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{"id":27802,"date":"2015-07-17T13:24:03","date_gmt":"2015-07-17T16:24:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=27802"},"modified":"2015-07-17T14:36:13","modified_gmt":"2015-07-17T17:36:13","slug":"direitos-e-deveres-pais-precisa-resgatar-respeito-a-autoridade-das-leis-da-necessidade-de-valorizar-as-decisoes-do-juiz-de-primeiro-grau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2015\/07\/direitos-e-deveres-pais-precisa-resgatar-respeito-a-autoridade-das-leis-da-necessidade-de-valorizar-as-decisoes-do-juiz-de-primeiro-grau\/","title":{"rendered":"DIREITOS E DEVERES &#8211; &#8220;Pa\u00eds precisa resgatar respeito \u00e0 autoridade das leis&#8221; &#8230; da necessidade de valorizar as decis\u00f5es do juiz de primeiro grau &#8230;."},"content":{"rendered":"<div class=\"clearFix\">\n<p class=\"authors\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"luiz-edson-fachin-ministro-stf\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27807\" height=\"358\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/luiz-edson-fachin-ministro-stf.png\" width=\"300\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wysiwyg\" itemprop=\"articleBody\">\n<p class=\"twowords\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><u><strong>DIREITOS E DEVERES<\/strong><\/u><\/span><\/p>\n<p class=\"title\" itemprop=\"name\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-size: 16px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">&quot;Pa&iacute;s precisa de mudan&ccedil;as na cultura constitucional, n&atilde;o na Constitui&ccedil;&atilde;o&quot;<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"title\" itemprop=\"name\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Em entrevista, ministro <strong>Luiz Edson Fachin<\/strong>, do STF, fala <strong>da necessidade de valorizar as decis&otilde;es do juiz de primeiro grau<\/strong>, da fun&ccedil;&atilde;o contramajorit&aacute;ria do Judici&aacute;rio e sobre a forma&ccedil;&atilde;o de seu gabinete.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#A9A9A9;\"><strong><span style=\"font-size: 10px;\"><time datetime=\"2015-07-16T09:33-0300\" itemprop=\"datePublished\">16 de julho de 2015, 9h33<\/time><br \/>\n\t\tPor&nbsp;<span itemprop=\"author\">Pedro Can&aacute;rio<\/span>,&nbsp;<span itemprop=\"author\">Marcos de Vasconcellos<\/span>&nbsp;e&nbsp;<span itemprop=\"author\">Marcelo Galli<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"229\" height=\"140\" alt=\"20101215101024_Camara EntrevistaMED\" class=\"alignnone size-full wp-image-27820\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/20101215101024_Camara-EntrevistaMED.jpg\" style=\"width: 150px; height: 92px;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de se pensar em mudar a Constitui&ccedil;&atilde;o, o Brasil precisa aprender a ter uma cultura constitucional. E parte disso est&aacute; em resgatar o &quot;respeito &agrave; autoridade das leis&quot;. &Eacute; o que pensa o mais novo integrante do Supremo Tribunal Federal, o ministro <strong>Luiz Edson Fachin<\/strong>, sobre o momento que vive o pa&iacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ele, a f&oacute;rmula para que a sociedade se ajuste no caminho correto est&aacute; em valorizar a jurisdi&ccedil;&atilde;o de primeiro grau. &Eacute; o juiz que est&aacute; pr&oacute;ximo &agrave;s provas, &agrave; instru&ccedil;&atilde;o processual e &agrave;s partes, e &eacute; ele quem prop&otilde;e a primeira solu&ccedil;&atilde;o para o caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&quot;Na medida em que valorizamos o juiz de primeiro grau e n&atilde;o ordinarizamos as cortes superiores, tem-se a compreens&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o jurisdicional com aquilo que se almeja do Poder Judici&aacute;rio&quot;, comenta o ministro, em sua primeira entrevista como ministro &agrave; revista <strong>Consultor Jur&iacute;dico<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta quinta-feira (16\/7), Fachin&nbsp;completa dois anivers&aacute;rios. S&atilde;o os primeiros 30 dias desde que vestiu a toga de ministro pela primeira vez e &eacute; a data em que comemora 38 anos de casamento com a desembargadora&nbsp;Rosana Amaral Girardi Fachin, do Tribunal de Justi&ccedil;a do