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{"id":15155,"date":"2013-01-08T09:19:06","date_gmt":"2013-01-08T12:19:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=15155"},"modified":"2013-01-08T15:13:40","modified_gmt":"2013-01-08T18:13:40","slug":"em-defesa-da-administracao-publica-federal-a-agu-que-o-diga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2013\/01\/em-defesa-da-administracao-publica-federal-a-agu-que-o-diga\/","title":{"rendered":"Em defesa da Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal, a AGU que o diga&#8230;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/m\u00e1-f\u00e91.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15166\" height=\"202\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/m\u00e1-f\u00e91.jpg\" title=\"m\u00e1-f\u00e9\" width=\"244\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8211; Litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;: a ampla defesa desvirtuada pela mal&iacute;cia processual<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que dizer a Uni&atilde;o, com os seus infind&aacute;veis recursos !!!!!!!!!!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Digo eu, frase atribuida a um ministro do STF: &quot;<span style=\"color:#2f4f4f;\">a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; um queijo sui&ccedil;o, e os defensores usam os buracos, na defesa de seus interesses e de seus clientes.<\/span>&quot;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Abcs\/SF<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/OJSilvaFilho48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"OJSilvaFilho48x74\" class=\"alignnone size-full wp-image-5812\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/OJSilvaFilho48x74.jpg\" title=\"OJSilvaFilho48x74\" width=\"48\" \/><\/a><br \/>\n\t<strong>OJSilvaFilho<\/strong><\/span><span style=\"color: #333300;\">.<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: #333300;\"><strong>Ex-Cabo da FAB v&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64 <\/strong><br \/>\n\tEmail: <a href=\"http:\/\/mailto:ojsf@ig.com.br\">ojsilvafilho@gmail.com<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>ESPECIAL<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-size: 16px;\"><strong><span class=\"titulo_texto\">Litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;: a ampla defesa desvirtuada pela mal&iacute;cia processual<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<div class=\"conteudo_texto\" style=\"text-align: justify;\">A ampla defesa &eacute; um princ&iacute;pio assegurado na Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988. Essa garantia baseia-se no direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, no direito de manifesta&ccedil;&atilde;o e de ver seus argumentos considerados. Contudo, o que &eacute; um direito torna-se abuso de direito quando advogados violam os deveres de lealdade processual e comportamento &eacute;tico no processo, desvirtuando a pr&oacute;pria ampla defesa. &Eacute; a chamada litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;.<\/p>\n<p>O artigo 5&ordm;, inciso LV, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal diz que &ldquo;aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral s&atilde;o assegurados o contradit&oacute;rio e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes&rdquo;. Por&eacute;m, se uma das partes no processo age de forma maldosa, seja com dolo ou culpa, utilizando procedimentos escusos para vencer ou ainda, sabendo ser imposs&iacute;vel vencer, para prolongar o andamento do feito, o magistrado pode penalizar quem abusa do direito de pedir.