<br />
<b>Warning</b>:  file_exists(): open_basedir restriction in effect. File(core/post-comments) is not within the allowed path(s): (/home/militarpos64/:/tmp:/opt/remi/php72/root/usr/share:/usr/local/php/7.2/lib/php:/usr/share:/etc/pki/tls/certs:./:/dev/urandom) in <b>/home/militarpos64/www/wp-includes/blocks.php</b> on line <b>763</b><br />
{"id":2328,"date":"2010-05-11T03:43:47","date_gmt":"2010-05-11T06:43:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=2328"},"modified":"2010-05-12T03:50:46","modified_gmt":"2010-05-12T06:50:46","slug":"lei-da-anistia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2010\/05\/lei-da-anistia\/","title":{"rendered":"Lei da Anistia"},"content":{"rendered":"<div class=\"textWrapper\">\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2335 aligncenter\" title=\"CELUSTRA1\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/CELUSTRA1.jpg\" alt=\"CELUSTRA1\" width=\"290\" height=\"233\" \/><\/p>\n<h4><span style=\"color: #ff0000;\">Processo  contra ex-chefes do DOI-Codi \u00e9 extinto<\/span><\/h4>\n<div class=\"body\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A Justi\u00e7a Federal <a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/processo-20086100011414-extincao.pdf\">extinguiu<\/a> o processo contra dois ex-comandantes do DOI-Codi, os coron\u00e9is reformados do Ex\u00e9rcito Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel. Eles foram acusados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal de tortura, pris\u00e3o ilegal, homic\u00eddio e desaparecimento for\u00e7ado de cidad\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para decidir, o juiz federal Cl\u00e9cio Braschi, da 8\u00aa Vara Federal C\u00edvel, se baseou no julgamento do Supremo Tribunal Federal, que manteve a Lei da Anistia. Al\u00e9m disso, questionou a a\u00e7\u00e3o escolhida para tentar condenar os acusados. \u201cN\u00e3o pode o Minist\u00e9rio P\u00fablico ajuizar demanda c\u00edvel para declarar que  algu\u00e9m cometeu um crime\u201d, escreveu o juiz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Braschi acrescentou que tornar crime responsabilidades hist\u00f3ricas geraria um inqu\u00e9rito civil intermin\u00e1vel. De acordo com a senten\u00e7a, al\u00e9m de esbarrar na prescri\u00e7\u00e3o dos crimes, a pretens\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal de condenar os r\u00e9us esbarra na Lei da Anistia, ratificada pelo STF. No fim de abril, os ministros da corte decidiram, por maioria, que a anistia concedida pela lei \u00e9 ampla, geral e irrestrita, produzindo o efeito jur\u00eddico de apagar todas as consequ\u00eancias dos atos anistiados. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 na Constitui\u00e7\u00e3o do Brasil nenhuma disposi\u00e7\u00e3o que estabele\u00e7a a imprescritibilidade da pretens\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o de danos causados pela pr\u00e1tica de tortura. Mesmo no campo criminal n\u00e3o h\u00e1 a previs\u00e3o de imprescritibilidade da conduta do agente que praticar tortura.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em S\u00e3o Paulo moveu A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica contra a Uni\u00e3o e os dois coron\u00e9is. Pretendia que a Uni\u00e3o entrasse com a\u00e7\u00e3o de regresso contra os militares para que eles pagassem as indeniza\u00e7\u00f5es concedidas aos parentes das v\u00edtimas. Pedia tamb\u00e9m a perda de suas atuais fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pedia que o Ex\u00e9rcito Brasileiro tornasse p\u00fablicas todas as informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s atividades desenvolvidas no DOI-Codi no per\u00edodo de 1970 a 1985. A lista inclu\u00eda a divulga\u00e7\u00e3o de nomes de presos, datas e as circunst\u00e2ncias de suas deten\u00e7\u00f5es, nomes de todas as pessoas torturadas, de todos que morreram nas depend\u00eancias do DOI-Codi, destino dos desaparecidos, nomes completos dos agentes militares e civis que serviram no \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juiz entendeu que n\u00e3o cabe ao Exe\u00e9cito prestar tais informa\u00e7\u00f5es e que a Uni\u00e3o j\u00e1 tomou provid\u00eancias para o promover o esclarecimento p\u00fablico das viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos ocorridas durante a ditadura atrav\u00e9s do Programa Nacional de Direitos Humanos (Decreto 7.037\/2009).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o juiz foi al\u00e9m e entendeu que o MPF errou no instrumento acionado contra o Estado: Para o juiz &#8220;a a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria n\u00e3o se presta a tais finalidades, n\u00e3o comportando qualquer execu\u00e7\u00e3o, quer por meio de execu\u00e7\u00e3o propriamente dita, quer por meio de mandado judicial&#8221;. Afirmou tamb\u00e9m que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal de utiliza\u00e7\u00e3o de A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica para os fins objetivados p\u00e9lo Minist\u00e9rio P\u00fablico de obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e documentos da Uni\u00e3o acerca de crimes praticados por agentes p\u00fablicos durante o per\u00edodo da repress\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua decis\u00e3o, o juiz ressaltou que o processo judicial n\u00e3o serve para a declara\u00e7\u00e3o de fatos e de responsabilidades hist\u00f3ricas ou pol\u00edticas sem consequ\u00eancias jur\u00eddicas. N\u00e3o cabe a\u00e7\u00e3o judicial para declarar que o r\u00e9u praticou ato que resulto na morte ou no desaparecimento de pessoas, ainda que o autor classifique incorretamente essa declara\u00e7\u00e3o como rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica. Trata-se de declara\u00e7\u00e3o de fatos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juiz Braschi acrescentou ainda que o processo judicial n\u00e3o \u00e9 o instrumento adequado para a apura\u00e7\u00e3o da &#8220;verdade hist\u00f3rica&#8221; e da &#8220;concilia\u00e7\u00e3o nacional&#8221;.