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{"id":18048,"date":"2013-06-07T10:58:11","date_gmt":"2013-06-07T13:58:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=18048"},"modified":"2013-06-07T19:14:52","modified_gmt":"2013-06-07T22:14:52","slug":"no-stj-mais-duas-liminares-foram-concedidas-a-ex-cabos-da-fab","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2013\/06\/no-stj-mais-duas-liminares-foram-concedidas-a-ex-cabos-da-fab\/","title":{"rendered":"No STJ, mais duas liminares foram concedidas a ex-Cabos da FAB."},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Mauro_Campbell_Marques_x_Benedito_Gon\u00e7alves2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18049\" height=\"280\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Mauro_Campbell_Marques_x_Benedito_Gon\u00e7alves2.jpg\" title=\"Mauro_Campbell_Marques_x_Benedito_Gon\u00e7alves2\" width=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Mauro_Campbell_Marques_x_Benedito_Gon\u00e7alves2.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Mauro_Campbell_Marques_x_Benedito_Gon\u00e7alves2-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color:#800000;\">Ministros Mauro Campbell Marques e Benedito Gon&ccedil;alves (STJ)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De:<\/strong> alexandre@baptistaevasconcelos.com.br<br \/>\n\t<strong>Enviada em:<\/strong> sexta-feira, 7 de junho de 2013 10:51<br \/>\n\t<strong>Para:<\/strong> &#39;gvlima@terra.com.br&#39;<br \/>\n\t<span style=\"color:#800000;\"><strong>Assunto:<\/strong> Liminares Favor&aacute;veis<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vanderlei,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, mais duas liminares foram concedidas, respectivamente, pelos senhores Ministros <strong>MAURO CAMPBELL MARQUES e BENEDITO GON&Ccedil;ALVES <\/strong>nos autos dos <strong>MS 201213\/DF<\/strong> e <strong>MS 20.215\/DF<\/strong> tendo como Autores Rinaldo Francisco de Oliveira e Rosemberg Gomes da Silva .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira abaixo as decis&otilde;es monocr&aacute;ticas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>(1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A N&ordm; 20.213 &#8211; DF (2013\/0172007-3)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RELATOR : <strong>MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES<\/strong><br \/>\n\tIMPETRANTE : <strong>RINALDO FRANCISCO DE OLIVEIRA<\/strong><br \/>\n\tADVOGADO :<strong> ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS<\/strong><strong> E OUTRO(S)<\/strong><br \/>\n\tIMPETRADO : <strong>MINISTRO DE ESTADO DA JUSTI&Ccedil;A<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EMENTA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. ANISTIA POL&Iacute;TICA. MILITAR. PEDIDO LIMINAR. PORTARIA DO MINISTRO DA JUSTI&Ccedil;A QUE ANULOU O ATO QUE RECONHECEU A CONDI&Ccedil;&Atilde;O DE ANISTIADO POL&Iacute;TICO DO IMPETRANTE. COGNI&Ccedil;&Atilde;O SUM&Aacute;RIA. PRESEN&Ccedil;A DOS REQUISITOS AUTORIZADORES. DEFERIMENTO DO PEDIDO LIMINAR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DECIS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de mandado de seguran&ccedil;a, com pedido liminar, impetrado por Rinaldo Francisco de Oliveira contra ato do Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, especificamente a Portaria 1.508\/2013 do Ministro de Justi&ccedil;a que anulou o ato que reconheceu a condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico do impetrante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relata que foi declarado anistiado pol&iacute;tico pela Portaria 2.027\/2003 do Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, na qual foi concedida repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de car&aacute;ter indenizat&oacute;rio, em presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada, com fundamento na Lei 10.559\/2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aduz que o Ministro de Estado da Justi&ccedil;a e do Advogado-Geral da Uni&atilde;o, editaram a Portaria Interministerial 134\/2011, que instaurou procedimento preliminar de revis&atilde;o das portarias concessivas de anistia pol&iacute;tica de militares fundadas em afastamentos motivados pela Portaria 1.104-GM3\/1964 da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alega, em s&iacute;ntese, que ocorreu a decad&ecirc;ncia do prazo para a Administra&ccedil;&atilde;o rever o ato anistiador em raz&atilde;o do transcurso do prazo de cinco anos entre a concess&atilde;o da anistia e a edi&ccedil;&atilde;o do ato coator impugnado no presente mandado de seguran&ccedil;a, bem como a absoluta boa-f&eacute; do impetrante ao apresentar a declara&ccedil;&atilde;o de perseguido pol&iacute;tico, nos termos dos art. 53 e 54 da Lei 9.784\/99.