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{"id":30928,"date":"2016-01-19T13:14:07","date_gmt":"2016-01-19T16:14:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=30928"},"modified":"2016-01-19T20:03:29","modified_gmt":"2016-01-19T23:03:29","slug":"processo-no-0800750-88-2015-4-05-8302-24avara-jfpe-procedimento-ordinario-sentenca-anistiado-equiparacao-segundo-tenente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2016\/01\/processo-no-0800750-88-2015-4-05-8302-24avara-jfpe-procedimento-ordinario-sentenca-anistiado-equiparacao-segundo-tenente\/","title":{"rendered":"Processo n\u00ba 0800750-88.2015.4.05.8302 &#8211; 24\u00aaVara &#8211; JFPE &#8211; Procedimento Ordin\u00e1rio + Senten\u00e7a Anistiado &#8211; Equipara\u00e7\u00e3o a Segundo Tenente"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"tiago-antunes-de-aguiar-juiz-federal-24\u00aavara-caruaru-pe-recortado\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30932\" height=\"289\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/tiago-antunes-de-aguiar-juiz-federal-24\u00aavara-caruaru-pe-recortado.jpg\" width=\"239\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color:#4B0082;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>Dr. TIAGO ANTUNES DE AGUIAR &#8211; <\/strong>Juiz Federal da 24&ordf; Vara\/PE &#8211; Decidiu<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#4B0082;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">O anistiado JO&Atilde;O BATISTA BEZERRA FILHO vinha recebendo proventos de primeiro-sargento e, com a decis&atilde;o prolatada nos autos do&nbsp;PROCESSO N&ordm;: <strong>0800750-88.2015.4.05.8302<\/strong>, ter&aacute; seus proventos reajustado para Suboficial. Al&eacute;m do aumento do soldo, aumentar&aacute; tamb&eacute;m os <strong>adicionais MILITAR<\/strong> e de <strong>HABILITA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong>.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#4B0082;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">(&#8230;)<\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"450\" height=\"97\" alt=\"xbox-live-promocao\" class=\"alignnone size-large wp-image-28534\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/xbox-live-promocao-450x97.png\" style=\"width: 250px; height: 54px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/xbox-live-promocao-450x97.png 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/xbox-live-promocao-385x83.png 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/xbox-live-promocao.png 982w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p><strong>De: <\/strong>Alexandre Vasconcelos [mailto:alexandre@baptistaevasconcelos.com.br]<br \/>\n\t<strong>Enviada em:<\/strong> ter&ccedil;a-feira, 19 de janeiro de 2016 12:59<br \/>\n\t<strong>Para:<\/strong> &#39;GVLIMA&#39; &lt;gvlima@terra.com.br&gt; (&#8230;);<br \/>\n\t<strong>Assunto:<\/strong> ENC: Senten&ccedil;a Anistiado Equipara&ccedil;&atilde;o Segundo Tenente<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Caro Anistiado Pol&iacute;tico FABIANO,<\/p>\n<p>Segue EXCELENTE decis&atilde;o que reconheceu o direito do anistiado pol&iacute;tico JO&Atilde;O BATISTA BEZERRA FILHO a receber os proventos na patente de SEGUNDO-TENENTE.<\/p>\n<p>O anistiado vinha recebendo proventos de primeiro-sargento e, com esta decis&atilde;o, ter&aacute; seus proventos reajustado. Al&eacute;m do aumento do soldo, aumentar&aacute; tamb&eacute;m os adicionais MILITAR e de HABILITA&Ccedil;&Atilde;O.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"195\" height=\"60\" alt=\"1396642028banner_servico_acompanhamento\" class=\"alignnone size-full wp-image-26361\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/1396642028banner_servico_acompanhamento.jpg\" style=\"width: 195px; height: 60px;\" \/><\/p>\n<p>PROCESSO N&ordm;: <strong>0800750-88.2015.4.05.8302 &#8211; PROCEDIMENTO ORDIN&Aacute;RIO<\/strong><\/p>\n<p>AUTOR: <strong>JOAO BATISTA BEZERRA FILHO <\/strong><br \/>\n\tADVOGADO: <strong>BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA <\/strong><br \/>\n\tR&Eacute;U: <strong>UNI&Atilde;O FEDERAL &#8211; UNI&Atilde;O. <\/strong><br \/>\n\t<strong>24&ordf; VARA FEDERAL &#8211; JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"201\" height=\"71\" alt=\"A_decis\u00e3o_judicial-0\" class=\"alignnone size-full wp-image-29310\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/A_decis\u00e3o_judicial-0.jpg\" style=\"width: 195px; height: 54px;\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>SENTEN&Ccedil;A &#8211; Tipo A<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I &#8211; RELAT&Oacute;RIO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de a&ccedil;&atilde;o de rito ordin&aacute;rio interposta por <strong>JO&Atilde;O BATISTA BEZERRA FILHO<\/strong> em face da <strong>UNI&Atilde;O <\/strong>requerendo, em s&iacute;ntese, a revis&atilde;o de seus proventos equiparando-os aos de Segundo-Tenente, com efeitos retroativos a contar de 04 de novembro de 1999, acrescida de juros e corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria respeitada &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o quinquenal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aduz o autor que em virtude da portaria n&deg; 1.104\/GM3, de 12 de outubro de 1964, foi licenciado involuntariamente de suas atividades na For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira, sendo declarado anistiado pol&iacute;tico pelo Ministro de Estado da Justi&ccedil;a em 08 de mar&ccedil;o de 2005, conforme publica&ccedil;&atilde;o da Portaria n&ordm; 291\/05 no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acrescenta que em raz&atilde;o do reconhecimento da anistia passou a perceber a repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o de Segundo-Sargento, com proventos da gradua&ccedil;&atilde;o de Primeiro-Sargento, nos termos da Lei 10.559\/02. No entanto, refuta que a referida lei assegura que a presta&ccedil;&atilde;o continuada do anistiado pol&iacute;tico deve ser igual &agrave; remunera&ccedil;&atilde;o que teria direito se na ativa estivesse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assevera, ainda, que respeitadas as leis e regulamentos vigentes &agrave; &eacute;poca, o autor chegaria, no m&iacute;nimo &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o