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{"id":16744,"date":"2013-03-29T22:52:29","date_gmt":"2013-03-30T01:52:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=16744"},"modified":"2013-03-30T10:12:59","modified_gmt":"2013-03-30T13:12:59","slug":"muito-se-fala-sobre-a-confissao-da-uniao-nos-casos-de-anistias-dos-ex-militares-da-fab-o-que-devemos-saber-e-requerer-nos-litigios-contra-a-uniao-sobre-confissao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2013\/03\/muito-se-fala-sobre-a-confissao-da-uniao-nos-casos-de-anistias-dos-ex-militares-da-fab-o-que-devemos-saber-e-requerer-nos-litigios-contra-a-uniao-sobre-confissao\/","title":{"rendered":"Muito se fala sobre a \u201cConfiss\u00e3o\u201d da UNI\u00c3O nos casos de anistias dos ex-militares da FAB&#8230; O que devemos saber e requerer nos lit\u00edgios contra a Uni\u00e3o sobre \u201cConfiss\u00e3o\u201d expressa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\" http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/confiss\u00e3o-1001x601.jpg\" rel=\"lightbox\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" height=\"260\" src=\" http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/confiss\u00e3o-390x260.jpg\" title=\"Clique sobre a imagem para ampliar.\" width=\"390\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:18px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\"><strong>Confiss&atilde;o (da UNI&Atilde;O) no processo civil<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:9px;\"><strong><a href=\"http:\/\/jus.com.br\/revista\/autor\/andre-wagner-melgaco-reis\" title=\"Acesse o perfil desse autor\">Andr&eacute; Wagner Melga&ccedil;o Reis<\/a><\/strong> | <strong><a href=\"http:\/\/jus.com.br\/revista\/autor\/fabricio-muniz-sabage\" title=\"Acesse o perfil desse autor\">Fabr&iacute;cio Muniz Sabage<\/a><\/strong><\/span><br \/>\n\t<span style=\"font-size:9px;\">Elaborado em <abbr title=\"2000-04-01T00:00:00+0000\">04\/2000.<\/abbr><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SUM&Aacute;RIO:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I INTRODU&Ccedil;&Atilde;O; 1 &ndash; ORIGEM HIST&Oacute;RICA; 2 &ndash; CONCEITO; II DESENVOLVIMENTO; 1 &ndash; DISTIN&Ccedil;&Atilde;O DE CONFISS&Atilde;O E REN&Uacute;NCIA AO DIREITO DE A&Ccedil;&Atilde;O; 2 &ndash; DISTIN&Ccedil;&Atilde;O DE CONFISS&Atilde;O E RECONHECIMENTO JUR&Iacute;DICO DO PEDIDO; 3 &ndash; ELEMENTOS DA CONFISS&Atilde;O; 3.1 &ndash; ELEMENTO OBJETIVO; 3.2 &ndash; ELEMENTO SUBJETIVO; 3.3 &ndash; ELEMENTO INTENCIONAL; 4 &ndash; REQUISITOS DA CONFISS&Atilde;O; 5 &ndash; ESP&Eacute;CIES DE CONFISS&Atilde;O; 5.1 &ndash; CONFISS&Atilde;O JUDICIAL; 5.1.1 &ndash; Confiss&atilde;o Judicial real; 5.1.2 &ndash; Confiss&atilde;o judicial ficta; 5.1.3 &ndash; Momento da confiss&atilde;o judicial; 5.2 &ndash; CONFISS&Atilde;O EXTRAJUDICIAL; 5.3 &ndash; RESUMO DAS ESP&Eacute;CIES DE CONFISS&Atilde;O; 6 &ndash; FORMA DA CONFISS&Atilde;O; 6.1 &ndash; FORMA DA CONFISS&Atilde;O JUDICIAL; 6.2 &ndash; FORMA DA CONFISS&Atilde;O EXTRAJUDICIAL; 7 &ndash; EFEITOS DA CONFISS&Atilde;O; 7.1 &ndash; EFEITOS DA CONFISS&Atilde;O NO LITISCONS&Oacute;RCIO; 8 &ndash; CONFISS&Atilde;O E DIREITOS INDISPON&Iacute;VEIS; 9 &ndash; INDIVISIBILIDADE DA CONFISS&Atilde;O; 10 &ndash; IRRETRATABILIDADE DA CONFISS&Atilde;O; 11 &ndash; REVOGA&Ccedil;&Atilde;O DA CONFISS&Atilde;O; III CONCLUS&Atilde;O; CONFISS&Atilde;O;<\/p>\n<div align=\"center\">\n<hr align=\"center\" size=\"2\" width=\"100%\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I INTRODU&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 &#8211; ORIGEM HIST&Oacute;RICA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confiss&atilde;o de que trata ordenamento jur&iacute;dico brasileiro tem suas ra&iacute;zes no Direito Romano Cl&aacute;ssico. Ocorria, a confiss&atilde;o (confessio in iudicio), quando o r&eacute;u, levado &agrave; presen&ccedil;a do pretor pelo autor, confessava o pedido, sendo que o processo n&atilde;o chegava a se instaurar para o julgamento da actio pelo judex, valendo a confiss&atilde;o, admitida pelo pretor, como t&iacute;tulo para ter lugar a execu&ccedil;&atilde;o contra o r&eacute;u, que condenara a si mesmo : &quot;confessus pro iudicato est, qui quodammodo sua sententia damnatur, assim afirmou Paulo (Dig. 42, 2, 1.)&quot;<sup>[1]<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa constru&ccedil;&atilde;o, pertinente ao per&iacute;odo da separa&ccedil;&atilde;o do processo em duas fases, in iure e apud iudicem do ordo iudiciorum privatorum, e que desapareceu na &eacute;poca imperial da cognitio extraordinem, veio, n&atilde;o obstante, atrav&eacute;s das vicissitudes por que passou o direito processual, a partir da queda do Imp&eacute;rio Romano conseq&uuml;ente &agrave; invas&atilde;o dos b&aacute;rbaros, a projetar-se no direito processual civil alem&atilde;o contempor&acirc;neo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wetzell, ao ordenar em sistema os princ&iacute;pios esparsos sobre o processo comum, que afloravam na vasta e desordenada obra dos autores alem&atilde;es da primeira metade do s&eacute;culo XIX, estabeleceu n&iacute;tida defini&ccedil;&atilde;o de confiss&atilde;o (confessio in iudicio), como sendo aquela que diz respeito apenas aos fatos sobre que se funda a pretens&atilde;o, n&atilde;o se confundindo com o reconhecimento pelo r&eacute;u da pretens&atilde;o (confessio in iure). A confiss&atilde;o (confessio in iudicio) tem por efeito excluir a necessidade de prova do fato confessado. Assim, de par com a confiss&atilde;o judicial (confessio in iudicio), regulada pelo &sect; 288 (Gestandnis), que estabelece a desnecessidade de serem provados os fatos alegados por uma parte quando sejam confessados pela parte contr&aacute;ria, no curso do debate oral da causa perante o Tribunal. Vale ressaltar que a confiss&atilde;o (confessio in iudicio), n&atilde;o exime o juiz de proferir senten&ccedil;a de m&eacute;rito, decidindo a lide de acordo com o direito e com as provas, bem como n&atilde;o vincula o seu pronunciamento em favor da parte beneficiada com a confiss&atilde;o. A admiss&atilde;o da verdade do fato alegado n&atilde;o importa em submiss&atilde;o &agrave; pretens&atilde;o exercitada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 &#8211; CONCEITO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lide &eacute; qualificada por um conflito inter-subjetivo de interesses protegidos pela ordem jur&iacute;dica. Esse conflito deriva do fato de duas ou mais pessoas manifestarem interesse por um bem ou uma utilidade da vida, sem que uma ou mais delas renuncie a essa pretens&atilde;o. O que justifica, pois, de modo geral, a presen&ccedil;a das pessoas em ju&iacute;zo &eacute; a exist&ecirc;ncia de um antagonismo entre os seus interesses, al&eacute;m de esse conflito ser solucionado pelo Poder Judici&aacute;rio em nome da pacifica&ccedil;&atilde;o. Das rela&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com frequ&ecirc;ncia, os pedidos formulados pelas partes decorrem de fatos, que s&atilde;o acontecimentos do mundo sens&iacute;vel, capazes de produzir repercuss&atilde;o na ordem, jur&iacute;dica. A exist&ecirc;ncia desses fatos deve ser comprovada pela parte que os alegou, segundo a distribui&ccedil;&atilde;o legal do correspondente &ocirc;nus (CPC, art. 333, caput, I e II).