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{"id":30876,"date":"2016-01-15T00:18:04","date_gmt":"2016-01-15T03:18:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=30876"},"modified":"2016-01-15T00:22:10","modified_gmt":"2016-01-15T03:22:10","slug":"a-quem-interessar-possa-homem-da-ditadura-presidente-da-cbf-recebe-como-anistiado-politico-se-liguem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2016\/01\/a-quem-interessar-possa-homem-da-ditadura-presidente-da-cbf-recebe-como-anistiado-politico-se-liguem\/","title":{"rendered":"\u00c0 quem interessar possa&#8230; &#8220;Homem da ditadura, presidente da CBF recebe como anistiado pol\u00edtico&#8221; &#8211; Se liguem!!!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"o-coronel-nunes-na-sede-da-cbf-1450299154505_385x166\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30877\" height=\"188\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/o-coronel-nunes-na-sede-da-cbf-1450299154505_385x166.jpg\" width=\"385\" \/><strong><span style=\"color:#4B0082;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">Coronel Nunes &eacute; o novo presidente da CBF<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"pg-color10\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color:#4B0082;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><span style=\"font-size: 16px;\">Homem da ditadura, presidente da CBF recebe como anistiado pol&iacute;tico<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<div class=\"info-header\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#4B0082;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><span style=\"font-size: 9px;\">L&uacute;cio de Castro &#8211; Da Ag&ecirc;ncia P&uacute;blica<\/span> &#8211; <\/span><time class=\"pg-color5\" datetime=\"2016-01-14T15:57\" pubdate=\"\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><span style=\"font-size: 9px;\"><span class=\"data\">14\/01\/2016<\/span>15h57<\/span><\/span> <\/time><\/span><\/p>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"450\" height=\"100\" alt=\"a_quem_interessar_possa\" class=\"alignnone size-large wp-image-29159\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/a_quem_interessar_possa-450x100.jpg\" style=\"width: 250px; height: 56px;\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/a_quem_interessar_possa-450x100.jpg 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/a_quem_interessar_possa-385x85.jpg 385w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/a_quem_interessar_possa.jpg 469w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Homem de confian&ccedil;a do regime militar durante os anos da ditadura, o novo presidente da Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Futebol (CBF) recebe um soldo mensal de R$ 14.768,00 da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira (FAB) como anistiado, &quot;v&iacute;tima de ato de exce&ccedil;&atilde;o de motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&quot;.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">A decis&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, publicada no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o de 14\/5\/2003 e assinada pelo ent&atilde;o Ministro M&aacute;rcio Thomaz Bastos, concedeu, al&eacute;m das presta&ccedil;&otilde;es mensais, uma indeniza&ccedil;&atilde;o retroativa de R$ 243.416,25. Por&eacute;m, os anais das For&ccedil;as Armadas, da Pol&iacute;cia Militar do Par&aacute; &ndash; analisados pela reportagem &ndash; e a hist&oacute;ria de vida de Ant&ocirc;nio Carlos Nunes de Lima, 77 anos, retratam um quadro oposto ao de algu&eacute;m sacrificado nos anos de chumbo.