de Suboficial e dessa forma, receberia, na reserva, proventos de Segundo-tenente. Portanto, requer, no m&eacute;rito, que seja declarada a promo&ccedil;&atilde;o &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o de Suboficial, com proventos de Segundo-Tenente, sendo a Uni&atilde;o Federal condenada a pagar os valores atrasados e devidamente revisados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juntou documentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Despacho proferido por este ju&iacute;zo deferindo o benef&iacute;cio da assist&ecirc;ncia gratuita, bem como determinando a cita&ccedil;&atilde;o da r&eacute; para apresentar contesta&ccedil;&atilde;o no prazo da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Uni&atilde;o apresentou contesta&ccedil;&atilde;o, alegando em s&iacute;ntese: <strong>a)<\/strong> a ocorr&ecirc;ncia da prescri&ccedil;&atilde;o do fundo de direito, com base no entendimento do STJ de que <span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">&quot;nos casos em que o servidor busca revis&atilde;o de aposentadoria, ocorre a prescri&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio fundo de direito ap&oacute;s o transcurso de mais de cinco anos entre o ato de concess&atilde;o e o ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o.&quot; <\/span><\/span>Dessa forma, defendeu que a emiss&atilde;o do ato administrativo concessivo ocorreu em 2005 com a reconhecimento da anistia, tendo transcorrido mais de cinco anos at&eacute; a data do ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o; <strong>b)<\/strong> a inviabilidade de conceder a promo&ccedil;&atilde;o ao autor, uma vez que o acesso aos subsequentes graus hier&aacute;rquicos condicionava-se, al&eacute;m de outros requisitos, &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o em concurso e &agrave; conclus&atilde;o com &ecirc;xito do curso de forma&ccedil;&atilde;o ministrado na Escola de Especialistas de Aeron&aacute;utica, o que por encontrar-se o autor inativo, nunca se saberia se viria a acontecer. Pondera, ainda, que a eventual altera&ccedil;&atilde;o da promo&ccedil;&atilde;o pelo judici&aacute;rio implicaria em irregular interfer&ecirc;ncia &agrave; esfera administrativa;<strong> c)<\/strong> a necessidade de se observar a limita&ccedil;&atilde;o dos juros de mora e corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria aos par&acirc;metros estabelecidos no art. 1&ordm; F da Lei n&ordm; 9.494\/97, bem como dos honor&aacute;rios advocat&iacute;cios, no caso deste Ju&iacute;zo entender pela proced&ecirc;ncia do pedido da parte autora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devidamente intimada, a autora apresentou manifesta&ccedil;&atilde;o acerca da contesta&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o, sustentando pela proced&ecirc;ncia total do pedido constante na exordial, respaldando-se que: <strong>a)<\/strong> conforme o entendimento pac&iacute;fico da jurisprud&ecirc;ncia p&aacute;tria, o militar exclu&iacute;do da aeron&aacute;utica por for&ccedil;a da portaria n 1.104\/64 fatalmente chegaria &agrave; patente de Suboficial e, na reserva, perceberia proventos de Segundo-Tenente e que, portanto, o valor da presta&ccedil;&atilde;o continuada de que trata a lei n&deg; 10.559\/02 deve-se ser igual ao da remunera&ccedil;&atilde;o que o anistiado pol&iacute;tico receberia se na ativa estivesse. Acrescentou ainda, que a referida lei tamb&eacute;m faz men&ccedil;&atilde;o ao direito assegurado aos inativos &agrave;s promo&ccedil;&otilde;es ao cargo, emprego, posto ou gradua&ccedil;&atilde;o a que teria se estivesse em atividade. Defendeu que, tendo em vista a idade limite para a reserva remunerada ex-oficio e o interst&iacute;cio m&aacute;ximo de perman&ecirc;ncia em cada gradua&ccedil;&atilde;o\/patente, o autor atingiria a gradua&ccedil;&atilde;o de Suboficial caso n&atilde;o houvesse sido arbitrariamente licenciado das For&ccedil;as Armadas; <strong>b)<\/strong> as jurisprud&ecirc;ncias vem se posicionando no sentido de considerar imprescrit&iacute;vel o direito &agrave; anistia, devendo ser respeitada, apenas, a prescri&ccedil;&atilde;o das parcelas vencidas antes do lapso temporal de cinco anos anteriores &agrave; propositura da a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vieram-me conclusos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II &#8211; FUNDAMENTOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alega a Uni&atilde;o, preliminarmente, que ocorreu a prescri&ccedil;&atilde;o de fundo de direito, afirmando que esta modalidade incide sobre a&ccedil;&atilde;o revisional de aposentadoria de servidor publico, conforme decis&atilde;o do STJ em car&aacute;ter irrecorrig&iacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analisando os autos, tem-se que a parte autora ao requerer em Ju&iacute;zo a revis&atilde;o de seus proventos com base na Lei n&deg; 10.559\/02, na verdade, est&aacute; questionando os par&acirc;metros fixados no ato da anistia pol&iacute;tica reconhecida em seu favor. Requer o autor que a Uni&atilde;o Federal seja condenada na obriga&ccedil;&atilde;o de revisar seus proventos, equiparando-os ao de Segundo-Tenente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segue alegando que desde o ano de 1999 j&aacute; alcan&ccedil;ava os requisitos necess&aacute;rios para a concess&atilde;o da promo&ccedil;&atilde;o ao cargo de Suboficial, com proventos de Segundo-Tenente, levando em considera&ccedil;&atilde;o apenas o tempo de perman&ecirc;ncia m&aacute;ximo em cada grau\/patente (antiguidade) e a idade exigida para cada cargo, em observ&acirc;ncia &agrave;s leis vigentes &agrave; &eacute;poca. No entanto, ao ser declarado anistiado pol&iacute;tico pelo Ministro da Justi&ccedil;a, atrav&eacute;s da Portaria n&deg; 291, de 08 de mar&ccedil;o de 2005, foi reconhecido o direito &agrave; promo&ccedil;&atilde;o &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o de Segundo-sargento com proventos da gradua&ccedil;&atilde;o de Primeiro-sargento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, depreende-se que o autor almeja discutir a revis&atilde;o do ato que concedeu a anistia, posto que na data de sua publica&ccedil;&atilde;o j&aacute; havia atingido os atributos autorizadores &agrave; promo&ccedil;&atilde;o para Suboficial, sendo