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{"id":15949,"date":"2013-02-21T01:30:49","date_gmt":"2013-02-21T04:30:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=15949"},"modified":"2013-02-23T01:32:25","modified_gmt":"2013-02-23T04:32:25","slug":"noticias-do-stf-de-interesse-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2013\/02\/noticias-do-stf-de-interesse-geral\/","title":{"rendered":"Not\u00edcias do STF de interesse geral"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size:10px;\">Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/cms_bancoImagemFotoAudiencia_bancoImagemFotoAudiencia_AP_231167-435.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15990\" height=\"277\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/cms_bancoImagemFotoAudiencia_bancoImagemFotoAudiencia_AP_231167-435.jpg\" title=\"cms_bancoImagemFotoAudiencia_bancoImagemFotoAudiencia_AP_231167-435\" width=\"435\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/cms_bancoImagemFotoAudiencia_bancoImagemFotoAudiencia_AP_231167-435.jpg 435w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/cms_bancoImagemFotoAudiencia_bancoImagemFotoAudiencia_AP_231167-435-300x191.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span id=\"cke_bm_131E\" style=\"display: none;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Justi&ccedil;a Comum &eacute; competente para julgar casos de previd&ecirc;ncia complementar privada<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"float: left; text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por maioria de votos, o Plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (20) que cabe &agrave; Justi&ccedil;a Comum julgar processos decorrentes de contrato de previd&ecirc;ncia complementar privada. A decis&atilde;o ocorreu nos Recursos Extraordin&aacute;rios (REs) 586453 e 583050, de autoria da Funda&ccedil;&atilde;o Petrobr&aacute;s de Seguridade Social (Petros) e do Banco Santander Banespa S\/A, respectivamente. A mat&eacute;ria teve repercuss&atilde;o geral reconhecida e, portanto, passa a valer para todos os processos semelhantes que tramitam nas diversas inst&acirc;ncias do Poder Judici&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Plen&aacute;rio tamb&eacute;m decidiu modular os efeitos dessa decis&atilde;o e definiu que permanecer&atilde;o na Justi&ccedil;a do Trabalho todos os processos que j&aacute; tiverem senten&ccedil;a de m&eacute;rito at&eacute; a data de hoje. Dessa forma, todos os demais processos que tramitam na Justi&ccedil;a Trabalhista, mas ainda n&atilde;o tenham senten&ccedil;a de m&eacute;rito, a partir de agora dever&atilde;o ser remetidos &agrave; Justi&ccedil;a Comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Marco Aur&eacute;lio foi o &uacute;nico divergente nesse ponto, porque votou contra a modula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Relatora<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tese vencedora foi aberta pela ministra Ellen Gracie (aposentada) ainda em 2010. Como relatora do RE 586453, a ministra entendeu que a compet&ecirc;ncia para analisar a mat&eacute;ria &eacute; da Justi&ccedil;a Comum em raz&atilde;o da inexist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o trabalhista entre o benefici&aacute;rio e a entidade fechada de previd&ecirc;ncia complementar. De acordo com ela, a compet&ecirc;ncia n&atilde;o pode ser definida levando-se em considera&ccedil;&atilde;o o contrato de trabalho j&aacute; extinto como no caso deste RE. Por essa raz&atilde;o, a ministra concluiu que a rela&ccedil;&atilde;o entre o associado e a entidade de previd&ecirc;ncia privada n&atilde;o &eacute; trabalhista, estando disciplinada no regulamento das institui&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O RE 586453 foi interposto pela Petros contra ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceu a compet&ecirc;ncia da Justi&ccedil;a Trabalhista para julgar causas envolvendo complementa&ccedil;&atilde;o de aposentadoria por entidades de previd&ecirc;ncia privada. A Petros alegou que foram violados os artigos 114 e 122, par&aacute;grafo 2&ordm;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, tendo em vista que a compet&ecirc;ncia para julgar a causa seria da Justi&ccedil;a Comum, pois a rela&ccedil;&atilde;o entre o fundo fechado de previd&ecirc;ncia complementar e o benefici&aacute;rio n&atilde;o seria trabalhista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap&oacute;s o voto da ministra Ellen Gracie, o ministro Dias Toffoli manifestou-se no mesmo sentido do entendimento da relatora. Na sess&atilde;o de hoje, reafirmando seu voto, o ministro citou a Emenda Constitucional 20\/1998, que deu nova reda&ccedil;&atilde;o ao par&aacute;grafo 2&ordm; do artigo 202 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. De acordo com essa regra, &ldquo;as contribui&ccedil;&otilde;es do empregador, os benef&iacute;cios e as condi&ccedil;&otilde;es contratuais previstas nos estatutos e regulamentos e planos de benef&iacute;cios das entidades de previd&ecirc;ncia privada n&atilde;o integram o contrato de trabalho dos participantes&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dias Toffoli tamb&eacute;m destacou que a proposta trazida pela ministra Ellen Gracie &ldquo;d&aacute; solu&ccedil;&atilde;o ao problema&rdquo;, porque outra alternativa manteria o crit&eacute;rio de analisar se haveria ou n&atilde;o, em cada processo, rela&ccedil;&atilde;o de contrato de trabalho. Esse mesmo entendimento foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes e Celso de Mello. O ministro Marco Aur&eacute;lio tamb&eacute;m deu provimento ao recurso, mas por&nbsp;fundamento diverso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Gilmar Mendes destacou que, por envolver a quest&atilde;o de compet&ecirc;ncia, a indefini&ccedil;&atilde;o e inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica se projetam sobre a vida das pessoas que buscam a complementa&ccedil;&atilde;o nos casos determinados. &ldquo;Acompanho o voto da ministra