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{"id":21437,"date":"2014-05-23T10:49:54","date_gmt":"2014-05-23T13:49:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=21437"},"modified":"2014-05-24T13:50:41","modified_gmt":"2014-05-24T16:50:41","slug":"audio-degravacao-das-falas-reuniao-tematica-cabos-da-fab-da-comissao-de-anistia-no-dia-29-11-2007-sala-404-ed-sede-do-ministerio-de-estado-da-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2014\/05\/audio-degravacao-das-falas-reuniao-tematica-cabos-da-fab-da-comissao-de-anistia-no-dia-29-11-2007-sala-404-ed-sede-do-ministerio-de-estado-da-justica\/","title":{"rendered":"\u00c1UDIO &#8211; DEGRAVA\u00c7\u00c3O DAS FALAS : Reuni\u00e3o Tem\u00e1tica \u2013 CABOS DA FAB \u2013 da Comiss\u00e3o de Anistia, no dia 29.11.2007, Sala 404, Ed. Sede do Minist\u00e9rio de Estado da Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Sem-t\u00edtulo21.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-21441\" height=\"258\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Sem-t\u00edtulo21-300x258.jpg\" title=\"Sem-t\u00edtulo21\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Sem-t\u00edtulo21-300x258.jpg 300w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Sem-t\u00edtulo21.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Reuni&atilde;o Tem&aacute;tica &ndash; CABOS DA FAB &ndash; da Comiss&atilde;o de Anistia, no dia 29.11.2007, Sala 404, Ed. Sede do Minist&eacute;rio de Estado da Justi&ccedil;a<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size:16px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">&Aacute;UDIO &#8211; DEGRAVA&Ccedil;&Atilde;O DAS FALAS<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come&ccedil;a a reuni&atilde;o &#8211; Abertura<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>In&iacute;cio da fala: 00:01:28<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>Dr. Paulo Abr&atilde;o &ndash; Presidente da Comiss&atilde;o de Anistia<\/u>:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De quem &eacute; esse celular a&iacute;? Ol&aacute; Deputada, como vai?&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dr. Paulo Abr&atilde;o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito bem pessoal, agrade&ccedil;o a presen&ccedil;a de todos, os nossos analistas est&atilde;o aqui presentes, conselheiros, conselheira Egmar e conselheiro Lucena t&atilde;o finalizando uma reuni&atilde;o do Grupo de Trabalho sobre Camponeses, da regi&atilde;o ali da Trombas de Formoso e Pontalina aquele Grupo de Trabalho que n&oacute;s institu&iacute;mos em raz&atilde;o da vinda daquele pessoal naquela vez l&aacute; do Mirinho, acho que voc&ecirc;s todos se lembram. A Luciana e o Egmar j&aacute; tem feito ai umas&#8230;, j&aacute; fizeram umas cinco reuni&otilde;es com os analistas, t&atilde;o criando uma&#8230;., tentando apresentar, criar uma solu&ccedil;&atilde;o para podermos apresentar, pra a gente poder resolver aquela quest&atilde;o tamb&eacute;m. Ent&atilde;o antes de n&oacute;s come&ccedil;armos efetivamente os nossos trabalhos na Comiss&atilde;o na sess&atilde;o de hoje, n&oacute;s temos uma pauta relativamente extensa de informes e a pauta que ta a&iacute; posta apresenta&ccedil;&atilde;o dos analistas sobre a sess&atilde;o tem&aacute;tica de hoje &ldquo;<strong>Cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira<\/strong>&rdquo;, Apresenta&ccedil;&atilde;o dos Projetos Educacionais Memorial e a pauta Acumula&ccedil;&atilde;o de Indeniza&ccedil;&otilde;es, Arsenal de Marinha, Lapso Temporal para fins de Presta&ccedil;&atilde;o &Uacute;nica e esses tr&ecirc;s &uacute;ltimos t&oacute;picos, Conselheira Beatriz, numa mensagem de ontem, solicitou que inclu&iacute;ssemos tamb&eacute;m. Ent&atilde;o, n&oacute;s estamos aqui com a honra em receber a deputada Gil Moraes veio nos fazer uma visita formal aqui &agrave; Comiss&atilde;o de Anistia. A deputada Gil Moraes, todos sabem, construiu conosco a comiss&atilde;o, aquele Grupo de Trabalho no qual n&oacute;s fomos ao Araguaia, tivemos l&aacute; naqueles dois dias, conselheira Ana Maria, Conselheiro Rodrigo, Conselheira Roberta, Conselheiro Egmar e eu, foram, no meu ju&iacute;zo, um dos principais marcos desse ano de atua&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de Anistia e, de