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia em determinados casos, uma das partes acaba admitindo como verdadeiro um fato contr&aacute;rio ao seu interesse externado na causa e favor&aacute;vel ao advers&aacute;rio : com isso, estar&aacute; configurada a <strong>confiss&atilde;o<\/strong>, &agrave; luz do art. 348 do CPC. A regra contida neste dispositivo legal, ali&aacute;s, foi inspirada na li&ccedil;&atilde;o de Chiovenda, para quem &quot;confiss&atilde;o &eacute; a declara&ccedil;&atilde;o, por uma parte, da verdade dos fatos afirmados pelo advers&aacute;rio e contr&aacute;rios ao confitente&quot;(2). No mesmo sentido s&atilde;o v&aacute;lidos os ensinamentos de Jo&atilde;o Monteiro, citado por Humberto Theodoro J&uacute;nior : &quot; confiss&atilde;o &eacute; a declara&ccedil;&atilde;o, judicial ou extrajudicial, provocada ou espont&acirc;nea, em que um dos litigantes, capaz e com animo de se obrigar, faz da verdade, integral ou parcial, dos fatos alegad0os pela parte cont&aacute;ria, como fundamentais da a&ccedil;&atilde;o ou da defesa&quot;(3) Em rigor, contudo, esse conceito de Chiovenda n&atilde;o se ajusta &agrave; denomada ficta confessio, em que, n&atilde;o h&aacute; declara&ccedil;&atilde;o da parte, sen&atilde;o que, ao contr&aacute;rio, um sil&ecirc;ncio, do qual se extrai a presun&ccedil;&atilde;o de aceita&ccedil;&atilde;o dos fatos narrados pelo advers&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a parte confessar, os fatos deixam de ser controvertidos e, por esse motivo, n&atilde;o necessitam ser objeto de prova ( CPC, art 334, II) &ndash; precisamente porque a confiss&atilde;o j&aacute; &eacute; um meio de prova. Essa particularidade da confiss&atilde;o faz com que a doutrina a ela se referisse como a &quot;a rainha das provas&quot; ( regina probationum; probatio probatissima) e a proclamar que n&atilde;o existe maior prova do que a confiss&atilde;o pela pr&oacute;pria boca (nula est maior probatio quam proprio ore confessio), pois confessar em ju&iacute;zo &eacute; o mesmo que se condenar (confessus in iure pro condemnato habitur). Por&eacute;m, esta concep&ccedil;&atilde;o, que considera confiss&atilde;o a pr&oacute;pria condena&ccedil;&atilde;o, deve ser vista com ressalvas em face do poder discricion&aacute;rio e livre convencimento do juiz. Devemos repisar, entretanto, a observa&ccedil;&atilde;o de que a confiss&atilde;o ser&aacute; inadmiss&iacute;vel quando tiver como objeto fatos relativos a direitos dispon&iacute;veis (CPC, art. 320, II e 351), como se d&aacute; nas a&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o de paternidade, de guarda, educa&ccedil;&atilde;o e alimentos dos filhos etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme escreveram Nelson Nery J&uacute;nior e Rosa Maria Nery, a confiss&atilde;o, como meio de prova, &quot;tem natureza de neg&oacute;cio unilateral, n&atilde;o recept&iacute;cio, processual ou n&atilde;o, conforme seja realizada fora do processo ou n&atilde;o.&quot;(4)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confiss&atilde;o fict&iacute;cia (assim como qualquer outra), entrementes, n&atilde;o &eacute; &quot;pena&quot;, a despeito de assim ser considerada por quase toda a doutrina e pela pr&oacute;pria lei (CPC, art. 342, &sect; 2&ordm;). Ora, como afirmamos em outras linhas, a pena pressup&otilde;e o inadimplemento de uma obriga&ccedil;&atilde;o &ndash; e o que a parte tem, apenas, &eacute; o dever de comparecer em ju&iacute;zo e de responder ao que lhe foi indagado (CPC, art. 340, I). A palavra pena (do latim poena) designa, no plano do direito, qualquer tipo de &quot;imposi&ccedil;&atilde;o, de castigo ou de afli&ccedil;&atilde;o, a que se submete a pessoa por qualquer esp&eacute;cie da falta cometida&quot;<sup>4<\/sup>. S&oacute; podemos cogitar de &quot;pena&quot;, portanto, em tema de confiss&atilde;o, se tomarmos o voc&aacute;bulo como sin&ocirc;nimo de &quot;consequ&ecirc;ncia&quot;: a parte deve vir a ju&iacute;zo para prestar depoimento pessoal, sob consequ&ecirc;ncia de serem presumidos verdadeiros os fatos alegados pela parte contr&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale lembrar que a confiss&atilde;o &eacute; apenas um meio de prova, que, como os demais, se presta a formar a convic&ccedil;&atilde;o do julgador em torno dos fatos controvertidos na causa. Por isso, um fato pode vir a ser demonstrado inveraz, ou mesmo pode o juiz desconsiderar a confiss&atilde;o, se entender inveross&iacute;mil o fato confessado. Ademais, pelo princ&iacute;pio do livre convencimento motivado, nada obsta que o julgador afaste, na senten&ccedil;a, a confiss&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo a confiss&atilde;o um meio probat&oacute;rio, n&atilde;o deve ser entendida al&eacute;m dessa limita&ccedil;&atilde;o, pois, caso contr&aacute;rio, se abriria perigosa brecha para colus&atilde;o, permitindo que processos fraudulentos fossem iniciados com um &uacute;nico intuito de, atrav&eacute;s da confiss&atilde;o, obstar ao julgador a possibilidade de amplamente perquirir os elementos da causa, como por exemplo, se a parte confessasse d&iacute;vida inexistente apenas para, judicialmente, transferir seus bens a outrem, em preju&iacute;zo &agrave; seus verdadeiros credores.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<hr align=\"center\" size=\"2\" width=\"100%\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II DESENVOLVIMENTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 &#8211; DISTIN&Ccedil;&Atilde;O DE CONFISS&Atilde;O E REN&Uacute;NCIA AO DIREITO DE A&Ccedil;&Atilde;O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ren&uacute;ncia ao direito em que se funda a a&ccedil;&atilde;o, mencionada no art. 269, V, difere da confiss&atilde;o. &Eacute; um ato que s&oacute; pode ser praticado de acordo com a produ&ccedil;&atilde;o processual, ou seja, pelo autor, enquanto qualquer das partes podem confessar, independentemente do p&oacute;lo processual que assuma. Tamb&eacute;m &eacute; ato de disposi&ccedil;&atilde;o, e por isso vincula o juiz, ou seja, se o autor renuncia ao direito, n&atilde;o cabe ao magistrado desconhecer o ato, pois, representando disposi&ccedil;&atilde;o de direito, a natural consequencia &eacute; a homologa&ccedil;&atilde;o pelo juiz; j&aacute; a confiss&atilde;o n&atilde;o &eacute; ato de disposi&ccedil;&atilde;o, mas declara&ccedil;&atilde;o de ciencia de que o fato &eacute; ver&iacute;dico, e, por isso, n&atilde;o tem efeito vinculante. Al&eacute;m disso, a ren&uacute;ncia, alcan&ccedil;a as consequencias jur&iacute;dicas do fato, enquanto na confiss&atilde;o h&aacute; a admiss&atilde;o apenas da veracidade do fato, cabedo ao juiz determminar as consequencias que do fato resultam, podendo, ali&aacute;s, julgar favoravelmente ao confitente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 &#8211; DISTIN&Ccedil;&Atilde;O DE CONFISS&Atilde;O E RECONHECIMENTO JUR&Iacute;DICO DO PEDIDO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confiss&atilde;o n&atilde;o se confunde com o reconhecimento jur&iacute;dico do pedido, de que fala o art. 269, II, CPC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o as seguintes as principais diferen&ccedil;as :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A &ndash; Somente a confiss&atilde;o &eacute; meio de prova; o reconhecimento jur&iacute;dico do pedido &eacute; uma ren&uacute;cia &agrave; resist&ecirc;ncia oferecida &agrave; pretens&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B &ndash; Apenas a confiss&atilde;o pode ser t&aacute;cita; o reconhecimento do pedido h&aacute; de ser sempre expresso. Em outras palavras, enquanto o reconhecimento &eacute; sempre intencional, por refletir a manifesta&ccedil;&atilde;o volitiva da parte, a confiss&atilde;o pode ser inadivertida, pois nem sempre ser&aacute; produto da vontade do confitente, como na ficta confessio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C &ndash; O reconhecimento do pedido &eacute; ato exclusivo do r&eacute;u; j&aacute; a confiss&atilde;o pode ser feita tanto pelo autor quanto pelo r&eacute;u.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D &ndash; S&oacute; o reconhecimento jur&iacute;dico do pedido &eacute; causa de extin&ccedil;a&atilde;o do processo ( CPC, art. 269, II); a confiss&atilde;o, como meio de prova, deve ser codsiderada na oportunidade do proferimento da senten&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E &ndash; O objeto da confiss&atilde;o s&atilde;o os fatos; o do reconhecimento, o direito invocado pela parte contr&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">F &ndash; A confiss&atilde;o nem sempre faz com que o confitente fique vencido na demanda, ao passo que o reconhecimento jur&iacute;dico do pedido, em regra, conduz a uma solu&ccedil;&atilde;o do conflito em favor da outra parte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 &#8211; ELEMENTOS DA CONFISS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos identificar na confiss&atilde;o, segundo o magist&eacute;rio de Arruda Alvim, tr&ecirc;s elementos, que se encontram intimamente interligados, a saber : A &ndash; elemento objetivo ( que diz respeito ao seu objeto); B &ndash; elemento subjetivo (que diz respeito ao seu sujeito); C &ndash; elemento intencional ( que refere-se &agrave; inten&ccedil;&atilde;o)(6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.1 &ndash; Elemento objetivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objeto da confiss&atilde;o s&atilde;o os fatos desfavor&aacute;veis ao confitente e favor&aacute;veis ao advers&aacute;rio. &Eacute; &oacute;bvio que esses fatos devem Ter sido alegados pela parte e ser, al&eacute;m de relevantes, pertinentes &agrave; causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Moacyr Amaral Santos indica as seguintes condi&ccedil;&otilde;es para que o fato possa ser confessado : (7)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 &ndash; Que seja pr&oacute;pria e pessoal do confitente; desse modo, se o fato disser respeito &agrave; terceiro, o seu reconhecimento pela parte n&atilde;o poder&aacute; valer como confiss&atilde;o, mas como testemunho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 &ndash; Que seja favor&aacute;vel &agrave; parte que o envoca e desfavor&aacute;vel ao confitente, a siguinificar com isso que a confiss&atilde;o prejudicar&aacute;, apenas, o confitente e n&atilde;o os terceiros ou os compartes (no caso de litiscons&oacute;rtes &ndash; CPC, art. 350), pois os litiscons&oacute;rtes s&atilde;o considerados, em suas rela&ccedil;&otilde;es com a parte contr&aacute;ria, como litigantes distintos, motivo por que, em princ&iacute;pio, os atos e omiss&otilde;es de um n&atilde;o prejudicar&atilde;o nem beneficiar&atilde;o os outros ( CPC, art. 48).