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assevera que a nota AGU\/JD\/1-2006 n&atilde;o interrompeu o prazo decadencial para a revis&atilde;o do ato administrativo, pois n&atilde;o pode ser considerada medida impugnativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Defende a presen&ccedil;a dos requisitos autorizadores da concess&atilde;o do pedido liminar, especificamente o <strong>fumus boni iuris <\/strong>e do <strong>periculum in mora.<\/strong> Requer a concess&atilde;o da liminar para suspender os efeitos do ato impugnado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; o relat&oacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em se tratando de a&ccedil;&atilde;o constitucional de mandado de seguran&ccedil;a, a medida liminar depende do atendimento aos requisitos do inciso III do art. 7&ordm; da Lei 12.016\/2009, ou seja, se h&aacute; relev&acirc;ncia no fundamento invocado e se do ato impugnado pode resultar a inefic&aacute;cia da medida, caso seja deferida apenas ao final, o que implica apreciar o <strong>fumus boni juris <\/strong>e o <strong>periculum in mora.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso examinado, ainda que em cogni&ccedil;&atilde;o sum&aacute;ria, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que existe plausibilidade do direito invocado no tocante &agrave; tese de decad&ecirc;ncia administrativa da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica para instaurar a revis&atilde;o do ato que reconheceu o impetrante como anistiado pol&iacute;tico, nos termos da Lei 9.874\/99.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, os seguintes precedentes desta Corte Superior:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&quot;ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. ANISTIADO POL&Iacute;TICO. PRESTA&Ccedil;&Atilde;O MENSAL, PERMANENTE E CONTINUADA. REVIS&Atilde;O DO ATO DE CONCESS&Atilde;O. PODER DE AUTOTUTELA ADMINISTRATIVA. ART. 54, CAPUT E &sect; 2&ordm;, DA LEI N.&ordm; 9.74\/99. DECAD&Ecirc;NCIA. TRANSCURSO DE LAPSO TEMPORAL SUPERIOR AO QUINQU&Iacute;DIO LEGAL.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. O art. 54, da Lei 9.784\/99, ao disciplinar o processo administrativo, estabeleceu o prazo de cinco anos para que pudesse a Administra&ccedil;&atilde;o revogar os seus atos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. A despeito de a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica estar adstrita &agrave; observ&acirc;ncia do princ&iacute;pio da legalidade, por for&ccedil;a do art. 37, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, deve o poder p&uacute;blico observar outros princ&iacute;pios, notadamente o da seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, corol&aacute;rio do Estado Democr&aacute;tico de Direito, previsto no art. 1&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Precedente: (MS 9112\/DF, Rel. Ministra ELIANA CALMON, CORTE ESPECIAL, DJ 14\/11\/2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. A antiga jurisprud&ecirc;ncia do Supremo Tribunal Federal firmava o entendimento de que os atos administrativos inv&aacute;lidos poderiam ser revistos pela autoridade administrativa em nome do princ&iacute;pio da legalidade, ao fundamento de que os atos eivados de v&iacute;cios n&atilde;o poderiam produzir efeitos. Nessa linha de racioc&iacute;nio &eacute; que foram editadas as S&uacute;mulas 346 e 473, do STF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. Com a edi&ccedil;&atilde;o da Lei n.