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{"id":23081,"date":"2014-10-14T13:29:54","date_gmt":"2014-10-14T16:29:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=23081"},"modified":"2014-10-17T14:57:18","modified_gmt":"2014-10-17T17:57:18","slug":"vitoria-do-reu-na-jfpe-referente-alegacao-da-uniao-de-pagamento-indevido-com-devolucao-de-valores-pagos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2014\/10\/vitoria-do-reu-na-jfpe-referente-alegacao-da-uniao-de-pagamento-indevido-com-devolucao-de-valores-pagos\/","title":{"rendered":"Vit\u00f3ria do R\u00e9u na JFPE &#8211;  A alega\u00e7\u00e3o da UNI\u00c3O\/AERON\u00c1UTICA de pagamento indevido e cobrando a devolu\u00e7\u00e3o de valores pagos ao Anistiado Pol\u00edtico Militar n\u00e3o prosperou"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Juiz-Federal-Substituto-Gustavo-Henrique-Teixeira-de-Oliveira.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23107\" height=\"335\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Juiz-Federal-Substituto-Gustavo-Henrique-Teixeira-de-Oliveira.png\" title=\"Juiz Federal Substituto Gustavo Henrique Teixeira de Oliveira\" width=\"300\" \/><\/a><span style=\"color:#800000;\"><strong>Juiz Federal Substituto Gustavo Henrique Teixeira de Oliveira<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>0010943-12.2012.4.05.8300&nbsp;<\/strong> Classe: 29 &#8211; <strong>A&Ccedil;&Atilde;O ORDIN&Aacute;RIA <\/strong>(PROCEDIMENTO COMUM ORDIN&Aacute;RIO)<\/p>\n<p>&Uacute;ltima Observa&ccedil;&atilde;o informada: Juntada Autom&aacute;tica pelos Avisos da Movimenta&ccedil;&atilde;o. (08\/07\/2014 12:25)<\/p>\n<p>&nbsp;&Uacute;ltima altera&ccedil;&atilde;o: FHBO<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Localiza&ccedil;&atilde;o Atual: <strong>7a. VARA FEDERAL<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Autuado em 01\/06\/2012&nbsp; &#8211;&nbsp; Consulta Realizada em: 17\/10\/2014 &agrave;s 13:50<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; AUTOR &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;: <strong>UNIAO FEDERAL<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; PROCURADOR: EMILIA CORREA DE ARAUJO OLIVEIRA<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R&Eacute;U&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; : <strong>ANTONIO ROLIM PEREIRA SOBRINHO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADVOGADO&nbsp; : <strong>JACINTA DE FATIMA COUTINHO MOURA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 7a. VARA FEDERAL &#8211;&nbsp; Juiz Substituto<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Objetos: 02.19.02.03 &#8211; Pagamento indevido &#8211; Atos unilaterais &#8211; Obriga&ccedil;&otilde;es &#8211; Civil<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Existem Peti&ccedil;&otilde;es\/Expedientes Vinculados Ainda N&atilde;o Juntados<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SENTEN&Ccedil;A<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I &ndash; RELAT&Oacute;RIO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Trata-se de a&ccedil;&atilde;o ordin&aacute;ria ajuizada pela Uni&atilde;o em face de Ant&ocirc;nio Rolim Pereira Sobrinho, objetivando o ressarcimento de valores recebidos indevidamente, no importe de R$ 304.069,26, atualizado at&eacute; agosto\/2011. &nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; Narra, em s&iacute;ntese, a parte autora que, em raz&atilde;o de decis&atilde;o judicial &#8211; proferida nos autos da a&ccedil;&atilde;o ordin&aacute;ria n&ordm; 2007.83.00.010751-2, que tramitou perante a 21&ordf; Vara Federal -, a parte r&eacute; passou a perceber valores mensais a t&iacute;tulo de repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica. Relata que a decis&atilde;o liminar que havia determinado o pagamento foi cassada, tendo em vista a improced&ecirc;ncia do pedido. Alega que, embora a senten&ccedil;a ainda n&atilde;o tenha transitado em julgado, n&atilde;o h&aacute; que se falar em ajuizamento precoce da presente demanda, haja vista que os recursos pendentes n&atilde;o possuem efeito suspensivo. Juntou c&oacute;pia do processo administrativo n&ordm; 258\/II COMAR\/2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O r&eacute;u apresentou contesta&ccedil;&atilde;o, sustentando a irrepetibilidade dos valores, tendo vista a natureza alimentar das verbas recebidas e a boa-f&eacute; quanto ao seu recebimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A Uni&atilde;o ofereceu r&eacute;plica, reiterando os termos da exordial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; N&atilde;o houve produ&ccedil;&atilde;o de novas provas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Vieram-me conclusos.