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{"id":29432,"date":"2015-11-04T14:43:15","date_gmt":"2015-11-04T17:43:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=29432"},"modified":"2015-11-05T23:40:52","modified_gmt":"2015-11-06T02:40:52","slug":"o-stj-os-agentes-politicos-e-a-lei-de-improbidade-administrativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2015\/11\/o-stj-os-agentes-politicos-e-a-lei-de-improbidade-administrativa\/","title":{"rendered":"O STJ, os agentes pol\u00edticos e a Lei de improbidade administrativa"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"1372867464-385\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-29436\" height=\"354\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/1372867464-385-385x354.jpg\" width=\"385\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"font-size:16px;\"><strong>O STJ, os agentes pol&iacute;ticos e a Lei de improbidade administrativa<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong>O Superior Tribunal de Justi&ccedil;a refor&ccedil;a o entendimento da efetiva aplica&ccedil;&atilde;o da Lei de Improbidade Administrativa aos agentes pol&iacute;ticos. Mesmo durante as fun&ccedil;&otilde;es legislativa e judici&aacute;ria, a LIA &eacute; plenamente aplic&aacute;vel a condutas que violam seus preceitos.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"color:#FFFFFF;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"321\" height=\"96\" alt=\"stj0\" class=\"alignnone size-full wp-image-29437\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/stj0.jpg\" style=\"width: 150px; height: 45px;\" \/>x<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"95\" alt=\"slide_11 (00)\" class=\"alignnone size-full wp-image-29438\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/slide_11-00.jpg\" style=\"width: 150px; height: 45px;\" \/>x<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"95\" alt=\"improbidade1\" class=\"alignnone size-full wp-image-29439\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/improbidade1.jpg\" style=\"width: 150px; height: 45px;\" \/><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size:16px;\">O STJ, os agentes pol&iacute;ticos e a Lei de improbidade administrativa<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size:10px;\">Marcelo Verdini Maia<br \/>\n\tPublicado em <time title=\"2015-11-02T01:10:00-0200\">11\/2015<\/time>. Elaborado em <time>10\/2015<\/time>.<\/span><\/p>\n<p><strong>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES INICIAIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo os dicion&aacute;rios da l&iacute;ngua portuguesa, improbidade significa ruindade, maldade, aus&ecirc;ncia de &eacute;tica, atua&ccedil;&atilde;o contra a ordem moral vigente na sociedade. No direito p&uacute;blico, em um sentido mais abrangente, improbidade &eacute; a viola&ccedil;&atilde;o de todo e qualquer princ&iacute;pio que rege a atua&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. De fato, a positiva&ccedil;&atilde;o deste conceito na legisla&ccedil;&atilde;o p&aacute;tria considera improbidade qualquer atua&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o respeite os princ&iacute;pios estruturantes da atua&ccedil;&atilde;o estatal[1].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A busca de maior rigor na gest&atilde;o da coisa p&uacute;blica e a crescente demanda social pelas presta&ccedil;&otilde;es estatais refor&ccedil;am o papel do controle da probidade como fundamental para tal intento. Ideal e mais eficiente (no sentido social e econ&ocirc;mico) seria o controle preventivo, exercido por ouvidorias, pela atua&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, pela edi&ccedil;&atilde;o e efetiva&ccedil;&atilde;o de c&oacute;digos de &eacute;tica da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, e at&eacute; pelas auditorias pr&eacute;vias realizadas pelos Tribunais de Contas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, o controle repressivo ainda &eacute; efetivo para combater atos de improbidade, na medida em que aplica san&ccedil;&otilde;es. O Poder Executivo reprime condutas &iacute;mprobas por meio de processos disciplinares. Se o ato &eacute; funcional, ser&aacute; a improbidade apurada e sancionada com base no estatuto funcional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Poder Legislativo tamb&eacute;m faz o controle repressivo, com aux&iacute;lio dos Tribunais de Contas. E o Poder Judici&aacute;rio