&ordm; 9.784\/99, a jurisprud&ecirc;ncia passou a reconhecer que a invalida&ccedil;&atilde;o dos atos administrativos sujeita-se a prazo decadencial, por aplica&ccedil;&atilde;o expressa do art. 54, que assim disp&otilde;e:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Art. 54. O direito da Administra&ccedil;&atilde;o de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favor&aacute;veis para os destinat&aacute;rios decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada m&aacute;-f&eacute;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&sect; 1o No caso de efeitos patrimoniais cont&iacute;nuos, o prazo de decad&ecirc;ncia contar-se-&aacute; da percep&ccedil;&atilde;o do primeiro pagamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&sect; 2o Considera-se exerc&iacute;cio do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugna&ccedil;&atilde;o &agrave; validade do ato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. &Eacute; que a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, como subprinc&iacute;pio do Estado de Direito, assume valor &iacute;mpar no sistema jur&iacute;dico, cabendo-lhe papel diferenciado na realiza&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria id&eacute;ia de justi&ccedil;a material.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. <strong>In casu<\/strong>, a quest&atilde;o central reside no transcurso do prazo decadencial para a pr&aacute;tica da Portaria n.&ordm; 523\/2009, que pretende anular ato da Portaria n.&ordm; 1.336\/2004, consubstanciado no reconhecimento do impetrante como anistiado pol&iacute;tico e, consequentemente, ao pagamento de presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada em substitui&ccedil;&atilde;o &agrave; aposentadoria excepcional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. O primeiro pagamento da presta&ccedil;&atilde;o mensal a que se pretende anular ocorreu em 02 de julho de 2004 (cf. doc. 07 &#8211; fl. 26) e a Portaria n&ordm; 523-MJ foi publicada no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o em 24 de mar&ccedil;o de 2010, ou seja, ap&oacute;s o quinqu&ecirc;nio legal para a administra&ccedil;&atilde;o rever seus pr&oacute;prios atos, previsto no artigo 54, da Lei 9.784\/99, o que pode-se concluir pela consuma&ccedil;&atilde;o da decad&ecirc;ncia administrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. Mandado de seguran&ccedil;a concedido.&quot;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(MS 15.330\/DF, 1&ordf; Se&ccedil;&atilde;o, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 17.12.2010)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&quot;MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. MILITAR ANISTIADO. INSTAURA&Ccedil;&Atilde;O DE PROCESSO DE REVIS&Atilde;O. DECAD&Ecirc;NCIA. ARTIGO 54 DA LEI N&ordm; 9.784\/99. ORDEM CONCEDIDA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. &quot;O direito da Administra&ccedil;&atilde;o de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favor&aacute;veis para os destinat&aacute;rios decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada m&aacute;-f&eacute;.&quot; e &quot;Considera-se exerc&iacute;cio do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugna&ccedil;&atilde;o &agrave; validade do ato.&quot; (artigo 54, caput, e par&aacute;grafo 2&ordm;, da Lei n&ordm; 9.784\/99).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Instaurado o processo de revis&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico ap&oacute;s decorridos mais de sete anos da sua concess&atilde;o e quase seis anos de recebimento da presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada, resta consumado o prazo decadencial de que cuida o artigo 54 da Lei n&ordm; 9.784\/99.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Conquanto se admita que o controle externo, oriundo dos Poderes Legislativo e Judici&aacute;rio, n&atilde;o esteja sujeito a prazo de caducidade, o controle interno o est&aacute;, n&atilde;o tendo outra fun&ccedil;&atilde;o o artigo 54 da Lei n&ordm; 9.784\/99 que n&atilde;o a de impedir o exerc&iacute;cio abusivo da autotutela administrativa, em detrimento da seguran&ccedil;a jur&iacute;dica nas rela&ccedil;&otilde;es entre o Poder P&uacute;blico e os administrados de boa-f&eacute;, raz&atilde;o pela qual n&atilde;o poderia a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, ela mesma, rever o ato de anistia concedida h&aacute; mais de cinco anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. Ordem concedida.