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Os relat&oacute;rios reservados p&oacute;s-golpe de 1964 da Aeron&aacute;utica mostram Nunes de Lima como um servidor exemplar e apegado &agrave;s diretrizes do regime. &quot;A servi&ccedil;o das institui&ccedil;&otilde;es racionais permanentes&quot;, segundo os relat&oacute;rios.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nove dias depois de deixar a FAB no posto de cabo por tempo de servi&ccedil;o (entrada em &nbsp;7\/1\/1957 &ndash; sa&iacute;da em 30\/12\/1966), ele ingressa na Pol&iacute;cia Militar do Par&aacute; (entrada em 9\/1\/1967 &ndash; sa&iacute;da em 21\/2\/1991). Ali, progride sem entraves na hierarquia da PM durante os anos ditatoriais, nos quais a institui&ccedil;&atilde;o se notabilizou como bra&ccedil;o de apoio ao Ex&eacute;rcito na repress&atilde;o e exterm&iacute;nio &agrave; Guerrilha do Araguaia e aos demais movimentos populares e de resist&ecirc;ncia no Par&aacute;.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Confian&ccedil;a do regime<\/strong><\/span><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Onze meses depois da entrada na pol&iacute;cia militar, ele foi declarado Aspirante a Oficial da PM. Da entrada em janeiro de 1967 at&eacute; a aposentadoria como Coronel, em fevereiro de 1991, foram mais 6 promo&ccedil;&otilde;es. Uma por tempo de servi&ccedil;o e 5 por merecimento &ndash; dessas, 4 s&atilde;o no per&iacute;odo ditatorial. Em setembro de 1969, ainda como 1&ordm; Tenente, passa a Tesoureiro do Gabinete Militar do Estado.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em maio de 1971, vem a prova definitiva de confian&ccedil;a do regime em Ant&ocirc;nio Carlos Nunes de Lima: &eacute; nomeado Comandante da Companhia Independente da Pol&iacute;cia Militar de Santar&eacute;m (CIPM, atual 3&ordm; Batalh&atilde;o PM\/PA), onde fica at&eacute; abril de 1974.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O Comandante do CIPM de Santar&eacute;m era estrat&eacute;gico para o General M&eacute;dici. A cidade foi uma das mais vigiadas pelos militares no in&iacute;cio dos anos 70. Em 21 de setembro de 1969, o governo, atrav&eacute;s do Decreto-Lei 866, inclui Santar&eacute;m como &quot;&Aacute;rea de Seguran&ccedil;a Nacional&quot; (ASN).<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">As cidades nomeadas como &quot;&Aacute;reas de Seguran&ccedil;a Nacional&quot; eram regidas pela &quot;Doutrina de Seguran&ccedil;a Nacional&quot;, ficando para tr&aacute;s os princ&iacute;pios constitucionais e a legisla&ccedil;&atilde;o civil. Um dos detonadores da inclus&atilde;o de Santar&eacute;m como &quot;ASN&quot; foi a vit&oacute;ria, em 1966, do candidato do MDB Elias Ribeiro Pinto sobre o da Arena, Ubaldo Corr&ecirc;a nas elei&ccedil;&otilde;es para prefeito. Um longo embate se segue, com golpe dos perdedores, resist&ecirc;ncia, at&eacute; culminar em passeata do medebista no ano de 1968, recebida com forte repress&atilde;o da PM, mortes e pris&otilde;es. Pelo ambiente conturbado e pelo potencial explosivo da regi&atilde;o, j&aacute; assombrada pela presen&ccedil;a da Guerrilha do Araguaia, Santar&eacute;m vira &quot;ASN&quot; e pouco depois, em 14 de julho de 1970, pelo Decreto-Lei 7125, &eacute; criado o CIPM de Santar&eacute;m.