exerce o controle repressivo quando provocado, por meio, por exemplo, de a&ccedil;&atilde;o de improbidade administrativa, regida pela <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8429.htm\">Lei 8429\/92<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>LIA<\/strong> &eacute; apenas parte do esfor&ccedil;o da sociedade em combater a corrup&ccedil;&atilde;o&nbsp;t&atilde;o enraizada em nossa cultura. Outros meios legais tentam cobrir qualquer atua&ccedil;&atilde;o que fira os princ&iacute;pios da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Segundo Rafael Oliveira[2], h&aacute; na verdade um sistema brasileiro de combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o, onde constam, al&eacute;m da <strong>LIA<\/strong>, a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/LCP\/Lcp64.htm\">Lei Complementar 64\/90<\/a> (alterada pela <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/LCP\/Lcp135.htm\">Lei Complementar 135\/10<\/a>), a<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L1079.htm\"> Lei 1079\/50<\/a>, o <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/Del0201.htm\">Decreto-Lei 201\/67<\/a>, e recentemente a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2013\/lei\/l12846.htm\">Lei 12.846\/13<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; na aplica&ccedil;&atilde;o da <strong>LIA<\/strong> que debate-se um tema deveras controvertido na doutrina e na jurisprud&ecirc;ncia: o agente pol&iacute;tico pode ocupar o polo ativo na a&ccedil;&atilde;o de improbidade adminstrativa? Aliado a esta quest&atilde;o, questiona-se tamb&eacute;m o seguinte: no exerc&iacute;cio de qual fun&ccedil;&atilde;o, adminstrativa, legislativa&nbsp;ou judici&aacute;ria, deve o agente pol&iacute;tico responder perante a Lei de Improbidade Administrativa?<\/p>\n<div align=\"center\">\n<hr align=\"center\" size=\"2\" width=\"100%\" \/><\/div>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>AGENTES POL&Iacute;TICOS E A LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">As quest&otilde;es propostas acima ganham import&acirc;ncia atualmente pelos recentes fatos envolvendo os agentes pol&iacute;ticos no exerc&iacute;cio de suas fun&ccedil;&otilde;es, em especial ao que se denominou de &ldquo;pedaladas fiscais&rdquo;, presente, em tese, em diversos entes federativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande problema &eacute; que a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal n&atilde;o foi categ&oacute;rica em rela&ccedil;&atilde;o aos agentes pol&iacute;ticos, inexistindo decis&atilde;o final por parte do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aparente conflito surge da an&aacute;lise dos artigos 37, par&aacute;grafo 4&ordm;, e do artigo 85, V, ambos da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/ConstituicaoCompilado.htm\">CRFB\/88<\/a>. Pela literalidade deste &uacute;ltimo artigo, os agentes pol&iacute;ticos devem ser responsabilizados pela improbidade de acordo com a lei especial que versa sobre o crime de responsabilidade. &Eacute; o entendimento do Supremo Tribunal Federal[3].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parte da doutrina admite a aplica&ccedil;&atilde;o concomitante da lei de improbidade e da lei de crime de responsabilidade para os agentes pol&iacute;ticos, cada qual seguindo seu rito pr&oacute;prio. Pela <strong>LIA<\/strong>, o julgamento e processamento ser&atilde;o feitos pelo Judici&aacute;rio. O crime de responsabilidade poder&aacute; ser julgado pelas Casas Legislativas para alguns agentes pol&iacute;ticos. N&atilde;o h&aacute; o que se falar em <span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">bis in idem<\/span>, pois as san&ccedil;&otilde;es da <strong>LIA<\/strong> s&atilde;o c&iacute;veis e as san&ccedil;&otilde;es da lei de crimes de responsabilidade s&atilde;o fundamentalmente pol&iacute;ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, acompanhado majoritariamente pela doutrina, somente diverge em rela&ccedil;&atilde;o ao posicionamento anterior no que se refere ao julgamento da improbidade pelo juiz: n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel a aplica&ccedil;&atilde;o das san&ccedil;&otilde;es de perda do cargo e de restri&ccedil;&otilde;es aos direitos pol&iacute;ticos. Estas san&ccedil;&otilde;es foram expressamente previstas na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal com base no crime de responsabilidade, com julgamento realizado pela Casa Legislativa. Ou seja, san&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, pelo tratamento especial dado pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, s&oacute; podem ser aplicadas com base na lei de crime de responsabilidade[4]. &nbsp;Um precedente pedag&oacute;gico do STJ &eacute; reproduzido abaixo[5]:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO A&Ccedil;AO CIVIL P&Uacute;BLICA&nbsp;IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA EX-PREFEITO APLICA&Ccedil;AO DA LEI&nbsp;8.429\/1992 COMPATIBILIDADE COM O DECRETO-LEI&nbsp;201\/1967 NOTIFICA&Ccedil;AO&nbsp;DE DEFESA PR&Eacute;VIA ART.