antem&atilde;o, gostaria de p&uacute;blico agradecer o apoio que a deputada nos deu, representando a C&acirc;mara dos Deputados, a Comiss&atilde;o de Direitos Humanos isso foi de uma outra envergadura, inclusive pra nossa a&ccedil;&atilde;o l&aacute; e testemunhar, muito particularmente, que n&atilde;o &eacute;, eu acho que muito raro, ali&aacute;s, n&atilde;o &eacute; sempre que a gente v&ecirc; uma deputada indo pegar no batente, ali junto, o dia inteiro, ficamos das 8 at&eacute; dois dias seguidos sem almo&ccedil;ar, sem jantar direito, de madrugada voltando pelas estradas do Par&aacute; e a deputada ali conosco em Grupo de Trabalho, ouvindo e, &eacute; incomum, &eacute; muito incomum isso, n&atilde;o temos que falsear a realidade, &eacute; muito incomum, realmente os deputados n&atilde;o s&atilde;o seus assessores a pegar, na hora de pegar, na hora de pegar caixa mandam seus assessores, ne, at&eacute; mesmo porque t&ecirc;m uma outra s&eacute;rie de outras responsabilidade, eu fiquei admirado em ver a deputada ali conosco carregando caixas, essa foi a verdade como qualquer um outro ali, mesmo sendo uma parlamentar representando o Congresso Nacional, ent&atilde;o, foi uma experi&ecirc;ncia muito rica com a qual n&oacute;s ainda temos frutos a colher e o nosso desafio ainda permanece em realizar justi&ccedil;a para aquele povo. Ent&atilde;o quero passar a palavra &agrave; deputada que muito gentilmente veio nos fazer essa visita aqui hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>In&iacute;cio da fala: 00:05:00<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Deputada Gil Moraes:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boa tarde a todos, boa tarde Presidente Paulo, eu teria que chegar mais cedo um pouquinho para n&atilde;o atrapalhar a din&acirc;mica dos trabalhos, por isso eu vou ser breve. Eu queria, em primeiro lugar, registrar a import&acirc;ncia, n&atilde;o apenas do sentido da repara&ccedil;&atilde;o do trabalho de voc&ecirc;s, mas, sobretudo da recupera&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria, o trabalho que cada um de voc&ecirc;s realiza na aprecia&ccedil;&atilde;o dos processos que por aqui passam, representa tamb&eacute;m um resgate hist&oacute;rico e uma constru&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria que s&oacute; mais adiante n&oacute;s poderemos ter a dimens&atilde;o do que significou nesse per&iacute;odo. Acho que o trabalho, o desafio de voc&ecirc;s &eacute; como ter o equil&iacute;brio que o julgamento exige e ao mesmo tempo um distanciamento que as emo&ccedil;&otilde;es que com certeza atinge cada um de voc&ecirc;s vai impactar. Eu fui uma das julgadas aqui. Fui condenada durante um per&iacute;odo, vivi 10 anos na clandestinidade e senti o quanto de&#8230;, do que &eacute; que representa simbolicamente a repara&ccedil;&atilde;o at&eacute; da pr&oacute;pria autoestima. Queria registrar que essa nova fase de voc&ecirc;s irem aos lugares para o julgamento tamb&eacute;m representou uma nova din&acirc;mica que aproximou mais a sociedade dessa tem&aacute;tica. N&oacute;s enfrentamos uma disputa na sociedade, muitos acham que o trabalho da Comiss&atilde;o de Anistia j&aacute; n&atilde;o tem mais sentido tantos anos que se passaram, n&atilde;o compreendem o que &eacute; que significa esse processo de resgate, de repara&ccedil;&atilde;o, t&atilde;o necess&aacute;rio, ali&aacute;s, os fatos hist&oacute;ricos s&oacute; t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de serem enfrentados com serenidade pela dist&acirc;ncia do tempo. Por isso que eu acho, desde da ida de voc&ecirc;s ao Congresso da Uno, mas, sobretudo a ida &agrave; Regi&atilde;o do Araguaia representou algo que &eacute; um ensinamento para as institui&ccedil;&otilde;es brasileiras, acho que se a Rep&uacute;blica fosse constitu&iacute;da de homens e mulheres como voc&ecirc;s, que n&atilde;o s&oacute; realizam seu trabalho, mas, se despem da burocracia e v&atilde;o &agrave; busca dos acontecimentos, nossa Rep&uacute;blica seria bem melhor, por isso que eu cumprimento, cumprimento em nome da Comiss&atilde;o. Estive com o presidente Luiz Couto dando a satisfa&ccedil;&atilde;o, depois ele quer tomar conhecimento do relat&oacute;rio, um relat&oacute;rio complexo, a dimens&atilde;o do que foi registrado &eacute; muito grande, e a serenidade de acolher aquilo que &eacute; tamb&eacute;m fundamental muito grande, mas vim aqui d&aacute; um abra&ccedil;o, dizer que voc&ecirc;s, o Brasil agradece muito a voc&ecirc;s, mas, sobretudo, muita gente que andou pastando, a gente que andou pastando por esse tempo afora e que tem no trabalho de voc&ecirc;s a certeza de que o nosso pa&iacute;s n&atilde;o vai esquecer daqueles que deram a sua vida pela democracia, embora enfrentamos tantos problemas hoje, tantas sequelas hoje, mas o que importa &eacute; que voc&ecirc;s est&atilde;o a&iacute; levantando a bandeira da repara&ccedil;&atilde;o e da anistia &agrave;queles que num tempo deram o melhor de suas energias. Parab&eacute;ns pelo trabalho de voc&ecirc;s, parab&eacute;ns presidente, acho que, sem d&uacute;vida nenhuma, virei um outro momento para acompanhar o trabalho de julgamento porque a vida da gente daquele tempo ela &eacute; muito tocada por esse trabalho de voc&ecirc;s. Obrigada a&iacute; a voc&ecirc;s e desculpem interromper.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>In&iacute;cio da fala: 00:08:44<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dr. Paulo Abr&atilde;o:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imagina, n&oacute;s &eacute; que agradecemos muit&iacute;ssimo a gentileza da visita, deputada. Seja sempre bem vinda, a senhora &eacute; uma parceira da nossa comiss&atilde;o. Muito obrigado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bom, conselheiros, n&oacute;s vamos come&ccedil;ar ent&atilde;o, hoje, j&aacute; de antem&atilde;o eu queria anunciar que eu tenho, como j&aacute; avisei, eu tenho uma viagem &agrave;s 17 horas, ent&atilde;o n&oacute;s temos a&iacute; um tempo um pouco mais ex&iacute;guo para os nossos trabalhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent&atilde;o vamos come&ccedil;ar com a nossa apresenta&ccedil;&atilde;o do pessoal, os analistas Claudia Gr&iacute;sel Cursi Ramos Le&atilde;o, esse tamb&eacute;m &eacute; nome de ministra do Supremo, Jos&eacute; Lavinas da Rocha Filho e a Luciana Ramos, ent&atilde;o, hoje, Cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira. Vamos l&aacute; pessoal!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>In&iacute;cio da fala: 00:10:20<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>Luciana Ramos &ndash; Analista da Comiss&atilde;o de Anistia<\/u><\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boa tarde conselheiros e conselheiras, meus colegas analistas. O assunto que a gente vai tratar hoje, Cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira, antes de mais nada, ele &eacute; complexo mas n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil. Requer apenas um pouco mais de paci&ecirc;ncia para que a gente possa delinear e fazer toda uma cronologia de legisla&ccedil;&atilde;o para que voc&ecirc;s possam entender de uma forma um pouco mais clara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; imprescind&iacute;vel a gente fazer uma retomada hist&oacute;rica, embora todos aqui tenham conhecimento dos fatos hist&oacute;ricos da &eacute;poca. Mas &eacute; interessante pra que a gente possa dar destaque a alguns fatos mais espec&iacute;ficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gente faz um recorte a partir de 61, que &eacute; o per&iacute;odo justamente de transi&ccedil;&atilde;o do Governo de J&acirc;nio Quadros pro Jo&atilde;o Goulart, pro Jango, justamente no per&iacute;odo em que o J&acirc;nio renuncia a presid&ecirc;ncia e o Jango est&aacute; na China e ministros militares, logo que Janio renuncia, tentam impedir a posse do Jango, contudo, o Brizola, na &eacute;poca Governador do Rio Grande do Sul e cunhado do Jango, faz de tudo e se articula pra que ele entre no pa&iacute;s e possa tomar posse e a&iacute; come&ccedil;a toda uma campanha que foi chamada de Campanha da Legalidade a favor da posse do Conselheira Jango. Contudo os militares tentam impedir de todas as formas e chegam at&eacute; a programar um ataque de avi&atilde;o ao Pal&aacute;cio do Piratini onde se encontravam, contudo foi sabotado pelo pr&oacute;prio pessoal do controle das FFAA, mais especificamente, o pessoal da For&ccedil;a A&eacute;rea e a&iacute; a gente vai poder entender isso mais a frente, como &eacute; que isso vai