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{"id":16541,"date":"2013-03-14T19:20:13","date_gmt":"2013-03-14T22:20:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=16541"},"modified":"2013-03-15T01:02:32","modified_gmt":"2013-03-15T04:02:32","slug":"precatorios-noticias-alvissareiras-do-stf-para-os-ex-cabos-da-fab-anistiados-politicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2013\/03\/precatorios-noticias-alvissareiras-do-stf-para-os-ex-cabos-da-fab-anistiados-politicos\/","title":{"rendered":"Precat\u00f3rios: Not\u00edcias alvissareiras do STF para os ex-Cabos da FAB anistiados pol\u00edticos h\u00e1 mais de 10 anos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><center><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\">Plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal (STF) &nbsp;<\/span><\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\" http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/cms_bancoImagemFotoAudiencia_bancoImagemFotoAudiencia_AP_233488-MAIOR.jpg \" rel=\"lightbox\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" height=\"157\" src=\" http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/cms_bancoImagemFotoAudiencia_bancoImagemFotoAudiencia_AP_233488-MENOR.jpg\" title=\"Clique sobre a imagem para ampliar.\" width=\"390\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><\/center><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\n\t<link href=\"..\/util\/css\/lightbox.css\" media=\"screen\" rel=\"stylesheet\" type=\"text\/css\" \/><span style=\"font-size:10px;\"><!-- configura\u00e7\u00f5es do lightbox [fim] --><!--<br \/>\n    <span style=\"font-size:9px\">quinta-feira - 14 de mar\u00e7o de 2013<\/span><br \/>\n    --><span><span id=\"cke_bm_410S\" style=\"display: none;\">&nbsp;<\/span><span id=\"cke_bm_411S\" style=\"display: none;\">&nbsp;<\/span>Quinta-feira, 14 de mar&ccedil;o de 2013<\/span><\/span><span id=\"cke_bm_411E\" style=\"display: none;\">&nbsp;<\/span><span id=\"cke_bm_410E\" style=\"display: none;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div>\n<p><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><b>STF julga parcialmente inconstitucional emenda dos precat&oacute;rios<\/b><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"float: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, julgou parcialmente procedentes as A&ccedil;&otilde;es Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4357 e 4425 para declarar a inconstitucionalidade de parte da Emenda Constitucional 62\/2009, que instituiu o novo regime especial de pagamento de precat&oacute;rios. Com a decis&atilde;o, foram declarados inconstitucionais dispositivos do artigo 100 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, que institui regras gerais para precat&oacute;rios, e integralmente inconstitucional o artigo 97 do Ato das Disposi&ccedil;&otilde;es Constitucionais Transit&oacute;rias (ADCT), que cria o regime especial de pagamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O regime especial institu&iacute;do pela EC 62 consiste na ado&ccedil;&atilde;o de sistema de parcelamento de 15 anos da d&iacute;vida, combinado o regime que destina parcelas vari&aacute;veis entre 1% a 2% da receita de estados e munic&iacute;pios para uma conta especial voltada para o pagamento de precat&oacute;rios. Desses recursos, 50% s&atilde;o destinados ao pagamento por ordem cronol&oacute;gica, e os valores restantes a um sistema que combina pagamentos por ordem crescente de valor, por meio de leil&otilde;es ou em acordos diretos com credores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sess&atilde;o desta quinta-feira (14), a maioria dos ministros acompanhou o relator, ministro Ayres Britto (aposentado), e considerou o artigo 97 do ADCT inconstitucional por afrontar cl&aacute;usulas p&eacute;treas, como a de garantia de acesso &agrave; Justi&ccedil;a, a independ&ecirc;ncia entre os Poderes e a prote&ccedil;&atilde;o &agrave; coisa julgada. O redator do ac&oacute;rd&atilde;o, ministro Luiz Fux, anunciou que dever&aacute; trazer