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{"id":14466,"date":"2010-12-11T13:18:25","date_gmt":"2010-12-11T16:18:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=14466"},"modified":"2012-11-24T13:22:12","modified_gmt":"2012-11-24T16:22:12","slug":"pagina-64-entrevista-com-o-brigadeiro-rui-barbosa-moreira-lima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2010\/12\/pagina-64-entrevista-com-o-brigadeiro-rui-barbosa-moreira-lima\/","title":{"rendered":"P\u00e1gina 64 &#8211; Entrevista com o Brigadeiro Rui Barbosa Moreira Lima."},"content":{"rendered":"<div><span style=\"font-size:10px;\">publicada em 10 de dezembro de 2010<\/span><\/div>\n<div><strong>Entrevista com o Brigadeiro Rui Moreira Lima.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color:#800000;\"><strong>Um militar nacionalista e legalista que comandou a Base A&eacute;rea de Santa Cruz em 1964.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>AS &Uacute;LTIMAS HORAS DO GOVERNO JANGO NA &Aacute;REA MILITAR <\/strong><span style=\"font-size: 16px\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/ruimoreiralima-430x315.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14467\" height=\"375\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/ruimoreiralima-430x315.jpg\" title=\"ruimoreiralima-430x315\" width=\"430\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/ruimoreiralima-430x315.jpg 430w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/ruimoreiralima-430x315-300x261.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><span style=\"font-size: 16px\">O her&oacute;i brasileiro da II Guerra Mundial, Brigadeiro Rui Moreira Lima, um militar nacionalista e legalista, comandava a Base A&eacute;rea de Santa Cruz quando do golpe militar que derrubou o Presidente Joao Goulart. Em entrevista exclusiva ao P&aacute;gina 64, Rui Moreira Lima conta como foram as &uacute;ltimas horas do governo Jango na &aacute;rea militar, conta fatos relevantes na &aacute;rea militar e explica o motivo pelo qual decidiu ingressar com uma a&ccedil;&atilde;o na Comiss&atilde;o de Direitos Humanos da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos responsabilizando o Estado brasileiro por uma s&eacute;rie de viola&ccedil;&otilde;es dos direitos humanos ocorridas durante o regime exce&ccedil;&atilde;o que se instalou no pa&iacute;s a partir de abril de 1964. (p&aacute;ginas 4 e 5)<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">O Brigadeiro Rui Moreira Lima, hoje com 91 anos, um dos oficiais que combateu as tropas alem&atilde;s na It&aacute;lia, nesta entrevista exclusiva ao P&aacute;gina 64 conta hist&oacute;rias daquela &eacute;poca e como na condi&ccedil;&atilde;o de Comandante da Base A&eacute;rea de Santa Cruz vivenciou o golpe que derrubou o Presidente constitucional Jo&atilde;o Goulart. O militar lembra com detalhes pouco conhecidos as &uacute;ltimas horas do governo Jango e esclarece como se deu a despedida do ent&atilde;o Ministro da Aeron&aacute;utica, An&iacute;sio Botelho, dos seus comandados a 31 de mar&ccedil;o de 1964 e os momentos posteriores que culminaram com o triunfo do golpe. Para o nacionalista Rui Moreira Lima, os militares hoje est&atilde;o voltados para o Brasil e &ldquo;n&atilde;o est&atilde;o indo nesse neg&oacute;cio de esquadra e dos americanos&rdquo;. Rui Moreira Lima aguarda o resultado de uma a&ccedil;&atilde;o, por ele impetrada na Comiss&atilde;o de Direitos Humanos da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos, responsabilizando o Estado brasileiro por uma s&eacute;rie de viola&ccedil;&otilde;es dos direitos humanos at&eacute; hoje n&atilde;o apuradas? &ndash; (M&aacute;rio Augusto Jakobskind)<br \/>\n\t\t.<br \/>\n\t\t<strong>P 64:<\/strong> Brigadeiro Rui Moreira Lima, o senhor comandou a Base A&eacute;rea de Santa Cruz num per&iacute;odo de muita turbul&ecirc;ncia pol&iacute;tica, no in&iacute;cio dos anos 60. Como o senhor foi escolhido para comandar essa Base e que fatos marcantes desse per&iacute;odo se lembra?