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{"id":22348,"date":"2014-08-05T21:00:23","date_gmt":"2014-08-06T00:00:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=22348"},"modified":"2014-08-06T15:23:07","modified_gmt":"2014-08-06T18:23:07","slug":"jurisprudencia-grande-vitoria-na-24a-vara-da-jfrj-de-ex-cabos-pos-1964-que-tinham-sido-desanistiados-em-face-da-594mj2004","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2014\/08\/jurisprudencia-grande-vitoria-na-24a-vara-da-jfrj-de-ex-cabos-pos-1964-que-tinham-sido-desanistiados-em-face-da-594mj2004\/","title":{"rendered":"JURISPRUD\u00caNCIA &#8211; Grande vit\u00f3ria na 24\u00aa Vara da JFRJ de ex-Cabos da Aeron\u00e1utica (P\u00f3s 1964) que tinham sido desanistiados em face da 594\/MJ\/2004"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Caros <strong>FABIANOS<\/strong>,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alv&iacute;ssaras&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At&eacute; que em fim a Justi&ccedil;a Federal do Rio de Janeiro (24&ordf; Vara) passa tamb&eacute;m reconhecer o direito dos ex-Cabos da FAB (P&oacute;s 1964) desanistiados por viciado processo de anula&ccedil;&atilde;o face a Portaria 594\/MJ-2004 e condena a UNI&Atilde;O, conforme decis&atilde;o (parte) do <strong>Juiz Federal Theophilo Antonio Miguel Filho<\/strong>, que abaixo se transcreve, verbis:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><strong>&quot;(&#8230;)<\/strong><br \/>\n\tPosto isso, <strong>JULGO PROCEDENTE, EM PARTE, O PEDIDO,<\/strong> com base no art. 269, I, do CPC, para anular as portarias n&ordm;s. 2.700, de 18 de dezembro de 2008 &#8211; <strong>RENATO<\/strong> (fls. 1.565\/1.566), 2.711, de 18 de dezembro de 2008 &#8211; <strong>NORMILDO<\/strong> (fls. 2.386\/2.387), 2.701, de 18 de dezembro de 2008 &iquest; <strong>PAULO ROBERTO<\/strong> (fls. 1.015\/1.016) e 2.713, de 18 de dezembro de 2008 &#8211; <strong>SEBASTI&Atilde;O<\/strong> (fls. 1.307\/1.308), todas publicadas em 22\/12\/2008, com o consequente restabelecimento das portarias que reconheceram aos autores a condi&ccedil;&atilde;o de anistiados pol&iacute;ticos e o pagamento da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica a que fazem jus. Custas ex lege. Em face da sucumb&ecirc;ncia m&iacute;nima dos autores, condeno a r&eacute; ao pagamento de honor&aacute;rios, que ora fixo em R$ 3.000,00 para cada autor.<br \/>\n\t<strong>(&#8230;)&quot;<\/strong><\/span> .<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Juiz-Federal-Theophilo-Antonio-Miguel-Filho-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22362\" height=\"354\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Juiz-Federal-Theophilo-Antonio-Miguel-Filho-2.jpg\" title=\"Juiz Federal Theophilo Antonio Miguel Filho-2\" width=\"284\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Juiz-Federal-Theophilo-Antonio-Miguel-Filho-2.jpg 284w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Juiz-Federal-Theophilo-Antonio-Miguel-Filho-2-240x300.jpg 240w\" sizes=\"auto, (max-width: 284px) 100vw, 284px\" \/><\/a><span style=\"color:#800000;\"><strong>Dr. Theophilo Antonio Miguel Filho, Juiz Federal. <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis&atilde;o segue abaixo em seu inteiro teor, ipisis litteris.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Processo 0018673-86.2011.4.02.5101 N&uacute;mero antigo: 2011.51.01.018673-2 <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procedimento Ordin&aacute;rio &#8211; Procedimento de Conhecimento &#8211; Processo de Conhecimento &#8211; Processo C&iacute;vel e do Trabalho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PROCESSO COM: PRIORIDADE PARA IDOSO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autuado em 30\/11\/2011 &#8211; Consulta Realizada em 05\/08\/2014 &agrave;s 20:51<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AUTOR : <strong>NORMILDO SILVA DE