilo que a&iacute; est&aacute;, seja no campo econ&ocirc;mico, seja no campo pol&iacute;tico.&nbsp;Considerando que pol&iacute;tica &eacute; correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, est&aacute; configurada uma for&ccedil;a liberadora nas ruas para romper com esse modelo. O governo pode aproveitar essa energia, fazer uma sinaliza&ccedil;&atilde;o &agrave;s ruas e pressionar o Congresso para uma reforma pol&iacute;tica, que seja resultado de uma intensa agenda de debates nacionais.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong><span class=\"s3\">Na hip&oacute;tese de a oposi&ccedil;&atilde;o conservadora subir ao poder, ela poderia cumprir essa tarefa?<\/span><\/strong><\/span><br \/>\n\tN&atilde;o. Primeiro, porque a hip&oacute;tese de isso acontecer antes de 2018 depende dessa manobra de ruptura democr&aacute;tica. E essa m&aacute;cula n&atilde;o pacificar&aacute; o Pa&iacute;s, pelo contr&aacute;rio. Segundo, porque o projeto da oposi&ccedil;&atilde;o conservadora n&atilde;o se acopla coerentemente com os desafios reais. Reduzir obsessivamente o tamanho do Estado, diminuir programas sociais e fazer ajuste fiscal &agrave; custa dos direitos das classes mais baixas &eacute; incompat&iacute;vel com a demanda por mais direitos e por melhores servi&ccedil;os p&uacute;blicos. Resultaria em um aprofundamento da crise atual. O grupo que tenta derrubar Dilma tamb&eacute;m n&atilde;o tem resposta para a crise &eacute;tica, especialmente se a Lava Jato prosseguir. &Eacute; evidente que esse hipot&eacute;tico governo teria mais benevol&ecirc;ncia por parte da m&iacute;dia e isso modula o humor social. Mas seria puro simulacro de mudan&ccedil;a.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong><span class=\"s3\">O que achou da nomea&ccedil;&atilde;o de Lula como ministro-chefe da Casa Civil? Faz sentido Gilmar Mendes consider&aacute;-la &ldquo;obstru&ccedil;&atilde;o de Justi&ccedil;a&rdquo;?<\/span><\/strong><\/span><br \/>\n\tQualquer cidad&atilde;o &eacute; inocente at&eacute; que se prove o contr&aacute;rio. At&eacute; o momento, Lula n&atilde;o &eacute; formalmente r&eacute;u em nenhuma a&ccedil;&atilde;o, nenhuma den&uacute;ncia foi aceita por nenhum juiz. Sendo ministro, n&atilde;o h&aacute; interrup&ccedil;&atilde;o no prosseguimento das investiga&ccedil;&otilde;es de nenhuma den&uacute;ncia contra ele que agora tramita junto ao STF, que, a prop&oacute;sito, n&atilde;o prev&ecirc; a possibilidade de recursos, o que &eacute; menos vantajoso para qualquer investigado. &nbsp;O STF demonstrou muito rigor no julgamento da AP 470 e dizer que Lula est&aacute; escolhendo um &ldquo;foro privilegiado&rdquo; &eacute; duvidar da idoneidade dos ministros do STF.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong><span class=\"s4\">E sobre a decis&atilde;o de Teori Zavascki, considerando ilegal a divulga&ccedil;&atilde;o dos &aacute;udios e devolvendo ao Supremo a decis&atilde;o de quem continuar&aacute; as investiga&ccedil;&otilde;es de Lula?<\/span><\/strong><\/span><br \/>\n\tFoi uma decis&atilde;o para tentar normalizar o devido processo legal e minorar os efeitos danosos que o juiz Moro produziu na Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato ao romper as barreiras da legalidade.&nbsp;&Eacute; o melhor que poderia acontecer em favor da preserva&ccedil;&atilde;o da credibilidade com o sistema de Justi&ccedil;a porque com aquele epis&oacute;dio o juiz Moro perdeu a imparcialidade para julgar Lula.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong><span class=\"s3\">Qual a sua avalia&ccedil;&atilde;o sobre a atua&ccedil;&atilde;o do juiz Sergio Moro &agrave; frente da Lava Jato?<\/span><\/strong><\/span><br \/>\n\tRenomados juristas est&atilde;o denunciando problemas de relativiza&ccedil;&atilde;o da presun&ccedil;&atilde;o da inoc&ecirc;ncia, cerceamento &agrave; ampla defesa, o uso de pris&otilde;es preventivas para for&ccedil;ar dela&ccedil;&otilde;es premiadas, vazamentos ilegais por meio de rela&ccedil;&otilde;es obscuras com a imprensa e, principalmente, seletividade nas investiga&ccedil;&otilde;es. Isso preocupa, pois s&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es t&iacute;picas de processos penais de exce&ccedil;&atilde;o ou de um Estado Policial. No combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o, t&atilde;o importante quanto as a&ccedil;&otilde;es concretas &eacute; a legitimidade de quem as executa. A instrumentaliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da Lava Jato no epis&oacute;dio da desnecess&aacute;ria condu&ccedil;&atilde;o coercitiva do ex-presidente, a divulga&ccedil;&atilde;o