se refletir, em virtude da pr&oacute;pria atua&ccedil;&atilde;o do Comando da Aeron&aacute;utica e de alguns militares da Aeron&aacute;utica diante dessa situa&ccedil;&atilde;o dos Cabos da FAB. Ent&atilde;o, enfim, foi programado esse ataque que foi boicotado. O Comando do Terceiro Ex&eacute;rcito apoia o Jango e a&iacute; ele toma posse, toma posse com seu poder limitado em fun&ccedil;&atilde;o de uma Emenda Constitucional que instituiu o Parlamentarismo, mas que logo em seguida, em 63, por meio de um plebiscito, o Presidencialismo volta e ele come&ccedil;a a tomar, a dar seguimento ao seu plano de governo e a&iacute; tem o Plano Trienal, todas as Reformas de Base que ele pensou, Reforma Agr&aacute;ria, Trabalhista, Educacional, Banc&aacute;ria, o seu estreitamento, o estreitamento das rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas do pa&iacute;s, do Brasil com a ex Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, o discurso da nacionaliza&ccedil;&atilde;o das refinarias de petr&oacute;leo, o n&atilde;o apoio do Governo brasileiro ao Governo americano pra atacar Cuba, ent&atilde;o, todas as medidas que Jango vinha tomando davam medo a alguns setores da sociedade que achavam que era um projeto comunista, que ele ia instituir o comunismo no Brasil e que deveria ser parado, deveria ser estagnado, esses projetos deveriam ser estagnados, ent&atilde;o, dois fatos, basicamente, culminaram com o Golpe de 64, num primeiro momento o discurso da Central do Brasil diminuindo&#8230;, um discurso do pr&oacute;prio Jango dizendo que ia diminuir a participa&ccedil;&atilde;o de empresas estrangeiras junto a explora&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rios no pa&iacute;s em prol de todos esses projetos que ele j&aacute; vinha tentando desenvolver, isso foi um pouco do estopim e a Revolta dos Marinheiros em 64 que foi uma comemora&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o dos Marinheiros e Fuzileiros Navais no Sindicato dos Metal&uacute;rgicos no Rio de Janeiro. Essa associa&ccedil;&atilde;o era considerada ilegal, ent&atilde;o aquela festividade toda ali tava indo de encontro ao Comando da Marinha e o Comandante da For&ccedil;a ent&atilde;o mandou um efetivo para prender os companheiros de farda pra acabarem com aquilo ali e como todos sabem eles n&atilde;o aceitaram, muito pelo contr&aacute;rio, se juntaram com quem j&aacute; estava l&aacute; e isso foi uma afronta, e desde da&iacute; in&uacute;meras medidas foram tomadas pra tirar, pra limpar a corpora&ccedil;&atilde;o da Marinha, nesse primeiro momento, dos subversivos, dos chamados subversivos, e a&iacute; foi quando vieram as demiss&otilde;es em massa, n&atilde;o s&oacute; elencando nomes de todos que participaram, de acordo com a Exposi&ccedil;&atilde;o de Motivos 138 que &eacute; uma dentre as v&aacute;rias medidas adotadas pela Marinha mas que expulsa, bane dos quadros da Marinha todos os fuzileiros, todos aqueles que participaram desse evento l&aacute; no Sindicato dos Metal&uacute;rgicos e que isso mais tarde vem influenciar nas outras For&ccedil;as, tanto na Aeron&aacute;utica como no Ex&eacute;rcito. Mas a gente vai falar aqui, basicamente, da Aeron&aacute;utica. Ent&atilde;o nessa exposi&ccedil;&atilde;o de motivos 138 a gente pode perceber, dois trechos, a gente conseguiu destacar dois trechos que v&atilde;o elucidar bem o que a gente vai falar durante a exposi&ccedil;&atilde;o que o ent&atilde;o Marechal, Comandante da Marinha, Marechal Humberto Alencar solicitava, dizia nessa Exposi&ccedil;&atilde;o de Motivos &ldquo;<strong>venho solicitar a V. Excia. autoriza&ccedil;&atilde;o prevista no par&aacute;grafo &uacute;nico do artigo 97 da Lei do Servi&ccedil;o Militar para licenciar qualquer que seja todas as pra&ccedil;as n&atilde;o atingidas pelas medidas de expuls&atilde;o mas de alguma forma envolvidas nos acontecimentos acima referidos<\/strong>&rdquo; no caso da revolta dos marinheiros, &ldquo;<strong>no futuro, sob circunst&acirc;ncias adversas, constitu&iacute;rem as pra&ccedil;as remanescentes o cerne de um novo movimento de rebeldia e mesmo no presente um fator de resist&ecirc;ncia no restabelecimento no correto estado de esp&iacute;rito no restante das pra&ccedil;as da Marinha n&atilde;o participantes mas expectadores daquele foco de