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{"id":19345,"date":"2013-08-22T09:58:27","date_gmt":"2013-08-22T12:58:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=19345"},"modified":"2013-08-22T16:06:57","modified_gmt":"2013-08-22T19:06:57","slug":"juiz-federal-da-6a-varape-determina-a-reinclusao-na-folha-da-aeronautica-de-ex-cabo-que-teve-a-anistia-cancelada-pelo-gti-revisor-do-mjagu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2013\/08\/juiz-federal-da-6a-varape-determina-a-reinclusao-na-folha-da-aeronautica-de-ex-cabo-que-teve-a-anistia-cancelada-pelo-gti-revisor-do-mjagu\/","title":{"rendered":"Juiz Federal da 6\u00aa Vara\/PE determina a reinclus\u00e3o na folha da Aeron\u00e1utica de ex-Cabo que teve a anistia cancelada pelo GTI Revisor do MJ\/AGU"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/543324_2008911238739_1495237115_n355x460.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19346\" height=\"460\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/543324_2008911238739_1495237115_n355x460.jpg\" title=\"543324_2008911238739_1495237115_n355x460\" width=\"355\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/543324_2008911238739_1495237115_n355x460.jpg 355w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/543324_2008911238739_1495237115_n355x460-231x300.jpg 231w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/543324_2008911238739_1495237115_n355x460-347x450.jpg 347w\" sizes=\"auto, (max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><\/a><\/p>\n<div align=\"center\">\n<p><span style=\"color:#800000;\"><strong>Ju&iacute;z Federal Dr. H&eacute;lio Silvio Our&Eacute;m Campos, titular da 6&ordf; Vara\/JFPE<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De:<\/strong> Bruno Baptista [mailto:<a href=\"mailto:bruno@baptistaevasconcelos.com.br\">bruno@baptistaevasconcelos.com.br<\/a>]<br \/>\n\t\t<strong>Enviada em:<\/strong> quarta-feira, 21 de agosto de 2013 10:29<br \/>\n\t\t<strong>Para:<\/strong> &#39;gvlima@terra.com.br&#39;<br \/>\n\t\t<strong>Cc:<\/strong> &#39;Alexandre Vasconcelos&#39;<br \/>\n\t\t<strong>Assunto:<\/strong> Processo n&ordm; 0801501-52.2013.4.5.8300<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prezado Vanderlei,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A not&iacute;cia &eacute; muito boa: o Juiz da 6&ordf; Vara concedeu a antecipa&ccedil;&atilde;o da tutela pleiteada nos autos do <strong>Processo n&ordm; 0801501-52.2013.4.5.8300<\/strong> para <strong>restabelecer <\/strong>o pagamento da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica ao Autor <strong>JOS&Eacute; BENEDITO GUIMAR&Atilde;ES<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora devemos aguardar a intima&ccedil;&atilde;o da<strong> Uni&atilde;o<\/strong> para cumprir a decis&atilde;o e os procedimentos burocr&aacute;ticos <strong>para reinclus&atilde;o na folha da Aeron&aacute;utica<\/strong>, o que deve demorar de um a dois meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualquer d&uacute;vida, estamos &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abaixo segue o inteiro teor da decis&atilde;o, verbis:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PROCESSO N&ordm; 0801501-52.2013.4.05.8300<br \/>\n\t\tClasse: A&Ccedil;&Atilde;O ORDIN&Aacute;RIA<br \/>\n\t\tAUTOR:&nbsp;JOSE BENEDITO GUIMARAES<br \/>\n\t\tR&Eacute;: UNI&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>DECIS&Atilde;O<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. <\/strong>Trata-se de pedido de antecipa&ccedil;&atilde;o de tutela, em A&ccedil;&atilde;o Ordin&aacute;ria, em que se objetiva: a) a Justi&ccedil;a Gratuita; b) o<strong>restabelecido o pagamento da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada, relativa &agrave; anistia pol&iacute;tica reconhecido ao Autor, por meio da Portaria n&ordm; 176\/2004.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.<\/strong> Sustenta o Autor, em suma, que: a) ap&oacute;s regular processo administrativo, foi declarado anistiado pol&iacute;tico pela Comiss&atilde;o de Anistia, por meio da Portaria n.