SOUZA E OUTROS <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ADVOGADO: <strong>EPAMINONDAS RESENDE FILHO <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">REU : <strong>UNIAO FEDERAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>24&ordf; Vara Federal do Rio de Janeiro <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Magistrado(a) <strong>THEOPHILO ANTONIO MIGUEL FILHO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Distribui&ccedil;&atilde;o-Sorteio Autom&aacute;tico em 01\/12\/2011 para 24&ordf; Vara Federal do Rio de Janeiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Objetos: <strong>ANISTIA POLITICA <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PODER JUDICI&Aacute;RIO<br \/>\n\tJUSTI&Ccedil;A FEDERAL<br \/>\n\tSE&Ccedil;&Atilde;O JUDICI&Aacute;RIA DO RIO DE JANEIRO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">24&ordf; Vara Federal do Rio de Janeiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Processo n&ordm; 0018673-86.2011.4.02.5101<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AUTOR: <strong>NORMILDO SILVA DE SOUZA<\/strong><br \/>\n\tAUTOR: <strong>PAULO ROBERTO GONCALVES<\/strong><br \/>\n\tAUTOR:<strong> RENATO TOLEDO DE CARVALHO<\/strong><br \/>\n\tAUTOR: <strong>SEBASTIAO PAULO DA COSTA DUARTE<\/strong><br \/>\n\tR&Eacute;: UNI&Atilde;O FEDERAL<br \/>\n\tJUIZ FEDERAL: THEOPHILO ANTONIO MIGUEL FILHO<br \/>\n\tSENTEN&Ccedil;A (Tipo B2)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RELAT&Oacute;RIO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de a&ccedil;&atilde;o ordin&aacute;ria com pedido de antecipa&ccedil;&atilde;o dos efeitos da tutela proposta por NORMILDO SILVA DE SOUZA, PAULO ROBERTO GONCALVES, RENATO TOLEDO DE CARVALHO e SEBASTIAO PAULO DA COSTA DUARTE em face da UNI&Atilde;O FEDERAL, objetivando a anula&ccedil;&atilde;o dos atos administrativos que anularam as portarias que reconheceram os autores como anistiados pol&iacute;ticos. Afirmam que foram anistiados nos moldes da Lei n&ordm; 10.559\/02, por meio das portarias 2.451, 2.287, 2.281 e 2.645 e que durante mais de tr&ecirc;s anos receberam normalmente suas presta&ccedil;&otilde;es mensais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por&eacute;m, em 2004, foi publicada a Portaria 594 do MJ, instaurando ex officio processos de anula&ccedil;&atilde;o das referidas portarias, sob o fundamento de que os autores n&atilde;o ostentavam o status de cabo &agrave; &eacute;poca da edi&ccedil;&atilde;o da Portaria 1.104\/64.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sustentam terem apresentado tempestivamente suas defesas administrativas, mas que a Comiss&atilde;o de Anistia as desconsiderou, afirmando que o prazo para impugna&ccedil;&atilde;o da Portaria n&ordm; 594 havia transcorrido in albis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aduzem, ainda, que tal alega&ccedil;&atilde;o era totalmente improcedente e que, em setembro de 2005, por interm&eacute;dio da Portaria n&ordm; 1.788, o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a reconheceu o desaparecimento das pe&ccedil;as de defesa por eles apresentadas, tornando sem efeito as portarias que anularam as concess&otilde;es de anistia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguem aduzindo que, para sua surpresa, em dezembro de 2008, o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a editou novas portarias, decidindo anular definitivamente as anistias concedidas aos Autores, sob o fundamento de falsidade de motivos, erro de fato em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; concess&atilde;o das anistias e aus&ecirc;ncia de motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Argumentam que, como a anula&ccedil;&atilde;o das anistias foi injustific&aacute;vel e n&atilde;o observou o princ&iacute;pio do devido processo legal, tal ato do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a merece ser anulado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis&atilde;o de fls. 217\/218 indeferiu o pedido de antecipa&ccedil;&atilde;o dos efeitos da tutela e deferiu a gratuidade de justi&ccedil;a. Regularmente citada, a r&eacute; apresentou contesta&ccedil;&atilde;o &agrave;s fls. 222\/229, pugnando pela improced&ecirc;ncia dos pedidos. R&eacute;plica &agrave;s fls. 1.572\/1.575.