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{"id":24181,"date":"2014-11-21T17:21:12","date_gmt":"2014-11-21T20:21:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?page_id=24181"},"modified":"2014-11-21T17:22:31","modified_gmt":"2014-11-21T20:22:31","slug":"portaria-1-104gm364-fundamentos-juridicos-de-merito","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/portaria-1-104gm364-fundamentos-juridicos-de-merito\/","title":{"rendered":"Portaria 1.104GM3\/64 &#8211; Fundamentos Jur\u00eddicos de M\u00e9rito"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-meta\" id=\"post-19735\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?p=19735\" title=\"Ex-Cabos da FAB (P\u00f3s 64)  \u2013  (\u2026) se a Portaria n\u00b0 1.104\/GM3 fosse dirigida somente aos Cabos que se encontravam na ativa na data da sua edi\u00e7\u00e3o, os demais teriam sido excepcionados (\u2026)\">Ex-Cabos da FAB (P&oacute;s 64) &ndash; (&hellip;) se a Portaria n&deg; 1.104\/GM3 fosse dirigida somente aos Cabos que se encontravam na ativa na data da sua edi&ccedil;&atilde;o, os demais teriam sido excepcionados (&hellip;)<\/a><\/h1>\n<div class=\"posted-aut-cat\">Postado em 4.outubro.2013 | <a class=\"post-edit-link\" href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-admin\/post.php?post=19735&amp;action=edit\" title=\"Editar Post\">Editar<\/a><\/div>\n<div class=\"posted-aut-cat\">por <a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?author=283\" rel=\"author\" title=\"Posts de GVLIMA\">GVLIMA<\/a> em <a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/?cat=14\" rel=\"category\" title=\"Ver todos os posts em Postagens 2013\">Postagens 2013<\/a><\/div>\n<div class=\"post-content\">\n<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/peti\u00e7\u00e3o_inicial.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-large wp-image-19741\" height=\"339\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/peti\u00e7\u00e3o_inicial-450x339.jpg\" title=\"peti\u00e7\u00e3o_inicial\" width=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/peti\u00e7\u00e3o_inicial-450x339.jpg 450w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/peti\u00e7\u00e3o_inicial-300x226.jpg 300w, https:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/peti\u00e7\u00e3o_inicial.jpg 499w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color:#800000;\"><span style=\"font-family: comic sans ms,cursive;\"><strong><u>FUNDAMENTOS JUR&Iacute;DICOS DE M&Eacute;RITO.<\/u><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><u>Da aplica&ccedil;&atilde;o da Portaria 1.104GM3, de 12\/10\/1964, aos ex-Cabos da FAB P&oacute;s 64<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(&hellip;)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O<\/strong> impetrante Senhores Ministros, ingressou no servi&ccedil;o ativo da FAB em 03\/01\/1966, quando ainda vigorava a Portaria 1.104\/GM3, de 12\/10\/1964, por&eacute;m, <strong>a citada Portaria foi revogada em 20\/01\/1966, pela Lei 4.375\/64, editada em 17\/08\/1964, que s&oacute; entrou em vigor em 20\/01\/1966, quando foi regulamentada pelo Decreto 57.654\/66,<\/strong> logo ao ser licenciado do servi&ccedil;o ativo da FAB em 15\/01\/1974, n&atilde;o poderia ter por fundamento a Portaria n&deg; 1.104\/GM3\/64, porquanto tratava-se de norma inexistente no mundo jur&iacute;dico. Ainda que fosse um mero regulamento administrativo das prorroga&ccedil;&otilde;es do Servi&ccedil;o Militar, os regulamentos se limitam a regulamentar a lei que esteja em vigor e, a Portaria n&deg; 1.104\/GM3\/64, dizia expressamente na sua considera&ccedil;&atilde;o inicial, in verbis:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ldquo;As presentes Instru&ccedil;&otilde;es regulam a perman&ecirc;ncia em servi&ccedil;o ativo dos Sargentos, Cabos, Soldados e Taifeiros do Corpo do Pessoal Subalterno da Aeron&aacute;utica <strong><u>em obedi&ecirc;ncia ao disposto na Lei do Servi&ccedil;o Militar<\/u><\/strong>.&rdquo; Grifei.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E<\/strong> na data da edi&ccedil;&atilde;o da Portaria em comento a Lei do Servi&ccedil;o Militar era o Decreto-Lei n&deg; 9.500\/46, que disciplinava as regras de perman&ecirc;ncia no servi&ccedil;o militar e, tendo sido revogado pela Lei 4.375\/64, editada em 17\/08\/1964, que s&oacute; entrou em vigor em 20\/01\/1966, quando regulamentada pelo Decreto 57.654\/66, &eacute; de se entender que, <strong>os acess&oacute;rios da legisla&ccedil;&atilde;o anterior foram revogados<\/strong>, porquanto a lei nova al&eacute;m de disciplinar toda a mat&eacute;ria, ainda revogava expressamente a anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong>demais o art. 1&deg;, par&aacute;grafo &uacute;nico, do Decreto n&deg; 57.654, de 20 de janeiro de 1966, que regulamentava a Lei 4.375\/64, dizia expressamente, in verbis:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ldquo;Art. 1&deg; Este Regulamento estabelece normas e processos para a aplica&ccedil;&atilde;o da Lei do Servi&ccedil;o Militar, nele designada pela abreviatura LSM (Lei n&deg; 4.375), em anexo, de 17 de agosto de 1964, retificada pela Lei 4.754, de 18 de agosto de 1965.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Par&aacute;grafo &Uacute;nico &ndash; Caber&aacute; a cada For&ccedil;a Armada introduzir as modifica&ccedil;&otilde;es que se fizerem necess&aacute;rias nos Regulamentos dos &oacute;rg&atilde;os de dire&ccedil;&atilde;o execu&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Militar, de sua responsabilidade, bem como <strong>baixar instru&ccedil;&otilde;es ou diretrizes com base na LSM e neste Regulamento, tendo em vista estabelecer os pormenores de execu&ccedil;&atilde;o que lhe forem peculiares<\/strong>. Negrito nosso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>C<\/strong>omo j&aacute; ressaltado a Portaria n&deg; 1.104\/GM3, de 12 de outubro de 1964, s&oacute; vigorou at&eacute; o dia 20 de janeiro de 1966, quando foi revogada pela Lei 4.375\/64, editada em 17\/08\/1964, que vigorou a partir de 20\/01\/1966, quando foi regulamentada pelo Decreto 57.654\/66.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> Lei de Introdu&ccedil;&atilde;o ao C&oacute;digo Civil, j&aacute; fixava os par&acirc;metros para a revoga&ccedil;&atilde;o das leis, estabelecendo no seu art. 2&deg;, &sect; 1&deg;, que &ldquo;a lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompat&iacute;vel ou quando regule inteiramente a mat&eacute;ria que tratava a lei anterior.