o caso novamente ao Plen&aacute;rio para a modula&ccedil;&atilde;o dos efeitos, atendendo a pedido de procuradores estaduais e municipais preocupados com os efeitos da decis&atilde;o sobre parcelamentos em curso e pagamentos j&aacute; realizados sob a sistem&aacute;tica da emenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Artigo 100<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sess&atilde;o de quarta-feira (13), o Plen&aacute;rio j&aacute; havia decidido pela inconstitucionalidade de dispositivos do artigo 100 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, com a reda&ccedil;&atilde;o dada pela emenda, considerando parcialmente procedentes as ADIs em pontos que tratam da restri&ccedil;&atilde;o &agrave; prefer&ecirc;ncia de pagamento a credores com mais de 60 anos, da fixa&ccedil;&atilde;o da taxa de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria e das regras de compensa&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Ministro Luiz Fux<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Luiz Fux reiterou os fundamentos de seu voto-vista&nbsp;conclu&iacute;do na sess&atilde;o de ontem (13), posicionando-se no mesmo sentido do relator, pela inconstitucionalidade das regras da EC 62. De acordo com o ministro Fux, a forma de pagamento prevista no par&aacute;grafo 15 do artigo 100 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e detalhada pelo artigo 97 do ADCT &eacute; inconstitucional. Ele considerou, entre os motivos, o desrespeito &agrave; dura&ccedil;&atilde;o razo&aacute;vel do processo, uma vez que o credor quer um resultado palp&aacute;vel para a realiza&ccedil;&atilde;o do seu direito de receber a quita&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na opini&atilde;o do ministro Fux, &ldquo;n&atilde;o se pode dizer que a EC 62 representou um verdadeiro avan&ccedil;o enquanto existir a possibilidade de pagamento de precat&oacute;rio com valor inferior ao efetivamente devido em prazo que pode chegar a 80 anos&rdquo;. O ministro destacou ainda que esse regime n&atilde;o &eacute; uma f&oacute;rmula m&aacute;gica, viola o n&uacute;cleo essencial do estado de direito. &ldquo;&Eacute; preciso que a criatividade dos nossos legisladores seja colocada em pr&aacute;tica conforme a Constitui&ccedil;&atilde;o, de modo a erigir um regime regulat&oacute;rio de precat&oacute;rios que resolva essa cr&ocirc;nica problem&aacute;tica institucional brasileira sem, contudo, despejar nos ombros do cidad&atilde;o o &ocirc;nus de um descaso que nunca foi seu&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Ministro Teori Zavascki<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Teori Zavascki manteve a conclus&atilde;o de seu voto, pela improced&ecirc;ncia das ADIs, tamb&eacute;m j&aacute; proferido ontem (13). &ldquo;Continuo entendendo que a disciplina relativa ao pagamento de precat&oacute;rio est&aacute; dentro do poder constituinte derivado, e continuo achando que &eacute; um exagero supor que a disciplina dessa mat&eacute;ria possa atentar contra a forma federativa de Estado; voto direito, secreto, universal e peri&oacute;dico; separa&ccedil;&atilde;o de poderes; ou que tenda a abolir direitos e garantias individuais&rdquo;, salientou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto central do debate, conforme ele, &eacute; a conveni&ecirc;ncia ou n&atilde;o da f&oacute;rmula encontrada pela EC 62 para solucionar a quest&atilde;o. Para o ministro Teori Zavascki, o Supremo tem que estabelecer como par&acirc;metro n&atilde;o o que entender como ideal para o pagamento de precat&oacute;rio, mas dever&aacute; ser feita uma escolha entre o sistema anterior e o sistema proposto pela emenda. &ldquo;N&atilde;o podemos fugir de uma verdade: que o modelo anterior era mais perverso ainda. Os estados inadimplentes est&atilde;o inadimplentes h&aacute; 15, 20 anos ou mais&rdquo;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Ministra Rosa Weber<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ministra Rosa Weber acompanhou integralmente o voto do relator no sentido