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{"id":16776,"date":"2013-04-01T10:36:23","date_gmt":"2013-04-01T13:36:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=16776"},"modified":"2013-04-01T18:16:45","modified_gmt":"2013-04-01T21:16:45","slug":"conflitos-entre-advogado-e-cliente-quando-o-aliado-se-torna-rival","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2013\/04\/conflitos-entre-advogado-e-cliente-quando-o-aliado-se-torna-rival\/","title":{"rendered":"Conflitos entre advogado e cliente: quando o aliado se torna rival"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nancy-andrighi-400x268.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16777\" height=\"268\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nancy-andrighi-400x268.jpg\" title=\"nancy-andrighi-400x268\" width=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nancy-andrighi-400x268.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nancy-andrighi-400x268-300x201.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Ministra Nancy Andrighi (STJ)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:10px;\">31\/03\/2013&nbsp;&#8211; 08h00<br \/>\n\t<strong>ESPECIAL<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-size: 16px;\"><strong>Conflitos entre advogado e cliente: quando o aliado se torna rival<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela&ccedil;&atilde;o contratual entre advogado e cliente tende a ser pac&iacute;fica e cordial, j&aacute; que ambos t&ecirc;m interesses comuns envolvidos. Contudo, nem sempre &eacute; assim. Quando a confian&ccedil;a rec&iacute;proca entre esses dois personagens fica abalada, devido &agrave; falha de um deles, podem surgir conflitos e at&eacute; mesmo novas a&ccedil;&otilde;es judiciais. Veja nesta mat&eacute;ria alguns casos que chegaram ao Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De modo geral, as obriga&ccedil;&otilde;es do advogado consistem em defender o cliente em ju&iacute;zo e orient&aacute;-lo com conselhos profissionais. Em contrapartida, este deve recompensar o profissional (exceto o defensor p&uacute;blico) com remunera&ccedil;&atilde;o compat&iacute;vel com o trabalho e o valor econ&ocirc;mico da causa; muitas vezes, independentemente do &ecirc;xito no processo.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As rela&ccedil;&otilde;es contratuais entre clientes e advogados s&atilde;o regidas pelo Estatuto da Advocacia, institu&iacute;do pela Lei 8.906\/94.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Boa-f&eacute; objetiva<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a <strong>ministra Nancy Andrighi<\/strong>, da Terceira Turma do STJ, para que a rela&ccedil;&atilde;o entre advogado e cliente n&atilde;o seja fonte de preju&iacute;zo ou decep&ccedil;&atilde;o para um deles, a boa-f&eacute; objetiva deve ser adotada como regra de conduta, pois tem a fun&ccedil;&atilde;o de criar deveres laterais ou acess&oacute;rios, que servem para integrar o contrato naquilo em que for omisso.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m disso, &ldquo;<strong>&eacute; poss&iacute;vel utilizar o primado da boa-f&eacute; objetiva na acep&ccedil;&atilde;o de limitar a pretens&atilde;o dos contratantes quando prejudicial a uma das partes<\/strong>&rdquo;, acrescenta (Recurso Especial 830.526).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Obriga&ccedil;&atilde;o de meio&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Luis Felipe Salom&atilde;o considera que a obriga&ccedil;&atilde;o assumida pelo advogado, em regra, n&atilde;o &eacute; de resultado, mas de meio, &ldquo;<strong>uma vez que, ao patrocinar a causa, obriga-se a conduzi-la com toda a dilig&ecirc;ncia, n&atilde;o se lhe impondo o dever de entregar um resultado certo<\/strong>&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mar&ccedil;o de 2012, a Quarta Turma discutiu a possibilidade de condena&ccedil;&atilde;o de advogado ao pagamento de indeniza&ccedil;&atilde;o por dano moral ao cliente, em raz&atilde;o de ter perdido o prazo para interpor recurso especial.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso julgado, o advogado foi contratado para interpor recurso em demanda anterior (relativa ao reconhecimento de uni&atilde;o est&aacute;vel), mas perdeu o prazo. Na a&ccedil;&atilde;o de indeniza&ccedil;&atilde;o, a cliente afirmou que a falha do profissional lhe trouxe preju&iacute;zos materiais e ofendeu sua honra.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Neglig&ecirc;ncia&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ju&iacute;zo de primeiro grau julgou o pedido improcedente. Entretanto, o Tribunal de Justi&ccedil;a do Rio de Janeiro reformou a senten&ccedil;a para conceder &agrave; autora o direito de receber a repara&ccedil;&atilde;o pelos danos materiais, correspondente aos valores pagos ao advogado. Em seu entendimento, o profissional agiu com neglig&ecirc;ncia, mas n&atilde;o ofendeu a dignidade da cliente.