Paran&aacute;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No balan&ccedil;o desse primeiro m&ecirc;s, Fachin fala com naturalidade sobre as mudan&ccedil;as em sua rotina e tamb&eacute;m comenta a transforma&ccedil;&atilde;o imposta &agrave; sua maneira de pensar. Como professor e acad&ecirc;mico, diz, se habituou a olhar os temas de modo a problematiz&aacute;-los. Como juiz, continua obrigado a levantar quest&otilde;es, mas tamb&eacute;m deve propor solu&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Preocupado com a jurisprud&ecirc;ncia do tribunal, o ministro acredita que ela deve ser n&atilde;o s&oacute; um conjunto de decis&otilde;es, mas &quot;um procedimento metodol&oacute;gico, por meio do qual se d&aacute; seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, previsibilidade e justi&ccedil;a ao caso concreto&quot;. Por isso &eacute; que tem se reunido com sua equipe inteira para propor solu&ccedil;&otilde;es conjuntas em todos os casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso toma tempo, claro, mas, como ele mesmo disse aos assessores, &quot;demorei em chegar e n&atilde;o tenho pressa de sair&quot;. Em outras palavras, &quot;Justi&ccedil;a tardia n&atilde;o &eacute; justi&ccedil;a, mas Justi&ccedil;a precipitada tamb&eacute;m n&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>Leia a entrevista:<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; O que mudou na vida do senhor depois que assumiu a cadeira no Supremo?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin &mdash;<\/strong> Tenho percebido progressivamente uma mudan&ccedil;a da metodologia e da racionalidade pela qual enxergo os afazeres do cotidiano. Especialmente na vida acad&ecirc;mica, a gente introjeta uma racionalidade problematizante. O acad&ecirc;mico que n&atilde;o tem d&uacute;vida, n&atilde;o faz pesquisa.&nbsp;Essa &eacute; a racionalidade com a qual eu vinha, durante umas tr&ecirc;s d&eacute;cadas, trabalhando e operando. Quando assumi a fun&ccedil;&atilde;o aqui, percebi imediatamente que a racionalidade &eacute; outra. Se l&aacute; se pensava por problemas e pela problematiza&ccedil;&atilde;o, aqui se intensifica a busca de uma solu&ccedil;&atilde;o. &Eacute; evidentemente que o julgador pondera a tese e a ant&iacute;tese para fazer a s&iacute;ntese,&nbsp;mas a racionalidade est&aacute; ordenada a buscar uma solu&ccedil;&atilde;o adequada e correta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; E vi&aacute;vel&#8230;<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin &mdash;<\/strong> Essa palavra coloca em quest&atilde;o o que eu reputo ser uma das caracter&iacute;sticas de um magistrado constitucional do s&eacute;culo XXI: colocar nas premissas da sua pondera&ccedil;&atilde;o os efeitos do seu julgamento. O perfil que n&oacute;s temos, de um modo geral, na magistratura est&aacute; numa esp&eacute;cie de segunda gera&ccedil;&atilde;o da modernidade. A primeira gera&ccedil;&atilde;o foi a da conquista do cat&aacute;logo de direitos. A segunda foi a do grande debate pela efetiva&ccedil;&atilde;o, que, de algum modo, ainda est&aacute; presente. E a terceira, que n&oacute;s estamos vivenciando, &eacute; a na qual os limites se colocam no plano das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, e tamb&eacute;m para o Poder Judici&aacute;rio, cuja fun&ccedil;&atilde;o &agrave;s vezes &eacute; impor limites.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; O Judici&aacute;rio precisa tamb&eacute;m impor limites a si mesmo?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin &mdash;<\/strong> Exatamente. Os poderes n&atilde;o devem facilmente atravessar a rua. Em princ&iacute;pio, cada um dos poderes cuida do seu nicho pr&oacute;prio de compet&ecirc;ncia. Em outras palavras: o juiz, ainda que densifique, no caso concreto, a norma, n&atilde;o faz uma atividade criadora da legisla&ccedil;&atilde;o. Isso significa, portanto, que h&aacute; necessidade do respeito do outro poder, com todas as suas vicissitudes. Num Estado Democr&aacute;tico de Direito, o fundamental &eacute; respeitar essas regras do jogo. Isso quer dizer que eu n&atilde;o posso, como juiz constitucional, ingressar no exame da viabilidade ou inviabilidade da instala&ccedil;&atilde;o de uma comiss&atilde;o parlamentar de inqu&eacute;rito, por exemplo. Isso &eacute; uma delibera&ccedil;&atilde;o do Legislativo. Posso, sim, quando aprovada uma dada ementa constitucional, examinar se o devido processo legislativo foi observado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; Mas s&oacute; depois da aprova&ccedil;&atilde;o, ou antes j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel fazer esse exame?