\u00a0 A apura\u00e7\u00e3o desses fatos, sustentou, &#8220;cabe aos \u00f3rg\u00e3os de imprensa, ao Poder Legislativo, aos historiadores, \u00e0s v\u00edtimas da ditadura e aos seus familiares etc. O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o deve ser o mais amplo poss\u00edvel. Mas a sede adequada para essa investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o processo judicial, que n\u00e3o pode ser transformado em uma esp\u00e9cie de inqu\u00e9rito civil intermin\u00e1vel, em que n\u00e3o se visa obter a declara\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, mas sim \u00e0 apura\u00e7\u00e3o de fatos pol\u00edticos e de responsabilidades hist\u00f3rica e social de agentes do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao analisar o pedido para que a Uni\u00e3o fosse obrigado a mover a\u00e7\u00e3o de regresso para que os r\u00e9us reparassem o Tesouro Nacional pelo pagamento de indeniza\u00e7\u00f5es \u00e0s v\u00edtimas da repress\u00e3o, o juiz entendeu que essa pretens\u00e3o est\u00e1 prescrita. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 na Constitui\u00e7\u00e3o do Brasil nenhuma disposi\u00e7\u00e3o que estabele\u00e7a a imprescritibilidade da pretens\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o de danos causados pela pr\u00e1tica de tortura. Mesmo no campo criminal, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de imprescritibilidade da conduta de agente que praticar a tortura&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juiz lembrou o voto do Ministro Marco Aur\u00e9lio no julgamento da Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 153) que pedia a revis\u00e3o da lei de Anistia. Nele, o ministro sustenta que mesmo que fosse considerada a inocnstitucionalidade da Lei de Anistia, os crimes em causa estariam j\u00e1 prescritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Eros Grau, relator da ADPF, lembrou na oportunidade, que o Brasil n\u00e3o subscreveu a Conven\u00e7\u00e3o sobre a Imprescritibilidade dos Crimes de Guerra e dos Crimes contra a Humanidade, de 1968. E ao subscrever o Pacto de San Jose de Costa Rica, a carta de direitos humanos da Corte Interamericana, fez a ressalva que s\u00f3 deve ser aplicado a fatos ocorridos depois de 10 de dezembro de 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Decis\u00e3o Suprema<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Braschi suspendeu o julgamento da a\u00e7\u00e3o para aguardar o posicionamento do STF em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Lei da Anistia e a pol\u00edtica de sigilo de documentos. O MPF recorreu para pedir em liminar o fim da suspens\u00e3o. Na \u00e9poca, a desembargadora Cec\u00edlia Marcondes, do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o, decidiu arquivar a A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Clique <a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/processo-20086100011414-extincao.pdf\">aqui<\/a> para ler a decis\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>.<\/strong><\/span><\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2010-mai-11\/justica-federal-sao-paulo-extingue-acao-militares-doi-codi\" target=\"_self\">Consultor Jur\u00eddico<\/a><br \/>\n<\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/157-GVLIMA-32X32.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-2052\" title=\"157 - GVLIMA 32X32\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/157-GVLIMA-32X32.jpg\" alt=\"157 - GVLIMA 32X32\" width=\"32\" height=\"27\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Postado por Gilvan vanderlei<br \/>\nEx-Cabo da F.A.B. \u2013V\u00edtima da Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\nE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Processo contra ex-chefes do DOI-Codi \u00e9 extinto A Justi\u00e7a Federal extinguiu o processo contra dois ex-comandantes do DOI-Codi, os coron\u00e9is reformados do Ex\u00e9rcito Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel. Eles foram acusados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal de tortura, pris\u00e3o ilegal, homic\u00eddio e desaparecimento for\u00e7ado de cidad\u00e3os. Para decidir, o juiz federal Cl\u00e9cio Braschi, da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-2328","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2010"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2328","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2328"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2328\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2342,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2328\/revisions\/2342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}