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; o relat&oacute;rio. Passo a decidir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>FUNDAMENTA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em cotejo com os documentos que instruem a inicial, verifico que NORMILDO SILVA DE SOUZA, PAULO ROBERTO GON&Ccedil;ALVES, RENATO TOLEDO DE CARVALHO e SEBASTI&Atilde;O PAULO DA COSTA DUARTE foram declarados anistiados pol&iacute;ticos, respectivamente, pelas portarias n&ordm;s 2.451, de 17 de dezembro de 2002 (fl. 22), 2.287, de 17 de dezembro de 2002 (fl. 59), 2.281, de 17 de dezembro de 2002 (fl. 90) e 2.645, de 19 de dezembro de 2012 (fl. 123). A portaria n&ordm; 594, de 12 de fevereiro de 2004 (fl. 23), resolveu instaurar, ex officio, processos de anula&ccedil;&atilde;o das portarias retromencionadas, sob o fundamento de que, &agrave; &eacute;poca da edi&ccedil;&atilde;o da portaria n&ordm; 1.104\/64 do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica, os demandantes n&atilde;o ostentavam status de cabo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixou consignado que &iquest;<strong>diversamente do que se dera com os cabos ent&atilde;o em servi&ccedil;o, a referida portaria n&atilde;o os atingiu como ato de exce&ccedil;&atilde;o de natureza pol&iacute;tica, mas, sim, como mero regulamento administrativo das prorroga&ccedil;&otilde;es do Servi&ccedil;o Militar, do qual tinham pr&eacute;vio conhecimento<\/strong>&iquest;. Fixou, ainda, o prazo de 10 dias para apresenta&ccedil;&atilde;o de defesa administrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe aduzir que n&atilde;o houve demonstra&ccedil;&atilde;o de qualquer ind&iacute;cio de ilegalidade da referida portaria, que inclusive oportunizou o direito de defesa aos autores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posteriormente, entendendo transcorrido in albis o prazo de defesa, as portarias n&ordm;s 2.786, 2.765, 2.759 e 2.818, todas datadas de 6 de outubro de 2004 e publicadas no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o dos dias 7, 8 e 11 de outubro de 2004, anularam as portarias que reconheceram a anistia aos autores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ocorre que a pr&oacute;pria administra&ccedil;&atilde;o reconheceu que as respectivas defesas foram sim protocolizadas, mas em local diverso do indicado nos mandados de intima&ccedil;&atilde;o dirigidos aos autores, o que tornou insubsistente o conte&uacute;do das portarias anulat&oacute;rias. Dessa forma, a portaria n&ordm; 1.788, de 8 de setembro de 2005, tornou sem efeito as portarias n&ordm;s 2.786, 2.765, 2.759 e 2.818 (fls. 53\/54).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em que pese a localiza&ccedil;&atilde;o, as defesas apresentadas n&atilde;o modificaram o deslinde do processo anulat&oacute;rio em curso, de modo que as portarias n&ordm;s. 2.701, de 18 de dezembro de 2008 (fls. 1.015\/1.016), 2.713, de 18 de dezembro de 2008 (fls. 1.307\/1.308), 2.700, de 18 de dezembro de 2008 (fls. 1.565\/1.566), e 2.711, de 18 de dezembro de 2008 (fls. 2.386\/2.387), anularam as portarias reconhecedoras de anistia pol&iacute;tica, respectivamente, a PAULO ROBERTO GON&Ccedil;ALVES, SEBASTI&Atilde;O PAULO DA COSTA DUARTE, RENATO TOLEDO DE CARVALHO e NORMILDO SILVA DE SOUZA, ante a falsidade dos motivos que ensejaram a declara&ccedil;&atilde;o. Segundo consta das informa&ccedil;&otilde;es prestadas &agrave;s fls. 234\/236, as portarias anulat&oacute;rias foram todas publicadas em 22\/12\/2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; sabido