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{"id":15741,"date":"2013-02-09T08:55:32","date_gmt":"2013-02-09T11:55:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=15741"},"modified":"2013-02-24T14:06:32","modified_gmt":"2013-02-24T17:06:32","slug":"uma-boa-noticia-para-alegrar-se-no-carnaval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2013\/02\/uma-boa-noticia-para-alegrar-se-no-carnaval\/","title":{"rendered":"Uma boa not\u00edcia para se alegrar no carnaval"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#000080;\">Caros <strong>FABIANOS<\/strong>,<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#000080;\">Ganhamos mais uma no TRF da 5&ordf; Regi&atilde;o. Espelha essa not&iacute;cia a&iacute; (as quatro cantos), pois nosso amigo <strong>EDSON JOS&Eacute; DA CRUZ<\/strong> j&aacute; sofreu bastante e precisa de uma boa not&iacute;cia para se alegrar no carnaval.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#000080;\">O processo ainda est&aacute; no Pje do TRF5, por isso n&atilde;o se tem acesso ao andamento, mas o <strong>VOTO<\/strong> (<strong><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/DESPACHO..pdf\">DESPACHO<\/a><\/strong>) do relator nos foi enviado pelos patronos do <strong>Processo n&ordm; 0800003-86.2013.4.05.000T<\/strong><\/span><span style=\"color:#000080;\">, recebidos atrav&eacute;s da Assinatura eletronica, cuja Certifica&ccedil;&atilde;o Digital pertence a: <strong>DR. ANDRE DIAS FERNANDES<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#000080;\">Acompanhe abaixo:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/Desembargador-Federal-ANDR\u00c9-DIAS-FERNANDES0.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15745\" height=\"327\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/Desembargador-Federal-ANDR\u00c9-DIAS-FERNANDES0.jpg\" title=\"Desembargador Federal ANDR\u00c9 DIAS FERNANDES0\" width=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/Desembargador-Federal-ANDR\u00c9-DIAS-FERNANDES0.jpg 350w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/Desembargador-Federal-ANDR\u00c9-DIAS-FERNANDES0-300x280.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><span style=\"color:#800000;\"><strong>Desembargador Federal ANDR&Eacute; DIAS FERNANDES &#8211; TRF5 (Convocado)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&uacute;mero do Processo: <strong>0800003-86.2013.4.05.0000<\/strong><br \/>\n\tClasse Judicial: <strong>AGRAVO DE INSTRUMENTO<\/strong><br \/>\n\t&Oacute;rg&atilde;o Julgador: Gab 1 &#8211; <strong>Des. L&Aacute;ZARO GUIMAR&Atilde;ES<\/strong><br \/>\n\t&Oacute;rg&atilde;o Julgador Colegiado: <strong>4&ordf; Turma<\/strong><br \/>\n\tData de Distribui&ccedil;&atilde;o: <strong>4 de Janeiro de 2013<\/strong><br \/>\n\tAssunto:<strong> DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MAT&Eacute;RIAS DE DIREITO P&Uacute;BLICO |Militar | Regime |Anistia Pol&iacute;tica |<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/MOVIMENTA\u00c7\u00c3O.pdf\"><span style=\"font-size:16px;\"><strong>Processo 0800003-86.2013.4.05.0000T<\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DESPACHO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cuida-se de <strong>agravo de instrumento<\/strong> contra decis&atilde;o que indeferiu pedido de antecipa&ccedil;&atilde;o dos efeitos da tutela, com o fito de restabelecer benef&iacute;cio decorrente da condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico do autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest&atilde;o relativa &agrave; decad&ecirc;ncia do direito de anular os atos de anistia ainda n&atilde;o foi pacificada no STJ, havendo ac&oacute;rd&atilde;os em ambos os sentidos: (a) alguns arestos consideram que a nota t&eacute;cnica da AGU (NOTA AGU\/JD-1\/2006) tem o cond&atilde;o de &quot;interromper&quot; a decad&ecirc;ncia (rectius, configuraria in&iacute;cio do exerc&iacute;cio do direito potestativo de anular), ao passo que (b) outros estimam que <u>tal nota t&eacute;cnica, seja pela sua generalidade e impessoalidade, seja porque n&atilde;o emitida pela autoridade que efetivamente tem o poder de anular o ato de anistia, n&atilde;o configuraria efetiva deflagra&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio do poder de anular<\/u>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso, <u>o autor j&aacute; percebe o benef&iacute;cio h&aacute; cerca de 9 anos (desde 2003)<\/u>, ao passo que o processo administrativo para anula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica da sua Portaria de anistia s&oacute; foi encetado em 2011 (com base na Portaria Interministerial 134\/2011), tendo sido conclu&iacute;do em 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, <u>entre a concess&atilde;o da sua anistia (2003) e in&iacute;cio da percep&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio e a deflagra&ccedil;&atilde;o do processo administrativo para anula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica da sua Portaria de anistia (2011) transcorrem bem mais de 5 (cinco) anos<\/u>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saliente-se que a Portaria Interministerial 134\/2011 tamb&eacute;m foi editada bem mais de 5 anos ap&oacute;s a portaria de anistia do autor (2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo, sem embargo da plausibilidade da tese contr&aacute;ria, esposada na decis&atilde;o agravada, <u>parece ter-se consumado a decad&ecirc;ncia do direito da Administra&ccedil;&atilde;o de anular o ato de anistia do autor-agravante<\/u>, nos termos do artigo 54 da Lei 9.784\/99, at&eacute; porque n&atilde;o foi arguida, <u>em nenhum momento, a exist&ecirc;ncia de eventual m&aacute;-f&eacute; por parte do autor<\/u>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa linha, <u>confiram-se os seguintes arestos recentes<\/u>, inclusive da <strong>1a SE&Ccedil;&Atilde;O do STJ<\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. ANISTIA. EFEITOS FINANCEIROS RETROATIVOS. OMISS&Atilde;O DA AUTORIDADE IMPETRADA. ATO OMISSIVO QUE SE RENOVA CONTINUAMENTE. VIA PROCESSUAL ADEQUADA. JUROS MORAT&Oacute;RIOS E CORRE&Ccedil;&Atilde;O MONET&Aacute;RIA. CABIMENTO. SEGURAN&Ccedil;A CONCEDIDA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. O Supremo Tribunal Federal, nos autos do <strong>RMS 24.953\/DF<\/strong>, assentou que n&atilde;o consubstancia a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a o mandado de seguran&ccedil;a que visa sanar omiss&atilde;o da autoridade coatora quanto ao cumprimento integral da portaria que reconhece a condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico, inclusive no tocante ao pagamento da parcela relativa a valores pret&eacute;ritos, cujo montante devido encontra-se ali expressamente previsto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>2. A quest&atilde;o a ser dirimida pelo Grupo de Trabalho institu&iacute;do pela Portaria Interministerial MJ\/AGU 134\/11 vincula-se &agrave; eventual disson&acirc;ncia entre o entendimento firmado pela Comiss&atilde;o de Anistia, com base em sua S&uacute;mula Administrativa 2002.07.0003, e o disposto no art. 8&ordm;, caput, do ADCT. Em outros termos, se a anistia concedida ao impetrante atenderia, ou n&atilde;o, os requisitos do citado dispositivo constitucional.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>3. O conceito de impugna&ccedil;&atilde;o de ato administrativo, capaz de suspender a contagem do prazo decadencial do art. 54 da Lei 9.784\/99, n&atilde;o pode ser estendido a todo ou qualquer ato de simples contesta&ccedil;&atilde;o de um direito, mas &agrave;queles&nbsp; atos administrativos de car&aacute;ter de controle que, consoante doutrina de BANDEIRA DE MELLO, &quot;visam impedir ou permitir a produ&ccedil;&atilde;o ou a efic&aacute;cia de atos de administra&ccedil;&atilde;o ativa mediante exame pr&eacute;vio ou posterior da conveni&ecirc;ncia ou da legalidade deles&quot; (In &quot;Curso de Direito Administrativo&quot;. 19&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Malheiros, 2005, p. 393).<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>4. S&atilde;o consideradas como exerc&iacute;cio do direito de anular o ato administrativo apenas as medidas tomadas pela autoridade dotada de poder de decidir as quest&otilde;es relacionadas &agrave; concess&atilde;o ou revoga&ccedil;&atilde;o das anistias pol&iacute;ticas, ou seja, pelo Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, uma vez que a concess&atilde;o da anistia &eacute; de sua exclusiva responsabilidade, assessorado pela Comiss&atilde;o de Anistia. Intelig&ecirc;ncia do art. 1&ordm;, &sect; 2&ordm;, III, da Lei 9.784\/99, c.c.