&rdquo; &ndash; ora, a Lei n&deg; 4.375\/64, regulou inteiramente a mat&eacute;ria, al&eacute;m de revogar expressamente o Decreto-Lei n&deg; 9.500\/46, que era a Lei do Servi&ccedil;o Militar, bem como, as Leis n&deg;s 1.200-50, 1.585-52, 4.027-61, &nbsp;revogando por conseq&uuml;&ecirc;ncias seus regulamentos e demais normas acess&oacute;rias, inserindo-se dentre elas a famigerada Portaria n&deg; 1.104\/GM3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N<\/strong>esse passo, impende ressaltar que com o advento da nova Lei do Servi&ccedil;o Militar e sua nova Regulamenta&ccedil;&atilde;o, as disposi&ccedil;&otilde;es em sentido contr&aacute;rio foram revogadas expressamente, notadamente porque as regras para a prorroga&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o militar dos pra&ccedil;as da ativa da FAB, j&aacute; estavam disciplinados na Lei 4.375\/64, raz&atilde;o pela qual, <strong>revogado o Decreto-Lei n&deg; 9.500\/46,<\/strong> <strong>alterado pela Lei 1.585\/52, que disciplinava o servi&ccedil;o militar, ou seja, a regra principal, revogaram-se por conseq&uuml;&ecirc;ncia os acess&oacute;rios,<\/strong> como se depreende do disposto no art. 81 da citada Lei, que tem a seguinte reda&ccedil;&atilde;o, in verbis:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Art 81. Esta lei revoga as Leis ns. 1.200-50, 1.585-52, 4.027-61, Decreto-lei n&ordm; 9.500-46 e demais disposi&ccedil;&otilde;es em contr&aacute;rio e s&oacute; entra em vigor ap&oacute;s a sua regulamenta&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N<\/strong>a mesma esteira, o <a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/Decreto-Lei-n%C2%BA-57.654-de-20.01.pdf\">Decreto n&deg; 57.654, de 20 de janeiro de 1966<\/a>, revogava a Portaria n&deg; 1.104\/GM3, de 12\/10\/1964, quando permitia o reengajamento da pra&ccedil;a at&eacute; dez (10) anos de servi&ccedil;os, na forma da legisla&ccedil;&atilde;o competente, in verbis:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&nbsp;Art. 131. Para a concess&atilde;o do reengajamento que <strong>permita &agrave; pra&ccedil;a completar 10 (dez) anos de servi&ccedil;o<\/strong> dever&atilde;o ser satisfeitos requisitos constantes da legisla&ccedil;&atilde;o competente, tendo em vista o interesse de cada For&ccedil;a Armada, em particular no que se refere ao acesso. O Negrito &eacute; nosso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O <\/strong>mesmo Regulamento disciplinava no seu art. 256, os casos de perman&ecirc;ncia de pra&ccedil;as no servi&ccedil;o ativo, existente na data da publica&ccedil;&atilde;o do citado Decreto, in verbis:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\">&nbsp;<span style=\"color:#800000;\">&nbsp; &nbsp;&nbsp; Art. 256. <strong>Os casos de perman&ecirc;ncia de pra&ccedil;as no servi&ccedil;o ativo, existentes na data da publica&ccedil;&atilde;o deste Regulamento e que contrariem as suas prescri&ccedil;&otilde;es<\/strong>, ser&atilde;o solucionados, em car&aacute;ter de exce&ccedil;&atilde;o, pelos Ministros Militares, <strong>no sentido de ser mantida a perman&ecirc;ncia<\/strong>, desde que seja esta julgada justa e de interesse da For&ccedil;a Armada respectiva. Grifei em negrito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E<\/strong> finalmente o art. 263 do <a href=\"http:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/legislacao.nsf\/Viw_Identificacao\/DEC%2057.654-1966?OpenDocument\">Decreto n&deg; 57.654, de 20 de janeiro de 1966<\/a>, revogava a Portaria n&deg; 1.104\/GM3, de 12\/10\/1964, porquanto declara expressamente que revogadas as disposi&ccedil;&otilde;es em contr&aacute;rio, e a Portaria n&deg; 1.104\/GM3\/64 era incompat&iacute;vel com as novas regras do Regulamento da Lei do Servi&ccedil;o Militar, in verbis:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ldquo;Art. 263 &ndash; &ldquo;Este Decreto entrar&aacute; em vigor na data de sua publica&ccedil;&atilde;o, revogadas as disposi&ccedil;&otilde;es em contr&aacute;rio&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O<\/strong>bserva-se que o Regulamento atribu&iacute;a compet&ecirc;ncia exclusiva aos Ministros Militares, para solucionarem em car&aacute;ter de exce&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&atilde;o da perman&ecirc;ncia daqueles pra&ccedil;as no servi&ccedil;o ativo, existentes na data da publica&ccedil;&atilde;o, sendo recomendada a manuten&ccedil;&atilde;o da perman&ecirc;ncia, desde que esta julgada justa e de interesse da For&ccedil;a Armada respectiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E<\/strong>vidente que o Regulamento desautorizava o Comandante do Segundo Comando A&eacute;reo Regional, a licenciar, excluir e desligar o impetrante, porquanto esse era militar da ativa na data da publica&ccedil;&atilde;o do Decreto n&deg; 57.654, de 20 de janeiro de 1966, constituindo-se, portanto, o ato de licenciamento que importou no seu conseq&uuml;ente desligamento e exclus&atilde;o do servi&ccedil;o ativo da FAB, com fundamento nas instru&ccedil;&otilde;es da Portaria n&deg; 1.104\/GM3, de 12 de outubro de 1964 e,&nbsp; sob o calor de conclus&atilde;o de tempo de servi&ccedil;o, <strong>em ato de exce&ccedil;&atilde;o, de natureza exclusivamente pol&iacute;tica,<\/strong> porquanto fundado em norma inexistente sob o ponto de vista jur&iacute;dico, norma esta que tinha car&aacute;ter de exce&ccedil;&atilde;o, motivada por raz&otilde;es exclusivamente pol&iacute;ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>V<\/strong>ale assinalar que o Regulamento em destaque logo no seu art. 1&deg;, par&aacute;grafo &uacute;nico, assim disp&otilde;e:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Art. 1&deg; Este Regulamento estabelece normas e processos para a aplica&ccedil;&atilde;o da Lei do Servi&ccedil;o Militar, nele designada pela abreviatura LSM (Lei n&ordm; 4.375, de 17 de agosto de 1964, retificada pela Lei n&deg; 4.754, de 18 de agosto de 1965).<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; Par&aacute;grafo &uacute;nico. <strong>Caber&aacute; a cada F&ocirc;r&ccedil;a Armada introduzir as modifica&ccedil;&otilde;es que se fizerem necess&aacute;rias nos Regulamentos dos &oacute;rg&atilde;os de dire&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Militar, <\/strong>de sua responsabilidade, bem como <strong>baixar instru&ccedil;&otilde;es ou diretrizes com base na LSM e neste Regulamento, tendo em vista estabelecer os pormenores de execu&ccedil;&atilde;o <\/strong>que lhe forem peculiares.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N<\/strong>enhuma norma foi baixada pela For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira, com instru&ccedil;&otilde;es ou diretrizes com base na nova Legisla&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Militar, referida no Regulamento em destaque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>L<\/strong>ogo, o impetrante n&atilde;o podia ser licenciado do servi&ccedil;o ativo da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira, com fundamento nas instru&ccedil;&otilde;es contidas na Portaria h&aacute; muito revogada pelos dispositivos acima citados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S<\/strong>alta aos olhos, a exce&ccedil;&atilde;o do ato, porquanto uma norma inexistente n&atilde;o poderia ser aplicada para subtrair direito do impetrante, conferido por lei e regulamento vigente, somente o ran&ccedil;o do arb&iacute;trio que tudo podia e tudo fazia, &eacute; que desencadeou a continuidade da aplica&ccedil;&atilde;o arbitr&aacute;ria da norma revogada, tudo adredemente voltado para preservar os ideais da Revolu&ccedil;&atilde;o de 1964.