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>De Comandante a prefeito, de prefeito a Coronel<\/strong><\/span><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Foi assim que Ant&ocirc;nio Carlos Nunes de Lima saiu do Gabinete Militar do Estado e virou Comandante do batalh&atilde;o de Santar&eacute;m em setembro de 1971, com a miss&atilde;o de intensificar os objetivos pelo qual tinha sido criado: &quot;salvaguardar e manter a Ordem P&uacute;blica nas regi&otilde;es do M&eacute;dio e Baixo Amazonas, Alto e Baixo Tapaj&oacute;s, bem como regi&atilde;o do Xingu&quot;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Um total de 700 homens s&atilde;o incorporados ao CIPM de Santar&eacute;m e uma repress&atilde;o brutal se instala na &aacute;rea. De acordo com o professor da Universidade do Oeste do Par&aacute; Anselmo Alencar Colares, p&oacute;s-doutor em Educa&ccedil;&atilde;o, com o CIPM &quot;os militares e pol&iacute;ticos da ARENA passavam a ter maior seguran&ccedil;a para executar toda esp&eacute;cie de a&ccedil;&atilde;o sem o receio de que pudessem ser importunados com algum tipo de manifesta&ccedil;&atilde;o&quot;. O objetivo maior era a total elimina&ccedil;&atilde;o de qualquer possibilidade de surgimento de um novo foco guerrilheiro na regi&atilde;o. Para intimidar os moradores e demonstrar for&ccedil;a, os batalh&otilde;es das For&ccedil;as Armadas e da PM faziam demonstra&ccedil;&otilde;es de treinamento anti-guerrilha.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">As expedi&ccedil;&otilde;es para matan&ccedil;as de &iacute;ndios, que viriam a ser chamadas de &quot;correrias&quot;, tornam-se comum na regi&atilde;o, realizadas pelo Ex&eacute;rcito com apoio da PM.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Os batalh&otilde;es de Pol&iacute;cia Militar tamb&eacute;m davam suporte para a execu&ccedil;&atilde;o dos Planos de Integra&ccedil;&atilde;o Nacional (PIN), que abriam estradas e foram respons&aacute;veis pelo genoc&iacute;dio de milhares de &iacute;ndios &ndash; em todo o pa&iacute;s, a Comiss&atilde;o nacional da verdade contabilizou 8 mil ind&iacute;genas mortos pela ditadura. Comiss&otilde;es da Verdades nacionais e estaduais da regi&atilde;o investigaram os massacres. No Par&aacute;, os Parakan&atilde; e Arara foram assassinados nas &quot;correrias&quot;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Os bons resultados &agrave; frente do CIPM de Santar&eacute;m garantem uma promo&ccedil;&atilde;o por merecimento ainda na fun&ccedil;&atilde;o, e Nunes de Lima chega a Capit&atilde;o em 1972. Em 1974 se torna Ajudante de Ordens do Governador. E em novembro de 1977, recebe como demonstra&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a e pelos bons servi&ccedil;os, o cargo de prefeito da sua natal Monte Alegre, no oeste do Par&aacute;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O ent&atilde;o Capit&atilde;o entra na &uacute;ltima leva de prefeitos-bi&ocirc;nicos do pa&iacute;s, escolhidos pelo governo militar, que em 14 de abril de 1977, pela Emenda Constitucional n&ordm; 8, determina que prefeitos ser&atilde;o eleitos diretamente apenas dois anos depois (em 1980), numa tentativa de diminuir a press&atilde;o popular que crescia nas ruas. Presidente e governadores seguiriam ainda por elei&ccedil;&atilde;o indireta.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ao deixar a prefeitura de Monte Alegre em 1980, Nunes de Lima retorma a caserna, onde segue sendo promovido at&eacute; ir para a reserva da PM em 1991 no posto de Coronel, designa&ccedil;&atilde;o que o acompanha o sobrenome at&eacute; hoje.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Anistia pol&iacute;tica<\/strong><\/span><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O processo que assegurou &quot;repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de car&aacute;ter indenizat&oacute;rio, em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada&quot; &eacute; apenas mais um cap&iacute;tulo pol&ecirc;mico na trajet&oacute;ria do Coronel Nunes.