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima <\/strong>&ndash; Em Santa Cruz eu fui Tenente, Capit&atilde;o, Major, Tenente Coronel e Coronel. Quando fui escolhido para comandar eu j&aacute; era um santacruzense, ou seja, uma pessoa dedicada a Base, que foi criada quando n&oacute;s voltamos da II Guerra. Era um Regimento, meio aeroclube, sem organiza&ccedil;&atilde;o mais s&eacute;ria. Mas, nessa &eacute;poca, a Aeron&aacute;utica dava um pulo grande e estava fazendo patrulha como unidade de combate operacional. Os americanos tinham deixado o Nordeste, para ir ao Jap&atilde;o, porque os submarinos j&aacute; n&atilde;o estavam atuando muito no Brasil. Ent&atilde;o, os comandos passaram todos os conhecimentos que tinham sobre patrulha para os brasileiros.<br \/>\n\t\tEnquanto isso, o grupo de Ca&ccedil;a foi criado e mandado para uma base de instru&ccedil;&atilde;o no Panam&aacute; e l&aacute; formamos uma unidade de combate de elite e fomos atuar no teatro de opera&ccedil;&otilde;es da It&aacute;lia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> Quando foi isso?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreia Lima &#8211;<\/strong> 1942, quando tomei conhecimento da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira (FAB). Fui para a guerra e voltando fui para a Base de Santa Cruz onde tivemos o prop&oacute;sito de formar uma avia&ccedil;&atilde;o de ca&ccedil;a, moderna. Isso foi feito e hoje temos cerca de 1.500 pilotos de ca&ccedil;a. As tr&ecirc;s primeiras turmas foram feitas ainda pelos veteranos do grupo de ca&ccedil;a<br \/>\n\t\tP 64: O senhor tinha quantos anos ent&atilde;o?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima <\/strong>&#8211; Vinte e seis anos incompletos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> O senhor nasceu em que Estado?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &#8211; <\/strong>No Maranh&atilde;o. Eu tive 12 irm&atilde;os, oito doutores, engenheiros, m&eacute;dicos e um aviador, Eu quis ser aviador, Fui para a Escola Militar, onde entrei em plena guerra. Por uma quest&atilde;o de ideologia, sentimento, ensinamento do meu pai, eu fui para a guerra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Para voc&ecirc; ter uma ideia, eu fiquei noivo no dia 16 de outubro de 1943 e casei dez dias depois, em um noivado que vinha se arrastando desde cadete. E a&iacute; fui volunt&aacute;rio para ir &agrave; guerra contra o nazismo, defendendo o Nordeste que estava amea&ccedil;ado. Inclusive, se n&oacute;s n&atilde;o entreg&aacute;ssemos as bases os americanos obrigariam a gente e teriam tomado. Seria ent&atilde;o uma outra guerra e uma chatea&ccedil;&atilde;o grande, porque tinha muita gente que era pr&oacute;-aliado e outros pr&oacute;-nazista. Eu era pr&oacute;-aliado, absolutamente contra o nazismo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> O senhor optou pela democracia<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &#8211;<\/strong> Exato. Meu pai me ensinou isso desde menino e quando eu fui para a Escola Militar escreveu uma carta que se transformou em meu guia. Ele dizia assim: seja um patriota verdadeiro e n&atilde;o se esque&ccedil;a que a for&ccedil;a deve ser usada sempre em defesa do direito . Um povo desarmado merece o respeito das forcas armadas. Deve ser prudente, n&atilde;o atentando contra quem n&atilde;o estiver amado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Recebi a Base de Santa Cruz, a&iacute; come&ccedil;aram a surgir casos, como o da avia&ccedil;&atilde;o embarcada, que foi o cala-boca que o Juscelino deu para a Marinha. O porta-avi&otilde;es Minas Gerais, chamado de Belo Antonio, foi para Amsterd&atilde;, convertido ent&atilde;o num porta-avi&otilde;es. Quando trouxeram para c&aacute; a Marinha se indisp&ocirc;s. A&iacute; criaram o grupo embarcado com esquadr&otilde;es de helic&oacute;pteros e anti-submarinos. Fui para l&aacute; ent&atilde;o comandar o grupo de ca&ccedil;a. Dos nove pilotos que foram buscar os ca&ccedil;as na Inglaterra eu fui um deles, A rainha (Elizabeth) nos saudou. Eu tinha ainda a miss&atilde;o de colocar paralelepidos na Base. N&atilde;o tinha dinheiro para isso, o or&ccedil;amento era muito curto. Veio a proposta para fazer uma planta&ccedil;&atilde;o de arroz, para valer, colher arroz molhado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64: <\/strong>Seria para consumo na Base A&eacute;rea?