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &Eacute; o relat&oacute;rio. Decido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II &ndash; FUNDAMENTA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp;&nbsp; Resume-se o pleito inicial &agrave; restitui&ccedil;&atilde;o ao er&aacute;rio de valores pagos, em raz&atilde;o de decis&atilde;o liminar substitutiva, no AGRT n&ordm; 81012\/PE, que determinou fosse efetuado o pagamento da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica mensal, permanente e continuada, tendo sido posteriormente revogada em raz&atilde;o da improced&ecirc;ncia da pretens&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; Inicialmente, em consulta ao s&iacute;tio do STF, constato que a a&ccedil;&atilde;o ordin&aacute;ria n&ordm; 2007.83.00.010751-2 teve o seu tr&acirc;nsito em julgado em 27\/08\/2014, na ocasi&atilde;o da negativa de seguimento do Recurso Extraordin&aacute;rio, interposto pelo autor daquele processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; In casu, o R&eacute;u percebeu, em sede de tutela antecipat&oacute;ria substitutiva, nos autos acima mencionados, valores concernentes &agrave; presta&ccedil;&atilde;o pecuni&aacute;ria mensais, de car&aacute;ter indenizat&oacute;rio, de forma permanente e continuada, relativamente &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico, at&eacute; a cassa&ccedil;&atilde;o do pleito antecipat&oacute;rio. Tais valores corresponderam ao per&iacute;odo de maio\/2004 a outubro\/2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; Objetivando o deslinde da controv&eacute;rsia, transcrevo o par&aacute;grafo 4&ordm;, do art. 273 (CPC): &quot;A tutela antecipada poder&aacute; ser revogada ou modificada a qualquer tempo, em decis&atilde;o fundamentada&quot;, o que traduz o car&aacute;ter prec&aacute;rio das decis&otilde;es judiciais liminares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; N&atilde;o obstante a precariedade que norteia as decis&otilde;es liminares, esta n&atilde;o implica, de per si, na obrigatoriedade de se recompor os preju&iacute;zos que possivelmente tenham advindos em desfavor da parte adversa, em virtude dos efeitos do Decisum. Fosse assim, em sua generalidade, estar-se-ia diante de uma forma indireta de cerceamento do acesso &agrave; Justi&ccedil;a, sendo este um direito fundamental, garantido constitucionalmente (CF, Art.5&ordm;, XXXV). Antes, por&eacute;m, denota a vulnerabilidade do pr&oacute;prio direito provisoriamente satisfeito, ainda que em parte, gerando uma mera expectativa de sua definitividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; No que se refere &agrave;s verbas recebidas, a t&iacute;tulo de repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica a anistiado pol&iacute;tico, n&atilde;o obstante o seu car&aacute;ter indenizat&oacute;rio, t&ecirc;m-se defendido a sua natureza alimentar, para justificar o seu cabimento liminarmente. Veja-se:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&quot;ADMINISTRATIVO. ANISTIA POL&Iacute;TICA. ANULA&Ccedil;&Atilde;O DO ATO CONCESS&Oacute;RIO. IMPOSSIBILIDADE. DECAD&Ecirc;NCIA CONFIGURADA. RESTABELECIMENTO DO PAGAMENTO DE REPARA&Ccedil;&Atilde;O ECON&Ocirc;MICA MENSAL, PERMANENTE E CONTINUADA. CABIMENTO.