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin &mdash;<\/strong> Esse &eacute; um debate que vamos ter no Supremo e eu n&atilde;o posso adiantar meu posicionamento. Os senhores j&aacute; perceberam que a premissa conduz &agrave; ideia de uma independ&ecirc;ncia, mas fal&aacute;vamos dos limites do poder que limita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; &Eacute; preciso mudar a Constitui&ccedil;&atilde;o?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;<\/strong> Eu estou entre aqueles denominados conservadores constitucionais. Entendo que antes de uma nova constitui&ccedil;&atilde;o &eacute; preciso cumprir a Constitui&ccedil;&atilde;o que temos. N&oacute;s, todos os operadores do Direito, ainda somos respons&aacute;veis por uma cultura constitucional que o Brasil precisa ter. &Eacute; essa ideia segundo a qual a Constitui&ccedil;&atilde;o &eacute; a nossa b&iacute;blia.&nbsp;Ou seja, ela cont&eacute;m preceitos da vida cotidiana e di&aacute;ria, preceitos de liberdade, preceitos de direitos, mas tamb&eacute;m de deveres. E, portanto, ela tem um valor, como preceito normativo vinculante, que independe&nbsp;das percep&ccedil;&otilde;es pessoais de um indiv&iacute;duo. O Brasil ainda est&aacute; a dever essa cultura constitucional de respirar a Constitui&ccedil;&atilde;o como se fosse um oxig&ecirc;nio e de trat&aacute;-la com esse respeito quase que sagrado. N&oacute;s precisamos qui&ccedil;&aacute; de algumas mudan&ccedil;as ou transforma&ccedil;&otilde;es substanciais na cultura constitucional e n&atilde;o necessariamente no programa positivado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; O senhor acredita que o Judici&aacute;rio atravessa&nbsp;mais a rua do que deveria?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin &mdash;<\/strong>&nbsp;N&atilde;o. Cada vez mais se percebe que o juiz n&atilde;o &eacute; um gestor de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Se &eacute; dado a um juiz o poder de dizer que o or&ccedil;amento do munic&iacute;pio teve na sua feitura a viola&ccedil;&atilde;o de um princ&iacute;pio constitucional, n&atilde;o &eacute; &nbsp;dado ao juiz o poder de substituir a C&acirc;mara dos Vereadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; O senhor &eacute; apontado por amigos como um conciliador.&nbsp;Essa qualidade pode atrapalhar o julgamento de dizer quem est&aacute; certo e quem est&aacute; errado?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;<\/strong> N&atilde;o vejo nenhum desencontro. O&nbsp;perfil conciliador, a rigor, se refere &agrave; metodologia da constru&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o, e n&atilde;o &agrave; decis&atilde;o em si. Eu creio muito, especialmente onde h&aacute; ju&iacute;zes colegiados de qualquer grau, no que poder&iacute;amos chamar de um procedimento dial&oacute;gico de constru&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es. &Eacute; nesse sentido que aquilo que se chama de mentalidade conciliadora pode contribuir para que se incremente o processo de constru&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o. Em outras palavras, a decis&atilde;o n&atilde;o pode ser tomada aprioristicamente e ter um procedimento que apenas formalmente a legitime.Tem que ser o contr&aacute;rio. O importante &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o argumentativa racional e sistem&aacute;tica, onde as premissas da conclus&atilde;o est&atilde;o expostas. &Eacute; um dever fundamental de quem julgar expor claramente todas as suas premissas, para evitar que a decis&atilde;o seja no todo ou em parte desconectada com a sua fundamenta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; Isso nos remete &agrave;quela frase do senhor que ficou t&atilde;o conhecida quanto pol&ecirc;mica:&nbsp;&ldquo;N&atilde;o h&aacute; jurisprud&ecirc;ncia no Brasil&rdquo;.