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 &ndash; Que o fato seja suscet&iacute;vel de ren&uacute;ncia. A confiss&atilde;o s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel se os fatos se referirem &agrave; direito a que o confitente poderia renunciar ou sobre ele transigir, porquanto a confiss&atilde;o incidente em direitos indispon&iacute;veis &eacute; ineficaz ( CPC, art. 351).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 &ndash; Que o fato seja de tal natureza que a sua prova n&atilde;o exija forma especial. Em determinados casos a lei exige que a prova do fato ou do ato seja especial, como acontece com os pactos antenupciais : o art. 134, I, CC, afirma ser da subst&acirc;ncia do ato a escritura p&uacute;blica. Vale Lembrar a regra escrita no art. 366 do CPC, segundo aqual, quando a lei impuser, como da subst&acirc;ncia do ato, o instrumento p&uacute;blico, nenhuma outra prova, por mais especial que seja, poder&aacute; suprir-lhe a falta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.2 &ndash; Elemento subjetivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto de refer&ecirc;ncia aqui n&atilde;o &eacute; o fato confessado, mas a pessoa do confitente, de quem se requer possuir capacidade e legitima&ccedil;&atilde;o. Capacidade, porque se h&aacute; de verificar se ele &eacute; capaz; sendo incapaz, a doutrina divide-se quanto a possibilidade de haver confiss&atilde;o. Embora a confiss&atilde;o constitua ato da pr&oacute;pria parte, a lei consente que seja efetuada por interm&eacute;dio de mandat&aacute;rio, desde que dotada de poderes espec&iacute;ficos para isso ( CPC, art. 349, &sect; &uacute;nico). Tamb&eacute;m o advogado poder&aacute; confessar em nome de seu constituinte, bastando que da procura&ccedil;&atilde;o conste o necess&aacute;rio poder ( CPC, art. 38).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.3 &ndash; Elemento intencional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O elemento intencional &eacute; aquele leva a parte a confessar, ou seja, a consci&ecirc;ncia do que faz, livre de pretens&otilde;es ileg&iacute;timas e de equ&iacute;voco tipific&aacute;vel como v&iacute;cio ( de ato jur&iacute;dico). Entretanto, se houver confiss&atilde;o maculada pelo erro, pela coa&ccedil;&atilde;o ou pelo dolo, esta poder&aacute; ser anulada (art. 352, I), enqunto pendente o processo, ou, se transitada em julgado a senten&ccedil;a de m&eacute;rito, nela fundada, poder&aacute; ensejar direito &agrave; a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria (arts. 352, II e 485, VIII).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vem afirmando a doutrina, de maneira praticamente pac&iacute;fica, que a confiss&atilde;o pressup&otilde;e a vontade de o confitente reconhecer como veradeiros os fatos contr&aacute;rios ao seu interesse e favor&aacute;veis ao advers&acute;rio, de tal arte que nesse ato volitivo se assentaria o animus confitendi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 &ndash; REQUISITOS DA CONFISS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os requisitos da confiss&atilde;o nada mais seriam do que os elementos da confiss&atilde;o, por&eacute;m tratados de maneira mais sucinta e objetiva)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como a confiss&atilde;o importa verdadeira ren&uacute;ncia de direitos (os poss&iacute;veis direitos envolvidos na rela&ccedil;&atilde;o litigiosa), s&oacute; as pessoas maiores e capazes podem confessar. E, assim mesmo, apenas quando a causa versar sobre direitos dispon&iacute;veis ou quando o ato n&atilde;o for daqueles cuja efic&aacute;cia jur&iacute;dica reclama forma solene.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destarte, podem-se arrolar os seguintes requisitos para a efic&aacute;cia da confiss&atilde;o, segundo Humberto Theodoro J&uacute;nior(8)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I &ndash; capacidade plena do confitente; os representantes legais de incapazes nunca podem confessar por eles;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">II &ndash; inexigibilidade de forma especial para a validade do ato jur&iacute;dico confessado (n&atilde;o se pode confessar um casamento sem demonstrar que ele se realizou com as solenidades legais; ou a aquisi&ccedil;&atilde;o da propriedade imobili&aacute;ria sem a transcri&ccedil;&atilde;o no Registro de Im&oacute;veis);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">III &ndash; disponibilidade do direito relacionado com o fato confessado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 &#8211; ESP&Eacute;CIES DE CONFISS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o lecionado por Jos&eacute; Carlos Barbosa Moreira(9), a confiss&atilde;o pode ser judicial ou extrajudicial (art. 348, 2&ordf; parte).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5.1 &#8211; Confiss&atilde;o judicial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confiss&atilde;o judicial (obtida dentro do processo, como meio de prova) pode ser real ou ficta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5.1.1 &#8211; Confiss&atilde;o judicial real<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <u>confiss&atilde;o real<\/u> &eacute; aquela surgida por manifesta&ccedil;&atilde;o da vontade do confitente. Ela subdivide-se em :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a- E<u>spont&acirc;nea<\/u>, quando requerida pelo confitente, sendo admiss&iacute;vel a qualquer tempo e podendo ser feita pela pr&oacute;pria parte, pessoalmente, ou por procurador investido de poderes especiais (arts. 38 e 349, par&aacute;grafo &uacute;nico); deve ser reduzida a termos nos autos (art. 349, caput, 2<sup>&ordf;<\/sup> parte). De modo geral, &eacute; feita por meio de peti&ccedil;&atilde;o, da&iacute; por que tamb&eacute;m &eacute; denominada confiss&atilde;o por peti&ccedil;&atilde;o. &Eacute; preciso entender, por&eacute;m, que essa peti&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se restringe &agrave; forma escrita (conquanto esta seja a mais frequente), pois peti&ccedil;&atilde;o significa o ato de pedir &ndash; e isso pode ser realizado sob a forma oral, em audi&ecirc;ncia. Nessa modalidade de confiss&atilde;o o elemento intencional est&aacute; presente, pois o ato de reconhecer um fato contr&aacute;rio ao seu interesse e favor&aacute;vel ao advers&aacute;rio decorre da vontade do confitente. Logo, essa confiss&atilde;o &eacute; sempre expressa. Estabelece o art. 348 do CPC que a confiss&atilde;o espont&acirc;nea, desde que requerida pela parte, constar&aacute; de termo que ser&aacute; juntado aos autos. Entretanto, nada impede que essa confiss&atilde;o conste da pr&oacute;pria ata da audi&ecirc;ncia. A prud&ecirc;ncia sugere que o juiz procure saber as raz&otilde;es pelas quais a parte confessou de modo volunt&aacute;rio. Afinal, se a parte, em seu articulado (peti&ccedil;&atilde;o inicial ou resposta), impugnou os fatos alegados pelo advers&aacute;rio, &eacute; no m&iacute;nimo sensato buscar saber por que motivo ela agora aceita, com espontaneidade, como verdadeiros esses mesmos fatos essa preocupa&ccedil;&atilde;o, em que o juiz procure saber as raz&otilde;es conducentes a essa confiss&atilde;o, prende-se &agrave; particularidade de que esse ato da parte pode ser sintom&aacute;tico de eventual concluio com a parte contr&aacute;ria, com o