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. O cerne da presente controv&eacute;rsia consiste em verificar se a UNI&Atilde;O, por meio da <strong>Portaria n&ordm; 867\/12<\/strong>, poderia anular repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada, conferida ao recorrido em decorr&ecirc;ncia da <strong>Portaria n&ordm; 2.415\/02<\/strong>, por for&ccedil;a de anistia pol&iacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Embora a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica detenha o poder-dever de anular seus pr&oacute;prios atos, quando maculados por ilegalidade, ou de revog&aacute;-los quando inoportunos ou inconvenientes, tal atua&ccedil;&atilde;o fica sujeita ao prazo decadencial de cinco anos, contados da percep&ccedil;&atilde;o do primeiro pagamento, na hip&oacute;tese de efeitos patrimoniais cont&iacute;nuos, nos precisos termos do par&aacute;grafo 1&ordm;, do 54, da Lei n&ordm; 9.784\/1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. (&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. Por sua vez, n&atilde;o se sustenta a alega&ccedil;&atilde;o de impossibilidade de manuten&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o recorrida em raz&atilde;o exclusivamente das disposi&ccedil;&otilde;es dos arts. 1&ordm; e 2&ordm;-B, ambos da Lei 9.494\/97. &Eacute; que, embora tais dispositivos contenham comando para vedar a concess&atilde;o de liminar e ou antecipa&ccedil;&atilde;o de tutela contra a Fazenda P&uacute;blica, estes devem ser interpretados em conjunto com o sistema de normas que disciplinam a mat&eacute;ria. Nessa linha, da leitura dos dispositivos neles referidos (arts. 5&ordm; e 7&ordm; da Lei n&ordm; 4.348\/64, art. 1&ordm; da Lei n&ordm; 5.021\/66 e arts. 1&ordm; e 3&ordm; da Lei n&ordm; 8.437\/92), tem-se que a proibi&ccedil;&atilde;o de concess&atilde;o de medidas liminares contra a Fazenda P&uacute;blica apenas se aplicaria caso a lide envolvesse reclassifica&ccedil;&atilde;o, equipara&ccedil;&atilde;o entre servidores, concess&atilde;o de aumentos e concess&atilde;o ou extens&atilde;o de vantagens. Na realidade, o pretenso direito buscado na a&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria n&atilde;o contempla nenhuma destas hip&oacute;teses, cingindo-se t&atilde;o somente ao restabelecimento do pagamento da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada, conferida ao ora agravado por meio da Portaria n&ordm; 2.415\/02, n&atilde;o se tratando, portanto, de concess&atilde;o de vantagem pecuni&aacute;ria nova. Tal situa&ccedil;&atilde;o, pela mesma raz&atilde;o, afasta a aplica&ccedil;&atilde;o da veda&ccedil;&atilde;o contida nos par&aacute;grafos 2&ordm; e 5&ordm;, do art. 7&ordm;, da Lei n&ordm; 12.016\/09.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. Por outro lado, n&atilde;o se h&aacute; de falar que a decis&atilde;o guerreada tenha afrontado o disposto no art. 273 do CPC. Primeiro, porque se apresentam veross&iacute;meis as alega&ccedil;&otilde;es do ora recorrido, lan&ccedil;adas na inicial da A&ccedil;&atilde;o Ordin&aacute;ria n&ordm; 0801364-07.2012.4.05.8300. Segundo, porque se mostra ineg&aacute;vel o receio de les&atilde;o irrepar&aacute;vel ou de dif&iacute;cil repara&ccedil;&atilde;o para o agravado, uma vez que a suspens&atilde;o dos pagamentos mensais relacionados &agrave; repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica colocou em risco a pr&oacute;pria subsist&ecirc;ncia do agravado, dada a natureza alimentar da verba em comento. (&#8230;). Ademais, deve ser assegurada a prote&ccedil;&atilde;o do direito social &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, previsto no art. 6&ordm; da CF\/88, o que, por si s&oacute;, j&aacute; seria suficiente para temperar, se fosse a hip&oacute;tese, o disposto no par&aacute;grafo 2&ordm;, do art. 273, do CPC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. Precedentes desta Corte e do TRF da 1&ordf; Regi&atilde;o: AGTR124756; APELREEX\/PE &#8211; Pje 08013810920134058300; AC\/RN &#8211; PJe 08000857420124058400; AG94642\/CE e AG0045382-02.2010.4.01.0000\/BA. 7. Agravo de instrumento improvido.&quot; &nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(TRF5&ordf; Regi&atilde;o. AG 08005295320134050000. Segunda Turma. Rel. Des. Federal Fernando Braga. Decis&atilde;o UN&Acirc;NIME. Data 18\/02\/2014).