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{"id":14006,"date":"2012-10-16T23:01:57","date_gmt":"2012-10-17T02:01:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=14006"},"modified":"2012-10-17T02:22:10","modified_gmt":"2012-10-17T05:22:10","slug":"comissao-nacional-da-verdade-investigara-perseguicoes-sofridas-por-militares-que-se-opuseram-a-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/2012\/10\/comissao-nacional-da-verdade-investigara-perseguicoes-sofridas-por-militares-que-se-opuseram-a-ditadura\/","title":{"rendered":"15\/10\/2012 &#8211; Comiss\u00e3o Nacional da Verdade investigar\u00e1 persegui\u00e7\u00f5es sofridas por militares que se opuseram \u00e0 Ditadura"},"content":{"rendered":"<p><strong>Grupo de trabalho iniciou atividades no &uacute;ltimo dia 11, no Rio de Janeiro, colhendo o depoimento do brigadeiro Rui Moreira Lima, de 93 anos <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/brig_rui_moreira_lima-430x300.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14007\" height=\"300\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/brig_rui_moreira_lima-430x300.jpg\" title=\"brig_rui_moreira_lima-430x300\" width=\"430\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/brig_rui_moreira_lima-430x300.jpg 430w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/brig_rui_moreira_lima-430x300-300x209.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><\/a><strong>Brigadeiro Rui Moreira Lima durante depoimento colhido na &uacute;ltima sexta-feira (11). <\/strong><br \/>\n\t<span style=\"font-size:10px;\">Foto: Marcelo Oliveira \/ Ascom &#8211; CNV<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o golpe militar eclodiu, em 31 de mar&ccedil;o de 1964, a quebra da ordem institucional vigente, causada pela deposi&ccedil;&atilde;o do presidente Jo&atilde;o Goulart, legalmente no poder, n&atilde;o foi aceita por unanimidade nos quart&eacute;is. V&aacute;rias vozes se levantaram na caserna e militares que se opuseram ao golpe foram cassados, perderam sal&aacute;rios, patentes ou foram presos por expressarem sua discord&acirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afim de recuperar essa hist&oacute;ria, a Comiss&atilde;o Nacional da Verdade criou um grupo de trabalho para apurar as viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos sofridas pelos militares que se opuseram ao golpe militar. O grupo &eacute; coordenado pelo ex-procurador geral da Rep&uacute;blica Cl&aacute;udio Fonteles e ter&aacute; a colabora&ccedil;&atilde;o dos membros Rosa Cardoso e Paulo S&eacute;rgio Pinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As atividades do GT come&ccedil;aram na &uacute;ltima quinta-feira (11), no Rio, com a colheita do depoimento do brigadeiro Rui Moreira Lima, de 93 anos, her&oacute;i da 2&ordf; Guerra Mundial, que participou de 94 miss&otilde;es com avi&otilde;es de ca&ccedil;a na It&aacute;lia. Lima contou aos membros da Comiss&atilde;o Nacional da Verdade Jos&eacute; Carlos Dias e Rosa Cardoso detalhes da repress&atilde;o sofrida por ele e outros colegas de farda que se opuseram ao regime. Especialistas no tema tamb&eacute;m j&aacute; est&atilde;o sendo ouvidos pela CNV para indicar informa&ccedil;&otilde;es sobre essa linha pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu depoimento, Moreira Lima tamb&eacute;m foi questionado a respeito dos antecedentes do golpe. Para ele, o grupo que tomou o poder &agrave; for&ccedil;a era uma minoria dentro das For&ccedil;as Armadas. Perguntado se a tese apresentada no livro &quot;<strong><strong>1964 &#8211;<\/strong> O DNA da Revolu&ccedil;&atilde;o<\/strong>&quot; (dos ex-oficiais J&ocirc;nathas de Barros Nunes e Gast&atilde;o R&uacute;bio de S&aacute; Weyne), que afirma que todo o golpe foi engendrado por cerca de 300 oficiais, o brigadeiro n&atilde;o teve d&uacute;vidas: &quot;<strong>n&atilde;o li o livro, mas os autores devem estar com a raz&atilde;o. Foram poucos<\/strong>&quot;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>ANTECEDENTES DO GOLPE<\/strong>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; &quot;<strong>Esse golpe de 64 veio andando, andando<\/strong>&quot;, afirmou o brigadeiro, lembrando seguidas quebras da ordem institucional, como a junta militar que, em 1961, assumiu o poder enquanto o cargo de presidente ficou vago ap&oacute;s a ren&uacute;ncia de J&acirc;nio Quadros, uma vez que Jo&atilde;o Goulart estava em visita oficial &agrave; China.