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Salom&atilde;o, relator do recurso especial, &eacute; dif&iacute;cil prever um v&iacute;nculo claro entre a neglig&ecirc;ncia do profissional e a diminui&ccedil;&atilde;o patrimonial do cliente. &ldquo;<strong>O que est&aacute; em jogo, no processo judicial de conhecimento, s&atilde;o apenas chances e incertezas que devem ser aclaradas em ju&iacute;zo de cogni&ccedil;&atilde;o<\/strong>&rdquo;, mencionou.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso quer dizer que, ainda que o advogado atue de forma diligente, o sucesso no processo judicial n&atilde;o depende s&oacute; dele, mas tamb&eacute;m de fatores que est&atilde;o fora do seu controle.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Perda da chance&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto, Salom&atilde;o mencionou a teoria da perda de uma chance, que busca responsabilizar o agente que causou a perda da possibilidade de se buscar posi&ccedil;&atilde;o mais vantajosa &ndash; que muito provavelmente seria alcan&ccedil;ada, se n&atilde;o fosse pelo ato il&iacute;cito praticado.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o ministro, no caso de responsabilidade do advogado por conduta considerada negligente, e diante da incerteza do sucesso, a demanda que invoca a teoria da perda da chance deve ser solucionada a partir de uma an&aacute;lise criteriosa das reais possibilidades de &ecirc;xito do cliente, eventualmente perdidas por culpa do profissional.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ele, o fato de o advogado ter perdido o prazo para contestar ou interpor recurso n&atilde;o resulta na sua autom&aacute;tica responsabiliza&ccedil;&atilde;o civil com base na teoria da perda de uma chance, como na hip&oacute;tese. A Turma negou provimento ao recurso especial (REsp 993.936).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Aproveitamento indevido&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ocorre les&atilde;o quando um advogado, aproveitando-se da situa&ccedil;&atilde;o de desespero da parte, firma contrato no qual fixa remunera&ccedil;&atilde;o<strong> ad exitum<\/strong>&nbsp;(quando o pagamento s&oacute; &eacute; feito se a decis&atilde;o for favor&aacute;vel &agrave; parte contratante) em 50% do ganho econ&ocirc;mico da causa. Com esse entendimento, a Terceira Turma do STJ reduziu para 30% os honor&aacute;rios fixados em a&ccedil;&atilde;o que buscava o pagamento de pens&atilde;o por morte.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a vit&oacute;ria na a&ccedil;&atilde;o, a autora recebeu R$ 962 mil l&iacute;quidos. Desse montante, pagou R$ 395 mil (41%) aos dois advogados contratados, que j&aacute; tinham levantado R$ 102 mil de honor&aacute;rios de sucumb&ecirc;ncia.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descontentes com a porcentagem de 51% da causa (inclu&iacute;dos os honor&aacute;rios de sucumb&ecirc;ncia), os advogados decidiram ingressar em ju&iacute;zo para receber mais R$ 101 mil da cliente, pois, segundo eles, o valor pago n&atilde;o era compat&iacute;vel com o contrato. Em contrapartida, a autora moveu uma a&ccedil;&atilde;o contra ambos.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ju&iacute;zo de primeiro grau n&atilde;o deu raz&atilde;o &agrave; cliente. Para o magistrado, o contrato foi firmado de forma livre e consciente, &ldquo;<strong>no pleno exerc&iacute;cio da sua autonomia privada<\/strong>&rdquo;. Na apela&ccedil;&atilde;o, o Tribunal de Justi&ccedil;a do Distrito Federal (TJDF) afirmou que os contratos de servi&ccedil;os advocat&iacute;cios s&atilde;o amparados pelo C&oacute;digo de Defesa do Consumidor (CDC) e possuem cl&aacute;usulas livremente pactuadas pelas partes.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>CDC&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contrariando a decis&atilde;o do TJDF, a ministra Nancy Andrighi, que proferiu o voto vencedor, afirmou que a jurisprud&ecirc;ncia do STJ &eacute; pac&iacute;fica no sentido de que o CDC n&atilde;o pode ser aplicado &agrave; regula&ccedil;&atilde;o de contratos de servi&ccedil;os advocat&iacute;cios. &ldquo;<strong>A causa dever&aacute; ser julgada com base nos dispositivos do C&oacute;digo Civil<\/strong>&rdquo;, disse.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap&oacute;s verificar as peculiaridades do caso, como a baixa instru&ccedil;&atilde;o da cliente, a sua condi&ccedil;&atilde;o de necessidade econ&ocirc;mica no momento da contrata&ccedil;&atilde;o e o alto valor do cr&eacute;dito, ela chegou &agrave; conclus&atilde;o de que os advogados agiram de forma abusiva. Eles propuseram o contrato a uma pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de inferioridade, cobrando honor&aacute;rios no percentual m&aacute;ximo permitido pelo C&oacute;digo de &Eacute;tica e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;<strong>H&aacute; claro exagero na fixa&ccedil;&atilde;o dos honor&aacute;rios e, portanto, tamb&eacute;m o requisito objetivo da les&atilde;o se encontra presente<\/strong>&rdquo;, afirmou. Com base no artigo 187 do CC, Andrghi entendeu que, ainda que seja direito dos advogados, em princ&iacute;pio, celebrar um contrato&nbsp;<strong>quota litis&nbsp;<\/strong>no percentual de 50%, no caso espec&iacute;fico houve abuso desse direito (REsp 1.155.200).