indisciplina e subvers&atilde;o<\/strong>&rdquo;, ou seja, n&atilde;o s&oacute; os que participaram mas todos aqueles que pudessem vir a gerar riscos pra Marinha deveriam tamb&eacute;m ser banidos. Ent&atilde;o, tudo isso gerou toda uma fragilidade dentro das For&ccedil;as que come&ccedil;aram a&#8230;, que come&ccedil;ou a tomar medidas mais dr&aacute;sticas e a&iacute;, onde &eacute; que entra a Aeron&aacute;utica nessa hist&oacute;ria? A Aeron&aacute;utica assim como a Marinha come&ccedil;a as demiss&otilde;es em massa, ent&atilde;o come&ccedil;a a editar v&aacute;rias portarias, v&aacute;rias legisla&ccedil;&otilde;es com o intuito de tirar, de realmente de limpar, de extirpar os subversivos das For&ccedil;as, da Aeron&aacute;utica. Ent&atilde;o, &eacute; diante desse contexto de limpeza das FFAA, dos subversivos que v&aacute;rias medidas foram tomadas como edi&ccedil;&atilde;o das seguintes portarias: a 1103, de 64, que a gente vai falar mais adiante, que foi o primeiro ato, que foi a expuls&atilde;o de 11 pra&ccedil;as que formavam a Associa&ccedil;&atilde;o dos Aeronautas; a portaria 1104 que hoje voc&ecirc;s puderam ouvir bastante dos requerentes que estavam de manh&atilde;, mencionaram muito e h&aacute; uma controversa bem grande; o decreto 55629, de 65, que prop&ocirc;s, que prop&ocirc;s n&atilde;o, que fechou a Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos da FAB e o Boletim Reservado 21 dentre outros, esse &eacute; s&oacute; pra gente citar. Ent&atilde;o, diante de todo esse momento hist&oacute;rico, de todos esses fatos, a Aeron&aacute;utica tamb&eacute;m tomou suas medidas de limpeza, de higieniza&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as tamb&eacute;m por meio de legisla&ccedil;&otilde;es, mas diferentemente da Marinha, num primeiro momento, n&atilde;o menciona nominalmente as pessoas que seriam afetadas, mas, enfim, estabelece normas ou portarias ou atos administrativos gen&eacute;ricos, mas com o intuito de tirar os subversivos da For&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>In&iacute;cio da fala: 00:21:19<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>Jos&eacute; Lavinas da Rocha Filho &ndash; Analista da Comiss&atilde;o de Anistia<\/u><\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boa tarde Sr. Presidente, Conselheiros, Conselheiras, demais colegas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vou abordar aqui, tentar abordar sobre a motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da Portaria 1104.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse grupo entende que, para que a gente possa conhecer realmente a verdadeira motiva&ccedil;&atilde;o da portaria 1104, que n&oacute;s devemos observar os outros fatos que revestiam, os fatos, os fatos pol&iacute;ticos, o momento pol&iacute;tico enfim, que se encontrava naquela &eacute;poca quando da edi&ccedil;&atilde;o da portaria 1104. Esse pensamento tamb&eacute;m foi externado ontem no TCU pelo ministro Benjamim Zimmer, ele externou isso ao relator Sherman Cavalcanti, relator do processo do Tribunal de Contas, dizendo que quando se trata de um ato expedido por um estado de exce&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o se deva olhar somente o ato em si, e sim, todo aquele conjunto pol&iacute;tico que havia a &eacute;poca da edi&ccedil;&atilde;o desse ato. Pra isso a gente destaca&#8230;, pra que a gente possa fazer essa an&aacute;lise, a gente destaca esses seguintes legisla&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m fazendo uma ponte com o momento hist&oacute;rico que a Luciana descreveu, toda aquela quest&atilde;o que havia na Marinha, ou seja, nas FFAA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro n&oacute;s temos a Portaria 570 que, ela garantiu o acesso das pra&ccedil;as &agrave; estabilidade, ou seja, o militar poderia ir pedindo reengajamento at&eacute; atingir a estabilidade com 10 anos e assim prosseguir, ter uma progress&atilde;o maior. A&iacute; j&aacute; passamos para a Portaria 1103, de 64. Essa portaria ela &eacute; bem incisiva. Ela expulsou 11 pra&ccedil;as da FAB por participarem ou serem dirigentes da Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira. Ela j&aacute; tem o conte&uacute;do pol&iacute;tico porque teve investiga&ccedil;&atilde;o sum&aacute;ria e