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{"id":27416,"date":"2015-06-22T05:09:34","date_gmt":"2015-06-22T08:09:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=27416"},"modified":"2015-06-23T05:15:34","modified_gmt":"2015-06-23T08:15:34","slug":"um-militar-exemplar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2015\/06\/um-militar-exemplar\/","title":{"rendered":"Um militar exemplar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><strong><span style=\"font-size:16px;\">Her&oacute;i de guerra e democrata, o brigadeiro Rui Moreira Lima soube posicionar-se nos melhores e piores momentos das For&ccedil;as Armadas<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:10px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">Paulo Ribeiro da Cunha<br \/>\n\t1\/5\/2015<\/span><\/span><\/p>\n<p>.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"116-26-01\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27417\" height=\"365\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/116-26-01.jpg\" width=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong>Rui Moreira Lima em fotografia de 1953, no Rio de Janeiro. O militar ganhou condecora&ccedil;&otilde;es por sua participa&ccedil;&atilde;o na Segunda Guerra Mundial e foi torturado por se opor ao regime ditatorial de 1964. (Foto: Acervo Pedro Luiz Moreira Lima)<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/repassando-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"repassando-2\" class=\"alignnone size-full wp-image-25844\" height=\"52\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/repassando-2.jpg\" vdh-336455967=\"\" vdh-444089700=\"\" width=\"200\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;<strong>S&ecirc; um patriota verdadeiro e n&atilde;o te esque&ccedil;as de que a for&ccedil;a somente deve ser empregada a servi&ccedil;o do Direito<\/strong>&rdquo;. Boa parte das gera&ccedil;&otilde;es militares contempor&acirc;neas, bem como setores pol&iacute;ticos e acad&ecirc;micos, parecem desconhecer o real significado destas palavras atualmente.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">Escritas em 1939 pelo juiz de direito Bento Moreira Lima numa carta para seu filho, o cadete Rui Moreira Lima, que aos 20 anos ingressava na For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira (FAB), elas parecem ter servido como uma declara&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios que nortearia a vida do futuro brigadeiro.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Poucos anos depois, Rui Moreira Lima seria um her&oacute;i de guerra. Com outros jovens aviadores brasileiros, todos volunt&aacute;rios, integrou o grupo de avia&ccedil;&atilde;o da FAB, o &ldquo;Senta P&uacute;a&rdquo;, unidade que recebeu uma das mais altas condecora&ccedil;&otilde;es americanas em reconhecimento pela bravura de seus membros. Ao final da Segunda Guerra, sua folha de servi&ccedil;os computava 94 miss&otilde;es, pelas quais ganhou as mais altas condecora&ccedil;&otilde;es militares do Brasil, da Fran&ccedil;a e dos Estados Unidos.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Sempre que podia, declamava com sabor de poesia a carta recebida de seu pai. Em um dos trechos, ela aconselhava: &ldquo;Obedi&ecirc;ncia a seus superiores, lealdade aos teus companheiros, dignidade no desempenho do que te for confiado, atitudes justas e nunca arbitr&aacute;rias&rdquo;. Nada mais v&aacute;lido nos tempos da Guerra Fria pra l&aacute; de quente que se iniciaria em 1947. O debate em que esteve imerso o jovem oficial trazia n&atilde;o somente o desafio de edificar uma na&ccedil;&atilde;o, mas principalmente o de construir e defender uma democracia. Patriota, democrata e nacionalista, Rui Moreira Lima teve uma discreta empatia &agrave; esquerda, e uma identifica&ccedil;&atilde;o sem milit&acirc;ncia com o PSB (Partido Socialista Brasileiro), agremia&ccedil;&atilde;o que tinha entre seus membros militares hist&oacute;ricos, compromissados com a democracia e a na&ccedil;&atilde;o, como o almirante Herculino Cascardo (1900-1967) e o general Miguel Costa (1885-1959).