inequ&iacute;voco a concess&atilde;o &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o de Segundo-Tenente. Incidindo, portanto, a prescri&ccedil;&atilde;o de fundo de direito, nos moldes expostos a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prescri&ccedil;&atilde;o consiste na perda da oportunidade de ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o pelo transcurso do prazo, sendo tratada pelo legislador brasileiro mediante leis espec&iacute;ficas. &Eacute; imperioso destacar o Decreto n&deg; 20.910\/32, que disp&otilde;e sobre a prescri&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es pessoas contra a fazenda P&uacute;blica e suas autarquias. Vejamos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">Art. 1&deg; &#8211; As d&iacute;vidas passivas da uni&atilde;o, dos Estados e dos Munic&iacute;pios, bem como assim todo e qualquer direito ou a&ccedil;&atilde;o contra a Fazenda Federal, Especial ou Municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme o art. 3&ordm; do mesmo diploma <span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">&quot;quando o pagamento se dividir por dias, meses ou anos a prescri&ccedil;&atilde;o atingir&aacute; progressivamente as presta&ccedil;&otilde;es, a medida que completarem os prazos estabelecidos pelo presente decreto.&quot; &nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observa-se que nas hip&oacute;teses do artigo acima, n&atilde;o ocorrer&aacute;, propriamente, a prescri&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o, mas, t&atilde;o-somente, a prescri&ccedil;&atilde;o das parcelas anteriores aos cinco anos de seu ajuizamento. <u>Neste caso, fala-se em prescri&ccedil;&atilde;o de trato sucessivo, posto que, o marco inicial do prazo prescricional para ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o se renova<\/u>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferente se d&aacute; o tratamento da chamada prescri&ccedil;&atilde;o de fundo de direito, onde o marco inicial para ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se renova, iniciando-se o c&ocirc;mputo do prazo prescricional no momento em que a Administra&ccedil;&atilde;o incorre em d&iacute;vida com o administrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a express&atilde;o fundo de direito esclarece o Ministro Moreira Alves, no voto proferido no RE n&deg; 110.419\/SP:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">Fundo de direito &eacute; express&atilde;o utilizada para significar o direito de ser funcion&aacute;rio (situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica fundamental) ou o direito a modifica&ccedil;&otilde;es que se admitem com rela&ccedil;&atilde;o a essa situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica fundamental, como reclassifica&ccedil;&otilde;es, reenquadramentos, direito e adicionais por tempo de servi&ccedil;o, direito &agrave; gratifica&ccedil;&atilde;o por presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de natureza especial, etc.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse diapas&atilde;o, o Ministro Moreira Alves acaba por apontar o sentido da denominada prescri&ccedil;&atilde;o de trato sucessivo, no mesmo voto:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">A pretens&atilde;o ao fundo de direito prescreve, em direito administrativo, em cinco anos a partir da data da viola&ccedil;&atilde;o dele, pelo n&atilde;o reconhecimento inequ&iacute;voco. J&aacute; o direito a perceber as vantagens pecuni&aacute;rias decorrentes dessa situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica fundamental ou de suas modifica&ccedil;&otilde;es ulteriores &eacute; mera consequ&ecirc;ncia daquele, e sua pretens&atilde;o, que diz respeito a quantum, renasce cada vez em que este &eacute; devido (dia a dia, m&ecirc;s a m&ecirc;s, ano a ano, conforme a periodicidade em que &eacute; devido seu pagamento), e, por isso, se restringe &agrave;s presta&ccedil;&otilde;es vencidas h&aacute; mais de cinco anos, nos termos exatos do artigo 3&ordm; do decreto n&deg; 20.910\/32.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, conclui-se que as obriga&ccedil;&otilde;es de trato sucessivo s&atilde;o aquelas decorrentes de uma situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica j&aacute; reconhecida, no qual o direito ao quantum se renova periodicamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso dos autos, o autor encontra-se licenciado involuntariamente de suas atividades na For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira em raz&atilde;o dos efeitos da anistia pol&iacute;tica j&aacute; concedida. No entanto, quer que a gradua&ccedil;&atilde;o ao posto de Suboficial seja reconhecida, na medida em que re&uacute;ne os requisitos da antiguidade e idade exigidos para o cargo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, deve-se frisar que n&atilde;o ocorrer&aacute;, propriamente, a prescri&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o, mas, t&atilde;o-somente, a prescri&ccedil;&atilde;o das parcelas anteriores aos cinco anos de seu ajuizamento. <u>Neste caso, fala-se em prescri&ccedil;&atilde;o de trato sucessivo, posto que, o marco inicial do prazo prescricional para ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o se renova.<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><u>Esse &eacute; o entendimento dos Tribunais Regionais Federais conforme julgado abaixo transcrito.<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ADMINISTRATIVO. MILITAR. AGRAVO INTERNO. ANISTIA. <strong>OBRIGA&Ccedil;&Atilde;O DE TRATO SUCESSIVO<\/strong>. <strong>ART. 8&ordm; DO ADCT. LEI N&ordm; 10.559\/02. PROMO&Ccedil;&Otilde;ES AO OFICIALATO<\/strong>. PR&Eacute;VIA APROVA&Ccedil;&Atilde;O EM CONCURSO. PREENCHIMENTO DE CRIT&Eacute;RIOS SUBJETIVOS. MUDAN&Ccedil;A DE QUADRO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decis&atilde;o em embargos de declara&ccedil;&atilde;o que deu provimento ao recurso autoral, julgando procedente o pedido inicial para assegurar ao autor, militar anistiado, todas as promo&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis na carreira militar, inclu&iacute;das as gradua&ccedil;&otilde;es de Oficial. 