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima <\/strong>&ndash; N&atilde;o, era para vender fora. Eram 12 mil sacas de arroz. Isso foi feito com um sacrif&iacute;cio danado. Entrei em contato com a unidade de Engenharia do Ex&eacute;rcito. Fiquei comandando Santa Cruz num ambiente terr&iacute;vel. Uma vez fui ao clube de suboficiais e sargentos e l&aacute; foi o Jango com a dona Maria Tereza, o General Jair Dantas Ribeiro, ministro do Exercito. A&iacute; dois sargentos fizeram um discurso que eu achei debochado. A minha FAB n&atilde;o era aquela. Os dois se dirigiam ao Jango perguntando quando ele ia fazer a reforma agr&aacute;ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Eu utilizava muito a &Uacute;ltima Hora, do Samuel Wainer, para difundir not&iacute;cias. Chamei Dom Helder C&acirc;mara para falar sobre a cristandade e o valor que tinha uma comunh&atilde;o. Ai teve um sargento que perguntou sobre a Enc&iacute;clica Paz e Terra,Jo&atilde;o XXIII. Ent&atilde;o eu disse que n&atilde;o dava para falar em reforma agr&aacute;ria naquele momento porque o tema da palestra era outro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Depois levamos o Abelardo Jurema, Ministro da Justi&ccedil;a. A&iacute; levei o Coronel Meira Mattos, que veio a ser o chefe da Casa Militar do general presidente Castelo Branco.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> Meira Mattos mais tarde comandou as tropas brasileiras que foram &agrave; Rep&uacute;blica Dominicana atendendo uma exig&ecirc;ncia dos Estados Unidos para derrubar um dirigente eleito<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash;<\/strong> Exato. Eu convidei tamb&eacute;m o Juscelino para falar sobre a Opera&ccedil;&atilde;o Panamericana. O Meira Mattos, que era meu amigo, veio falar sobre a proje&ccedil;&atilde;o mundial do Brasil. Um sargento voltou ent&atilde;o a falar sobre reforma agr&aacute;ria. Disse de novo que n&atilde;o era o tema. A&iacute; o Meira Mattos pediu licen&ccedil;a para responder e acabou dando uma aula de reforma agr&aacute;ria, dizendo como ela deveria ser feita. E complementou afirmando que o Brasil ainda n&atilde;o tinha feito a reforma agr&aacute;ria e por isso est&aacute;vamos vivendo aquela situa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Ah, j&aacute; que voc&ecirc;s querem reforma agr&aacute;ria, eu disse para o pessoal , vou chamar o Jo&atilde;o Pinheiro Neto, que era o respons&aacute;vel pelaSupra (Superintend&ecirc;ncia da Reforma Agr&aacute;ria). O pessoal da Supra ajudou muito na planta&ccedil;&atilde;o de arroz, que por sinal cresceu bastante. A&iacute; com o golpe de 64 terminaram com o arrozeiro. Em um ano acabou tudo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Em Santa Cruz tinha de tudo, at&eacute; um sargento comunista que foi para l&aacute; designado pelo PCB. Chamei o cara e disse: olha voc&ecirc; pode fazer os seus panfletos onde quiser, mas n&atilde;o aqui na Base. Se fizer isso vou enquadr&aacute;-lo, te prendo e expulso da FAB. Nunca tive nada contra os comunistas, lutei com eles a favor do petr&oacute;leo. Diziam que o Rui Moreira Lima era comunista, nunca fui, porque achava que o comunismo terminava sempre numa ditadura social.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> O senhor foi promovido a Coronel em que governo?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &#8211;<\/strong> No governo de Jango. Promovido por m&eacute;rito. N&atilde;o passei na frente de ningu&eacute;m, nem ningu&eacute;m passou a minha frente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> Qual o relacionamento que o senhor teve com Jo&atilde;o Goulart?