foram realmente expulsos. A&iacute; t&aacute; nominado o nome desses&#8230;., a rela&ccedil;&atilde;o dos pra&ccedil;as. Na Portaria 1104 ela revogou a Portaria 570, a anterior, e editou, com base na Lei do Servi&ccedil;o Militar e todos os atos que colidam com as novas instru&ccedil;&otilde;es, ou seja, ela trouxe novas instru&ccedil;&otilde;es e impediu os cabos que atingissem a estabilidade, limitou o tempo desses cabos em 8 anos, no m&aacute;ximo. A seguir tivemos a Portaria 1105 que substituiu um oficial encarregado do IPM, tivemos o Decreto 55629, de 26 de janeiro de 65, que suspendeu a ACAFAB pelo prazo de 6 meses e esse decreto ele traz uma peculiaridade que vale a pena a gente ler. Ele suspendeu as atividades da ACAFAB por 6 meses e trouxe assim: &ldquo;<strong>Considerando que a suspens&atilde;o da referida associa&ccedil;&atilde;o complementaria uma s&eacute;rie das medidas adotadas pelas autoridades federais para erradicar do meio social e, sobretudo, das classes militares os organismos subversivos &ndash; decreta&#8230;<\/strong>&rdquo;, e a&iacute; que fica suspensa a ACAFAB, ou seja, a gente pode observar a&iacute; que ele veio depois da Portaria 1104 mas ele d&aacute; a entender que aquilo ali foi o fechamento de v&aacute;rias medidas que a For&ccedil;a A&eacute;rea fez para que se pudesse erradicar a subvers&atilde;o do meio militar e por fim temos o Boletim Reservado 21 que ele traz a solu&ccedil;&atilde;o do IPM da ACAFAB e ele tamb&eacute;m &eacute; bem, demonstra bem esse conte&uacute;do e fala muito sobre subvers&atilde;o, que l&aacute; na ACAFAB eram feitas reuni&otilde;es de cunho pol&iacute;tico e tudo mais, e decreta o fechamento da institui&ccedil;&atilde;o, da Associa&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m recomenda que as autoridades militares tomem cuidado com a concess&atilde;o de reengajamentos para&#8230;., se n&atilde;o me engano, s&atilde;o 80 e poucos militares, em torno de 80 militares, 80 cabos, que quando esses cabos viessem solicitar o reengajamento, que se tomassem cuidado contra a conduta civil, conduta pol&iacute;tica, tudo isso. A&iacute; eu destaco aqui alguns pontos principais da Portaria 1104: ela limitou o tempo de servi&ccedil;o dos cabos em 8 anos contados a partir de sua inclus&atilde;o, impedindo que eles tivessem o acesso &agrave; estabilidade que seria s&oacute; com 10 anos; aus&ecirc;ncia de qualquer regra de transi&ccedil;&atilde;o, para aqueles com tempo inferior de 6 anos, porque isso? Porque ela trouxe regra de transi&ccedil;&atilde;o pra quem tinha de 6 a 8 anos. Essas pessoas que tinham de 6 a 8 anos quando da edi&ccedil;&atilde;o da portaria elas podiam fazer mais um pedido de reengajamento e dentro desse tempo eles poderiam fazer concurso para Escola de Especialistas da Aeron&aacute;utica e a&iacute;, eles poderiam, se aprovados, passariam para o Quadro de Sargento, mas para aqueles que teriam, na edi&ccedil;&atilde;o da portaria, menos de 6 anos, n&atilde;o foi adotada regra de transi&ccedil;&atilde;o nenhuma, simplesmente eles passaram sob a vig&ecirc;ncia da 1104. Em princ&iacute;pio possu&iacute;a aspectos meramente administrativos, no entanto, revestia-se de motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Esse entendimento j&aacute; foi externado, inclusive, pelo ministro Nelson Jobim num julgado do STF, Claudia vai falar nisso posteriormente. E, quanto ao engajamento, quanto a conveni&ecirc;ncia da Administra&ccedil;&atilde;o, conv&ecirc;m a gente falar que sim, realmente, n&oacute;s nunca entendemos o contr&aacute;rio, a concess&atilde;o do reengajamento pela autoridade militar era uma faculdade, a autoridade militar pode conceder ou n&atilde;o, s&oacute; que a gente entende, o grupo entendeu que, quando voc&ecirc; tem um militar que j&aacute; est&aacute; h&aacute; 8 anos na For&ccedil;a, ele vem pedindo reengajamento sucessivos de 2 em 2 anos, natural seria que ele realmente continuasse na For&ccedil;a, porque se ele fosse realmente um militar alterado ele j&aacute; tinha sido exclu&iacute;do a bem da disciplina, ou seja, enquadrado no regulamento mesmo, n&atilde;o precisaria de mais nada. A Comiss&atilde;o de Anistia vem julgando v&aacute;rios requerimentos de militares indisciplinados, que foram exclu&iacute;dos a bem da disciplina, que n&atilde;o