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&quot;N&atilde;o h&aacute; comprova&ccedil;&atilde;o suficiente da exist&ecirc;ncia de raz&otilde;es que justificassem o deferimento do pleito de anistiado pol&iacute;tico&quot;, avaliou o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) e Advocacia Geral da Uni&atilde;o (AGU) sobre o caso do atual presidente da CBF. &quot;Tal situa&ccedil;&atilde;o, aliada &agrave; aus&ecirc;ncia de qualquer elemento individualizado nos autos a indicar persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do requerente, indica, pois, a impossibilidade da incid&ecirc;ncia do reconhecimento da condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico&quot;. E completa: &quot;a concess&atilde;o de anistia sem que tenha havido comprova&ccedil;&atilde;o de motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica ofende diretamente a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal&quot;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Procurada pela reportagem, a FAB, atrav&eacute;s da assessoria de comunica&ccedil;&atilde;o, informou que a sa&iacute;da de Nunes de Lima se deu por ter sido &quot;licenciado do servi&ccedil;o ativo em virtude de conclus&atilde;o de tempo de servi&ccedil;o na gradua&ccedil;&atilde;o de cabo&quot;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A defesa do Coronel Nunes para obten&ccedil;&atilde;o da anistia pol&iacute;tica tem como base a contesta&ccedil;&atilde;o da Portaria 1.104GM3, p&oacute;s-golpe, de 12\/10\/1964. De acordo com a sustenta&ccedil;&atilde;o, tal portaria, no caso dos cabos, &quot;limitou arbitrariamente as prorroga&ccedil;&otilde;es de tempo de servi&ccedil;o por um per&iacute;odo at&eacute; oito anos&quot;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A limita&ccedil;&atilde;o seria uma resposta ao engajamento de alguns cabos em atos de resist&ecirc;ncia ao golpe, casos espec&iacute;ficos do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. O seu objetivo era atingir especificamente os cabos que j&aacute; estavam na corpora&ccedil;&atilde;o e eram cr&iacute;ticos ao regime. A portaria em quest&atilde;o tinha o objetivo de &quot;renovar a corpora&ccedil;&atilde;o como estrat&eacute;gia militar, evitando-se a homog&ecirc;nea mobiliza&ccedil;&atilde;o dos cabos eclodisse em movimentos subversivos pois havia descontentamento dentro da FAB com os acontecimentos pol&iacute;ticos do pa&iacute;s&quot;, segundo consta no processo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em 9\/5\/2003, o ent&atilde;o Ministro da Justi&ccedil;a Marcio Thomaz Bastos assina a concess&atilde;o de anistia para Ant&ocirc;nio Carlos Nunes de Lima.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nove anos depois, em 15\/2\/2011, &eacute; institu&iacute;do o &quot;Grupo de Trabalho Interministerial&quot; (GTI), formado por membros do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, Advocacia Geral da Uni&atilde;o (AGU) e Minist&eacute;rio da Defesa, com o objetivo de instruir a revis&atilde;o da concess&atilde;o de anistia que beneficiou os cabos afastados com base na Portaria 1.104. A anistia dos cabos passa a ter &quot;averigua&ccedil;&atilde;o individual&quot;, caso a caso, e n&atilde;o como da forma gen&eacute;rica de antes, julgados em grupo &ndash; o elemento comum entre todos era a alegada sa&iacute;da da corpora&ccedil;&atilde;o por persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, de acordo com a portaria 1.104.