<\/p>\n<p>No Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ), os ministros t&ecirc;m enfrentado situa&ccedil;&otilde;es que demonstram haver cada vez menos toler&acirc;ncia com a litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;. O Tribunal tem se dedicado a reduzir tanto o acervo quanto a dura&ccedil;&atilde;o dos processos em tr&acirc;mite, e a tentativa de meramente procrastinar o desfecho judicial, al&eacute;m de n&atilde;o encontrar abrigo na jurisprud&ecirc;ncia, &eacute; vista como antiprofissionalismo. Os magistrados podem condenar o litigante de m&aacute;-f&eacute;, independentemente de um pedido nesse sentido, em multa ou indeniza&ccedil;&atilde;o &agrave; parte contr&aacute;ria.<\/p>\n<p><span style=\"color:#800000;\"><strong>Sucessivos e infind&aacute;veis<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O artigo 538, par&aacute;grafo &uacute;nico, do C&oacute;digo de Processo Civil (CPC) estabelece que a apresenta&ccedil;&atilde;o de embargos de declara&ccedil;&atilde;o protelat&oacute;rios autoriza que o &oacute;rg&atilde;o julgador condene o embargante a pagar ao embargado multa n&atilde;o excedente a 1% do valor da causa. Havendo a reitera&ccedil;&atilde;o de embargos protelat&oacute;rios, &eacute; poss&iacute;vel a majora&ccedil;&atilde;o da multa a at&eacute; 10%, ficando condicionada a interposi&ccedil;&atilde;o de qualquer outro recurso ao dep&oacute;sito do valor respectivo.<\/p>\n<p>Em junho de 2012, a Terceira Turma aplicou multa por litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute; de 1% sobre o valor da causa em raz&atilde;o de interposi&ccedil;&atilde;o, pela segunda vez, de embargos de declara&ccedil;&atilde;o com &ldquo;intuito manifestamente protelat&oacute;rio&rdquo;, como avaliou o relator do processo, ministro Villas B&ocirc;as Cueva. Insistente, a parte apresentou novos embargos (pela terceira vez) e, em novembro, a Turma aumentou a multa para 5% (Ag 784.244).<\/p>\n<p>O ministro Cueva esclareceu que os embargos de declara&ccedil;&atilde;o s&atilde;o recurso restrito, cujo objetivo &eacute; esclarecer o real sentido de decis&atilde;o em que se encontre obscuridade, contradi&ccedil;&atilde;o ou omiss&atilde;o. No caso, por&eacute;m, houve a reitera&ccedil;&atilde;o dos argumentos que pretendiam modificar a decis&atilde;o, o que, para a Turma, denota o car&aacute;ter protelat&oacute;rio dos embargos. O ministro ainda condicionou a interposi&ccedil;&atilde;o de novos recursos ao dep&oacute;sito da multa.<\/p>\n<p><span style=\"color:#800000;\"><strong>Majora&ccedil;&atilde;o da multa<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A mesma Turma, ao julgar o quarto recurso interno sobre o REsp 1.203.727, chegou a aplicar multa de 10% sobre o valor da causa. Foram quatro embargos de declara&ccedil;&atilde;o na insist&ecirc;ncia de ver reconhecida tese sobre o termo inicial de prescri&ccedil;&atilde;o em a&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a de diferen&ccedil;a de indeniza&ccedil;&atilde;o securit&aacute;ria. O relator, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, afirmou que a mat&eacute;ria estava exaustivamente analisada e que houve a &ldquo;mera repeti&ccedil;&atilde;o de argumentos&rdquo; j&aacute; apresentados anteriormente.<\/p>\n<p>A Quarta Turma, que tamb&eacute;m analisa quest&otilde;es de direito privado, adotou medida semelhante no julgamento do Ag 1.267.606. O relator, ministro Luis Felipe Salom&atilde;o, nos segundos embargos de declara&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; aplicou multa de 10% sobre o valor da causa, como condenou a recorrente a indenizar a parte contr&aacute;ria em R$ 5 mil reais.<\/p>\n<p><span style=\"color:#800000;\"><strong>Contra texto de lei<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O artigo 17 do CPC elenca as hip&oacute;teses em que se reconhece a litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;. Uma delas &eacute; deduzir pretens&atilde;o ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso. As demais s&atilde;o alterar a verdade dos fatos; usar do processo para conseguir objetivo ilegal; opor resist&ecirc;ncia injustificada ao andamento do processo; proceder de modo temer&aacute;rio em qualquer incidente ou ato do processo; provocar incidentes manifestamente infundados e interpor recurso com intuito manifestamente protelat&oacute;rio.