<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin &mdash;<\/strong> O voc&aacute;bulo jurisprud&ecirc;ncia &eacute; poliss&ecirc;mico, d&aacute; margem a muitas percep&ccedil;&otilde;es. A mais corrente &eacute; de que &eacute; o conjunto de pronunciamentos reiterados num dado sentido emanados de um determinado &oacute;rg&atilde;o julgador. Mas o sentido da express&atilde;o usado nessa minha frase &eacute; a jurisprud&ecirc;ncia como um procedimento metodol&oacute;gico, por meio do qual se d&aacute; seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, previsibilidade e justi&ccedil;a ao caso concreto. Portanto, quando se diz que h&aacute; jurisprud&ecirc;ncia do ponto de vista metodol&oacute;gico&nbsp;significa que temos um conjunto de procedimentos seguros, previs&iacute;veis e que, de maneira razo&aacute;vel, est&atilde;o dando a solu&ccedil;&atilde;o concreta para um dado caso. E &eacute; nesse sentido que ainda temos um dever a cumprir, uma tarefa de casa a fazer. O Poder Judici&aacute;rio tem o valor simb&oacute;lico de ter o respeito pela autoridade do julgador e o respeito pela autoridade da lei. Se h&aacute; um sintoma da contemporaneidade nesta primeira parte do s&eacute;culo XXI que me preocupa &eacute; certa deteriora&ccedil;&atilde;o da autoridade, especialmente da autoridade da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; Em que sentido?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin &mdash;<\/strong> O que se percebe &eacute; que o comando legislativo n&atilde;o suscita no sentimento m&eacute;dio da popula&ccedil;&atilde;o um senso de obrigatoriedade. Por exemplo, quando se examina uma nova lei, o primeiro debate que se tem &eacute;: &quot;Esta lei &eacute; para valer?&quot;. S&oacute; o fato de &nbsp;se colocar essa d&uacute;vida, n&atilde;o apenas na comunidade jur&iacute;dica, mas na comunidade brasileira de um modo geral, j&aacute; &eacute; revelador que a autoridade da lei &eacute;&nbsp;um pouco d&eacute;bil. O STF tem entre suas fun&ccedil;&otilde;es colocar num lugar de destaque a ideia de&nbsp;respeito &agrave;&nbsp;autoridade da lei. O Estado Democr&aacute;tico de Direito pressup&otilde;e, como regra, obedecido o devido processo legislativo, que a lei &eacute; produto deste modelo segundo o qual se expressa a vontade da sociedade,&nbsp;a&nbsp;vontade da maioria,&nbsp;obviamente resguardados os respeitos aos direitos das minorias. Uma preserva&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es passa por um resgate da autoridade da pr&oacute;pria lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; O senhor fala em resgate porque considera&nbsp;que j&aacute; houve esse respeito maior &agrave; lei?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;<\/strong>&nbsp;O&nbsp;Brasil viveu&nbsp;em alguns momentos&nbsp;&mdash;&nbsp;e momentos democr&aacute;ticos&nbsp;&mdash;&nbsp;esta seguran&ccedil;a. Talvez nos primeiros cinco anos da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, quando havia&nbsp;certa esperan&ccedil;a ou expectativa de efetividade. Vivemos isso na hist&oacute;ria constitucional brasileira depois da Constituinte de 1946, que tamb&eacute;m foi um per&iacute;odo rico do ponto de vista da pluralidade da representa&ccedil;&atilde;o no Poder Legislativo, e por conta tamb&eacute;m do momento que se vivia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; De resgate democr&aacute;tico?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;&nbsp;<\/strong>Estou entre aqueles que entendem que a contemporaneidade come&ccedil;ou a&iacute;, de uma perspectiva que rejeita o positivismo hist&oacute;rico, que n&atilde;o conta a hist&oacute;ria apenas&nbsp;cronologicamente. A contemporaneidade no mundo ocidental, que pega da Europa Ocidental para c&aacute;, teria de algum modo principiado por a&iacute;. Tem um cap&iacute;tulo na recente enc&iacute;clica papal que &eacute; sobre a Justi&ccedil;a Intergeracional.&nbsp;&Eacute; um dos melhores cap&iacute;tulos da enc&iacute;clica e&nbsp;refere-se &agrave; ideia de incluir nas premissas da decis&atilde;o as sequelas ou consequ&ecirc;ncias do ato decis&oacute;rio. O que o Papa est&aacute; a dizer &eacute; a proje&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es do presente nas gera&ccedil;&otilde;es futuras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; O que o Supremo &mdash; e o senhor, como ministro &mdash; pode fazer para que o entendimento de jurisprud&ecirc;ncia siga esse caminho no qual academicamente o senhor j&aacute; se posicionou?