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Grupo de trabalho contesta repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica<\/strong><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na an&aacute;lise individual do caso do Coronel Nunes, o GTI afirma que &quot;n&atilde;o foram apontados fatos que evidenciem ou comprovem motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ou ato de exce&ccedil;&atilde;o no desligamento do requerente dos quadros da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira. Houve no caso t&atilde;o somente a remiss&atilde;o a entendimento firmado de maneira gen&eacute;rica e abstrata. Desta forma, n&atilde;o h&aacute; comprova&ccedil;&atilde;o suficiente das raz&otilde;es que justificasse o deferimento do pleito de anistiado pol&iacute;tico. Tal situa&ccedil;&atilde;o, aliada &agrave; aus&ecirc;ncia de qualquer elemento individualizado nos autos a indicar persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do requerente, indica, pois, a impossibilidade da incid&ecirc;ncia do reconhecimento da condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico. O parecer conclui: &quot;Ali&aacute;s, pensar de maneira diversa, na aus&ecirc;ncia deste pressuposto f&aacute;tico basilar, representaria grave m&aacute;cula &agrave; medida reparat&oacute;ria transicional e aos que dela verdadeiramente fazem jus&quot;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em 9\/8\/2011, por considerar o caso do Coronel Nunes em desacordo com o entendimento dos casos em que a anistia deve ser concedida, o GTI pede a revis&atilde;o do processo. Uma batalha jur&iacute;dica &eacute; travada entre a defesa do atual presidente da CBF e o GTI, que ap&oacute;s observar os argumentos da parte, afirma que a &quot;vida militar do interessado transcorreu na mais absoluta normalidade&quot;. E que &quot;&eacute; imprescind&iacute;vel que haja nexo entre os fatos e a exclus&atilde;o do militar em comento das fileiras da FAB. Assim, relatos gen&eacute;ricos referentes &agrave; base do Rio Grande do Sul n&atilde;o guardam pertin&ecirc;ncia com a atua&ccedil;&atilde;o do militar que servira no extremo oposto do pa&iacute;s, mais precisamente em Bel&eacute;m do Par&aacute;&quot;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em fevereiro de 2012, o GTI prop&otilde;e a anula&ccedil;&atilde;o do processo de anistia do Coronel Nunes.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Assim, em 31 de julho de 2012, pela portaria ministerial 1622, o Ministro da Justi&ccedil;a Jos&eacute; Eduardo Cardozo anula a anistia do Coronel Nunes. A decis&atilde;o &eacute; publicada no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o no dia seguinte e entra em vigor.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Por&eacute;m, poucos dias depois, no dia 3 de agosto, nova portaria do ministro Cardozo torna sem efeito a anula&ccedil;&atilde;o e a anistia do Coronel Nunes volta a vigorar.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Hist&oacute;rias da repress&atilde;o<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Os 9 dias de intervalo entre a sa&iacute;da do Ex&eacute;rcito e a entrada na PM comp&otilde;em um aspecto a ser analisado com interesse. &Eacute; corrente entre estudiosos do tema que os servi&ccedil;os de informa&ccedil;&atilde;o do regime militar tiveram r&iacute;gido controle sobre a vida dos cidad&atilde;os brasileiros. Assim, &eacute; absolutamente improv&aacute;vel que algu&eacute;m com passagens consideradas &quot;subversivas&quot; viesse a deixar as For&ccedil;as Armadas para ingressar na PM.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O historiador Carlos Fico, um dos maiores estudiosos do per&iacute;odo da ditadura militar e do funcionamento dos &oacute;rg&atilde;os de informa&ccedil;&atilde;o, acredita que poderia at&eacute; ser poss&iacute;vel naquele ano de 1967 tal cochilo do regime em institui&ccedil;&otilde;es de diferentes estados. &quot;Os &oacute;rg&atilde;os de informa&ccedil;&atilde;o v&atilde;o se estruturar efetivamente no fim de 1968, principalmente em 1969. Entre 1964 e 1968 &eacute; poss&iacute;vel imaginar em falta de comunica&ccedil;&atilde;o e passar algu&eacute;m envolvido em algo. Mas de um estado para outro, n&atilde;o no mesmo estado, onde estas institui&ccedil;&otilde;es se comunicavam&quot;, afirma.