objetivo de prejudicar terceiros ou de fraudar a lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b <u>Provocada<\/u>, quando obtida mediante interrogat&oacute;rio da parte, em seu depoimento pessoal (art. 349, caput), na audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o e julgamento ou noutra especialmente designada para tom&aacute;-lo. Segundo o sistema do CPC, &eacute; a que se origina do depoimento pessoal do litigante. Aqui n&atilde;o h&aacute; a inten&ccedil;&atilde;o, a vontade da parte em confessar; a sua confiss&atilde;o &eacute; provocada por meio de perguntas que lhe s&atilde;o formuladas pelo juiz, pela parte contr&aacute;ria, pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Trata-se, por outro lado, de confiss&atilde;o expressa porquanto foi manifestada pelo depoente. Muitas vezes o juiz, por for&ccedil;a de sua experi&ecirc;ncia ou natural habilidade, ao formular perguntas &agrave;s partes, acaba fazendo com que estas admitam, ainda que de maneira inadvertida, acidental, como verdadeiro um fato contr&aacute;rio aos seus interesses e favor&aacute;vel ao advers&aacute;rio, configurando com isso, a confiss&atilde;o provocada. Pouco importa, para isso, que a pergunta tenha sido formulada pela parte contr&aacute;ria, pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico ou por iniciativa do pr&oacute;prio juiz; o que conta, para que a confiss&atilde;o se caracterize, &eacute; o fato de a parte acabar expedendo uma declara&ccedil;&atilde;o que se coloca em antagonismo com a que formulara na inicial ou na contesta&ccedil;&atilde;o, e, acima de tudo, em harmonia com o que foi afirmado pelo advers&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5.1.2 &#8211; Confiss&atilde;o judicial ficta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <u>confiss&atilde;o ficta<\/u> &eacute; aquela que resulta, como san&ccedil;&atilde;o, da recusa da parte cujo depoimento foi requerido, a comparecer ou a depor. &quot;Consiste numa consequ&ecirc;ncia jur&iacute;dica de &ocirc;nus processual n&atilde;o cumprido. Se a parte, regularmente intimada ao depoimento pessoal, deixa de comparecer ou se furta &agrave;s perguntas, aplica-se-lhe a consequ&ecirc;ncia da presun&ccedil;&atilde;o de confiss&atilde;o, admitindo-se como verdadeiros os fatos, a respeito dos quais esta deveria depor. Admite-se, evidentemente, a contraprova.&quot; (10)Nessa modalidade de confiss&atilde;o n&atilde;o existe o elemento intencional, ou seja, vontade de a parte confessar, nem mesmo qualquer manifesta&ccedil;&atilde;o desta capaz de permitir a conclus&atilde;o de que aceitou os fatos alegados pelo advers&aacute;rio. &Eacute;, portanto, uma confiss&atilde;o sem palavras (t&aacute;cita), que decorre de tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. aus&ecirc;ncia injustificada da parte &agrave; audi&ecirc;ncia em que deveria prestar depoimento pessoal;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.recusa, sem justificativa legal, em responder &agrave;s perguntas que lhe s&atilde;o formuladas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.fazer uso de desculpas ardilosas, ao responder &agrave;s perguntas (arts. 343, par&aacute;grafo 2<sup>&ordf;<\/sup>, e 345, CPC).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se nota, no primeiro caso, a confiss&atilde;o ocorre sem depoimento pessoal, j&aacute; nos dois &uacute;ltimos, a confiss&atilde;o ocorre sem depoimento pessoal. Mister se faz afirmar novamente que em todas essas situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o existe a inten&ccedil;&atilde;o de confessar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5.1.3 &#8211; Momento da confiss&atilde;o judicial(11)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) <u>espont&acirc;nea:<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a)a qualquer tempo: desde que assim requeira a parte. A respeito desse ato, ser&aacute; lavrado termos no auto do processo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b)durante o depoimento: tamb&eacute;m espontaneamente pode a parte confessar enquanto dep&otilde;e, tudo constatando do termo do depoimento da parte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) <u>provocada:<\/u> por provoca&ccedil;&atilde;o do juiz inquiridor, pode a parte confessar durante o depoimento ou interrogat&oacute;rio. Ser&aacute; a confiss&atilde;o tomada no termo do depoimento ou do interrogat&oacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5.2 &#8211; Confiss&atilde;o extrajudicial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confiss&atilde;o extrajudicial &eacute; aquela que ocorre fora do processo, por escrito, diretamente &agrave; parte adversa ou seu representante, e n&atilde;o no curso do processo ou dentro deste. Possui o mesmo valor probante que a confiss&atilde;o judicial. Se feita a terceiros, todavia, deve ser recebida com reservas, pois ser&aacute; objeto de an&aacute;lise, pelo juiz, em conjunto com as demais provas existentes, principalmente se oral, situa&ccedil;&atilde;o na qual s&oacute; &eacute; admiss&iacute;vel caso inexista a exig&ecirc;ncia legal de outro meio de prova. A confiss&atilde;o fora dos autos do processo pode ser realizada de modo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a)espont&acirc;neo, quando:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a.1. <strong>formulada por escrito<\/strong>, perante testemunhas, em que a parte firme declara&ccedil;&atilde;o acerca da veracidade de fato que &eacute; alegado pela parte contr&aacute;ria, ou mesmo oralmente (art. 353, par&aacute;grafo &uacute;nico, CPC). Nesta &uacute;ltima hip&oacute;tese s&oacute; ter&aacute; efic&aacute;cia nos casos em que a lei n&atilde;o imponha prova literal, como se d&aacute; com os pactos antenupciais (art. 34, CC);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a.2. <strong>efetuada espontaneamente em outros autos, mediante termo<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b)provocado, quando obtida em outros autos do processo, por termo, sem que a parte tenha tido a inten&ccedil;&atilde;o de confessar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5.3 &#8211; Resumo das esp&eacute;cies de confiss&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confiss&atilde;o pode ser:&nbsp;<\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" height=\"197\" width=\"392\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width:47.0%;\">&nbsp;<\/td>\n<td style=\"width:41.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td rowspan=\"2\" style=\"width:23.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">real&nbsp;&nbsp; &gt;&gt;&gt;<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width:60.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">espont&acirc;nea<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width:47.0%;\">&nbsp;<\/td>\n<td style=\"width:41.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">1) judicial &gt;&gt;<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width:60.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">provocada<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width:47.0%;\">&nbsp;<\/td>\n<td style=\"width:41.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width:23.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">ficta<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width:60.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width:47.0%;\">&nbsp;<\/td>\n<td style=\"width:41.0%;\">&nbsp;<\/td>\n<td style=\"width:23.0%;\">&nbsp;<\/td>\n<td style=\"width:60.0%;\">&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width:47.0%;\">&nbsp;<\/td>\n<td rowspan=\"2\" style=\"width:41.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">2) <strong>extrajudicial <\/strong>&gt;&gt; <\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width:23.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\"><strong>espont&acirc;nea<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width:60.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width:47.0%;\">&nbsp;<\/td>\n<td style=\"width:23.