2. <strong><u>Obriga&ccedil;&atilde;o de trato sucessivo. A prescri&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;a, apenas, presta&ccedil;&otilde;es anteriores ao q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nio legal, a contar do ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o.<\/u><\/strong> 3. <u>Nos termos da Lei n&ordm;. 10.559\/02, que regulamentou o art. 8&ordm; do ADCT, o Apelante passou a fazer jus &agrave;s promo&ccedil;&otilde;es, na inatividade, ao posto ou gradua&ccedil;&atilde;o a que teria direito se estivesse em servi&ccedil;o ativo, obedecidos os prazos de perman&ecirc;ncia em atividade previstos nas leis e regulamentos vigentes, respeitadas as caracter&iacute;sticas e peculiaridades das carreiras dos militares e observados os respectivos regimes jur&iacute;dicos.<\/u> 4. Isso n&atilde;o significa, contudo, que tenham sido asseguradas, indiscriminadamente, todas as promo&ccedil;&otilde;es que, em tese, seriam poss&iacute;veis, mas apenas aquelas a que teria direito o militar, caso tivesse continuado em atividade. Dessa forma, restaram afastadas as promo&ccedil;&otilde;es por merecimento, que demandariam an&aacute;lise de aproveitamento e desempenho &#8211; o que se mostraria de todo imposs&iacute;vel no caso concreto &#8211; limitando-se &agrave;s promo&ccedil;&otilde;es cuja aprecia&ccedil;&atilde;o se d&aacute; por crit&eacute;rios objetivos, &eacute; dizer, as de antiguidade. 5. Promov&ecirc;-lo &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o de oficial, por merecimento, seria admitir que, caso n&atilde;o tivesse sido afastado, seria sucessivamente beneficiado por tal crit&eacute;rio de promo&ccedil;&atilde;o que exige o preenchimento de requisitos subjetivos rigorosos, precedido de &ecirc;xito em concurso de admiss&atilde;o ao oficialato &#8211; quadro diverso ao que pertencia; al&eacute;m da exig&ecirc;ncia do interst&iacute;cio m&iacute;nimo em cada gradua&ccedil;&atilde;o. 6. N&atilde;o procede a pretens&atilde;o requerida, por se tratar de Primeiro-Sargento, cujas promo&ccedil;&otilde;es se limitam ao Quadro de Pra&ccedil;as ao qual pertence. 7. Agravo interno parcialmente provido. (TRF-2 &#8211; AC: 200102010369132 RJ 2001.02.01.036913-2, Relator: Desembargador Federal GUILHERME CALMON NOGUEIRA DA GAMA, Data de Julgamento: 08\/06\/2009,&nbsp; SEXTA TURMA ESPECIALIZADA, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DJU &#8211; Data::17\/06\/2009 &#8211; P&aacute;gina::93)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, rejeito a preliminar de prescri&ccedil;&atilde;o de fundo de direito, e passo para an&aacute;lise do m&eacute;rito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>II&nbsp; &#8211; M&Eacute;RITO <\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cerne da lide limita-se em se verificar a possibilidade jur&iacute;dica do anistiado pol&iacute;tico de obter promo&ccedil;&atilde;o &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o de suboficial, com proventos de Segundo-Tenente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lei 10.559\/02 regulamentou a Anistia Pol&iacute;tica conferida pelo artigo 8&ordm; do ADCT da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal conforme artigo abaixo transcrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Art.1&ordm;. O regime do Anistiado Pol&iacute;tico compreende os seguintes direitos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I &#8211; Declara&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">II &#8211; Repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, de car&aacute;ter indenizat&oacute;rio, em presta&ccedil;&atilde;o &uacute;nica ou em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada, asseguradas a readmiss&atilde;o ou a promo&ccedil;&atilde;o na inatividade, nas condi&ccedil;&otilde;es estabelecidas no caput e nos &sect; 1&ordm; e 5&ordm; do art. 8&ordm; do ato das Disposi&ccedil;&otilde;es Transit&oacute;rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">III&nbsp;&#8211;&nbsp;contagem, para todos os efeitos, do tempo em que o anistiado pol&iacute;tico esteve compelido ao afastamento de suas atividades profissionais, em virtude de puni&ccedil;&atilde;o ou de fundada amea&ccedil;a de puni&ccedil;&atilde;o, por motivo exclusivamente pol&iacute;tico, vedada a exig&ecirc;ncia de recolhimento de quaisquer contribui&ccedil;&otilde;es previdenci&aacute;rias;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IV&nbsp;&#8211;&nbsp;conclus&atilde;o do curso, em escola p&uacute;blica, ou, na falta, com prioridade para bolsa de estudo, a partir do per&iacute;odo letivo interrompido, para o punido na condi&ccedil;&atilde;o de estudante, em escola p&uacute;blica, ou registro do respectivo diploma para os que conclu&iacute;ram curso em institui&ccedil;&otilde;es de ensino no exterior, mesmo que este n&atilde;o tenha correspondente no Brasil, exigindo-se para isso o diploma ou certificado de conclus&atilde;o do curso em institui&ccedil;&atilde;o de reconhecido prest&iacute;gio internacional; e<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V&nbsp;&#8211;&nbsp;reintegra&ccedil;&atilde;o dos servidores p&uacute;blicos civis e dos empregados p&uacute;blicos punidos, por interrup&ccedil;&atilde;o de atividade profissional em decorr&ecirc;ncia de decis&atilde;o dos trabalhadores, por ades&atilde;o &agrave; greve em servi&ccedil;o p&uacute;blico e em atividades essenciais de interesse da seguran&ccedil;a nacional por motivo pol&iacute;tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Par&aacute;grafo&nbsp;&uacute;nico.&nbsp;&nbsp;Aqueles que foram afastados em processos administrativos, instalados com base na legisla&ccedil;&atilde;o de exce&ccedil;&atilde;o, sem direito ao contradit&oacute;rio e &agrave; pr&oacute;pria defesa, e impedidos de conhecer os motivos e fundamentos da decis&atilde;o, ser&atilde;o reintegrados em seus cargos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Art.