Ellen Gracie reconhecendo a compet&ecirc;ncia da Justi&ccedil;a Comum e tamb&eacute;m subscrevendo a sua manifesta&ccedil;&atilde;o no que diz respeito &agrave; modula&ccedil;&atilde;o de efeito, exatamente para dar encaminhamento a esses dolorosos casos que dependem, h&aacute; tantos anos, de defini&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou o ministro Gilmar Mendes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m ao acompanhar a ministra Ellen Gracie, o decano da Corte, ministro Celso de Mello, enfatizou que &ldquo;&eacute; necess&aacute;rio estabelecer um crit&eacute;rio objetivo que resolva a crescente inseguran&ccedil;a e progressiva incerteza que se estabelece em torno dessa mat&eacute;ria&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Voto-vista<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, apresentou seu voto-vista na sess&atilde;o de hoje e acompanhou o posicionamento do ministro Cezar Peluso (aposentado) em voto apresentado em mar&ccedil;o de 2010, no qual defendia a compet&ecirc;ncia da Justi&ccedil;a do Trabalho para julgar os casos de complementa&ccedil;&atilde;o de aposentadoria no &acirc;mbito da previd&ecirc;ncia privada quando a rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica decorrer do contrato de trabalho. Esse posicionamento ficou vencido e contou tamb&eacute;m com o voto da ministra C&aacute;rmen L&uacute;cia. O ministro Peluso era o relator do RE 583050, de autoria do banco Santander Banespa S\/A contra decis&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a do Rio Grande do Sul (TJ-RS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme defendeu o ministro Peluso na ocasi&atilde;o do seu voto, caberia ao juiz da causa avaliar se determinados processos iriam tramitar na Justi&ccedil;a do Trabalho ou na Justi&ccedil;a Comum. De acordo com ele, se o processo fosse decorrente de contrato de trabalho, seria de compet&ecirc;ncia da Justi&ccedil;a do Trabalho, mas se a mat&eacute;ria n&atilde;o estivesse relacionada ao contrato de trabalho, a Justi&ccedil;a Comum seria competente para an&aacute;lise do processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Joaquim Barbosa afirmou em seu voto que n&atilde;o v&ecirc; como &ldquo;segregar o contrato de previd&ecirc;ncia privada complementar das rela&ccedil;&otilde;es de direito de trabalho eventualmente existentes entre o indiv&iacute;duo e o patrocinador, com repercuss&atilde;o no que tange&nbsp;&agrave; fixa&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a Comum como a competente para o julgamento dos conflitos decorrentes desse tipo de ajustes&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Refuto a tese de que o artigo 202, par&aacute;grafo 2&ordm;, poderia amparar a conclus&atilde;o de que a Justi&ccedil;a do Trabalho n&atilde;o seria mais competente para decidir as a&ccedil;&otilde;es que envolvem o pleito de complementa&ccedil;&atilde;o da aposentaria&rdquo;, afirmou o presidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a proclama&ccedil;&atilde;o do julgamento, a maioria dos ministros (6&#215;3) deu provimento ao RE 586453 e, por outro lado, negou provimento ao RE 583050, sendo que o ministro Marco Aur&eacute;lio foi o &uacute;nico vencido neste &uacute;ltimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><b>Modula&ccedil;&atilde;o<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m na sess&atilde;o desta quarta-feira, ao resolver uma quest&atilde;o de ordem, o Plen&aacute;rio do Supremo entendeu necess&aacute;ria a maioria de dois ter&ccedil;os dos votos &ndash; conforme previsto no artigo 27 da Lei 9.868\/99 (Lei das ADIs)*&nbsp;&ndash; para a modula&ccedil;&atilde;o aos efeitos de decis&otilde;es em processos com repercuss&atilde;o geral reconhecida. Portanto, este entendimento formado pela maioria da Corte (5&#215;4), quanto &agrave; exig&ecirc;ncia do qu&oacute;rum qualificado nestes casos, foi aplicado hoje no julgamento do RE 586453 e ser&aacute; aplicado a partir de agora em mat&eacute;rias semelhantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cinco ministros [Teori Zavascki, Rosa Weber, C&aacute;men L&uacute;cia, Marco Aur&eacute;lio, Joaquim Barbosa] consideraram que deve ser cumprido o qu&oacute;rum qualificado para modula&ccedil;&atilde;o de efeitos em recursos extraordin&aacute;rios com repercuss&atilde;o geral reconhecida. Ficaram vencidos quatro ministros: Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello, os quais entenderam ser poss&iacute;vel a modula&ccedil;&atilde;o, nesses casos, por maioria absoluta do Tribunal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: smaller\">CM,EC\/AD<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"color: rgb(128, 0, 0);\">*Artigo 27 da Lei 9.868\/99&nbsp;&ndash; Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e tendo em vista raz&otilde;es de seguran&ccedil;a jur&iacute;dica ou de excepcional interesse social, poder&aacute; o Supremo Tribunal Federal, por maioria de dois ter&ccedil;os de seus membros, restringir os efeitos daquela declara&ccedil;&atilde;o ou decidir que ela s&oacute; tenha efic&aacute;cia a partir de seu tr&acirc;nsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:comic sans ms,cursive;\"><span style=\"font-size: 11px;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/cms\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=231193\">STF\/Not&iacute;cias<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"48\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\" title=\"gvlima15_jpg\" width=\"32\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Postado por Gilvan Vanderlei<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 &nbsp; Justi&ccedil;a Comum &eacute; competente para julgar casos de previd&ecirc;ncia complementar privada &nbsp; Por maioria de votos, o Plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (20) que cabe &agrave; Justi&ccedil;a Comum julgar processos decorrentes de contrato de previd&ecirc;ncia complementar privada. 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