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ademais, o art. 6&ordm; da Lei Lei n&ordm; 10.559\/2002, que regulamenta o art. 8&ordm; do Ato das Disposi&ccedil;&otilde;es Constitucionais Transit&oacute;rias, equipara o valor da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o, permanente e continuada, ao quantum remunerat&oacute;rio que o anistiado pol&iacute;tico receberia se na ativa estivesse, respeitadas as caracter&iacute;sticas e peculiaridades dos regimes jur&iacute;dicos dos servidores p&uacute;blicos civis e dos militares. Percebe-se a n&iacute;tida natureza alimentar de tais verbas, quando mensuradas em considera&ccedil;&atilde;o ao paradigma e acrescidas &agrave; remunera&ccedil;&atilde;o do benefici&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Com efeito, a devolu&ccedil;&atilde;o de verbas alimentares indevidamente percebidas em decorr&ecirc;ncia de decis&atilde;o judicial posteriormente modificada, a jurisprud&ecirc;ncia p&aacute;tria &eacute; firme no sentido de que, quando se tratam de verbas dessa natureza, a comprova&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia de m&aacute;-f&eacute; &eacute; condi&ccedil;&atilde;o determinante para autorizar a exig&ecirc;ncia de seu ressarcimento.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &Eacute; for&ccedil;oso ressaltar que os valores recebidos pelo R&eacute;u, na ocasi&atilde;o, foram por consequ&ecirc;ncia de Decis&atilde;o judicial, de inst&acirc;ncia superior, inclusive, presumindo-se a boa-f&eacute; do benefici&aacute;rio, ante ao acertamento do julgamento, pelo &Oacute;rg&atilde;o julgador correspondente, na ocasi&atilde;o, mostrando-se invi&aacute;vel impor a restitui&ccedil;&atilde;o das verbas auferidas, t&atilde;o somente por haver a reforma da Decis&atilde;o, inexistindo a comprova&ccedil;&atilde;o de m&aacute;-f&eacute;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Nesse sentido, trago &agrave; cola&ccedil;&atilde;o o seguinte precedente da Corte Especial, do Col. STJ:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&quot;PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERG&Ecirc;NCIA EM RECURSO ESPECIAL. SENTEN&Ccedil;A QUE DETERMINA O RESTABELECIMENTO DE PENS&Atilde;O POR MORTE. CONFIRMA&Ccedil;&Atilde;O PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. DECIS&Atilde;O REFORMADA NO JULGAMENTO DO RECURSO ESPECIAL. DEVOLU&Ccedil;&Atilde;O DOS VALORES RECEBIDOS DE BOA-F&Eacute;. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO STJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. A dupla conformidade entre a senten&ccedil;a e o ac&oacute;rd&atilde;o gera a estabiliza&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o de primeira inst&acirc;ncia, de sorte que, de um lado, limita a possibilidade de recurso do vencido, tornando est&aacute;vel a rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica submetida a julgamento; e, de outro, cria no vencedor a leg&iacute;tima expectativa de que &eacute; titular do direito reconhecido na senten&ccedil;a e confirmado pelo Tribunal de segunda inst&acirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Essa expectativa leg&iacute;tima de titularidade do direito, advinda de ordem judicial com for&ccedil;a definitiva, &eacute; suficiente para caracterizar a boa-f&eacute; exigida de quem recebe a verba de natureza alimentar posteriormente cassada, porque, no m&iacute;nimo, confia &#8211; e, de fato, deve confiar &#8211; no acerto do duplo julgamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Por meio da edi&ccedil;&atilde;o da s&uacute;m. 34\/AGU, a pr&oacute;pria Uni&atilde;o reconhece a irrepetibilidade da verba recebida de boa-f&eacute;, por servidor p&uacute;blico, em virtude de interpreta&ccedil;&atilde;o err&ocirc;nea ou inadequada da Lei pela Administra&ccedil;&atilde;o. Desse modo, e com maior raz&atilde;o, assim tamb&eacute;m deve ser entendido na hip&oacute;tese em que o restabelecimento do benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio d&aacute;-se por ordem judicial posteriormente reformada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. Na hip&oacute;tese, impor ao embargado a obriga&ccedil;&atilde;o de devolver a verba que por anos recebeu de boa-f&eacute;, em virtude de ordem judicial com for&ccedil;a definitiva, n&atilde;o se mostra razo&aacute;vel, na