&nbsp;6<u><sup>o<\/sup><\/u> &nbsp;O valor da presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada, ser&aacute; igual ao da remunera&ccedil;&atilde;o que o anistiado pol&iacute;tico receberia se na ativa estivesse, considerada a gradua&ccedil;&atilde;o a que teria direito, obedecidos os prazos para promo&ccedil;&atilde;o previstos nas leis e regulamentos vigentes, <strong>e <u>asseguradas as promo&ccedil;&otilde;es ao oficialato, independentemente de requisitos e condi&ccedil;&otilde;es<\/u>, respeitadas as caracter&iacute;sticas e peculiaridades<\/strong> dos regimes jur&iacute;dicos dos servidores p&uacute;blicos civis e dos militares, e, se necess&aacute;rio, considerando-se os seus paradigmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&sect;&nbsp;1<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;O valor da presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada, ser&aacute; estabelecido conforme os elementos de prova oferecidos pelo requerente, informa&ccedil;&otilde;es de &oacute;rg&atilde;os oficiais, bem como de funda&ccedil;&otilde;es, empresas p&uacute;blicas ou privadas, ou empresas mistas sob controle estatal, ordens, sindicatos ou conselhos profissionais a que o anistiado pol&iacute;tico estava vinculado ao sofrer a puni&ccedil;&atilde;o, podendo ser arbitrado at&eacute; mesmo com base em pesquisa de mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&sect;&nbsp;2<u><sup>o<\/sup><\/u> &nbsp;Para o c&aacute;lculo do valor da presta&ccedil;&atilde;o de que trata este artigo ser&atilde;o considerados os direitos e vantagens incorporados &agrave; situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica da categoria profissional a que pertencia o anistiado pol&iacute;tico, observado o disposto no &sect; 4<u><sup>o<\/sup><\/u> deste artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&sect;&nbsp;3<u><sup>o<\/sup><\/u> &nbsp;<u>As promo&ccedil;&otilde;es asseguradas ao anistiado pol&iacute;tico independer&atilde;o de seu tempo de admiss&atilde;o ou incorpora&ccedil;&atilde;o de seu posto ou gradua&ccedil;&atilde;o, <strong>sendo obedecidos os prazos de perman&ecirc;ncia em atividades previstos nas leis e regulamentos vigentes<\/strong><\/u><strong>,<\/strong> vedada a exig&ecirc;ncia de satisfa&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es incompat&iacute;veis com a situa&ccedil;&atilde;o pessoal do benefici&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&sect;&nbsp;4<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;Para os efeitos desta Lei, considera-se paradigma a situa&ccedil;&atilde;o funcional de maior freq&uuml;&ecirc;ncia constatada entre os pares ou colegas contempor&acirc;neos do anistiado que apresentavam o mesmo posicionamento no cargo, emprego ou posto quando da puni&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&sect;&nbsp;5<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;Desde que haja manifesta&ccedil;&atilde;o do benefici&aacute;rio, no prazo de at&eacute; dois anos a contar da entrada em vigor desta Lei, ser&aacute; revisto, pelo &oacute;rg&atilde;o competente, no prazo de at&eacute; seis meses a contar da data do requerimento, o valor da aposentadoria e da pens&atilde;o excepcional, relativa ao anistiado pol&iacute;tico, que tenha sido reduzido ou cancelado em virtude de crit&eacute;rios previdenci&aacute;rios ou estabelecido por ordens normativas ou de servi&ccedil;o do Instituto Nacional do Seguro Social &#8211; INSS, respeitado o disposto no art. 7<u><sup>o<\/sup><\/u> desta Lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&sect;&nbsp;6<u><sup>o<\/sup><\/u> &nbsp;Os valores apurados nos termos deste artigo poder&atilde;o gerar efeitos financeiros a partir de 5 de outubro de 1988, considerando-se para in&iacute;cio da retroatividade e da prescri&ccedil;&atilde;o q&uuml;inq&uuml;enal a data do protocolo da peti&ccedil;&atilde;o ou requerimento inicial de anistia, de acordo com os <strong><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/Antigos\/D20910.htm#art1\" target=\"_blank\">arts. 1<sup>o<\/sup><\/a> <\/strong>e <strong><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/Antigos\/D20910.htm#art4\" target=\"_blank\">4<sup>o<\/sup> do Decreto n<sup>o<\/sup> 20.910, de 6 de janeiro de 1932.<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analisando os dispositivos legais, constata-se que o direito do anistiado pol&iacute;tico de ser promovido ao oficialato, encontra respaldo jur&iacute;dico, conforme o art. 6&ordm; da Lei 10.559\/02.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H&aacute; de se consignar que a determina&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ada no art. 6&ordm; da lei 10.552\/02 deve ser observado no valor da presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada devida ao anistiado pol&iacute;tico, que corresponda ele ao montante da remunera&ccedil;&atilde;o que o anistiado pol&iacute;tico receberia se na ativa estivesse, considerada a gradua&ccedil;&atilde;o a que teria direito, obedecidos os prazos para promo&ccedil;&atilde;o previsto nas leis e regulamentos da institui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ADMINISTRATIVO. MILITAR. AGRAVO INTERNO. ANISTIA. OBRIGA&Ccedil;&Atilde;O DE TRATO SUCESSIVO. ART. 8&ordm; DO ADCT. LEI N&ordm; 10.559\/02. PROMO&Ccedil;&Otilde;ES AO OFICIALATO. PR&Eacute;VIA APROVA&Ccedil;&Atilde;O EM CONCURSO. PREENCHIMENTO DE CRIT&Eacute;RIOS SUBJETIVOS. MUDAN&Ccedil;A DE QUADRO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decis&atilde;o em embargos de declara&ccedil;&atilde;o que deu provimento ao recurso autoral, <u>julgando procedente o pedido inicial para assegurar ao autor, militar anistiado, <strong>todas as promo&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis na carreira militar, inclu&iacute;das as gradua&ccedil;&otilde;es de Oficial<\/strong><\/u>. 2. Obriga&ccedil;&atilde;o de trato sucessivo. A prescri&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;a, apenas, presta&ccedil;&otilde;es anteriores ao q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nio legal, a contar do ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o. 3. Nos termos da Lei n&ordm;. 10.559\/02, que regulamentou o art. 8&ordm; do ADCT, o Apelante passou a fazer jus &agrave;s promo&ccedil;&otilde;es, na inatividade, ao posto ou gradua&ccedil;&atilde;o a que teria direito se estivesse em servi&ccedil;o ativo, <u>obedecidos os prazos de perman&ecirc;ncia em atividade previstos nas leis e regulamentos vigentes, respeitadas as caracter&iacute;sticas e peculiaridades das carreiras dos militares e observados os respectivos regimes jur&iacute;dicos<\/u>. 