<\/p>\n<p>Em julgamento realizado em 2006, a ministra Nancy Andrighi explicou que &ldquo;n&atilde;o se caracteriza a litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute; por pretens&atilde;o contra texto expresso de lei, se a interpreta&ccedil;&atilde;o dada ao dispositivo pelo &oacute;rg&atilde;o julgador for diversa daquela pretendida pela parte e houver plausibilidade na tese defendida por esta&rdquo; (REsp 764.320).<\/p>\n<p>J&aacute; em outra hip&oacute;tese analisada, a Primeira Turma, em 2005, condenou o estado do Maranh&atilde;o ao pagamento de multa por litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;. No caso, era contestada decis&atilde;o que concedeu &agrave; parte contr&aacute;ria o benef&iacute;cio da assist&ecirc;ncia judici&aacute;ria, em raz&atilde;o de o servi&ccedil;o n&atilde;o ser prestado por profissional da Defensoria P&uacute;blica, mas por advogado escolhido pela parte.<\/p>\n<p>Ocorre que a Lei de Assist&ecirc;ncia Judici&aacute;ria condiciona a concess&atilde;o do benef&iacute;cio &agrave; simples afirma&ccedil;&atilde;o do postulante sobre seu estado de pobreza. O relator, ministro Jos&eacute; Delgado, j&aacute; aposentado, entendeu que o equ&iacute;voco do estado contribuiu para o &ldquo;injustificado retardamento da jurisdi&ccedil;&atilde;o buscada&rdquo; (REsp 739.064).<\/p>\n<p><span style=\"color:#800000;\"><strong>Esfera penal<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute; tamb&eacute;m &eacute; combatida nos processos que debatem mat&eacute;ria penal. O ministro Marco Aur&eacute;lio Bellizze, presidente da Quinta Turma do STJ, esclareceu que, muito embora na esfera penal n&atilde;o seja vi&aacute;vel a fixa&ccedil;&atilde;o de multa por litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;, em tais casos &ldquo;&eacute; perfeitamente poss&iacute;vel, antes mesmo do tr&acirc;nsito em julgado da condena&ccedil;&atilde;o, a baixa dos autos, independentemente da publica&ccedil;&atilde;o do ac&oacute;rd&atilde;o, para que se inicie o cumprimento da pena que lhe foi imposta&rdquo;.<\/p>\n<p>A afirma&ccedil;&atilde;o foi feita no julgamento de um agravo de instrumento, em outubro de 2012 (Ag 1.425.288). Era a terceira vez que a defesa do r&eacute;u havia interposto agravo regimental, recurso destinado a combater decis&atilde;o monocr&aacute;tica. No caso, a defesa apresentou por duas vezes tal recurso contra decis&atilde;o do colegiado, a Quinta Turma. &ldquo;Somente &eacute; cab&iacute;vel agravo regimental contra decis&atilde;o monocr&aacute;tica, constituindo erro grosseiro e inescus&aacute;vel a interposi&ccedil;&atilde;o desse recurso para impugnar decis&atilde;o colegiada&rdquo;, repreendeu o ministro Bellizze em seu voto.<\/p>\n<p>O ministro considerou que a insist&ecirc;ncia da defesa no mesmo erro revelou o seu n&iacute;tido car&aacute;ter protelat&oacute;rio, no intuito de impedir o tr&acirc;nsito em julgado da a&ccedil;&atilde;o penal e viabilizar uma poss&iacute;vel prescri&ccedil;&atilde;o da pretens&atilde;o punitiva.<\/p>\n<p>Em outro caso, julgado em 2011, o ent&atilde;o desembargador convocado Celso Limongi, ap&oacute;s os segundos embargos de declara&ccedil;&atilde;o no julgamento de um agravo, tamb&eacute;m determinou o imediato in&iacute;cio da execu&ccedil;&atilde;o da pena, independentemente da publica&ccedil;&atilde;o do ac&oacute;rd&atilde;o ou da interposi&ccedil;&atilde;o de eventual recurso (Ag 1.141.088). A mesma medida foi adotada pela ministra Laurita Vaz ao julgar o quarto recurso interno contra uma decis&atilde;o sua (Ag 1.112.715).