medida em que, justamente pela natureza alimentar do benef&iacute;cio ent&atilde;o restabelecido, pressup&otilde;e-se que os valores correspondentes foram por ele utilizados para a manuten&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria subsist&ecirc;ncia e de sua fam&iacute;lia. Assim, a ordem de restitui&ccedil;&atilde;o de tudo o que foi recebido, seguida &agrave; perda do respectivo benef&iacute;cio, fere a dignidade da pessoa humana e abala a confian&ccedil;a que se espera haver dos jurisdicionados nas decis&otilde;es judiciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. Embargos de diverg&ecirc;ncia no recurso especial conhecidos e desprovidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(STJ. Corte Especial. ERESP &#8211; EMBARGOS DE DIVERG&Ecirc;NCIA EM RECURSO ESPECIAL &#8211; 1086154 &#8211; Rel. Min. Nancy Andrigh &#8211; DJE 19\/03\/2014).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Dessa forma, ausente qualquer ind&iacute;cio de que o demandado tenha agido de m&aacute;-f&eacute; no recebimento dos mencionados valores, imperioso o afastamento da pretens&atilde;o da Administra&ccedil;&atilde;o de buscar o ressarcimento de tais valores<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III &#8211; DISPOSITIVO&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Isto posto, julgo <strong>improcedente o pedido inicial<\/strong>, extingo o processo com resolu&ccedil;&atilde;o de m&eacute;rito, nos termos do art. 269, I, do CPC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Fixo em R$ 2.000,00 (dois mil reais) os honor&aacute;rios advocat&iacute;cios a serem suportados pela UNI&Atilde;O2 (art. 20, &sect;4&ordm;, do CPC)3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Custas na forma da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Publique-se. Registre-se. Intimem-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Recife (PE), 02 de setembro de 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GUSTAVO HENRIQUE TEIXEIRA DE OLIVEIRA<\/strong><br \/>\n\t<span style=\"font-size:10px;\">Juiz Federal Substituto em Exerc&iacute;cio na 7&ordf; Vara\/PE.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a dwhelper-border=\"\" dwhelper-display=\"\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\" style=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"49\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"32\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 11px;\">Postado por <strong>Gilvan VANDERLEI<\/strong><br \/>\n\tEx-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<br \/>\n\tE-mail <a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a> <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juiz Federal Substituto Gustavo Henrique Teixeira de Oliveira &nbsp; 0010943-12.2012.4.05.8300&nbsp; Classe: 29 &#8211; A&Ccedil;&Atilde;O ORDIN&Aacute;RIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDIN&Aacute;RIO) &Uacute;ltima Observa&ccedil;&atilde;o informada: Juntada Autom&aacute;tica pelos Avisos da Movimenta&ccedil;&atilde;o. (08\/07\/2014 12:25) &nbsp;&Uacute;ltima altera&ccedil;&atilde;o: FHBO &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Localiza&ccedil;&atilde;o Atual: 7a. VARA FEDERAL &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Autuado em 01\/06\/2012&nbsp; &#8211;&nbsp; Consulta Realizada em: 17\/10\/2014 &agrave;s 13:50 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; AUTOR &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;: UNIAO FEDERAL &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-23081","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2014"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23081","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23081"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23081\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23116,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23081\/revisions\/23116"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23081"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23081"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23081"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}