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{"id":21519,"date":"2014-05-28T13:14:08","date_gmt":"2014-05-28T16:14:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=21519"},"modified":"2014-05-29T13:19:52","modified_gmt":"2014-05-29T16:19:52","slug":"a-quem-interessar-possa-a-injustica-da-sentenca-transitada-em-julgado-e-a-acao-rescisoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2014\/05\/a-quem-interessar-possa-a-injustica-da-sentenca-transitada-em-julgado-e-a-acao-rescisoria\/","title":{"rendered":"\u00c0 quem interessar possa: A injusti\u00e7a da senten\u00e7a transitada em julgado e a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size:9px;\">Clique sobre a imagem para ampliar e ler conte&uacute;do.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size:8px;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/TeJxAR1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21529\" height=\"220\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/TeJxAR-400X2602.jpg\" title=\"TeJxAR-400X260\" width=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/TeJxAR-400X2602.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/TeJxAR-400X2602-300x165.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>A injusti&ccedil;a da senten&ccedil;a transitada em julgado e a a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria<\/strong><\/span><\/p>\n<article class=\"text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:8px;\">Por Luiz Fernando Vallad&atilde;o Nogueira*<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A solu&ccedil;&atilde;o dos conflitos pelo judici&aacute;rio &eacute;, no nosso sistema democr&aacute;tico, forma eficiente de busca da paz social. Ou seja, o equacionamento das lides pelo Estado-Juiz traz seguran&ccedil;a. Sim, os contendores, a partir da solu&ccedil;&atilde;o encontrada, comportar-se-&atilde;o de acordo com o que foi deliberado e, de igual forma, os terceiros e o pr&oacute;prio poder p&uacute;blico ajustar-se-&atilde;o &agrave; realidade advinda de senten&ccedil;a transitada em julgado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, numa a&ccedil;&atilde;o possess&oacute;ria entre vizinhos na zona rural, a senten&ccedil;a definitiva importa paz no campo. Os litigantes, a partir daquela decis&atilde;o derradeira, respeitar&atilde;o os limites entre as propriedades definidos pelo magistrado, os empregados de ambos se adaptar&atilde;o a esta realidade e at&eacute; mesmo a fazenda p&uacute;blica saber&aacute;, com mais seguran&ccedil;a, de quem cobrar o imposto sobre a propriedade ou posse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por&eacute;m, o poder judici&aacute;rio produz tamb&eacute;m decis&otilde;es j&aacute; transitadas em julgado e que s&atilde;o injustas. Nesse contexto, &eacute; que surge um conflito que merece reflex&atilde;o, ou seja, at&eacute; onde o valor seguran&ccedil;a jur&iacute;dica deve prevalecer, inclusive sobre o valor justi&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Registre-se, de in&iacute;cio, que a a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria consubstancia-se em rem&eacute;dio processual h&aacute;bil a hostilizar decis&atilde;o transitada em julgado, quando a mesma recair numa das hip&oacute;teses exaustivamente elencadas no art.<strong> <a class=\"cite notIndex\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/topicos\/10686517\/artigo-485-da-lei-n-5869-de-11-de-janeiro-de-1973\" rel=\"10686517\" title=\"Artigo 485 da Lei n\u00ba 5.869 de 11 de Janeiro de 1973\">485<\/a><\/strong> do <strong><a class=\"cite\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/111984001\/c\u00f3digo-processo-civil-lei-5869-73\" rel=\"10739236\" title=\"LEI No 5.869, DE 11 DE JANEIRO DE 1973.\">C&oacute;digo de Processo Civil<\/a><\/strong>.<\/p>\n<div class=\"tooltip fade hide below citacao after\">Contudo, &eacute; voz corrente na jurisprud&ecirc;ncia, em considera&ccedil;&atilde;o &agrave; necess&aacute;ria seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, que a mera injusti&ccedil;a da decis&atilde;o &eacute; insuficiente para abrir a via da a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria. Essa afirmativa, por&eacute;m, deve ser analisada com temperamento.<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, quando a injusti&ccedil;a vem carregada de forte dose de objetividade, ao ponto de ser considerada extravagante, &eacute; vi&aacute;vel, sim, a corrigenda por interm&eacute;dio da a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim &eacute; que, por exemplo, pode-se afastar a injusti&ccedil;a de decis&atilde;o transitada em julgado, quando aquele que sucumbiu apura que a prova da qual se valeu o magistrado ou o tribunal no processo origin&aacute;rio &eacute; falsa (art. 485, inc. VI CPC). E a falsidade da prova, em casos tais, pode ser material e mesmo ideol&oacute;gica, sendo que esta &uacute;ltima acontece quando se demonstra, no &acirc;mbito da rescis&oacute;ria, que, por exemplo, o laudo pericial cont&eacute;m inverdade ou a prova testemunhal &eacute; gritantemente destoante da verdade real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m haver&aacute; corre&ccedil;&atilde;o de injusti&ccedil;a, por interm&eacute;dio da rescis&oacute;ria, quando, depois do tr&acirc;nsito em julgado da decis&atilde;o que lhe foi adversa, a parte obt&eacute;m documento novo do qual n&atilde;o p&ocirc;de se valer &agrave; &eacute;poca, sendo que este &eacute; decisivo (art.