possu&iacute;am um comportamento bom, ent&atilde;o por isso que n&oacute;s entendemos que, se ele continuou os 8 anos e veio sendo concedido engajamento e reengajamentos a ele, &eacute; que ele possu&iacute;a condi&ccedil;&otilde;es de continuar na For&ccedil;a A&eacute;rea. A&iacute;, conjuntamente nessa an&aacute;lise, n&oacute;s temos o Of&iacute;cio Reservado 04 que foi bastante falado l&aacute; pela manh&atilde; pelo que ouvi. Esse Of&iacute;cio Reservado ele &eacute; fruto de um Grupo de Trabalho que dedicou especial aten&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&atilde;o dos Cabos com mais de 8 anos. Prop&ocirc;s est&iacute;mulos a eles para ingresso na Escola de Especialistas. Isso a&iacute; foi antes da edi&ccedil;&atilde;o da Portaria 1104 e esse estudo ele coloca, o estudo do Grupo de Trabalho ele coloca que, assim, eu vou transcreve aqui: &ldquo;<strong>N&atilde;o nos parece que haja inconveniente que sejam sargentos at&eacute; o final de carreira em lugar de permanecerem cabos<\/strong>&rdquo;, ou seja, eles n&atilde;o queriam que essas pessoas fossem exclu&iacute;das dos quadros, queriam que realmente que eles prosseguissem na carreira e n&atilde;o ficassem como cabos pelo resto da vida. A&iacute; temos tamb&eacute;m o Boletim Reservado 21, de 11 de maio de 65, que foi o inqu&eacute;rito, o fechamento do Inqu&eacute;rito Policial Militar que realmente determinou a cassa&ccedil;&atilde;o, o fechamento da Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira. O inqu&eacute;rito policial para apura&ccedil;&atilde;o de atividade subversiva na entidade da ACAFAB que teve a participa&ccedil;&atilde;o direta nos acontecimentos subversivos que foram levados a efeito no Sindicato dos Metal&uacute;rgicos. Aqui sua motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, n&oacute;s transcrevemos alguns cita&ccedil;&otilde;es do nosso voto que a gente sempre usou aqui na Comiss&atilde;o de Anistia, eu acho que n&atilde;o conv&eacute;m ler, esse material encontra-se na pasta dos senhores e aqui eu vou fazer uma cronologia dos fatos, do que aconteceu aqui na Comiss&atilde;o de Anistia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>Em 16 do 07 de 2002<\/u><\/strong>, a Comiss&atilde;o de Anistia editou a S&uacute;mula 2002.07.0003 que entendeu que a Portaria 1104, expedida pelo Ministro da Aeron&aacute;utica &eacute; ato de exce&ccedil;&atilde;o de natureza exclusivamente pol&iacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>Em 12 de mar&ccedil;o de 2003<\/u><\/strong>, tivemos um Parecer da Consultoria Jur&iacute;dica da lavra do Assistente Jur&iacute;dico Sergio Ernesto ?????, o qual foi aprovado pelo Consultor Jur&iacute;dico do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. Esse Parecer ele conclui que a 1104 &eacute; ato de exce&ccedil;&atilde;o para os que entraram antes da edi&ccedil;&atilde;o da portaria. Esse Parecer, inclusive, ele trata, n&atilde;o trata somente da 1104, fala tamb&eacute;m do caso da Petrobras e de Aeronautas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>In&iacute;cio da fala: 00:30:37<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>Jos&eacute; Lavinas da Rocha Filho &ndash; Analista da Comiss&atilde;o de Anistia<\/u><\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>Em 25 do 05 de 2003<\/u><\/strong>, logo assim que o Ministro Marcio Thomaz Bastos assumiu, ele solicitou &agrave; AGU um Parecer &agrave; respeito da legalidade e abrang&ecirc;ncia dessa S&uacute;mula anterior que vinha sendo adotada. <strong><u>Vale frisar aqui que quando da edi&ccedil;&atilde;o dessa S&uacute;mula l&aacute; em 2002, os requerimentos passaram a ser julgados, deferidos indiscriminadamente tanto para aqueles que entraram antes da edi&ccedil;&atilde;o da Portaria quanto para aqueles que entraram ap&oacute;s<\/u><\/strong>. E a&iacute;, veio um Parecer da AGU chamado JD-3. Esse parecer tem entendimento que a&#8230;., ele diz o seguinte: que a portaria 1104, a princ&iacute;pio, ela n&atilde;o teria uma motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e que, de fato, certamente n&atilde;o teria para aqueles que ingressaram ap&oacute;s a edi&ccedil;&atilde;o da portaria. <strong><u>E a&iacute;, a partir de&#8230;., logo depois, em 12 de fevereiro de 2004, n&oacute;s tivemos a