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">provocada<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width:60.0%;\">\n<p><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;6 &#8211; FORMA DA CONFISS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6.1 &#8211; Forma da confiss&atilde;o judicial(12)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O CPC disciplina a forma como a confiss&atilde;o judicial pode se dar. Pode vir por escrito para os autos e, se feita oralmente, &eacute; tomada por termo. N&atilde;o existe, para a confiss&atilde;o judicial, a restri&ccedil;&atilde;o que o CPC 353 par. &uacute;nico imp&otilde;e para a extrajudicial. Entretanto, os termos incisivos e gen&eacute;ricos do CPC 366 afastam a possibilidade de se fazer por confiss&atilde;o, judicial ou extrajudicial, a prova daquilo que s&oacute; por escritura p&uacute;blica se pode provar. O que se permite fazer por confiss&atilde;o oral judicial e a lei n&atilde;o permite por confiss&atilde;o oral extrajudicial (CPC 353 p. &uacute;nico) &eacute; a prova de neg&oacute;cio jur&iacute;dico que exige instrumento por escrito. Nesse sentido, n&atilde;o se admite por confiss&atilde;o oral, quer judicial ou extrajudicial, por for&ccedil;a do CPC 366, a prova de pacto antinupcial, que exige escritura p&uacute;blica (CC134,I). Mas a lei admite, por confiss&atilde;o oral judicial, mas n&atilde;o extrajudicial (por causa do CPC 353 p. &uacute;nico), a prova do dep&oacute;sito volunt&aacute;rio, que deve ser feita por escrito (CC 128, I).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6.2 &#8211; Forma da confiss&atilde;o extrajudicial(13)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se feita por escrito, a confiss&atilde;o extrajudicial merece a mesma credibilidade da judicial. Se for feita oralmente ou no bojo do testamento, ser&aacute; apreciada livremente pelo juiz. Na verdade, todas as confiss&otilde;es ser&atilde;o valoradas e apreciadas livremente pelo juiz. A lei quer aqui significar, apenas, que a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia da confiss&atilde;o extrajudicial, nos casos que especifica, ser&aacute; considerada pelo juiz. A lei n&atilde;o imp&otilde;e ao magistrado, nesses casos (confiss&atilde;o oral e confiss&atilde;o feita em testamento), o dever legal de reconhecer esses atos como de confiss&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7 &#8211; EFEITOS DA CONFISS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O efeito essencial da confiss&atilde;o reside no reconhecimento quanto a serem verdadeiros os fatos alegados pela parte contr&aacute;ria. Esse reconhecimento pode ser expresso, como nas confiss&otilde;es espont&acirc;nea e provocada, ou n&atilde;o expresso, como se d&aacute; na confiss&atilde;o ficta. No primeiro caso (espont&acirc;nea), a confiss&atilde;o possui efic&aacute;cia plena, absoluta, uma vez que emana da vontade da pessoa (desde que a sua inten&ccedil;&atilde;o tenha sido externada sem nenhum v&iacute;cio); no segundo (provocada), a efic&aacute;cia tamb&eacute;m &eacute; plena, pois embora a confiss&atilde;o n&atilde;o tenha provindo da vontade da parte, foi por esta manifestada, ainda que de maneira inadvertida; no terceiro (ficta), por&eacute;m, a efic&aacute;cia da confiss&atilde;o &eacute; relativa, porquanto a parte n&atilde;o manifestou nenhuma palavra capaz de espelhar a sua vontade de confessar. Aqui, a confiss&atilde;o, como j&aacute; foi dito anteriormente, &eacute; t&aacute;cita e decorre da aus&ecirc;ncia da parte &agrave; audi&ecirc;ncia em que deveria prestar depoimento, ou da sua recusa em responder o que lhe foi perguntado ou do fato de utilizar evasivas nas respostas dadas. A confiss&atilde;o ficta traduz uma solu&ccedil;&atilde;o de ordem pr&aacute;tica que o sistema processual encontrou para superar os problemas decorrentes das atitudes das partes, acima referidas. A presun&ccedil;&atilde;o da veracidade, como o pr&oacute;prio voc&aacute;bulo est&aacute; a indicar, n&atilde;o significa que o fato seja efetivamente verdadeiro. A prop&oacute;sito, j&aacute; se disse, com ironia, que quase tudo vem para os autos do processo em decorr&ecirc;ncia de um conflito de interesses: tudo, menos a verdade&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O art. 350 do CPC diz que a confiss&atilde;o judicial faz prova contra o confitente, n&atilde;o prejudicando, todavia, os litisconsortes. Este dispositivo est&aacute; em perfeita harmonia com o disposto no art.48 do CPC. N&atilde;o entraremos em detalhes, agora, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; confiss&atilde;o junto ao litiscons&oacute;rcio, porque este tema ser&aacute; objeto de aprecia&ccedil;&atilde;o em um t&oacute;pico espec&iacute;fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se uma das partes estiver sendo assistida por terceiro, nada impede que aquela confesse (CPC, art.53). Na oposi&ccedil;&atilde;o, se um dos opostos reconhecer o direito em que se funda o pedido do advers&aacute;rio, ou confessar, contra o outro prosseguir&aacute; o opoente (CPC, art.58). Na nomea&ccedil;&atilde;o &agrave; autoria presume-se aceita a nomea&ccedil;&atilde;o se o nomeado n&atilde;o comparecer, ou, comparecendo, nada alegar (CPC, art.68, II). Na denuncia&ccedil;&atilde;o da lide, se o denunciado confessar os fatos alegados pelo auto, poder&aacute; o denunciante prosseguir na defesa (CPC, art. 75, III).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas a&ccedil;&otilde;es concernentes a bens im&oacute;veis ou direitos sobre im&oacute;veis alheio, a confiss&atilde;o de um dos c&ocirc;njuges n&atilde;o valer&aacute; sem a da outro (CPC, art.350, p. &uacute;nico). O legislador procurou, com isso, evitar que um dos c&ocirc;njuges pudesse prejudicar, de maneira intencional ou n&atilde;o, a sociedade conjugal. Em face disso, para que a confiss&atilde;o seja eficaz, nas op&ccedil;&otilde;es acima mencionadas, &eacute; imprescind&iacute;vel que seja manifestada por ambos os c&ocirc;njuges.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, poder&aacute; a parte pleitear revoga&ccedil;&atilde;o de confiss&atilde;o. Mas isto, somente poder&aacute; ocorrer se se provar v&iacute;cio de consentimento (erro, dolo ou coa&ccedil;&atilde;o).(14) Para furtar-se aos efeitos da confiss&atilde;o assim viciada, o confitente ter&aacute;, segundo o art. 352, de recorrer a :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I &ndash; a&ccedil;&atilde;o anulat&oacute;ria, se o processo em que confessou ainda estiver pendente;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">II &ndash; a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria, se j&aacute; houver senten&ccedil;a passada em julgado e a confiss&atilde;o constituir seu &uacute;nico fundamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A legitimidade para propor estas a&ccedil;&otilde;es &eacute; apenas do pr&oacute;prio confitente. Mas se, depois de iniciada a causa, vier a falecer o autor, seus herdeiros poder&atilde;o dar-lhe prosseguimento (art. 352, p. &uacute;nico).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7.1 &#8211; Efeitos da confiss&atilde;o no litiscons&oacute;rcio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os efeitos da confiss&atilde;o se limitam ao confitente, na forma do art. 350 do CPC, n&atilde;o atingindo, absolutamente, os litisconsortes do processo, visto que os litisconsortes s&atilde;o considerados autonomamente (art. 48 e 350 do CPC). Assim, os fatos de um litisconsorte n&atilde;o poder&atilde;o prejudicar os demais, ou seja, &quot;n&atilde;o h&aacute; aproveitamento de atos entre litisconsortes se tratar-se de disposi&ccedil;&atilde;o de direito (confiss&atilde;o, por exemplo), que &eacute; atitude que s&oacute; se reflete na esfera jur&iacute;dica daquele que de seu direito disp&otilde;e.