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong>o que se depreende, o Senhor Ministro da Justi&ccedil;a, n&atilde;o vislumbrou o equivoco laborado, <strong>submeteu-se a exig&ecirc;ncias outras<\/strong>, que por certo contribuir&aacute; para o retrocesso da democracia, porquanto estamos vivendo um momento impar de extrema expectativa ante as pr&aacute;ticas a&ccedil;odadas e desmedidas do novo governo que ai se instalou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I<\/strong>mpende ressaltar que posteriormente outras normas de hierarquia superior &agrave; Portaria n&deg; 1.104\/GM3, de 12.10.1964, foram editadas, que revogavam as disposi&ccedil;&otilde;es da citada Portaria, mas, mesmo <strong>diante de farta legisla&ccedil;&atilde;o <\/strong>que aniquilava do mundo jur&iacute;dico os efeitos e a efic&aacute;cia da norma atacada, <strong>a For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira continuou a ignorar os limites da legalidade de seus atos,<\/strong> porquanto n&atilde;o deixou de aplicar a norma arbitr&aacute;ria, <strong>fruto do estado de exce&ccedil;&atilde;o que viv&iacute;amos<\/strong>, contra aqueles que nenhum ato tinha praticado contra os Governos Militares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong>ssim, foi editado o Decreto-Lei n&ordm; 1.029, de 21 de outubro de 1969, que disp&otilde;e sobre o Estatuto dos Militares e dava outras providencias e, que no seu art. 52, tornava a revogar as disposi&ccedil;&otilde;es contidas na Portaria n&deg; 1.104\/GM3, visto serem incompat&iacute;veis com citado diploma. in verbis:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.2pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Art. 52. S&atilde;o direitos dos militares, ressalvadas as limita&ccedil;&otilde;es impostas em leis especificas:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.2pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">b) estabilidade, quando o pra&ccedil;a com dez ou mais anos de efetivo servi&ccedil;o, obedecidas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es previstas em lei e regulamento;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> Portaria n&ordm; 1.104, de outubro de 1964, prosseguiu na linha do n&atilde;o reconhecimento da estabilidade dos Cabos da Aeron&aacute;utica como direito, muito embora, o Decreto-Lei n&ordm; 1.029, de outubro de 1969, no seu art. 52, al&iacute;nea &ldquo;b&rdquo;, tenha institu&iacute;do&nbsp; como direito &agrave; estabilidade, direito esse que se alargou com o advento da Lei n&ordm; 5.774, de dezembro de 1971, no seu art. 54, inciso III, al&iacute;nea &ldquo;a&rdquo;, que imaginava-se estar colocando limite &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da citada Portaria. Mas, a Lei continuou a ser apenas uma aspira&ccedil;&atilde;o, porque continuou a prevalecer &agrave; repress&atilde;o infundada contra os Cabos da FAB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong>inda neste panorama de incertezas, surge o <strong>Decreto n&ordm; 68.951, de 19 de julho de 1971<\/strong>, que aprova o Regulamento para o corpo do Pessoal Graduado da Aeron&aacute;utica (RCPGAer) e d&aacute; outras providencias e logo no seu art. 2&deg;, trazia a <strong>alternativa segura para os Cabos prosseguirem na carreira militar<\/strong>, mas, o Decreto em comento, <strong>passou ao largo do conhecimento do Senhor Ministro da Aeron&aacute;utica<\/strong>, porquanto no seu art. 2&deg; trazia a seguinte disposi&ccedil;&atilde;o, in verbis:.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.2pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Art. 2&ordm; Fica constitu&iacute;do, no Corpo do pessoal Graduado da Aeron&aacute;utica, em car&aacute;ter transit&oacute;rio e de exist&ecirc;ncia limitada o Quadro Complementar de Terceiros Sargentos, destinado ao aproveitamento de Cabos da Ativa da Aeron&aacute;utica, que vem servindo sob regime de prorroga&ccedil;&atilde;o de tempo de servi&ccedil;o, com perman&ecirc;ncia na ativa at&eacute; o limite de idade previsto em lei e com estabilidade assegurada de acordo com o artigo 52, letra &ldquo;b&rdquo;, do Decreto -Lei&nbsp; n&ordm; 1.029, de 21 de outubro de 1969, abaixo transcrito.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 106.2pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Par&aacute;grafo &Uacute;nico &ndash; O aproveitamento dos Cabos de que trata este artigo ser&aacute; efetivado por promo&ccedil;&atilde;o a gradua&ccedil;&atilde;o de 3&ordm; Sargento, na forma estabelecida no Regulamento do Corpo do Pessoal&nbsp; Graduado da Aeron&aacute;utica (RCPGAer).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>C<\/strong>omo se observa do <strong>hist&oacute;rico militar<\/strong> do impetrante, constante dos Autos Administrativos em anexo, esse <u>ao ser exclu&iacute;do do servi&ccedil;o ativo da FAB<\/u>, consta <strong>ter sido motivada por conclus&atilde;o de tempo de servi&ccedil;o<\/strong>, de acordo com as instru&ccedil;&otilde;es contidas na <strong>Portaria n&ordm; 1.104\/GM3, de 12\/10\/1964. <\/strong>Portaria esta que n&atilde;o mais existia no mundo jur&iacute;dico, muito embora Sua Excel&ecirc;ncia o Senhor Ministro da Justi&ccedil;a, deseje sem nenhum constrangimento, dar efic&aacute;cia administrativa a um ato praticado ante o mais absoluto desamparo legal e negar efic&aacute;cia de lei que assegurava a perman&ecirc;ncia do impetrante na FAB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong>o negar efic&aacute;cia aos diversos diplomas que asseguravam a perman&ecirc;ncia do impetrante na FAB, Sua Excel&ecirc;ncia o Senhor Ministro da Justi&ccedil;a, Dr. M&aacute;rcio Thomaz Bastos, conhecido defensor dos direitos violados pelo regime militar de 64, se socorre do mesmo arb&iacute;trio que motivou a edi&ccedil;&atilde;o da Portaria n&deg; 1.104\/GM3\/64.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong>fora isso, outro v&iacute;cio interno revela-se t&atilde;o grave quanto os anteriores, &eacute; que, ante a exist&ecirc;ncia de Lei expressa (Lei n&deg; 4.375\/64) j&aacute; regulamentada por Decreto (Dec. 57.654\/66), que n&atilde;o fixavam prazos para a perman&ecirc;ncia dos pra&ccedil;as no servi&ccedil;o ativo, facultando estes alcan&ccedil;ar a <strong>estabilidade ap&oacute;s dez anos (art. 131, Dec. 57.654\/66),<\/strong> estas disposi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o poderiam ser modificados por disposi&ccedil;&atilde;o de hierarquia inferior e meramente complementar (Portaria n&deg; 1.104\/GM3), ainda que esta estivesse em vigor, porquanto somente outra lei &eacute; que poderia limitar o tempo de perman&ecirc;ncia dos pra&ccedil;as no servi&ccedil;o ativo da FAB, como pretendia as instru&ccedil;&otilde;es normativas da Portaria n&deg; 1.104\/GM3, de 12 de outubro de 1964, nos n&ordm; 2, letra b do item 2.3&nbsp;&nbsp; n&deg; 4 e 4.5 e na letra &ldquo;c&rdquo;, do n&deg; 5.1, que <strong>limitavam em oito (08) anos<\/strong> a perman&ecirc;ncia dos Cabos no servi&ccedil;o ativo da FAB, em anexo.