<\/p>\n<p><span style=\"color:#800000;\"><strong>Peti&ccedil;&otilde;es incab&iacute;veis<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&ldquo;A interposi&ccedil;&atilde;o descabida de recursos (ou outro rem&eacute;dio processual) acaba por configurar abuso do poder de recorrer.&rdquo; Foi o que afirmou o ministro Felix Fischer ao decidir sobre o esgotamento da presta&ccedil;&atilde;o jurisdicional do STJ no caso da condena&ccedil;&atilde;o de r&eacute;us do epis&oacute;dio conhecido como &ldquo;Massacre de Caraj&aacute;s&rdquo;, ocorrido no Par&aacute;, em 1996 (EREsp 818.815).<\/p>\n<p>O recurso especial sustentava haver nulidades nos quesitos formulados pelo juiz durante o julgamento no Tribunal do J&uacute;ri. Autuado em 2006, o recurso da defesa do coronel M&aacute;rio Pantoja foi negado pela Quinta Turma em dezembro de 2009. Em fevereiro de 2010, a defesa apresentou novo recurso, chamado embargos de diverg&ecirc;ncia. No m&ecirc;s seguinte, o recurso foi indeferido liminarmente. Novo recurso e a posi&ccedil;&atilde;o foi confirmada pela Terceira Se&ccedil;&atilde;o. Houve mais um recurso &agrave; Se&ccedil;&atilde;o, outro recurso ao Supremo Tribunal Federal (que n&atilde;o foi admitido) e uma sequ&ecirc;ncia de mais cinco recursos contra essa &uacute;ltima decis&atilde;o.<\/p>\n<p>O ministro Fischer, ent&atilde;o vice-presidente do STJ, determinou a baixa definitiva dos autos, independentemente do tr&acirc;nsito em julgado, em raz&atilde;o da interposi&ccedil;&atilde;o descabida e desmedida dos recursos. Neste caso, destacou o ministro, &eacute; evidente a inten&ccedil;&atilde;o da defesa em prolongar indefinidamente o exerc&iacute;cio da jurisdi&ccedil;&atilde;o, com peti&ccedil;&otilde;es desprovidas de qualquer raz&atilde;o e notoriamente incab&iacute;veis.<\/p>\n<p><span style=\"color:#800000;\"><strong>Direito de recorrer<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Em contraponto a essa jurisprud&ecirc;ncia, os ministros do STJ tamb&eacute;m t&ecirc;m reconhecido que &eacute; preciso distinguir a litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute; ou o ato atentat&oacute;rio &agrave; dignidade da Justi&ccedil;a do exerc&iacute;cio do direito de recorrer. A Corte j&aacute; decidiu que &quot;a aplica&ccedil;&atilde;o de penalidades por litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute; exige dolo espec&iacute;fico, perfeitamente identific&aacute;vel a olhos desarmados, sem o qual se pune indevidamente a parte que se vale de direitos constitucionalmente protegidos (a&ccedil;&atilde;o e defesa)&quot; (REsp 906.269).<\/p>\n<p>Em julgamento realizado em 2009, o ministro Fernando Gon&ccedil;alves, j&aacute; aposentado, decidiu que a interposi&ccedil;&atilde;o de recurso legalmente previsto n&atilde;o poderia ser considerada litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;. No caso analisado, a Quarta Turma excluiu a multa aplicada por conta do ajuizamento simult&acirc;neo de recurso de apela&ccedil;&atilde;o e de agravo de instrumento &ndash; o primeiro contra a senten&ccedil;a e o segundo contra decis&atilde;o proferida em exce&ccedil;&atilde;o de suspei&ccedil;&atilde;o &ndash;, ainda que a fundamenta&ccedil;&atilde;o e o objetivo de ambos fossem parcialmente coincidentes.<\/p>\n<p>Para os ministros, no caso ficou claro o leg&iacute;timo exerc&iacute;cio do direito de a&ccedil;&atilde;o (REsp 479.876). No mesmo julgamento, a Turma ainda afastou a multa aplicada em grau de recurso, por ocasi&atilde;o do julgamento de embargos opostos contra o ac&oacute;rd&atilde;o de apela&ccedil;&atilde;o. Os ministros aplicaram a S&uacute;mula 98 do STJ, segundo a qual &quot;embargos de declara&ccedil;&atilde;o manifestados com not&oacute;rio prop&oacute;sito de prequestionamento n&atilde;o t&ecirc;m car&aacute;ter protelat&oacute;rio&quot;.