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Danos morais&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mar&ccedil;o de 2013, a Terceira Turma do STJ julgou o recurso de um advogado, condenado a pagar indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais ao cliente, porque teria mentido para ele e para a OAB.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O profissional foi contratado para propor a&ccedil;&atilde;o na qual se buscava o pagamento de diferen&ccedil;as salariais. Ap&oacute;s quase 20 anos, ao ser procurado pelo cliente, afirmou que n&atilde;o tinha patrocinado nenhuma demanda judicial em nome do autor. Al&eacute;m disso, perante a OAB, negou o recebimento da procura&ccedil;&atilde;o e o ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, a nova advogada contratada descobriu que a a&ccedil;&atilde;o havia sido efetivamente ajuizada, processada e julgada improcedente, perdendo inclusive nos recursos interpostos para os tribunais superiores.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Mentira&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante disso, o cliente moveu a&ccedil;&atilde;o indenizat&oacute;ria por danos morais, em raz&atilde;o da humilha&ccedil;&atilde;o e do desgosto causados pela mentira do advogado. Condenado a pagar R$ 15 mil de indeniza&ccedil;&atilde;o, o advogado recorreu ao STJ, sustentando a prescri&ccedil;&atilde;o quinquenal, al&eacute;m da improced&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o, porque, segundo ele, n&atilde;o havia prova do dano suportado pelo cliente e do nexo de causalidade.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Ministro-Sidnei-Beneti-400x268.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16778\" height=\"268\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Ministro-Sidnei-Beneti-400x268.jpg\" title=\"Ministro Sidnei Beneti-400x268\" width=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Ministro-Sidnei-Beneti-400x268.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Ministro-Sidnei-Beneti-400x268-300x201.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Ministro Sidnei Beneti (STJ)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o <strong>ministro Sidnei Beneti<\/strong>, relator do recurso especial, como na hip&oacute;tese o dano moral tem car&aacute;ter de indeniza&ccedil;&atilde;o, de repara&ccedil;&atilde;o de danos, deve ser aplicado o prazo de prescri&ccedil;&atilde;o vinten&aacute;ria.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quest&atilde;o f&aacute;tica, o ministro afirmou que as conclus&otilde;es das inst&acirc;ncias ordin&aacute;rias n&atilde;o poderiam ser alteradas pelo STJ, conforme orienta a S&uacute;mula 7 do Tribunal. A Turma manteve a decis&atilde;o do tribunal de segunda inst&acirc;ncia (REsp 1.228.104).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>V&iacute;nculo empregat&iacute;cio&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em alguns casos, o advogado &eacute; submetido &agrave; rela&ccedil;&atilde;o de emprego. Muitos profissionais s&atilde;o vinculados a empresas. Mesmo nesses casos, a Quarta Turma entende que n&atilde;o h&aacute; submiss&atilde;o do advogado ao poder diretivo do empregador e este, por consequ&ecirc;ncia, n&atilde;o se responsabiliza pelas ofensas feitas pelo profissional em ju&iacute;zo.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;<strong>O advogado, ainda que submetido &agrave; rela&ccedil;&atilde;o de emprego, deve agir em conformidade com a sua consci&ecirc;ncia profissional e dentro dos par&acirc;metros t&eacute;cnicos e &eacute;ticos que o regem<\/strong>&rdquo;, afirmou o ministro Luis Felipe Salom&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o desembargador Rui Stoco, &ldquo;<strong>embora o advogado esteja representando quem o contratou e constituiu e fale em ju&iacute;zo em nome da parte, a responsabilidade por eventual abuso ou excesso de linguagem &eacute; sua e n&atilde;o do cliente<\/strong>&rdquo; (Tratado de Responsabilidade Civil).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Ofensa&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso julgado pela Quarta Turma, um juiz moveu a&ccedil;&atilde;o contra o Banco do Estado do Esp&iacute;rito Santo, alegando ter sido v&iacute;tima de abuso e viol&ecirc;ncia pela conduta de um seguran&ccedil;a da institui&ccedil;&atilde;o, quando tentou entrar numa ag&ecirc;ncia. Segundo ele, ao apresentar a defesa, o advogado do banco o ofendeu e o acusou de ter abusado de sua autoridade.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O magistrado moveu nova a&ccedil;&atilde;o contra o banco. Em primeira inst&acirc;ncia, este foi condenado a pagar ao autor indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais, fixada em dez vezes o valor dos vencimentos brutos que ele recebia como juiz de direito. Contudo, o Tribunal de Justi&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo (TJES) reformou a senten&ccedil;a, pois reconheceu a ilegitimidade da institui&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria para responder pelos atos do advogado.