da proced&ecirc;ncia das duas ADIs e julgou inconstitucional o sistema especial preconizado pela EC 62. &ldquo;Subscrevo, na &iacute;ntegra, os fundamentos do voto do relator, ministro Ayres Britto,&nbsp; quando conclui que os dois&nbsp; modelos especiais para pagamento de precat&oacute;rios afrontam a ideia central do Estado democr&aacute;tico direito, violam as garantias do livre e eficaz acesso ao Poder Judici&aacute;rio, do devido processo legal e da dura&ccedil;&atilde;o razo&aacute;vel do processo e afrontam a autoridades das decis&otilde;es judiciais, ao prolongar, compulsoriamente, o cumprimento de senten&ccedil;as judiciais com tr&acirc;nsito em julgado&rdquo;, afirmou ela. &ldquo;N&atilde;o se trata de escolher entre um&nbsp; e outro regime perverso&rdquo;, observou ela. &ldquo;Ambos s&atilde;o perversos. Teremos que achar outras solu&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Ministro Dias Toffoli<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o ministro Dias Toffoli, o artigo 97 do ADCT, segundo a reda&ccedil;&atilde;o dada pela EC 62, n&atilde;o ofende a coisa julgada, pois n&atilde;o interfere no valor da condena&ccedil;&atilde;o. O ministro citou ainda o decidido na ADI 1098, segundo o qual todo o processo de precat&oacute;rio&nbsp;tem car&aacute;ter&nbsp;administrativo. Para o ministro, a EC 62 n&atilde;o ofende cl&aacute;usula p&eacute;trea, o Poder Judici&aacute;rio nem a coisa julgada. &ldquo;O que a emenda tentou fazer foi dar racionalidade ao sistema, instituindo tamb&eacute;m uma s&eacute;rie de responsabiliza&ccedil;&otilde;es ao Estado&rdquo;, afirmou o ministro, votando pelo indeferimento do pedido feito nas ADIs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Ministra C&aacute;rmen L&uacute;cia<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhando o relator pela proced&ecirc;ncia das ADIs em rela&ccedil;&atilde;o ao par&aacute;grafo 15 do artigo 100 e em rela&ccedil;&atilde;o ao artigo 97 do ADCT, a ministra C&aacute;rmen L&uacute;cia entendeu que h&aacute;, sim, ofensa &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o Federal no texto da Emenda Constitucional. Segundo ela, o valor da condena&ccedil;&atilde;o &eacute; definido judicialmente, e h&aacute; ofensa &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o Federal se um regime n&atilde;o oferece solu&ccedil;&atilde;o para o credor.&nbsp; &ldquo;N&atilde;o &eacute; por reconhecer que o sistema anterior era pior que eu poderia dar o meu aval&rdquo;, afirmou. &ldquo;N&atilde;o seria honesto comigo, nem com o cidad&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ministra chamou aten&ccedil;&atilde;o para o disposto no par&aacute;grafo 15 do artigo 100, que prev&ecirc; a possibilidade de lei complementar federal estabelecer regime especial de pagamento, ao que se antecipou o artigo 97 do ADCT, fixando um na forma especifica. &ldquo;O que &eacute; preciso que seja lido, e o que os procuradores dos estados certamente verificaram, &eacute; que h&aacute; outros caminhos postos, que n&atilde;o s&oacute; esse regime. At&eacute; mesmo aquele apontado no par&aacute;grafo 16 do artigo 100, que permite que a Uni&atilde;o possa financiar diretamente os Estados para perfazer os precat&oacute;rios&rdquo; afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Ministro Gilmar Mendes<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Gilmar Mendes, que na sess&atilde;o no dia 6 de mar&ccedil;o j&aacute; havia votado pela improced&ecirc;ncia das ADIs, acrescentou, na sess&atilde;o de hoje, que considera a legisla&ccedil;&atilde;o atual um avan&ccedil;o, pois o modelo de c&aacute;lculo de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria de precat&oacute;rios em vigor anteriormente praticamente impossibilitava o pagamento das d&iacute;vidas dos estados.