&ordm; 176\/2004, uma vez que fora incorporado &agrave; FAB&nbsp;<strong>antes<\/strong>&nbsp;de 12\/10\/1964, tendo sido licenciado por meio da Portaria n&ordm; 1.104\/GM3\/64; b) a Portaria n&ordm; 2.854\/2012 anulou a anistia pol&iacute;tica concedida ao autor, com a conseq&uuml;ente&nbsp;<strong>suspens&atilde;o do pagamento da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica<\/strong>; c) a anula&ccedil;&atilde;o da anistia em comento mostra-se arbitr&aacute;ria e ilegal, em face da decad&ecirc;ncia, prevista no art. 54 da Lei n&ordm; 9.784\/99, uma vez que ela fora concedida em 2004, h&aacute; mais de 5 anos da abertura do processo anulat&oacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. <\/strong>Inicial instru&iacute;da com procura&ccedil;&atilde;o e documentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4.<\/strong> Manifesta&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o sobre o pedido de antecipa&ccedil;&atilde;o da tutela, arg&uuml;indo, em s&iacute;ntese: a) a n&atilde;o ocorr&ecirc;ncia da decad&ecirc;ncia, tendo em vista o Parecer n&ordm; 106\/2010\/DECOR\/CGU\/AGU, de 15.12.2010 o entendimento de que a Nota n&ordm; AGU\/JD-1\/2006, de 07.02.2006, representou medida inequ&iacute;voca de impugna&ccedil;&atilde;o &agrave; validade das anistias decorrentes da Portaria n.&ordm; 1.104, a qual configura exerc&iacute;cio do direito de anular pela Administra&ccedil;&atilde;o e obsta, por conseguinte, a consuma&ccedil;&atilde;o do referido prazo decadencial; b) c<strong>onsiderando que a comprova&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia de motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica &eacute; requisito constitucional para a declara&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico, conclui-se que a S&uacute;mula Administrativa n&ordm; 2002.07.0003 da Comiss&atilde;o de Anistia\/MJ bem como as Portarias do MJ que resultaram na concess&atilde;o das anistias com fundamento exclusivo na Portaria n&deg; 1.104\/64 atentam diretamente contra a Constitui&ccedil;&atilde;o, sendo perp&eacute;tuo o direito &agrave; sua anula&ccedil;&atilde;o em sede administrativa.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&Eacute; O RELAT&Oacute;RIO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5. <\/strong>Resume-se o pleito antecipat&oacute;rio &agrave; declara&ccedil;&atilde;o de decad&ecirc;ncia, nos termos do art. 54 da Lei n&ordm; 9.784\/99, do ato de anula&ccedil;&atilde;o, consubstanciado na Portaria n&ordm; 2.854\/2012, da anistia pol&iacute;tica reconhecida ao Autor, por meio da Portaria n&ordm; 176\/2004, restabelecendo o pagamento mensal da referida<strong>&nbsp;repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6.<\/strong> A Lei n&ordm; 9.784\/99 prev&ecirc;, em seu art. 54, o prazo de 5 (cinco) anos para a Administra&ccedil;&atilde;o anular os seus atos de atos dos quais decorram efeitos favor&aacute;veis para os administrados de boa f&eacute;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7.<\/strong> No caso em tela, observa-se, dos documentos carreados aos Autos, que o Autor obteve (e vinha percebendo a repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&otilde;es mensais) a anistia pol&iacute;tica, em 29 de janeiro de 2004, por meio da Portaria n&ordm; 176\/2004, do Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, a qual foi anulada, por ato do mesmo Ministro de Estado, em novembro de 2012, consistente na Portaria n&ordm; 2.854\/2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>8.<\/strong> Diante disso, SMJ, entendo que, passados mais de 5 (cinco) anos do ato de concess&atilde;o da anistia em comento, decaiu o direito da Administra&ccedil;&atilde;o de anular o referido Ato, com base no art. 54 da Lei 9.784\/99.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>9.<\/strong> Essa &eacute; a orienta&ccedil;&atilde;o da Primeira Se&ccedil;&atilde;o do E. STJ, como se v&ecirc; dos seguintes Arestos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. ANISTIA. MILITAR. ABERTURA DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DE REVIS&Atilde;O DO ATO CONCESS&Oacute;RIO. EXERC&Iacute;CIO REGULAR DE DIREITO. <u>INEXIST&Ecirc;NCIA DO DIREITO L&Iacute;QUIDO E CERTO DE IMPEDIR A ATIVIDADE REVISORA<\/u>.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.