&nbsp; 10 e 12, caput, da Lei 10.559\/02.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>5. Recomenda&ccedil;&otilde;es exaradas pelo TCU, bem como as NOTAS AGU\/JD-10\/2003 e AGU\/JD-1\/2006, n&atilde;o se enquadram na defini&ccedil;&atilde;o de &quot;medida de autoridade administrativa&quot;.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. &quot;A exist&ecirc;ncia da previs&atilde;o de recursos, em leis or&ccedil;ament&aacute;rias da Uni&atilde;o, para o pagamento dos efeitos financeiros da Portaria expedida pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a e o decurso do prazo previsto no &sect; 4&ordm; do art. 12 da Lei 10.559\/02, consubstancia o direito l&iacute;quido e certo do impetrante ao recebimento integral da repara&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica&quot; (MS 13.816\/DF, Rel. Min. NAPOLE&Atilde;O NUNES MAIA FILHO, Terceira Se&ccedil;&atilde;o, DJe 4\/6\/09).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[&#8230;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(MS 16.609\/DF, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, <u>PRIMEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O<\/u>, julgado em 13\/06\/2012, DJe 22\/06\/2012)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. ANISTIA POL&Iacute;TICA. DECLARA&Ccedil;&Atilde;O POST MORTEM. EFEITOS FINANCEIROS RETROATIVOS. PER&Iacute;ODO POSTERIOR &Agrave; DATA DO &Oacute;BITO. LEGITIMIDADE ATIVA DA &Uacute;NICA DEPENDENTE ECON&Ocirc;MICA: A VI&Uacute;VA. LITISCONS&Oacute;RCIO COM OS FILHOS DO CASAL. DESNECESSIDADE. OMISS&Atilde;O DA AUTORIDADE IMPETRADA. ATO OMISSIVO QUE SE RENOVA CONTINUAMENTE. VIA PROCESSUAL ADEQUADA. JUROS MORAT&Oacute;RIOS E CORRE&Ccedil;&Atilde;O MONET&Aacute;RIA. CABIMENTO. SEGURAN&Ccedil;A CONCEDIDA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[&#8230;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>5. A quest&atilde;o a ser dirimida pelo Grupo de Trabalho institu&iacute;do pela Portaria Interministerial MJ\/AGU 134\/11 vincula-se &agrave; eventual disson&acirc;ncia entre o entendimento firmado pela Comiss&atilde;o de Anistia, com base em sua S&uacute;mula Administrativa 2002.07.0003, e o disposto no art. 8&ordm;, caput, do ADCT. Em outros termos, se a anistia concedida ao falecido marido da impetrante atenderia, ou n&atilde;o, os requisitos do citado dispositivo constitucional.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>6. O conceito de impugna&ccedil;&atilde;o de ato administrativo, capaz de suspender a contagem do prazo decadencial do art. 54 da Lei 9.784\/99, n&atilde;o pode ser estendido a todo ou qualquer ato de simples contesta&ccedil;&atilde;o de um direito, mas &agrave;queles&nbsp; atos administrativos de car&aacute;ter de controle que, consoante doutrina de BANDEIRA DE MELLO, &quot;visam impedir ou permitir a produ&ccedil;&atilde;o ou a efic&aacute;cia de atos de administra&ccedil;&atilde;o ativa mediante exame pr&eacute;vio ou posterior da conveni&ecirc;ncia ou da legalidade deles&quot; (In &quot;Curso de Direito Administrativo&quot;. 19&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Malheiros, 2005, p. 393).<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>7. S&atilde;o consideradas como exerc&iacute;cio do direito de anular o ato administrativo apenas as medidas tomadas pela autoridade dotada de poder de decidir as quest&otilde;es relacionadas &agrave; concess&atilde;o ou revoga&ccedil;&atilde;o das anistias pol&iacute;ticas, ou seja, pelo Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, uma vez que a concess&atilde;o da anistia &eacute; de sua exclusiva responsabilidade, assessorado pela Comiss&atilde;o de Anistia. Intelig&ecirc;ncia do art. 1&ordm;, &sect; 2&ordm;, III, da Lei 9.784\/99, c.c.&nbsp; 10 e 12, caput, da Lei 10.559\/02.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>8. Recomenda&ccedil;&otilde;es exaradas pelo TCU, bem como as NOTAS AGU\/JD-10\/2003 e AGU\/JD-1\/2006, n&atilde;o se enquadram na defini&ccedil;&atilde;o de &quot;medida de autoridade administrativa&quot;.