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O posto do cabo Nunes na FAB foi lotado durante todo o tempo de servi&ccedil;o na Base A&eacute;rea da FAB em Bel&eacute;m; e o seu ingresso na pol&iacute;cia militar &eacute; na mesma cidade. Al&eacute;m disso, ele seguiu na PM ap&oacute;s a tal estrutura&ccedil;&atilde;o efetiva dos &oacute;rg&atilde;os de informa&ccedil;&atilde;o da ditadura militar, sempre ascendendo na corpora&ccedil;&atilde;o.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O papel da Pol&iacute;cia Militar do Par&aacute;, nos anos de chumbo, per&iacute;odo no qual o presidente da CBF alcan&ccedil;ou a alta hierarquia, tamb&eacute;m &eacute; analisado por Airton dos Reis Pereira, Doutor em Hist&oacute;ria, professor na Universidade do Estado do Par&aacute; e especialista em Hist&oacute;ria da Amaz&ocirc;nia. &quot;A Pol&iacute;cia Militar do Par&aacute; tem um hist&oacute;rico de viol&ecirc;ncia e impunidade, envolvimento de seus membros com a pistolagem e repress&atilde;o aos movimentos sociais e populares e muitas vezes assassinato dos integrantes. No per&iacute;odo da repress&atilde;o &agrave; guerrilha do Araguaia, a PM auxilia as tropas de repress&atilde;o do Ex&eacute;rcito com blitz na Transamaz&ocirc;nica e na repress&atilde;o aos trabalhadores e moradores das redondezas, l&iacute;deres sindicais e religiosos. Essa repress&atilde;o da PM segue nos castanhais, fazendas, onde muitas vezes s&atilde;o contratados, no Bico do Papagaio. S&atilde;o in&uacute;meros eventos. Creio ser imposs&iacute;vel algu&eacute;m da hierarquia da PM do Par&aacute; ter passado imune a tudo isso naquele per&iacute;odo&quot;, afirma.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A reportagem tentou contato com o Coronel Nunes diversas vezes e por diversas formas. A assessoria da CBF n&atilde;o respondeu &agrave;s quest&otilde;es que foram enviadas ao seu atual presidente. Tamb&eacute;m o recado deixado no celular do Coronel Nunes n&atilde;o foi respondido, assim como o e-mail enviado para o advogado do presidente da CBF. Na noite desta quinta-feira (14), ap&oacute;s a Ag&ecirc;ncia P&uacute;blica entrar em contato com a entidade, o presidente interino se pronunciou sobre o caso.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&quot;O Presidente em exerc&iacute;cio da CBF, Ant&ocirc;nio Carlos Nunes de Lima, afirma que o processo que resultou em sua anistia pol&iacute;tica transcorreu dentro da mais perfeita legalidade e foi assinado pelo ent&atilde;o Ministro da Justi&ccedil;a, M&aacute;rcio Thomaz Bastos &#8211; jurista consagrado por sua brilhante atua&ccedil;&atilde;o em defesa da democracia &#8211; como forma de reconhecimento aos preju&iacute;zos sofridos por ele em rela&ccedil;&atilde;o ao Estado durante aquele per&iacute;odo. Quanto a sua trajet&oacute;ria na hierarquia da Pol&iacute;cia Militar do Par&aacute;, Nunes destaca seu orgulho por fazer parte desta institui&ccedil;&atilde;o centen&aacute;ria t&atilde;o importante na hist&oacute;ria do povo paraense e reitera que o fato de ter sido um servidor p&uacute;blico exemplar n&atilde;o o coloca como apoiador do Regime Militar vigente &agrave; &eacute;poca&quot;, disse atrav&eacute;s de nota.