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash;<\/strong> Inicialmente foi em 1959 quando ele era Vice-Presidente. Fui comandar o Grupo de Transporte Especial (GTE), cujo cria&ccedil;&atilde;o foi a partir de uma proposta minha. Era um grupo de Bras&iacute;lia e do Rio de Janeiro. Eu passava tr&ecirc;s dias na capital federal e outros tr&ecirc;s no Rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> Antes de Bras&iacute;lia ser capital<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash;<\/strong> Exato. Eu levei tijolo para Bras&iacute;lia. Nesse tempo eu era comandante do GTE. Ele voava muito no GTE, como n&atilde;o tinha hor&aacute;rio, era uma pessoa totalmente desligada de regras militares. Eu nunca voei com Jango, n&atilde;o tive o privil&eacute;gio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Meu relacionamento com Jango era de comandante do GTE. Eu era defensor das institui&ccedil;&otilde;es, da legalidade, sem ser pol&iacute;tico partid&aacute;rio, pois o meu partidarismo era o Brasil. Era um nacionalista, conhecia alguns problemas brasileiros, principalmente do petr&oacute;leo, em que me envolvi .<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Tive mais contato com o Presidente Jo&atilde;o Goulart quando fui nomeado para o Conselho de Seguran&ccedil;a Nacional. Fiz curso de Estado Maior. Fiquei chateado com isso porque n&atilde;o era minha meta espionar, fazer informes. Eu sou um sujeito operacional. O pa&iacute;s estava em perigo e eu ficava num pr&eacute;dio no centro do Rio, trancado, na rua Uruguaiana, onde o elevador levava duas pessoas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> Qual era a fun&ccedil;&atilde;o desse Conselho?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash;<\/strong> A minha se&ccedil;&atilde;o era do Servi&ccedil;o e Informa&ccedil;&atilde;o e Contra-informa&ccedil;&atilde;o, Depois foi transformado em Servi&ccedil;o Nacional de Informa&ccedil;&atilde;o (SNI). Preparava informes para a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, a quem est&aacute;vamos subordinados diretamente. Eu era o terceiro em ordem de grandeza. Era o coronel Castro Neves, do Ex&eacute;rcito, do gabinete do General Amaury Kruel, que em seguida foi promovido a General, e o General Dorval Lima, do Ex&eacute;rcito. Eu era Tenente Coronel da Aeron&aacute;utica. Passava os informes que vinha do Recife, da Bahia, do Rio de Janeiro e de S&atilde;o Paulo. Comunista, n&atilde;o era comunista, eu n&atilde;o tomava conhecimento. A&iacute; tive de tomar conhecimento porque a Alemanha Ocidental ofereceu um curso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Quando o General Dorval foi fazer o curso na Alemanha eu fiquei no lugar dele. Tomei ent&atilde;o conhecimento como se fabricavam comunistas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64: <\/strong>Como?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash; <\/strong>O sujeito tinha agentes an&ocirc;nimos, que s&oacute; ele sabia quem eram. Todos de confian&ccedil;a do governo. Havia muita fofoca, como, por exemplo, quando Francisco Mangabeira ia ser nomeado para diretor da Petrobras. A&iacute; vieram os relat&oacute;rios dos agentes, que n&atilde;o tinham base. N&atilde;o mandei mais os informes por consider&aacute;-los fora de prop&oacute;sito, safados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Fui fazer o curso na Alemanha com dois auxiliares. Quando chegamos l&aacute;, o chefe do curso, um alem&atilde;o t&iacute;pico, me chamou e disse: a nossa espionagem aqui &eacute; para valer, &eacute; do outro lado do Muro, da Tchecoslov&aacute;quia, da &Aacute;ustria. A espionagem de voc&ecirc;s brasileiros &eacute; interna, anticomunista. N&atilde;o temos muito que ensinar, voc&ecirc;s ficam a&iacute; e a gente mostra as fronteiras, o Muro (de Berlim), mostra tudo. Voc&ecirc;s v&atilde;o conhecer os castelos todos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> Ent&atilde;o o chef&atilde;o queria que voc&ecirc;s fizessem turismo&#8230;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash;<\/strong> A&iacute; eu disse que n&atilde;o tinha vindo para fazer turismo. N&atilde;o queria passear na Alemanha. Os colegas ficaram chateados e disseram que eu n&atilde;o devia ter feito o que fiz, para defender os d&oacute;lares. Disse ent&atilde;o que lamentava, mas n&atilde;o estava olhando os d&oacute;lares e sim o curso. A&iacute; o alem&atilde;o acabou inventando um curso para n&oacute;s, curso que se tornou interessante.