<\/div>\n<div>\n<div class=\"caption left\" style=\"width: 350px; height: 225px; float: left;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"Ataque a comboio em 1945, em foto realizada pelo pr\u00f3prio Rui Moreira Lima. O militar participou de 94 miss\u00f5es no conflito e costumava declamar trechos de uma carta que recebeu do pai em 1939. (Foto: Acervo Pedro Luiz Moreira Lima)\" src=\"http:\/\/www.rhbn.com.br\/uploads\/docs\/images\/images\/116-26-02.jpg\" style=\"width: 350px; height: 225px;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">Ataque a comboio em 1945, em foto realizada pelo pr&oacute;prio Rui Moreira Lima. O militar participou de 94 miss&otilde;es no conflito e costumava declamar trechos de uma carta que recebeu do pai em 1939. (Foto: Acervo Pedro Luiz Moreira Lima)<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anos 1950 e 1960, atuou na defesa da legalidade democr&aacute;tica e em causas nacionalistas, como a do Petr&oacute;leo &eacute; Nosso. Na polariza&ccedil;&atilde;o entre grupos pol&iacute;ticos e ideol&oacute;gicos dentro da pr&oacute;pria FAB, condenou tentativas golpistas &ndash; como a de abortar a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek (1956) e as Revoltas de Jacareacanga (1956) e Aragar&ccedil;as (1959) &ndash; e apoiou a posse de Jo&atilde;o Goulart por ocasi&atilde;o da ren&uacute;ncia de J&acirc;nio Quadros (1961). &ldquo;O soldado n&atilde;o conspira contra as institui&ccedil;&otilde;es a que jurou fidelidade. Se o fizer, trai seus companheiros e pode desgra&ccedil;ar a na&ccedil;&atilde;o&rdquo;, escreveu o pai.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A chegada de 1964 encontrou o militar no comando da Base A&eacute;rea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, a mais poderosa unidade de combate da FAB no per&iacute;odo, cuja tradi&ccedil;&atilde;o ele ajudou a forjar como piloto-de-ca&ccedil;a nos campos de batalha italianos. Rui Moreira Lima acompanhava com preocupa&ccedil;&atilde;o os desdobramentos golpistas e lamentava a imobilidade do governo em reagir naquilo que era o princ&iacute;pio basilar das For&ccedil;as Armadas: a hierarquia e a disciplina. Reprimiu com rigor tentativas de envolver os comandados em aventuras, chegando a prender alguns de seus jovens oficiais. Em rea&ccedil;&atilde;o &agrave; movimenta&ccedil;&atilde;o das tropas do general Mour&atilde;o, em mar&ccedil;o de 1964, sobrevoou em um rasante a coluna golpista j&aacute; pr&oacute;xima de Areal (RJ), cuja tropa foi tomada por p&acirc;nico. Na volta &agrave; unidade, confabulou com seus superiores que os rebelados poderiam ser dissolvidos em um ataque de precis&atilde;o, sem maiores baixas. Mas s&oacute; tomaria essa iniciativa se recebesse ordens para tanto. Diante do posicionamento do presidente Jo&atilde;o Goulart em n&atilde;o resistir e partir para o ex&iacute;lio, deu-se por encerrada qualquer possibilidade de rea&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"caption right\" style=\"width: 350px; height: 233px; float: right;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"Jango assiste, em 1963, \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o da FAB, com a presen\u00e7a de Rui Moreira Lima, \u00e0 sua esquerda. O militar se p\u00f4s em defesa da ordem democr\u00e1tica e da manuten\u00e7\u00e3o da legalidade nos momentos de ruptura. (Foto: Acervo Pedro Luiz Moreira Lima)\" src=\"http:\/\/www.rhbn.com.br\/uploads\/docs\/images\/images\/116-26-03.jpg\" style=\"width: 350px; height: 233px; float: right;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">Jango assiste, em 1963, &agrave; demonstra&ccedil;&atilde;o da FAB, com a presen&ccedil;a de Rui Moreira Lima, &agrave; sua esquerda. O militar se p&ocirc;s em defesa da ordem democr&aacute;tica e da manuten&ccedil;&atilde;o da legalidade nos momentos de ruptura. (Foto: Acervo Pedro Luiz Moreira Lima)<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali estava encerrada sua carreira militar, bruscamente interrompida. Antes, por&eacute;m, teve ainda um ato de resist&ecirc;ncia: s&oacute; aceitou passar <span class=\"Apple-tab-span\" style=\"white-space:pre\"> <\/span>o comando da Base