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">2 &ndash; Concess&atilde;o<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">2.3 &ndash; As prorroga&ccedil;&otilde;es do tempo de servi&ccedil;o ser&atilde;o concedidas independentemente de requerimento &agrave;s pra&ccedil;as:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">que forem promovidos &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o de cabo, caso em que engajam ou reengajam obrigatoriamente a contar da data da promo&ccedil;&atilde;o;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">4 &ndash; Engajamento e Reengajamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">4.5 &ndash; O tempo de servi&ccedil;o do Cabo <strong>se prorrogar&aacute; no m&aacute;ximo at&eacute; que decorram 8 (oito) anos ininterruptos de efetivo servi&ccedil;o<\/strong>, desde a sua inclus&atilde;o nas fileiras da FAB, ou no caso da al&iacute;nea &ldquo;a&rdquo; do item 2.3.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">5 &ndash; Licenciamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">5.1 &ndash; Ser&atilde;o licenciadas, na data de conclus&atilde;o de tempo, as pra&ccedil;as que:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">sendo Cabos, completarem 8 anos de servi&ccedil;o, contados a partir da data da inclus&atilde;o nas fileiras da FAB; Grifei.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&Eacute;<\/strong> de se notar que a limita&ccedil;&atilde;o constante do <strong>item 4.5<\/strong>, aplic&aacute;vel t&atilde;o somente aos Cabos, de fato os impedia de ultrapassar oito anos de servi&ccedil;o desde a sua inclus&atilde;o nas fileiras da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira, impedindo, em conseq&uuml;&ecirc;ncia, implementa&ccedil;&atilde;o do tempo necess&aacute;rio para a aquisi&ccedil;&atilde;o da estabilidade, admitida ap&oacute;s o d&eacute;cimo ano de servi&ccedil;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Q<\/strong>uanto ao que interessa a presente demanda, observe-se que o Poder Executivo, ao qual incumbe a fun&ccedil;&atilde;o precipuamente administrativa, desempenha tamb&eacute;m a fun&ccedil;&atilde;o normativa, quando produz, por exemplo, normas GERAIS e ABSTRATAS atrav&eacute;s do PODER REGULAMENTAR (artigo 91, II, CF\/46).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>C<\/strong>abe lembrar que a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1946, assegurava a todos os brasileiros, o princ&iacute;pio da reserva legal, contido no art. 141, &sect; 2&deg;, que tinha seguinte reda&ccedil;&atilde;o, in verbis:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 212.4pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ldquo;Ningu&eacute;m pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa sen&atilde;o em virtude de lei.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> mesma Carta Magna de 1946, assegurava ainda nesse mesmo dispositivo, no seu &sect; 14, o direito ao exerc&iacute;cio de qualquer profiss&atilde;o, in verbis:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 212.4pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ldquo;&Eacute; livre o exerc&iacute;cio de qualquer profiss&atilde;o, observadas as condi&ccedil;&otilde;es de capacidade que a lei estabelecer.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> Constitui&ccedil;&atilde;o de 67\/69, recepcionou esses mesmos dispositivos, sendo portanto norma constitucional coercitiva que imp&otilde;e sua observ&acirc;ncia a todos indistintamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O<\/strong> que vale dizer, ningu&eacute;m poderia ser impedido de prosseguir na carreira militar a menos que existisse lei restringindo tal exerc&iacute;cio profissional, in casu, o impetrante tinha feito o Curso de Forma&ccedil;&atilde;o de Cabos da Aeron&aacute;utica e s&oacute; poderia ser licenciado motivadamente como requeria a lei vigente &agrave; &eacute;poca, o que n&atilde;o ocorreu na esp&eacute;cie. Foi licenciado com base nos mesmos expedientes de exce&ccedil;&atilde;o de natureza pol&iacute;tica, que n&atilde;o mais vigoravam a &eacute;poca, como j&aacute; enfatizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E<\/strong>, dentre as finalidades dispostas na Lei Maior, sabe-se que representam c&acirc;nones pr&eacute;-normativos, que, enfim, dever&atilde;o nortear a conduta do Estado quando do exerc&iacute;cio de atividades administrativas, os princ&iacute;pios administrativos da legalidade, porquanto a Carta de 46, j&aacute; assegurava no &sect; 2&deg;, do art. 141, que: &ldquo;Ningu&eacute;m pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa sen&atilde;o em virtude de lei.&rdquo; &ndash; logo na aus&ecirc;ncia de lei, ningu&eacute;m estaria obrigado a fazer ou deixar de fazer qualquer coisa, sendo fr&aacute;gil &agrave; fundamenta&ccedil;&atilde;o da Portaria n&deg; 594, de 12 de fevereiro de 2004, quando alude que a Portaria n&deg; 1.104\/GM3\/64, do Ministro da Aeron&aacute;utica, n&atilde;o atingiu o impetrante como ato de exce&ccedil;&atilde;o de natureza pol&iacute;tica, mas, sim, como mero regulamento administrativo das prorroga&ccedil;&otilde;es do servi&ccedil;o militar, do qual tinham pr&eacute;vio conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&Agrave;<\/strong> &eacute;poca vigorava o &sect; 2&deg;, do art. 153, da Carta Federal de 1967, que j&aacute; trazia explicitamente no seu arcabou&ccedil;o, o princ&iacute;pio da legalidade, viga mestra do ordenamento jur&iacute;dico brasileiro, porquanto qualquer comando estatal, quer seja para ordenar ato ou para abster fato, s&oacute; adquire juridicidade v&aacute;lida, quando decorre de lei em sentido formal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> quest&atilde;o, por&eacute;m, alcan&ccedil;a maior reflex&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> Portaria sob an&aacute;lise encontrava-se em pleno descompasso com as regras constitucionais vigorantes &agrave; &eacute;poca, Carta Federal de 1967\/1969, al&eacute;m do que tinha sido revogada primeiramente pelo art. 256, do Decreto 57.654, de 20\/01\/1966 e pelo art. 81 da Lei n&deg; 4.375\/64, quando esta entrou em vigor em 20\/01\/1966, posteriormente, pelo Decreto-Lei n&ordm; 1.029, de outubro de 1969, art. 52, al&iacute;nea &ldquo;b&rdquo;, pela