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;<\/strong> Em primeiro lugar, o complexo cen&aacute;rio que a gente vive hoje n&atilde;o permite que algu&eacute;m isoladamente imagine ter uma bula ou uma po&ccedil;&atilde;o para poder dizer&nbsp;&quot;Eureca!&quot;&nbsp;Coerente com a ideia de que a jurisprud&ecirc;ncia metodologicamente &eacute; um procedimento dial&oacute;gico, tamb&eacute;m a constru&ccedil;&atilde;o de eventuais solu&ccedil;&otilde;es passam por uma dialogicidade e alguns caminhos podem ser apontados. Alguns j&aacute; est&atilde;o sendo praticados aqui. Por exemplo, a repercuss&atilde;o geral e, depois, esse filtro para que seja sempre a repercuss&atilde;o geral de uma quest&atilde;o constitucional. Isso &eacute; um avan&ccedil;o na pr&oacute;pria compreens&atilde;o do sentido da repercuss&atilde;o geral e este &eacute; um pouco do caminho que vejo, de verticalizar esses instrumentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; A s&uacute;mula vinculante tamb&eacute;m, n&atilde;o?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;&nbsp;<\/strong>A s&uacute;mula vinculante, de algum modo, tamb&eacute;m contribui para isso. Ela suscita uma previsibilidade, mas tamb&eacute;m &eacute; fundamental reconhecer que n&atilde;o pode constituir um engessamento do juiz de primeiro grau. Na medida em que valorizamos o juiz de primeiro grau e n&atilde;o ordinarizamos as cortes superiores, tem-se a compreens&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o jurisdicional com aquilo que se almeja do Poder Judici&aacute;rio. Ou seja, o juiz que coletou as provas sobre os fatos, fez a instru&ccedil;&atilde;o e julgou precisa ter um papel de destaque nesse <em>script<\/em> do processo. O Supremo, para se tornar corte constitucional, deve ser um tribunal de teses e n&atilde;o de casos. Portanto, nenhuma mudan&ccedil;a deve&nbsp;ser feita com a&ccedil;odamento, imaginando que a lei altera a cultura por si s&oacute;. &Eacute; a mudan&ccedil;a cultural que altera a lei, e, portanto, nesse sentido &eacute; preciso que a gente tome cuidado tanto com a in&eacute;rcia legislativa quanto com a hemorragia legislativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; O senhor fala em n&atilde;o engessar o juiz de primeiro grau, mas tamb&eacute;m fala em valoriz&aacute;-lo. Como fazer para que a decis&atilde;o de primeira inst&acirc;ncia seja valorizada se ela n&atilde;o for a aplica&ccedil;&atilde;o da jurisprud&ecirc;ncia dos tribunais superiores?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;<\/strong> &Eacute; poss&iacute;vel identificar, sem muita dificuldade, onde est&atilde;o as mat&eacute;rias de maior taxa de recorribilidade, como na &aacute;rea tribut&aacute;ria. No conjunto dessas mat&eacute;rias, ainda que o tema n&atilde;o esteja sumulado e n&atilde;o haja repercuss&atilde;o geral, &eacute; preciso entender que se o juiz de primeiro grau disser que, num dado caso, sobre uma determinada atividade produtiva n&atilde;o incide tributo&nbsp;e, nove ou dez anos depois, uma corte superior disser o contr&aacute;rio, as consequ&ecirc;ncias s&atilde;o desastrosas para aquela atividade. Valorizar a decis&atilde;o de primeiro grau significa, portanto, colocar em relevo essa primeira defini&ccedil;&atilde;o que est&aacute; sendo tomada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; Assistimos, por muito tempo, reclamarem da in&eacute;rcia do Congresso. Agora que o Congresso est&aacute; andando a toque de caixa, ouvimos a reclama&ccedil;&atilde;o de que est&aacute; indo no caminho errado. Qual &eacute; o papel do Judici&aacute;rio nesse equil&iacute;brio?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;<\/strong> Antes de tudo, do ponto de vista da democracia, &eacute; melhor mais Congresso do que Congresso algum. Prefiro conviver, e me sinto muito mais confort&aacute;vel, com a hemorragia legislativa do que com o Poder Legislativo manietado por algum Estado totalit&aacute;rio. &Eacute; um sintoma da democracia o que estamos a vivenciar. Naquilo que houver de desbordar do processo legislativo devido, aquilo que contiver alguma ofensa a princ&iacute;pio constitucional, um v&iacute;cio de iniciativa, por exemplo, a&iacute; est&aacute; o Poder Judici&aacute;rio que imp&otilde;e limites. Todavia, quanto ao conceito da in&eacute;rcia legislativa, em determinados casos&nbsp;&eacute; mesmo o descumprimento de um dever de legislar.