&quot;(15). Por outro lado, tratando-se de litiscons&oacute;rcio unit&aacute;rio, e, justamente porque a decis&atilde;o dever&aacute; ser igual para todos, a confiss&atilde;o de um litisconsorte ser&aacute; ineficaz em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; determina&ccedil;&atilde;o do resultado da decis&atilde;o da causa, conquanto possa ser considerada v&aacute;lida em si mesma, desde que esteja revestida das formalidades. O fato de se dizer que a confiss&atilde;o do litisconsorte unit&aacute;rio &eacute; v&aacute;lida significa que n&atilde;o poder&aacute; ser revogada pelo litisconsorte confitente e, somente nos casos do art. 352 do CPC, pode ser anulada. N&atilde;o ser&aacute;, todavia eficaz. Dessa forma, porque v&aacute;lida, mas ineficaz, ela poder&aacute; gerar efeitos fora do processo, em rela&ccedil;&atilde;o ao confitente e &agrave; parte contr&aacute;ria, mas nenhum efeito poder&aacute; gerar em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; decis&atilde;o a ser proferida no processo em que foi feita. Para que se verifique a efic&aacute;cia no processo, necess&aacute;rio ser&aacute; que todos os litisconsortes unit&aacute;rios igualmente confessem, de forma v&aacute;lida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>8 &#8211; CONFISS&Atilde;O E DIREITOS INDISPON&Iacute;VEIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adverte o art. 351 do CPC n&atilde;o ser admiss&iacute;vel em ju&iacute;zo a confiss&atilde;o que tenha como objeto fatos relativos a direitos indispon&iacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Direitos indispon&iacute;veis s&atilde;o todos aqueles que respeitam aos direitos fundamentais da pessoa, como a vida, a liberdade, a cidadania, a sa&uacute;de, a seguran&ccedil;a, a igualdade, a fam&iacute;lia, a prote&ccedil;&atilde;o &agrave; maternidade e inf&acirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tem-se entendido que s&atilde;o tamb&eacute;m indispon&iacute;veis os direitos da Fazenda P&uacute;blica, levando-se em conta a necessidade de preserva&ccedil;&atilde;o do interesse p&uacute;blico e de sua perman&ecirc;ncia, em cotejo com o interesse particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H&aacute; controv&eacute;rsia doutrin&aacute;ria, no entanto, sobre ser poss&iacute;vel, ou n&atilde;o, a confiss&atilde;o nas separa&ccedil;&otilde;es litigiosas : alguns juristas entendem que essa separa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o constitui direito indispon&iacute;vel, argumentando com o fato de poder ser objeto de m&uacute;tuo consentimento, a que outros objetam. Uma solu&ccedil;&atilde;o interm&eacute;dia a que se tem procurado estabelecer, &eacute; a de que se devam considerar dispon&iacute;veis apenas os direitos diretamente ligados &agrave; dissolu&ccedil;&atilde;o da sociedade conjugal, considerando-se indispon&iacute;veis os atinentes, por exemplo, &agrave; guarda, educa&ccedil;&atilde;o e alimentos dos filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O C&oacute;digo Civil, por sua vez, declara n&atilde;o ser suficiente a confiss&atilde;o materna para excluir a paternidade (art. 346).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O curador especial, de que trata o art. 9&ordm; do CPC, n&atilde;o pode confessar. Esse curador deve ser designado para atender : ao incapaz que n&atilde;o possuir representante legal, ou cujos interesses conflitem com o deste; ao r&eacute;u preso e ao r&eacute;u citado por edital ou com hora certa. Ali&aacute;s, o art. 302, &sect; &uacute;nico do CPC, afirma ser inaplic&aacute;vel ao advogado dativo, ao curador especial e ao &oacute;rg&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico o princ&iacute;pio da impugna&ccedil;&atilde;o especificada dos fatos contidos no caput desta norma legal e de acordo com o qual o r&eacute;u deve contestar, de maneira especificada, todos os fatos alegados pelo autor, sob pena de tais fatos serem presumidos verdadeiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>9 &#8211; INDIVISIBILIDADE DA CONFISS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confiss&atilde;o, de regra, &eacute; indivis&iacute;vel, &quot;n&atilde;o podendo a parte, que a quiser invocar como prova, aceit&aacute;-la no t&oacute;pico que a beneficiar e rejeit&aacute;-la no que lhe for desfavor&aacute;vel&quot; (CPC, art. 354, primeira parte). H&aacute;, como se pode perceber, uma n&iacute;tida simetria entre essa disposi&ccedil;&atilde;o lega e a contida no art. 373, &sect; &uacute;nico, do mesmo diploma lega, segundo o qual o documento particular, admitido expressa ou tacitamente, &eacute; indivis&iacute;vel, &quot;sendo defeso &agrave; parte, que pretende utilizar-se dele, aceitar os fatos que lhe s&atilde;o favor&aacute;veis e recusar os que s&atilde;o contr&aacute;rios ao seu interesse, salvo se provar que esses n&atilde;o se verificam.&quot; Mais : a escritura&ccedil;&atilde;o cont&aacute;bil &eacute; indivis&iacute;vel, pois se dos fatos provenientes dos lan&ccedil;amentos uns forem favor&aacute;veis ao interesse do autor e outros desfavor&aacute;veis, &quot;ambos ser&atilde;o considerados em conjunto como unidade.&quot;(CPC, art. 380)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, tanto a confiss&atilde;o quanto o documento ou a escritura cont&aacute;bil s&atilde;o legalmente caracterizados pela indivisibilidade; no tocante &agrave; primeira, &eacute; vetusta a advert&ecirc;ncia de que n&atilde;o deve ser dividida (confessio dividi non debet). &quot;Portanto, o que a norma quer dizer &eacute; que, ao fundamentar suas alega&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o pode a parte requerer ao juiz que desconsidere a parcela que n&atilde;o atende a seu interesse, e julgue com base apenas na parte que lhe tenha sido favor&aacute;vel.&quot;(16)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo art. 354 do CPC, todavia, prev&ecirc;, em car&aacute;ter excepcional, a divisibilidade da confiss&atilde;o quando o confitente lhe aduzir fatos novos, suscet&iacute;veis de constituir fundamentos de defesa de direito material ou de reconven&ccedil;&atilde;o. Normalmente, a regra legal da indivisibilidade da confiss&atilde;o parte do pressuposto de que esta incide em fatos j&aacute; relatados no processo; no entanto, h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es em que, ap&oacute;s a fase dos articulados, s&atilde;o trazidos aos autos outros fatos (fatos novos), justificando, com isso, a sua separa&ccedil;&atilde;o, no tocante aos fatos primitivos, para efeito de defini&ccedil;&atilde;o dos limites horizontais da confiss&atilde;o. &Eacute; que esses fatos, por serem novos, n&atilde;o podem, &agrave; evid&ecirc;ncia, ser alcan&ccedil;ados pela confiss&atilde;o. Tanto isso &eacute; certo que, nos termos da lei, poder&atilde;o constituir fundamento de defesa de direito material, ou, at&eacute; mesmo, de reconven&ccedil;&atilde;o. Por isso, Humberto Theodoro J&uacute;nior argumenta que &quot;a quest&atilde;o de indivisibilidade da confiss&atilde;o, no entanto, n&atilde;o pode ser examinada sem se atentar para as regras do &ocirc;nus da prova. Assim, se o r&eacute;u, ao confessar, tem o &ocirc;nus de provar fato extintivo ou modificativo do direito do autor, sua confiss&atilde;o pode ser perfeitamente cindida. Isto porque, ao proferir tese de defesa indireta, o r&eacute;u admite a veracidade do fato constitutivo do direito do autor e assume o &ocirc;nus processual de provar o outro fato impeditivo, extintivo ou modificativo (CPC, art. 333, II).&quot;(17)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos concretos, o que o art. 354, parte final, do CPC, est&aacute; a dizer &eacute; que, em se tratando de fatos novos, a confiss&atilde;o n&atilde;o produzir&aacute; efeitos com rela&ccedil;&atilde;o a estes, mas apenas, quanto aos fatos anteriores, alegados pela parte contr&aacute;ria. Nesse sentido, destaca Humberto Theodoro J&uacute;nior : &quot;&Eacute; que esses fatos novos s&oacute; poderiam ser levados em conta pelo julgador, se o confitente os provasse, segundo a regra legal do onus probandi. H&aacute;, pois, de distinguir entre confiss&atilde;o pura (a que se relaciona apenas com os fatos arrolados pelo autor) e a confiss&atilde;o qualificada (a que reconhece alguns fatos do autor mas aduz outros que lhe cessam ou restringem a efic&aacute;cia)&quot;(18)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10 &#8211; IRRETRATABILIDADE DA CONFISS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o consta do C&oacute;digo atual a irretratabilidade da confiss&atilde;o. Por&eacute;m, &eacute; da ess&ecirc;ncia da confiss&atilde;o o ser irretrat&aacute;vel, por conter ela um elemento subjetivo, qual seja, a vontade de confessar. &Eacute; il&oacute;gico algu&eacute;m reconhecer como verdadeiro um fato que lhe &eacute; desfavor&aacute;vel, e posteriormente pretender que esse reconhecimento seja desconsiderado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11 &#8211; REVOGA&Ccedil;&Atilde;O DA CONFISS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confiss&atilde;o, em princ&iacute;pio, &eacute; irretrat&aacute;vel; apesar disso, poder&aacute; ser revogada quando emanar de erro, dolo ou coa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na fase de elabora&ccedil;&atilde;o do Projeto do atual CPC, a Comiss&atilde;o chegou a propor emenda ao ent&atilde;o art. 356, com a seguinte reda&ccedil;&atilde;o : &quot;Retratando-se confitente, sob a alega&ccedil;&atilde;o de erro, dolo ou viol&ecirc;ncia, o Juiz apreciar&aacute; a retrata&ccedil;&atilde;o de acordo com seu livre convencimento.