<br \/>\n\t\tP 64: Que curso foi esse?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash;<\/strong> De informa&ccedil;&atilde;o, inicial, que em portugu&ecirc;s se chama &ldquo;Encarregado do caso&rdquo;. Voc&ecirc; tinha direito a sete nomes. Seguia o sujeito de carro, a&iacute; nos informavam que &ldquo;o senhor acabou de ser fotografado&rdquo; e assim sucessivamente. O manda-chuva do servi&ccedil;o de informa&ccedil;&otilde;es, General Gerner, que nunca tinha sido fotografado, fez a CIA, depois que se apresentou aos americanos para ser preso.<br \/>\n\t\tAnos depois a revista Times colocou a foto dele estampada na primeira p&aacute;gina. Ele trocou os prontu&aacute;rios de 10 mil espi&otilde;es para os Estados Unidos com a condi&ccedil;&atilde;o de que os Estados Unidos entregassem o prontu&aacute;rio dele. Eu conheci esse sujeito, ele fez um almo&ccedil;o de despedida para n&oacute;s.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> A&iacute; se aproximava o tempo da quebra da ordem constitucional, que culminou com a derrubada de Jango.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &#8211;<\/strong> Eu sempre obedeci o regulamento. Era dur&atilde;o nesse aspecto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Quando veio o 31 de mar&ccedil;o eu estava de prontid&atilde;o na Base. J&aacute; tinha um grupo t&aacute;tico, quatro de artilharia, batalh&atilde;o de combate de engenharia, da Vila Militar, prontos para atacar a Base. Mandaram o meu substituto, que n&atilde;o tinha nada a ver com o esp&iacute;rito da FAB. Disse a ele que Santa Cruz era uma base s&eacute;ria e perguntei quem o tinha mandado? Tinha sido Brigadeiro Melo Maluco, a quem fui dizer que a Base deveria ser comandada por um dos dois oficiais que tinham voz de comando. Mandou que eu passasse logo o &ldquo;comando dessa merda&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Retruquei afirmando que a Base n&atilde;o era uma &ldquo;merda&rdquo;. Chama de merda que vou dizer que o senhor tamb&eacute;m &eacute;, porque sempre desobedeceu ordens, inclusive no uso de uniforme. A&iacute; o Brigadeiro deu uma recuada e disse que estava mandando passar imediatamente o comando da Base. Decidi n&atilde;o passar o comando para qualquer um. No dia seguinte, as 9 horas da manh&atilde; passei o comando e a ordem do dia foi a carta do meu pai.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Falei com o Brigadeiro Teixeira que n&atilde;o ia aceitar ser preso . N&atilde;o sairia com uma patrulha vindo no meu pr&eacute;dio onde moro h&aacute; 40 anos. N&atilde;o sairia dessa forma n&atilde;o.O senhor veio me visitar ou me prender?, indaguei. &ldquo;O que o senhor quer ent&atilde;o?&rdquo;, perguntou o novo Ministro. Que me prendam por telefone, respondi. Fui o &uacute;nico oficial das tr&ecirc;s for&ccedil;as armadas a ser preso por telefone. Jogaram-me depois num por&atilde;o do Barroso Pereira onde passei tr&ecirc;s dias. Me colocaram depois no navio Princesa Leopoldina.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">No dia 31 de mar&ccedil;o peguei um pequeno avi&atilde;o eu fui localizar a coluna do general Mour&atilde;o Filho.Sobrevoei Para&iacute;ba do Sul a 17 mil metros. Fui descendo, trouxe comigo o comandante de um grupo, bom piloto, o Coronel Figueiredo Prates, Fiz uma descida muito perigosa., entrei num buraco, passei em cima da coluna. Quando isso aconteceu foi um Deus nos acuda, o pessoal do Mour&atilde;o come&ccedil;ou a correr de um lado para o outro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> Esta hist&oacute;ria coincide com outra contada pelo fot&oacute;grafo Gerv&aacute;sio Batista, ent&atilde;o da revista Manchete, que cobria a tropa do general Mour&atilde;o quando um avi&atilde;o sobrevoou o local e saiu todo mundo correndo para um lado e para outro. Foi o senhor, ent&atilde;o?