que, pelo princ&iacute;pio da autotutela, corol&aacute;rio do princ&iacute;pio da legalidade, pode e deve a Administra&ccedil;&atilde;o rever seus atos administrativos, de of&iacute;cio, quando eivados de ilegalidade, invalidando-os, uma vez que deles n&atilde;o se originam direitos &iquest; entendimento esse que foi cristalizado no verbete n&ordm; 473 da S&uacute;mula de Jurisprud&ecirc;ncia do STF, nos seguintes termos: &iquest;<strong>A Administra&ccedil;&atilde;o pode anular seus pr&oacute;prios atos, quando eivados de v&iacute;cios que os tornem ilegais, porque deles n&atilde;o se originam direitos; ou revog&aacute;-los, por motivo de conveni&ecirc;ncia ou oportunidade, e ressalvada, em todos casos, a aprecia&ccedil;&atilde;o judicial.<\/strong>&iquest; O princ&iacute;pio da autotutela foi positivado com a edi&ccedil;&atilde;o da Lei n&ordm; 9.784\/99, diploma legal que regula o processo administrativo no &acirc;mbito da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, a possibilidade de a Administra&ccedil;&atilde;o invalidar os pr&oacute;prios atos administrativos, quando eivados de v&iacute;cio, sem a necessidade de se socorrer do Judici&aacute;rio, valendo-se do poder de autotutela, sofre limita&ccedil;&atilde;o temporal &iquest;<strong> ressalvada a hip&oacute;tese de m&aacute;-f&eacute; do destinat&aacute;rio<\/strong> &iquest; de modo a se reverenciar o princ&iacute;pio da seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, princ&iacute;pio basilar do Estado Democr&aacute;tico de Direito, e que tamb&eacute;m deve ser aplicado no &acirc;mbito do Direito Administrativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da&iacute; decorre a reda&ccedil;&atilde;o dos arts. 53 e 54 da Lei n&ordm; 9.784\/99:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&iquest;<strong>Art. 53. A Administra&ccedil;&atilde;o deve anular seus pr&oacute;prios atos, quando eivados de v&iacute;cio de legalidade, e pode revog&aacute;-los por motivo de conveni&ecirc;ncia ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. Art. 54. O direito da Administra&ccedil;&atilde;o de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favor&aacute;veis para os destinat&aacute;rios decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada m&aacute;-f&eacute;.<\/strong>&iquest;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, tendo em vista que as portarias que concederam anistia pol&iacute;tica aos autores foram editadas e publicadas em dezembro de 2002 e que, somente em dezembro de 2008 foram anuladas pela administra&ccedil;&atilde;o, entendo verificada a hip&oacute;tese de decad&ecirc;ncia, vez que decorrido o prazo de 5 anos e que n&atilde;o restou comprovada a m&aacute;-f&eacute; dos demandantes. Confira-se a orienta&ccedil;&atilde;o jurisprudencial do E.STJ:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&iquest;<strong>Portanto, tem-se que, quanto ao tema, a orienta&ccedil;&atilde;o jurisprudencial que vem se consolidando desde ent&atilde;o &eacute; a de que o direito da Administra&ccedil;&atilde;o de rever portaria concessiva de anistia &eacute; limitado ao prazo decadencial de cinco anos, previsto no art. 54 da Lei n.&ordm; 9.784, de 29 de janeiro de 1999, salvo se comprovada a m&aacute;-f&eacute; do destinat&aacute;rio, hip&oacute;tese sequer cogitada na esp&eacute;cie. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nesse sentido:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. ANISTIA DE MILITAR. ANULA&Ccedil;&Atilde;O AP&Oacute;S TRANSCURSO DO PRAZO QUINQUENAL. PR&Eacute;VIA MEDIDA DE IMPUGNA&Ccedil;&Atilde;O DA VALIDADE DO ATO CONCESSIVO. DESCARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O. M&Aacute;-F&Eacute; DO BENEFICI&Aacute;RIO N&Atilde;O DEMONSTRADA. DECAD&Ecirc;NCIA CONFIGURADA.