<strong> <\/strong><strong><a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/topicos\/10686517\/artigo-485-da-lei-n-5869-de-11-de-janeiro-de-1973\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\">485<\/a> VII <a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/111984001\/c\u00f3digo-processo-civil-lei-5869-73\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\">CPC<\/a><\/strong>). Ora, o legislador n&atilde;o quer que a parte traga discuss&otilde;es que j&aacute; foram superadas pelo tr&acirc;nsito em julgado, por&eacute;m n&atilde;o pode aceitar &ndash; e n&atilde;o aceita &ndash; que subsista a injusti&ccedil;a manifesta, quando esta &eacute; evidenciada com a apresenta&ccedil;&atilde;o de documento robusto pr&eacute;-existente, mas que a ele n&atilde;o se teve acesso. Por exemplo, se a parte descobre um contrato, que j&aacute; existia, mas que a ele n&atilde;o tinha acesso &agrave; &eacute;poca do processo origin&aacute;rio, pode se valer do mesmo para ajuizar a rescis&oacute;ria, desde que seja fundamental para mudar a decis&atilde;o rescindenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At&eacute; mesmo a injusti&ccedil;a decorrente da interpreta&ccedil;&atilde;o da lei pode ser, sim, invocada, no &acirc;mbito da rescis&oacute;ria, em casos graves. De fato, o inc. Do art. Admite a rescis&oacute;ria quando h&aacute; viola&ccedil;&atilde;o &agrave; literal disposi&ccedil;&atilde;o de lei. &Eacute; evidente que a express&atilde;o, usada pelo legislador, significa que s&oacute; haver&aacute; proced&ecirc;ncia da rescis&oacute;ria, caso a decis&atilde;o rescindenda n&atilde;o tenha optado pela &uacute;nica interpreta&ccedil;&atilde;o que se mostrava cab&iacute;vel no caso concreto. Por estas e por outras, que a s&uacute;mula 343 STF disp&otilde;e que<\/p>\n<blockquote>\n<p><span style=\"color:#800000;\">&ldquo;N&atilde;o cabe a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria por ofensa a literal dispositivo de lei, quando a decis&atilde;o rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpreta&ccedil;&atilde;o controvertida nos tribunais&rdquo;.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es que merecem tratamento diferenciado!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, a jurisprud&ecirc;ncia dos tribunais superiores, relativizando a s&uacute;mula 343, sustenta que &eacute; vi&aacute;vel a rescis&oacute;ria, mesmo que controvertida a interpreta&ccedil;&atilde;o sobre o texto legal &agrave; &eacute;poca da prola&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o rescindenda, em duas situa&ccedil;&otilde;es: a) se o texto tido como violado &eacute; de cunho constitucional; b) se, depois, o STJ ou o STF, no exerc&iacute;cio de suas atribui&ccedil;&otilde;es de uniformiza&ccedil;&atilde;o da jurisprud&ecirc;ncia ao redor do direito federal, tenham pacificado a interpreta&ccedil;&atilde;o da norma em sentido contr&aacute;rio ao que foi decidido pela inst&acirc;ncia ordin&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A t&ocirc;nica dessa exegese est&aacute; na premissa de que a efetividade da norma constitucional n&atilde;o pode ser negada, apenas em virtude de anterior diverg&ecirc;ncia interpretativa. De outro lado, a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica tamb&eacute;m imp&otilde;e a isonomia, no sentido de que situa&ccedil;&otilde;es id&ecirc;nticas, ainda que examinadas em momentos distintos, dever&atilde;o ter id&ecirc;nticas solu&ccedil;&otilde;es perante o Judici&aacute;rio, a partir do instante em que a fun&ccedil;&atilde;o pacificadora dos tribunais superiores foi efetivada. Ou seja, n&atilde;o se revela correto aplicar o entendimento dos Tribunais Superiores a alguns e a neg&aacute;-lo a outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, pode-se concluir dizendo que a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica &eacute; relevante valor. Por&eacute;m, pode e deve ser usada a a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria, sempre que a injusti&ccedil;a for manifesta e atrair a incid&ecirc;ncia de um dos permissivos do art. <strong><a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/topicos\/10686517\/artigo-485-da-lei-n-5869-de-11-de-janeiro-de-1973\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\">485<\/a><a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/111984001\/c\u00f3digo-processo-civil-lei-5869-73\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\">CPC<\/a><\/strong>.<\/p>\n<hr class=\"period-divider\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:8px;\"><i><i><i>* advogado, procurador do Munic&iacute;pio de Belo Horizonte, Professor de Direito Processual Civil no curso de Direito da FEAD, professor em Cursos de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o, Autor dos Livros Recurso Especial (3&ordf; ed) e Recursos em Processo Civil (ed. Del Rey).<\/i><\/i><\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"info block\"><span style=\"font-size:10px;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/daniloborgescouto.jusbrasil.com.br\/artigos\/120905679\/a-injustica-da-sentenca-transitada-em-julgado-e-a-acao-rescisoria?utm_campaign=newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=newsletter\"><strong>JusBrasil<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<\/article>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t<strong><span style=\"font-size: 11px;\"><span style=\"color: #333300;\">Postado por Gilvan VANDERLEI<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: #333300;\">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"color: #333300;\">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clique sobre a imagem para ampliar e ler conte&uacute;do. . A injusti&ccedil;a da senten&ccedil;a transitada em julgado e a a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria Por Luiz Fernando Vallad&atilde;o Nogueira* A solu&ccedil;&atilde;o dos conflitos pelo judici&aacute;rio &eacute;, no nosso sistema democr&aacute;tico, forma eficiente de busca da paz social. Ou seja, o equacionamento das lides pelo Estado-Juiz traz seguran&ccedil;a. 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