A&eacute;rea se fossem cumpridas todas as formalidades, postura que constrangeu seus algozes. &ldquo;A honra &eacute;, para ele [o militar], um imperativo e nunca deve ser mal compreendida&rdquo;. Pouco depois, Rui Moreira Lima foi preso em casa e teve de responder a tr&ecirc;s inqu&eacute;ritos policiais militares. Amargou um total de 153 dias no c&aacute;rcere. Em uma das pris&otilde;es, nos anos 1970, chegou a ser torturado. Diante do quadro de vilania que caracterizou o regime militar, qualificou de infame e covarde a figura do torturador &ndash; que, portanto, n&atilde;o deveria ser contemplado com a anistia. Vis&atilde;o compartilhada com o pai: &ldquo;O soldado nunca deve ser um delator, sen&atilde;o quando isso importar a salva&ccedil;&atilde;o da p&aacute;tria. Espionar os companheiros, denunci&aacute;-los, visando a interesses pr&oacute;prios, &eacute; inf&acirc;mia, e o soldado deve ser digno&rdquo;. &nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Inegavelmente a p&aacute;tria estava em perigo, e o campo de batalha passou a ser outro para o ent&atilde;o coronel. A persegui&ccedil;&atilde;o foi uma constante para as centenas de cassados, entre oficiais e pra&ccedil;as das For&ccedil;as Armadas e das Pol&iacute;cias Militares. Todos os aviadores, por portarias secretas, foram proibidos de voar. Por convic&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o aderiu &agrave; op&ccedil;&atilde;o de resist&ecirc;ncia armada ao regime militar: decidiu combater a ditadura na a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Foi um dos que ergueram a bandeira pela anistia ampla, geral e irrestrita. Ao lado do brigadeiro Francisco Teixeira e de outros oficiais, Rui Moreira Lima foi um dos fundadores da Adnam (Associa&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica e Nacionalista dos Militares). A anistia saiu em 1979, mesmo ano em que faleceu seu pai. Mas ela veio restrita em rela&ccedil;&atilde;o aos militares cassados, inclusive o brigadeiro, a despeito de sua folha de servi&ccedil;os.&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"caption left\" style=\"width: 350px; height: 219px; float: left;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"Acima, recebe pedido de desculpas por meio do ministro da Justi\u00e7a, em 2011.  (Foto: Acervo Pedro Luiz Moreira Lima)\" src=\"http:\/\/www.rhbn.com.br\/uploads\/docs\/images\/images\/116-26-04.jpg\" style=\"width: 350px; height: 219px; float: left;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"color:#800000;\">Acima, recebe pedido de desculpas por meio do ministro da Justi&ccedil;a, em 2011. (Foto: Acervo Pedro Luiz Moreira Lima)<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Agrave; frente da Adnam, continuou intervindo na agenda pol&iacute;tica com o objetivo de aprofundar a democracia e a constru&ccedil;&atilde;o de um efetivo estado de direito. Buscava n&atilde;o s&oacute; a amplia&ccedil;&atilde;o da anistia como a reintegra&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a &nbsp;reincorpora&ccedil;&atilde;o dos militares cassados. Em outra frente de luta, preocupava-se com a mem&oacute;ria e a hist&oacute;ria. Escreveu Senta P&uacute;a e Di&aacute;rio de Guerra, e contribuiu com depoimentos em livros, teses e document&aacute;rios. Por sua interven&ccedil;&atilde;o direta, o acervo da Adnam foi entregue para a guarda do Cedem &ndash; Centro de Documenta&ccedil;&atilde;o e Mem&oacute;ria da Universidade Estadual Paulista (Unesp).<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em seus &uacute;ltimos anos, atrav&eacute;s de uma Argui&ccedil;&atilde;o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) patrocinada pela Adnam e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), contestou a anistia aos torturadores e apoiou com entusiasmo a forma&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Nacional da Verdade, em 2012. Segundo ele, a CNV era um instrumento necess&aacute;rio para aproximar os militares e a sociedade civil, e n&atilde;o pode ser considerada express&atilde;o de revanchismo, mas sim de justi&ccedil;a e de um necess&aacute;rio resgate da hist&oacute;ria. Inclusive a sua hist&oacute;ria.