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash;<\/strong> Fui eu mesmo (risos). Eu desci, foi uma manobra muito r&aacute;pida. Fui para cima outra vez, tornei a descer e outra vez foi uma confus&atilde;o danada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> Ent&atilde;o se naquele momento estivessem em a&ccedil;&atilde;o pelos c&eacute;us outros Coron&eacute;is como o senhor, a hist&oacute;ria de 64 poderia ter sido outra?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">&nbsp;<strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash;<\/strong> Ia adiar, mas n&atilde;o evitar, porque a frota norte-americana j&aacute; tinha se deslocado para o litoral brasileiro. S&oacute; um porta-avi&otilde;es daquele tinha o dom&iacute;nio de tudo.<br \/>\n\t\tQuando estava voltando do v&ocirc;o rasante recebi um aviso que o Brigadeiro Teixeira queria falar comigo e pediu que eu pousasse no Santos Dumont .<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Me avisaram que s&oacute; tinha eu no ar no Brasil inteiro .<br \/>\n\t\tQuando cheguei no QG vi o pessoal saindo. E perguntei o que estava havendo. Palavras do Brigadeiro Francisco Teixeira: a Vila Militar entregou a rapadura&#8230; O Ministro An&iacute;sio Botelho, da Aeron&aacute;utica, queria falar conosco. Ele ent&atilde;o, muito emocionado, com l&aacute;grimas nos olhos, disse que tinha nos chamado para as despedidas e dizer que cada comandante de unidade fizesse o que quisesse. &ldquo;Eu se fosse voc&ecirc;s passaria o comando porque a revolu&ccedil;&atilde;o (golpe) j&aacute; ganhou, a Vila Militar traiu o Presidente. Ent&atilde;o o melhor a fazer &eacute; entregar o comando&rdquo;, disse o Ministro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> Brigadeiro, neste contexto, que vale tamb&eacute;m para a atualidade, os militares brasileiros sempre estiveram por assim dizer divididos entre nacionalistas, que apoiam as reformas sociais, o bloco anticomunista e os que seguem apenas o regulamento. Como o senhor analisa isso?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash; <\/strong>Desde que me entendo na escola militar, sempre foi isso. Quando demos uma vaia estrondosa no embaixador e adido militar alem&atilde;o, l&aacute; por 1940, convidado pelo ent&atilde;o comandante da escola, Coronel Fi&uacute;za de Castro, pai do militar do mesmo nome que participou da repress&atilde;o no p&oacute;s-64. Passaram um filme em que aparecia o ditador Hitler falando em alem&atilde;o sobre a anexa&ccedil;&atilde;o da &Aacute;ustria em 1938. Os cadetes come&ccedil;aram a vaiar forte.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Acenderam a luz para o Coronel Fi&uacute;za de Castro dizer que estava triste e que vaia era coisa de moleque. Advertiu que apagaria a luz e n&atilde;o permitiria que as vaias se repetissem. A&iacute; vaiaram mais ainda. Os cadetes foram levados para a Escola e colocados em forma. Ficamos uma hora debaixo do sol e em posi&ccedil;&atilde;o de sentido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\">Eu quero dizer o seguinte: desde aquele tempo que essas pessoas existem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> Na verdade, quando os setores nacionalistas das For&ccedil;as Armadas estiveram nos postos de comando sempre houve avan&ccedil;os no pa&iacute;s na &aacute;rea social, enquanto quando a predomin&acirc;ncia ficava com os setores anticomunistas, de direita, como a partir de 64, ocorreram retrocessos marcantes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &#8211;<\/strong> Houve isso sim. Todos os militares que foram presos depois do golpe, cerca de 180 aqui no Rio de Janeiro, eram nacionalistas, legalistas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> O senhor tomou conhecimento que em pleno s&eacute;culo XXI, por volta de 2005, o Brasil enviou uma delega&ccedil;&atilde;o de militares ao Vietn&atilde; para estudar como foi a resist&ecirc;ncia dos vietnamitas &agrave; invas&atilde;o estrangeira? O fato praticamente n&atilde;o foi divulgado pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o brasileiros.