&nbsp;mas&nbsp;em outras hip&oacute;teses&nbsp;pode ser uma op&ccedil;&atilde;o legislativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; A Lei de Media&ccedil;&atilde;o (Lei 13.140\/2015)&nbsp;imp&otilde;e travas demais &agrave; discuss&atilde;o do Direito de Fam&iacute;lia fora do Judici&aacute;rio?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin &mdash;<\/strong> A exig&ecirc;ncia de alguns dos pressupostos e requisitos vai ser objeto obviamente de uma hermen&ecirc;utica construtiva. J&aacute; dizia o saudoso ministro Carlos Maximiliano: a primeira tarefa do int&eacute;rprete&nbsp;&eacute; salvar o dispositivo e n&atilde;o descontru&iacute;-lo. Alguns eventuais obst&aacute;culos poder&atilde;o, fazendo-se uma compreens&atilde;o final&iacute;stica da lei, ser ultrapassados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; Como o senhor est&aacute; montando seu gabinete?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;<\/strong> Convidei dois magistrados: a doutora Camila Plentz&nbsp;Konrath,&nbsp;que &eacute; uma ju&iacute;za federal aqui de Bras&iacute;lia,&nbsp;e o doutor Ricardo Rachid de Oliveira, que &eacute; um juiz federal do Paran&aacute;. Com o aux&iacute;lio deles, tenho apreciado as quest&otilde;es mais emergenciais. No plano dos assessores, estou com a metade da equipe em forma&ccedil;&atilde;o. Nesse momento, o que tenho feito, em homenagem &agrave; interdisciplinariedade, &eacute;, quando pe&ccedil;o uma pesquisa ou exame de alguma coisa, fazer o exame e convocar uma reuni&atilde;o com todos os assessores sobre todas as mat&eacute;rias. Isso tem tomado tempo, j&aacute; pedi, em mais de um momento, o jantar nesta mesa, com todos, porque est&atilde;o dispostos, energizados como eu. N&atilde;o h&aacute; ainda uma divis&atilde;o por espacialidades. Mas haver&aacute;, porque o volume de trabalho &eacute; muito intenso e algumas quest&otilde;es, bastante espec&iacute;ficas. No levantamento sobre o acervo que eu herdei e nos processos que entraram nos &uacute;ltimos 30 dias, os casos penais e de processo penal ocupam um lugar de bastante destaque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; Qual &eacute; a mat&eacute;ria que mais pesa no acervo?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;<\/strong>&nbsp;No levantamento do que herdei e dos processos que entraram nos &uacute;ltimos 30 dias, os casos penais e de processo penal ocupam lugar de bastante destaque. A maior parte &eacute; penal, depois vem Direito Administrativo e, em terceiro lugar, quest&otilde;es tribut&aacute;rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; S&atilde;o quantos processos?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;<\/strong> Recebi 1.486 do gabinete, que eram do acervo do ministro Joaquim Barbosa. Depois, recebi em torno de 100 do gabinete do presidente, ministro Ricardo&nbsp;Lewandowski.&nbsp;E&nbsp;j&aacute; protocolaram, a partir do dia 16, &agrave;s 17h, que foi quando fui empossado, at&eacute; hoje, cerca de 239 processos. Estou dando uma certa prioridade aos processos que estavam aqui h&aacute; mais de cinco anos, que s&atilde;o quase uma centena. Depois, a prioridade &eacute; dos que entraram a partir da minha posse e que demandam alguma delibera&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia, seja monocr&aacute;tica ou colegiada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; O senhor sabe qual &eacute; o processo mais antigo que est&aacute; no gabinete?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;&nbsp;<\/strong>S&atilde;o dois.&nbsp;O segundo mais antigo est&aacute; aqui h&aacute; cerca de 15 anos e &eacute; sobre uma quest&atilde;o ind&iacute;gena em Santa Catarina, no qual determinei uma inspe&ccedil;&atilde;o judicial. O mais antigo trata&nbsp;de uma liminar que foi dada h&aacute; 20 anos, mas o caso ainda n&atilde;o foi julgado.