&nbsp; &quot;<strong><u>A revis&atilde;o determinada pela Portaria Interministerial MJ\/AGU n. 134\/2011, por consubstanciar-se em simples fase de estudos acerca de eventuais irregularidades nas concess&otilde;es das anistias com base na Portaria n. 1.104\/GM3\/1964, n&atilde;o afeta a esfera individual de direito dos impetrantes<\/u><\/strong>. Incid&ecirc;ncia, por analogia, da S&uacute;mula 266\/STF.&quot; (MS 17.639\/ES, Ministra Eliana Calmon, Primeira Se&ccedil;&atilde;o, DJe de 05\/11\/2012).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. A reda&ccedil;&atilde;o do art. 53 da Lei n. 9.784\/1999 imp&otilde;e &agrave; administra&ccedil;&atilde;o o dever de rever seus pr&oacute;prios atos, pelo que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel cercear a leg&iacute;tima atividade administrativa revisora, mormente nas hip&oacute;teses &#8211; como a ora examinada &#8211; em que n&atilde;o existe um ato concreto capaz de causar efetiva les&atilde;o a direito adquirido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.&nbsp;<strong><u>O direito sujeito &agrave; decad&ecirc;ncia, por for&ccedil;a do que disp&otilde;e o art. 54 da Lei n. 9.784\/1999, &eacute; o de anula&ccedil;&atilde;o de atos dos quais decorram efeitos favor&aacute;veis para os administrados de boa f&eacute;<\/u><\/strong>, mas n&atilde;o o direito-dever de instaurar o procedimento administrativo de revis&atilde;o que, acaso obstado, impediria at&eacute; mesmo a eventual comprova&ccedil;&atilde;o da m&aacute;-f&eacute; a que se refere o mencionado artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. Agravo regimental a que se nega provimento.<strong>GRIFEI<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(AgRg no MS 18322\/DF.&nbsp;<strong>Primeira Se&ccedil;&atilde;o<\/strong>. Rel. Min. S&Eacute;RGIO KUKINA (1155). DJe 02\/08\/2013)<br \/>\n\t\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. ADMINISTRATIVO.&nbsp;<strong><u>PORTARIA QUE CONCEDEU ANISTIA POL&Iacute;TICA ANULADA, DE OF&Iacute;CIO, PELA ADMINISTRA&Ccedil;&Atilde;O, MAIS DE 5 ANOS AP&Oacute;S A SUA PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O. DECAD&Ecirc;NCIA. ART. 54 DA LEI 9.784\/99<\/u><\/strong>.&nbsp;<strong><u>ATOS PREPARAT&Oacute;RIOS N&Atilde;O S&Atilde;O APTOS A OBSTAR O PRAZO DECADENCIAL PARA O EXERC&Iacute;CIO DA AUTOTUTELA. NECESSIDADE DE IMPUGNA&Ccedil;&Atilde;O FORMAL E DIRETA &Agrave; VALIDADE DO ATO, FORMULADA POR AUTORIDADE COM PODER DE DECIS&Atilde;O SOBRE A ANULA&Ccedil;&Atilde;O DO ATO, ASSEGURADO AO INTERESSADO O EXERC&Iacute;CIO DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADIT&Oacute;RIO<\/u><\/strong>. PARECER MINISTERIAL PELA DENEGA&Ccedil;&Atilde;O DA ORDEM. ORDEM CONCEDIDA, NO ENTANTO.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.&nbsp;&nbsp; O direito l&iacute;quido e certo a que alude o art. 5&ordm;, LXIX da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal &eacute; aquele cuja exist&ecirc;ncia e delimita&ccedil;&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis de demonstra&ccedil;&atilde;o documental, n&atilde;o lhe turvando o conceito a sua complexidade ou densidade. Dessa forma, deve o impetrante demonstrar, j&aacute; com a peti&ccedil;&atilde;o inicial, no que consiste a ilegalidade ou a abusividade que pretende ver expungida e comprovar, de plano, os fatos ali suscitados, de modo que seja despicienda qualquer dila&ccedil;&atilde;o probat&oacute;ria, incab&iacute;vel no procedimento da a&ccedil;&atilde;o mandamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.&nbsp;&nbsp; Assim, o Mandado de Seguran&ccedil;a &eacute; meio processual adequado para verificar se a medida impugnativa da autoridade administrativa pode ser considerada interruptiva do prazo decadencial para o exerc&iacute;cio da autotutela, ainda que se tenha de examinar em profundidade a prova da sua ocorr&ecirc;ncia; o que n&atilde;o se admite, no tr&acirc;mite do pedido de seguran&ccedil;a, por&eacute;m, &eacute; que essa demonstra&ccedil;&atilde;o se d&ecirc; no curso do feito mandamental; mas se foi feita a demonstra&ccedil;&atilde;o documental e pr&eacute;via da ilegalidade ou do abuso, n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o jur&iacute;dica para n&atilde;o se dar curso ao pedido de seguran&ccedil;a e se decidi-lo segundo os c&acirc;nones do Direito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.