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/0ministro-stj-luis-felipe-salomao-400x268.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16780\" height=\"268\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/0ministro-stj-luis-felipe-salomao-400x268.jpg\" title=\"0ministro-stj-luis-felipe-salomao-400x268\" width=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/0ministro-stj-luis-felipe-salomao-400x268.jpg 400w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/0ministro-stj-luis-felipe-salomao-400x268-300x201.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Ministro Luis Felipe Salom&atilde;o<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No STJ, o <strong>ministro Luis Felipe Salom&atilde;o<\/strong>, relator do recurso especial, votou pelo afastamento da ilegitimidade do banco, reconhecida pelo TJES. &ldquo;<strong>Na hip&oacute;tese em que o advogado defende os interesses de seu empregador, ambos respondem solidariamente pelos atos praticados pelo caus&iacute;dico, cabendo, conforme o caso, a&ccedil;&atilde;o de regresso<\/strong>&rdquo;, afirmou.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color:#800000;\"><strong>Diverg&ecirc;ncia&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Ministro-0-Fernando-Goncalves.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16779\" height=\"300\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Ministro-0-Fernando-Goncalves.jpg\" title=\"Ministro 0 Fernando Goncalves\" width=\"200\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>Ministro Fernando Gon&ccedil;alves (STJ)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, o<strong> ministro Fernando Gon&ccedil;alves<\/strong> divergiu do entendimento do relator e seu voto foi acompanhado pela maioria dos ministros. Ele citou precedente do STJ, segundo o qual, &ldquo;<strong>a imunidade profissional garantida ao advogado pelo Estatuto da Advocacia n&atilde;o alberga os excessos cometidos pelo profissional em afronta &agrave; honra de qualquer das pessoas envolvidas no processo<\/strong>&rdquo; (REsp 357.418).&nbsp;<\/p>\n<p>Gon&ccedil;alves mencionou que, para o relator, a tese do precedente citado s&oacute; valeria para atos praticados por advogado em defesa de um cliente da advocacia liberal, n&atilde;o se referindo &agrave;quele que atua com v&iacute;nculo empregat&iacute;cio.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;<strong>Mesmo em se tratando de advogado empregado da institui&ccedil;&atilde;o financeira, sua responsabilidade por eventuais ofensas atribu&iacute;das em ju&iacute;zo h&aacute; de ser pessoal, n&atilde;o se cogitando de preposi&ccedil;&atilde;o apta a ensejar a responsabilidade do empregador<\/strong>&rdquo;, concluiu (REsp 983.430).<\/p>\n<p>A not&iacute;cia acima refere-se aos seguintes processos:<\/p>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20830526\" target=\"janela_processos\">REsp 830526<\/a><\/strong><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20993936\" target=\"janela_processos\">REsp 993936<\/a><\/strong><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%201155200\" target=\"janela_processos\">REsp 1155200<\/a><\/strong><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%201228104\" target=\"janela_processos\">REsp 1228104<\/a><\/strong><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20983430\" target=\"janela_processos\">REsp 983430<\/a><\/strong><\/div>\n<p><span style=\"font-size:10px;\">(*) Negritos e Destaques nossos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:10px;\">Fonte:&nbsp; <a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=109073&amp;utm_source=agencia&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=pushsco\">STJ\/Not&iacute;cias<\/a><\/span><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"48\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\" title=\"gvlima15_jpg\" width=\"32\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Postado por Gilvan Vanderlei<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ministra Nancy Andrighi (STJ) 31\/03\/2013&nbsp;&#8211; 08h00 ESPECIAL Conflitos entre advogado e cliente: quando o aliado se torna rival A rela&ccedil;&atilde;o contratual entre advogado e cliente tende a ser pac&iacute;fica e cordial, j&aacute; que ambos t&ecirc;m interesses comuns envolvidos. Contudo, nem sempre &eacute; assim. Quando a confian&ccedil;a rec&iacute;proca entre esses dois personagens fica abalada, devido &agrave; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-16776","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2013"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16776"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16776\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16783,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16776\/revisions\/16783"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}