&nbsp; Envolve, de um lado, pessoa jur&iacute;dica de direito p&uacute;blico. Tamb&eacute;m, como o mais moderno no tribunal, tenho procurado dedicar uma parcela substancial do meu tempo para me preparar para as pautas julgamento. N&atilde;o pedi vista em nenhum processo. Assim que sai a pauta, busco me preparar para poder participar do julgamento. Claro que isso ainda vai acontecer, pois entre a celeridade e a razoabilidade da decis&atilde;o, prefiro a segunda. Ainda que justi&ccedil;a tardia n&atilde;o seja justi&ccedil;a, justi&ccedil;a precipitada tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur<\/strong> <strong>&mdash; O que o senhor acha de a admissibilidade de recursos passar a ser analisada pelo Supremo, como prev&ecirc; o novo C&oacute;digo de Processo Civil?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin &mdash;<\/strong> A minha primeira impress&atilde;o n&atilde;o &eacute; favor&aacute;vel a esse mecanismo, porque o ju&iacute;zo de admissibilidade que &eacute; feito no tribunal de origem &eacute; um certo filtro e uma valoriza&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio tribunal. O argumento a favor da mudan&ccedil;a &eacute; que interp&otilde;e-se agravo de todo ju&iacute;zo de admissibilidade, e, no agravo, junta-se todas as pe&ccedil;as, pedindo que, se o agravo for provido, que seja reconhecido como recurso extraordin&aacute;rio. Ou seja, o argumento a favor do novo CPC &eacute; o de que, na pr&aacute;tica, o Supremo j&aacute; faz esse ju&iacute;zo de admissibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; O Judici&aacute;rio deve ser um poder contramajorit&aacute;rio?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;<\/strong> A defesa da diferen&ccedil;a e das minorias &eacute; um dos elementos do Estado Democr&aacute;tico de Direito. As regras do jogo democr&aacute;tico pressup&otilde;em o governo da maioria&nbsp;e o respeito &agrave;s minorias. E a&iacute; &eacute; poss&iacute;vel, dentro das regras do jogo democr&aacute;tico, ter tutelas contramajorit&aacute;rias. Esta me parece uma fun&ccedil;&atilde;o do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ConJur &mdash; A Constitui&ccedil;&atilde;o autorizou o Supremo a julgar mat&eacute;ria penal infraconstitucional?<br \/>\n\t\tLuiz Edson Fachin<\/strong> <strong>&mdash;<\/strong> A mat&eacute;ria infraconstitucional ou deriva da incid&ecirc;ncia de algum princ&iacute;pio constitucional ou, eventualmente, em algum recurso ordin&aacute;rio em que se discuta algum tema, que embora esteja conectado &agrave;&nbsp;legisla&ccedil;&atilde;o infraconstitucional, admita, ainda que reflexamente, uma viola&ccedil;&atilde;o ao princ&iacute;pio constitucional. A orienta&ccedil;&atilde;o majorit&aacute;ria do Supremo &eacute; n&atilde;o admitir o debate sobre a constitucionalidade reflexa. Eu entendo que, em mat&eacute;ria penal, essa veda&ccedil;&atilde;o tem que ser mitigada. Quando h&aacute; ofensa, ainda que reflexa, e a consequ&ecirc;ncia atingir a Constitui&ccedil;&atilde;o, isso diz respeito, sim, ao Supremo.<\/p>\n<p><span style=\"font-size:10px;\"><span style=\"color:#696969;\">Fonte: <\/span><a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2015-jul-16\/entrevista-luiz-edson-fachin-ministro-supremo-tribunal-federal\"><strong>ConJur<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: right;\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"49\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"32\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; Atingido pela Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a> <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DIREITOS E DEVERES &quot;Pa&iacute;s precisa de mudan&ccedil;as na cultura constitucional, n&atilde;o na Constitui&ccedil;&atilde;o&quot; Em entrevista, ministro Luiz Edson Fachin, do STF, fala da necessidade de valorizar as decis&otilde;es do juiz de primeiro grau, da fun&ccedil;&atilde;o contramajorit&aacute;ria do Judici&aacute;rio e sobre a forma&ccedil;&atilde;o de seu gabinete. 16 de julho de 2015, 9h33 Por&nbsp;Pedro Can&aacute;rio,&nbsp;Marcos de Vasconcellos&nbsp;e&nbsp;Marcelo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-27802","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2015"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27802","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27802"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27802\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27825,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27802\/revisions\/27825"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}