decis&atilde;o do Ministro M&aacute;rcio para poder instaurar&#8230;, decidiu-se que realmente seria s&oacute; pra aqueles militares que ingressaram antes da edi&ccedil;&atilde;o da portaria 1104 e considerando que tinha alguns requerimentos naquela &eacute;poca que j&aacute; tinham sido deferidos pela Comiss&atilde;o e tiveram as suas portarias assinadas e publicadas, pra aqueles militares que tinham sido&#8230;, ingressaram ap&oacute;s a edi&ccedil;&atilde;o da Portaria ele resolveu abrir o procedimento de anula&ccedil;&atilde;o. E assim foi feito em 495 processos<\/u><\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>17 do 02<\/u><\/strong> seria uma consequ&ecirc;ncia, seria um despacho do Ministro da Justi&ccedil;a indeferindo requerimento de anistia de pra&ccedil;a que ingressaram no Servi&ccedil;o Militar ap&oacute;s a edi&ccedil;&atilde;o da Portaria 1104. Como consequ&ecirc;ncia dessa decis&atilde;o tamb&eacute;m tivemos o julgamento dos cabos que ingressaram ap&oacute;s a edi&ccedil;&atilde;o da Portaria na Comiss&atilde;o de Anistia. At&eacute; ent&atilde;o n&oacute;s v&iacute;nhamos somente agrupando. Foi um julgamento que ocorrido em 05 de maio de 2004, na &eacute;poca foram 3100 processos indeferidos numa sess&atilde;o s&oacute; e, residualmente, em sess&otilde;es posteriores outros casos que ficaram pra tr&aacute;s tamb&eacute;m foram indeferidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>Em 24 do 06 de 2004<\/u><\/strong>, julgamento da 6&ordf; Sess&atilde;o Ordin&aacute;ria da Terceira C&acirc;mara em indeferimento em bloco. A&iacute; &eacute; o que eu disse justamente sobre subsidiariamente os que ficaram. Esses requerimentos encontram-se no arquivo e n&atilde;o tiveram publica&ccedil;&atilde;o de portarias, simplesmente foram indeferidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>Em 31 do 10 de 2006<\/u><\/strong>, tivemos o despacho do ministro do TCU no sentido de n&atilde;o proceder ou evitar o pagamento do retroativo dos anistiados. Todos aqui j&aacute; sabem, o TCU veio sustando a motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dessa portaria e num sentido liminar orientou que o Minist&eacute;rio da Defesa n&atilde;o fizesse pagamento do retroativo, somente da presta&ccedil;&atilde;o mensal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora j&aacute; passo pra Claudia aqui sobre a refer&ecirc;ncia no Poder Judici&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\">Leia mais, clicando <a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/\u00c1UDIO_DEGRAVA\u00c7\u00c3O-Reuni\u00e3o-Tem\u00e1tica-\u2013-CABOS-DA-FAB-\u2013-da-Comiss\u00e3o-de-Anistia-no-dia-29.11.2007.pdf\"><strong>Aqui&#8230;<\/strong><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"49\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"32\" \/><\/a><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 11px;\"><span style=\"color: #333300;\">Postado por <b>Gilvan VANDERLEI<\/b><\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: #333300;\">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: #333300;\">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a> <\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reuni&atilde;o Tem&aacute;tica &ndash; CABOS DA FAB &ndash; da Comiss&atilde;o de Anistia, no dia 29.11.2007, Sala 404, Ed. Sede do Minist&eacute;rio de Estado da Justi&ccedil;a &nbsp; &Aacute;UDIO &#8211; DEGRAVA&Ccedil;&Atilde;O DAS FALAS Come&ccedil;a a reuni&atilde;o &#8211; Abertura &nbsp; In&iacute;cio da fala: 00:01:28 Dr. Paulo Abr&atilde;o &ndash; Presidente da Comiss&atilde;o de Anistia: De quem &eacute; esse celular a&iacute;? [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-21437","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2014"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21437","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21437"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21437\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21496,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21437\/revisions\/21496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21437"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21437"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21437"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}