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Antonio Carlos Nunes de Lima ao lado dos ex-presidentes da CBF, Jos&eacute; Maria Marin e Marco Polo Del Nero, e do ex-secret&aacute;rio-geral da FIFA, J&eacute;r&ocirc;me Valcke, em 2014. Foto: Divulga&ccedil;&atilde;o\/Federa&ccedil;&atilde;o Paraense de Futebol<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><span style=\"color:#800000;\"><strong>A evolu&ccedil;&atilde;o do Coronel Nunes na PM<\/strong><\/span><\/div>\n<div>\n\t<strong>Nome: <\/strong>Ant&ocirc;nio Carlos Nunes Lima<\/div>\n<div><strong>Nascimento: <\/strong>21.11.1938<\/div>\n<div><strong>Naturalidade: <\/strong>Monte Alegre (Par&aacute;)<\/div>\n<div><strong>Inclus&atilde;o na PM\/PA: <\/strong>19.01.1967<\/div>\n<div>Declarado Aspirante a Oficial PM em 09.12.1967<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div><span style=\"color:#800000;\"><strong>Promo&ccedil;&otilde;es:<\/strong><\/span><\/div>\n<div>\n\t2&ordm; Tenente PM em 16.02.1968 &ndash; Merecimento<\/div>\n<div>1&ordm; Tenente PM em 20.05.1970 &ndash; Antiguidade<\/div>\n<div>Capit&atilde;o PM em 15.03.1972 &ndash; Merecimento<\/div>\n<div>Major PM em 21.04.1977 &ndash; Merecimento<\/div>\n<div>Tenente Coronel PM em 21.08.1981 &ndash; Merecimento<\/div>\n<div>Coronel PM em 21.04.1990 &ndash; Merecimento<\/div>\n<div>Reserva Remunerada em 27.02.1991<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><span style=\"color:#800000;\"><strong>Fun&ccedil;&otilde;es:<\/strong><\/span><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Tesoureiro do Gabinete Militar do Estado (SET 1969 a MAI 1971)<\/div>\n<div>Comandante da Companhia Independente de Santar&eacute;m (atual 3&ordm; Batalh&atilde;o PM) &ndash; MAI 1971 a ABR 1974<\/div>\n<div>Ajudante de Ordens do Governador (MAR 1975 a NOV 1977)<\/div>\n<div>Prefeito Municipal de Monte Alegre (NOV 1977 a SET 1980)<\/div>\n<div>Sub Comandante do 2&ordm; Batalh&atilde;o PM (OUT 1980 a MAR 1981)<\/div>\n<div>Comandante do CFAP (MAR 1981 a MAI 1983)<\/div>\n<div>Ajudante Geral (ABR 1983 a JUN 1983)<\/div>\n<div>Chefe da 3&ordf; Se&ccedil;&atilde;o do EMG (JUN 1983 a JUL 1983)<\/div>\n<div>Ajudante Geral (JUL 1983 a FEV 1986)<\/div>\n<div>Chefe da 5&ordf; Se&ccedil;&atilde;o do EMG (JUL 1984 a DEZ 1985)<\/div>\n<div>Chefe da 1&ordf; Se&ccedil;&atilde;o do EMG (DEZ 1986 a AGO 1987)<\/div>\n<div>Presidente da COJ (AGO 1987)<\/div>\n<div>Chefe da 5&ordf; Se&ccedil;&atilde;o do EMG (AGO 1987 a DEZ 1987)<\/div>\n<div>Chefe do EM do Comando da Capital (DEZ 1987 a MAR 1988)<\/div>\n<div>Comandante do 6&ordm; Batalh&atilde;o PM (JAN 1988 a JAN 1989)<\/div>\n<div>Fonte: Secretaria de Estado de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica e Defesa Social do Par&aacute;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><span style=\"font-size:10px;\">Fonte da Publica&ccedil;&atilde;o: <a href=\"http:\/\/esporte.uol.com.br\/futebol\/ultimas-noticias\/2016\/01\/14\/homem-da-ditadura-presidente-da-cbf-recebe-como-anistiado-politico.htm\"><strong>UOL\/Esportes\/Futebol<\/strong><\/a><\/span><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p style=\"text-align: right;\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaElementosBloco\"><span class=\"clsCalendarioSessaoResumoPautaBotoesBloco\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <strong><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coronel Nunes &eacute; o novo presidente da CBF Homem da ditadura, presidente da CBF recebe como anistiado pol&iacute;tico L&uacute;cio de Castro &#8211; Da Ag&ecirc;ncia P&uacute;blica &#8211; 14\/01\/201615h57<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-30876","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2016"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30876"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30876\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30881,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30876\/revisions\/30881"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}