4. Isso n&atilde;o significa, contudo, que tenham sido asseguradas, indiscriminadamente, todas as promo&ccedil;&otilde;es que, em tese, seriam poss&iacute;veis, mas apenas aquelas a que teria direito o militar, caso tivesse continuado em atividade. Dessa forma, restaram afastadas as promo&ccedil;&otilde;es por merecimento, que demandariam an&aacute;lise de aproveitamento e desempenho &#8211; o que se mostraria de todo imposs&iacute;vel no caso concreto &#8211; limitando-se &agrave;s promo&ccedil;&otilde;es cuja aprecia&ccedil;&atilde;o se d&aacute; por crit&eacute;rios objetivos, &eacute; dizer, as de antiguidade. 5. Promov&ecirc;-lo &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o de oficial, por merecimento, seria admitir que, caso n&atilde;o tivesse sido afastado, seria sucessivamente beneficiado por tal crit&eacute;rio de promo&ccedil;&atilde;o que exige o preenchimento de requisitos subjetivos rigorosos, precedido de &ecirc;xito em concurso de admiss&atilde;o ao oficialato &#8211; quadro diverso ao que pertencia; al&eacute;m da exig&ecirc;ncia do interst&iacute;cio m&iacute;nimo em cada gradua&ccedil;&atilde;o. 6. N&atilde;o procede a pretens&atilde;o requerida, por se tratar de Primeiro-Sargento, cujas promo&ccedil;&otilde;es se limitam ao Quadro de Pra&ccedil;as ao qual pertence. 7. Agravo interno parcialmente provido. (TRF-2 &#8211; AC: 200102010369132 RJ 2001.02.01.036913-2, Relator: Desembargador Federal GUILHERME CALMON NOGUEIRA DA GAMA, Data de Julgamento: 08\/06\/2009,&nbsp; SEXTA TURMA ESPECIALIZADA, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DJU &#8211; Data::17\/06\/2009 &#8211; P&aacute;gina::93).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Verifica-se no caso apresentado que assiste ao autor o direito &agrave; revis&atilde;o do valor de sua presta&ccedil;&atilde;o mensal, continuada e permanente (art. 6&ordm; da lei 10.552\/02), para que passe a auferi-la com base no soldo de Segundo-tenente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Explico<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os prazos de promo&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito dos anistiados pol&iacute;ticos foram regulamentados em dois decretos: inicialmente no Decreto n. 47.980\/60, onde foi estabelecido os prazos m&iacute;nimos a data de 19\/07\/71 e no Decreto n&ordm; 68.951\/71 onde estabeleceu os prazos m&aacute;ximos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analisando os documentos apresentados, em especial o hist&oacute;rico militar do autor, constata-se que o autor foi incorporado &agrave;s For&ccedil;as Armadas em <u>01\/02\/1963<\/u> e que em <u>10\/02\/1971<\/u> foi licenciado involuntariamente em virtude da Portaria n. 1.104\/GM3 de 12 de outubro de 1964 e que j&aacute; constava com 8 (oito) anos&nbsp; e 10 (dez) dias&nbsp; de servi&ccedil;o ativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da publica&ccedil;&atilde;o da Portaria n. 291\/03\/2005 o autor foi declarado anistiado pol&iacute;tico reconhecendo o direito &agrave;s promo&ccedil;&otilde;es &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o de Segundo- Sargento com os proventos da gradua&ccedil;&atilde;o de Primeiro-Sargento e as respectivas vantagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ressalta-se que, o direito a promo&ccedil;&atilde;o, foi conferido expressamente no art. 6&ordm; da lei 10.552\/02, desde que preenchido o requisito temporal, que no caso apresentado mostra preenchido conforme o confronto do hist&oacute;rico militar e Decreto n&ordm; 68.951\/71, pois caso o autor n&atilde;o tivesse sido licenciado voluntariamente, sem levar em considera&ccedil;&atilde;o os crit&eacute;rios de merecimentos, nem os prazos m&iacute;nimos, ou seja, considerando apenas o crit&eacute;rio objetivo temporal (tempo na carreira), conforme estabelecido no Decreto 68.951\/71, o autor atingiria a gradua&ccedil;&atilde;o de suboficial, sendo, portanto, devida a promo&ccedil;&atilde;o do anistiado, visto que o crit&eacute;rio para promo&ccedil;&atilde;o segundo a norma vigente &agrave; &eacute;poca limita-se apenas ao tempo de servi&ccedil;o, sem an&aacute;lise de crit&eacute;rios subjetivos ou aprova&ccedil;&atilde;o de cursos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Dessa forma a promo&ccedil;&atilde;o mostra-se devida, em observ&acirc;ncia, apenas, dos prazos de perman&ecirc;ncia em atividade inscritos nas leis e regulamentos vigentes &agrave; &eacute;poca dos fatos (d&eacute;cada de 70).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esse tamb&eacute;m &eacute; o entendimento do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a &#8211; STJ, conforme julgamento abaixo transcrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;EMEN: AGRAVO REGIMENTAL. <strong>ANISTIA. DIREITO &Agrave;S PROMO&Ccedil;&Otilde;ES. RESTRI&Ccedil;&Atilde;O AO QUADRO A QUE PERTENCIA O ANISTIADO<\/strong>. DECIS&Atilde;O QUE JULGOU PREJUDICADO O RECURSO EXTRAORDIN&Aacute;RIO. ART. 543-B, &sect; 3.&ordm;, DO C&Oacute;DIGO DE PROCESSO CIVIL. AC&Oacute;RD&Atilde;O RECORRIDO EM CONSON&Acirc;NCIA COM O ENTENDIMENTO SUFRAGADO PELA SUPREMA CORTE EM SEDE DE REPERCUSS&Atilde;O GERAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. No julgamento do ARE n.&ordm; 799.908\/DF, cujo ac&oacute;rd&atilde;o foi publicado em 04\/06\/2014, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a exist&ecirc;ncia de &quot;repercuss&atilde;o geral da mat&eacute;ria constitucional debatida nos autos, para reafirmar a jurisprud&ecirc;ncia desta Corte <strong>no sentido de que as promo&ccedil;&otilde;es dos anistiados se restringem ao quadro a que pertencia o militar na ativa e, consequentemente, na linha de jurisprud&ecirc;ncia desta<\/strong> <strong>Corte&quot;<\/strong>. 2. Tamb&eacute;m ficou assentado que &quot;o art. 8&ordm; do Ato das Disposi&ccedil;&otilde;es Constitucionais Transit&oacute;rias <strong><u>exige para a concess&atilde;o de<\/u><\/strong><u> <strong>promo&ccedil;&otilde;es, na aposentadoria ou na reserva, &eacute; a observ&acirc;ncia<\/strong>, <strong>apenas, dos prazos de perman&ecirc;ncia em atividade inscritos nas leis e regulamentos vigentes<\/strong><\/u>&quot;. 3. Estando o ac&oacute;rd&atilde;o objeto do recurso extraordin&aacute;rio em total conson&acirc;ncia com o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no ARE n.&ordm; 799.908\/DF (Tema n.&ordm; 724), em sede de repercuss&atilde;o geral, &eacute; de ser mantida na &iacute;ntegra a decis&atilde;o agravada, que julgou prejudicado o recurso extraordin&aacute;rio, nos termos do art. 543-B, &sect; 3.