&nbsp;&nbsp; &Eacute; li&ccedil;&atilde;o constante (e antiga) dos tratadistas de Direito Civil que o instituto da decad&ecirc;ncia serve ao prop&oacute;sito da pacifica&ccedil;&atilde;o social, da seguran&ccedil;a jur&iacute;dica e da justi&ccedil;a, por isso que&nbsp;<strong><u>somente em situa&ccedil;&otilde;es de absoluta excepcionalidade se admite a revis&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas sobre as quais o tempo j&aacute; estendeu o seu manto impenetr&aacute;vel<\/u><\/strong>; o Direito P&uacute;blico incorpora essa mesma orienta&ccedil;&atilde;o, com o fito de aquietar as rela&ccedil;&otilde;es do indiv&iacute;duo com o Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong><u>O art. 54 da Lei 9.784\/99 prev&ecirc; um prazo decadencial de 5 anos, a contar da data da vig&ecirc;ncia do ato administrativo viciado, para que a Administra&ccedil;&atilde;o anule os atos que gerem efeitos favor&aacute;veis aos seus destinat&aacute;rios. Ap&oacute;s o transcurso do referido prazo decadencial quinquenal sem que ocorra o desfazimento do ato, prevalece a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica em detrimento da legalidade da atua&ccedil;&atilde;o administrativa.<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5.&nbsp;&nbsp; Tratando-se de prazo decadencial, n&atilde;o h&aacute; que se falar em suspens&atilde;o ou interrup&ccedil;&atilde;o do prazo. Entretanto, a Lei 9.784\/99 adotou um crit&eacute;rio amplo para a configura&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio da autotutela, bastando uma medida de autoridade que implique impugna&ccedil;&atilde;o do ato (art. 54, &sect; 2o.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6.&nbsp;&nbsp; O art. 1&ordm;, &sect; 2&ordm;, III da mesma lei, define autoridade como sendo o servidor ou agente p&uacute;blico dotado de poder de decis&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7.&nbsp;&nbsp; Dessa forma,&nbsp;<strong><u>a impugna&ccedil;&atilde;o que se consubstancia como exerc&iacute;cio do dever de apurar os atos administrativos deve ser aquela realizada pela autoridade com poder de decidir sobre a anula&ccedil;&atilde;o do ato<\/u><\/strong>. Al&eacute;m disso, somente os procedimentos que importem impugna&ccedil;&atilde;o formal e direta &agrave; validade do ato, assegurando ao interessado o exerc&iacute;cio da ampla defesa e do contradit&oacute;rio, &eacute; que afastam a configura&ccedil;&atilde;o da in&eacute;rcia da Administra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8.&nbsp;&nbsp; O &sect; 2&ordm; do art. 54 da Lei 9.784\/99 deve ser interpretado em conson&acirc;ncia com a regra geral prevista no caput, sob pena de tornar in&oacute;cuo o limite temporal mitigador do poder-dever da Administra&ccedil;&atilde;o de anular seus atos, motivo pelo qual n&atilde;o se deve admitir que os atos preparat&oacute;rios para a instaura&ccedil;&atilde;o do processo de anula&ccedil;&atilde;o do ato administrativo sejam considerados como exerc&iacute;cio do direito de autotutela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9.&nbsp;&nbsp; In casu,&nbsp;<strong><u>imp&otilde;e-se reconhecer a ocorr&ecirc;ncia da decad&ecirc;ncia, j&aacute; que o impetrante &eacute; Anistiado Pol&iacute;tico, nos termos da Portaria 2.178, de 9.12.2003, do Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, e sem nenhuma explica&ccedil;&atilde;o ou justificativa para excepcionar a decad&ecirc;ncia ex ope temporis, a Administra&ccedil;&atilde;o tornou, de of&iacute;cio, insubsistente o dito ato, de sua pr&oacute;pria lavra, praticado h&aacute; mais de 5 anos (anistia pol&iacute;tica do impetrante), fazendo-o pela Portaria 1.947, de 4.10.2012, do Ministro de Estado da Justi&ccedil;a<\/u><\/strong>&nbsp;(ato coator).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10.&nbsp; Ordem concedida para reconhecer a ocorr&ecirc;ncia da decad&ecirc;ncia da Administra&ccedil;&atilde;o em anular a anistia concedida ao impetrante. <strong>GRIFEI <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(MS 19621\/DF.