&nbsp;17,&nbsp;7&ordm;, DA LEI&nbsp;8.429\/1992 PRESCINDIBILIDADE&nbsp;NULIDADE DA CITA&Ccedil;AO INOCORR&Ecirc;NCIA COMPET&Ecirc;NCIA DA JUSTI&Ccedil;A&nbsp;FEDERAL JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE CERCEAMENTO DE DEFESA&nbsp;NAO-CONFIGURADO FUNDAMENTA&Ccedil;AO DEFICIENTE NAO-CONFIGURADA&nbsp;VIOLA&Ccedil;AO DE DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL IMPOSSIBILIDADE S&Uacute;MULA 284\/STF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Trata-se, originariamente, de a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica ajuizada contra Carlos&nbsp;Roberto Aguiar, ex-Prefeito de Reriutaba\/CE, por n&atilde;o ter o mesmo emitido, no prazo de 60 dias, a presta&ccedil;&atilde;o de contas final da aplica&ccedil;&atilde;o dos recursos repassados pelo Minist&eacute;rio da&nbsp;Previd&ecirc;ncia e Assist&ecirc;ncia Social, no valor de R$ 66.645,00, o qual se destinava &agrave; constru&ccedil;&atilde;o&nbsp;de um centro para instala&ccedil;&atilde;o de unidades produtivas de beneficiamento de palha, confec&ccedil;&atilde;o de&nbsp;bordado e corte e costura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. N&atilde;o h&aacute; qualquer antinomia entre o <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/Del0201.htm\">Decreto-Lei&nbsp;201\/1967<\/a> e a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8429.htm\">Lei&nbsp;8.429\/1992<\/a>, pois a primeira imp&otilde;e ao prefeito e vereadores um julgamento pol&iacute;tico,enquanto a segunda submete-os ao julgamento pela via judicial, pela pr&aacute;tica do mesmo&nbsp;fato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. O julgamento das autoridades que n&atilde;o det&ecirc;m o foro constitucional&nbsp;por prerrogativa de fun&ccedil;&atilde;o para julgamento de crimes de responsabilidade , por atos de&nbsp;improbidade administrativa, continuar&aacute; a ser feito pelo ju&iacute;zo monocr&aacute;tico da justi&ccedil;a c&iacute;vel&nbsp;comum de 1&ordf; inst&acirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. A falta da notifica&ccedil;&atilde;o prevista no art.&nbsp;17,&nbsp;7&ordm;, da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8429.htm\">Lei&nbsp;8.429\/1992 <\/a>n&atilde;o&nbsp;invalida os atos processuais ulteriores, salvo quando ocorrer efetivo preju&iacute;zo. Precedentes do&nbsp;STJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. Est&aacute; preclusa a discuss&atilde;o sobre alegada falsidade na assinatura de ci&ecirc;ncia&nbsp;do mandado citat&oacute;rio do r&eacute;u, em raz&atilde;o do decurso de prazo, sem recurso, da decis&atilde;o emincidente de falsifica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. &Eacute; competente a Justi&ccedil;a Federal para apreciar a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica por&nbsp;improbidade administrativa, que envolva a apura&ccedil;&atilde;o de les&atilde;o a recursos p&uacute;blicos federais.Precedentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7. N&atilde;o ocorre cerceamento de defesa por julgamento antecipado da lide,&nbsp;quando o julgador ordin&aacute;rio considera suficiente a instru&ccedil;&atilde;o do processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8. &Eacute; incab&iacute;vel, em recurso especial, a an&aacute;lise de viola&ccedil;&atilde;o de dispositivoconstitucional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9. Invi&aacute;vel a aprecia&ccedil;&atilde;o do recurso por ofensa aos arts.&nbsp;165&nbsp;e&nbsp;458&nbsp;do&nbsp;CPC(fundamenta&ccedil;&atilde;o deficiente), em raz&atilde;o de alega&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ricas. Incid&ecirc;ncia, por analogia, da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/jurisprudencia\/listarJurisprudencia.asp?s1=283.