&quot; Essa emenda, entretanto, foi rejeitada, prevalecendo a regra da irretratabilidade da confiss&atilde;o, conquanto esta possa ser revogada, nos casos j&aacute; mencionados e que ser&atilde;o a seguir apreciados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><u>Erro<\/u>. J&aacute; constava do direito antigo o reconhecimento de que a pessoa induzida em erro era destitu&iacute;da de vontade (cum errantis nulla voluntas sit). N&atilde;o &eacute;, contudo, qualquer erro que autorizar&aacute; o desfazimento da confiss&atilde;o, mas somente o erro substancial, assim considerado o que interessa &agrave; natureza do ato, o objeto principal da declara&ccedil;&atilde;o, ou algumas das qualidades a ele essenciais (CC, art. 87). Erro substancial ser&aacute; igualmente o que disser respeito &agrave; qualidades essenciais da pessoa a quem se referir a declara&ccedil;&atilde;o de vontade (CC, art. 88). Por isso, erros inexpressivos, sem nenhuma influ&ecirc;ncia no resultado do julgamento, ainda que tenham existido, n&atilde;o podem ser invocados como fundamento para invalidar a confiss&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos que o denominado erro de direito, mesmo que relevante, tamb&eacute;m n&atilde;o pode constituir fundamento para revogar a confiss&atilde;o, exatamente porque esta s&oacute; compreende fatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><u>Dolo<\/u>. Origin&aacute;rio do latim dolus, o voc&aacute;bulo significa, na linguagem jur&iacute;dica, &quot;toda esp&eacute;cie de artif&iacute;cio, engano ou manejo astucioso promovido por uma pessoa, com a inten&ccedil;&atilde;o de induzir outrem &agrave; pr&aacute;tica de um ato jur&iacute;dico, em preju&iacute;zo deste e proveito pr&oacute;prio ou de outrem.&quot;(19)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os atos jur&iacute;dicos provenientes de atividade dolosa da parte s&atilde;o, por isso, anul&aacute;veis (CC art. 92). Pelas mesmas raz&otilde;es, a confiss&atilde;o, quando oriunda de dolo, pode ser revogada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><u>Coa&ccedil;&atilde;o<\/u>. A coa&ccedil;&atilde;o, como causa do desfazimento da confiss&atilde;o, h&aacute; de ser tal que incuta no esp&iacute;rito da parte fundado receio de dano &agrave; sua pessoa, &agrave; sua fam&iacute;lia, ou &agrave; seus bens, iminente e igual, pelo menos, ao rece&aacute;vel do ato extorquido (CC, art. 98). Ao apreciar a coa&ccedil;&atilde;o, o juiz dever&aacute; levar em conta o sexo, a idade, a condi&ccedil;&atilde;o, a sa&uacute;de, o temperamento do confitente e todas as demais circunst&acirc;ncias que podem influir na gravidade (CC, art. 99). Por outro lado, n&atilde;o se considera coa&ccedil;&atilde;o a amea&ccedil;a do exerc&iacute;cio normal de um direito, nem o simples temor reverencial (CC, art. 100).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coa&ccedil;&atilde;o, capaz de invalidar a confiss&atilde;o, tanto pode ser f&iacute;sica quanto moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estabelece o art. 352 do CPC que a confiss&atilde;o poder&aacute; ser revogada :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A &ndash; Por a&ccedil;&atilde;o anulat&oacute;ria, se pendente o processo em que foi praticada (inciso I);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B &ndash; Por a&ccedil;&agrave;o rescis&oacute;ria, depois de transitada em julgado a senten&ccedil;a da qual constituir o &uacute;nico fundamento (inciso II).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pontes de Miranda entende existir erro de terminologia no emprego, pelo legislador, do verbo &quot;revogar&quot;, na reda&ccedil;&atilde;o do caput do art. 352 do CPC, porquanto correto seria anular. &quot;Anula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; revoga&ccedil;&atilde;o; quem pode revogar retira a voz, n&atilde;o anula.&quot;(20) Na verdade, o dispositivo legal mencionado n&atilde;o poderia fazer refer&ecirc;ncia gen&eacute;rica &agrave; anula&ccedil;&atilde;o, pois, se &eacute; certo que revogar n&atilde;o &eacute; o mesmo que anular, n&atilde;o menos exato &eacute; que anular n&atilde;o significa rescindir, embora ambos os voc&aacute;bulos digam respeito ao desfazimento judicial da confiss&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A &ndash; <u>Ac&atilde;o anulat&oacute;ria<\/u>. Para logo &eacute; oportuno recordar que o Projeto do atual CPC recebeu emenda, proposta pelo Deputado Jos&eacute; Camargo, destinada a suprir a parte do texto que condicionava o desfazimento da confiss&atilde;o ao ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o anulat&oacute;ria, sob o argumento de que seria duvidoso que essa a&ccedil;&atilde;o declarat&oacute;ria incidental trouxesse vantagem &agrave; entrega da presta&ccedil;&atilde;o jurisdicional. Essa emenda, no entanto, foi rejeitada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos termos do art. 352, I, CPC, a a&ccedil;&atilde;o anulat&oacute;ria pressup&otilde;e que o processo em que a confiss&atilde;o foi realizada se encontre em curso, ou seja, n&atilde;o tenha ainda recebido senten&ccedil;a. Trata-se, portanto, de uma declarat&oacute;ria incidental, para cujo julgamento ser&aacute; competente o juiz da causa principal (CPC, art. 109). Sendo anulada a confiss&atilde;o, a consequ&ecirc;ncia ser&aacute; permitir &agrave; parte, que havia confessado, produzir as provas necess&aacute;rias &agrave; demonstra&ccedil;&atilde;o dos fatos por ela alegados na causa. Mantida, por&eacute;m, a confiss&atilde;o, a senten&ccedil;a apreciar&aacute; a lide sob o pano de fundo das consequ&ecirc;ncias desse ato da parte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B &ndash; <u>A&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria<\/u>. Havendo a senten&ccedil;a transitada em julgado (e produzido, em raz&atilde;o disso, a coisa julgada material &ndash; CPC, art. 467), os efeitos da confiss&atilde;o somente podem ser revogados mediante o exerc&iacute;cio de a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; importante observar que s&oacute; se justificar&aacute; a a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria se a confiss&atilde;o figurar como &uacute;nico fundamento da senten&ccedil;a rescindenda (CPC, art. 352, II). O inciso VIII do art. 485 do CPC prev&ecirc; o uso da a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria quando houver fundamento para invalidar a confiss&atilde;o &quot;em que se baseou a senten&ccedil;a&quot;, mantendo, desse modo, harmonia com o inciso II do art. 352 do mesmo diploma legal. Assim sendo, se, por exemplo, a senten&ccedil;a rescindenda baseou-se na confiss&atilde;o e em outras provas dos autos, a a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria n&atilde;o ter&aacute; &ecirc;xito, pois, como dissemos, ela s&oacute; se justifica, ao rigor da lei, quando a confiss&atilde;o constituir o &uacute;nico fundamento da decis&atilde;o, de tal maneira que o resultado julgamento poderia ter sido diverso se n&atilde;o tivesse ocorrido a confiss&atilde;o. Percebe-se, portanto, que o exerc&iacute;cio da a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria, nesse caso, est&aacute; umbilicalmente submetido &agrave; influ&ecirc;ncia que a confiss&atilde;o exerceu no resultado da entrega da presta&ccedil;&atilde;o da tutela jurisdicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A legitimidade para ajuizar a a&ccedil;&atilde;o, seja anulat&oacute;ria, seja rescis&oacute;ria, &eacute; do confitente, pois, como a consequ&ecirc;ncia da confiss&atilde;o s&oacute; alcan&ccedil;a ao confitente, n&atilde;o estendendo seus efeitos a terceiros, cabe a ele a iniciativa de propor a demanda visando revogar tal ato e, evidentemente, o &ocirc;nus de demonstrar a ocorr&ecirc;ncia do v&iacute;cio de vontade. Todavia, se este falecer no curso do processo, a a&ccedil;&atilde;o passar&aacute; a seus herdeiros (CPC, art. 352, &sect; &uacute;nico). &Eacute; importante ressaltar esta particularidade da lei : a a&ccedil;&atilde;o s&oacute; se transmitir&aacute; aos herdeiros do confitente se este vier a falecer durante o processo, ou seja, se a a&ccedil;&atilde;o j&aacute; tivesse sido proposta. Se a morte do confitente acontecer antes do ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o, esta n&atilde;o poder&aacute; ser exercida pelos herdeiros, motivo porque a confiss&atilde;o se tornar&aacute;, em princ&iacute;pio, definitivamente imut&aacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em face disso, podemos afirmar que a confiss&atilde;o &eacute; irretrat&aacute;vel (art. 352). Entretanto, poder&aacute; ser &quot;revogada&quot; quando emanada de erro, dolo, ou coa&ccedil;&atilde;o. Quando o processo em que houve confiss&atilde;o, emanada de erro, dolo ou coa&ccedil;&atilde;o, ainda estiver pendente, o meio adequado para a anula&ccedil;&atilde;o da mesma &eacute; a a&ccedil;&atilde;o anulat&oacute;ria; se j&aacute; findo o processo, a a&ccedil;&atilde;o ser&aacute; a rescis&oacute;ria, lembrando que para que esta surta efeitos &eacute; necess&aacute;rio que haja, entre a confiss&atilde;o e a senten&ccedil;a, uma rela&ccedil;&atilde;o absoluta de causa e efeito.