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. &quot;A revis&atilde;o das portarias concessivas de anistia submete-se &agrave; flu&ecirc;ncia do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei n&ordm; 9.784\/99, o qual fixa em cinco anos o direito da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica de anular os atos administrativos que produzam efeitos favor&aacute;veis aos seus destinat&aacute;rios. Precedentes do STF&quot; (MS 15.706\/DF , Primeira Se&ccedil;&atilde;o, Rel. Min. Castro Meira, Dje 11.5.2011).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. Quando os fatos s&atilde;o incontroversos e a conclus&atilde;o a respeito da decad&ecirc;ncia pressup&otilde;e apenas a interpreta&ccedil;&atilde;o dos efeitos jur&iacute;dicos deles decorrentes, dispensa-se dila&ccedil;&atilde;o probat&oacute;ria. Por outro lado, eventual complexidade do ponto controvertido, por si s&oacute;, n&atilde;o inviabiliza a impetra&ccedil;&atilde;o do mandamus.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. Ultrapassado o prazo quinquenal para anula&ccedil;&atilde;o do ato administrativo, a decad&ecirc;ncia somente poder&aacute; ser decretada se demonstrada a m&aacute;-f&eacute; do administrado (art. 54, caput, in fine, da Lei 9.784\/1999), o que n&atilde;o se verifica no caso dos autos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. O ato de impugna&ccedil;&atilde;o &agrave; validade, para obstar o prazo decadencial, deve: a) ser praticado pela autoridade competente; b) possuir car&aacute;ter espec&iacute;fico e individualizado; e c) conter notifica&ccedil;&atilde;o ao administrado. Intelig&ecirc;ncia do art. 54, &sect; 2&ordm;, da Lei 9.784\/1999.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5. Seguran&ccedil;a concedida para restabelecer a anistia. (MS 18.608\/DF, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, PRIMEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O, DJe 05\/06\/2013)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL &#8211; MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A &#8211; ANISTIA POL&Iacute;TICA &#8211; ATO QUE ANULOU A CONCESS&Atilde;O DE ANISTIA &#8211; PRELIMINARES REJEITADAS &#8211; DECAD&Ecirc;NCIA &#8211; PRECEDENTE DA PRIMEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. Preliminares de inadequabilidade da via eleita e de prescri&ccedil;&atilde;o afastadas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. A Primeira Se&ccedil;&atilde;o, por ocasi&atilde;o do julgamento do MS 18.606\/DF, firmou entendimento no sentido de reconhecer a ocorr&ecirc;ncia da decad&ecirc;ncia do direito de anula&ccedil;&atilde;o da portaria concessiva de anistia, quando decorrer o prazo decadencial de cinco anos, previsto no art. 54, caput, da Lei 9.784\/99, entre a Portaria que concedeu a anistia e a Portaria individual que a anulou.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. A incid&ecirc;ncia do &sect;2&ordm; do art. 54 da Lei 9.784\/99 requer ato administrativo editado por autoridade competente com a finalidade de efetivo controle de validade de outro ato administrativo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. Atos de conte&uacute;do gen&eacute;rico n&atilde;o podem servir para interromper ou suspender o prazo decadencial, ou, ainda, servir de termo a quo de cientifica&ccedil;&atilde;o oficial da exist&ecirc;ncia de processo de revis&atilde;o dos direitos dos anistiados, sob pena de viola&ccedil;&atilde;o ao art. 66 da Lei 9.784\/99.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5. Agravo regimental da Uni&atilde;o contra decis&atilde;o concessiva da liminar prejudicado.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6. Mandado de seguran&ccedil;a concedido.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(MS 19.448\/DF, Rel. Ministra ELIANA CALMON, PRIMEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O, DJe 17\/05\/2013) <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pelos mesmos fundamentos, e na mesma linha dos precedentes acima, rejeita-se a alega&ccedil;&atilde;o da autoridade impetrada de que a Nota AGU\/JD-1\/2006, de 7 de fevereiro de 2006, teria configurado medida apta para interromper a prescri&ccedil;&atilde;o, nos moldes do que disp&otilde;e o art. 54, &sect;2&ordm;, da Lei n. 9.784\/1999. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Diante do exposto, concede-se a seguran&ccedil;a para declarar a nulidade do ato impugnado e restabelecer a condi&ccedil;&atilde;o de militar anistiado do impetrante.<\/strong>&iquest; (grifos nossos) (MS 18727\/DF, Rel. Min. Sergio Kukina, Dj. 9\/4\/2014)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, em raz&atilde;o do lapso temporal decorrido e da aus&ecirc;ncia de qualquer ind&iacute;cio de m&aacute;-f&eacute; por parte dos autores, imp&otilde;e-se reconhecer a decad&ecirc;ncia do direito da administra&ccedil;&atilde;o de anular as portarias que concederam a anistia pol&iacute;tica aos autores. O pedido, portanto, deve ser julgado parcialmente procedente, j&aacute; que n&atilde;o se verifica qualquer ind&iacute;cio de ilegalidade na portaria n&ordm; 594\/2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DISPOSITIVO <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posto isso, <strong>JULGO PROCEDENTE, EM PARTE, O PEDIDO,<\/strong> com base no art. 269, I, do CPC, <u>para anular as portarias<\/u> n&ordm;s. 2.700, de 18 de dezembro de 2008 &#8211; RENATO (fls. 1.565\/1.566), 2.711, de 18 de dezembro de 2008 &#8211; NORMILDO (fls. 2.386\/2.387), 2.701, de 18 de dezembro de 2008 &iquest; PAULO ROBERTO (fls. 1.015\/1.016) e 2.713, de 18 de dezembro de 2008 &#8211; SEBASTI&Atilde;O (fls. 1.307\/1.308), <u>todas publicadas em 22\/12\/2008<\/u>, <strong>com o consequente restabelecimento das portarias que reconheceram aos autores a condi&ccedil;&atilde;o de anistiados pol&iacute;ticos<\/strong> e o pagamento da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica a que fazem jus. Custas ex lege. Em face da sucumb&ecirc;ncia m&iacute;nima dos autores, condeno a r&eacute; ao pagamento de honor&aacute;rios, que ora fixo em R$ 3.000,00 para cada autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Publique-se. Registre-se. Intimem-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Senten&ccedil;a sujeita ao reexame necess&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rio de Janeiro, 18 de julho de 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>THEOPHILO ANTONIO MIGUEL FILHO<\/strong><br \/>\n\tJuiz(a) Federal 24&ordf; VF<\/p>\n<p>FKU<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<b><span style=\"font-size: 11px;\"><span style=\"color: #333300;\">Postado por Gilvan VANDERLEI<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: #333300;\">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"color: #333300;\">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/span><\/span><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros FABIANOS, Alv&iacute;ssaras&#8230; At&eacute; que em fim a Justi&ccedil;a Federal do Rio de Janeiro (24&ordf; Vara) passa tamb&eacute;m reconhecer o direito dos ex-Cabos da FAB (P&oacute;s 1964) desanistiados por viciado processo de anula&ccedil;&atilde;o face a Portaria 594\/MJ-2004 e condena a UNI&Atilde;O, conforme decis&atilde;o (parte) do Juiz Federal Theophilo Antonio Miguel Filho, que abaixo se transcreve, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-22348","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2014"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22348","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22348"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22348\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22364,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22348\/revisions\/22364"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22348"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22348"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22348"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}