&nbsp; De acordo com o ministro, a EC 62 &eacute; uma f&oacute;rmula de transi&ccedil;&atilde;o com o objetivo de superar um estado de fato inequivocamente inconstitucional. &ldquo;Mas n&atilde;o &eacute; inconstitucional desde a Emenda 62, na verdade estamos a falar de d&eacute;bitos que se acumularam ao longo do tempo&rdquo;, sustentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro afirmou que, segundo dados do Col&eacute;gio Nacional de Procuradores-Gerais, o novo modelo institucional, que determina a vincula&ccedil;&atilde;o de receitas e prazo m&aacute;ximo para quita&ccedil;&atilde;o, criou um quadro diferente e permitiu que diversos estados paguem suas d&iacute;vidas judiciais, al&eacute;m de possibilitar a outros que aumentassem significativamente o valor dos cr&eacute;ditos. Ele citou, entre outros, o caso de S&atilde;o Paulo, cujo passivo de precat&oacute;rios caiu de R$ 19 bilh&otilde;es, em 2009, para R$ 15 bilh&otilde;es em dezembro de 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o ministro, caso haja retorno &agrave; regra original da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, pois a vig&ecirc;ncia da Emenda 30 sobre o mesmo assunto tamb&eacute;m est&aacute; suspensa, restar&aacute; ao Tribunal apenas a op&ccedil;&atilde;o de declarar interven&ccedil;&atilde;o nos estados para garantir a coisa julgada e o direito adquirido. &ldquo;A medida vem cumprindo essa fun&ccedil;&atilde;o. Qual &eacute; o sentido de declarar sua inconstitucionalidade e retornar ao texto original? Para dizer que o caos &eacute; o melhor que a ordem?&rdquo;, questionou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Ministro Marco Aur&eacute;lio<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela&ccedil;&atilde;o ao artigo 97 do ADCT, o ministro Marco Aur&eacute;lio julgou parcialmente procedentes as ADIs. Para ele, o regime especial trazido pela nova reda&ccedil;&atilde;o do artigo est&aacute; limitado aos d&eacute;bitos vencidos, caso contr&aacute;rio, o sistema se perpetuaria. &ldquo;N&atilde;o pode esse regime especial de pagamento ultrapassar esse per&iacute;odo de 15 anos, sob pena de perpetuarmos a situa&ccedil;&atilde;o que o motivou&rdquo;, avaliou o ministro, ressaltando que o artigo 97 deveria viger por per&iacute;odo certo. De acordo com ele, se o sistema &eacute; transit&oacute;rio, &ldquo;ele n&atilde;o pode transitar no tempo de forma indeterminada&rdquo;, uma vez que a EC 62 visou afastar o impasse da n&atilde;o satisfa&ccedil;&atilde;o de valores &agrave; &eacute;poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Se n&atilde;o houver a liquida&ccedil;&atilde;o dos d&eacute;bitos em 15 anos &eacute; porque realmente n&atilde;o h&aacute; vontade pol&iacute;tica de se observar o que quer a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, que a todos indistintamente submete&rdquo;, salientou. Ele acrescentou que o titular de precat&oacute;rio que fizer, a qualquer tempo, sessenta anos de idade, ter&aacute; prefer&ecirc;ncia.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao &iacute;ndice da caderneta de poupan&ccedil;a para atualiza&ccedil;&atilde;o dos cr&eacute;ditos, o ministro afastou tal incid&ecirc;ncia. &ldquo;O que se tem na caderneta &eacute; um todo que confunde a reposi&ccedil;&atilde;o do poder aquisitivo com os juros, a jun&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse. O ministro lembrou que, na an&aacute;lise do artigo 100, ele votou afastando n&atilde;o s&oacute; a reposi&ccedil;&atilde;o do poder aquisitivo pelo &iacute;ndice utilizado quanto &agrave; caderneta de poupan&ccedil;a, como tamb&eacute;m afastando os juros da caderneta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao analisar&nbsp;os dispositivos questionados nas ADIs,&nbsp;o ministro&nbsp;concluiu pela supress&atilde;o de algumas express&otilde;es. &ldquo;Onde tivermos que podar o artigo 97 para tornar realmente suprema a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, devemos podar&rdquo;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Ministro Ricardo Lewandowski<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O voto do ministro Ricardo Lewandowski acompanhou o do ministro Marco Aur&eacute;lio em alguns pontos, no sentido de afastar express&otilde;es contidas no artigo 97 do ADCT. Ele declarou