ilegal de escuta telef&ocirc;nica presidencial sem remeter imediatamente os autos ao ju&iacute;zo competente, a juntada ao processo e divulga&ccedil;&atilde;o de outras escutas que n&atilde;o possuem relev&acirc;ncia processual sem lastro judicial, tudo isso na antev&eacute;spera de manifesta&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas convocadas pela oposi&ccedil;&atilde;o &ndash; o juiz enviou carta aos manifestantes! &ndash;, nivelaram a opera&ccedil;&atilde;o por baixo. Isso &eacute; uma l&aacute;stima porque todos saudamos o curso institucional de uma a&ccedil;&atilde;o investigativa contra a corrup&ccedil;&atilde;o com todo o rigor e para atingir quem quer que seja.&nbsp;E muitos ainda acreditam que a Lava Jato &eacute; uma investiga&ccedil;&atilde;o realmente abrangente e independente para alcan&ccedil;ar todas as pr&aacute;ticas il&iacute;citas de financiamento eleitoral de todos os governos e partidos.&nbsp;Outros apostam que, na hip&oacute;tese da derrubada do atual governo, haver&aacute; o in&iacute;cio do seu esvaziamento ou que o objetivo &eacute; apenas criminalizar o PT e a esquerda. O tempo vai nos responder.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong><span class=\"s3\">Sobre a radicaliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica no Pa&iacute;s, como chegamos a esse n&iacute;vel de intoler&acirc;ncia? Qual o papel da imprensa nesse processo?<\/span><\/strong><\/span><br \/>\n\t<span class=\"s3\">O autoritarismo &eacute; a nega&ccedil;&atilde;o do reconhecimento do outro. E boa parte da imprensa tradicional se pautou pelo antipetismo, apelando a todo tipo de casu&iacute;smo para vender a ideia de que o PT &eacute; o eixo do mal. As linhas editoriais naturalizaram manifesta&ccedil;&otilde;es de &oacute;dio e de intoler&acirc;ncia, express&otilde;es pejorativas. No uso dessa linguagem confundiram oposi&ccedil;&atilde;o com agress&atilde;o. Enquanto isso, o governo n&atilde;o se esfor&ccedil;ou seriamente por uma lei de democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es. Um dos reflexos &eacute; que a despolitiza&ccedil;&atilde;o dos protestos incorporou a l&oacute;gica do preconceito, para muito al&eacute;m do livre direito &agrave; cr&iacute;tica e de manifesta&ccedil;&atilde;o contra o governo.&nbsp;A repress&atilde;o est&aacute; aumentando, partidos e agremia&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas t&ecirc;m suas sedes atacadas, padres s&atilde;o agredidos em missas, lideran&ccedil;as comunistas e populares s&atilde;o assassinados, universidades voltam a demitir por crit&eacute;rio ideol&oacute;gico, emerge uma viol&ecirc;ncia sexista contra a presidenta, elaboram listas de &ldquo;supostos comunistas&rdquo;, recrudescem as viola&ccedil;&otilde;es contra as minorias e h&aacute; at&eacute; agress&atilde;o a ministro do Supremo. As pessoas voltaram a ser hostilizadas por pertencerem a um grupo pol&iacute;tico, religioso ou&nbsp; por terem um pensamento. &Eacute; desolador atestar que o fascismo acordou e j&aacute; tem representantes no Congresso.&nbsp;O fascismo &eacute; contagiante e &eacute; urgente refletir seriamente sobre o sentido das coisas que t&ecirc;m sido ditas e sobre o n&atilde;o-dito que est&aacute; ficando no subterr&acirc;neo dos discursos.<\/span><span class=\"s6\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div class=\"shorten_url\" style=\"text-align: justify;\">Link curto: http:\/\/brasileiros.com.br\/ruNiy<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/brasileiros.com.br\/2016\/04\/impacto-internacional\/#.VxV0rTk2XC8.twitter\"><strong>Brasileiros<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <strong><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Abr&atilde;o diz que o desrespeito ao resultado eleitoral de 2014 ser&aacute; visto com desconfian&ccedil;a. Foto: Rodrigo Farhat Pol&iacute;tica Impacto internacional Para Paulo Abr&atilde;o, ex-secret&aacute;rio Nacional de Justi&ccedil;a de Dilma Rousseff, atual presidente da Comiss&atilde;o da Anistia e diretor do Instituto de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas em Direitos Humanos do Mercosul, o poss&iacute;vel afastamento da presidenta seria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-32280","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2016"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32280"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32280\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32285,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32280\/revisions\/32285"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}