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<hr align=\"center\" size=\"2\" width=\"100%\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III CONCLUS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confiss&atilde;o, conceituada no Art. 348 do CPC (&quot;h&aacute; confiss&atilde;o, quando a parte admite a verdade de um fato, contr&aacute;rio ao seu interesse e favor&aacute;vel ao advers&aacute;rio&quot;), &eacute; meio de prova, pois revela ao juiz a verdade de um fato que tenha sido alegado por por uma das partes e, embora contrariando seu interesse, &eacute; admitido pelo confitente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o se trata de ato de disposi&ccedil;&atilde;o, pois n&atilde;o implica necessariamente proced&ecirc;ncia do pedido. &Eacute; meio de prova, alcan&ccedil;ando apenas o fato alegado, e n&atilde;o as poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias que do fato possam resultar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confiss&atilde;o se insere no cap&iacute;tulo relativo &agrave;s provas porque n&atilde;o significa expressar a vontade de favorecer o p&oacute;lo oposto, mas t&atilde;o somente admitir como veraz um fato ocorrido, deixando de a ele contrapor outro meio de prova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por significar o reconhecimento de um fato contr&aacute;rio ao interesse da parte, esse meio de prova tem sido supervalorizado. J&aacute; foi chamado de &quot;a rainha das provas&quot;, como se, uma vez ocorrida, se sobrepujasse sobre as demais. N&atilde;o &eacute; verdade. N&atilde;o h&aacute; como regra geral, hierarquia entre os meios de prova. Um fato confessado pode vir a ser demonstrado inveraz, ou mesmo pode o juiz desconsiderar a confiss&atilde;o, se entender inveross&iacute;mil o fato confessado. Ademais, pelo princ&iacute;pio do livre convencimento motivado, nada obsta que o julgador afaste, na senten&ccedil;a, a confiss&atilde;o, porque, por exemplo, teria havido o intuito de acobertar terceiro, e d&ecirc; a solu&ccedil;&atilde;o fundado em outros elementos probat&oacute;rios existentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o se pode entender a confiss&atilde;o al&eacute;m de sua limita&ccedil;&atilde;oprobat&oacute;ria porque, caso contr&aacute;rio, se abriria perigosa brecha para a colus&atilde;o, permitindo que processos fraudulentos fossem iniciados com o &uacute;nico intuito de, atrav&eacute;s da confiss&atilde;o, obstar ao julgado a possibilidade de amplamente perquirir os elementos da causa.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<hr align=\"center\" size=\"2\" width=\"100%\" \/><\/div>\n<p><span style=\"font-size:11px;\"><strong>NOTAS<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11px;\">1. COSTA, Moacyr Lobo da. <strong>Confiss&atilde;o e reconhecimento do pedido<\/strong>. S&atilde;o Paulo : Saraiva, 1983. p. 2.<br \/>\n\t2.CHIOVENDA, Giuseppe. <strong>Institui&ccedil;&otilde;es de direito processual civil<\/strong>. 1.ed. Campinas : Bookseller, 1998. v.3. p. 118.<br \/>\n\t3.THEODORO J&Uacute;NIOR, Humberto. <strong>Curso de direito processual civil<\/strong>. 28. ed. Rio de Janeiro : Forense, 1999. v.1. p. 432.<br \/>\n\t4 NERY J&Uacute;NIOR, Nelson. C&oacute;digo de processo civil comentado. 4. Ed. S&atilde;o Paulo : RT,1999, p. 851.<br \/>\n\t5 SILVA, De Pl&aacute;cido e. <strong>Vocabul&aacute;rio jur&iacute;dico<\/strong>. Rio de Janeiro : Forense, 1967. p. 1138.<br \/>\n\t6.ALVIM, Arruda. <strong>Manual de direito processual civil<\/strong>. 7. ed. S&atilde;o Paulo : RT, 2000. v.2. p. 562.<br \/>\n\t7.SANTOS, Moacyr Amaral. <strong>Primeiras linhas de direito processual civil<\/strong>. S&atilde;o Paulo : Saraiva, 1977. v. 2. p. 382.<br \/>\n\t8.THEODORO J&Uacute;NIOR, Humberto. Curso de direito processual civil. 28. ed. Rio de Janeiro : Forense, 1999, v. 1, p. 433.<br \/>\n\t9.MOREIRA, Jos&eacute; Carlos Barbosa. <strong>O novo processo civil brasileiro<\/strong>. 20<sup>&ordf;<\/sup> ed. Rio de Janeiro : Forense, 1999, p. 60.<br \/>\n\t10.WAMBIER, Luiz Rodriguez; ALMEIDA, Fl&aacute;vio Renato Correia de; TALAMINI, Eduardo. <strong>Teoria geral do processo e processo de conhecimento<\/strong>. 2<sup>&ordf;<\/sup> ed. S&atilde;o Paulo : RT, 1999, v.1. p.508.<br \/>\n\t11.NERY J&Uacute;NIOR, Nelson. C&oacute;digo de processo civil comentado. 4. Ed. S&atilde;o Paulo : RT,1999, p. 851.<br \/>\n\t12.idem<br \/>\n\t13.idem, p. 853.<br \/>\n\t14.THEODORO J&Uacute;NIOR, Humberto. <strong>Curso de direito processual civil<\/strong>. 28. Ed. Rio de Janeiro : Forense, 1999, v. 1, p. 434.<br \/>\n\t15. WAMBIER, Luiz Rodrigues. <strong>Curso avan&ccedil;ado de processo civil<\/strong>. 2. ed. S&atilde;o Paulo : RT, 1999. v.1. p. 243.<br \/>\n\t16. Idem, p.507.<br \/>\n\t17. THEODORO J&Uacute;NIOR, Humberto. <strong>Curso de direito processual civil<\/strong>. 28. ed. Rio de Janeiro : Forense, 1999. v. 1. p. 435.<br \/>\n\t18. Idem, p. 435.<br \/>\n\t19. SILVA, De Pl&aacute;cido. <strong>Vocabul&aacute;rio jur&iacute;dico<\/strong>. 15. ed. Rio de Janeiro : Forense, 1999. p. 283.<br \/>\n\t20. MIRANDA, Pontes de. <strong>Coment&aacute;rios ao c&oacute;digo de processo civil<\/strong>. Rio de Janeiro : Forense, 1979. p. 432.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11px;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/jus.com.br\/revista\/texto\/2517\/confissao-no-processo-civil\"><strong>JusNavigandi\/Not&iacute;cias<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Autores<\/strong><\/p>\n<address><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/author_m_48x64.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-16750\" height=\"64\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/author_m_48x64.gif\" title=\"author_m_48x64\" width=\"48\" \/><\/a><\/address>\n<p><strong>Andr&eacute; Wagner Melga&ccedil;o Reis<\/strong><br \/>\n\tAssessor de Ministro do STJ<\/p>\n<address><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-16751\" height=\"64\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/author_m_48x641.gif\" title=\"author_m_48x64\" width=\"48\" \/><\/address>\n<p><strong>Fabr&iacute;cio Muniz Sabage<\/strong><br \/>\n\tAcad&ecirc;mico de Direito das Faculdades de Curitiba<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify; \">&nbsp;<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"48\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\" title=\"gvlima15_jpg\" width=\"32\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Postado por Gilvan Vanderlei<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confiss&atilde;o (da UNI&Atilde;O) no processo civil Andr&eacute; Wagner Melga&ccedil;o Reis | Fabr&iacute;cio Muniz Sabage Elaborado em 04\/2000. &nbsp; SUM&Aacute;RIO: I INTRODU&Ccedil;&Atilde;O; 1 &ndash; ORIGEM HIST&Oacute;RICA; 2 &ndash; CONCEITO; II DESENVOLVIMENTO; 1 &ndash; DISTIN&Ccedil;&Atilde;O DE CONFISS&Atilde;O E REN&Uacute;NCIA AO DIREITO DE A&Ccedil;&Atilde;O; 2 &ndash; DISTIN&Ccedil;&Atilde;O DE CONFISS&Atilde;O E RECONHECIMENTO JUR&Iacute;DICO DO PEDIDO; 3 &ndash; ELEMENTOS DA [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-16744","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2013"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16744","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16744"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16744\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16768,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16744\/revisions\/16768"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16744"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16744"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16744"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}