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[&#8230;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(MS 17371\/DF, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, <u>PRIMEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O<\/u>, julgado em 27\/06\/2012, DJe 01\/08\/2012)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. RETRATA&Ccedil;&Atilde;O DA DESIST&Ecirc;NCIA AINDA N&Atilde;O HOMOLOGADA POR SENTEN&Ccedil;A. POSSIBILIDADE. ANISTIA DE MILITAR. ANULA&Ccedil;&Atilde;O. ILEGALIDADE. CONCESS&Atilde;O DE LIMINAR QUE SUSPENDE A INTERRUP&Ccedil;&Atilde;O NO PAGAMENTO DO BENEF&Iacute;CIO, DADA A AUS&Ecirc;NCIA, EM JU&Iacute;ZO PROVIS&Oacute;RIO, DE JUSTA CAUSA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[&#8230;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. O deferimento de liminar n&atilde;o &eacute; contradit&oacute;rio com o que o STJ decidiu na Quest&atilde;o de Ordem no MS 15.706\/DF. Com efeito, o fato de a Administra&ccedil;&atilde;o poder instaurar procedimento de revis&atilde;o dos atos de concess&atilde;o de anistia, mesmo com efeito obstativo do pagamento de precat&oacute;rios judiciais, n&atilde;o afasta o controle jurisdicional quanto &agrave; legalidade das conclus&otilde;es por ela adotadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>6. A liminar &eacute; favor&aacute;vel ao impetrante porque entendi, em ju&iacute;zo provis&oacute;rio, ser desarrazoado que o ente p&uacute;blico, ap&oacute;s pagar o benef&iacute;cio por nove anos consecutivos, interrompa-o com base no argumento de que o administrado n&atilde;o comprovou, em novo processo administrativo, que o ato de concess&atilde;o de anistia &eacute; regular.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>7. Como se sabe, presumem-se legais e leg&iacute;timos os atos administrativos. In casu, a Uni&atilde;o instaurou processo administrativo para anular a anistia por ela concedida, mas atribuiu ao cidad&atilde;o o &ocirc;nus de comprovar que o ato administrativo &#8211; isto &eacute;, concess&atilde;o de anistia de militar &#8211; n&atilde;o cont&eacute;m v&iacute;cios. Diante da aus&ecirc;ncia de provas nas circunst&acirc;ncias acima descritas, concluiu que o mencionado ato &eacute; inconstitucional.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>8. O ente p&uacute;blico, contudo, n&atilde;o trouxe elementos h&aacute;beis a demonstrar que o agravado tenha, em qualquer momento, induzido a Administra&ccedil;&atilde;o a erro.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>9. O fundamento utilizado para a anula&ccedil;&atilde;o da anistia, nove anos ap&oacute;s a concess&atilde;o, revela-se inveross&iacute;mil e autoriza liminar que obste a imediata produ&ccedil;&atilde;o de efeitos pecuni&aacute;rios (interrup&ccedil;&atilde;o do pagamento mensal da anistia).<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10. Agravo Regimental n&atilde;o provido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(AgRg no MS 18448\/DF, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, <u>PRIMEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O<\/u>, julgado em 27\/06\/2012, DJe 22\/08\/2012)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ANISTIA. MILITAR. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. EFEITOS RETROATIVOS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Consoante decidido pelo STF nos autos do RMS 24.953\/DF, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 01.10.04, o mandado de seguran&ccedil;a &eacute; instrumento h&aacute;bil para fiel execu&ccedil;&atilde;o das portarias do Ministro de Estado da Justi&ccedil;a que tratam da concess&atilde;o de indeniza&ccedil;&atilde;o aos anistiados pol&iacute;ticos. N&atilde;o incid&ecirc;ncia das restri&ccedil;&otilde;es contidas nas S&uacute;mulas 269 e 271\/STF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. O Ministro de Estado da Defesa &eacute; parte leg&iacute;tima para figurar no polo passivo do writ, pois a ele compete o pagamento das repara&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas decorrentes da declara&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o de anistiado pol&iacute;tico militar, no prazo de 60 dias ap&oacute;s o recebimento da comunica&ccedil;&atilde;o do Ministro da Justi&ccedil;a, consoante previs&atilde;o do par&aacute;grafo &uacute;nico do art. 18 da Lei 10.559\/02.