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Moreira Lima foi preso tr&ecirc;s vezes: a primeira delas em 2 de abril de 1964, quando o brigadeiro foi deposto do comando da Base A&eacute;rea de Santa Cruz, pois Moreira Lima se op&ocirc;s ao golpe. &quot;<strong>V&aacute;rios colegas foram presos, acusados de serem comunistas. Sempre prenderam os comunistas, desde 1930. Eu trabalhei com comunistas, na Petrobras, mas sempre fui um homem de pensamento livre. Em 64, eu fui o primeiro a ser preso que n&atilde;o foi os de sempre<\/strong>&quot;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de ser processado, ser preso mais uma vez em 1964, e ser aposentado compulsoriamente, Moreira Lima partiu para iniciativa privada. Trabalhava com patentes em 1970, quando foi seq&uuml;estrado por uma equipe da Policia do Ex&eacute;rcito a servi&ccedil;o do Doi-Codi. &quot;<strong>Quando cheguei l&aacute;, meu filho Pedro j&aacute; estava sequestrado. Ordenei que ele fosse embora<\/strong>&quot;, disse o brigadeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filho foi liberado, mas o brigadeiro ficou tr&ecirc;s dias preso sem acusa&ccedil;&atilde;o formal, numa cama de tr&ecirc;s pernas, com colch&atilde;o fino e equil&iacute;brio prec&aacute;rio, o que lhe causou priva&ccedil;&atilde;o do sono. &quot;<strong>Foi tortura<\/strong>&quot;, afirmou o filho. &quot;<strong>Quando eu precisava fazer necessidades, era vigiado por um soldado o tempo todo, apontando uma metralhadora<\/strong>&quot;, contou Moreira Lima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao todo, Moreira Lima afirma que ficou 200 dias preso nos tr&ecirc;s epis&oacute;dios de pris&atilde;o, dois em 1964 e o de 1970, al&eacute;m de constantes amea&ccedil;as de pris&atilde;o e convites para &quot;<strong>visitar<\/strong>&quot; depend&ecirc;ncias do setor de intelig&ecirc;ncia, al&eacute;m do constante monitoramento que causava terror &agrave; fam&iacute;lia e vizinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m do depoimento, gravado em &aacute;udio e v&iacute;deo pela Comiss&atilde;o Nacional da Verdade, o brigadeiro Rui Moreira Lima entregou &agrave; CNV c&oacute;pias de documentos relacionados aos processos e pris&otilde;es que sofreu durante o regime militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&quot;<strong>Esperava muito do depoimento do brigadeiro e ficou comprovado que muitos militares sofreram viol&ecirc;ncias em raz&atilde;o da Ditadura<\/strong>&quot;, afirmou o membro da Comiss&atilde;o Nacional da Verdade Jos&eacute; Carlos Dias. &quot;<strong>O depoimento do brigadeiro certamente far&aacute; parte do relat&oacute;rio final da Comiss&atilde;o e abriu v&aacute;rios caminhos para a investiga&ccedil;&atilde;o do GT que apurar&aacute; as viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos sofridas por militares que se opuseram ao regime<\/strong>&quot;, disse Rosa Cardoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p>Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o<br \/>\n\tComiss&atilde;o Nacional da Verdade<br \/>\n\tMais informa&ccedil;&otilde;es &agrave; imprensa: Marcelo Oliveira&nbsp;<br \/>\n\t61-3313-7324<br \/>\n\t<a href=\"mailto:comunicacao@cnv.presidencia.gov.br\" target=\"_blank\">comunicacao@cnv.presidencia.gov.br<\/a><\/p>\n<p>Siga a Comiss&atilde;o da Verdade no Twitter: <strong>@CNV_Brasi<\/strong>l<br \/>\n\tCurta a p&aacute;gina da Comiss&atilde;o Nacional da Verdade no&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pages\/comissaonacionaldaverdade\" target=\"_blank\">Facebook<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><span style=\"color: #333300;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"alignnone\" height=\"74\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-gBjtVVy7jsA\/T4zleG93QQI\/AAAAAAAABKE\/G2zdVfxff_c\/s1600\/Oc%C3%A9lio_Gomes_48x74.jpg\" width=\"48\" \/><br \/>\n\tpor Oc&eacute;lio G. Ferreira<\/strong><br \/>\n\t<strong>Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/strong><br \/>\n\tE-mail <\/span><a href=\"mailto:%20ocelio.g@ig.com.br%20\">ocelio.g@ig.com.br <\/a><\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify; \">&nbsp;<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #333300;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"48\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gvlima15_jpg.jpg\" title=\"gvlima15_jpg\" width=\"32\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Postado por Gilvan Vanderlei<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0); \">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de trabalho iniciou atividades no &uacute;ltimo dia 11, no Rio de Janeiro, colhendo o depoimento do brigadeiro Rui Moreira Lima, de 93 anos Brigadeiro Rui Moreira Lima durante depoimento colhido na &uacute;ltima sexta-feira (11). 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