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&amp;base=baseSumulas\">S&uacute;mula 284\/STF<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10. Recurso especial parcialmente conhecido e n&atilde;o provido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, mesmo dentre aqueles que seguem o posicionamento do STJ, n&atilde;o est&aacute; pacificada a discuss&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a qual&nbsp;fun&ccedil;&atilde;o exercida pelo agente pol&iacute;tico se adequa o conte&uacute;do da <strong>LIA<\/strong>. O entendimento pro<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"> societatis<\/span> &eacute; no sentido de que qualquer ato administrativo que ofende os artigos 9&deg;, 10 e 11 da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8429.htm\">Lei&nbsp;8.429\/1992<\/a>&nbsp;configura ato de improbidade administrativa, independentemente da classifica&ccedil;&atilde;o que se queira dar ao&nbsp;referido ato, se de natureza administrativa, pol&iacute;tica ou legislativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta quest&atilde;o surgiu no momento em que, no bojo de uma a&ccedil;&atilde;o de improbidade, em primeira inst&acirc;ncia, alegou-se que o simples fato de o agente estar no exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&atilde;o legislativa (no caso concreto, um vereador falsificou documentos de um processo legislativo) o excluia das san&ccedil;&otilde;es da <strong>LIA<\/strong>. Este foi o entendimento da justi&ccedil;a de primeira inst&acirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refor&ccedil;ando o entendimento pro societate, em busca da constru&ccedil;&atilde;o de uma Administra&ccedil;&atilde;o mais alinhada com a moralidade e a probidade, o STJ ratifica o entendimento de que, se as condutas dos agentes pol&iacute;ticos se enquadram nos tipos previstos nos artigos 9&deg;, 10 e 11 da LIA, ent&atilde;o, independente de qual fun&ccedil;&atilde;o, seja administrativa, legistativa&nbsp;ou judic&aacute;ria, o agente pol&iacute;tico &eacute; alcan&ccedil;ado pela <strong>LIA<\/strong>. De fato, &eacute; o que explicita o ac&oacute;rd&atilde;o da Ministra Eliana Calmon:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(&#8230;) Mas, qual o alcance da <strong>LIA<\/strong>? Quem se submete a esse C&oacute;digo de Conduta? A interpreta&ccedil;&atilde;o dos arts. 1&ordm;, 2&ordm; e 3&ordm; permite afirmar ter o legislador adotado conceito de grande&nbsp;abrang&ecirc;ncia no tocante &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o de agente p&uacute;blico submetido a referida legisla&ccedil;&atilde;o, a fim&nbsp;de incluir na sua esfera de responsabilidade todos os agentes p&uacute;blicos, servidores ou n&atilde;o, que&nbsp;incorram em ato de improbidade administrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse diapas&atilde;o, os agentes pol&iacute;ticos, conforme posi&ccedil;&atilde;o doutrin&aacute;ria dominante,estariam inclu&iacute;dos no regime da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8429.htm\">Lei&nbsp;8.429\/1992<\/a>, a partir da defini&ccedil;&atilde;o de &quot;agente p&uacute;blico&quot;,&nbsp;prevista no seu artigo&nbsp;2&ordm;,&nbsp;<span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\">in verbis<\/span>&nbsp;:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Art. 2&ordm; Reputa-se agente p&uacute;blico, para os efeitos desta lei, todo aquele que&nbsp;exerce, ainda que transitoriamente ou sem remunera&ccedil;&atilde;o,&nbsp;por elei&ccedil;&atilde;o, nomea&ccedil;&atilde;o, designa&ccedil;&atilde;o,&nbsp;contrata&ccedil;&atilde;o ou qualquer outra forma de investidura ou v&iacute;nculo,&nbsp;mandato, cargo, emprego ou&nbsp;fun&ccedil;&atilde;o nas entidades mencionadas no artigo anterior. (grifei).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, se a Lei define como agente p&uacute;blico para fins de submiss&atilde;o da&nbsp;<strong>LIA<\/strong>&nbsp;aqueles que exercem cargos &quot;por elei&ccedil;&atilde;o&quot; ou &quot;mandato&quot;, por que afastar todos os agentes pol&iacute;ticos, pelo simples fato de j&aacute; estarem eles submetidos a normas espec&iacute;ficas por crime de&nbsp;responsabilidade? Se assim fosse, in&uacute;teis seriam as express&otilde;es da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo o mesmo racioc&iacute;nio, seria incoerente reconhecer a submiss&atilde;o da&nbsp;<strong>LIA<\/strong>&nbsp;aos agentes que exercem cargos &quot;por elei&ccedil;&atilde;o&quot; ou por &quot;mandato&quot;, e ao mesmo tempo afastar os&nbsp;atos supostamente praticados pelos que exercem fun&ccedil;&otilde;es&nbsp;legislativa&nbsp;e jurisdicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entendo ser a&nbsp; <strong>Lei de Improbidade Administrativa<\/strong>&nbsp;aplic&aacute;vel para&nbsp;responsabilizar os atos praticados na fun&ccedil;&atilde;o&nbsp;administrativa, sejam os praticados por agentes&nbsp;p&uacute;blicos, bem como por particulares, nas fun&ccedil;&otilde;es&nbsp;legislativa&nbsp;ou&nbsp;jurisdicional, desde que tais condutas se enquadrem nos tipos previstos nos seus arts.