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J&aacute; com mais de 90 anos, n&atilde;o se furtou a outras pol&ecirc;micas. Em 2012, subscreveu pela Adnam o manifesto &ldquo;Aos Brasileiros&rdquo;, confrontando um manifesto de golpistas elaborado por militares da reserva do Clube Militar. No ano seguinte patrocinou a &ldquo;Carta do Rio de Janeiro&rdquo;, documento endere&ccedil;ado &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica com vistas a equacionar em definitivo a quest&atilde;o de uma anistia ampla para os militares cassados e perseguidos ap&oacute;s o golpe.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">S&oacute; depois de seu falecimento, em fins de 2013, o Supremo Tribunal Federal deu ganho de causa a uma a&ccedil;&atilde;o reparat&oacute;ria reconhecendo seus direitos. N&atilde;o viveu, portanto, para ver o ep&iacute;logo de uma longa trajet&oacute;ria militar e pol&iacute;tica: a promo&ccedil;&atilde;o &agrave; patente de tenente-brigadeiro, &uacute;ltimo posto da For&ccedil;a A&eacute;rea. A FAB o dignificara j&aacute; no enterro, com toque de sil&ecirc;ncio e voos rasantes de avi&otilde;es de ca&ccedil;a da unidade Senta P&uacute;a. A homenagem ao oficial cassado seria um passo importante para a decis&atilde;o posterior do STF.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Reconhecimento ainda mais cheio de significado, particularmente para os cadetes da Academia da For&ccedil;a A&eacute;rea, seria se a institui&ccedil;&atilde;o de ensino reverenciasse Rui Moreira Lima em um dos pain&eacute;is de sua ampla entrada onde constam pronunciamentos de v&aacute;rias personalidades civis e militares. Como texto, o ensinamento da carta de Bento Moreira Lima, um conselho que retrata a vida do filho ao mesmo tempo em que serve de li&ccedil;&atilde;o aos militares e cadetes das novas gera&ccedil;&otilde;es: &ldquo;O povo desarmado merece o respeito das For&ccedil;as Armadas. Estas n&atilde;o devem esquecer que &eacute; este povo que deve inspir&aacute;-las nos momentos graves e decisivos&rdquo;. &nbsp;&nbsp;<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\"><strong>Paulo Ribeiro da Cunha <\/strong>&eacute; professor de Teoria Pol&iacute;tica na Universidade Estadual Paulista e autor de Militares e milit&acirc;ncia: uma rela&ccedil;&atilde;o dialeticamente conflituosa (Editora Unesp\/Fapesp, 2014).<\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#b22222;\"><strong>Saiba Mais<\/strong><\/span><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">BONALUME NETO, Ricardo. A nossa Segunda Guerra: os brasileiros em combate, 1942 -1945. Rio de Janeiro: Express&atilde;o e Cultura, 1995.<br \/>\n\tFERRAZ, Francisco C&eacute;sar. Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2005.<br \/>\n\tSODR&Eacute;, Nelson Werneck. Hist&oacute;ria Militar do Brasil. Rio de Janeiro\/ S&atilde;o Paulo: Ed. Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira\/ Express&atilde;o Popular, 2010 [1965].<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#b22222;\"><strong>Document&aacute;rios<\/strong><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">Senta a Pua! (Erik de Castro, 1999)&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">A Cobra Fumou (Erik de Castro, 2003)<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\">O Brasil na Batalha do Atl&acirc;ntico (Erik de Castro, 2012)<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#b22222;\"><strong>Internet<\/strong><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Carta de Bento Moreira Lima a Rui Moreira Lima: http:\/\/bit.ly\/1I5lKCi<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fonte: http:\/\/www.revistadehistoria.com.br\/secao\/retrato\/um-militar-exemplar<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<p style=\"text-align: right;\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a> <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Her&oacute;i de guerra e democrata, o brigadeiro Rui Moreira Lima soube posicionar-se nos melhores e piores momentos das For&ccedil;as Armadas Paulo Ribeiro da Cunha 1\/5\/2015 . 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