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>3. Nos processos de anistia envolvendo militares, a obriga&ccedil;&atilde;o do Ministro de Estado da Defesa de determinar o pagamento permanece inc&oacute;lume at&eacute; determina&ccedil;&atilde;o em contr&aacute;rio do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, o qual det&eacute;m a prerrogativa de realizar a revis&atilde;o desse procedimento.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>4. A revis&atilde;o das portarias concessivas de anistia submete-se &agrave; flu&ecirc;ncia do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784\/99, o qual fixa em cinco anos o direito da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica de anular os atos administrativos que produzam efeitos favor&aacute;veis aos seus destinat&aacute;rios. Precedentes do STF. No caso, tendo o ato do Ministro de Estado da Justi&ccedil;a sido editado em 2003, est&aacute; evidenciada a decad&ecirc;ncia.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[&#8230;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(MS 16.500\/DF, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, <u>PRIMEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O<\/u>, julgado em 14\/09\/2011, DJe 04\/10\/2011)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perfilho, pois, o entendimento de que a nota t&eacute;cnica da AGU (NOTA AGU\/JD-1\/2006), seja pela sua generalidade e impessoalidade, seja porque n&atilde;o emitida pela autoridade que efetivamente tem o poder de anular o ato de anistia, n&atilde;o configura efetiva deflagra&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio do poder de anular o ato de anistia do autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Presente, portanto, a verossimilhan&ccedil;a das alega&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O periculum in mora decorre da pr&oacute;pria natureza alimentar da verba, percebida h&aacute; cerca de 9 anos pelo autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:16px;\"><strong>Ante o exposto, defiro o pedido de efeito suspensivo ativo ao agravo, para determinar &agrave; agravada que restabele&ccedil;a o benef&iacute;cio percebido pelo agravante.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:16px;\"><strong>Ao agravado, para responder no prazo legal.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recife, 6 de fevereiro de 2013.<\/p>\n<p align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Desembargador Federal ANDR&Eacute; DIAS FERNANDES<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">Relator convocado<\/p>\n<p><span style=\"color:#800000;\"><strong>* Grifos e negritos nossos<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" style=\"width:100.0%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width:5.0%;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/assinaturadigital.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-15746\" height=\"64\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/assinaturadigital.gif\" title=\"assinaturadigital\" width=\"55\" \/><\/a><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width:80.0%;\">\n<p>Assinado eletronicamente. A Certifica&ccedil;&atilde;o Digital pertence a:<br \/>\n\t\t\t\t\t<strong>ANDRE DIAS FERNANDES<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pje.trf5.jus.br\/pje\/Processo\/ConsultaDocumento\/listView.seam\">https:\/\/pje.trf5.jus.br\/pje\/Processo\/ConsultaDocumento\/listView.seam<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/BV300x962.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"alignnone size-full wp-image-15748\" height=\"96\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/BV300x962.jpg\" title=\"BV300x96\" width=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify; \">&nbsp;<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"48\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\" title=\"gvlima15_jpg\" width=\"32\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Postado por Gilvan Vanderlei<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros FABIANOS, Ganhamos mais uma no TRF da 5&ordf; Regi&atilde;o. 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