&nbsp;9&ordm; e seguintes.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<hr align=\"center\" size=\"2\" width=\"100%\" \/><\/div>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>CONCLUS&Atilde;O<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O STJ deu mais um importante passo, com o fim de consolidar o entendimento em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; efetiva aplica&ccedil;&atilde;o da <strong>Lei de Improbidade Administrativa<\/strong> aos atos &iacute;mprobos praticados pelos agentes pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num primeiro momento, ratificou o entendimento doutrin&aacute;rio da n&atilde;o isen&ccedil;&atilde;o do agente pol&iacute;tico das san&ccedil;&otilde;es presentes na<strong> LIA<\/strong>, salvo a aplica&ccedil;&atilde;o de perda do cargo e de restri&ccedil;&otilde;es aos direitos pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A inova&ccedil;&atilde;o recente do STJ, em favor da sociedade, &eacute; que o agente pol&iacute;tico tamb&eacute;m responde, mesmo que durante o exerc&iacute;cio das fun&ccedil;&otilde;es legislativa e judici&aacute;ria, caso pratique condutas tipificadas na <strong>LIA<\/strong>. Adotar entendimento contr&aacute;rio seria retroceder na busca pela maior efetividade dos instrumentos de controle da probidade.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<hr align=\"center\" size=\"2\" width=\"100%\" \/><\/div>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Notas<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">[1] Artigos 9&deg;, 10 e 11 da lei <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8429.htm\">8429\/1992<\/a>, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[2] OLIVEIRA, Rafael. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Gen M&eacute;todo, 2015<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[3] Reclama&ccedil;&atilde;o <a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/processo\/verProcessoAndamento.asp?incidente=2044010\">2138\/DF<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[4] Com base nessa tese, um juiz de 1&ordm; grau poderia condenar o Presidente da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[5] REsp <a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=906893&amp;num_registro=200800402850&amp;data=20090922&amp;formato=PDF\">1034511\/CE<\/a>, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA&nbsp;TURMA, julgado em 01\/09\/2009, DJe 22\/09\/2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:10px;\">Fonte: &nbsp;<strong><a href=\"http:\/\/jus.com.br\/artigos\/44189\/o-stj-os-agentes-politicos-e-a-lei-de-improbidade-administrativa?utm_source=boletim-diario&amp;utm_medium=newsletter&amp;utm_content=titulo&amp;utm_campaign=boletim-diario_2015-11-05\">JusNavigandi\/Artigos<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"49\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"32\" \/><\/a><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a> <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O STJ, os agentes pol&iacute;ticos e a Lei de improbidade administrativa O Superior Tribunal de Justi&ccedil;a refor&ccedil;a o entendimento da efetiva aplica&ccedil;&atilde;o da Lei de Improbidade Administrativa aos agentes pol&iacute;ticos. Mesmo durante as fun&ccedil;&otilde;es legislativa e judici&aacute;ria, a LIA &eacute; plenamente aplic&aacute;vel a condutas que violam seus preceitos.<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-29432","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2015"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29432","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29432"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29432\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29443,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29432\/revisions\/29443"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}