&nbsp;<strong>Primeira Se&ccedil;&atilde;o<\/strong>. Rel. Min. NAPOLE&Atilde;O NUNES MAIA FILHO (1133). DJe 02\/08\/2013)<br \/>\n\t\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ISSO POSTO<\/strong>, decido:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10.<\/strong>&nbsp;<strong>DEFIRO<\/strong>&nbsp;a antecipa&ccedil;&atilde;o da tutela jur&iacute;dica requerida para determinar &agrave; Uni&atilde;o o<strong>&nbsp;restabelecimento do pagamento da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em presta&ccedil;&atilde;o mensal, relativa &agrave; anistia pol&iacute;tica reconhecido ao Autor, por meio da Portaria n&ordm; 176\/2004<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11.<\/strong> Defiro ao Autor os Benef&iacute;cios da Justi&ccedil;a Gratuita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>12.<\/strong> Publique-se. Intimem-se. Cite-se o R&eacute;u.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recife\/PE, 20 de agosto de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dr. H&eacute;lio Silvio Our&eacute;m Campos<\/strong><br \/>\n\t\t<strong>Juiz Federal da 6&ordf; Vara-PE<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&uacute;mero do processo:&nbsp;<strong>0801501-52.2013.4.05.8300<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" style=\"width:100.0%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width:5.0%;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/Certifica\u00e7\u00e3o_Digital.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-19348\" height=\"64\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/Certifica\u00e7\u00e3o_Digital.gif\" title=\"Certifica\u00e7\u00e3o_Digital\" width=\"55\" \/><\/a><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width:80.0%;\">\n<p>Assinado eletronicamente. A Certifica&ccedil;&atilde;o Digital pertence a:<br \/>\n\t\t\t\t\t\t<strong>H&eacute;lio Silvio Our&eacute;m Campos<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/pje.jfpe.jus.br\/pje\/Processo\/ConsultaDocumento\/listView.seam\">https:\/\/pje.jfpe.jus.br\/pje\/Processo\/ConsultaDocumento\/listView.seam<\/a><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"right\"><strong>13082018131649100000000186265<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(*) Destaques e Negritos nossos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atenciosamente,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/BV22.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-19272\" height=\"131\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/BV22.jpg\" title=\"BV22\" width=\"360\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/BV22.jpg 360w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/BV22-300x109.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"49\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"32\" \/><\/a><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 11px;\"><span style=\"color: #333300;\">Postado por <b>Gilvan VANDERLEI<\/b><\/span><br \/>\n\t\t<span style=\"color: #333300;\">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t\t<span style=\"color: #333300;\">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ju&iacute;z Federal Dr. H&eacute;lio Silvio Our&Eacute;m Campos, titular da 6&ordf; Vara\/JFPE De: Bruno Baptista [mailto:bruno@baptistaevasconcelos.com.br] Enviada em: quarta-feira, 21 de agosto de 2013 10:29 Para: &#39;gvlima@terra.com.br&#39; Cc: &#39;Alexandre Vasconcelos&#39; Assunto: Processo n&ordm; 0801501-52.2013.4.5.8300 Prezado Vanderlei, A not&iacute;cia &eacute; muito boa: o Juiz da 6&ordf; Vara concedeu a antecipa&ccedil;&atilde;o da tutela pleiteada nos autos do Processo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-19345","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2013"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19345","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19345"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19345\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19354,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19345\/revisions\/19354"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}