Lei n&ordm; 5.774, de dezembro de 1971, art. 54, inciso III, al&iacute;nea &ldquo;a&rdquo; e, por &uacute;ltimo pelo art. 2&deg; do Decreto n&ordm; 68.951, de julho de 1971, porquanto <strong>pela vontade da legisla&ccedil;&atilde;o vigente, a perman&ecirc;ncia de pra&ccedil;as no servi&ccedil;o ativo, era permitida<\/strong> nos termos dos dispositivos retrocitados, notadamente o art. 131, do mesmo Decreto 57.654\/66, <strong>assegurava o reengajamento que permitia &agrave; pra&ccedil;a completar 10 (dez) anos de servi&ccedil;o,<\/strong> logo a dispensa de qualquer pra&ccedil;a, para que n&atilde;o se configurasse arbitr&aacute;ria, teria que ser motivada pelas regras destes dispositivos, da&iacute; emerge naturalmente, <strong>a exce&ccedil;&atilde;o do ato,<\/strong> que se sabe, tinha motiva&ccedil;&atilde;o de natureza exclusivamente pol&iacute;tica, oculta na sua pr&oacute;pria ess&ecirc;ncia e perversa porque aniquilava o direito das pra&ccedil;as, que tinham um ideal a perseguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N<\/strong>esse passo, vale ressaltar que, a Portaria n&ordm; 1.104\/GM3, de 12 de outubro de 1964, mesmo revogada, portanto ineficaz, continuou sendo aplicada, contra aqueles que se revelavam contr&aacute;rio aos interesses do regime militar e somente contra estes. O que se depreende &eacute; que sua aplica&ccedil;&atilde;o seja por qualquer raz&atilde;o, constitui-se num ato de exce&ccedil;&atilde;o, de natureza puramente pol&iacute;tica, porque atendia &agrave; ideologia do regime militar que vigorava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P<\/strong>or fim, vale relembrar Monstesquieu, que j&aacute; advertia:&nbsp; &quot;<strong>A injusti&ccedil;a feita a um &eacute; uma amea&ccedil;a a todos&quot;.<\/strong> Esta s&aacute;bia reflex&atilde;o de Monstesquieu exp&otilde;e a ess&ecirc;ncia do que deve guiar o sentimento de justi&ccedil;a deste Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, porquanto a anistia deve alcan&ccedil;ar a todos indistintamente, que sofreram o mesmo dissabor, a mesma dor e os mesmos preju&iacute;zos na sua vida pessoal, tal qual aqueles destacados M&aacute;rtires da Revolu&ccedil;&atilde;o, que estavam no outro extremo da trincheira, assim recepcionados e destacados,&nbsp; por Sua Excel&ecirc;ncia o Senhor Ministro da Justi&ccedil;a e pela atual Comiss&atilde;o de Anistia, como se infere dos notici&aacute;rios da mesma e dos jornais deste Pa&iacute;s, em anexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P<\/strong>ois bem!&nbsp; O poder regulamentar, conforme ordenamento jur&iacute;dico vigorante &agrave; &eacute;poca do fato, deveria, sempre, ser SUBJACENTE &Agrave; LEI E PRESSUP&Otilde;E A EXIST&Ecirc;NCIA DESTA. &Eacute; com este enfoque que a Constitui&ccedil;&atilde;o 1946 (art. 91, II), autorizava (por simetria constitucional), os Ministros de Estado, a expedir instru&ccedil;&otilde;es normativas, decretos e regulamentos: PARA, T&Atilde;O SOMENTE, VIABILIZAR A EFETIVA EXECU&Ccedil;&Atilde;O DAS LEIS.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O<\/strong>ra, editando uma Portaria que revogava em parte a Lei do Servi&ccedil;o Militar (Decreto-Lei n&deg; 9.500\/46 alterado pela Lei n&deg; 1.585\/52), o Ministro da Aeron&aacute;utica exorbitou de suas atribui&ccedil;&otilde;es e ingressou no campo da exce&ccedil;&atilde;o, motivado por raz&otilde;es intimamente ligadas a ideologia do regime militar que acabava de se instalar no nosso Pa&iacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O<\/strong> poder regulamentar &eacute; de natureza derivada, secund&aacute;ria, SOMENTE PODENDO SER EXERCIDO &Agrave; LUZ DAS LEIS PRE-EXISTENTES.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P<\/strong>or esta raz&atilde;o, ao poder regulamentar n&atilde;o cabe CONTRARIAR A LEI (contra legem), sob pena de sofrer invalida&ccedil;&atilde;o.&nbsp; SEU EXERC&Iacute;CIO SOMENTE PODE DAR-SE <strong>SECUNDUM LEGEM,<\/strong> OU SEJA, EM CONFORMIDADE COM O CONTE&Uacute;DO DA LEI E NOS LIMITES QUE ESTA IMPUSER.&nbsp;&nbsp; DECORRE DA&Iacute; QUE N&Atilde;O PODEM OS ATOS FORMALIZADORES CRIAR OU MODIFICAR DIREITOS E OBRIGA&Ccedil;&Otilde;ES, PORQUE TAL &Eacute; VEDADO NUM DOS POSTULADOS FUNDAMENTAIS QUE NORTEIAM NOSSO DIREITO POSITIVO: &ldquo;NINGU&Eacute;M SER&Aacute; OBRIGADO A FAZER OU DEIXAR DE FAZER ALGUMA COISA SEN&Atilde;O EM VIRTUDE DE LEI &rdquo; (ART. 141, &sect; 2&deg;, CF\/46 E ART. 5&deg;, II, CF\/88).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> prop&oacute;sito esse Colendo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, j&aacute; pacificou esse entendimento, acerca das normas administrativas, como se v&ecirc; adiante:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&ldquo;P<\/strong><strong>ortaria n&atilde;o tem o poder de alterar disposi&ccedil;&otilde;es emanadas de lei, como o prazo de recolhimento do IPI<\/strong>.&rdquo;(Resp.&nbsp; n&deg; 31.110-3-SP, relator eminente Min. Am&eacute;rico Luz, DJ de 05.04.1993)&rdquo; &ndash; No mesmo sentido, AGA n&deg; 29.915-0-SP; Resp. n&deg; 32.596-5-SP; Resp. n&deg; <a href=\"mailto:#@.642-8-SP\">32.642-8-SP<\/a>; Resp. n&deg; 31.101-2-SP; e Resp. n&deg; 28.792-7-RJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P<\/strong>or tais raz&otilde;es, &eacute; que o ato de Sua Excel&ecirc;ncia o Senhor Ministro da Justi&ccedil;a, se afigura abusivo e ilegal, porquanto deseja dar efic&aacute;cia a uma norma, h&aacute; muito sepultada pela revoga&ccedil;&atilde;o e sem qualquer aplicabilidade ante as normas vigentes &agrave; &eacute;poca do fato, porquanto incompat&iacute;vel com a Lei do Servi&ccedil;o Militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P<\/strong>or isso mesmo Senhores Ministros, o impetrante que conquistou ap&oacute;s anos de espera, desapontamentos e tristezas, o direito de ser anistiado politicamente, n&atilde;o pode, hoje, <strong>se sentir exilado em sua pr&oacute;pria terra,<\/strong> porquanto no auge da sua esperan&ccedil;a revive o pavor do amargo regresso ao passado revolucion&aacute;rio que trouxe para si e milhares de brasileiros, a vergonhosa condi&ccedil;&atilde;o que hoje vivencia, notadamente pelo desprezo a vida e o direito &agrave; cidadania da grande maioria da na&ccedil;&atilde;o brasileira, onde poucos ostentam <strong>o elevado status da influencia ideol&oacute;gica<\/strong> dentro da Rep&uacute;blica dos que mandam ou pretendem mandar no Pa&iacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong>nte o nebuloso quadro que se vislumbra, ao impetrante &nbsp;n&atilde;o resta alternativa sen&atilde;o renovar sua cren&ccedil;a no aforismo daquele campon&ecirc;s da Pr&uacute;ssia, que traduz para todos o ideal de seguran&ccedil;a que todo cidad&atilde;o deve esperar do Poder Judici&aacute;rio, que se encontra vazado nos seguintes termos:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ldquo;O soberano da Pr&uacute;ssia, do alto de sua arrog&acirc;ncia, insistia em adquirir a pequena gleba de terra de um campon&ecirc;s. Este consciente de seus direitos negou-se a vender sua pequena propriedade, ao que lhe retrucou o soberano: N&atilde;o sabes quem sou? N&atilde;o sabes que eu posso simplesmente apoderar-me da tua propriedade sem nada pagar?