inconstitucionais partes dos dispositivos que tratam da atualiza&ccedil;&atilde;o dos cr&eacute;ditos com base no &iacute;ndice da caderneta de poupan&ccedil;a (inciso II do par&aacute;grafo 1&ordm; e par&aacute;grafo 16 do artigo 97 do ADCT), mas admitiu os juros de mora com base nesse &iacute;ndice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No par&aacute;grafo 2&ordm; do mesmo dispositivo, o ministro retira a express&atilde;o &ldquo;e a vencer&rdquo;, por entender que a morat&oacute;ria n&atilde;o pode ultrapassar os 15 anos e, no artigo 17, d&aacute; interpreta&ccedil;&atilde;o conforme para observar o preceito apenas quanto aos precat&oacute;rios vencidos &agrave; &eacute;poca da promulga&ccedil;&atilde;o da norma. O artigo 14 tamb&eacute;m recebeu do ministro interpreta&ccedil;&atilde;o conforme para limitar o regime especial ao prazo de 15 anos. Finalmente, em rela&ccedil;&atilde;o ao artigo 18, seu voto estende a prefer&ecirc;ncia aos credores com mais de 60 anos a qualquer tempo, e n&atilde;o apenas na data da promulga&ccedil;&atilde;o da emenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto aos demais dispositivos, que considerou constitucionais, o ministro observou que a emenda constitucional foi resultado de amplo debate no Congresso Nacional, com a participa&ccedil;&atilde;o de todas as lideran&ccedil;as partid&aacute;rias, a fim de encontrar solu&ccedil;&atilde;o para a crise vivida &agrave; &eacute;poca pelas fazendas p&uacute;blicas estaduais e municipais. &ldquo;Quem viveu esse per&iacute;odo, seja no Judici&aacute;rio, na administra&ccedil;&atilde;o ou como credor da fazenda p&uacute;blica, viveu essa experi&ecirc;ncia lament&aacute;vel&rdquo;, destacou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Ministro Celso de Mello<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Celso de Mello acompanhou integralmente o voto do relator no sentido da inconstitucionalidade do novo regime de pagamento de precat&oacute;rios. Endossou, nesse sentido, observa&ccedil;&atilde;o do relator segundo a qual &ldquo;o desrespeito &agrave; autoridades da coisa julgada &ndash; no caso, d&eacute;bitos de estados, do Distrito Federal e munic&iacute;pios j&aacute; constitu&iacute;dos por decis&atilde;o judicial &ndash; ofende valores tutelados com cl&aacute;usulas p&eacute;treas inscritas na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal (CF) de 1988, tais como a independ&ecirc;ncia dos poderes, o respeito aos direitos humanos e, tamb&eacute;m, &agrave; pr&oacute;pria coisa julgada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Celso de Mello observou que desrespeitar a coisa julgada &eacute; o mesmo que desrespeitar uma norma legal. Ele disse que, ao aprovar o terceiro adiamento do pagamento dos precat&oacute;rios previsto pela EC 62 &ndash; ap&oacute;s norma inscrita na CF de 88 e a posterior edi&ccedil;&atilde;o da EC 30\/2000 &ndash;, o Congresso Nacional exorbitou dos limites de mudan&ccedil;a da Constitui&ccedil;&atilde;o estabelecidos por ela pr&oacute;pria, por ofender princ&iacute;pios p&eacute;treos que n&atilde;o s&atilde;o suscet&iacute;veis de mudan&ccedil;a legislativa. Segundo ele, no Estado democr&aacute;tico de direito, o Estado n&atilde;o apenas dita normas jur&iacute;dicas, mas tamb&eacute;m se sujeita a elas, respondendo por danos que&nbsp; venha a&nbsp; causar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Ministro-presidente<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, tamb&eacute;m acompanhou o relator e declarou parcialmente procedentes as ADIs&nbsp; 4357 e 4425 para julgar inconstitucional o par&aacute;grafo 15 do artigo 100 e o artigo 97 do ADCT. O ministro considerou inconstitucional o regime especial de pagamento uma vez que, a seu ver, a modalidade de morat&oacute;ria institu&iacute;da pela Emenda Constitucional 62 n&atilde;o tem limite temporal definido. Como o devedor deve depositar para pagamento dos credores uma porcentagem do valor da sua receita, e n&atilde;o do estoque de precat&oacute;rios, a morat&oacute;ria durar&aacute; enquanto a