<\/p>\n<p>Em 2012, ao julgar um recurso, o ministro Luis Felipe Salom&atilde;o afastou a multa aplicada pela segunda inst&acirc;ncia, considerando que &ldquo;n&atilde;o tem lugar a condena&ccedil;&atilde;o por litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute; quando se mostrar evidente o desinteresse dos recorrentes em procrastinar o feito&rdquo;. Para o ministro, no caso analisado, ocorreu o leg&iacute;timo exerc&iacute;cio do direito de recorrer, &ldquo;pr&aacute;tica na qual a jurisprud&ecirc;ncia, em diversas ocasi&otilde;es, n&atilde;o reconheceu a caracteriza&ccedil;&atilde;o de mal&iacute;cia processual&rdquo; (REsp 1.012.325).<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A not&iacute;cia acima refere-se aos seguintes processos em tramita&ccedil;&atilde;o no STF:<\/p>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=Ag%201425288\" target=\"janela_processos\">Ag 1425288<\/a><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=Ag%201141088\" target=\"janela_processos\">Ag 1141088<\/a><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=Ag%201112715\" target=\"janela_processos\">Ag 1112715<\/a><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=EREsp%20818815\" target=\"janela_processos\">EREsp 818815<\/a><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20479876\" target=\"janela_processos\">REsp 479876<\/a><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%201012325\" target=\"janela_processos\">REsp 1012325<\/a><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=Ag%20784244\" target=\"janela_processos\">Ag 784244<\/a><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20764320\" target=\"janela_processos\">REsp 764320<\/a><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20739064\" target=\"janela_processos\">REsp 739064<\/a><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%201203727\" target=\"janela_processos\">REsp 1203727<\/a><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=Ag%201267606\" target=\"janela_processos\">Ag 1267606<\/a><\/div>\n<div class=\"obj_textos_rel_processos\"><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20906269\" target=\"janela_processos\">REsp 906269<\/a><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><script>\ndocument.write('<\/p>\n<div class=\"obj_midias_divGeral_Txt\"><span>Compartilhar esta Not\u00edcia: &nbsp;<\/span>');\ndocument.write('    <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/share.php?u='+encodeURIComponent(\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&#038;tmp.texto=108253\")+'\" class=\"obj_midias_divFacebook\" target=\"_blank\" title=\"Compartilhe no Facebook\"><\/a>');\ndocument.write('    <a href=\"http:\/\/twitter.com\/home?status='+encodeURIComponent(\"Litig\u00e2ncia de m\u00e1-f\u00e9: a ampla defesa desvirtuada pela mal\u00edcia processual\")+' - '+encodeURIComponent(\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&#038;tmp.texto=108253\")+'\" class=\"obj_midias_divtwitter\" target=\"_blank\" title=\"Compartilhe no Twitter\"><\/a><\/div>\n<p>');\n<\/script><\/p>\n<div class=\"obj_midias_divGeral_Txt\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size:11px;\"><span>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=108253&amp;utm_source=agencia&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=pushsco\">STJ<\/a><\/span><\/span><\/div>\n<div class=\"obj_midias_divGeral_Txt\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"48\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\" title=\"gvlima15_jpg\" width=\"32\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Postado por Gilvan Vanderlei<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;: a ampla defesa desvirtuada pela mal&iacute;cia processual O que dizer a Uni&atilde;o, com os seus infind&aacute;veis recursos !!!!!!!!!! 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