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash;<\/strong> Soube disso sim, Os militares do Ex&eacute;rcito foram estudar a guerra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> O senhor mesmo estando na Reserva tem contato com o pessoal da Ativa, correto? Como analisa a corpora&ccedil;&atilde;o militar hoje comparada ao tempo em que o senhor estava em atividade?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash;<\/strong> Eu estou sentindo dentro das For&ccedil;as Armadas atuais uma vontade incr&iacute;vel dos seus quadros em defender o Brasil. N&atilde;o t&atilde;o indo nesse neg&oacute;cio de esquadra e dos americanos. Est&atilde;o voltados para o Brasil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>P 64:<\/strong> Para finalizar, Brigadeiro. O senhor ingressou na Comiss&atilde;o de Direitos Humanos da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos responsabilizando o Estado brasileiro por uma s&eacute;rie de viola&ccedil;&otilde;es dos direitos humanos at&eacute; hoje n&atilde;o apuradas? O que o motivou a fazer isso?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 16px\"><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima &ndash;<\/strong> Sou presidente de associa&ccedil;&otilde;es, entre as quais a de Militares Democratas e Militares Nacionalistas. Decidimos ent&atilde;o fazer isso, que &eacute; um pleito justo. Vamos aguardar o resultado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#808080;\"><span style=\"font-size: 16px;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><strong><em>M&aacute;rio Augusto Jakobskind &eacute; jornalista e escritor. Foi colaborador dos jornais alternativos Pasquim e Versus, rep&oacute;rter da Folha de S. Paulo (1975 a 1981) e correspondente da R&aacute;dio Centen&aacute;ria de Montevideo, al&eacute;m de editor de Internacional da Tribuna da Imprensa (1989 a 2004) e editor em portugu&ecirc;s da revista cubana Prisma (1988 a 1989).<br \/>\n\t\tAtualmente &eacute; correspondente do seman&aacute;rio uruguaio Brecha e membro do conselho editorial do Brasil de Fato e do Jornal &quot;&acute;P&aacute;gina 64&quot;. &Eacute; autor, entre outros, dos livros Am&eacute;rica Que N&atilde;o Est&aacute; na M&iacute;dia (Adia, 2006), Dossi&ecirc; Tim Lopes &#8211; Fant&aacute;stico\/Ibope (Europa, 2004), A Hora do Terceiro Mundo (Achiam&ecirc;, 1982), Am&eacute;rica Latina &#8211; Hist&oacute;rias de Domina&ccedil;&atilde;o e Liberta&ccedil;&atilde;o (Papirus, 1985) e Cuba &#8211; apesar do bloqueio, um rep&oacute;rter carioca em Cuba (Ato Editorial, 1986).<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <strong><a href=\"http:\/\/www.pagina64.com.br\/noticia.php?id=1859\">P&aacute;gina 64<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"48\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\" title=\"gvlima15_jpg\" width=\"32\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Postado por Gilvan Vanderlei<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>publicada em 10 de dezembro de 2010 Entrevista com o Brigadeiro Rui Moreira Lima. &nbsp; &nbsp; &nbsp; Um militar nacionalista e legalista que comandou a Base A&eacute;rea de Santa Cruz em 1964. AS &Uacute;LTIMAS HORAS DO GOVERNO JANGO NA &Aacute;REA MILITAR O her&oacute;i brasileiro da II Guerra Mundial, Brigadeiro Rui Moreira Lima, um militar nacionalista [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":283,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-14466","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens-2010"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14466","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/283"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14466"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14466\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14476,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14466\/revisions\/14476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}