&quot;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(MS 15.346\/DF, 1&ordf; Se&ccedil;&atilde;o, Rel. Min. Hamilton Carvalhido, DJe de 3.12.2010)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, em raz&atilde;o da anula&ccedil;&atilde;o da portaria anistiadora e, consequentemente, a suspens&atilde;o dos pagamentos mensais relacionados &agrave; repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, resta evidente o preju&iacute;zo &agrave; pr&oacute;pria subsist&ecirc;ncia, o que autoriza o reconhecimento da presen&ccedil;a do <strong>periculum in mora.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, DEFIRO o pedido liminar para suspender os efeitos da Portaria 1.508\/2013 o Ministro de Justi&ccedil;a, a fim de determinar que a Autoridade Coatora se abstenha de praticar qualquer ato que importe na suspens&atilde;o dos efeitos financeiros decorrentes da anistia pol&iacute;tica concedida ao impetrante, at&eacute; o final julgamento do presente mandado de seguran&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notifique-se a autoridade impetrada, nos moldes exigidos pelo inciso I do art. 7&ordm; da Lei 12.016\/2009, para que sejam prestadas as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias, no prazo de dez (10) dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D&ecirc;-se tamb&eacute;m ci&ecirc;ncia do feito ao &oacute;rg&atilde;o de representa&ccedil;&atilde;o judicial da pessoa jur&iacute;dica interessada, para que, querendo, integre a lide, nos termos do art. 7&ordm;, II, da Lei 12.016\/09.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap&oacute;s, d&ecirc;-se vista dos autos ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Publique-se. Intime-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bras&iacute;lia (DF), 05 de junho de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES<\/strong><br \/>\n\tRelator<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>(2)&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A N&ordm; 20.215 &#8211; DF (2013\/0172059-1)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RELATOR : <strong>MINISTRO BENEDITO GON&Ccedil;ALVES<\/strong><br \/>\n\tIMPETRANTE :<strong> ROSEMBERG GOMES DA SILVA<\/strong><br \/>\n\tADVOGADO :<strong> ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS<\/strong> <strong>E OUTRO(S)<\/strong><br \/>\n\tIMPETRADO : <strong>MINISTRO DE ESTADO DA JUSTI&Ccedil;A<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EMENTA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. REQUERIMENTO PARA CONCESS&Atilde;O DE LIMINAR EM MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. ANULA&Ccedil;&Atilde;O DA PORTARIA CONCESSIVA DA ANISTIA POL&Iacute;TICA. ALEGA&Ccedil;&Atilde;O DE DECAD&Ecirc;NCIA. POSICIONAMENTO DA PRIMEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O. FUMA&Ccedil;A DO BOM DIREITO E PERIGO DA DEMORA EVIDENCIADOS. DEFERIMENTO DO PLEITO.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DECIS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de mandado de seguran&ccedil;a com pedido para concess&atilde;o de medida liminar <strong>inaldita altera pars <\/strong>impetrado por Rosemberg Gomes da Silva contra ato do Sr. Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, consubstanciado na anula&ccedil;&atilde;o da Portaria que reconhecera o impetrante como anistiado pol&iacute;tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O impetrante sustenta que, &agrave; toda evid&ecirc;ncia, decaiu o direito de a Administra&ccedil;&atilde;o rever o ato o qual concedeu a anistia, pois se passaram mais de 5 (cinco) anos entre a concess&atilde;o do indigitado benef&iacute;cio e abertura do processo revisional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da&iacute; a presente impetra&ccedil;&atilde;o, na qual o impetrante pleiteia a concess&atilde;o de medida liminar, a fim de que sejam restabelecidos os efeitos decorrentes do reconhecimento da sua condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outrossim, pugna pela convalida&ccedil;&atilde;o definitiva do provimento prec&aacute;rio na ocasi&atilde;o do julgamento do m&eacute;rito da presente impetra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; o relat&oacute;rio. Decido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos termos do art. 7&ordm;, III, da Lei n. 12.016\/2009, a concess&atilde;o de medida liminar em mandado de seguran&ccedil;a requer a presen&ccedil;a, concomitante, de dois pressupostos autorizadores: (a) a relev&acirc;ncia dos argumentos da impetra&ccedil;&atilde;o (fuma&ccedil;a do bom direito) e (b) que o ato impugnado possa resultar a inefic&aacute;cia da ordem judicial, caso seja concedida ao final (perigo da demora).