&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Firmemente respondeu-lhe o humilde campon&ecirc;s:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">O senhor &eacute; o rei; O senhor poderia at&eacute; fazer o que diz, mas apenas se n&atilde;o existissem Juizes em Berlim.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> Portaria n&deg; 1.104\/GM3, sub exame, expedida pelo Senhor Ministro da Aeron&aacute;utica, ao ser inovada na ordem jur&iacute;dica, passou a ditar &ldquo;comandos&rdquo; n&atilde;o previstos em lei formal, ficando claro que a hip&oacute;tese aqui tratada n&atilde;o &eacute; de indevida regulamenta&ccedil;&atilde;o de ato legislativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>C<\/strong>uida-se aqui, isso sim, de usurpa&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia do Poder Legislativo por parte do &Oacute;rg&atilde;o Executivo, e, portanto, de ofensa ao princ&iacute;pio constitucional da legalidade (art. 141, &sect; 2&deg;, CF\/46 e CF\/88, art. 5.&ordm;, II), pois sabe-se que esp&eacute;cie de norma (Portaria), dotada de ABSTRA&Ccedil;&Atilde;O e GENERALIDADE, caracteriza-se como lei apenas no sentido meramente material.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D<\/strong>e acordo com a singela leitura dos artigos que tratam da perman&ecirc;ncia da pra&ccedil;a no servi&ccedil;o ativo, mediante engajamento e sucessivos reengajamentos na Lei 4.357\/64, no seu art. 33, par&aacute;grafo &uacute;nico e no <a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/Decreto-Lei-n%C2%BA-57.654-de-20.01.pdf\">Decreto n&deg; 57.654, de 20 de janeiro de 1966<\/a> (artigos 131 e 256), que Regulamentou a citada Lei, bem como, o Decreto-Lei n&ordm; 1.029, de outubro de 1969, no seu art. 52, al&iacute;nea &ldquo;b&rdquo;, assegurava a estabilidade das pra&ccedil;as, com o advento da Lei n&ordm; 5.774, de dezembro de 1971, no seu art. 54, inciso III, al&iacute;nea &ldquo;a&rdquo; e, por fim, com a edi&ccedil;&atilde;o do Decreto n&ordm; 68.951, de 19 de julho de 1971, que aprovou o Regulamento para o Corpo do Pessoal Graduado da Aeron&aacute;utica (RCPGAer) que, no seu art. 2&deg;, trazia a alternativa segura para os Cabos prosseguirem na carreira militar, no Quadro Complementar de Sargentos, DENOTA-SE, INDUVIDOSAMENTE, QUE, EM MOMENTO ALGUM, HAVIA NA LEI OU NO SEU REGULAMENTO, A LIMITA&Ccedil;&Atilde;O DE APENAS&nbsp; OITO ANOS DE PERMANENCIA NO SERVI&Ccedil;O ATIVO PARA OS CABOS DA AERONAUTICA, porquanto j&aacute; na Lei 4.375\/64 que vigorou a partir de 20\/01\/1966, no seu art. 33, par&aacute;grafo &uacute;nico, dizia expressamente:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ldquo;Art 33. Aos incorporados que conclu&iacute;rem o tempo de servi&ccedil;o a que estiverem obrigados poder&aacute;, desde que o requeiram, ser concedida prorroga&ccedil;&atilde;o desse tempo, uma ou mais v&ecirc;zes, como engajados ou reengajados, segundo as conveni&ecirc;ncias da F&ocirc;r&ccedil;a Armada interessada.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&nbsp;Par&aacute;grafo &uacute;nico. <strong>Os prazos e condi&ccedil;&otilde;es de engajamento ou reengajamento ser&atilde;o fixados em Regulamentos, baixados pelos Minist&eacute;rios da Guerra, da Marinha e da Aeron&aacute;utica<\/strong>.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N<\/strong>a mesma esteira o <a href=\"http:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/legislacao.nsf\/Viw_Identificacao\/DEC%2057.654-1966?OpenDocument\">Decreto n&deg; 57.654, de 20 de janeiro de 1966<\/a>, no seus arts. 131 e 256, assim regulamentavam a mat&eacute;ria, in verbis:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ldquo;&nbsp;Art. 131. Para a concess&atilde;o do reengajamento que <strong>permita &agrave; pra&ccedil;a completar 10 (dez) anos de servi&ccedil;o<\/strong> dever&atilde;o ser satisfeitos requisitos constantes da legisla&ccedil;&atilde;o competente, tendo em vista o interesse de cada For&ccedil;a Armada, em particular no que se refere ao acesso.&rdquo; O Negrito &eacute; nosso.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ldquo;Art. 256. <strong>Os casos de perman&ecirc;ncia de pra&ccedil;as no servi&ccedil;o ativo, existentes na data da publica&ccedil;&atilde;o deste Regulamento e que contrariem as suas prescri&ccedil;&otilde;es<\/strong>, ser&atilde;o solucionados, em car&aacute;ter de exce&ccedil;&atilde;o, pelos Ministros Militares, <strong>no sentido de ser mantida a perman&ecirc;ncia<\/strong>, desde que seja esta julgada justa e de interesse da For&ccedil;a Armada respectiva.&rdquo; Grifei em negrito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong>l&eacute;m do art. 1&deg;, par&aacute;grafo &uacute;nico, do mesmo Regulamento, dispor que:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ldquo;Art. 1&deg; Este Regulamento estabelece normas e processos para a aplica&ccedil;&atilde;o da Lei do Servi&ccedil;o Militar, nele designada pela abreviatura LSM (Lei n&ordm; 4.375, de 17 de agosto de 1964, retificada pela Lei n&deg; 4.754, de 18 de agosto de 1965).<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 177pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; Par&aacute;grafo &uacute;nico. <strong>Caber&aacute; a cada For&ccedil;a Armada introduzir as modifica&ccedil;&otilde;es que se fizerem necess&aacute;rias nos Regulamentos dos &oacute;rg&atilde;os de dire&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Militar, <\/strong>de sua responsabilidade, bem como <strong>baixar instru&ccedil;&otilde;es ou diretrizes com base na LSM e neste Regulamento, tendo em vista estabelecer os pormenores de execu&ccedil;&atilde;o <\/strong>que lhe forem peculiares.&rdquo; Negrito nosso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P<\/strong>or via de conseq&uuml;&ecirc;ncia, N&Atilde;O PODE CONSIDERAR-SE LEG&Iacute;TIMO O ATO ADMINISTRATIVO DE &ldquo;MERA REGULAMENTA&Ccedil;&Atilde;O&rdquo; CONTIDO NA PORTARIA N&deg; 1.104\/GM3, OBJETO DE SUPORTE &Agrave; PORTARIA ATACADA NESTE MANDAMUS (Portaria n&deg; 594, de 12 de fevereiro de 2004), pois, a pretexto de estabelecer normas de complementa&ccedil;&atilde;o da lei &ndash; tendentes a aperfei&ccedil;oar as instru&ccedil;&otilde;es que regulam a perman&ecirc;ncia em servi&ccedil;o ativo dos Sargentos, Cabos, Soldados e Taifeiros do Corpo Subalterno da Aeron&aacute;utica em obedi&ecirc;ncia ao disposto na Lei do Servi&ccedil;o Militar -, LIMITA O TEMPO DE PERMANENCIA DAS PRA&Ccedil;AS NA ATIVA, N&Atilde;O CONSTANTES NA LEI, EM SENTIDO FORMAL.