d&iacute;vida for maior que o volume de recursos dispon&iacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Por essa raz&atilde;o eu considero correta a afirma&ccedil;&atilde;o do ministro Ayres Britto de que algumas unidades federadas podem levar dezenas de anos para pagar os precat&oacute;rios&rdquo;, afirmou. &ldquo;Por isso, a meu ver, impor ao credor que espere pelo pagamento tempo superior &agrave; expectativa de vida m&eacute;dia do brasileiro retira por completo a confian&ccedil;a na jurisdi&ccedil;&atilde;o e a sua efetividade&rdquo;. Ele observou que mesmo a modalidade que imp&otilde;e o parcelamento em 15 anos estipula prazo excessivamente elevado, e tamb&eacute;m destacou que o sistema de acordos e leil&otilde;es de precat&oacute;rios configura-se muito danoso para os credores, uma vez que alguns deles, dado a falta de perspectiva de pagamento, estariam a receber apenas 25% do valor integral de seu cr&eacute;dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Resultado<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, o Tribunal julgou parcialmente procedentes as a&ccedil;&otilde;es nos termos do voto do relator, ministro Ayres Britto, acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Rosa Weber, C&aacute;rmen L&uacute;cia, Celso de Mello e o presidente, Joaquim Barbosa. Os ministros Marco Aur&eacute;lio e Ricardo Lewandowski votaram pela proced&ecirc;ncia das ADIs, em menor extens&atilde;o. Votaram pela total improced&ecirc;ncia os ministros Gilmar Mendes, Teori Zavascki e Dias Toffoli.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: smaller\">Reda&ccedil;&atilde;o\/AD<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--<\/p>\n\n\n\n\n<td>\n\t\t<a href=\"\" rel=\"lightbox[roadtrip]\" title=\"<\/p>\n\n\n\n\n<div style='font-weight:normal;'>Condecorado: <\/div>\n\n\n\n\n<p>\" style=\"float:left;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\" title=\"\" style=\"padding-top:10px;\" \/><\/a><br \/>\n\t\t<span style=\"font-size:9px\">Legenda da foto<\/span>\n\t<\/td>\n\n\n\n\n<p>--><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px 8px 0px; text-align: justify;\"><strong>Processos relacionados<\/strong><br \/>\n\t\t\t\t<strong><a class=\"noticia\" href=\"..\/processo\/verProcessoAndamento.asp?numero=4425&amp;classe=ADI&amp;origem=AP&amp;recurso=0&amp;tipoJulgamento=M\">ADI 4425<\/a><br \/>\n\t\t\t\t<a class=\"noticia\" href=\"..\/processo\/verProcessoAndamento.asp?numero=4357&amp;classe=ADI&amp;origem=AP&amp;recurso=0&amp;tipoJulgamento=M\">ADI 4357<\/a><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"font-size:11px;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/cms\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=233520\">STF\/Not&iacute;cias<\/a><\/span><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"48\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\" title=\"gvlima15_jpg\" width=\"32\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Postado por Gilvan Vanderlei<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal (STF) &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Quinta-feira, 14 de mar&ccedil;o de 2013&nbsp;&nbsp; STF julga parcialmente inconstitucional emenda dos precat&oacute;rios &nbsp; O Plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, julgou parcialmente procedentes as A&ccedil;&otilde;es Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4357 e 4425 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-16541","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2013"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16541","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16541"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16541\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16546,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16541\/revisions\/16546"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16541"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16541"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16541"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}