&ordm;, do C&oacute;digo de Processo Civil. 4. Agravo regimental desprovido. ..EMEN:(AREAARESP 201200011033, LAURITA VAZ, <strong>STJ<\/strong> &#8211; CORTE ESPECIAL, DJE DATA:18\/02\/2015 ..DTPB:.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A legalidade na aplica&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria IPCA-E<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua sustenta&ccedil;&atilde;o, aponta a demandada que houve recente manifesta&ccedil;&atilde;o judicial nos autos das A&ccedil;&otilde;es Diretas de Inconstitucionalidade de nos 4.357 e 4.425, a qual modulou os efeitos de anterior declara&ccedil;&atilde;o de inconstitucionalidade do art.1-F da Lei 9.494\/97, para considerar tal dispositivo constitucional e de aplica&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria, devendo ser corrigidos os valores dos precat&oacute;rios\/RPV&acute;s cujos c&aacute;lculos se fundaram no IPCA-e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, a controv&eacute;rsia nos autos cinge-se &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o do &iacute;ndice de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria, previsto no o art. 1&ordm;-F da Lei 9.494\/97. Tal dispositivo prev&ecirc; que a liquida&ccedil;&atilde;o de t&iacute;tulos judiciais oriundos de condena&ccedil;&otilde;es sofridas pela Fazenda P&uacute;blica deve sofrer corre&ccedil;&atilde;o pelo &iacute;ndice de corre&ccedil;&atilde;o da poupan&ccedil;a (TR).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Supremo Tribunal Federal, no julgamento das ADI&acute;s 4.357 e 4.425, havia reconhecido, por arrastamento, a inconstitucionalidade do artigo 5&ordm; da Lei n&ordm; 11.960\/09, que deu nova reda&ccedil;&atilde;o ao art. 1&ordm;-F da Lei n&ordm; 9.494\/97, afastando a aplica&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria ali previsto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, mesmo afastada a aplica&ccedil;&atilde;o da TR, n&atilde;o havia, ainda, se manifestado o STF acerca de qual &iacute;ndice deveria ser aplicado em sua substitui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em face da aus&ecirc;ncia de previs&atilde;o normativa, a jurisprud&ecirc;ncia do Col. STJ manifestou-se a favor da ado&ccedil;&atilde;o provis&oacute;ria do IPCA-e como forma de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ocorre, contudo, que por meio de manifesta&ccedil;&atilde;o judicial ocorrida em <strong><u>25\/03\/2015<\/u><\/strong>, o STF modulou os efeitos da citada declara&ccedil;&atilde;o de inconstitucionalidade, relativizando sua efic&aacute;cia retroativa, nos seguintes termos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&quot;Decis&atilde;o: Concluindo o julgamento, o Tribunal, por maioria e nos termos do voto, ora reajustado, do Ministro Luiz Fux (Relator), resolveu a quest&atilde;o de ordem nos seguintes termos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) &#8211; conferir efic&aacute;cia prospectiva &agrave; declara&ccedil;&atilde;o de inconstitucionalidade dos seguintes aspectos da ADI, fixando como marco inicial a data de conclus&atilde;o do julgamento da presente quest&atilde;o de ordem (25.03.2015) e mantendo-se v&aacute;lidos os precat&oacute;rios expedidos ou pagos at&eacute; esta data, a saber:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.1.) fica mantida a aplica&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice oficial de remunera&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica da caderneta de poupan&ccedil;a (TR), nos termos da Emenda Constitucional n&ordm; 62\/2009, at&eacute; 25.03.2015, data ap&oacute;s a qual<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(i) os cr&eacute;ditos em precat&oacute;rios dever&atilde;o ser corrigidos pelo &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) e<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(ii) os precat&oacute;rios tribut&aacute;rios dever&atilde;o observar os mesmos crit&eacute;rios pelos quais a Fazenda P&uacute;blica corrige seus cr&eacute;ditos tribut&aacute;rios; e<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.2.) ficam resguardados os precat&oacute;rios expedidos, no &acirc;mbito da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica federal, com base nos arts. 27 das Leis n&ordm; 12.919\/13 e Lei n&ordm; 13.080\/15, que fixam o IPCA-E como &iacute;ndice de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analisando o item &quot;2&quot; e o subitem &quot;2.1&quot; da decis&atilde;o em comento, percebe-se que o STF tratou de convalidar todas as ordens de pagamento expedidas em face da Fazenda P&uacute;blica at&eacute; 25\/03\/2015, ainda que &agrave;quelas tenha sido aplicado o &iacute;ndice de corre&ccedil;&atilde;o TR, de modo que prestou &agrave; declara&ccedil;&atilde;o de inconstitucionalidade efic&aacute;cia ex nunc, somente a partir de tal data.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao subitem &quot;2.1, i&quot;, regula momento posterior a 25\/03\/2015, prevendo que as ordens de pagamento em face da Fazenda P&uacute;blica expedidas a partir de ent&atilde;o devem sofrer corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria exclusivamente com base no IPCA-E.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse modo, restam v&aacute;lidas todas as ordens de pagamento expedidas em face da Fazenda P&uacute;blica, corrigidas pela TR, at&eacute; 25\/03\/2015, enquanto a partir de 26\/03\/2015 resta obrigat&oacute;ria a ado&ccedil;&atilde;o exclusiva do IPCA-E.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; o item &quot;2.2&quot;, versa unicamente sobre administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica federal, e trata de afastar, em seu &acirc;mbito, qualquer ambiguidade relacionada &agrave; legalidade na aplica&ccedil;&atilde;o do IPCA-e para ordens de pagamento expedidas at&eacute; 25\/03\/2015. Reconhece, com fundamento nas Leis 12.919\/13 e Lei n&ordm; 13.080\/15, a validade de todo e qualquer precat&oacute;rio ou RPV expedido em face da Fazenda P&uacute;blica Federal, com lastro no referido &iacute;ndice, at&eacute; tal data.