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> Lei n&deg; 10.559, de 13 de novembro de 2002, que regulamentou o art. 8&deg;, do Ato das Disposi&ccedil;&otilde;es Constitucionais Transit&oacute;rias &ndash; Lei da Anistia &ndash; no seu art. 2&deg;, inc. XI, estabelece quais as pessoas pass&iacute;veis de virem a ser declarados anistiados pol&iacute;ticos, in verbis:<\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Art.&nbsp;2o S&atilde;o declarados anistiados pol&iacute;ticos aqueles que, no per&iacute;odo de 18 de setembro de 1946 at&eacute; 5 de outubro de 1988, por motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica, foram:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">XI&nbsp;&#8211;&nbsp;<strong>desligados, licenciados<\/strong>, expulsos ou <strong>de qualquer forma compelidos ao afastamento de suas atividades remuneradas, ainda que com fundamento na legisla&ccedil;&atilde;o comum, ou decorrentes de expedientes oficiais sigilosos.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P<\/strong>or tais raz&otilde;es e fundamentos, visando agilizar os processos de anistia &eacute; que, a Comiss&atilde;o de Anistia editou S&uacute;mula Administrativa que tem o seguinte teor:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <span style=\"color:#800000;\"><strong>S&Uacute;MULA ADMINISTRATIVA N.&ordm; 2002.07.0003 &ndash; CA<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">O CONSELHEIRO PRESIDENTE DA COMISS&Atilde;O DE ANISTIA, no uso de suas atribui&ccedil;&otilde;es legais, com fulcro no art. 5&ordm;, inciso II, do Regimento Interno da Comiss&atilde;o de Anistia, aprovado pela Portaria n.&ordm; 751, de 03 de julho de 2002, e considerando o resultado da delibera&ccedil;&atilde;o da Proposta de S&uacute;mula Administrativa, n.&ordm; 2002.07.0003-CA, na Segunda Sess&atilde;o Extraordin&aacute;ria do Plen&aacute;rio da Comiss&atilde;o de Anistia, realizada no dia 16 de julho de 2002, resolve:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">editar a seguinte S&uacute;mula Administrativa n.&ordm; 2002.07.0003-CA, para fins de aplica&ccedil;&atilde;o nos requerimentos de anistia id&ecirc;nticos ou semelhantes:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\"><strong>&ldquo;A Portaria n.&ordm; 1.104, de 12 de outubro de 1964, expedida pelo Senhor Ministro de Estado da Aeron&aacute;utica, &eacute; ato de exce&ccedil;&atilde;o, de natureza exclusivamente pol&iacute;tica&rdquo;. <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Refer&ecirc;ncia:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ndash; art. 8.&ordm;, do ADCT;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ndash; EC n.&ordm; 26, de 1985;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ndash; Lei n.&ordm; 6.683, de 1979;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ndash; Decreto n.&ordm; 84.143, de 1979;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ndash; Decreto n.&ordm; 1.500, de 1995;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ndash; Medida Provis&oacute;ria n.&ordm; 2.151-3, de 2001;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ndash; Portaria n.&ordm; 751-MJ, de 2002, art. 3&ordm;, inciso I; art. 4&ordm;, incisos IV e VI; e art. 5&ordm;, inciso II (Regimento Interno);<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ndash; Of&iacute;cio Reservado n.&ordm; 4, de 04.09.64, do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ndash; Portaria n.&ordm; 1.104-GMS, de 14.10.64, do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ndash; Portaria n.&ordm; 570-GM3, de 23.11.54, do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica; e<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">&ndash; Boletim Reservado n.&ordm; 21, de 11.05.65, do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Conselheiro Jos&eacute; Alves Paulino<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\"><span style=\"color:#800000;\">Presidente<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>F<\/strong>ace esse entendimento pacificado pela Comiss&atilde;o de Anistia, a Portaria n&deg; 1.104-GM3, de 12.10.64, do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica, &ldquo;&eacute; ato de exce&ccedil;&atilde;o, de natureza exclusivamente pol&iacute;tica&rdquo; (S&uacute;mula Administrativa n&deg; 2002.07.0003 &ndash; CA) acima citada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N<\/strong>esse passo vale salientar que o deferimento dos requerimentos de anistia pela Comiss&atilde;o n&atilde;o se restringiram apenas &agrave;queles que estavam incorporados, &agrave; &eacute;poca, nas fileiras da Aeron&aacute;utica quando da edi&ccedil;&atilde;o da citada portaria, como deseja agora o Senhor Ministro da Justi&ccedil;a, mas tamb&eacute;m aos que ingressaram posteriormente a edi&ccedil;&atilde;o da Portaria em comento, ao argumento de que, estes &uacute;ltimos, &ldquo;foram punidos e sofreram preju&iacute;zo por motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica &ndash; condi&ccedil;&atilde;o essencial para que se reconhe&ccedil;a o direito a anistia, apontada &agrave; &eacute;poca no caput do art. 2&deg; da MP n&deg; 65\/2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> Comiss&atilde;o de Anistia, justificou a motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica da Portaria n&deg; 1.104 GM3\/64, conforme destacamos anteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E<\/strong>vidente que o ato em si materializa a sua exce&ccedil;&atilde;o de natureza exclusivamente pol&iacute;tica, vez que, se a Portaria n&deg; 1.104\/GM3 fosse dirigida somente aos Cabos que se encontravam na ativa na data da sua edi&ccedil;&atilde;o, os demais teriam sido excepcionados e, mais, se o objetivo fosse o de punir os Cabos envolvidos em atividade subversiva creio que deveriam ter recorrido a legisla&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E<\/strong>sse &eacute; o lado perverso da norma de permitir que inocentes fossem alvo de persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, porquanto era feita sem lastro, por meras suspeitas, pela t&ecirc;nue possibilidade de que, um cidad&atilde;o qualquer vindo a ser Cabo da FAB, viesse a se tornar num potencial subversivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N<\/strong>&atilde;o vejo como o impetrante receber qualquer tratamento diferenciado ante a interpreta&ccedil;&atilde;o administrativa j&aacute; Sumulada pela Comiss&atilde;o de Anistia, porquanto esse foi licenciado da FAB com fundamento na Portaria n&deg; 1.104\/GM3, de 12 de outubro de 1964, logo n&atilde;o vejo como lhe emprestar tratamento diverso se os demais anistiados o foram declarados anistiados pol&iacute;ticos com base no mesmo entendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<strong>F<\/strong>ugir a regra para uma exce&ccedil;&atilde;o que a lei n&atilde;o contempla, equivale retornar ao passado tenebroso, palco do arb&iacute;trio e dos atos de exce&ccedil;&atilde;o, notadamente quando a Autoridade Coatora pretende emprestar, cunho de legalidade administrativa aos atos praticados no per&iacute;odo revolucion&aacute;rio, ao prec&aacute;rio fundamento de que:&nbsp; &ldquo;<strong>&agrave; &eacute;poca da edi&ccedil;&atilde;o da Portaria n&deg; 1.104\/64 do Minist&eacute;rio da Aeron&aacute;utica, os abaixo nominados n&atilde;o ostentavam status de cabo.