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma an&aacute;lise perfunct&oacute;ria, vislumbra-se a presen&ccedil;a dos requisitos que autorizam o deferimento da liminar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na assentada do dia 10\/4\/2013, a Primeira Se&ccedil;&atilde;o, no julgamento do MS 18.606\/DF, MS 18.642\/DF, MS 18.682\/DF e MS 18.728\/DF, outorgou a seguran&ccedil;a por considerar que decaiu o direito de a Administra&ccedil;&atilde;o rever as Portarias concessivas da anistia, outrora conferidas com base na Portaria 1.1104-GM3\/1964. Dessarte, exsurge a fuma&ccedil;a do bom direito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, &eacute; extreme de d&uacute;vida que foi anulada a Portaria que concedera a anistia pol&iacute;tica, o que, de forma consect&aacute;ria, certamente acarretou a suspens&atilde;o do pagamento da presta&ccedil;&atilde;o mensal, permanente e continuada. Deveras, a suspens&atilde;o do indigitado benef&iacute;cio (de natureza salarial) atenta contra a pr&oacute;pria subsist&ecirc;ncia do impetrante. Por isso, est&aacute; presente o perigo da demora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante do exposto, defiro o pedido liminar, a fim de que imediatamente sejam estabelecidos todos os efeitos decorrentes da Portaria concessiva da anistia, at&eacute; o julgamento do m&eacute;rito do presente<strong> writ of mandamus.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comunique-se com urg&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notifique-se a autoridade coatora para prestar as informa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cumpra-se o artigo 7&ordm;, II, da Lei n. 12.016\/2009, enviando c&oacute;pia na peti&ccedil;&atilde;o inicial, sem documentos, ao representante judicial da entidade interessada (Advocacia-Geral da Uni&atilde;o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap&oacute;s, d&ecirc;-se vista dos autos ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Publique-se. Intimem-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bras&iacute;lia (DF), 04 de junho de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ministro BENEDITO GON&Ccedil;ALVES<\/strong><br \/>\n\tRelator<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Assinatura_Dr_Alexandre_Vasconcelos-350x87.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-17527\" height=\"84\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Assinatura_Dr_Alexandre_Vasconcelos-350x87.jpg\" title=\"Assinatura_Dr_Alexandre_Vasconcelos-350x87\" width=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Assinatura_Dr_Alexandre_Vasconcelos-350x87.jpg 350w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Assinatura_Dr_Alexandre_Vasconcelos-350x87-300x72.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"48\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\" title=\"gvlima15_jpg\" width=\"32\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: #333300;\">Postado por Gilvan Vanderlei<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: #333300;\">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: #333300;\">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ministros Mauro Campbell Marques e Benedito Gon&ccedil;alves (STJ) &nbsp; &nbsp; De: alexandre@baptistaevasconcelos.com.br Enviada em: sexta-feira, 7 de junho de 2013 10:51 Para: &#39;gvlima@terra.com.br&#39; Assunto: Liminares Favor&aacute;veis Vanderlei, No Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, mais duas liminares foram concedidas, respectivamente, pelos senhores Ministros MAURO CAMPBELL MARQUES e BENEDITO GON&Ccedil;ALVES nos autos dos MS 201213\/DF e MS 20.215\/DF [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-18048","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2013"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18048","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18048"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18048\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18051,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18048\/revisions\/18051"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18048"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18048"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}