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Fazenda P&uacute;blica Federal, em suma, pelo disposto nos itens &quot;2.2&quot; e &quot;2.1, i&quot;, ratificou o STF a legalidade na aplica&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria IPCA-e, independentemente do momento da expedi&ccedil;&atilde;o do precat&oacute;rio\/RPV (antes ou ap&oacute;s 25\/03\/2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Como mencionado, restou ratificada pelo STF, na data de 25\/03\/2015, por ocasi&atilde;o de decis&atilde;o que modulou os efeitos das ADI&acute;s 4.357 e 4.425, <u>a legalidade na aplica&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria IPCA-e &agrave;s ordens de pagamento promovidas em desfavor da Uni&atilde;o Federal<\/u>, suas autarquias e funda&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, independentemente do momento em que foram expedidas ou pagas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III- DISPOSITIVO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posto isto, <strong>julgo parcialmente procedentes<\/strong> os pedidos e <strong>extingo<\/strong> o processo com resolu&ccedil;&atilde;o de m&eacute;rito, nos termos do art. 269, inciso I, do CPC, condenando a Uni&atilde;o a efetuar a promo&ccedil;&atilde;o do autor para a gradua&ccedil;&atilde;o de Suboficial, com&nbsp; proventos de Segundo-Tenente, concernente a revis&atilde;o do valor da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica mensal, permanente e continuado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Condeno<\/strong> a UNI&Atilde;O, ainda, a pagar-lhe as diferen&ccedil;as vencidas, com juros &agrave; raz&atilde;o de 0,5%, ao m&ecirc;s, e corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria pelo IPCA-E, <u>desde a data da propositura da a&ccedil;&atilde;o, ou seja, 15\/09\/2015<\/u>, observada a prescri&ccedil;&atilde;o quinquenal, a serem apuradas em execu&ccedil;&atilde;o, devendo ser expedida a RPV, ou o Precat&oacute;rio, caso a soma das parcelas vincendas a partir do ajuizamento ultrapasse o limite daquele requisit&oacute;rio, nos termos do art. 17, &sect;4&ordm;, da Lei n&ordm; 10.259\/2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Deixo<\/strong> de condenar a UNI&Atilde;O em custas judiciais diante da isen&ccedil;&atilde;o legal do art. 4&ordm; inc. I da Lei 9.289\/96.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Condeno<\/strong> a UNI&Atilde;O em honor&aacute;rios advocat&iacute;cios, que arbitro em R$ 3.000,00 (Tr&ecirc;s mil reais).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap&oacute;s o tr&acirc;nsito em julgado, <strong>intime-se<\/strong> o UNI&Atilde;O para cumprir a obriga&ccedil;&atilde;o de fazer, no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de aplica&ccedil;&atilde;o de multa di&aacute;ria no valor de R$ 100,00 (cem reais).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Senten&ccedil;a sujeita ao reexame necess&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Intimem-se. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap&oacute;s o tr&acirc;nsito em julgado, arquive-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Publique-se. Registre-se. Intimem-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caruaru, 08 de janeiro de 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>TIAGO ANTUNES DE AGUIAR<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">Juiz Federal da 24&ordf; Vara\/PE<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" style=\"width:100.0%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width:5.0%;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width:80.0%;\">\n<p>Processo: <strong>0800750-88.2015.4.05.8302<\/strong><br \/>\n\t\t\t\t\tAssinado eletronicamente por:<br \/>\n\t\t\t\t\t<strong>TIAGO ANTUNES DE AGUIAR &#8211; Magistrado<\/strong><br \/>\n\t\t\t\t\t<strong>Data e hora da assinatura:<\/strong> 12\/01\/2016 17:00:25<br \/>\n\t\t\t\t\t<strong>Identificador:<\/strong> 4058302.1619233<\/p>\n<p><strong>Para confer&ecirc;ncia da autenticidade do documento: <\/strong><br \/>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/pje.jfpe.jus.br\/pje\/Processo\/ConsultaDocumento\/listView.seam\" target=\"_blank\">https:\/\/pje.jfpe.jus.br\/pje\/Processo\/ConsultaDocumento\/listView.seam <\/a><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" id=\"_x0000_i1027\" src=\"https:\/\/pje.jfpe.jus.br\/pje\/a4j\/s\/3_3_3.Finalorg.ajax4jsf.resource.UserResource\/n\/n\/-879258763\/DATA\/eAGdks9r1EAUx1-DxfoL1BXFg1CrKIhODrYUWQu6ttZCdrsYW1FPb5O36YRJJs5MtsGiNy8qvXj15lUv-hd4LXjp3yCIiCCCeHUyWyvtsblN-M73-3nfN-9-wKhWcEmqhGGK1WSq-0yRlqWKiC1pUne3DueXFJ9Fg1B%21janvHuwL4EikCA3dkrmh3Bg4HqQ4QF9gnviLvZQi0wxgP1UFt56P4RmMBDCWyZj3OcVb59EBipLcoSosy4XaomJ9jEizSGaFzK03C40NuiNFTCrEAakHGx9nXr%2153PbAC-BAJFDrDma0kyE0iueJZTio7Z3YeRg4OaTk0g9JcRT8CfYENauijr9oI5kucwcgyGhGgt3DpE1mRcZzVWEn0VzmrgeAkcMAlYLTQ2gr3a374G-8%21PJnct1zusa27r%21T2-cvwl8PN6%21XiprgbL2MtCe1i97tt5AVovfz1O9Dn4616-y6uLHVJkyfW7NF8hgjlDctYY6mVNhV0tao5ayMyszWKFlCClW3M99CFcmYngKUChqPXCWsXpxt2pX2fnP567cza%21MOy07rGThR0zMu2WJpitJYIWFm4Kj77e4Ol14U1eo6vPLvz7WuLHRu-9WKyYTP80iUMXUxIe3bbJ7I5X%21E23wtnjMnH79xbfry1anxHS9sZmKPU07Y5RZ%21AcRwB1c_.seam?cid=11152\" \/><br \/>\n\t\t\t\t\t16011217002529400000001622035<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Atenciosamente,<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"BV300x96\" class=\"alignnone size-full wp-image-25941\" height=\"96\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/BV300x96.jpg\" width=\"300\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <strong><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dr. TIAGO ANTUNES DE AGUIAR &#8211; Juiz Federal da 24&ordf; Vara\/PE &#8211; Decidiu O anistiado JO&Atilde;O BATISTA BEZERRA FILHO vinha recebendo proventos de primeiro-sargento e, com a decis&atilde;o prolatada nos autos do&nbsp;PROCESSO N&ordm;: 0800750-88.2015.4.05.8302, ter&aacute; seus proventos reajustado para Suboficial. 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(&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-30928","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2016"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30928"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30928\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30939,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30928\/revisions\/30939"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}