<\/strong> Assim, diversamente do que se dera com os cabos ent&atilde;o em servi&ccedil;o, <strong>a referida portaria n&atilde;o os atingiu como ato de exce&ccedil;&atilde;o de natureza pol&iacute;tica, mas, sim, como mero regulamento administrativo das prorroga&ccedil;&otilde;es do Servi&ccedil;o Militar, do qual tinham pr&eacute;vio conhecimento.&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S<\/strong>enhores Ministros, ante o ato do Senhor Ministro da Justi&ccedil;a, o impetrante sente-se na mesma condi&ccedil;&atilde;o daquele individuo que recebeu da na&ccedil;&atilde;o um cheque, conferido pelos nossos Congressistas, <strong>muitos ainda est&atilde;o ai no Congresso Nacional, alguns continuam, mas, j&aacute; se desviaram de seus ideais e<\/strong>, agora vem, o Governo eleito por uma expressiva maioria, lan&ccedil;ar m&atilde;o de expedientes desse naipe, <strong>para violar direito liquido e certo do impetrante<\/strong>, surrupiando direito inalien&aacute;vel conquistado ante o ordenamento jur&iacute;dico vigente no Pa&iacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E<\/strong> o que lamentavelmente estamos constatando &eacute; que ao inv&eacute;s de honrar esta obriga&ccedil;&atilde;o sagrada que j&aacute; beneficiou ao pr&oacute;prio mandat&aacute;rio da Na&ccedil;&atilde;o e seus aliados, o Governo na pessoa de seus Ministros, usa de subterf&uacute;gio p&iacute;fio para <strong>se eximir da improbidade administrativa continuada de seus agentes,<\/strong> porquanto sacou o dinheiro deixado pelo seu antecessor e deixou o cheque da Na&ccedil;&atilde;o sem fundos, ai estar registrado com todas as letras pelo carimbo da Portaria n&deg; 594, de 12 de fevereiro de 2004, do Senhor Ministro de Estado da Justi&ccedil;a, dizendo que o <strong>Cheque dado ao impetrante n&atilde;o tem fundos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>M<\/strong>as, o impetrante se recusa a crer que o Banco da Justi&ccedil;a seja fal&iacute;vel, pois, tem a convic&ccedil;&atilde;o de que existem fundos suficientes para honrar o cheque recebido e, por isso mesmo comparece atrav&eacute;s deste mandamus, para receber a outorga e a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica que lhes assegure o direito de sacar o cheque que lhe foi conferido pela Na&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P<\/strong>enso que seria fatal para a na&ccedil;&atilde;o negligenciar a urg&ecirc;ncia desse momento, porque a democracia por certo se sentir&aacute; abalada nas suas bases, porquanto &agrave; &eacute;poca das promessas pol&iacute;ticas s&oacute; retornar&atilde;o no alvorecer do ano de 2006, quando come&ccedil;ar&aacute; por certo a proliferar as gentilezas dos inescrupulosos, as promessas escancaradas e invi&aacute;veis daqueles que postulam o cargo de Mandat&aacute;rio da Na&ccedil;&atilde;o; por isso mesmo, o impetrante estar convicto de que o tempo de fazer da justi&ccedil;a uma realidade, &eacute; agora, porque n&atilde;o se sente e nem foi culpado das a&ccedil;&otilde;es injustas que dizimaram nossa P&aacute;tria, mas, foi vitima do mesmo arb&iacute;trio e dos atos de exce&ccedil;&atilde;o fulcrados nos ideais revolucion&aacute;rios de 1964.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> Portaria n&deg; 1.104\/GM3 de 12 de outubro de 1964, s&oacute; continuou a ser aplicada ap&oacute;s sua revoga&ccedil;&atilde;o, inspirada nos mesmos motivos que ensejaram a sua edi&ccedil;&atilde;o, ou seja, como ato de exce&ccedil;&atilde;o de natureza exclusivamente pol&iacute;tica, onde os princ&iacute;pios da legalidade e da moralidade, eram desprezados pelos governantes revolucion&aacute;rios, por&eacute;m, o que n&atilde;o se admite &eacute; que hoje o Governo eleito democraticamente possa transigir e violar os direitos dos anistiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P<\/strong>ensar na perspectiva de que um jovem de 18 anos ao ingressar na For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira nos idos da Revolu&ccedil;&atilde;o 64 tinha consci&ecirc;ncia de algum direito, &eacute; o mais equivocado dos enganos, porquanto <strong>quem viveu &agrave;quela &eacute;poca sabia que tinha deveres com a P&aacute;tria<\/strong>, como qualquer Cubano de hoje sabe dos deveres que tem com a Ditadura Cubana de Fidel Castro, cujo slogan &eacute; &ldquo;P&aacute;tria ou Morte&rdquo;, no Brasil naquela &eacute;poca revolucion&aacute;ria, os direitos <strong>&ldquo;era coisa fora de moda&rdquo;,<\/strong> como at&eacute; hoje &eacute; em Cuba, porque se o Senhor Ministro da Justi&ccedil;a tivesse se debru&ccedil;ado um pouco mais sobre a natureza e os efeitos da Portaria n&deg; 1.104\/GM3, de 12 de outubro de 1964, n&atilde;o teria cometido tamanha viol&ecirc;ncia contra do direito do impetrante e de tantos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(&hellip;)<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size:9px;\"><strong>FUNDAMENTOS JUR&Iacute;DICOS DE M&Eacute;RITO &ndash; Extra&iacute;dos da inicial dos autos do <\/strong><strong>MS-9650\/DF &ndash; Registro n&ordm; 2004\/0049611-0<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 0);\"><a href=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gvlima15_jpg\" class=\"alignnone size-full wp-image-4034\" height=\"74\" src=\"http:\/\/www.militarpos64.com.br\/sitev2\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/GVLIMA-298-48x74.jpg\" title=\"Gilvan VANDERLEI\" width=\"48\" \/><\/a><\/span><br \/>\n\t\t\t<strong><span style=\"font-size:11px;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 0);\">Postado por Gilvan VANDERLEI<\/span><br \/>\n\t\t\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0);\">Ex-Cabo da FAB &ndash; V&iacute;tima da Portaria 1.104GM3\/64<\/span><br \/>\n\t\t\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 0);\">E-mail <\/span><a href=\"mailto:gvlima@terra.com.br\" rel=\"nofollow\">gvlima@terra.com.br<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex-Cabos da FAB (P&oacute;s 64) &ndash; (&hellip;) se a Portaria n&deg; 1.104\/GM3 fosse dirigida somente aos Cabos que se encontravam na ativa na data da sua edi&ccedil;&atilde;o, os demais teriam sido excepcionados (&hellip;) Postado em 4.outubro.2013 | Editar por GVLIMA em Postagens 2013 FUNDAMENTOS JUR&Iacute;DICOS DE M&Eacute;RITO. 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